quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

10 anos sem Cássia Eller

Grifo nosso # 24

"Morta no auge da carreira, a original e carismática Cássia Eller (Cássia Rejane Eller, Rio de Janeiro, RJ, 10 de dezembro de 1962—29 de dezembro de 2001) foi na virada do milênio nossa melhor intérprete do pop-rock, categoria em que ganhou postumamente o Prêmio Tim."

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Jairo Severiano, em seu livro Uma história da música popular brasileira: das origens à modernidade (Editora 34, 2008).

Na nossa homenagem pelos 10 anos da morte da cantora Cássia Eller, completados hoje, dia 29 de dezembro de 2011.

"Eu sou neguinha" (Caetano Veloso)


"Coroné Antônio Bento" (Luiz Wanderley / João do Vale)


"Come together" (John Lennon / Paul McCartney)

Crítica do disco 'Veneno Vivo', de Cássia Eller, publicada em abril de 1998

Do papel # 04

Breve texto publicado na Revista ShowBizz 153 (de abril de 1998) comentando o álbum Veneno vivo, da cantora Cássia Eller, recém-lançado à época.



Cássia Eller - Veneno Vivo (Globo / Polydor)
O show de Cássia Eller cantando basicamente Cazuza, Veneno Antimonotonia

Cássia Eller tem muita personalidade. Por exemplo, ela não esconde de ninguém que prefere seus trabalhos ao vivo aos de estúdio. Assim, depois de homenagear o compositor Cazuza no celebrado Veneno Antimonotonia, ela correu para o palco e transformou o show em disco ao vivo.

Para quem gosta da mistura de MPB, blues e rock brasileiro, Veneno Vivo tem a medida certa, com um repertório bem escolhido. O destaque do álbum é a sequência inicial, com "Brasil" (Cazuza/George Israel/Nilo Romero), "Amor Destrambelhado" (Márcio Mello/Lan Lan) e "Obrigado" (Cazuza/Zé Luís). Cássia também regravou "Nós", de Tião Carvalho, que estava em seu primeiro disco ao vivo. E se auto-homenageou em "Eu Queria Ser Cássia Eller", do poeta Péricles Cavalcanti.
Pedro Falcão (Revista ShowBizz 153, abril de 1998)
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"Vida bandida" (Bernardo Vilhena / Lobão), faixa do disco Veneno Vivo:

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

'Humor de peito aberto': show com Chico Júnior



Show Humor de Peito Aberto, com Chico Júnior
Sexta-feira, dia 23 de dezembro de 2011, às 19h
No Teatro Municipal Salviano Arraes (no Calçadão, em Crato-CE)
Classificação: livre
Entrada: um brinquedo.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Embalado pra viagem # 40

Agnus sei (João Bosco / Aldir Blanc)

Faces sob o sol, os olhos na cruz
os heróis do bem prosseguem na brisa da manhã
vão levar ao reino dos minaretes
a paz na ponta dos arietes,
a conversão para os infiéis.

Para trás ficou a marca da cruz
na fumaça negra vinda na brisa da manhã
ah! como é difícil tornar-se herói
só quem tentou sabe como dói
vencer satã só com orações.

E-anda pacatárandá
que Deus tudo vê
ê-anda pacatárandá
que Deus tudo vê
e-anda, ê-ora
ê-mandá, ê-matá.
responderei: não!

Dominus, domínio, juros além
todos esse anos agnus sei que sou também,
mas ovelha negra me desgarrei,
o meu pastor não sabe que eu sei
da arma oculta na sua mão.

Meu profano amor eu prefiro assim:
a nudez sem véus diante da santa inquisição
ah, o tribunal não recordará
dos fugitivos de Shangri-la
o tempo vence toda ilusão.


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João Bosco

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Dicas de filmes por Wendell Borges # 10

Filme: Linha de passe
Título original: Linha de passe
Direção: Walter Salles e Daniela Thomas
Roteiro: George Moura e Daniela Thomas, com colaboração de Bráulio Mantovani
Elenco:
João Baldasserini (Dênis), Vinícius de Oliveira (Dario), José Geraldo Rodrigues (Dinho), Kaique de Jesus Santos (Reginaldo), Sandra Corveloni (Cleuza)
Origem:
Brasil
Ano de lançamento: 2008
Duração: 108 minutos

Comentário: Um drama daqueles que ao final deixa o espectador reflexivo e que mexe com suas emoções. Aquela sensação de anestesia, coisa de um mundo vivo mostrado na tela, sufocante, verdadeiro e intenso. Elenco de primeira e direção primorosa de Walter Salles e Daniela Thomas. Merecido prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes para a atriz Sandra Corveloni, no papel de Creuza. Vinícius de Oliveira, o garoto de Central do Brasil, também está excelente no papel de Dario. Filme obrigatório para os que ainda têm preconceitos com o cinema brasileiro.
Trailer:



Filme: Rio congelado
Título original: Frozen river
Direção: Courtney Hunt
Roteiro: Courtney Hunt
Elenco: Melissa Leo (Ray Eddy), Misty Upham (Lila Littlewolf), Michael O'Keefe (Policial Finnerty), Mark Boone Junior (Jacques Bruno), Charlie McDermott (T.J.), James Reilly (Ricky)
Origem:
Estados Unidos
Ano de lançamento: 2008
Duração: 97 minutos
Filme visto dia 26/02/2009 (53º filme visto em 2009)

Comentário: Um filme de interpretações. O rosto de sofrimento da atriz Melissa Leo (que faz o papel da mãe batalhadora chamada Ray Eddy) é a razão de ser do filme, juntamente com a atriz Misty Upham (interpretando a índia Mohawk Lila Littlewolf, também excelente em sua interpretação). Interpretações que esbanjam talento. O roteiro da também diretora Courtney Hunt, que envolve o espectador do início ao fim no drama das personagens, recebeu uma indicação ao Oscar de melhor roteiro original, perdendo para Milk.

Melissa Leo também foi indicada ao Oscar 2009 de melhor atriz, mas perdeu o prêmio para Kate Winslet. Além da parte dramática, o filme explora a situação de pobreza a qual vivem muitos habitantes da fronteira Canadá/EUA: aqui apenas um recorte da área, a cidade de Massena no condado do rio Saint Lawrence, em Nova York.

Curiosidade: O orçamento de Frozen river foi de apenas US$ 1 milhão.
Trailer:

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Wendell Borges (um alucinado por tudo que envolve o cinema) é formado em Letras e mantém o blog Arquivo X de Cinema: arquivoxdecinema.blogspot.com .

domingo, 18 de dezembro de 2011

'Piaf - Um hino ao amor' no Cinemarana do SESC Crato



Cinemarana do SESC Crato (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Piaf - Um hino ao amor
Título original: La môme
Diretor: Olivier Dahan
Elenco: Marion Cotillard, Sylvie Testud, Pascal Greggory, Emmanuelle Seigner
Duração: 140 minutos
Ano: 2007
Origem: França / Inglaterra /República Tcheca

A vida de Edith Piaf (Marion Cottilard) foi sempre uma batalha. Abandonada pela mãe, foi criada pela avó, dona de um bordel na Normandia. Dos 3 aos 7 anos de idade fica cega, recuperando-se milagrosamente. Mais tarde vive com o pai alcoólatra, a quem abandona aos 15 anos para cantar nas ruas de Paris. Em 1935 é descoberta por um dono de boate e neste mesmo ano grava seu primeiro disco. A vida sofrida é coroada com o sucesso internacional. Fama, dinheiro, amizades, mas também a constante vigilância da opinião pública.

Exibição na segunda-feira, 19 de dezembro de 2011, às 19h
No SESC Crato-CE. Entrada franca.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Exibição de 'Janela indiscreta' no Cine Café do CCBNB Cariri



Cine Café do CCBNB (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Janela indiscreta
Título original: Rear window
Direção: Alfred Hitchcock
Elenco: James Stewart, Grace Kelly, Wendell Corey, Thelma Ritter
Duração: 112 min.
Ano: 1954
País de origem: Estados Unidos

Jeff (James Stewart) é um repórter incapacitado de exercer sua profissão temporariamente, por causa de uma perna quebrada. Como ele é muito ativo, suas fotos sempre foram de situações perigosas ao extremo, Jeff precisa urgentemente de algo para ocupar o seu tempo livre. Espiando através da janela de seu apartamento a vida dos vizinhos, ele passa a desconfiar que um homem matou sua mulher e escondeu o corpo. Com a ajuda de sua noiva Lisa (Grace Kelly), Jeff vai, a todo custo, tentar provar que está certo em um divertido e voyerístico filme do 'Mestre do Suspense'.

Exibição no sábado, 17 de dezembro de 2011, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada franca.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Abertura da exposição 'Anotações Sobre Pintura' no CCBNB



A exposição Anotações sobre pintura é apresentada como uma instalação em que utiliza painéis — tinta acrílica sobre cartão aplicado sobre a parede da galeria. A instalação é composta por cartões que assumem configurações diversas em conformidade com o espaço em que está inserida.

Exposição Anotações Sobre Pintura
Da artista Alice Vinagre
Abertura: quinta-feira, dia 15 de dezembro de 2011, às 18h30
Na Galeria do 4º andar
Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte)
+ info: (88) 3512.2855.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Tributo a Luiz Gonzaga com Zabumbeiros Cariris no CCBNB

Há 22 anos morria o criador do maior clássico do baião, "Asa Branca". Luiz Gonzaga do Nascimento, instrumentista, compositor e cantor brasileiro, iniciou sua carreira em programas de rádio e em gravações como solista de acordeão, construindo, ao longo do tempo, uma discografia invejável. Fala-se em 200 títulos lançados. Gonzagão, como ficou internacionalmente conhecido, é o responsável pela valorização da música nordestina e hoje é reconhecido como uma das mais fortes influências para toda uma geração de compositores.

Para homenagear o artista pernambucano, os Zabumbeiros Cariris "filhos de Gonzaga" fazem seu tributo e reverenciam o mestre e sua importância para a música brasileira, mostrando a trajetória do filho de sertanejos simples que se tornou um ícone da música nordestina e nacional.

Luiz Gonzaga de Cabo a Rabo
Show-tributo com Zabumbeiros Cariris
Terça-feira, dia 13 de dezembro de 2011, às 19h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte-CE)
Entrada gratuita.

'Carmen', de Carlos Saura, no Cinemarana do SESC Crato



Cinemarana do SESC Crato (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Carmen
Título original: Carmen
Diretor: Carlos Saura
Elenco: Laura del Sol, Antonio Gades, Cristina Hoyos, Paco de Lucía, Juan Antonio Jiménez, José Yepes, Sebastián Moreno
Duração: 102 min.
Ano: 1983
País de origem: Espanha

Parte da trilogia do flamenco. Bailarinos ensaiam a ópera Carmen, de Bizet. Durante o processo, bailarino se apaixona por companheira de elenco e é quando a história real e de ficção se confundem.

Exibição na segunda-feira, 12 de dezembro de 2011, às 19h
No SESC Crato-CE. Entrada franca.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

É chegado o tempo

Embalado pra viagem # 39



É chegado o tempo de boas prosas,
de boas leituras e de bons filmes.

É chegado o tempo da construção intrapessoal egoística do eu próprio.

O tempo de pôr-dos-sóis
de luas cheias e estrelas flamejantes
de flores, jardins e de novos aromas e sabores.

O tempo de orações singelas, puras, descompromissadas...

Pois, o tempo da verdade nua, crua e desmascarada se apresentou

E, quem quiser ver, que veja. Quem puder acompanhar, que acompanhe...

E, se alguém tiver algo contra, que fale agora ou cale-se para sempre.


Foto retirada do blog http://imagemparada9.blogspot.com/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Lançamento do livro 'Dentro da noite escura e outras peças' no SESC Juazeiro



Lançamento do livro Dentro da noite escura e outras peças
De Emmanuel Nogueira (autor de Esperando Comadre Daiana e As Mães de Chico Xavier)
Sexta-feira, dia 9 de dezembro de 2011, às 20h
No Terreiro da Mestra Margarida do SESC Juazeiro.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Amazan e o seu 'Humor rimado' no Largo da RFFSA em Crato



Poesia e Causos do Nordeste
Show "Humor rimado", de Amazan
Participações de Chico Pedrosa e Ermano Morais
Quinta-feira, dia 8 de dezembro de 2011, às 20h
No Largo da RFFSA (Crato-CE). Gratuito.
Realização: Centro Cultural Banco do Nordeste e SESC.

Música ao pôr do sol com Dihelson Mendonça Trio



Música ao Pôr do Sol apresenta:
Dihelson Mendonça Trio
Sábado, dia 10 de dezembro de 2011, às 17h
Na Pracinha do Cruzeiro (Ladeira da Integração), Crato-CE. Gratuito.
Realização e outras informações: SESC Crato (88 - 3586.9150).

sábado, 3 de dezembro de 2011

Dicas de filmes por Wendell Borges # 09

Filme: Meu amigo Totoro
Título original: Tonari no Totoro
Direção: Hayao Miyazaki
Roteiro: Hayao Miyazaki, Cindy Davis Hewitt
Origem:
Japão
Ano de lançamento: 1988
Duração: 86 min.

Comentário: Com direção e roteiro do mestre Hayao Miyazaki, esta obra-prima da animação realizada em 1988 é uma das mais singelas e perfeitas obras de animação já concebidas. As duas encantadoras personagens, Mei e Satsuki, vivem alegres e angustiantes momentos de espera pela mãe doente, que está recuperando-se de uma forte gripe no Hospital. Enquanto esperam pela mãe, elas ajudam o pai e passeiam pelas plantações de milho, recebendo ajuda de um espírito protetor da floresta chamado Totoro (Espírito protetor da Floresta).

Esta animação foi a responsável por catapultar o sucesso de Miyazaki no ocidente. O sucesso de Totoro foi tão grande que ainda hoje ele é tido como um dos mais carismáticos personagens da animação japonesa — fazendo uma comparação, ele é tão famoso no Japão como o Ursinho Puff é para os ingleses. A aura de espiritualidade criada pela animação, entretanto, é bem diferente da proposta de animação do ursinho inglês.
Trailer:



Filme: A tortura do silêncio
Título original: I confess
Direção: Alfred Hitchcok
Roteiro: George Tabori e William Archibald, baseados na peça de Paul Anthelme
Origem: Estados Unidos
Ano de lançamento: 1953
Duração: 95 min.

Comentário: Alfred Hitchcock (1899-1980) dirigiu este suspense em 1953, com boa atuação de Anne Baxter (1923-1985), Montgomery Clift (1920-1966) e O.E. Hasse (1903-1978). Destaque para bela fotografia de Robert Burks (1909-1968) e a direção elegante de Hitchcock, que usa bem os closes, explorando os rostos de sofrimento de Baxter e Clift para dar a dramatização necessária ao enredo.

O filme narra a pressão psicológica que sofre o Padre William Logan (Clift) quando escuta um zelador da igreja, Otto Keller (Hesse), narrar que matou um homem chamado Vilette. Logan passa a ser suspeito do assassinato quando a polícia descobre que Ruth Grandfort (Baxter), com quem Logan teve um relacionamento antes de tornar-se padre, estava sendo chantageada por Villete por tê-la visto encontrar-se com Logan quando este voltou da guerra, estando ela já casada com um advogado. Logan, um religioso devoto, não quer revelar que fora Otto Keller o autor do crime.
Trailer:

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Wendell Borges (um alucinado por tudo que envolve o cinema) é formado em Letras e mantém o blog Arquivo X de Cinema: arquivoxdecinema.blogspot.com .

Exibição do filme 'O cachorro' no Cine Café do CCBNB Cariri



Cine Café do CCBNB (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme O cachorro
Título original: El perro
Direção: Carlos Sorín
Elenco: Juan Villegas, Walter Donado, Gregorio, Rosa Valsecchi, Mariela Díaz
Duração: 97 min.
Ano: 2004
País de origem: Argentina / Espanha

Juan Villegas (Juan Villegas) é um homem de 56 anos que, nos últimos 20 anos, trabalhou em um posto de gasolina localizado em uma pouco movimentada estrada da Patagônia. Após o posto ser vendido, os novos donos pensam em modernizá-lo e, com isso, Juan é demitido juntamente com os demais empregados. Enquanto busca um novo trabalho, Juan tenta sobreviver de uma velha paixão: confeccionar facas com cabos artesanais. A tentativa não dá certo e, com a idade que possui, fica ainda mais difícil conseguir outro emprego. Ao realizar um pequeno trabalho para uma senhora idosa que também passa por problemas financeiros, ela oferece a Juan um cachorro como pagamento. Inicialmente ele recusa, mas a senhora insiste e Juan termina por aceitá-lo. É quando a sorte de Juan começa a mudar.

Exibição no sábado, 03 de dezembro de 2011, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada franca.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Livro 'Matozinho vai à guerra' é o assunto do Clube do Leitor



Matozinho vai à guerra, de J. Flávio Vieira, é obra a ser cobrada no Vestibular da URCA, e ninguém mais ninguém menos que o próprio mestre estará presente, sendo o facilitador de seu livro de crônicas. Oportunidade única e imperdível!

Clube do Leitor do CCBNB
Discussão sobre o livro Matozinho vai à guerra
Facilitador: J. Flávio Vieira
Mediação: Nagella Bennet
Sexta-feira, dia 02 de dezembro de 2011, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte-CE)
Entrada gratuita.

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

32 anos do lançamento do álbum 'The Wall', do Pink Floyd

Grifo nosso # 23

"(...) Sempre à parte, socialmente, das bandas da época (com exceção, por estranho que pareça, do The Who), o grupo [Pink Floyd] procurava, agora, expressar seu distanciamento do público. O resultado: um álbum conceitual sobre um astro pop desiludido que surta e acha que é um líder fascista. Nada que Tommy ou Ziggy já não tivessem feito. E a metáfora central — tijolos — não era exatamente excitante.

Então, a emoção está nos detalhes — uma produção elaborada até mesmo para os padrões grandiosos do Floyd, vocais no estilo Beach Boys falando sobre a escória e canções concisas, em especial o protesto de 'Another brick in the wall Pt. II' e a favorita dos fãs, 'Comfortably numb'.

O álbum foi um megassucesso de vendas, na linha de Dark side of the moon. Ficou seis meses entre os cinco mais vendidos da Billboard e liderou a parada durante 15 semanas. Duas décadas depois — de acordo com Roger Waters, principal compositor da banda — o disco ainda 'vende algo como quatro milhões de cópias por ano' (...)."

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Bruno MacDonald, no livro 1001 discos para ouvir antes de morrer (Sextante, 2007).

Na nossa menção aos 32 anos de lançamento do disco The wall, lançado no dia 30 de novembro de 1979.

"Goodbye blue sky":


"Nobody home":

De Repente Blues no Armazém do Som



Armazém do Som
Show com a banda De Repente Blues
Quinta-feira, dia 1 de dezembro de 2011, às 21h
No Teatro Adalberto Vamozi, no SESC Crato

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Dicas de filmes por Wendell Borges # 08

Filme: O amigo americano
Título original: Der amerikanische freund
Direção: Wim Wenders
Roteiro: Wim Wenders, baseado em livro de Patricia Highsmith
Origem:
Alemanha
Ano de lançamento: 1977
Duração: 127 min.

Comentário: Filme com ritmo lento e por vezes aborrecedor, mas a boa atuação de Bruno Ganz, a bela fotografia e a atmosfera de tensão compensam o tempo gasto — cerca de duas horas sem contar com os letreiros finais.

A trama gira em torno de Jonathan Zimmermann (Bruno Ganz), um pacato moldurista alemão, que é apresentado a Tom Ripley (Dennis Hopper) em um leilão. Ripley passa a encomendar molduras a Jonathan e, após o primeiro encontro rude entre os dois, acabam por iniciar uma breve amizade.

Jonathan está sofrendo de leucemia e com os dias contados, ele então recebe uma proposta de um gangster francês (papel do ator Gerard Blain) para que ele mate um bandido rival, recebendo em troca uma grande quantia que irá tranquilizar sua mulher e o filho pequeno após sua morte.




Filme: A onda
Título original: Die welle
Direção: Dennis Gansel
Roteiro: Dennis Gansel e Peter Thorwarth, baseados no romance do norte-americano Todd Strasser (1950)
Origem: Alemanha
Ano de lançamento: 2008
Duração: 107 min.

Comentário: Um professor começa a dar aulas de autocracia e, exercendo tal poder junto aos alunos, começa a espalhar ideias socialistas, o que gera um conflito ideológico-político de proporções até então inimagináveis.

Um filme que nos leva a pensar no poder que um professor tem nas mãos e em como ele é capaz de influenciar e provocar seus alunos, desde, é claro, que ele não se proponha apenas em repassar o modelo ideológico vigente. Quando um dia os educadores perceberem o poder que têm nas mãos, o mundo sofrerá uma transformação e estes profissionais poderão ser verdadeiramente reconhecidos e valorizados.
Trailer:

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Wendell Borges (um alucinado por tudo que envolve o cinema) é formado em Letras e mantém o blog Arquivo X de Cinema: arquivoxdecinema.blogspot.com .

10 anos sem George Harrison

Grifo nosso # 22

"'George não é misterioso', disse John Lennon em 1968. 'Mas o mistério em George é imenso. Observá-lo revelar aos poucos esse mistério é que é interessante.'

Quando os Beatles começaram a ganhar fama, George Harrison era o personagem menos conhecido dessa força repentina e inexorável que passava a mudar a cultura e a história — mais tarde, porém, ele parecia ser o mais radical e surpreendente tesouro escondido da banda. Quando os Beatles acabaram, foi Harrison quem, dos quatro, inicialmente emplacou os maiores sucessos na carreira solo. Seu primeiro trabalho pós-Beatles foi épico e adorável e, na sequência, esteve à frente do mais singular concerto da história do rock. Era um homem sincero e de boa vontade. Mas desde meados dos anos 1970 George evitou aparições públicas e se afastou dos holofotes da música pop, recolhendo-se à sua enigmática mansão, onde permaneceu isolado, em meio a suspostos temores e mantendo distância deliberada da moda pop contemporânea. Era um recuo ou seria, ao contrário, um meio de alcançar outra forma de realização? Será que Harrison não tinha mais necessidade do mundo que o amara com tanta intensidade, ou teria ele sofrido um desapontamento tão irreparável que fizera com que se tornasse um compositor — por vezes tão comovente — apenas esporádico?

'Ser um Beatle foi um pesadelo, uma história de horror', disse Harrison certa vez. 'Não gosto nem de pensar nisso.' Os Beatles receberam extraordinário carinho em sua carreira — e cada um deles cantou ao mundo que o amor era a chave da fé e do desejo que poderiam nos salvar e fazer nossas vidas valerem a pena. Como explicar, então, que tal dádiva pudesse se transformar em pesadelo a quem a ofertava? Por mais que isso tenha me intrigado, não encontrei a resposta. A única pessoa que poderia elucidar a questão morreu em 29 de novembro de 2001, depois de uma corajosa e dignificante batalha não apenas com a morte, mas com a vida."

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Mikail Gilmore, em "O mistério em George Harrison", no livro Ponto final: crônicas sobre os anos 1960 e suas desilusões (Companhia das Letras, 2010).

No nosso registro pelos 10 anos da morte de George Harrison, completados hoje, dia 29 de novembro de 2011.

"While my guitar gently weeps", do Álbum branco (1968) dos Beatles:


"My sweet lord", do álbum solo All things must pass (1970).

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Exibição de 'Dirigindo no Escuro' no Cine Café do CCBNB Cariri



Cine Café do CCBNB (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Dirigindo no escuro
Título original: Hollywood ending
Direção: Woody Allen
Elenco: Woody Allen, George Hamilton, Téa Leoni, Debra Messing
Duração: 112 min.
Ano: 2002
País de origem: EUA

Val Waxman (Woody Allen) é um diretor de cinema que, nos anos 70 e 80, esteve bastante badalado em Hollywood, sendo que hoje Waxman apenas consegue dirigir comerciais de TV. Até que a chance que esperava para retornar ao estrelato surge através de um produtor (Treat Williams) de um grande estúdio, que está atualmente namorando sua ex-esposa (Téa Leoni) e lhe oferece a direção de um grande projeto. Waxman imediatamente aceita a proposta mas, pouco antes do início das filmagens, passa a sofrer de cegueira temporária. Decidido a trabalhar assim mesmo, ele passa então a contar com a ajuda de alguns amigos para que possa dirigir o filme sem que os produtores e executivos do estúdio percebam seu atual estado.

Exibição no sábado, 26 de novembro de 2011, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada franca.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

20 anos sem Freddie Mercury

Grifo nosso # 21

"Um dos personagens mais marcantes da história do rock mundial foi a invenção de um jovem tímido de Zanzibar (na costa da Tanzânia) que sonhava em se tornar uma 'lenda' e que usava a afetação no palco como escudo para sua insegurança.

A descrição de Freddie Mercury, líder do Queen morto em 1991, é feita por Mark Blake, autor de Is This Real Life? The Untold Story of Queen (É Esta a Vida Real? A história não contada do Queen, Da Capo Press, 432 págs.), a recém-lançada biografia do grupo britânico que vendeu mais de 300 milhões de discos.

Segundo Blake, Freddie não era autêntico, mas o resultado da ambição de Farrokh Bulsara, nome verdadeiro do cantor. A atenção dada a seu personagem, diz Blake, fez com que Brian May e Roger Taylor, guitarrista e baterista da banda, ficassem ofuscados e não recebessem o devido crédito por sua contribuição no Queen."

Daniel Silveira, em "A invenção da rainha", na Revista Cult 160 (agosto de 2011), Editora Bregantini.
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Na nossa homenagem pela lembrança dos 20 anos sem Freddie Mercury, falecido no dia 24 de novembro de 1991. O personagem cumpriu tanto a ambição de Farrokh Bulsara que nem pensamos ser "apenas o nome" de um personagem que fez/faz um sucesso estrondoso e tem o respeito e admiração das turmas das mais variadas vertentes do pop e do rock.

Abaixo um vídeo pra lembrar as atuações de Mercury no palco, onde ele chamava pra si todas as atenções, liderando a banda Queen; e o clipe de "The Show Must Go On".

"Under Pressure":


"The Show Must Go On":

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

'Ride on the Roller Coaster': novo disco de estúdio da Glory Fate



A banda Glory Fate começou a divulgar nesta semana as músicas e a venda do seu novo disco, Ride on the Roller Coaster, o terceiro álbum de estúdio da banda. As faixas em MP3 já foram disponibilizadas pelos próprios integrantes da banda no link abaixo:

http://www.4shared.com/file/WGpBpTwf/2012_-_Ride_on_the_Rollercoast.html
(clique para baixar Ride on the Roller Coaster)

Mas é importante destacar que, além da possibilidade de baixar o disco — uma simpática e eficiente atitude da banda, que se preocupou em anexar até as letras das músicas no arquivo para download — o disco estará à venda a partir de amanhã (dia 24 de novembro), na Porão Rock, em Juazeiro do Norte.

A capa contou com o trabalho gráfico de Marcus Lorenzet (e arte-final de Pedro Grangeiro); já no som da banda — formada no estúdio Markim (vocal e guitarra), Michel Macedo (guitarra), Victor (baixo) e Remy (bateria) — tem para os fãs do heavy metal e do hard rock clássicos um repertório que justifica o título do disco: sem deixar a peteca cair durante os quase 40 minutos do disco, o ouvinte embarca numa montanha russa (sem freio e sem descanso). Quem espera ouvir baladas, não embarque desta vez.

Todas as faixas foram compostas em parceria por Markim e Michel, exceto curiosamente pela faixa que dá título ao disco ("Ride on the Roller Coaster"), de autoria do baixista Victor Marcel, que também substitui Markim nos vocais da faixa.

Atualmente a banda conta nos palcos com uma nova formação, mantendo a dupla de compositores (Markim e Michel), mas agora acompanhada por Eduardo Tavares no baixo e Leandro Teles na bateria. E muitas das faixas do novo disco já fazem parte do repertório do show da banda, que pode mudar de formação sucessivas vezes, mas que nunca para!

(Em outra postagem deste blog já mencionamos a importância da Porão Rock e da Glory Fate na história do rock caririense - e mais especificamente, na matéria, em Juazeiro do Norte. Para (re)ler a postagem clique aqui)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Rodapé # 27

# Rodapé das antas (15 anos de O Berro)

"Professor, você tem aí o corpo humano do cavalo pra mostrar?"

43 anos do lançamento do 'Álbum branco' dos Beatles

# Grifo nosso 20

"(...) O álbum começa com um rugido e o barulho de um avião decolando — é o rock de 'Back in the URSS', uma paródia da fórmula dos Beach Boys. O disco mistura baladas acústicas incomparáveis como 'Dear Prudence' e 'Mother Nature's Son' e peças cômicas como 'Ob-La-Di, Ob-La-Da' e 'Rocky Raccoon'. Lennon e McCartney — uma dupla de compositores mais nos créditos do que na prática — produziram alguns de seus trabalhos mais duradouros com 'Blackbird' e 'Revolution 1', enquanto a surrealista 'Happiness Is A Warm Gun', de Lennon, é uma minissuíte. No entando, a música que mais se destaca é 'While My Guitar Gently Weeps', de Harrison.

Era um disco confuso, portanto, mas vendeu dois milhões de cópias na primeira semana apenas nos Estados Unidos."

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Jim Harrington, no livro 1001 discos para ouvir antes de morrer (Sextante, 2007)...

...no nosso registro pelos 43 anos de lançamento do famoso álbum The Beatles (White album), do quarteto de Liverpool (não mais tão coeso na época, embora ainda genial). Disco lançado no dia 22 de novembro de 1968.

White Album sessions:


"Yer Blues" (White Album)

sábado, 19 de novembro de 2011

Dicas de filmes por Wendell Borges # 07

Filme: A serpente
Título original: The Reptile
Direção: John Gilling
Origem: Reino Unido
Ano de lançamento: 1966
Duração: 90 min.
Filme visto dia 15/11/2011

Comentário: A Serpente foi um das muitas obras produzidas pela companhia inglesa Hammer, especializada em filmes de Horror e que teve o seu auge produtivo entre os anos de 1955 e 1979. Com direção do inglês John Gilling e um bom elenco de atores, o filme conta ainda com uma boa montagem que sustenta o interesse do espectador até o fim. A maquiagem do australiano Roy Ashton (1909-1995) também merece elogios, a aparição da criatura que dá título ao filme é assustadora.

O filme tem início após a morte de Charles Spalding por uma misteriosa criatura que só é revelada ao final do filme. Charles deixa uma casa de herança para seu irmão Harry Spalding, interpretado pelo ator Ray Barret (1927-2009), que chega até o vilarejo onde o irmão morava e traz consigo a esposa Valerie Spalding, interpretada pela bela atriz gaulesa Jennifer Daniel (1939). Ao chegar no vilarejo os dois são mal recebidos e Harry começa a investigar o que realmente causou a morte de seu irmão.

Uma das características da Hammer era realizar filmes de qualidade com baixo orçamento, aproveitando bem os cenários para criar grandes atmosferas de suspense e terror. Vale ressaltar ainda as atuações de Noel Willman (interpretando o Dr. Franklyn) e a belíssima atriz Jacqueline Pearce (1943) no papel de sua filha Ana Franklyn.



Filme: Detenção
Título original: The experiment
Direção: Paul Scheuring
Origem: EUA
Ano de lançamento: 2010
Duração: 96 min.
Filme visto dia 15/11/2011

Comentário: Versão americana do filme alemão A experiência, realizado em 2001. O roteiro escrito pelo também diretor Paul Scheuring (criador da série de TV Prison Break) foi baseado na novela Black Box, de Mario Giordano.

Scheuring conduz a trama com os atores Adrien Brody e Forest Whitaker encabeçando o elenco principal. A trama narra o drama vivido por 20 voluntários que ingressam em uma experiência — na qual precisam ficar isolados em um confinamento de duas semanas, recebendo ordens — para assim poderem receber certa quantia em dinheiro. Esta versão americana é bastante inferior ao original alemão por diversos fatores: além das motivações pessoais criadas para cada personagem, o elenco não demonstra a mesma força expressiva dos atores alemães, e os cenários escolhidos não ajudam a dar a credibilidade que a obra necessita.
Trailer:

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Wendell Borges (um alucinado por tudo que envolve o cinema) é formado em Letras e mantém o blog Arquivo X de Cinema: arquivoxdecinema.blogspot.com .

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Embalado pra viagem # 38

A história de um menino bom
(o primeiro conto de John, para meus ex-colegas do Curso de Direito)

John Lady Bavava era um menino bom. Pedia a bênção ao pai antes de ir dormir. Acreditava em Deus. Deus é que não acreditava nele. John Lady Bavava sempre foi um menino normal. Só tinha um pequeno defeito: era muito feio e abestado. Mas isso nunca atrapalhara sua vida até então.

Ele mamou até os dezoito anos de idade, até que sua mãe morreu de leitosperose. E John Lady Bavava se apaixonou por uma lata de leite Ninho. O pai sempre o tratou bem. A não ser quando estava lhe batendo, o que acontecia todos os dias.

Aos trinta e dois anos de idade, John Lady Bavava teve uma grande desilusão da vida. Resolveu que estava na hora de ser gente. E fugiu de casa. Andou três quarteirões e voltou porque estava com sede. Seu pai, então, lhe deu uma garrafa térmica. John Lady Bavava então fugiu novamente. Daquela vez andou cinco quarteirões e se perdeu.

Sem ter como voltar para casa, John Lady Bavava só tinha uma solução. Foi o que fez: chorou bastante, até ser preso por desordem. Passou uma semana preso, e adorou. Tinha comida e roupa lavada. Só não gostava quando o sabonete caía na hora do banho. Ele sempre apanhava, o que lhe dava uma terrível dor na bunda.

Ao sair da cadeia, John Lady Bavava foi atrás de emprego. Não conseguiu. Foi pedir esmolas, e ninguém dava. Pensou em se matar, mas tinha medo de morrer. Foi então que descobriu a sua verdadeira vocação, e arranjou emprego no depósito de lixo. A partir daí sua vida mudou: começou a feder mais.

Até que um dia, vasculhando o lixo em busca de comida, John Lady Bavava achou um gabarito do vestibular da URCA. Fez sua inscrição. E passou para Direito.

Doze anos depois, terminou o curso. Hoje, é uma pessoa normal. Graças ao seu diploma, conseguiu emprego no Esplanada. Casou-se. E vai ser feliz para sempre.

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Michel Macedo, no livro Fragmentos de insônia (2000).

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Programação Overdoze 2011




Programação Overdoze
Mostra SESC Cariri de Cultura

Do dia 15 para o dia 16 de novembro de 2011 (Juazeiro do Norte e Crato)

Para mais informações:
SESC Crato: (88) 3523.4444
SESC Juazeiro: (88) 3512.3355

Dicas de filmes por Wendell Borges # 06

Filme: Rumo ao sul
Título original: Vers le sud
Direção: Laurent Cantet
Roteiro: Robin Campillo, Laurent Cantet
Fotografia: Pierre Milon
Origem: França/Canadá
Ano de lançamento: 2005
Duração: 105 min.

Comentário: Um filme hipnótico, com momentos que vão do riso contido à angustiante reflexão sobre a frieza das relações humanas. O diretor alemão radicado na França, Laurent Cantet (1961), soube aproveitar ao máximo o talentoso elenco do filme: a atriz inglesa Charlotte Rampling (1946), por exemplo, esbanja charme e frieza para compor sua personagem.

A trama se passa na Haiti dos anos 70, onde um grupo de estrangeiros se hospeda num pequeno hotel paradisíaco à beira-mar. Entre eles, as norte-americanas Brenda (interpretada por Karen Young) e Ellen (interpretada por Charlotte Rampling). Elas disputam a afeição de Legba, um jovem gigolô haitiano de apenas 18 anos. Além de Ellen e Karen acompanhamos também a personagem Sue, interpretada pela atriz canadense Louise Portal (1950).

O roteiro escrito por Robins Campillo e Laurent Cantet é uma adaptação de três romances de Dany Laferrière, autor haitiano exilado durante a ditadura de Jean-Claude Duvalier. Destaque para a exuberante e belíssima fotografia de Pierre Millon.
Trailer:



Filme: Trotsky: A Revolução começa na Escola
Título original: The Trostky
Direção: Jacob Tierney
Origem: Canadá
Ano de lançamento: 2009
Duração: 120 min.
Filme visto dia 01/11/2011

Comentário: Filme indie realizado no Canadá com boa atuação do jovem ator Jay Baruchel, que interpreta um jovem burguês que acredita ser a reencarnação do líder marxista russo Leon Trotsky (1879-1940). A direção e o roteiro é do também canadense Jacob Tierney.

Muitas das piadas do filme podem ser melhor apreciadas por quem conhece um pouco sobre a vida de Leon Trotsky, intelectual marxista e revolucionário bolchevique, fundador do Exército Vermelho e rival de Stalin na tomada do Partido Comunista. Os cinéfilos também irão reparar em um pesadelo recorrente do personagem principal, que sonha sendo o bebê que desce no carrinho pela escadaria de Odessa no famoso filme russo de Sergei Eisenstein, O Encouraçado Potemkin, realizado em 1925.
Trailer:

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Wendell Borges (um alucinado por tudo que envolve o cinema) é formado em Letras e mantém o blog Arquivo X de Cinema: arquivoxdecinema.blogspot.com .

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Dudé e Banda na Mostra SESC Cariri



13ª Mostra SESC Cariri de Cultura
Show com Dudé Casado e Banda
Domingo, dia 13 de novembro de 2011, 19h
Na RFFSA, Crato-CE

Banda:
Dudé Casado (voz e guitarra)
Ranier Oliveira (violão, teclado e voz)
Ramon Ferreira (guitarra e Voz)
Ricardo Caldas (baixo)
Rodrigo Moura (bateria)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

CCBNB apresenta Museu Vivo com Geraldo Ramos Freire



Museu vivo com Geraldo Ramos Freire (Juazeiro do Norte-CE)

Geraldo Ramos Freire nasceu em 1938. Seguiu carreira militar por algum tempo, mas resolveu trabalhar como mecânico. Posteriormente, a convite do Padre Gino, ajudou a reativar a antiga fábrica de relógios mecânicos dos Salesianos, fundada por Pelúsio Macêdo com o apoio do Padre Cícero, uma das primeiras do Brasil.

Mediação de Antonio Queiroz, 60 min.
Terça-feira, dia 8 de novembro de 2011, às 19h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte)
Entrada gratuita.

Embalado pra viagem # 37

The Dry Cleaner from des Moines (Charles Mingus, Joni Mitchell)



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Joni Mitchell (ao lado do baixista Jaco Pastorius). No nosso registro pelos 68 anos de vida da cantora e compositora canadense, completados hoje, dia 7 de novembro de 2011.

Grifo nosso # 19

"(...) há pertinência em notar na Tropicália (na esteira da Antropofagia) uma tendência a tornar o Brasil exótico tanto para turistas quanto para brasileiros. Sem dúvida eu próprio até hoje rechaço o que me parecem tentativas ridículas de neutralizar as características esquisitas desse monstro católico tropical, feitas em nome da busca de migalhas de respeitabilidade internacional mediana. Claro que reconheço que reflexos de um turbante de bananas não seriam particularmente úteis à cabeça de um pesquisador de física nuclear ou de letras clássicas que tivesse nascido no Brasil. Apenas sei que este fato 'Brasil' só pode liberar energias criativas que façam proliferar pesquisadores de tais disciplinas (ou inventores de disciplinas novas) se não se intimidar diante de si mesmo. E se puser seu gozo narcísico acima da depressão de submeter-se o mais sensatamente possível à ordem internacional."

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Caetano Veloso, em Verdade tropical (Companhia das Letras, 1997).

domingo, 6 de novembro de 2011

'Fados' no Cinemarana do SESC Crato



Cinemarana do SESC Crato (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Fados
Título original: Fados
Diretor: Carlos Saura
Elenco: Chico Buarque de Hollanda, Camané, Toni Garrido, Caetano Veloso
Duração: 89 min.
Ano: 2007
País de origem: Portugal, Espanha

Premiado em festivais de cinema e apaludido pelo público, Fados é uma apaixonante viagem sonora através de diversas variações do fado, o gênero musical tradicional de Portugal. As canções são interpretadas por artistas consagrados como Caetano Veloso, Chico Buarque, Mariza, Camané, Lila Downs, Carlos do Carmo, entre outros. Há também uma linda homenagem àquela que foi a maior cantora de fado de todos os tempos: Amália Rodrigues.

Exibição na segunda-feira, 07 de novembro de 2011, às 19h
No SESC Crato-CE. Entrada franca.

sábado, 5 de novembro de 2011

Rodapé # 26

# Rodapé das antas (15 anos de O Berro)

"Hoje fui ao fisioterapista dos olhos"

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Exibição de 'Arizona nunca mais' no Cine Café do CCBNB Cariri



Cine Café do CCBNB
Exibição do filme Arizona nunca mais
Título original: Raising Arizona
Direção: Joel Coen
Elenco: Holly Hunter, Nicolas Cage, John Goodman, Trey Wilson, Frances McDormand
Duração: 92 min.
Ano: 1987
País de origem: EUA

O segundo filme dos Irmãos Coen. Com Nicolas Cage e Holly Hunter, que neste filme faz uma policial verborrágica que casa com um ex-presidiário e vive infeliz porque é estéril e precisa urgentemente ser mãe. A solução é sequestrar um bebê de um rico empresário que teve trigêmeos. E tudo isso no sul dos EUA.

Exibição no sábado, 5 de novembro de 2011, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada franca.

Sábado com Rock em Juazeiro do Norte



II Under Roll
Show com as bandas 4º ao lado, BR 87 e Afterlife
Sábado, dia 5 de novembro de 2011, às 21h
No Teatro Marquise Branca (próximo ao Hiper Bompreço, Juazeiro do Norte-CE)
Ingresso: R$5,00 (antecipado) e R$7,00 (na portaria)
(à venda na Porão Rock e no local do evento)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dicas de filmes por Wendell Borges # 05

Filme: A clínica
Título original: The clinic
Direção: James Rabbitts
Origem: Austrália
Ano de lançamento: 2010
Duração: 94 min.
Filme visto dia 01/11/2011

Comentário: Apesar dos clichês, o começo parecia até promissor, mas os personagens fraquinhos (mal desenvolvidos pelo elenco principal) e um personagem aparentemente central (no enredo mal aproveitado) fizeram o filme cair de qualidade.

O mistério até consegue segurar a atenção do espectador, mas o que eu temia era uma explicação estapafúrdia para os acontecimentos — o que veio a se concretizar nos minutos finais. A trama se passa no ano de 1979: antes do advento do exame de DNA. E é através desta premissa que o filme faz várias mães sequestradas tentarem se matar em uma clínica no meio do deserto para salvarem a vida de seus filhos e também para descobrirem quem é filho de quem. É justamente na explicação absurda deste fato que o filme perde pontos em seu clímax.
Trailer:



Filme: O império dos sentidos
Título original: Ai no korîda
Direção: Nagisa Oshima
Origem: Japão
Ano de lançamento: 1976
Duração: 108 min.
Filme visto dia 01/11/2011

Comentário: Nagisa Oshima dirigiu, em 1976, este clássico absoluto do erotismo, que mostra uma paixão doentia entre uma ex-prostituta chamada Sada (brilhantemente interpretada pela atriz Eiko Matsuda), e o chefe dela, Kichizo Ishida (interpretado pelo excelente ator Tatsuya Fuji).

O filme é um dos mais famosos da história do cinema, por ter sido proibido em vários países, incluindo seu país de origem, o Japão — que jamais liberou a versão original, tendo exibido uma versão com cortes — e também por trazer um olhar artístico para representação do sexo explícito nas telas de cinema, fazendo também uma bela relação entre o erotismo e a morte. O diretor Nagisa Oshima é considerado um dos fundadores da chamada Nouvelle Vague japonesa.

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Wendell Borges (um alucinado por tudo que envolve o cinema) é formado em Letras e mantém o blog Arquivo X de Cinema: arquivoxdecinema.blogspot.com .

Banda Rubber Soul na La Favorita



Show com a banda Rubber Soul (The Beatles Cover)
Sábado, 5 de novembro de 2011
Na La Favorita (Lagoa Seca - Juazeiro do Norte-CE)
+ info: (88) 9997.9991 / 8832.2713

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Sonora Brasil com Quarteto Colonial



Através do Sonora Brasil, o SESC objetiva o desenvolvimento de programações que propõem o desenvolvimento histórico da música no Brasil. Constituído por temáticas, este ano, pela primeira vez em sua 14ª edição, o Sonora Brasil apresentou dois temas que foram divididos entre as cinco regiões do Brasil. “Sotaques do Fole” circulou nas regiões Sul e Sudeste enquanto que “Sagrados Mistérios: Vozes do Brasil” passou pelas demais.

Desta forma, estiveram inseridas na programação do projeto no Ceará as apresentações das Caixeiras do Divino (MA), da Comitiva de São Benedito da Marujada de Bragança (RJ), da banda de Congo Panela de Barro (ES) e agora, na próxima quinta, o Quarteto Colonial encerrará o projeto.

Para encerrar a edição de 2011 do Sonora Brasil, projeto inserido no Circuito Nacional SESC de Música, a próxima atração a vir se apresentar na Região do Cariri será o Quarteto Colonial. Os shows do grupo do Rio de Janeiro acontecerão nos dias 03/11, no Auditório SESC Adalberto Vamoz, SESC Crato, a partir das 19h e dia 04/11 no Teatro SESC Patativa do Assaré, SESC Juazeiro, às 20h. A entrada é franca.

Coros e solistas proferem a música sacra desde a Idade Média. A tradição não remete apenas ao judaísmo ou ao cristianismo, mas também a outras religiões ocidentais. O canto gregoriano, por exemplo, é uma das expressões mais antigas nas missas e atos litúrgicos. No Sonora Brasil ele será representado pelo grupo Quarteto Colonial, que compõe música sacra de concerto a partir da obra do Padre José Maurício Nunes Garcia (1767 – 1830).

O Quarteto Colonial é composto por Doriana Mendes, Daniela Mesquita, Geilson Santos e Luiz Kleber Queiroz, que farão a representação de salmos, motetes, missas e réquiens.
(texto da produção do evento)
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Sonora Brasil - Circuito 2011/2012
Sagrados Mistérios: Vozes do Brasil
Apresentações do Quarteto Colonial

Quinta-feira, dia 3 de novembro de 2011, às 19h
No SESC Crato. +info: (88) 3523.4444

Sexta-feira, dia 4 de novembro de 2011, às 20h
No SESC Juazeiro. +info: (88) 3587.1065

Entrada franca.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

109 anos do nascimento de Drummond

Ponto de fuga # 08

Hoje, dia 31 de outubro de 2011, está sendo comemorado o 109º aniversário do nascimento de um dos maiores poetas da literatura brasileira: Carlos Drummond de Andrade.

A comemoração, inclusive, ganhou um site que está divulgando eventos por todos o país que farão homenagens ao poeta mineiro. Na página também encontramos vídeos de diversas pessoas do país recitando poemas de Drummond. E quem quiser gravar uma leitura de poema e enviar para o site, poderá ganhar um espaço lá também.

Para acessar o endereço do diaD (de Drummond) 31.10, clique aqui.

O Berro já fez algumas postagens neste blog citando Carlos Drummond de Andrade ou reproduzindo alguns dos seus poemas. E agora fazemos uma retrospectiva, indicando o link de algumas dessas postagens:

- Folheto sobre Juazeiro do Norte comentado por Drummond: clique aqui.
- Crônica de Antônio Maria, de 1963: "Carlos Drummond de Andrade": clique aqui.
- Poema "A bunda, que engraçada": clique aqui.
- Poema "Cidadezinha qualquer": clique aqui.

domingo, 30 de outubro de 2011

Cinemarana do SESC Crato exibe 'Morangos Silvestres', de Bergman



Cinemarana do SESC Crato (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Morangos silvestres
Título original: Smultronstället
Diretor: Ingmar Bergman
Elenco: Victor Sjöström, Bibi Andersson, Ingrid Thulin, Gunnar Björnstrand, Jullan Kindahl, Folke Sundquist, Björn Bjelfvenstam
Duração: 91 min.
Ano: 1957
País de origem: Suécia

Um clássico de Ingmar Bergman.
Considerado um dos melhores filmes da história sobre a velhice e a memória.

Exibição na segunda-feira, 31 de outubro de 2011, às 19h
No SESC Crato-CE. Entrada franca.

sábado, 29 de outubro de 2011

Festa à fantasia - Halloween no Terraçus



Halloween - Festa à fantasia
Show com as bandas Holly Wood e Rei Bulldog (Beatles Cover)
Sábado, dia 29 de outubro de 2011, às 22h
No Terraçus Bar e Petiscaria (Crato-CE)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

'A Donzela e o Cangaceiro' no Teatro Rachel de Queiroz



A Donzela e o Cangaceiro
Espetáculo da Cia. Cearense de Teatro Brincante
Texto e Direção de Cacá Araújo
Segunda (31/out) e terça (01/nov de 2011), às 20h
No Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)
Investimento: R$5,00 (meia/antec.) e R$10,00 (inteira)

(clique no cartaz para ampliá-lo)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Show Traduções Cariris no Largo da RFFSA, em Crato



Show Traduções Cariris
O show de um lado traz a tradição configurada na batida inconfundível e telúrica dos Zabumbeiros Cariris. Na outra extremidade os músicos caririenses mais emblemáticos da região: Abidoral Jamacaru, Luiz Carlos Salatiel e João do Crato, trazendo-nos o contraponto imprescindível das "Traduções".

Sexta-feira, dia 28 de outubro de 2011, às 22h
No Largo da RFFSA, Crato-CE

Música e poesia no Festival UFC de Cultura (Cariri)



IV Festival UFC de Cultura - Caminos de Nuestra América
Programação Cariri
da quinta-feira, dia 27 de outubro de 2011:

17h – Show: Synkrasis
Local: Pátio dos Encontros Universitários

19h – Show de Dudé Casado e performance poética de Ramon Érico
Local: Palco Principal

20h30 – Show: Cabruêra
Local: Palco Principal

No Campus da UFC Cariri
Av. Tenente Raimundo Rocha, s/n, Juazeiro do Norte-CE

Rodapé # 25

# Rodapé das antas (15 anos de O Berro)

"Meu pior momento que se há onde haver poesia"

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Armazém do Som no SESC Juazeiro

Al Capone não vê mais sentido em armar o circo para os outros. Agora Al Capone quer diversão e rock’n’roll. Na presente data Al Capone não quer resgatar nem cultura e nem arte. Isso não é problema dele. Al Capone não pertence a nenhuma ONG; a nenhuma milícia; a nenhum coletivo; e muito menos a nenhum fundamentalismo religioso. Al Capone não reconhece nenhuma espécie de gueto e acredita que as fronteiras devem ser destituídas de seus ícones, dos seus poderes e de suas glórias. Enquanto isso ele está lendo, nas horas sagradas do banheiro, uma tese sobre o poder enigmático das páginas de relacionamentos sociais na rede mundial de computadores. Diante da pós-modernidade e da horda constante de imigrantes tudo anda meio confuso e reduplicado. Assim, Al Capone não encontra sobriedade suficiente na realidade nem mesmo para conceituar o que é patrimônio da humanidade, mas ele se sente como tal. Essa é uma urgência, a outra é tocar rock’n’roll e se divertir muito no circo armado pelos outros.
(texto da divulgação do evento)

Armazém do Som

Show da banda Al Capone Tá é Bêbo
Sexta-feira, dia 28 de outubro de 2011, às 20h
No Teatro SESC Patativa do Assaré (SESC Juazeiro)
Entrada franca
+ info:
(88) 3587.1065.

15 anos de O Berro: ativando a memória e postando no blog



Como diria o brega-star cearense Falcão (ou um dos seus heterônimos), "no começo, tudo é início"*. E O Berro um dia teve o seu começo, que consequentemente era, segundo a filosofia falconética, o início. Isso há exatos 15 anos: em outubro de 1996.

Com a atual atividade berrística — de atualizar este blog, desenvolver algumas atividades paralelas e, portanto, seguir com o trabalho ativo — não podemos "escapar ilesos" de data tão emblemática. Não nos resta outra alternativa senão relembrar (para alegria de uns e decepção de outros) alguns fatos, matérias, eventos, desenhos, aberrações (com e sem trocadilhos), marmotas, besteiras e outras coisas mais que fizeram parte dessa trajetória, que continua em construção.

Recorrendo mais uma vez à catilogência da filosofia de Falcão, podemos dizer que neste percurso de outubro de 1996 a outubro de 2011 "como tudo na vida, há coisas boas e ruins, sem falar nas mais ou menos". E só nos resta revirar a memória em postagens que aparecerão neste blog nos próximos dias, nas próximas semanas, etc.

Todos os amigos e leitores que acompanharam um pouco desse percurso também podem colaborar com histórias e causos que envolveram O Berro nestes 15 anos de muita azucrinação e, principalmente, muita amizade (sempre na companhia da arte: ouvindo muita música, realizando eventos, discutindo cinema, poesia, etc.). Basta enviar o depoimento para o e-mail oberro.net@gmail.com ou para o nosso perfil no Facebook.

A história deste blog e d'O Berro segue em frente, inclusive ao tentar relembrar coisas passadas. Mas sem deixar de mirar o presente e o futuro, pois Falcão justifica essa percepção no fato de que "aonde a gente for, a gente vai" e "o motivo é a causa principal".

Esperamos ter pelo menos um pouco dessa catilogência por 15 + 15 + 15 + 15 anos...

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* Citações de Falcão (e heterônimos) contidas em Leruaite: dog's au-au it's not nhac-nhac.

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Semana de Armazém do Som e Performance Poética no SESC Crato



Armazém do Som e Performance Poética

Terça-feira, dia 25/10/2011
19h30: Palco aberto ao público para recital poético
20h: Banda Al Capone Tá é Bêbo

Quarta-feira, dia 26/10/2011
19h30: Palco aberto ao público para recital poético
20h: Samba de Rosas

Quinta-feira, dia 27/10/2011
19h30: Performance "Sofistas, demônios e poetas" com Edson Xavier
20h: Liberdade e Raiz

No estacionamento do SESC Crato-CE. Entrada franca.
+ info: (88) 3586.9150