quinta-feira, 25 de maio de 2017

Exibição do filme 'Martírio', de Vincent Carelli em Crato












"Em cartaz nos principais circuitos de cinema do Brasil, "Martírio" (2016) será lançado, pela primeira vez, no Cariri. O Grupo de Estudos e Pesquisas em Geografia Agrária (GEA), junto com o Fórum Popular das Águas do Cariri, convida para a exibição e, em seguida, debate sobre este premiado documentário." (texto de divulgação do evento)

Lançamento do longa-metragem Martírio
Direção: Vincent Carelli
Duração: 160min
País de origem: Brasil
Ano de produção: 2016
Classificação: 12 anos

"A grande marcha de retomada dos territórios sagrados Guarani Kaiowá através das filmagens de Vincent Carelli, que registrou o nascedouro do movimento na década de 1980. Vinte anos mais tarde, tomado pelos relatos de sucessivos massacres, Carelli busca as origens deste genocídio, um conflito de forças desproporcionais: a insurgência pacífica e obstinada dos despossuídos Guarani Kaiowá frente ao poderoso aparato do agronegócio." (sinopse do filme)

Exibição no dia, 29 de maio de 2017, segunda-feira, às 18h30min
No Auditório do Geopark Araripe (rua Carolino Sucupira, s/n - Pimenta - Crato).
Entrada gratuita

Para mais informações sobre o filme segue sua página no facebook e alguns links com textos sobre sua repercussão em exibições em festivais e no circuito comercial:

http://revistacinetica.com.br/nova/que-fazer/ (texto de Victor Guimarães)
http://filmesdochico.uol.com.br/martirio/ (resenha de Chico Fireman)

Cartaz do filme Martírio



















Trailer oficial do filme Martírio



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terça-feira, 23 de maio de 2017

A arquitetura das constelações



por Amador Ribeiro Neto

Mauricio Duarte (São Paulo, 1981) é jornalista e poeta. Estreou em 2007 com Rumor nenhum. O segundo livro, Balde de água suja (2015), tivemos a oportunidade de comentar aqui no Augusta Poesia. Sua mais recente obra é A arquitetura das constelações (São Paulo: Editora Patuá, no prelo). E, coisa boa, mantém o vigor dos livros anteriores.

Para Maurício Duarte poesia não é manha nem frescura. É frescor da concreção de ideias. Pois: estamos diante de um livro que foi pensado estruturalmente. Da primeira à última parte. São quatro blocos sólidos, radiantes e radioativos, que se movimentam em torno do próprio eixo e dão origem à figura do círculo, unidade perfeita que enlaça o volume.

Unidade matemática.

Unidade poemática.

Unidade que evita a dimensão estratosférica, fundindo poema e asfalto das ruas. Ainda que mirando as constelações estelares.

Nada há de vácuo neste projeto solidamente edificado. O buraco negro da folha, do coração, da mente e do espaço sideral ata os vãos das palavras salteadas ora em prosa, ora em prosa porosa. Sempre: cristadas sob o amparo da grande poesia.

Logo na primeira página, a pretensa definição científica de “imaginação humana” rarefaz-se em desfecho multidimensional: A imaginação humana é uma arquitetura de constelações. Este será o mote. Esta, a estratégia desta poesia: focar no alvo, acertar nele e no seu brilho.

No início da primeira parte, o poeta dispara: imaginação humana: / arquitetura das constelações. E, ao final dela:
a expansão do cosmos
em direção ao infinito

o insondável assombro
diante dos gases estelares

o rastro luminoso
do último meteoro

a música incessante
das esferas celestes

o alarido da dúvida rolando
na aridez do universo

a imaginação humana como
arquitetura das constelações

Ao fazer uso de variações em torno do mesmo tema, esta poesia busca a música do cosmos – uma música anticonsoante. Uma música de rimas toantes. Despojada. Socada a palo seco. Por isso mesmo, o parentesco cabralino se dá na negação óbvia do texto de Cabral. E entrega-se na penetração do cerne do seu sol metálico, de suas mesmas vinte palavras. Aí a linguagem do poeta vai mais longe e recicla o férreo sentimento drummondiano. Entre estrelas e metais ela impera,  ácida e sublime, na cidade, nos sentidos.

A segunda parte inicia-se espelhada na primeira: a prosa porosa, prosa poética, poesia em linhas ao invés de versos. Já as partes três e quatro reverberam a poesia em estado bruto. Brutalmente talhada na crueza das palavras. Se há um sentimento neste livro é o de posse de um eu em fraturas. Um eu retalhado pelos acidentes da vida – aqui ou no exterior. Sempre: a fratura exposta de um enigma. Há algo nesta poesia que foge. O leitor se atém à sua beleza implícita – sedução pelo dito que não se diz.
A linda moça solitária do café. Ou a linda moça que almoça sozinha no restaurante tem um olhar melancólico. Uma luz mortiça incide sobre ela. Uma pintura de Hopper. Nós, figuras oprimidas pela beleza, sempre partimos do pressuposto de que essas mulheres lindas estão solitárias. Não há nenhuma evidência disso, a não ser nosso próprio desejo mais ou menos oculto de que elas sejam solitárias. Porque não suportamos o pouco que nos é lícito desvendar. A música das esferas é negada aos nossos sentidos. Resta-nos somente esse desejar o mal disfarçado de banalidade. E assim revidar sua insídia.

Todavia, não nos iludamos pensando que estamos diante de um texto hermético. Ao contrário: esta poesia deslinda, desenreda e propala a significação do sentir mais absoluto: aquele do ouvido apurado que ouve o próprio corpo:
a linguagem é sempre
insuficiente para represar
o caudaloso sangue
que vibra e infla
por debaixo da pele

a pata do desejo
desemboca inequívoca
no esgotamento

há qualquer coisa de
irreprimível na música
dos nervos aniquilados

apure o ouvido:
o corpo canta

O acaso é um pretexto para a intervenção da ironia. Fina ironia que se faz lírica mesmo quando cáustica. A insatisfação do eu lírico com seu repertório de conhecimentos acerca do mundo, de si e dos mundos – galáxias afora –, leva-o a notar que se hospeda onde se hospedaram grandes nomes da literatura. Quase por osmose, não fosse a (auto-, a intra- e a inter-) ironia, a vida teria o raio, o facho, o desfecho feliz das estrelas nunca cadentes. Mas todas as estrelas o são. Logo, o poeta percebe-se um hóspede estrangeiro: um estrangeiro de si em si. Daí a angústia, o desamparo. E a poética.

O que é matiz e volátil converte-se em definido  e concreto. Eis a linha dorsal, a estrutura fundante de um livro que é a favor do enfático silêncio / das pedras. Transcrevo esta parte do poema:
o mar
devia ser o mar ali
a assomar à porta
de nosso entendimento

a entupir de sal a
garganta de nosso tédio
a estourar o gargalo
de nosso recato

o mar
devia ser o mar ali
a espalhar a espuma
de nossas derrotas

a espatifar nossos corpos
contra o enfático silêncio
das pedras, contra o desespero
de nossos gestos atrasados

devia ser o mar ali
a roçar nossos pés
devia ser o mar
ou quem mais suportaria
assim a luz de maio?

Nada escapa incólume ao choque da beleza deste livro. Melhor seria dizer: tudo esvai e vem, numa antimúsica de partículas atômicas e, venturosamente, radioativas. Que centram-se na estrutura das ideias alfa, beta, gama. Que se autodesconstroem num tsunami de senti(pensa)mentos unissonantes.

Doa a quem doer: poesia não é fricote. E Mauricio Duarte é poeta das estrelas, das cidades, da dor, do atrito, das fissuras. Um poeta para o leitor fissurado em poesia, é claro.
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Amador Ribeiro Neto é poeta, crítico literário e de música popular. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Professor do curso de Letras da UFPB.

Textos recentes de Amador Ribeiro Neto no blog O Berro:
- for mar
- Poema das quatro palavras
- Hinos Matemáticos
- Dois olhos sobre a louça branca
- Alarido
- Tudo (e mais um pouco)
- Cadela prateada
- A nova antologia da Adriana Calcanhotto
- Em pauta, Pedro Osmar
- A arte e a máquina

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domingo, 21 de maio de 2017

‘Esses Amores’, filme de Claude Lelouch, no Cine Sesc Crato



Cine Sesc Crato
Exibição do filme Esses Amores
Ficha técnica:
Título original: Ces amours-là
Direção: Claude Lelouch
Roteiro: Claude Lelouch, Pierre Uytterhoeven
Elenco: Dominique Pinon, Jacky Ido, Anouk Aimée, Audrey Dana, Kristina Cepraga, Samuel Labarthe, Gisèle Casadesus, Gilles Lemaire, Laurent Couson, Judith Magre
Duração: 120 minutos
Ano: 2010
Países de origem: França
Classificação indicativa: 12 anos

“No fim da Segunda Guerra Mundial, a bela francesa Ilva Lemoine se apaixona perdidamente por dois soldados americanos, após se envolver com um nazista. Agora, ela deve decidir com qual dos dois vai finalmente ficar, enquanto o mundo ao seu redor segue num violento conflito.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na segunda-feira, 22 de maio de 2017, às 19h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

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sábado, 20 de maio de 2017

‘Muito Além do Jardim’, filme de Hal Ashby, em exibição no Cine Café



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação e curadoria de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Muito Além do Jardim
Ficha técnica:
Título original: Being There
Direção: Hal Ashby
Roteiro: Jerzy Kosinski
Elenco: Peter Sellers, Shirley MacLaine, Melvyn Douglas, Jack Warden, Richard A. Dysart, Richard Basehart, Ruth Attaway, David Clennon, Fran Brill, Denise DuBarry
Duração: 130 minutos
Ano: 1979
País de origem: Estados Unidos

“Chance (Peter Sellers) é um simplório jardineiro que nunca antes havia deixado a residência de seu patrão, até o dia em que este morre. Tudo o que ele conhecia sobre o mundo foi pela imagem da televisão.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 20 de maio de 2017, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Show de Daniel Peixoto em Crato



Sesc Sonoridades
Show de Daniel Peixoto - Massa
Sábado, 20 de maio de 2017, 20h
No Sesc Crato-CE
Entrada gratuita.

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Na Morada: exposição de ensaio fotográfico em Nova Olinda



“Um ensaio fotográfico de Augusto Pessoa e Helio Filho da Morada dos animadores culturais Alemberg Quindins e Rosiane Limaverde, projetada por Maria Elisa Costa.” (sinopse da divulgação do evento)
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Abertura da Exposição Na Morada - Arquitetura do Afeto
Sexta-feira, dia 19 de maio de 2017, 19h
Na Galeria de Artes Luis Gastão Bittencourt
Fundação Casa Grande (Nova Olinda-CE)
Realização: Fundação Casa Grande - Memorial do Homem Kariri
Em parceria com o Sesc Juazeiro do Norte.

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Programação Orient Cinemas Cariri Shopping - de 18/05 a 24/05/2017

Antes que eu Vá
(Before I Fall, 2017)
Direção: Ry Russo - Young
Produção executiva: Marc Bienstock, Brett Bouttier, Robyn Marshall, Lauren Oliver, Ginny Pennekamp
Produção: Matthew Kaplan, Brian Robbins, Jon Shestack
Elenco: Zoey Deutch, Elena Kampouris, Halston Sage, Logan Miller, Kian Lawley, Medalion Rahimi
País: EUA
Estreia: 18/05/2017
Gênero: Drama, Mistério
Duração: 98 minutos
Distribuidor: Paris Filmes
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Samantha Kingston, é uma jovem que tem tudo o que uma jovem pode desejar da vida. No entanto, essa vida perfeita chega a um final abrupto e repentino no dia 12 de fevereiro, um dia que seria como outro qualquer se não fosse o dia de sua morte. Porém, segundos antes de realmente morrer, ela terá a oportunidade de mudar a sua última semana e, talvez, o seu destino. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h30, 16h40, 18h50 (Sala 5)
Legendado: 21h (Sala 5)
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O Poderoso Chefinho
(The Boss Baby, 2017)
Direção: Tom McGrath
Produção: Ramsey Ann Naito
Elenco: Vozes de Miles Christopher Bakshi, Alec Baldwin, Steve Buscemi, Jimmy Kimmel, Lisa Kudrow, Tobey Maguire, ViviAnn Yee
País: EUA
Estreia: 30/03/2017
Gênero: Animação, Comédia, Família
Duração: 97 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Classificação indicativa: livre
Sinopse: Não há nenhuma dúvida de quem é o chefe desta família. Desde o dia em que chegou seu irmão bebê (de táxi... vestindo um terno), o jovem Tim, então com 7 anos, sabia que esse bebê falador seria um problema. Mas quando embarca numa missão para ganhar de volta o afeto exclusivo de seus pais, Tim descobre por acaso uma conspiração secreta que ameaça destruir o equilíbrio do amor do mundo – e este ousado bebê executivo disfarçado como seu novo irmão está no centro de tudo. Agora, eles precisam se unir como verdadeiros irmãos para deter o plano maligno, salvar seus pais, restaurar a ordem no mundo e provar que o amor é realmente uma força infinita. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h (Sala 1)
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Guardiões da Galáxia Vol. 2
(Guardians of the Galaxy Vol. 2, 2017)
Direção: James Gunn
Produção executiva: Victoria Alonso, Louis D´Esposito, Nikolas Korda, Stan Lee
Produção: Kevin Feige
Elenco: Chris Sullivan, Chris Pratt, Sylvester Stallone, Zoe Saldana, Pom Klementieff, Vin Diesel, Karen Gillan
País: EUA
Estreia: 27/04/2017
Gênero: Ação, Ficção-científica
Duração: 137 minutos
Distribuidor: Walt Disney Studios
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Em Guardiões da Galáxia Vol. 2, da Marvel, os Guardiões têm que lutar para manter sua recém-descoberta família unida enquanto desvendam o mistério da real ascendência de Peter Quill. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 15h10, 18h (Sala 1)
Legendado: 20h50 (Sala 1)
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Rei Arthur: A Lenda da Espada
(King Arthur: Legend of the Sword, 2017)
Direção: Guy Ritchie
Produção executiva: Bruce Berman, David Dobkin, Jeff Kleeman
Produção: Guy Ritchie, Tory Tunnell, Lionel Wigram, Akiva Goldsman, Joby Harold
Elenco: Charlie Hunnam, Jude Law, Eric Bana, Annabelle Wallis, Djimon Hounsou, Eline Powell, David Beckham
País: EUA
Estreia: 18/05/2017
Gênero: Ação, Aventura, Drama
Duração: 126 minutos
Distribuidor: Warner Bros.
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Arthur (Charlie Hunnam) é um jovem das ruas que controla os becos de Londonium e desconhece sua predestinação até o momento em que entra em contato pela primeira vez com a Excalibur. Desafiado pela espada, ele precisa tomar difíceis decisões, enfrentar seus demônios e aprender a dominar o poder que possui para conseguir, enfim, unir seu povo e partir para a luta contra o tirano Vortigern, que destruiu sua família. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h10, 15h50, 18h30 (Sala 2)
Legendado: 21h10 (Sala 2)
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Alien: Covenant
(Alien: Covenant, 2017)
Direção: Ridley Scott
Produção: Mark Huffam, Michael Schaefer, Ridley Scott
Elenco: Michael Fassbender, James Franco, Katherine Waterston, Noomi Rapace, Guy Pearce, Carmen Ejogo
País: EUA
Estreia: 11/05/2017
Gênero: Ficção, Ficção-científica, Suspense, Terror
Duração: 122 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Classificação indicativa: 16 anos
Sinopse: 2104. Viajando pela galáxia, os tripulantes da nave colonizadora Covenant encontram um planeta remoto com ares de paraíso inexplorado. Encantados, eles acreditam na sorte e ignoram a realidade do local: uma terra sombria que guarda terríveis segredos e tem o sobrevivente David (Michael Fassbender) como habitante solitário. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 16h10 (Sala 3)
Legendado: 21h30 (Sala 3)
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Velozes & Furiosos 8
(The Fate of the Furious, 2017)
Direção: F. Gary Gray
Produção executiva: Chris Morgan
Produção: Vin Diesel, Michael Fottrell, Neal H. Moritz
Elenco: Vin Diesel, Jason Statham, Jordana Brewster, Charlize Theron, Dwayne Johnson, Scott Eastwood, Kurt Russell, Helen Mirren
País: EUA
Estreia: 13/04/2017
Gênero: Ação
Duração: 136 minutos
Distribuidor: Universal Pictures
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: Agora que Dom e Letty estão em lua de mel e Brian e Mia se retiraram do jogo – e o restante da equipe foi exonerada – o time segue com uma vida normal. Mas, quando uma mulher misteriosa (ganhadora do Oscar Charlize Theron) seduz Dom para o mundo do crime, ele parece não conseguir escapar e a traição das pessoas próximas à ele fará com que todos sejam testados de uma forma como nunca antes foram. Das margens de Cuba e ruas de Nova York para as planícies geladas do mar do ártico, nossa tropa de elite cruzará o globo para impedir que um anarquista desencadeie o caos... e tentará trazer pra casa o homem que os tornou uma família. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h20, 18h40 (Sala 3)
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Corra!
(Get Out, 2017)
Direção: Jordan Peele
Produção executiva: Jeanette Brill, Raymond Mansfield, Shaun Redick, Couper Samuelson
Produção: Jason Blum, Edward H. Hamm Jr., Sean McKittrick, Jordan Peele
Elenco: Daniel Kaluuya, Allison Williams, Catherine Keener, Bradley Whitford, Caleb Landry Jones, Marcus Henderson, Betty Gabriel
País: EUA
Estreia: 18/05/2017
Gênero: Drama, Terror
Duração: 104 minutos
Distribuidor: Universal Pictures
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: A história acompanha um final de semana na vida de Chris (Daniel Kaluuya), um jovem afro-americano que visita a propriedade da família de sua namorada. A princípio, Chris vê o comportamento exageradamente hospitaleiro da família como uma tentativa desajeitada de lidar com a relação interracial da filha, mas, no decorrer do final de semana, uma série de descobertas perturbadoras o levam a uma verdade que ele nunca poderia imaginar. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h40, 16h, 18h20 (Sala 4)
Legendado: 20h40 (Sala 4)
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Rock Dog - No Faro do Sucesso
(Rock Dog, 2017)
Direção: Ash Brannon
Produção executiva: Mike Bundlie, Tan Fei, Deng Feng, Uri Fleming, Zheng Jun, Lauren Selig, Zhongjun Wang, Zhonglei Wang, Angela Wu, Xiaoping Xu, Andrew Yang, Jerry Ye
Produção: Rob Feng, Joyce Lou, David B. Miller, Amber Wang
País: EUA
Estreia: 04/05/2017
Gênero: Animação, Comédia
Duração: 80 minutos
Distribuidor: Paris Filmes
Classificação indicativa: livre
Sinopse: Quando um rádio cai do céu, diretamente nas mãos de um jovem cachorrinho, ele resolve sair de casa em busca da realização de seu maior sonho: tornar-se músico. A partir de então, Mastiff se depara com diversos acontecimentos inesperados. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h30 (Sala 6)
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A Cabana
(The Shack, 2017)
Direção: Stuart Hazeldine
Produção executiva: Mike Drake, Qiuyun Long
Produção: Brad Cummings, Gil Netter
Elenco: Octavia Spencer, Sam Worthington, Radha Mitchell, Tim McGraw, Ryan Robbins, Graham Greene, Megan Charpentier, Derek Hamilton
Classificação indicativa: 12 anos
País: EUA
Estreia: 06/04/2017
Gênero: Drama, Fantasia
Duração: 132 minutos
Distribuidor: Paris Filmes
Sinopse: Depois de sofrer uma tragédia familiar, Mack Phillips (Sam Worthington​) entra em uma profunda depressão, que o faz questionar suas crenças mais íntimas. Diante de uma crise de fé, ele recebe uma carta misteriosa que o convida para ir a uma cabana abandonada. Mack encontra então verdades significativas que transformarão seu entendimento sobre a tragédia que abalou sua família e sua vida mudará para sempre. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 15h30, 18h10, 20h50 (Sala 6)
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Ingresso:
Valores Inteiros (exceto Sala 3D Digital):
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$14,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$ 18,00

Valores Inteiros para a Sala 3D Digital:
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$18,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$24,00.

Promoção:
De segunda a quarta-feira, todos os ingressos por R$ 7,00, exceto sessões 3D (R$9,00 + R$8,00 óculos)

No Cinema do Cariri Garden Shopping (Juazeiro do Norte-CE)
Site Orient Cinemas: http://www.orientcinemas.com.br/
Número de telefone do cinema: (88) 3571.8275.

Programação sujeita a alterações.

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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Conversas Filosóficas em Juazeiro: Sobre o Romance Moderno



“O romance moderno se constitui como um expressivo gênero sobre o qual incidem abordagens diversas. O Conversas Filosóficas de maio é um convite ao diálogo sobre este gênero narrativo a partir da reflexão de Hermann Broch e György Lukács. Neste sentido, serão enfatizados aspectos teórico-críticos acerca do romance e um de seus componentes estruturais – o herói. Nesta perspectiva, será destacado o herói romanesco Frédéric Moreau, da obra A educação sentimental, de Gustave Flaubert, que, de acordo com a tipologização da personagem construída por Lukács, em A teoria do romance, é o modelo de herói do romantismo da desilusão.” (sinopse da divulgação do evento)
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Conversas Filosóficas
Sobre o Romance Moderno
Convidados:
Prof. Me. Émerson Cardoso (EMTI Presidente Geisel) e Prof. Me. Samuel Dias (UFCA)
Quinta-feira, 18 de maio de 2017, 19h
No Auditório do Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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domingo, 14 de maio de 2017

‘Quaderna, o Encantado’: duas apresentações do espetáculo em Juazeiro do Norte



“O espetáculo baiano Quaderna, o Encantado fica em cartaz  nos dias 16 e 17 de maio, no Teatro do CCBNB Cariri, às 19h30. A curtíssima temporada marca a turnê por mais três cidades do Nordeste, Fortaleza (CE), Sousa (PB) e São José do Belmonte (PE).

Na montagem, o personagem Felipe Quaderna se apresenta como sucessor da coroa do Reino Encantado do Sertão, e conta a formação da sua árvore genealógica, na verdade, composta por beatos que pregavam o ressurgimento de um monarca lusitano. Dom Sebastião (rei português morto em combate no século XVI) era esperado pelo povo como solução para pobreza e sofrimento da região castigada pela seca.

O projeto Quaderna, o Encantado em busca de Dom Sebastião pelo Sertão Nordestino, contemplado pelo Edital Cultural do Banco do Nordeste e Ministério da Cultura, foi pensado como forma de estimular cada vez mais o interesse pelo teatro, incluindo um intérprete de libras no primeiro dia de apresentação da peça.

Baseada em fatos históricos, a dramaturgia apresenta o movimento sebastianista pernambucano, conhecido como Pedra Bonita, que resultou no massacre de mais de cinquenta fiéis. Liderado pelo beato José Ferreira, este foi um dos principais levantes populares de cunho sebastianista, ao lado da Guerra de Canudos.

Como ação do projeto, acontecerá na Casa Ninho, no dia 15 de maio, das 14 às 18h, a Oficina de Técnicas de Formas Animadas. Para se inscrever basta enviar nome completo e idade para o email casaninhocariri@gmail.com

Destinada à comunidade artística local, a oficina oferecerá 20 vagas para atores e agentes de cultura, ligados a grupos teatrais / grupos artístico-culturais, com faixa etária a partir de 16 anos.” (sinopse da divulgação do evento)
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Oficina de Teatro de Forma Animada
Segunda-feira, 15 de maio de 2017, das 14h às 18h
Na Casa Ninho (Rua Ratisbona, 266, Centro, Crato-CE)
Indicação: 16 anos
Para se inscrever, basta enviar nome completo e idade para o email casaninhocariri@gmail.com
Total de 20 vagas

Espetáculo Quaderna, O Encantado
Dias 16 e 17 de maio de 2017, 19h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri
Entrada gratuita  
Classificação: 14 anos.

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sábado, 13 de maio de 2017

‘Se Meu Apartamento Falasse’, filme de Billy Wilder, em exibição no Cine Café



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação e curadoria de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Se Meu Apartamento Falasse
Ficha técnica:
Título original: The Apartment
Direção: Billy Wilder
Roteiro: Billy Wilder, I.A.L. Diamond
Elenco: Jack Lemmon, Shirley MacLaine, Fred MacMurray, Ray Walston, Jack Kruschen, David Lewis, Hope Holiday, Joan Shawlee, Naomi Stevens, Johnny Seven
Duração: 125 minutos
Ano: 1960
País de origem: Estados Unidos

“Bud Baxter é um funcionário de uma companhia de seguros em Nova York que descobriu uma maneira mais rápida de evoluir de cargo: emprestar seu apartamento para que os executivos da empresa levem para lá suas amantes.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 13 de maio de 2017, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Programação Orient Cinemas Cariri Shopping - de 11/05 a 17/05/2017

Guardiões da Galáxia Vol. 2
(Guardians of the Galaxy Vol. 2, 2017)
Direção: James Gunn
Produção executiva: Victoria Alonso, Louis D´Esposito, Nikolas Korda, Stan Lee
Produção: Kevin Feige
Elenco: Chris Sullivan, Chris Pratt, Sylvester Stallone, Zoe Saldana, Pom Klementieff, Vin Diesel, Karen Gillan
País: EUA
Estreia: 27/04/2017
Gênero: Ação, Ficção-científica
Duração: 137 minutos
Distribuidor: Walt Disney Studios
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Em Guardiões da Galáxia Vol. 2, da Marvel, os Guardiões têm que lutar para manter sua recém-descoberta família unida enquanto desvendam o mistério da real ascendência de Peter Quill. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 15h, 17h50 (Sala 1)
Legendado: 20h40 (Sala 1)
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Rock Dog - No Faro do Sucesso
(Rock Dog, 2017)
Direção: Ash Brannon
Produção executiva: Mike Bundlie, Tan Fei, Deng Feng, Uri Fleming, Zheng Jun, Lauren Selig, Zhongjun Wang, Zhonglei Wang, Angela Wu, Xiaoping Xu, Andrew Yang, Jerry Ye
Produção: Rob Feng, Joyce Lou, David B. Miller, Amber Wang
País: EUA
Estreia: 04/05/2017
Gênero: Animação, Comédia
Duração: 80 minutos
Distribuidor: Paris Filmes
Classificação indicativa: livre
Sinopse: Quando um rádio cai do céu, diretamente nas mãos de um jovem cachorrinho, ele resolve sair de casa em busca da realização de seu maior sonho: tornar-se músico. A partir de então, Mastiff se depara com diversos acontecimentos inesperados. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h (Sala 1)
Dublado: 15h20, 19h30 (Sala 4)
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Alien: Covenant
(Alien: Covenant, 2017)
Direção: Ridley Scott
Produção: Mark Huffam, Michael Schaefer, Ridley Scott
Elenco: Michael Fassbender, James Franco, Katherine Waterston, Noomi Rapace, Guy Pearce, Carmen Ejogo
País: EUA
Estreia: 11/05/2017
Gênero: Ficção, Ficção-científica, Suspense, Terror
Duração: 122 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Classificação indicativa: 16 anos
Sinopse: 2104. Viajando pela galáxia, os tripulantes da nave colonizadora Covenant encontram um planeta remoto com ares de paraíso inexplorado. Encantados, eles acreditam na sorte e ignoram a realidade do local: uma terra sombria que guarda terríveis segredos e tem o sobrevivente David (Michael Fassbender) como habitante solitário. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Legendado: 21h (Sala 2)
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Os Smurfs e a Vila Perdida
(Smurfs: The Lost Village, 2017)
Direção: Kelly Asbury
Produção: Mary Ellen Bauder, Jordan Kerner
Produção executiva: Raja Gosnell, Ben Waisbren
Elenco: Vozes de: Joe Manganiello, Mandy Patinkin, Rainn Wilson, Demi Lovato, Jack McBrayer, Danny Pudi, Conrad Vernon, Lewis Black
País: Estados Unidos
Estreia: 06/04/2017
Gênero: Animação, Aventura, Comédia
Duração: 89 minutos
Distribuidor: Sony Pictures
Classificação indicativa: livre
Sinopse: Nesta nova aventura completamente animada de Smurfs, um mapa misterioso leva Smurfette e seus melhores amigos, Gênio, Desastrado e Robusto, à uma empolgante e divertida jornada pela Floresta Proibida - um lugar mágico e repleto de criaturas incríveis - para encontrar uma misteriosa vila perdida antes que o malvado feiticeiro, Gargamel, o faça. Embarcando em uma viagem cheia de ação e perigo, os Smurfs estão no caminho que leva à descoberta do maior segredo da história Smurf! (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h10 (Sala 3)
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Velozes & Furiosos 8
(The Fate of the Furious, 2017)
Direção: F. Gary Gray
Produção executiva: Chris Morgan
Produção: Vin Diesel, Michael Fottrell, Neal H. Moritz
Elenco: Vin Diesel, Jason Statham, Jordana Brewster, Charlize Theron, Dwayne Johnson, Scott Eastwood, Kurt Russell, Helen Mirren
País: EUA
Estreia: 13/04/2017
Gênero: Ação
Duração: 136 minutos
Distribuidor: Universal Pictures
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: Agora que Dom e Letty estão em lua de mel e Brian e Mia se retiraram do jogo – e o restante da equipe foi exonerada – o time segue com uma vida normal. Mas, quando uma mulher misteriosa (ganhadora do Oscar Charlize Theron) seduz Dom para o mundo do crime, ele parece não conseguir escapar e a traição das pessoas próximas à ele fará com que todos sejam testados de uma forma como nunca antes foram. Das margens de Cuba e ruas de Nova York para as planícies geladas do mar do ártico, nossa tropa de elite cruzará o globo para impedir que um anarquista desencadeie o caos... e tentará trazer pra casa o homem que os tornou uma família. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 15h10, 18h (Sala 3)
Legendado: 20h50 (Sala 3)
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O Poderoso Chefinho
(The Boss Baby, 2017)
Direção: Tom McGrath
Produção: Ramsey Ann Naito
Elenco: Vozes de Miles Christopher Bakshi, Alec Baldwin, Steve Buscemi, Jimmy Kimmel, Lisa Kudrow, Tobey Maguire, ViviAnn Yee
País: EUA
Estreia: 30/03/2017
Gênero: Animação, Comédia, Família
Duração: 97 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Classificação indicativa: livre
Sinopse: Não há nenhuma dúvida de quem é o chefe desta família. Desde o dia em que chegou seu irmão bebê (de táxi... vestindo um terno), o jovem Tim, então com 7 anos, sabia que esse bebê falador seria um problema. Mas quando embarca numa missão para ganhar de volta o afeto exclusivo de seus pais, Tim descobre por acaso uma conspiração secreta que ameaça destruir o equilíbrio do amor do mundo – e este ousado bebê executivo disfarçado como seu novo irmão está no centro de tudo. Agora, eles precisam se unir como verdadeiros irmãos para deter o plano maligno, salvar seus pais, restaurar a ordem no mundo e provar que o amor é realmente uma força infinita. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h20, 17h30 (Sala 4)
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A Bela e a Fera
(Beauty and the Beast, 2017)
Direção: Bill Condon
Produção: David Hoberman, Todd Lieberman
Produção executiva: Jeffrey Silver, Don Hahn, Thomas Schumacher
Elenco: Emma Watson, Ian McKellen, Luke Evans, Gugu Mbatha-Raw, Dan Stevens, Ewan McGregor, Stanley Tucci, Sonoya Mizuno, Emma Thompson
País: EUA
Estreia: 16/03/2017
Gênero: Família, Fantasia, Musical, Romance
Duração: 129 minutos
Distribuidor: Walt Disney Studios
Classificação indicativa: 10 anos
Sinopse: A história e os personagens que o público conhece e adora ganham vida de forma espetacular na adaptação em live-action do clássico de animação da Disney A Bela e a Fera, um evento cinematográfico deslumbrante que celebra uma das histórias mais amadas. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 21h40 (Sala 4)
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A Autópsia
(The Authopsy of Jane Doe, 2017)
Direção: André Øvredal
Produção executiva: Stuart Ford, Matt Jackson, Steven Squillante
Produção: Rory Aitken, Fred Berger, Eric Garcia, Ben Pugh
Elenco: Emile Hirsch, Brian Cox, Ophelia Lovibond, Michael McElhatton, Olwen Catherine Kelly, Parker Sawyers, Jane Perry, Mary Duddy
País: Inglaterra, EUA
Estreia: 04/05/2017
Gênero: Drama, Terror
Duração: 86 minutos
Distribuidor: Diamond Films
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: Tommy Tilden (Brian Cox) e Austin Tilden (Emile Hirsch), seu filho, são os reponsáveis por comandar o necrotério de uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos. Os trabalhos que recebem costumam ser muito tranquilos por causa da natureza pacata da cidade, mas, certo dia, o xerife local (Michael McElhatton) traz um caso complicado: uma mulher desconhecida foi encontrada morta nos arredores da cidade - `Jane Doe´, no jargão americano. Conforme pai e filho tentam descobrir a identidade da mulher morta, coisas estranhas e perigosas começam a ocorrer, colocando a vida dos dois em perigo. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h50, 16h50, 19h (Sala 5)
Legendado: 21h10* (Sala 5)
*Exceto sexta-feira (12/05) e sábado (13/05)
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A Cabana
(The Shack, 2017)
Direção: Stuart Hazeldine
Produção executiva: Mike Drake, Qiuyun Long
Produção: Brad Cummings, Gil Netter
Elenco: Octavia Spencer, Sam Worthington, Radha Mitchell, Tim McGraw, Ryan Robbins, Graham Greene, Megan Charpentier, Derek Hamilton
Classificação indicativa: 12 anos
País: EUA
Estreia: 06/04/2017
Gênero: Drama, Fantasia
Duração: 132 minutos
Distribuidor: Paris Filmes
Sinopse: Depois de sofrer uma tragédia familiar, Mack Phillips (Sam Worthington​) entra em uma profunda depressão, que o faz questionar suas crenças mais íntimas. Diante de uma crise de fé, ele recebe uma carta misteriosa que o convida para ir a uma cabana abandonada. Mack encontra então verdades significativas que transformarão seu entendimento sobre a tragédia que abalou sua família e sua vida mudará para sempre. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h30, 16h10, 18h50 (Sala 6)
Legendado: 21h30 (Sala 6)
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Ingresso:
Valores Inteiros (exceto Sala 3D Digital):
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$14,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$ 18,00

Valores Inteiros para a Sala 3D Digital:
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$18,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$24,00.

Promoção:
De segunda a quarta-feira, todos os ingressos por R$ 7,00, exceto sessões 3D (R$9,00 + R$8,00 óculos)

No Cinema do Cariri Garden Shopping (Juazeiro do Norte-CE)
Site Orient Cinemas: http://www.orientcinemas.com.br/
Número de telefone do cinema: (88) 3571.8275.

Programação sujeita a alterações.

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for mar



por Amador Ribeiro Neto

Flávio Castro (Porto Alegre, 1966) é poeta e há 25 anos está radicado no Rio. Estreia em 2009 com Audito, um livro radical, em que a sintaxe interrompida projeta jatos de imagens. Em 2013 lança Inaudito, igualmente perturbador. E ainda mais radical. Agora, todos os poemas ocupam todos os espaços da página numa exuberância de deleites.

Com o lançamento de for mar (Rio de Janeiro: Ed. 7Letras, 2016), temos, de pronto, a busca da cumplicidade do leitor. Este livro que não existe per se. Antes: seu projeto revela um primoroso cuidado em inserir o leitor como coautor. Aquele que vê, a cada leitura – muitas formam-se, configuram-se, consolidam-se após cada poema lido, relido, retomado – edificar-se uma arquitetura vernacular de fazeres – aquela, fundante da grande poiésis.

Se nos dois livros anteriores um programa poético já se anunciava, com o presente for mar funda-se uma trilogia da linguagem poética.

Flávio Castro é um exímio perscrutador dos labirínticos percursos de luz e sombra dos vocábulos. Nele, sempre o som articula-se num entranhado jogo de visualidade e significados. A palavra espaçada no branco da página, os exuberantes neologismos, a tessitura das imagens: tudo é massa de significações em alto grau.

Por isso sua poesia é um convite a voos – ora largos, ora curtos. Todavia, sempre dentro de um rigor riscado a ponta de faca. O rigor do sol com o pacto dos cactos. O rigor do sangue – vermelho ou seco – escorrido do corpo estirado no beco.

O corpo da poesia não é frágil nem fácil para este poeta que preza as filigranas de cada consoante, de cada vogal, de cada fonema. E de cada imagem: oferenda de um devoto a seus múltiplos deuses sígnicos.

Em consonância com a afiada prática da mais condensada poesia, Flávio Castro é poeta de ardis, armadilhas e artemísias. Sua poesia aguça, açula, isca, embeleza e é um antídoto à pasmaceira dominante na cena da nossa poesia hoje.

O “livrorrio” de Flávio Castro dialoga com as conquistas da linguagem de Mallarmé a Haroldo de Campos, passando por Cummings e Joyce, entre outros. Este leque dimensiona o fino paideuma deste poeta desassossegado e inquieto que sabe, com Octavio Paz: “a atividade poética é revolucionária por natureza; a poesia revela este mundo, cria outro”. Cônscio de que aquilo que ela inventa é a forma de usar a forma para além das fôrmas cristalizadas pelos manuais poéticos – e pelo desempenho editorial do mercado.

for mar possui 4 partes. Na primeira, que dá título ao volume, subintitulada “épico da linguagem”, não há exposição de ideias, ações, narração, contexto histórico determinado, personagens. O épico dá-se na transmutação da linguagem que processa um elo-de-elos quase ao léu, não fosse a argamassa da visualidade e da reverberação sonora. Formar sequências. Formar sentidos. Formar forma. Formar ar. Formar mar. Reverberar ondas de significações. Desta forma, as estrofes (às quais o poeta prefere chamar “blocos-estéticos”), duas em cada página, evoluem paulatinamente para, ao fim do poema, fundirem-se numa só mancha gráfica. Ou num só “espaço-tempo diagramado”.

Eis um fragmento do poema que abre o livro:



A segunda parte,“ideogramas”, processa neologismos de uma só palavra num mix de maiúsculas e minúsculas que criam uma ligação pictórica entre letras, sílabas, sufixos, prefixos, radicais, etc., – e o significado que se abre de um link para outros links: labiríntico jogo mallarmaico-cortázar-borgeano.

Em cada página do livro há um “poema ideogramático”:



A terceira parte, “braille”, radicaliza um procedimento que Edgard Allan Poe, Décio Pignatari e Luiz Ângelo Pinto constataram através da observação do código Morse. Mas, todavia, não desenvolveram: a desvocalização das palavras. Flávio Castro dá o pulo do gato e leva a percepção teórica à prática poética. O resultado são poemas que se oferecem com brincante prazer de interagir com a língua(gem) subtraída. Com isto o poeta vale-se da decantada mais valia da linguagem: less is more – na feliz expressão de Mies van der Rohe. Flávio Castro filtra a forma até seu grau minimalista. O leitor segue nesta via de mão única, inicialmente, colhendo vocábulos dicionarizados mas, depois, percebe-se recolhendo o inusitado dos neologismos. O gozo do make it new, das formas feitas, e do in progress, das formas por-fazer, toma conta da leitura. Melhor dizer: da coleitura. Cito a parte inicial deste poema:


Em ‘côdea’ a parte final do livro, o poema “ravinas”, constituído por sete partes, desenha o final de uma via, de uma viagem, de uma linguagem – linguaviagem, para citar uma obra de Augusto de Campos – que se fecha e se abre. Isto porque a poesia de Flávio Castro é um presentar no sentido heideggeriano do termo: um continuum entre velado e desvelado. Iluminação pós-velamento. Oroboro comendo Fênix.

Cito dois fragmentos:


O percurso épico de for mar soma-se aos de Audito e de Inaudito encerrando a trilogia com o “fátuofogorgíaco” de Nékuia. Elançando passos, braços, laços – da linguagem – a Ulisses-Homero.

Na odisseia da poesia que se sabe, que se faz, que se forma, for mar é irretocável.
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Amador Ribeiro Neto é poeta, crítico literário e de música popular. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Professor do curso de Letras da UFPB.

Textos recentes de Amador Ribeiro Neto no blog O Berro:
- Poema das quatro palavras
- Hinos Matemáticos
- Dois olhos sobre a louça branca
- Alarido
- Tudo (e mais um pouco)
- Cadela prateada
- A nova antologia da Adriana Calcanhotto
- Em pauta, Pedro Osmar
- A arte e a máquina
- O computador e a arte

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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Feira Cariri Criativo de maio de 2017



Feira Cariri Criativo
De 11 a 13 de maio de 2017, das 18h às 22h
Na RFFSA (Crato-CE)
Gratuito.

Programação:

11/05 (quinta-feira):
18h às 22h: Vinil - André Alcman e Evandro Peixoto
20h: Poema na Feira
Lançamento da Revista Satírika

12/05 (sexta-feira):
18h: Discotecagem - Kaika Luiz
18h às 20h: Intervenção - Escuto Histórias de Amor com Carla Cavalcante
20h: Show - Kariri Jazz Band
*Poema na Feira com microfone livre

13/05 (sábado):
18h: Cine Arte Clube - Filme Sales e Salas
18h30: Discotecagem - Ribamar Moreira
20h30: Show - Sol na Macambira
*Poema na Feira com microfone livre.

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domingo, 7 de maio de 2017

‘Lulu Nua e Crua’, filme de Sólveig Anspach, no Cine Sesc Crato



Cine Sesc Crato
Exibição do filme Lulu Nua e Crua
Ficha técnica:
Título original: Lulu femme nue
Direção: Sólveig Anspach
Roteiro: Sólveig Anspach e Jean-Luc Gaget (roteiro baseado em livro de Étienne Davodeau)
Elenco: Karin Viard, Bouli Lanners, Claude Gensac, Corinne Masiero, Pascal Demolon, Philippe Rebbot, Nina Meurisse, Marie Payen, Solène Rigot
Duração: 90 minutos
Ano: 2013
Países de origem: França

“Após uma entrevista de emprego mal sucedida, Lulu (Karin Viard) decide não voltar para casa, deixando o marido e os filhos à sua espera. Ela não tem nada planejado e se dá alguns dias de liberdade, aproveitando plenamente o que vier em seu caminho.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na segunda-feira, 08 de maio de 2017, às 19h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

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sábado, 6 de maio de 2017

‘O Dorminhoco’, filme de Woody Allen, em exibição no Cine Café



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação e curadoria de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme O Dorminhoco
Ficha técnica:
Título original: Sleeper
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen, Marshall Brickman
Elenco: Woody Allen, Diane Keaton, John Beck, Mary Gregory, Don Keefer, John McLiam, Bartlett Robinson, Mews Small
Duração: 87 minutos
Ano: 1973
País de origem: Estados Unidos

“Após duzentos anos congelado, um saxofonista (Woody Allen) é trazido ao mundo novamente por um grupo contrário ao poder do país. No entanto, Miles Monroe quer conhecer as transformações que ocorreram no mundo durante esses dois séculos que passou dormindo.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 06 de maio de 2017, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Poema das quatro palavras



por Amador Ribeiro Neto

Airton Cattani (Garibaldi-RS, 1955) é poeta, contista, professor da UFRGS, artista gráfico e arquiteto. É Mestre em Educação e Doutor em Informática na Educação, ambos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem livros publicados em sua área profissional. Em ficção é autor de 40 microcontos experimentais (Prêmio Açorianos de Literatura 2011 e segundo lugar no Jabuti 2012, ambos na categoria projeto gráfico). Poema das quatro palavras (Porto Alegre: Marcavisual, 2015) é sua publicação mais recente e obteve o primeiro lugar no Prêmio Açorianos de Literatura, categoria Projeto gráfico.

A escrita poética em labirinto, prática barroca, rendeu novas dimensões para a palavra poética. Desde então um poema passa a ser lido em várias direções espaciais, captando diferentes momentos do texto, tanto rítmica quanto semântica, visual e sintaticamente. Ana Hatherly, em seu livro A experiência do prodígio; bases teóricas e antologia de textos-visuais portugueses dos séculos XVII e XVIII (Lisboa: Imprensa Nacional, 1983), nos traz a teoria e sua aplicabilidade a poemas barrocos, sugerindo sua pertinência aos estudos da poesia experimental contemporânea.

Muito se fala das inúmeras visadas de leitura que Un coupe de dés (traduzido como Um lance de dados), do Mallarmé, trouxe para a poesia. Em especial, o espaçamento da palavra na folha de papel, o arranjo tipográfico variado, o uso predominante da frase nominal, entre outros.

Os poetas dadaístas, ao apregoarem a liberdade total das palavras, indo da desordem semântica à sintática, com o elogio gratuito do som e do ruído, trouxeram uma ética radicalmente anárquica. Da notícia de jornal retalhada, embaralhada e sorteada, ao poema daí resultante, que “é a cara de seu dono”, à desconstrução de valores burgueses e capitalistas, esta poesia atingiu, como um míssil, a arte tradicional.

A Poesia Concreta, ao decretar o fim do verso tradicional e incorporar as experiências de Mallarmé a Mondrian, passando por João Cabral e Le Corbusieu, libertou o poema das normas estabelecidas e o lançou no turbilhão de signos. Significados e significantes, tomados na sua materialidade, alcançaram, em cheio, a tradicional poesia brasileira. Aquela que adorava “averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo”. Assim, ainda que na marra, oxigenou a poesia, exportou-a e abriu vias para o advento da poesia digital.

Poema das quatro palavras, de Airton Cattani, é uma retomada de todo este processo histórico de conquistas da poesia. Seu livro é impresso sobre papel vegetal e possui capa em papel cartão. A primeira edição, de 123 exemplares, todos numerados e assinados pelo poeta, é um primor gráfico e poético. Quanto ao diferencial gráfico, de fato, um cuidado extremado, mas nada de surpreendente. Temos visto muita coisa boa nesta área.

A novidade está no fato de que a montagem do miolo é feita aleatoriamente. Ou seja, não há um exemplar igual a outro. Aí, sim, mora um diferencial provocativo. O leitor, que inicialmente lê segundo a encadernação que lhe coube, a seguir pode desencaderná-lo e montar seu livro-objeto, como bem queira. E ele passará a ter “a cara de seu dono”.

“À sua maneira, este livro é muitos livros”, anota Cortázar sobre seu Rayuela (publicado no Brasil como O jogo da amarelinha). Pois bem, a mesma advertência presta-se ao livro de Cattani. Com uma especificidade: como as páginas são em papel manteiga, o leitor lê e antelê a(s) página(s) seguinte(s), o tempo todo. Mesmo não querendo, sua leitura inicial já é, multidirecional: o que lê e o que antevê/lê.

Por isso mesmo, o leitor rola os dados, com o poeta, na roleta da poesia. Esse ludismo configura um painel caleidoscópico de centenas de leituras. Consequência: prazer desdobrado em cada dobra desta obra de inúmeras possibilidades.

Atentemos para o título da obra. Ele é composto por quatro palavras. E o conteúdo compõe-se, de outras quatro palavras. Estas quatro palavras (as do miolo do livro) entregam-se como anagramas e/ou palíndromos em jogos especulares. O tabuleiro avança em direções indiferenciadas. As imagens não têm limite.

Poema das quatro palavras remete-nos, por exemplo, a Gregório de Matos, cujo soneto, “Achando-se um braço perdido do menino deus”, inicia-se assim:
O todo sem a parte, não é todo;
a parte sem o todo não é parte;
mas se a parte o faz todo, sendo parte,
não se diga que é parte, sendo todo.

O jogo que o poeta barroco estabelece, com os termos “todo” e “parte”, assume a desestruturação física da imagem do menino deus para, em seguida, recompô-la via linguagem. Perda e reparação são pares antitéticos caros ao barroco, dos quais o poeta se apropria para arquitetar o ludismo de seu poema.

Há uma observação de Antonio Candido segundo a qual a fase inicial da análise (o comentário) não deixa de lado a manifestação do gosto, a que ele denomina “a penetração simpática do poema”.

A seguir, observa que qualquer poema é passível de ser comentado. No entanto, só se interpretam os poemas que nos dizem algo. Aqueles que nos mobilizam. E é isso que o livro de Cattani nos oferece: de imediato, forte empatia. Ou nas palavras de Borges: “Tenho plena convicção de que sentimos a beleza de um poema antes mesmo de começarmos a pensar num sentido”. É o que sentimos ao manipularmos o livro de Cattani. Uma beleza que se entrega no ato. E que ganha intensidade de significado a cada novo momento de leitura, de atribuição de sentido.

Retomando Antonio Candido, à luz do poema de Gregório, podemos pensar que o comentário corresponde ao “momento parte”, e a interpretação, ao “momento todo”.

Para o autor de Formação da literatura brasileira, “todo poema é basicamente uma estrutura sonora”. Vem a dúvida: o poema de Cattani, não é antes de tudo imagem visual? À primeira vista, sim. Mas depois, ao lê-lo ouvindo-lhe sua dicção e atentando para a musicalidade das palavras em movimento no espaço da página em branco e transparente (vimos que o papel é manteiga), damo-nos conta de que estamos diante de imensa massa de imagem sonora.

Na dança das palavras dentro da página, e no interregno entre uma página e outra(s), a música se presenta e coreografa os passos da poesia. Ao se presentar, ela não apenas apresenta, mas, concomitantemente, torna-se presente. Presente = o tempo e a dádiva.

O livro Poema das quatro palavras, pela própria feitura, não permite que se reproduza aqui nenhuma parte sem ferir sua unidade. Fica o convite ao leitor para que se aventure no alumbramento de um livro que é, de fato, a cada leitura, a cada montagem, uma nova sequência de revelações. Um livro para ver, ler, ouvir. E tudo de novo, outras vezes. Sem fim. 
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Amador Ribeiro Neto é poeta, crítico literário e de música popular. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Professor do curso de Letras da UFPB.

Textos recentes de Amador Ribeiro Neto no blog O Berro:
- Hinos Matemáticos
- Dois olhos sobre a louça branca
- Alarido
- Tudo (e mais um pouco)
- Cadela prateada
- A nova antologia da Adriana Calcanhotto
- Em pauta, Pedro Osmar
- A arte e a máquina
- O computador e a arte
- O blefe e o breque: Moreira da Silva

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‘Um Estranho no Ninho’, filme de Miloš Forman, em exibição em Barbalha



Cine Café Volante em Barbalha (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Um Estranho no Ninho
Ficha técnica:
Título original: One Flew Over the Cuckoo's Nest
Direção: Miloš Forman
Roteiro: Bo Goldman, Lawrence Hauben (baseado em livro de Ken Kesey)
Elenco: Jack Nicholson, Louise Fletcher, William Redfield, Brad Dourif, Michael Berryman, Peter Brocco, Dean R. Brooks, Alonzo Brown, Scatman Crothers, Danny DeVito
Duração: 133 minutos
Ano: 1975
País de origem: Estados Unidos

“McMurphy (Jack Nicholson) pensa poder fugir do trabalho na prisão fingindo ser louco. Ele é então enviado a um sanatório, onde deve lidar com uma realidade triste e dura, além de ter que encarar a enfermeira Mildred Ratched (Louise Fletcher), que dificulta as coisas para ele.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na sexta-feira, 05 de maio de 2017, às 19h
No Auditório da Faculdade de Medicina, no Centro de Barbalha-CE. Entrada gratuita.

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Estreia do filme ‘Kariri - Travessia da Cultura’ em Juazeiro do Norte



Estreia do filme Kariri - Travessia da Cultura
De Erick Noin, Ana Clara Muner e João Gabriel Hidalgo
Quinta-feira, 04 de maio de 2016, 18h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Tributo a Belchior com Aquiles Salles e Banda no Crato



“Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes sempre foi notável por unir o lirismo do norte ao espírito urbano da região sudeste, deixando evidente que a busca por uma vida melhor nos grandes centros também pode ser repleta de dificuldades e sofrimento. E é para jogar um pouco mais de luz nesse vasto repertório e nesse ponto de vista peculiar desse brasileiro que Aquiles Sales apresenta releituras dos seus grandes clássicos. Com arranjos renovados e sem nunca perder a essência das complexas melodias.” (sinopse da divulgação do evento)
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Ainda Somos os Mesmos
Tributo a Belchior com Aquiles Salles e Banda
Sábado, 06 de maio de 2017, 22h
Na Estação da Sé - Crato-CE
Ingressos antecipados: R$10,00.

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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Oficina Bichos de Meia, com Débora Rodrigues, em Crato



“Na oficina do dia 29, vamos confeccionar bichos feitos de meias. Transformaremos meias em brinquedos fofinhos, costurados 100% a mão, trazendo sua originalidade e criatividade. Então, peguem as suas meias e venham com a gente costurar sonhos!!!” (sinopse da divulgação do evento)
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Oficina - Bichos de Meia
Com Débora Rodrigues
Sábado, 29 de abril de 2017, das 14h às 17h
No Auditório do Geopark Araripe
Rua Carolina Sucupira, S/N - Pimenta, Crato
Atividade gratuita
Obs.: levem suas meias.

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‘Melhor é Impossível’, filme de James L. Brooks, em exibição no Cine Café



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação e curadoria de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Melhor é Impossível
Ficha técnica:
Título original: As Good as It Gets
Direção: James L. Brooks
Roteiro: Mark Andrus (história), James L. Brooks
Elenco: Jack Nicholson, Helen Hunt, Greg Kinnear, Cuba Gooding Jr., Shirley Knight, Jesse James, Skeet Ulrich, Yeardley Smith, Lupe Ontiveros, Harold Ramis
Duração: 139 minutos
Ano: 1997
País de origem: Estados Unidos

“Nova York. O obsessivo-compulsivo Melvin Udall, um preconceituoso escritor grosseiro e sarcástico, tem como alvos principais Simon, um artista gay, que é seu vizinho e tem um cachorrinho, e Carol Connelly, uma garçonete que enfrenta problemas por ser mãe solteira.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 22 de abril de 2017, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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Banda Terceiro Acorde e Rei Bulldog se apresentam em Juazeiro



Banda Terceiro Acorde
Sexta-feira, 28 de abril de 2017, 22h

Banda Rei Bulldog (The Beatles)
Sábado, 29 de abril de 2017, 22h

No Seu Gringo
Lagoa Seca (Juazeiro do Norte-CE).

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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Hinos Matemáticos



por Amador Ribeiro Neto

Marco Lucchesi (Rio de Janeiro, 1963) é professor da UFRJ, poeta, romancista, ensaísta, tradutor, crítico literário, memorialista, missivista, roteirista, organizador de antologias, organizador de obras, editor de revistas literárias, membro da ABL. Foi contemplado com vários prêmios nacionais e internacionais. Tem livros traduzidos para o árabe, romeno, persa, russo, turco, polonês, híndi, sueco, húngaro, urdu, bangla e, claro, inglês, francês, alemão, espanhol e italiano. Publicou, os seguintes livros de poesia: Bizâncio (1997), De passione (2000), Alma Vênus (2000), Poemas reunidos (2001), Sphera (2003), Meridiano celeste & bestiário (2006), Clio (2014). Hinos matemáticos (Rio de Janeiro: Dragão, 2015) é sua mais recente publicação.

A poesia de Marco Lucchesi é de um lirismo arrebatador. Poucos conseguem, como ele, aliar erudição e leveza, ciência e sentimento, matemática e amor. Assim é, e não poderia ser diferente, em se tratando do poeta que é, Hinos Matemáticos, um livro que desafia o leitor com fórmulas matemáticas poucamente esclarecedoras. Mas com formas poéticas abundantemente tocantes.

Uma poesia que nos rememora a velha lição valéryana: poesia e matemática são duas abas do mesmo chapéu. Mas Lucchesi vai além da simples equação aritmética. Interessa-lhe a musicalidade contida na matemática. Aquela mesma música a que toda poesia aspira ser. O “espólio inabordável entre 0 e 1”, como enuncia o poema “Busca do ouro”.

As imagens sucedem-se numa espiral que toca os mesmos pontos. E neste apoio conhecido, impulsionam-se pra novos volteios.
E as formas que não cessam
de crescer

Delírios fugazes
Líquidos lampejos

dizem os versos finais de “Solilóquio fractal”. O espaço em aberto. Expandindo-se. E isomórfico a ele, a poesia. Formas, delírios, lampejos: o leitor percorre galáxias em movimentos e banha-se num erotismo riscado a arpejos de luz e gozo.

O poema que abre o livro incandesce caminhos do devir. Cito “Canteiros”, na íntegra:
Um fósforo desata momentâneo
os fios de uma noite sem estrelas

No céu azul de Samos
voam ímpares.
E os pares sobrenadam
nas águas do Ilissos

O jardim
o conjunto de canteiros
E a floresta sombria e ilimitada

Como domar a astúcia do infinito?

O fósforo não acende, não ilumina: desata os fios de uma noite escura. Os raios do fósforo são os fios que, ao invés de clarear, ampliam a dimensão do escuro. Entre estes versos e os finais há a ilha grega de Samos, seu rio Ilissos, os canteiros do jardim, a floresta “sombria e ilimitada”. A ilha: locus de suspensão da vida. O rio antigo, hoje canalizado e subterrâneo: a dimensão espacial do lado de lá. Para além dos olhos. No entanto, tão próxima aos pés.

Depois do poeta construir a imagem sideral na progressão de “jardim”, “conjunto de canteiros” e, por fim, “a floresta”. Como se não bastasse a vastidão em si, é uma floresta “sombria e ilimitada”. Quer seja: o desconhecido dentro do desconhecido dentro do desconhecido.

Por fim, o verso que encerra o poema projeta este espaço como indomável em seus ardis, argúcia e sagacidade.

Estamos diante de um poeta que soma a matemática à vastidão do espaço – e configura-a na mais delicada poesia. Em filigranas do sublime.

Esse é o movimento presente em todos os poemas. Próximos e distantes. Perto e desconhecidos. A matemática e a palavra. Duas fontes de força bruta. O homem busca entendê-las para cantá-las. O poeta mergulha na estética da matemática para, nela, situar e localizar sua poesia. Daí o título do livro: Hinos matemáticos.

O poema “Primeira prova” orquestra a busca desta música precisa:

Orquídeas
          resplandecem
             no quintal
A geometria
de fogo
          de suas pétalas
e a forma
   do silêncio
          em que se apoiam
Trago
         o coração perdido
e os olhos tersos
         da breve epifania
Toda flor
         desponta
         no seio do silêncio
e ao seio
         do silêncio
         acorre e se dissolve
Lembro
                 de Hardy
indo ao
                                   fundo
silêncio
         dos gregos
Teoremas
         cheios
   do frescor da beleza
        de quando foram descobertos

Dois mil anos
        e sequer
uma ruga
        em seu puro semblante
(Euclides
    e a infinidade
    dos números primos
Pitágoras
   e a raiz quadrada
irracional de dois)
Os desenhos
                do matemático
      e do poeta devem
                                    ser belos
                              Flores
                              teoremas
desmaiam
                                    em súbitos
jardins
sob                              crepúsculos
fugazes
A beleza é a primeira prova
                 da matemática


Como consta das Notas que acompanham o volume, os versos em itálico são extraídos de Em defesa de um matemático, de G. Hardy. No Posfácio intitulado “A espiral e o sonho dos meninos”, o poeta explica que “a ideia de beleza na matemática, que se encontra em diversos autores, como Hardy ou Poincaré, causou em mim grande impacto. Como se me deparasse com uma verdade perdida, um substrato arqueológico que me parecia estranhamente familiar e decisivo”.

Um vetor de leitura possível para este livro é seguir as orientações do poeta nas imprescindíveis Notas e no esclarecedor Posfácio. Todavia, isto não impede que uma outra leitura se faça na contramão destas orientações. É aquela leitura em que o eu lírico desenreda-se do estrato matemático dos poemas e mergulha nas epifanias das imagens em alumbramentos de sons e sentidos. Outros sons. Outras imagens. Outros sentidos. Para além da matemática. Para dentro da poesia em si.

Esta navegação, que se norteia pelo hino, pelo canto, pela enunciação dos significados por vir, é a do encantamento que a música produz nos ouvidos e nas sensibilidades. A entrega da beleza em estado de graça. Sem preço algum. Sem merecimento algum. Entrega da poesia em revelações inusuais. Revelações de pura entrega e vasto gozo.

Então, mergulhado nestas galáxias de imagens (sonoras, visuais e semânticas), o leitor chega ao cerne da matemática sem a necessidade dos teoremas e das teorias. É quando o poema “Lendo Hadamard” ganha as ganas do leitor tomado pela beleza lírica dos poemas de Marco Lucchesi. Cito-o na íntegra:
Perdem-se os primos {venerandos números}
quando num bosque em plena madrugada
sob a lira cintilante de Orfeu
põem-se a bailar mais bravos e dispersos

O imaginário
{nuvem bosque pensamento}
é o atalho cristalino da matemática

A poesia vence. Entendemos o poeta quando diz: “o vínculo entre a beleza e a matemática há de trazer novos ventos para as matemáticas no Brasil, rompendo uma cláusula de barreira cultural. O direito dos meninos e das meninas de sonharem nos campos do pensamento matemático”.

Somos todos meninos e meninas. O sonho da poesia é nosso mundo. Obrigados ao poeta pela sua imensa poesia. Galáxia entre galáxias que nos leva a imensuráveis espaços – de caos, de exatidão, do fractal, do geométrico infinito. Espaço sideral de enternecedor lirismo. 
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Amador Ribeiro Neto é poeta, crítico literário e de música popular. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Professor do curso de Letras da UFPB.

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