terça-feira, 18 de setembro de 2018

Encontro filosófico discute temas trabalhados por Baruch Spinoza



No próximo sábado, dia 22 de setembro, acontece na Casa O Berro o “Conversações Spinozanas”. Trata-se de uma série de encontros sobre vários temas trabalhados pelo filósofo holandês, de origem judaica portuguesa, Baruch Spinoza. Neles também entram em cena pensadores contemporâneos como Antônio Negri, Etiene Balibar e Gilles Deleuze.

O primeiro tema a ser debatido é a beatitude em Spinoza, discutindo seus alcances e ressonâncias nas sociedades contemporâneas.

Spinoza foi excomungado 1656 da Sinagoga Portuguesa de Amsterdã, acusado de ter cometido heresia. Ele acreditava que Deus era a engrenagem que movia o Universo, e que os textos bíblicos nada mais eram que símbolos, os quais dispensam qualquer abordagem racional. De acordo com sua visão, os textos aí contidos não traduzem a realidade que envolve o Criador e sua criação. Na esfera da sociedade cristã daquela época não havia espaço para um pensamento considerado herético.

O evento é uma produção coletiva dos seguintes grupos de pesquisas Spindelgua (Pesquisas Filosóficas em torno de Spinoza, Deleuze e Guattari – UFCA – Juazeiro do Norte), GEDEG - (Grupos de Estudos em Deleuze e Guattari – UFC – Fortaleza), GT Benedictus Spinozana ANPOF - UECE – Fortaleza, GT Deleuze ANPOF, e conta com apoio de oberro.net.
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Conversações Spinozanas
Sobre a beatitude
Sábado, dia 22 de setembro de 2018, às 15h
Na Casa O Berro (Rua Delmiro, Gouveia, 511, Centro)
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Cinema na Praça: mostra de filmes durante a romaria em Juazeiro



A Fundação Memorial Padre Cícero realiza uma programação com exibição de filmes voltada para o público romeiro e aberto à população juazeirense.

As exibições começaram nesta quarta-feira, 12, com o filme Padre Cícero, o Apóstolo Rebelde, de 1976, Helder Martins. O filme será exibido em quatro sessões. Na quarta-feira foi exibido às 9h e às 15h. Nesta quinta-feira, 13, também no mesmo horário.

Já na sexta-feira, 14, através de uma parceria com o Laboratório de Estudo e Pesquisas da Imagem (Imago), vinculado ao curso de Geografia da Universidade Regional do Cariri (URCA), acontecerá o projeto Cinema na Praça -  A experiencia de Juazeiro do Norte nos filmes.

A programação terá início a partir das 18h30, na Praça do Memorial Padre Cícero. Serão exibidos filmes em curta-metragem que têm uma relação peculiar com Juazeiro do Norte, por terem sido produzidos na cidade.

Na ocasião, os alunos que fazem parte do Laboratório Imago farão uma análise de como se dará a recepção dos filmes por parte dos romeiros.

Todas as sessões são gratuitas.

Programação
Padre Cícero, o Apóstolo Rebelde (direção: Helder Martins, 1976)
Quarta e quinta-feira, às 9h e às 15h

Cinema na Praça
Lampião (direção: Ythallo Rodrigues, 2011)
Cerca (direção: Glauco Vieira, 2006)
Travesthriller (direção: Orlando Pereira, 2014)
Bem-vindo a Juazeiro (direção: Ythallo Rodrigues, 2015)
Sexta-feira, dia 14, a partir das 18h30.
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sábado, 8 de setembro de 2018

Show com Dudé Casado e Banda: Tributo ao The Doors em Juazeiro



Dudé Casado & Banda
Tributo - The Doors
Sábado, 08 de setembro de 2018, a partir das 23h
No Raul Rock Bar & Café (Av. Virgílio Távora, 950, Aeroporto)
Juazeiro do Norte-CE
Mais informações: (88) 9.9234.1025.

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‘Os Rapazes da Banda’, filme de William Friedkin, em exibição no Cine Café Especial 8 anos



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Os Rapazes da Banda
Ficha técnica:
Título original: The Boys in the Band
Direção: William Friedkin
Roteiro: Mart Crowley
Elenco: Kenneth Nelson, Leonard Frey, Cliff Gorman, Laurence Luckinbill, Frederick Combs, Keith Prentice, Robert La Tourneaux, Reuben Greene, Peter White, Maud Adams
Duração: 118 minutos
Ano: 1970
País de origem: Estados Unidos

“O filme procura narrar com humor, sarcasmo e inteligência o que inicialmente seria apenas a comemoração do aniversário de um dos oito amigos que se reúnem numa chuvosa noite nova-iorquina.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 08 de setembro de 2018, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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sábado, 1 de setembro de 2018

‘Glória Feita de Sangue’, filme de Stanley Kubrick, em exibição no Cine Café Especial 8 anos



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Glória Feita de Sangue
Ficha técnica:
Título original: Paths of Glory
Direção: Stanley Kubrick
Roteiro: Stanley Kubrick, Calder Willingham, Jim Thompson, Humphrey Cobb
Elenco: Kirk Douglas, Ralph Meeker, Adolphe Menjou, George Macready, Wayne Morris, Richard Anderson, Joe Turkel, Christiane Kubrick, Jerry Hausner, Peter Capell
Duração: 87 minutos
Ano: 1957
País de origem: Estados Unidos

“Quando soldados franceses nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial recusam-se a continuar um ataque aparentemente impossível de se vencer, seus superiores resolvem levá-los à corte marcial, onde poderão ser julgados à morte.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 1º de setembro de 2018, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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terça-feira, 28 de agosto de 2018

Espetáculo ‘Maquinista’ faz apresentação no Cariri



A história de um “ator” trambiqueiro que entrou para o bando de Lampião com a promessa de montar uma peça de Shakespeare. Esse é o enredo do espetáculo Maquinista, do grupo Pavilhão da Magnólia (Fortaleza-CE) que será encenado no próximo sábado, dia 1º de setembro, no Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri.

Com texto do paraibano Astier Basílio e dirigido por Herê Aquino (do grupo Expressões Humanas), o espetáculo transita nos versos e narrativas de dois cantadores repentistas e se desenvolve em quadros que se alternam por meio da dramaturgia, música e dança que dão ênfase ao principal foco da encenação: os jogos entre os micros e macros poderes estabelecidos nas relações humanas. Maquinista é um texto premiado no Prêmio Funarte de Dramaturgia (2014).

A encenação mergulha, principalmente, na raiz da cultura popular e no filósofo Bakhtin para extrair elementos que permitem uma ampliação e uma ressignificação das cenas.

O espetáculo terá início às 19h30, com entrada franca. Os ingressos começam a ser distribuídos a partir das 13h, na recepção do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri.

Sobre o Grupo Pavilhão da Magnólia
Fundado em 2005, em Fortaleza, no Ceará, o grupo Pavilhão da Magnólia vem desenvolvendo uma pesquisa da linguagem teatral que realiza articulações com profissionais instigados pelas diversas possibilidades cênicas que as artes podem proporcionar. Com produções diversas para o palco, rua e para o público infantojuvenil.

O Grupo também realiza e produz festivais, mostras, projetos poéticos e de formação e atua com ações para além de suas próprias produções, interagindo social e culturalmente com a cidade. (sinopse da assessoria do evento)
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Espetáculo Maquinista
Grupo Pavilhão da Magnólia, Fortaleza-CE
Sábado, dia 1º de setembro de 2018, às 19h30
No Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita
Mais informações: 3587.7902.

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sábado, 25 de agosto de 2018

‘Os Imperdoáveis’, filme de Clint Eastwood, em exibição no Cine Café



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Os Imperdoáveis
Ficha técnica:
Título original: Unforgiven
Direção: Clint Eastwood
Roteiro: David Webb Peoples
Elenco: Clint Eastwood, Gene Hackman, Morgan Freeman, Richard Harris, Jaimz Woolvett, Saul Rubinek, Frances Fisher, Anna Levine, David Mucci
Duração: 131 minutos
Ano: 1992
País de origem: Estados Unidos

“Bill Munny, um pistoleiro aposentado, volta à ativa quando lhe oferecem mil dólares para matar os homens que cortaram o rosto de uma prostituta. Neste serviço dois outros pistoleiros o acompanham e eles precisam se confrontar com um inglês, que também deseja a recompensa, e um xerife, que não deseja tumulto em sua cidade.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 25 de agosto de 2018, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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sábado, 18 de agosto de 2018

‘Violento e Profano’, filme de Gary Oldman, em exibição no Cine Café



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Violento e Profano
Ficha técnica:
Título original: Nil by Mouth
Direção e roteiro: Gary Oldman
Elenco: Ray Winstone, Kathy Burke, Charlie Creed-Miles, Laila Morse, Edna Doré, Chrissie Cotterill, Jon Morrison, Jamie Foreman, Steve Sweeney
Duração: 128 minutos
Ano: 1997
País de origem: Reino Unido

“Em Londres, entre noites passadas em bares e boates de ‘striptease’, um trabalhador alcoólatra vive um cotidiano violento e sem perspectivas numa pequena casa de um bairro proletário, com sua esposa grávida e seu jovem cunhado viciado em drogas.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 18 de agosto de 2018, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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sábado, 11 de agosto de 2018

‘Na Companhia de Homens’, filme de Neil LaBute, em exibição no Cine Café



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Na Companhia de Homens
Ficha técnica:
Título original: In the Company of Men
Direção e roteiro: Neil LaBute
Elenco: Aaron Eckhart, Matt Malloy, Stacy Edwards, Mark Rector, Michale Martin, Chris Hayes, Emily Kline
Duração: 97 minutos
Ano: 1997
Países de origem: Canadá, Estados Unidos

“Dois executivos, um misógino declarado e o outro emocionalmente ferido por seus relacionamentos amorosos, partiram para se vingar do sexo feminino, buscando corromper e arruinar a vida da mais inocente menina que encontrarem.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 11 de agosto de 2018, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Cinematografia no Cariri: Formação e Realização em debate na UFCA



Cinematografia no Cariri: Formação e Realização
Com Jefferson de Albuquerque e Pedro Jorge de Castro
Mediação: Elvis Pinheiro
Quarta-feira, 08 de agosto de 2018, às 19h
No Auditório do Bloco Amarelo
UFCA - Campus Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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1ª Festa Literária do Cariri - Programação



1ª Festa Literária do Cariri
7 a 10 de agosto de 2018
Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha
Homenageada: Ana Miranda
Literatura, Literatura Infantojuvenil, Jornalismo Cultural, Cordel, Teatro, Artes Visuais, Música, Dança, Teatro
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Programação:

Terça-feira, 07 de agosto:
13h30: Palestra - “Banca Sequestrada II” - Apresentação de um Projeto de Doutoramento em Arte Contemporânea, Artes Visuais e Ancestralidade
Por André Feitosa (Universidade de Coimbra).
Local: Centro de Artes da Universidade Regional do Cariri – URCA (Crato)


Quarta-feira, 08 de agosto:
13h30: Supervisão-Aberta - Reunião Compartilhada de Trabalho entre Doutorando e Orientador (Exposição/Diálogo Aberto)
Por Pablo Manyé (Orientador em regime de coorientação – URCA) e André Feitosa (Doutorando da Escola das Artes da Universidade de Coimbra).
Local: Centro de Artes da Universidade Regional do Cariri – URCA (Crato)


Quinta-feira, 09 de agosto:
9h: Visita guiada pelo Prédio de Câmara e Cadeia – Palácio 3 de outubro.
9h30: Comunicação “Com saudades do verde marinho: a cearensidade em Ana Miranda”, por Lílian Martins.
10h às 11h30min: Mesa redonda: De memórias e de livros – Homenagem a Hildebrando Espínola.
Com Inês Cardoso (Presidente de mesa), Ronaldo Correia de Brito, Ana Miranda e Carolina Campos.
Local: Escola de Saberes de Barbalha-ESBA (Palácio 3 de Outubro)

13h30: Dança: Encruzilhada Afro-Brasileira no Butô
André Feitosa (Universidade de Coimbra).
Local: Centro de Artes da Universidade Regional do Cariri – URCA (Crato)

18h30: Venda dos livros e revistas lançados na Festa, inclusive a Revista do Dragão, nº 2, sobre o Cariri.
Apresentação musical da UFCA
Mesa Redonda: Literatura e Jornalismo
Com Ana Miranda, Ronaldo Correia de Brito, Anderson Sandes, Biana Alencar (Presidente da Mesa).
Local: Universidade Federal do Cariri – UFCA


Sexta-feira, 10 de agosto:
Durante todo o dia (manhã, tarde e noite): Exposição de Cordéis da Academia dos Cordelistas do Crato.
Local: Hall da ProEx, Campus do Pimenta, URCA (Crato).

Durante todo o dia (manhã, tarde e noite): Exposição de Histórias em Quadrinhos do Coletivo Estação 9 (Coordenação: Prof. Akira Sanoki).
Local: Pátio da Pedagogia, Campus do Pimenta, URCA (Crato).

8h: Inauguração da Exposição Permanente: Memórias, do pintor Pablo Manyé;
Palavra do Magnífico Reitor da URCA, Prof. Dr. Patrício Melo, sobre a exposição e a Festa;
Palavra da Curadora: agradecimentos e apresentação da 1ª Festa Literária do Cariri - FLIC;
Mesa Redonda com os Escritores: “Semíramis, Dora e Quantas de Nós”, mediada pela Professora Eneida Feitosa. Com Ana Miranda, Ronaldo Correia de Brito, Cleudene Aragão, Inês Cardoso.
Apresentação por Ronaldo Correia de Brito, do livro Levado, de Carolina Campos.
Sessão de autógrafos. Venda dos livros e revistas lançados na Festa, inclusive a Revista do Dragão, nº 2, sobre o Cariri.
Local: Salão de Atos da URCA, Campus do Pimenta (Crato).

13h30: “Oficina” - Escrita nos “Diários da Árvore”.
Local: Centro de Artes da Universidade Regional do Cariri – URCA (Crato)

Tarde: Evento infantojuvenil concomitante – Parceria com a SEDUC-JUA.
15h às 17h: Comemoração antecipada do Dia do Estudante. “Conversa com a Escritora” e distribuição do livro Levado para 200 alunos de escolas públicas da rede municipal de Ensino Fundamental de Juazeiro do Norte.
Local: Centro Universitário Leão Sampaio – Unileão, Campus Lagoa Seca, Auditório Mauro Sampaio.

19h: Mesa: O Cariri, em palavras e imagens. Com Maria Loureto Lima (Profa., escritora, Sec. Seduc-Jua), Ronaldo Correia de Brito, Willian Brito (presidente de mesa e representante da Unileão).
20h30min: Fala de agradecimento da Curadora, encerrando a Festa.
Venda dos livros e revistas lançados na Festa, inclusive a Revista do Dragão, nº 2, sobre o Cariri.
Local: Unileão – Campus Lagoa Seca – Auditório Mauro Sampaio.

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sábado, 4 de agosto de 2018

‘A Última Missão’, filme de Hal Ashby, em exibição no Cine Café



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme A Última Missão
Ficha técnica:
Título original: The Last Detail
Direção: Hal Ashby
Roteiro: Robert Towne, Darryl Ponicsan (romance)
Elenco: Jack Nicholson, Otis Young, Randy Quaid, Clifton James, Carol Kane, Michael Moriarty, Nancy Allen, Gilda Radner, Jim Hohn, Luana Anders
Duração: 1973 minutos
Ano: 103
País de origem: Estados Unidos

“Dois oficiais devem levar um jovem marinheiro para a prisão, mas acabam se afeiçoando a ele e, antes de cumprirem sua missão, decidem apresentar para o rapaz os verdadeiros prazeres da vida.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 04 de agosto de 2018, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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domingo, 29 de julho de 2018

Mostra do Filme Livre no Cariri: exibição do filme ‘Fernando’ em Juazeiro do Norte



Nesta segunda-feira, 30 de julho, acontecerá, em Juazeiro do Norte, a Sessão Longa Livre, com a exibição do filme Fernando. A Sessão faz parte da programação da 17ª Mostra do Filme Livre, a maior mostra audiovisual do Brasil, que é realizada desde 2002 e promove a exibição de centenas de filmes nacionais independentes.

Focada na produção alternativa, a Mostra do Filme Livre tem a missão de levar à tona, em vários recantos do país, filmes que apresentem um lado mais original, exótico, poético e subversivo audiovisualmente. As sessões, sempre gratuitas, ocorrem em diversas localidades do Brasil, representando uma grande ação envolvendo cineclubes livres de todo o país. Nesta semana, no Cariri, a exibição será realização pela equipe d’O Berro — que mantém a produtora audiovisual O Berro Filmes e o blog oberro.net —, em parceria com a Revista Sétima de Cinema. Em todo o território nacional, a Mostra conta com a produção da WSET e com o apoio institucional do Banco do Brasil.

Na Sessão Longa Livre será exibido o filme Fernando, de Igor Angelkorte, Julia Ariani e Paula Vilela. O longa retrata a vida de Fernando, um professor-artista, de 74 anos, que enfrenta um grave problema de saúde mas que segue com seus projetos e a dedicação à arte. A obra trabalha com aspectos que mesclam o documentário e ficção, trabalhando a metalinguagem e a relação entre a vida e a arte.

A Sessão Longa Livre acontecerá nesta segunda-feira, a partir das 19h, na Casa Doc Cariri / O Berro, situada na rua Delmiro Gouveia, 511, bairro Salesianos, em Juazeiro do Norte. A entrada é gratuita, com a quantidade limitada de 30 pessoas por sessão. Após a exibição do filme será realizado um debate com o público.

Sobre o filme que será exibido:

Fernando
(Igor Angelkorte, Julia Ariani, Paula Vilela, 71min, 2017, RJ)
Classificação indicativa: livre. 
Sinopse: O filme revela a vida de um professor-artista com 74 anos no Brasil hoje. Fernando é provocado a interpretar a própria vida, mesclando realidade e ficção. Diante de um grave problema de saúde, ele segue uma rotina preenchida de projetos e desejos na arte. “Firmemente ancorado na tendência de um certo cinema contemporâneo de explorar as fronteiras entre as construções documentais e ficcionais de cena, o filme permite dar um passo a mais nesse caminho por conta da ocupação do seu protagonista, que vive cotidianamente não apenas a arte de encenar, como a de ensinar a atuar. Essa construção em espelhos é que dá ao filme um caráter único e diferente nesse contexto de produção e investigação audiovisual, atingindo momentos profundamente comoventes numa carta de amor ao ofício do ator” (Festival Internacional Olhar de Cinema 2017 - Curitiba).



17ª Mostra do Filme Livre
Sessão Longa Livre - Exibição do filme Fernando

Segunda-feira, 30 de julho de 2018, às 19h
Na Casa Doc Cariri / O Berro
Rua Delmiro Gouveia, 511, Salesianos
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita
Vagas limitadas.

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sexta-feira, 27 de julho de 2018

‘O Passado’, filme de Asghar Farhadi, em exibição no Cine Café



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme O Passado
Ficha técnica:
Título original: Le Passé
Direção e roteiro: Asghar Farhadi
Elenco: Bérénice Bejo, Tahar Rahim, Ali Mosaffa, Pauline Burlet, Elyes Aguis, Jeanne Jestin, Sabrina Ouazani, Babak Karimi, Valeria Cavalli, Eleonora Marino
Duração: 130 minutos
Ano: 2013
Países de origem: França, Itália, Irã

“Um iraniano deixa sua esposa francesa e seus filhos para voltar à terra natal, depois retorna à França para completar o divórcio.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 28 de julho de 2018, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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quarta-feira, 25 de julho de 2018

Filme caririense ‘Candeias’ é indicado ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro



Foi divulgada a lista de filmes indicados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2018, que acontecerá no mês de setembro, no Rio de Janeiro. Após uma primeira etapa de votação, envolvendo os sócios da Academia Brasileira de Cinema, chegaram à final da disputa 36 longas e 20 curtas nacionais, além de cinco estrangeiros, que concorrerão ao Troféu Grande Otelo em 25 categorias. Considerada por muitos o “Oscar Nacional”, a cerimônia deste ano homenageará a atriz Fernanda Montenegro.

E a região do Cariri também se fará representada nessa importante premiação. O documentário Candeias, realizado pela produtora O Berro Filmes, foi indicado na categoria de melhor curta documentário. Filmado durante a Romaria de Nossa Senhora das Candeias, em 2016, o curta-metragem apresenta um olhar voltado para uma das mais belas expressões da religiosidade popular do Cariri, a “Procissão das Velas”, que ocorre em Juazeiro do Norte, sempre no dia 02 de fevereiro. Dirigido por Reginaldo Farias e Ythallo Rodrigues, o documentário foi produzido com recursos do Fundo Estadual de Cultura, aprovado no XI Edital de Cinema e Vídeo (de 2014) da Secretaria de Cultura do Estado Ceará.

Lançada no início de 2017, desde então a produção de O Berro Filmes vem sendo selecionada e exibida em importantes festivais de cinema, nacionais e internacionais, como é o caso do É Tudo Verdade, realizado no Rio e em São Paulo, e que  se trata do principal festival exclusivamente de documentários da América Latina. Candeias também esteve na seleção para a Mostra Competitiva Nacional do Curta Cinema 2017, que aconteceu no Rio de Janeiro. E, além de já ter sido exibido em todas as regiões do Brasil, o filme também participou de festivais no exterior, como em Bogotá, na Colômbia, e em Sófia, na Bulgária.

Recentemente, o filme sobre a procissão das velas recebeu os prêmios de Melhor Curta-Metragem pelo Júri Popular, Melhor Fotografia e Melhor Som do 1º Cine Cariri, além do prêmio de Melhor Fotografia no II Festival de Cinema do Paranoá, no Distrito Federal.

Em setembro, Candeias concorrerá ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro na categoria de melhor curta documentário com outras 6 produções, todas realizadas na região Sudeste: Bambas, de Anna Furtado (SP); Borá, de Angelo Defanti (RJ); Em busca da terra sem males, de Anna Azevedo (RJ); O golpe em 50 cortes ou a corte em 50 golpes, de Lucas Campolina (MG); O quebra-cabeça de Sara, de Allan Ribeiro (RJ); e Ocupação do Hotel Cambridge, de Andrea Mendonça (SP).

A cerimônia do Grande Prêmio do Cinema Nacional acontecerá no dia 18 de setembro, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, com transmissão do Canal Brasil para todo o país.
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Sobre o filme:

Candeias
Uma produção O Berro Filmes
Equipe:
Direção: Reginaldo Farias e Ythallo Rodrigues
Argumento e roteiro: Luís André Araújo, Reginaldo Farias e Ythallo Rodrigues
Diretor assistente: Luís André Araújo
Produção: Hudson Jorge
Direção de fotografia e câmera: Victor de Melo
Som direto: Pedro Diógenes
Montagem e edição de som: Ythallo Rodrigues
Mixagem e finalização de som: Lucas Coelho de Carvalho
Assistência de produção: Ravena Monte e Xico Fredson
Assistência de câmera: Antônio José Bezerra (Pajé)
Estagiário de produção: Rodolfo Santana
Vozes no primeiro bendito: José Arnóbio e Maria Zélia
Tradução para inglês: Isabel de Sousa Ribeiro
Fanpage do filme: https://www.facebook.com/candeiasfilme/

Teaser do Candeias:

domingo, 22 de julho de 2018

Mostra do Filme Livre no Cariri: Sessão Curtas Livres em Juazeiro do Norte





Nesta segunda-feira, dia 23 de julho, acontecerá, em Juazeiro do Norte, a Sessão Curtas Livres. A Sessão faz parte da programação da 17ª Mostra do Filme Livre, a maior mostra audiovisual do Brasil, que é realizada desde 2002 e promove a exibição de centenas de filmes nacionais independentes.

Focada na produção alternativa, a Mostra do Filme Livre tem a missão de levar à tona, em vários recantos do país, filmes que apresentem um lado mais original, exótico, poético e subversivo em termos de audiovisual. As sessões, sempre gratuitas, ocorrem em diversas localidades do Brasil, representando uma grande ação envolvendo cineclubes livres de todo o país.

Nesta semana, no Cariri, a exibição será realização pela equipe d’O Berro — que mantém a produtora audiovisual O Berro Filmes e o blog oberro.net —, em parceria com a Revista Sétima de Cinema. Em todo o território nacional a Mostra conta com a produção da WSET e com o apoio institucional do Banco do Brasil.

Na Sessão Curtas Livres, mais especificamente, serão exibidos curtas-metragens produzidos em quatro estados do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. A sessão, com 6 curtas, totaliza quase uma hora de duração, abordando temáticas como a invisibilidade das mulheres na “história oficial”, memórias fotográficas de famílias negras, a resistência contra a homofobia, a preservação da liberdade e da dignidade contra a escravidão, entre outras temáticas, sobressaindo-se um forte cunho político-poético na tela.

A Sessão Curtas Livres acontecerá nesta segunda-feira, a partir das 19h, na Casa Doc Cariri / O Berro, situada na rua Delmiro Gouveia, 511, bairro Salesianos, em Juazeiro do Norte. A entrada é gratuita, com a quantidade limitada de 30 pessoas por sessão. Após a exibição dos filmes será realizado um debate com o público.

Os curtas-metragens que serão exibidos:

Historiografia
(Amanda Pó, 4min, 2017, SP, classificação indicativa: 12 anos)
Por quem foi escrita a História?

Travessia
(Safira Moreira, 5min, 2017, RJ, classificação indicativa: livre)
Utilizando uma linguagem poética, Travessia parte da busca pela memória fotográfica das famílias negras e assume uma postura crítica e afirmativa diante da quase ausência e da estigmatização da representação do negro.

CorpoStyleDanceMachine
(Ulisses Arthur, 7min, 2017, BA, classificação indicativa: 14 anos)
“Ando por mistério, vivo por mistério [...] Nosso corpo é uma máquina, ou cuida ou sabe como é né?”. Entre memórias da boate e relatos de resistências cotidianas; Tikal, importante personalidade do Recôncavo da Bahia, dança e afronta as normas.

A paz ainda virá nesta vida
(Isabella Geoffroy, Nícolas Bezerra, 6min, 2017, RJ, classificação: 14 anos)
Dois amigos e a necessidade de fazer um filme sobre o cotidiano violento da favela onde vivem.

A retirada para um coração bruto
(Marco Antônio Pereira, 15min, 2017, MG)
Ozório é um senhor que vive sozinho onde o Judas perdeu as botas, na zona rural de Cordisburgo-MG. Passa seus dias ouvindo rock no rádio, enquanto vive o luto da sua companheira. Até que um movimento no céu quebra sua solidão.

Talaatay Nder
(Chantal Durpoix, 20min, 2016, BA)
“Talaatay Nder” significa, em língua Wolof, “Terça feira de Nder”, é uma homenagem poética para as mulheres de Nder, na região do Walo, Saint-Louis, Senegal. Em 1820, as Rainhas de Nder lutaram e escolheram o suicídio coletivo para escapar à escravidão e preservar a sua liberdade e dignidade. A história de Nder continua viva e atualiza-se na modernidade.



17ª Mostra do Filme Livre
Sessão Curtas Livres
Segunda-feira, 23 de julho de 2018, a partir das 19h
Na Casa Doc Cariri / O Berro
Rua Delmiro Gouveia, 511, Salesianos
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita
Vagas limitadas.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

‘Três Enterros’, filme de Tommy Lee Jones, em exibição no Cine Café



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Três Enterros
Ficha técnica:
Título original: The Three Burials of Melquiades Estrada
Direção: Tommy Lee Jones
Roteiro: Guillermo Arriaga
Elenco: Tommy Lee Jones, Barry Pepper, Julio Cedillo, Dwight Yoakam, January Jones, Melissa Leo, Richard Andrew Jones, Vanessa Bauche, Levon Helm
Duração: 121 minutos
Ano: 2005
Países de origem: Estados Unidos, França

“Pete Perkins é o capataz de um rancho no Texas. Quando seu melhor amigo Melquiades Estrada é morto e enterrado, ele decide fazer com que um dos assassinos o ajude a desenterrar o corpo e levá-lo para sua família no México, cumprindo assim com uma promessa feita a Estrada.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 21 de julho de 2018, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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segunda-feira, 16 de julho de 2018

‘Face a Face’, filme de Ingmar Bergman, no Cine Sesc Crato



Cine Sesc Crato
Mostra Ingmar Bergman
Exibição do filme Face a Face
Ficha técnica:
Título original: Ansikte mot ansikte
Direção e roteiro: Ingmar Bergman
Elenco: Liv Ullmann, Erland Josephson, Aino Taube, Gunnar Björnstrand, Kristina Adolphson, Marianne Aminoff, Gösta Ekman, Helene Friberg, Ulf Johansson
Duração: 114 minutos
Ano: 1976
País de origem: Suécia

“Jenny Isaksson (Liv Ullmann) é uma psiquiatra que apesar de seu sucesso profissional começa a sofrer uma forte depressão que a deixa a beira de uma crise nervosa, assombrada por imagens perturbadoras de seu passado.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na segunda-feira, 16 de julho de 2018, às 19h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

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sábado, 14 de julho de 2018

Minha vida com Bergman



por Elvis Pinheiro

Lembro-me nos anos 90, em Recife, a primeira vez que vi uma lista dos dez mais importantes filmes do século. O cinema havia recentemente completado cem anos e listas do tipo arranjaram a sua melhor fase e razão de ser. Entre os dez filmes de todos os críticos e diretores e cinéfilos não podia faltar Cidadão Kane de Orson Welles e Morangos Silvestres de Ingmar Bergman. Este nome sempre teve aroma e sabor para mim. Não sabia nada a respeito da sua história, apenas intuía o que ele pudesse significar. Ficava imaginando quando iria vê-lo. Era época das locadoras de VHS e em nenhuma das que havia próximo de casa eu encontrava o filme do Bergman.

Para encurtar a história, em Recife há na rua da Aurora um imponente Cinema São Luís e nas noites de segunda-feira se exibiam os filmes de arte em sua última sessão. E foi lá, numa daquelas noites recifenses, exatamente no São Luís que descobri porque Morangos Silvestres era uma obra-prima. Filme imorredouro. Em qualquer época assistiremo-lo e vamos rir, sofrer, ter medo do futuro e do passado, recordar nossos amores, a nossa juventude, os nossos erros. Sempre abismados com o casal cheio de ódio e rancor, sempre maravilhados com a postura da nora ao volante expulsando-os, sentindo pena e aceitando o fato que ninguém pode mudar muita coisa de uma vida predestinada, de uma herança tão cruel. O gosto e o aroma só se reforçaram.

Bergman é um filósofo que nos lança perguntas o tempo todo sem respostas. Onde vi os demais? Cada qual teve sua hora. No Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, no Derby, ainda Recife, tive o impacto emocional de Sonata de Outono. Aquela conversa entre mãe e filha me sufocou, me horrorizou e sempre imaginei conversas longas e demoradas com entes amados onde tudo pudesse ser jogado sobre o outro, todas as mágoas, todas as frustrações causadas, todo o sofrimento impetrado! E no outro dia, o resgate sóbrio da normalidade, a busca pelo equilíbrio momentaneamente perdido. Tudo tão verdadeiro. Eu já tinha assistido as homenagens ao filme do mestre: De Salto Alto de Almodóvar e Setembro de Woody Allen. Amava os dois filmes e são obras íntegras, homenagens bem feitas, porque não roubaram ao homenageado a sua potência, o seu poder.

Fui aos poucos reconhecendo algumas características. Atores recorrentes. A fonte utilizada para escrever os créditos. Liv Ullmann: musa e parceira. Tão diferente em cada filme e tão senhora ao saborear cada palavra escrita por Bergman. O silêncio, o olhar e a entonação certa, precisa em cada cena. A leviana de Gritos e Sussurros, a reprimida de Sonata de Outono, a enigmática de Persona. A mulher madura de Saraband. Descobri e só tenho acesso a Liv Ullmann através de Ingmar Bergman.

De cinéfilo apaixonado a exibidor entusiasta. Adoro ter filmes dele que ainda não vi. Sempre haverá espaço para um novo assombro do centenário Mestre. Em junho exibi no Cine Café do CCBNB Cariri de Juazeiro do Norte, A Hora do Lobo. E li um comentário “to impactado com a hora do lobo até hoje. nunca superei”. Foi o Vinicius Gomes quem me disse isso exatamente hoje, 14 de julho de 2018, quando Bergman completaria 100 anos. Sim, ele continua e continuará sendo uma ótima razão para se ir ao cinema.

No meu ofício, ora estudo, ora revejo, ora comento ou analiso um filme. Passá-lo adiante é uma missão saborosa. O crítico não atrapalha o amante. Meu desejo só aumenta quanto mais vejo Bergman. Sou mais cinema e mais Elvis Pinheiro por conta de suas criações. O terror que senti com Fanny e Alexander, o empoderamento e o senso de liberdade que ganhei com Monika e o Desejo. O exercício da metalinguagem em Persona, em A Hora do Lobo. Não é só a Queda da Bastilha que mudou o mundo num 14 de julho. Quando penso nos ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, magistralmente trabalhados por outro gênio criador que tanto sinto afinado com Bergman, Krzysztof Kieslovski, penso que toda a obra do gênio sueco refletia sobre os mesmos três elementos. Nessa hora, ainda acrescento a generosidade de quem permitiu a Tarkovski filmar O Sacrifício, para depois invejá-lo. Quando se faz Arte, ela se multiplica de modo a criar mais e mais beleza e estupor! Vejamos por mais cem anos, Ingmar Bergman! Viva! Salve!

Elvis Pinheiro
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Texto escrito no dia 14 de julho de 2018, no dia do centenário de nascimento Ingmar Bergman (nasceu em Uppsala, Suécia, no dia 14 de julho de 1918).

Elvis Pinheiro é editor da Revista Sétima e professor. Desde 2003 é Mediador de Cinema no Cariri cearense.

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‘Caché’, filme de Michael Haneke, em exibição no Cine Café



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Caché
Ficha técnica:
Título original: Caché
Direção e roteiro: Michael Haneke
Elenco: Juliette Binoche, Daniel Auteuil, Lester Makedonsky, Annie Girardot, Maurice Bénichou, Daniel Duval, Karla Suárez
Duração: 117 minutos
Ano: 2005
Países de origem: França, Áustria, Alemanha, Itália

“Georges, um apresentador de um programa literário de TV, recebe um pacote contendo vídeos dele com sua família - feitos secretamente na rua - e desenhos alarmantes cujos significados são obscuros. Prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes e de Melhor Filme Europeu do Ano.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 14 de julho de 2018, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Tiago Araripe apresenta o show ‘Na Mala, Só a Viagem’ em Crato



Retornando ao Cariri após fazer história na música brasileira, Tiago Araripe faz show quinta, 12/07, na Vila da Música, no Crato. Entrada franca.

Um dos grandes nomes da música do Ceará e do Brasil, o cantor e compositor Tiago Araripe realiza show especial na quinta-feira, 12 de julho, às 19h, com entrada franca, na Vila da Música/Solibel, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), no distrito do Belmonte, município do Crato. A apresentação marca o reencontro de Tiago, nascido no Crato, com o público do Cariri, depois de deixar a cidade, ainda nos anos 70, para seguir carreira musical em Recife e São Paulo, destacando-se pelo disco Cabelos de Sansão, de 1982, relançado em 2008 pelo selo Saravá Discos, de Zeca Baleiro. Uma apresentação que promete muitas emoções e recordações a Tiago Araripe, também parceiro do baiano Tom Zé.

O show também reforça o lançamento, no Ceará, do novo EP de Tiago Araripe, Na Mala, Só a Viagem, gravado em Recife, com produção do aclamado guitarrista pernambucano Juliano Holanda. Com quatro faixas, o EP já está disponível em todas as plataformas digitais.

No show, que também marca a despedida de Tiago do Brasil, antes de uma viagem por diversos países para busca de novos horizontes artísticos e pessoais, ele interpretará também músicas de seus álbuns Cabelos de Sansão e Baião de Nós, lançado em 2012, com participação de Zeca Baleiro.

Para mostrar esse amplo repertório, Tiago contará com a companhia de três músicos de diferentes gerações da nova cena cearense: o multiinstrumentista e compositor Caio Castelo (guitarra, violão, teclado, programações e direção musical), Rian Batista, do Cidadão Instigado (contrabaixo) e Igor Ribeiro (bateria, integrante do grupo Argonautas e de inúmeras outras formações atuantes em Fortaleza).

“Estamos emocionados e muito felizes em fazer esse show na Vila da Música, no Crato, na companhia de grandes músicos da nova cena cearense. É um privilégio dialogar musicalmente com esses novos nomes. Todos do Cariri estão convidados pra nos encontrarmos nesse show, que marca um retorno muito simbólico para mim”, aponta Tiago Araripe, autor de “Cine Cassino”, canção em homenagem ao antigo cinema que marcou época no município do Crato e que estará no repertório do show na Vila da Música.

Na mala, só as canções

A história do novo EP, Na Mala, Só a Viagem, começou nos bastidores das gravações do CD Baião de Nós. Ali mesmo, no estúdio Muzak, no bairro recifense de Casa Forte, nascia uma parceria entre Tiago Araripe e Juliano Holanda. Um dos resultados desse encontro é a música “De Passagem”, que sintetiza o espírito do mini-álbum, presente nas outras três faixas escritas por Araripe.

Ali estão os diversos sentidos de viagem: no tempo, no espaço, na dor, para dentro de si mesmo. Nessa linha, podemos dizer que o EP teve início quando Zeca Baleiro resgatou, em CD, o velho vinil de Araripe, Cabelos de Sansão. Até então, a história musical de Tiago, que culminara com o LP lançado pelo Lira Paulistana, estava interrompida. A segunda vida de Cabelos deu novo fôlego ao artista, abrindo espaço para Baião de Nós, produzido por ele e Baleiro.

Recife, anos 70

Retrocedendo ainda mais no tempo, pode-se destacar que o novo EP não seria possível sem aquele instante em que Tiago Araripe subiu pela primeira vez em um palco. No caso, no Teatro do Parque, Recife, onde apresentou suas 12 composições para uma peça teatral em 1971. Ali estava o embrião do que seria o grupo experimental Nuvem 33, que, no mesmo palco, estrearia com o show “Retreta Eletrônica”.

Ou este EP teria origem no ano de trabalho ao lado de Tom Zé, na pauliceia dos anos 70? Ou nos cinco anos de estrada como integrante do grupo Papa Poluição, ainda na cena musical de São Paulo?

Soma de todas essas e muitas outras vivências, Na Mala, Só a Viagem vem ao mundo com distribuição digital, juntando-se assim, nas diversas plataformas de streaming e download de arquivos musicais, aos álbuns Cabelos de Sansão (em sua terceira vida) e Baião de Nós. Pronto para dar início a novas histórias, a partir do momento em que entrar nos ouvidos e chegar ao coração do público. (sinopse da divulgação do evento)
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Tiago Araripe
Show “Na Mala, Só a Viagem”
Quinta-feira, 12 de julho de 2018, às 19h
Na Vila da Música, no distrito do Belmonte, Crato
Espaço Cênico - Padre Ágio- Vila da Música
(Av. José Horácio Pequeno, 1366, Belmonte - Lameiro- Crato - CE)
Entrada gratuita
Mais informações: 9.8699.6524 (whatsapp).
O EP Na Mala, Só a Viagem já está disponível em todas as plataformas digitais, gratuitamente para os assinantes.

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segunda-feira, 9 de julho de 2018

‘Vergonha’, filme de Ingmar Bergman, em exibição no Cine Sesc Crato



Cine Sesc Crato
Exibição do filme Vergonha
Ficha técnica:
Título original: Skammen
Direção e roteiro: Ingmar Bergman
Elenco: Liv Ullmann, Max von Sydow, Sigge Fürst, Gunnar Björnstrand, Birgitta Valberg, Hans Alfredson, Ingvar Kjellson, Frank Sundström, Ulf Johansson, Vilgot Sjöman
Duração: 103 minutos
Ano: 1968
País de origem: Suécia

“Para fugir da guerra, um casal de violonistas vive isolado numa ilha. Essa existência idílica acaba quando a casa deles é invadida por um grupo de soldados. Agora, eles terão de se defrontar com as misérias, a destruição e os horrores da guerra.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na segunda-feira, 09 de julho de 2018, às 19h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

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sábado, 7 de julho de 2018

‘Vivendo no Abandono’, filme de Tom DiCillo, em exibição no Cine Café



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Vivendo no Abandono
Ficha técnica:
Título original: Living in Oblivion
Direção e roteiro: Tom DiCillo
Elenco: Steve Buscemi, Catherine Keener, Dermot Mulroney, James LeGros, Rica Martens, Peter Dinklage, Michele Carlo
Duração: 90 minutos
Ano: 1995
País de origem: Estados Unidos

“Diretor e seu amalucado grupo de atores e técnicos tentam a missão impossível de realizar filme independente com baixo orçamento. O set é um manicômio amaldiçoado por todo tipo de acaso, desde ataques de atores neuróticos até explosões de equipamentos.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 07 de julho de 2018, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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quinta-feira, 5 de julho de 2018

Rock Cordel 2018 - Programação



Rock Cordel 2018
De 06 a 08 de julho de 2018
Juazeiro do Norte-CE
Evento gratuito.

Programação:

Dia 06 de julho, sexta-feira:
19h: Feira Gastronômica O Rancho - Praça do Marquise Branca 
19h: Madalena Vinil (Cariri-CE) - Praça do Marquise Branca
20h30: Vivendo o Ócio (Salvador-BA) - Praça do Marquise Branca

Dia 07 de julho, sábado:
10h: Workshop: do macro para o micro - Teatro Marquise Branca
Potencializando um projeto musical independente (Raphael Evangelista/Ravena Monte)
19h: Feira Gastronômica O Rancho - Praça do Marquise Branca
19h: Renegados (Fortaleza-CE) - Praça do Marquise Branca
20h30: Selvagens à procura de lei (Fortaleza-CE) - Praça do Marquise Branca

Dia 08 de julho (domingo):
19h: Feira Gastronômica O Rancho - Praça do Marquise Branca
19h: Mara Hope (Brasil/Espanha) - Praça do Marquise Branca
20h30: Criolina (São Luís-MA) - Praça do Marquise Branca.

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sábado, 30 de junho de 2018

‘Agora ou Nunca’, filme de Mike Leigh, em exibição no Cine Café



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Agora ou Nunca
Ficha técnica:
Título original: All or Nothing
Direção e roteiro: Mike Leigh
Elenco: Timothy Spall, Lesley Manville, James Corden, Alison Garland, Ruth Sheen, Marion Bailey, Paul Jesson, Sam Kelly, Kathryn Hunter, Sally Hawkins, Helen Coker
Duração: 128 minutos
Ano: 2002
Países de origem: Reino Unido, França

“O amor de Penny por seu companheiro, o motorista de táxi Phil, secou. Phil é gentil e sem ambições, enquanto que ela trabalha como caixa de supermercado. Rachel, filha deles, faz faxina na casa de idosos e o filho do casal, Rory, está desempregado e desenvolveu uma agressividade acentuada, preferindo ficar sentado o dia todo no sofá a fazer algo produtivo da vida.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 30 de junho de 2018, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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sexta-feira, 22 de junho de 2018

‘Um Tiro na Noite’, filme de Brian De Palma, em exibição no Cine Café



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Um Tiro na Noite
Ficha técnica:
Título original: Blow Out
Direção e roteiro: Brian De Palma
Elenco: John Travolta, Nancy Allen, John Lithgow, Dennis Franz, Peter Boyden, Curt May, John Aquino, John McMartin, Robin Sherwood, Michael Tearson
Duração: 108 minutos
Ano: 1981
País de origem: Estados Unidos

“Um jovem que trabalha em uma produtora de cinema de filmes B grava acidentalmente alguns ruídos em uma rua à noite, referentes a um acidente de carro que resultou na morte de um governador.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 23 de junho de 2018, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Show Caleidoscópio 70: Luiz Carlos Salatiel & Los Fractais, em Juazeiro



“Desde os anos 70, Luiz Carlos Salatiel e Geraldo Urano mantiveram uma amizade e parceria musical responsável por momentos que engrandeceram a cena cultural caririense. Os dois foram os responsáveis pela idealização dos inesquecíveis festivais da canção realizados no Crato entre os anos 1971/78 e que, inegavelmente, possibilitou o surgimento de compositores como Abidoral Jamacaru, Cleivan Paiva, Luiz Fidélis, José Nilton Figueiredo, Pachelly Jamacaru, e poetas como Rosemberg Cariry, José Flávio Vieira, dentre outros.

Este show Caleidoscópio 70 traz para o público um recorte da produção musical dos amigos Geraldo Urano, o poeta, e Luiz Carlos Salatiel, compositor e intérprete, com a suprema intenção de consagrar e perenizar a obra dos dois: a genialidade poética de todos os Geraldos (Ghandi, Efe, Urano, dentre outros) e a musicalidade performática de Luiz Carlos Salatiel que, no palco, sempre foi um dos grandes intérpretes do Cariri.” (sinopse da divulgação do evento)
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Caleidoscópio 70
Show com Luiz Carlos Salatiel & Los Fractais

Sábado, 16 de junho de 2018, às 19h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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terça-feira, 12 de junho de 2018

Festival Varilux de Cinema Francês 2018 (Etapa Cariri) - Programação



Festival Varilux de Cinema Francês 2018
Etapa Cariri

De 12 a 20 de junho de 2018
Sessões em Juazeiro do Norte e Crato
Produção local: Sétima - Revista e grupo de estudos de cinema
Entrada gratuita.
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Programação:

12 de junho (terça-feira), 18h, no CCBNB Cariri:
Promessa ao amanhecer (La promesse de l’aube, Dir. Eric Barbier, França, 2017, 130min)

13 de junho (quarta-feira), 9h30, no Memorial Padre Cícero:
O poder de Diane (Diane a les épaules, Dir. Fabien Gorgeart, França, 2017, 87min)
(sessão com janela de libras e audiodescrição)

13 de junho (quarta-feira), 15h, no Sesc Juazeiro:
MOSTRA DE CURTAS-METRAGENS (ETAPA 1):
Belle à croquer (de Axel Courtière, Ficção-Animação, 15’05’’)
Garden party (de Florian Babikian Vincent Bayoux, Victor Caire Théopile Dufresne, Gabriel Grapperon e Lucas Navarro, Animação, 7’22’’)
La caresse (de Morgane Polanski, Ficção, 9’31’’)
Pepe le morse (de Lucrèce Andreae / Animação / 14’54’’)

13 de junho (quarta-feira), 18h, no Sesc Crato:
Marvin (Marvin, Dir. Anne Fontaine, França, 2017, 113min)

14 de junho (quinta-feira), 9h30, no Memorial Padre Cícero:
A raposa má (Le Grand méchant renard et autres contes, Dir. Benjamin Renner, Patrick Imbert, França, 2017, 80min)

14 de junho (quinta-feira), 14h30, no Evolução Cursos:
Gauguin – Viagem ao Taiti (Gauguin, voyage du Tahiti, Dir. Edouard Deluc, França, 2017, 101min)

14 de junho (quinta-feira), 18h30, no CCBNB Cariri:
Primavera em Casablanca (Razzia, Dir. Nabil Ayouch, França, 2018, 119min)

15 de junho (sexta-feira), 9h30, na UFCA:
O poder de Diane (Diane a les épaules, Dir. Fabien Gorgeart, França, 2017, 87min)

15 de junho (sexta-feira), 18h30, no CCBNB Cariri:
A busca do Chef Ducasse (La quête d’Alain Ducasse, Dir. Gilles de Maistre, França, 2017, 84min, Documentário)

16 de junho (sábado), 18h30, no CCBNB Cariri:
A aparição (L’apprition, Dir. Xavier Giannoli, França, 2018, 137min)

18 de junho (segunda-feira), 9h30, na UFCA:
Carnívoras (Carnivores, Dir. Jérémie Renier, França, 2018, 98min)

18 de junho (segunda-feira), 18h30, no Sesc Crato:
A excêntrica família de Gaspard (Gaspard va au mariage, Dir. Antony Cordier, França, 2018, 103min)

18 de junho (segunda-feira), 18h30, no Centro Cultural Marcus Jussier:
MOSTRA DE CURTAS FRANCESES
Belle à croquer (de Axel Courtière, Ficção-Animação, 15’05’’)
Garden party (de Florian Babikian Vincent Bayoux, Victor Caire Théopile Dufresne, Gabriel Grapperon e Lucas Navarro, Animação, 7’22’’)
La caresse (de Morgane Polanski, Ficção, 9’31’’)
Pepe le morse (de Lucrèce Andreae, Animação, 14’54’’)
Kapitalistis (de Pablo Muñoz Gomez, Ficção, 14’03’’)
Le bleu blanc rouge de mes cheveux (de Josza Anjembe, Ficção, 21’38’’)
Les bigorneaux (de Alice Vial, Ficção, 24’12’’)

19 de junho (terça-feira), 18h30, no CCBNB Cariri:
Gauguin – Viagem ao Taiti (Gauguin, voyage de Tahiti, Dir. Edouard Deluc, França, 2017, 101min)

20 de junho (quarta-feira), 15h, no Sesc Juazeiro:
MOSTRA DE CURTAS-METRAGENS (ETAPA 2)
Kapitalistis (de Pablo Muñoz Gomez, Ficção, 14’03’’)
Le bleu blanc rouge de mes cheveux (de Josza Anjembe, Ficção, 21’38’’)
Les bigorneaux (de Alice Vial, Ficção, 24’12’’)

20 de junho (quarta-feira), 16h30, no CCBNB Cariri:
Custódia (Jusqu’à la garde, Dir. Xavier Legrand, França, 2018, 93min)

20 de junho (quarta-feira), 18h30, no CCBNB Cariri:
Troca de rainhas (L’échange des princesses, Dir. Marc Dugain, França, 2017, 100min).

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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Segunda-feira com exibição de curtas na Mostra Sesc de Cinema, em Crato



2 Mostra Sesc de Cinema
No Sesc Crato
Entrada gratuita

Sessão da segunda-feira, dia 11 de junho de 2018, às 19h:

Sob o olhar do poço (2016, 16min, Cor, Doc, Livre)
Direção: Mário Silva

Bem-vindo a Juazeiro do Norte (2015, 18min, Cor, Doc, Livre)
Direção: Ythallo Rodrigues.

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sábado, 9 de junho de 2018

‘A Hora do Lobo’, filme de Ingmar Bergman, em exibição no Cine Café



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação de Elvis Pinheiro)
Especial - 100 anos de Ingmar Bergman
Exibição do filme A Hora do Lobo
Ficha técnica:
Título original: Vargtimmen
Direção e roteiro: Ingmar Bergman
Elenco: Max von Sydow, Liv Ullmann, Gertrud Fridh, Georg Rydeberg, Erland Josephson, Ingrid Thulin
Duração: 87 minutos
Ano: 1968
País de origem: Suécia

“Pintor e sua esposa vão morar em uma ilha bastante afastada da sociedade. Lá, em meio a intensos conflitos psicológicos, o casal conhece um misterioso grupo de pessoas que passam a trazer angústias ainda maiores às suas vidas, levando-os a relembrar fatos passados e questionar a própria lucidez.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 09 de junho de 2018, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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sábado, 2 de junho de 2018

The Doors: tributo em Juazeiro do Norte com Dudé Casado e Banda



Tributo ao The Doors
Com Dudé Casado e Banda

Sábado, 02 de junho de 2018, a partir das 22h
No Raul Rock Bar & Café (Av. Virgílio Távora, 950, Aeroporto)
Juazeiro do Norte-CE
Mais informações: (88) 9.9234.1025.

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‘Vidas Amargas’, filme de Elia Kazan, em exibição no Cine Café



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Vidas amargas
Ficha técnica:
Título original: East of Eden
Direção: Elia Kazan
Roteiro: Paul Osborn (baseado em livro de John Steinbeck)
Elenco: James Dean, Julie Harris, Raymond Massey, Burl Ives, Richard Davalos, Jo Van Fleet, Albert Dekker, Lois Smith, Harold Gordon, Nick Dennis
Duração: 115 minutos
Ano: 1955
País de origem: Estados Unidos

“No Vale das Salinas, região da Califórnia, por volta da I Guerra Mundial, Carl é o filho rebelde e mal compreendido de Adam. Desde a infância, ele luta obsessivamente pelo amor do pai. No entanto, Adam não esconde sua preferência para o outro filho, Aron, considerado o ‘menino de ouro’ da família e que está noivo de Abra.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 02 de junho de 2018, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Aqui-e-agora cinematográfico



por Erick Linhares

A principal arma do cinema é o tempo. O tempo é o playground do cinema. O espaço é instantaneamente deformado em prol da temporalidade que o diretor intenciona em seu filme. O passado é terreno do cinema, não há nada na história pelo que o cinema não tenha se interessado ou que já não esteja resgatado nas telas, com reprodução de cenários, roupas, pessoas e costumes. O futuro é o espaço virtual desta arte. Assim como no passado, as possibilidades de reprodução são infinitas. Temos carros voadores, novas línguas, relacionamentos com robôs, escassez de água e tudo que nossa imaginação projeta para os próximos anos de existência humana.

Mas cada filme terá sua percepção temporal diferente. Em perspectiva, um filme dos anos 20 que tenha como tema a Idade Média seria muito diferente em perspectiva de um filme dos anos 50 que abordasse o mesmo tema, tanto quanto filmes dos anos 90, 2000 e assim por diante. Isso também vale quando a perspectiva é futurista. O que nos diz que o cinema é uma grande possibilidade de comprovação do tempo presente, do “aqui-e-agora”. O presente é o momento do agora onde o passado transita em direção ao futuro, e esta é a perspectiva temporal na qual o cinema está imerso.

Em Rashomon (Dir.: Akira Kurosawa, 1950), o enredo nos leva a conhecer várias versões sobre um assassinato. O momento do tempo presente seria o depoimento de cada personagem, falando sobre um passado que os atravessa. Todos eles viveram aquela história, mas ao descrevê-la, cada um olha para o que aconteceu e mistura com seus anseios e intenções, assim como pensamentos sobre as consequências do que vão dizer, na direção de um futuro que seria o julgamento baseado principalmente nos depoimentos uns dos outros.

Contudo, o autor brinca com o tempo de maneira fascinante. A hora dos depoimentos seria o flashback do flashback. Isso porque o começo do filme mostra a perspectiva de uma personagem que vai contar a história que ouviu, e essa história seria o depoimento das pessoas envolvidas no assassinato. O primeiro flashback é a cena desses personagens falando sobre o ocorrido, o segundo seria a história do ocorrido baseado nos depoimentos de cada um. Ou seja, o filme todo está carregado de passados e futuros, todos deturpados por cada perspectiva. Cada história seria um conto. Poderíamos dizer que essa é a história do cinema, em perspectivas mutáveis, flexíveis, voláteis, mas com uma dose bem generosa do mundo onírico, e isso nos extasia.

Em Abre los ojos (Dir.: Alejandro Amenábar, 1997), o diretor usa o sonho para brincar com o tempo no presente transiente: O protagonista assina o contrato com a empresa que vai congelá-lo em nitrogênio líquido, fazendo com que ele sonhe para sempre e viva assim seus maiores desejos e fantasias com os quais não conseguia lidar no presente. Ele está insatisfeito com seu passado e perdeu sua perspectiva de futuro, depois que um acidente  desfigura seu rosto, a mulher dos seus sonhos não quer mais estar com ele. O filme mostra no sonho vívido que todas as imagens que ele consegue ver e emoções que consegue sentir, ao se relacionar, têm a ver com coisas que ele aprendeu nos filmes, ou num encarte de CD da sua banda favorita, ou de histórias que ouvira de como ter um bom pai ou um grande amor. Todo esse passado se mistura no presente do sonho e vai em direção ao futuro, dos seus desejos, dos seus medos, onde ele passa a vida toda pra preencher a falta que o passado não conseguiu suprir.

O tempo talvez seja umas das maiores questões humanas. E para a montagem no cinema, tempo é tudo. A genialidade de um diretor que saiba brincar com a temporalidade nos faz viajar profundamente no transe que a história quer passar e automaticamente comprar a ideia do diretor/roteirista. O cinema tem várias facetas: cada “aqui-e-agora” é uma cena.

Referências:
BAZIN, A. O que é cinema?, Título original: Qu’est-ce que le cinéma?. Tradução: Eloisa Araújo Ribeiro, Prefácio e Apêndice: Ismail Xavier, São Paulo, Cosac Naify, 2014.
 

CARRIÈRE, JEAN-CLAUDE. A linguagem secreta do cinema. Tradução: Fernando Albagli, Benjamin Albagli, [Edição especial], Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2014, (Saraiva de bolso).
 

MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. Tradução: Carlos Alberto Ribeiro do Moura, 4ª edição, São Paulo, Editora WMF Martins Fontes, 2011, (Biblioteca do pensamento moderno).
 

MULLER-GRANZOTTO, M. J. & MULLER-GRANZOTTO, R. L. Fenomenologia e gestalt-terapia. São Paulo: Summus, 2007.
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Erick Linhares é formado em Psicologia pelo Centro Universitário Doutor Leão Sampaio, onde foi coordenador geral do Centro Acadêmico do curso. Atualmente é especialista em Gestalt Terapia Clínica e atua na área.

Texto originalmente publicado na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 41, de dezembro de 2017), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

Textos recentes da Revista Sétima postados no Blog O Berro:
- Agora é que são elas
- Samira Makhmalbaf
- Conhecendo Carrière
- De repente soube, é cinema!
- Diante do meu amor pelo cinema
- O absurdo nosso de cada dia: as mulheres na Mostra 21 de 2017
- Meu romance com o cinema ou não era cilada, era amor
- Uma história: aniversário dos cinco anos do Grupo de Estudos Sétima de Cinema

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terça-feira, 29 de maio de 2018

‘Para quando’, de Kaio Carmona



por Amador Ribeiro Neto

Kaio Carmona (Belo Horizonte, 1976) fez graduação, mestrado e doutorado na UFMG. É professor de literatura. Autor de Um lírico dos tempos (ensaio, 2006) e Compêndios de amor (poesia, 2013). Para quando (Belo Horizonte: Scriptum, 2017) é sua mais recente publicação.

Para quando: o título encerra uma pergunta? Uma reticência? Uma exclamação?

Não há sinal algum de pontuação, mas o título sinaliza para uma das constantes do livro: aquilo que interessa não está nomeado. Vale a espera? Que tempo é esse? Vale o desespero? Vale o silêncio? A contenção? O derramamento?

Há algo que, dirão alguns, beira o místico nos poemas de Kaio Carmona. Para outros, parece que há algo que, simplesmente, escapa a definições. Algo que não se entrega. Que se embrenha na dissimulação e lá faz seu habitat.

Por isso mesmo esta poesia encanta. Ela não parte e nem busca o místico. Ela se instaura e permanece na concretude da realidade. Na materialidade dos corpos.

Há um eu-lírico que lança sua voz a partir de um lugar comum, reles, cotidiano. Mas lança-a com timbres inusitados. Timbres que seduzem nossa audição. Atiçam nossos corpos e desejos. E, por isso mesmo, nos levam a correr atrás. Do quê? Não sabemos. A sedução nos conduz. Seguimos.

O volume está dividido em duas partes: a primeira, homônima ao título do livro, e a segunda, “O eu intermitente”. Ambas com o mesmo denominador mínimo, múltiplo e comum: o amor e suas circunstâncias.

Melhor seria dizer: incomum. Já que o amor, tal como o eu-lírico nos apresenta, embora comum e delimitado historicamente, surge-nos através de formas e modos de uma linguagem que o recria enquanto algo inédito. Recém descoberto. Para ser mais exato é melhor dizer: recém entrevisto.

E aí reside o perigo: o que falar daquilo que já foi mais do que falado/cantado? Na busca pela resposta a essa questão mora uma das qualidades de Kaio Carmona: tocar o mesmo, mas com nova gestualidade.

Outros modos e jeitos. Redizendo: outros des-modos e des-jeitos. Afinal, o poeta opera na faixa da desconstrução do conhecimento alicerçado no senso comum, no déjà-vu, nos saberes canonizados.

O poeta, que é também professor de literatura, sabe que a epifania da poesia deslinda-se na forma do dizer o que busca dizer. E não na mera semeação semântica das ideias. Por isso mesmo seu livro ganha o leitor em vários momentos. Diria até: na quase totalidade.

Sem dúvida alguma, são poemas na linhagem adeliana, naquilo que Adélia foi buscar em Drummond: a naturalidade de uma dicção poética nascida de fonte popular. Daí emerge a poesia das grandes e miúdas delicadezas. Uma poesia que, bela per se, reverbera, despudoradamente, Adélia e a lição do seu mestre, Drummond.

Transcrevo “Banquete”:

E finalmente conheces o amor
e nele apostas teus medos.
Amas com fome:
Dia após dia macerando a carne
com cansaço.
Tenaz.
E amas com raiva.
Torna-te meticuloso de sua posse.
Assassino.
Persecutório.
Vigilante incansável.
Finalmente conheces o amor
Para, conforme a fome, matá-lo.

Kaio Carmona não se envergonha do vasto amor. Como nada tem a esconder na intertextualidade, pari passu, com a poesia dos dois poetas citados e de outros, dentre os quais, Bandeira, Vinícius, Neruda, Florbela.

O amor não tem fronteiras. Foge a dicionários e influências. Tal como a poesia. E Kaio Carmona sabe disso. Por isso sua poesia é bandeira desfraldada com a obra de grandes nomes de nossa literatura.

Em Adélia Prado ele encontra a reverberação do universo drummondiano. Porém, de ponta-cabeça. Com os malabarismos de outra poesia, cozida ao fogo dos sentimentos. Transcrevo “Esse tráfego doméstico”:

De silêncio em silêncio
– em pequenos sustos –
vai se construindo nosso amor
diário.
Os cômodos da casa ainda são grandes,
como eram grandes os cômodos das casas
antigamente.
E mesmo assim nos esbarramos
de cômodo em cômodo,
esse tráfego doméstico.
Passa por mim sem me olhar e deixa sua mão
aleatoriamente
em algum lugar de meu corpo,
propositadamente.
Sei mais de você por esses encontrões e silêncios
que o seu sorriso, talhado na lida
do mundo das relações.
Seu sorriso:
Pequenos silêncios, pequenos encontros.
E o amor se erguendo no ar.
E o amor se entornando no chão.

Mas essa poesia feita da naturalidade da vida e das suas dicções bebe, antes de tudo, nas fontes de Camões e Dante. A grande lírica destes grandes líricos não poderia passar ilesa à poesia de um poeta sensível e ao seu coração. Que é também bombeado pelo sangue de suas leituras enquanto leitor e professor de literatura.

Para quando é um livro pra já. Porque o amor bate à porta. E sua insubmissão é uma lambada na dureza dos dias de hoje, de ontem, de sempre.  Nos dias de hoje, especialmente.

Lambada na dupla acepção: dança/música e paulada/cacetada.

Enfim, poesia de amor. Enfim, poesia de resistência.
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Amador Ribeiro Neto é poeta, crítico literário e professor titular do curso de Letras da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Publicou, entre outros livros, Lirismo com siso: notas sobre poesia brasileira contemporânea (crítica), Ahô-ô-ô-oxe (poesia), Muitos: outras leituras de Caetano Veloso (crítica) e Barrocidade (poesia). Mora em João Pessoa (PB).

Textos recentes de Amador Ribeiro Neto no blog O Berro:
- Bambuzal, de Rafael F. Carvalho
- Identidade, de Daniel Francoy
- A arquitetura das constelações
- for mar
- Poema das quatro palavras
- Hinos Matemáticos
- Dois olhos sobre a louça branca
- Alarido
- Tudo (e mais um pouco)
- Cadela prateada

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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Kariri Iluminado: fotos de Augusto Pessoa na abertura da Festa de Santo Antônio de 2018, em Barbalha



Kariri Iluminado

É sempre assim. Ao raiar do sol, as primeiras bandas cabaçais começam a chegar à Igreja Matriz, caprichosamente ornamentada com bandeirolas e imagens dos três santos juninos. O destaque, no entanto, é mesmo do dono da festa, o casamenteiro sagrado do povo nordestino, Antônio!

Fotografar esse encontro da cultura popular é - para mim - exatamente o que ele É: um Ritual! Em nenhum outro recanto desse imenso Brasil é possível reunir tanta tradição em tão "pequeno" espaço. E não pensem vocês que cada grupo tem o seu tempo para se apresentar... é tudo junto e misturado, centímetro por centímetro, aqui e agora! Pífanos se misturam com o som agudo das espadas nos reisados e guerreiros, o seco som do maneiro pau faz dueto com as pernas de madeira e - aos gritos e apitos - Mateus com os rostos pintados de preto trazem luz e alegria à mais harmoniosa da confusões!

Mas isso, vejam só, é apenas o começo. Na zona rural, movidos à cachaça do vigário distribuída numa carroça e verdadeira devoção a Antônio, numa espécie de namoro Entre o profano e o sagrado, centenas de homens trazem - nos ombros - o tronco que servirá de mastro para a bandeira de "Toinho".

Esse ano o cortejo de abertura da festa teve ainda mais brilho com a participação dos grupos culturais de Juazeiro do Norte que se juntaram às belas e tradicionais manifestações de Barbalha num multicolorido abraço de autêntica tradição.

Na manhã desse domingo, 27 de maio, o Kariri estava especialmente iluminado!

Augusto Pessoa, Cariri, 2018.
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Augusto Pessoa é fotógrafo e jornalista.
Instagram: augustopessoa.mosaico
Site: augustopessoa1.wix.com/fotografia

Fotos da abertura da Festa de Santo Antônio, em Barbalha, no dia 27 de maio de 2018: