quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Programação Orient Cinemas Cariri Shopping - de 01/10 a 07/10/2015

Vai que Cola - O Filme
(Vai que Cola - O Filme, 2015)
Direção: César Rodrigues
Produção executiva: Adrien Muselet, Gil Ribeiro
Produção: Pedro Buarque de Hollanda, Luiz Noronha
Elenco: Paulo Gustavo, Cacau Protásio, Catarina Abdalla, Marcus Majella, Samanta Schmutz, Fernando Caruso, Emiliano D´Avila, Fiorella Mattheis, Oscar Magrini, Werner Schünemman, Márcio Kieling
País: Brasil
Gênero: Comédia
Duração: 100 minutos
Distribuidor: H2O Films
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Valdomiro Lacerda (Paulo Gustavo) é um tipo metido a malandro, que perdeu todo seu dinheiro ao ser envolvido em uma falcatrua da empresa da qual era sócio. Para fugir da polícia, Valdo se muda para pensão de Dona Jô (Catarina Abdalla), no subúrbio do Rio de Janeiro, onde passa os dias reclamando da nova realidade e sonhando com um retorno apoteótico à antiga vida de luxo. Quando um ex-sócio o procura com um plano para recuperar sua cobertura de frente para o mar, Valdo acha que suas preces foram atendidas... Só que Valdo não contava que a ida inesperada e imprevista de toda a turma da pensão - além de Dona Jô, Ferdinando (Marcus Majella), Terezinha (Cacau Protásio), Jéssica (Samantha Schmutz), Máicol (Emiliano D´Avila), Velna (Fiorella Mattheis) e Wilson (Fernando Caruso) – fosse pôr em risco seu plano. Prepare-se: a turma do subúrbio carioca vai levar muita confusão para o bairro mais caro do Brasil. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Filme nacional: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (Sala 6)
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A Possessão do Mal
(The Possession of Michael King, 2014)
Direção: David Jung
Produção executiva: Guy Danella, Scott Niemeyer
Produção: Paul Brooks
Elenco: Shane Johnson, Ella Anderson, Cara Pifko, Krystal Alvarez, Tomas Arana, Luke Baines, Dale Dickey, Cullen Douglas
País: EUA
Gênero: Terror
Duração: 83 minutos
Distribuidor: PlayArte Pictures
Classificação etária: 14 anos
Sinopse: Michael King não acredita nem em Deus nem no Diabo. Depois de perder sua esposa, Michael decide fazer um experimento com ele mesmo e registrar tudo em vídeo. A sua intenção é comprovar que não existe espiritualismo e religião, mas quando menos espera uma força maligna toma conta dele. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h50, 16h50, 18h50 (Sala 3)
Legendado: 20h50 (Sala 3)
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Perdido em Marte
(The Martian, 2014)
Direção: Ridley Scott
Elenco: Matt Damon, Kate Mara, Jessica Chastain, Kristen Wiig, Mackenzie Davis, Sean Bean, Sebastian Stan, Donald Glover, Jeff Daniels, Michael Peña
Produção executiva: Aditya Sood
Produção: Mark Huffam, Simon Kinberg, Michael Schaefer, Ridley Scott
País: EUA
Gênero: Ação, Aventura, Ficção-científica
Duração: 130 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Classificação etária: 14 anos
Sinopse: Durante uma missão a Marte, o astronauta Mark Watney (Matt Damon) é dado como morto após uma feroz tempestade e é deixado para trás por sua tripulação. Mas Watney sobrevive e encontra-se sem recursos e sozinho no planeta hostil. Apenas com suprimentos escassos, Watney deve contar com a sua criatividade, engenho e espírito para subsistir e encontrar uma maneira de sinalizar à Terra que está vivo. A milhões de quilômetros de distância, a NASA e uma equipe de cientistas internacionais trabalham incansavelmente para trazer `o marciano´ de volta enquanto seus colegas de tripulação simultaneamente traçam uma ousada, se não impossível, missão de resgate. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado 3D: 14h30, 20h30 (Sala 2)
Dublado: 17h30 (Sala 2)
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Evereste
(Everest, 2015)
Direção: Baltasar Kormákur
Elenco: Keira Knightley, Jake Gyllenhaal, Robin Wright, Clive Standen, Josh Brolin, Sam Worthington, Jason Clarke, Emily Watson, Michael Kelly
Produção executiva: Brandt Andersen, Randall Emmett, George Furla, Mark Mallouk, Peter Mallouk, Lauren Selig
Produção: Nicky Kentish Barnes, Tim Bevan, Liza Chasin, Eric Fellner, Evan Hayes, Brian Oliver, Tyler Thompson
País: EUA, Inglaterra
Gênero: Aventura, Drama, Thriller
Duração: 150 minutos
Distribuidor: Universal Pictures
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: Inspirado nos incríveis acontecimentos em torno da montanha mais alta do mundo, Evereste documenta a inspiradora jornada de dois diferentes grupos de expedição que são desafiados além de seus limites quando são acometidos por uma das maiores avalanches já registradas. Com a coragem testada por um dos fenômenos mais severos do planeta, os escaladores terão de enfrentar obstáculos quase impossíveis em busca de sobrevivência. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h40, 19h (Sala 5)
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Hotel Transilvânia 2
(Hotel Transylvania 2, 2015)
Direção: Genndy Tartakovsky
Elenco: Vozes de: Adam Sandler, Selena Gomez, Andy Samberg, Steve Buscemi, Kevin James, Mel Brooks, David Spade, Fran Drescher
Produção executiva: Allen Covert, Adam Sandler, Ben Waisbren
Produção: Michelle Murdocca
País: EUA
Gênero: Animação, Comédia, Família
Duração: 89 minutos
Distribuidor: Sony Pictures
Classificação indicativa: livre
Sinopse: A turma do Drácula está de volta na nova comédia monstruosa da Sony Pictures Animation, Hotel Transilvânia 2! Parece que tudo está melhorando no Hotel Transilvânia... Drácula finalmente relaxou sua rígida política de 'somente monstros' e passou a permitir hóspedes humanos. Mas por trás de caixões fechados, Drácula está preocupado porque seu adorável neto, meio-humano e meio-vampiro, Dennis, não demonstra nenhum sinal de que um dia será um vampiro. Então, enquanto Mavis está ocupada visitando seus novos parentes humanos com Johnny – e vivenciando seu próprio choque cultural – o vovô Drac recruta seus amigos Frank, Murray, Wayne e Griffin para ajudá-lo a fazer Dennis passar por uma escolinha de monstros. Mas o que eles nem imaginam é que o rabugento, conservador e muito muito velho pai de Drácula, Vlad, veio fazer uma visita ao hotel. Quando Vlad descobre que seu bisneto não é um sangue-puro, e que humanos agora são bem-vindos ao Hotel Transilvânia, ele fica maluco! (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado 3D: 18h10 (Sala 1)
Dublado: 14h10, 16h10, 20h10 (Sala 1)
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Um Senhor Estagiário
(The Intern, 2015)
Direção: Nancy Meyers
Produção executiva: Celia D. Costas
Produção: Suzanne McNeill Farwell, Nancy Meyers, Scott Rudin
Elenco: Robert De Niro, Anne Hathaway, Adam DeVine, Nat Wolff, Rene Russo, Reid Scott, Anders Holm, Andrew Rannells, Drena De Niro, Linda Lavin
País: Estados Unidos
Gênero: Comédia
Duração: 121 minutos
Distribuidor: Warner Bros.
Classificação etária: 10 anos
Sinopse: Em The Intern, De Niro é Ben Whittaker, um viúvo de 70 anos que descobre que a aposentadoria não é bem como imaginava. Buscando uma oportunidade de voltar à ativa, ele se torna estagiário sênior de um site de moda criado e administrado por Jules Ostin (Hathaway). (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 16h20, 21h40* (Sala 5)
*Somente sexta, sábado e véspera de feriado
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Maze Runner: Prova de Fogo
(Maze Runner: Scorch Trials, 2015)
Direção: Wes Ball
Elenco: Dylan O´Brien, Kaya Scodelario, Thomas Brodie-Sangster, Ki Hong Lee, Giancarlo Esposito, Patrícia Clarkson, Aidan Gillen, Katherine McNamara, Nathalie Emmanuel
Produção: Marty Bowen, Wyck Godfrey, Ellen Goldsmith-Vein, Joe Hartwick Jr., Lee Stollman
País: EUA
Gênero: Ação
Duração: 131 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: Neste próximo capitulo da saga épica Maze Runner, Thomas (Dylan O´Brien) e seus companheiros Clareanos vão encarar seus maiores desafios até agora: procurar por pistas sobre a misteriosa e poderosa organização conhecida como C.R.U.E.L. Sua jornada os leva até O Deserto, um cenário desolado repleto de obstáculos inimagináveis. Unindo-se com lutadores da resistência, os Clareanos desafiam as forças superiores da C.R.U.E.L e descobrem seus terríveis planos para todos eles. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h, 15h40, 18h30 (Sala 4)
Legendado: 21h20 (Sala 4)
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Ingresso:
Valores Inteiros (exceto Sala 3D Digital):
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$11,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$ 15,00

Valores Inteiros para a Sala 3D Digital:
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$15,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$20,00.

Promoção:
De segunda a quarta-feira, todos os ingressos por R$ 5,50, exceto sessões 3D (R$7,50 + R$4,00 óculos)

No Cinema do Cariri Garden Shopping (Juazeiro do Norte-CE)
Site Orient Cinemas: http://www.orientcinemas.com.br/
Número de telefone do cinema: (88) 3571.8275.

Programação sujeita a alterações.

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‘Paranoid’, álbum do Black Sabbath de 1970



Grifo nosso # 91

“O Black Sabbath já tinha causado algum espanto na Inglaterra com seu álbum de estreia: uma retomada sísmica do blues que, junto com os dois primeiros clássicos do Led Zeppelin, ajudou a criar um novo estilo de rock’n’roll - o heavy metal.

Em termos de qualidade do material, o segundo LP do quarteto de Birmingham é um salto gigantesco. A faixa de protesto ‘War Pigs’ é uma das melhores aberturas de álbuns de todos os tempos, captando os ânimos acirrados da juventude ocidental em relação à campanha sangrenta dos Estados Unidos no Vietnã. Todas as características do Sabbath aparecem nessa música: os gritos abomináveis de Ozzy Osbourne; a dinâmica de mudança de tempo do baterista Bill Ward e do baixista/letrista Geezer Butler; e, a mais conhecida, a presença disforme do mito da guitarra e senhor dos riffs, Tony Iommi.

A mítica faixa-título vem logo depois, numa explosão proto-punk de loucura que permanece como o hino clássico de Black Sabbath - Ozzy e Iommi chegaram a cantar essa música durante as comemorações, em Londres, do Jubileu de Ouro da Rainha Elizabeth II, em 2002. A balada fantasmagórica ‘Planet Caravan’ apresenta um lado suave, muitas vezes superestimado, enquanto a pesada ficção científica de ‘Iron Man’ parece antecipar o movimento grunge. As últimas quatro faixas são menos conhecidas, embora imponentes. O pesadelo de heroína em ‘Hand Of Doom’ é especialmente apropriado e contribui para consolidar a posição do Sabbath como uma das forças sinistras da música dos anos 70.

Paranoid tornou a banda conhecida nos Estados Unidos e chegou ao 12º lugar nas paradas. As músicas do álbum foram regravadas por grupos tão diferentes como o Pantera e os Cardigans. Sua influência para tornar mais heavy o espectro do rock, do Nirvana ao Queen Of The Stone Age, é incalculável.” 
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Manish Agarwal, no livro 1001 discos para ouvir antes de morrer (Editora Sextante, 2007).

Selo | Vertigo
Produção | Rodger Bain
Projeto gráfico | Keef
Nacionalidade | Inglaterra
Duração | 42:13

“Este país é assustador para as gerações mais jovens, porque está em guerra.” (Ozzy Osbourne, 1972)

Lista de músicas - Paranoid (1970):
1. War Pigs (Geezer Butler, Tony Iommi, Ozzy Osbourne, Bill Ward)
2. Paranoid (Butler, Iommi, Osbourne, Ward)
3. Planet Caravan (Butler, Iommi, Osbourne, Ward)
4. Iron Man (Butler, Iommi, Osbourne, Ward)
5. Electric Funeral (Butler, Iommi, Osbourne, Ward)
6. Hand of Doom (Butler, Iommi, Osbourne, Ward)
7. Rat Salad (Butler, Iommi, Osbourne, Ward)
8. Fairies Wear Boots (Butler, Iommi, Osbourne, Ward)

Paranoid completou 45 anos de lançamento neste mês de setembro de 2015 (álbum lançado em setembro de 1970).

“Paranoid”:

‘Mulheres à beira de um ataque de nervos’, de Almodóvar, em Barbalha



Cine Café Volante em Barbalha (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Mulheres à beira de um ataque de nervos
Ficha técnica:
Título original: Mujeres al borde de un ataque de nervios
Direção e roteiro: Pedro Almodóvar
Elenco: Carmen Maura, Antonio Banderas, Julieta Serrano, Rossy de Palma, María Barranco, Kiti Manver, Guillermo Montesinos, Chus Lampreave, Eduardo Calvo, Loles León
Duração: 90 minutos
Ano: 1988
País de origem: Espanha

“Pepa Marcos (Carmen Maura) é uma atriz em plena crise afetiva, que se vê em uma situação nem um pouco agradável: tem sua casa invadida pela mulher e filho de seu amante, pela namorada de seu filho e por uma amiga que está envolvida com um terrorista. Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na sexta-feira, 02 de outubro de 2015, às 19h
No CEU Mestre Joaquim Mulato, Parque da Cidade de Barbalha-CE. Entrada gratuita.

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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ – Ruminando



por Harlon Homem de Lacerda

“Conversa de bois”, o penúltimo conto do livro Sagarana de João Guimarães Rosa, é todo ação. Uma ação ruminada entre a história triste de Tiãozinho, a narrativa de Rodapião lembrada a custo pelo boi Brilhante. Nesse conto, Augusto Soroco, o ruivo que é ruim com Tião, tem o fim arquitetado pelos próprios bois, que depois da narrativa de Rodapião começam a pensar, começam a pensar que nem homem, começam a pensar no homem-bezerro. Restam ainda as narrativas entremeadas do carreiro que teve seu carro de bois destruído e o conhecimento do narrador do funcionamento dos carros-de-boi. A Irara apresenta e fecha o conto.

Nessa conversa de bois, somos levados àquela frase de Guimarães Rosa de que existe literatura de boi e literatura de cavalo. A literatura de boi é aquela ruminada, pensada, que custa a ser digerida. Ao longo destes contos de Sagarana, somos levados por essa literatura de boi, que rumina, que nos deixa aturdidos de encantamento a cada personagem, a cada momento, a cada ação.

Mistura-se ao encantamento desta conversa de bois, o fato de termos lido este conto sentado a uma praça medieval da cidade de Salamanca, na Espanha. Os encantamentos somados de passear por ruas e igrejas e palácios do medievo europeu e de ruminar a literatura de Guimarães Rosa deixam-nos quase que sem palavras. Assim, deixamos este conto assim meio que aberto ainda e esse texto assim lacônico com parêntese aberto guardando seu fechamento para a volta.

Direto da Plaza Mayor de Salamanca, Espanha, um abraço para os leitores das “Perspectivas do Alheio”. 
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Harlon Homem de Lacerda é Mestre em Letras pela UFPB e Professor de Literatura Brasileira da Universidade Estadual do Piauí (UESPI - Oeiras). E-mail: harlon.lacerda@gmail.com.


Outros textos da coluna “Perspectivas do alheio” no blog O Berro:
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ – Corpo Fechado
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ – Toda crença tem seu santo
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ – Minha Gente
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ – Marcha estradeira
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ – Febre e Mato
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ – Sapo ou Cágado?
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ - Sobre ‘O burrinho pedrês’
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ - #somostodosJoãoCondé
- Dossiê João Guimarães Rosa: A travessia do mundo todo
- Regionalista?!

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domingo, 27 de setembro de 2015

‘Decálogo 9 e 10’, filmes de Krzysztof Kieślowski, no Cinematógrapho



Cinematógrapho (com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição dos filmes:
Decálogo 9: Não Desejarás a Mulher do Próximo
Decálogo 10: Não Cobiçarás Coisas Alheias
Ficha técnica:
Títulos originais: Dekálog 9; Dekálog 10
Direção: Krzysztof Kieślowski
Roteiro: Krzysztof Kieślowski, Krzysztof Piesiewicz
Elenco: Nina Kervel-Bey, Julie Depardieu, Stefano Accorsi, Benjamin Feuillet, Martine Chevallier, Olivier Perrier, Marie Kremer, Raphaël Personnaz, Mar Sodupe
Duração: 60 minutos
Ano: 1988
País de origem: Polônia

“Realizado para a televisão polonesa em 1988, Decálogo é um conjunto de filmes inspirados nos Dez Mandamentos. Ambientadas no mesmo condomínio de Varsóvia, a capital da Polônia, as histórias ilustram conflitos morais e dramas familiares.

Decálogo 9: Ao descobrir que o marido é impotente, mulher envolve-se com um jovem amante, criando uma situação conflituosa para si e seu marido.

Decálogo 10: Com a morte de um filatelista que em vida mal se dedicava a sustentar a família, uma verdadeira fortuna em selos é descoberta. Seus dois filhos são obrigados a tomar medidas de segurança para proteger a inesperada herança.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na quarta-feira, 30 de setembro de 2015, às 19h
No Sesc Juazeiro do Norte-CE. Entrada gratuita.

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Um olhar perverso



por Thiago Melo Teixeira Batista

Todo voyeur carrega em si algo de exibicionista e o contrário também se revela como verdade. Quando duas pessoas imersas nessas perversões se cruzam, um jogo orgástico entre ver e ser visto é posto em cena.

É o que ocorre entre Joe e Seligman que casualmente se encontram em um beco sombrio, mas que não casualmente terminam em um quarto na casa de Seligman disputando papéis entre xícaras de chá (qualquer semelhança com  os salões de chá de Pasolini em Saló, onde as descrições sexuais se davam entre trivialidades burguesas).

Joe, com seu funcionamento primitivo e não sem culpas, descreve com detalhes seu comportamento sexual compulsivo (ilustrado sem concessões pelo diretor Lars von Trier), enquanto Seligman expõe sua sexualidade sublimada através de seus interesses por pescaria  (curiosamente o peixe era utilizado como símbolo fálico em sociedades primitivas), suas questões religiosas  (e não é a toa que toda religião se pauta na repressão sexual) e através da arte (a música é comparada ao ato sexual em uma bela sequência de planos simultâneos). Para Lars von Trier, nada mais erótico do que Bach.

Joe busca entre dezenas de homens prazeres perdidos na infância, castrados por uma mãe fria, mas exaltados por um pai zeloso. Uma busca incessante por um gozo nostálgico só obtido pela multiplicidade de sensações nas tardes entre bosques na companhia paterna. Abrir mão desse gozo infantil é doloroso e o sexo compulsivo é a maneira frustrada que Joe encontra para reviver tais sensações.

Sem abandonar sua desesperança na humanidade (possivelmente advinda de uma depressão grave a que foi acometido e de uma dependência química publicamente assumida recentemente) e com olhar quase sempre determinista, Lars von Trier usa de seus personagens e de seu público para exercer suas próprias perversões, sendo por vezes sádico com o espectador (no total, são 5 horas de descrições sexuais degradantes).

Afinal, não seria o exibicionismo uma pré-condição perversa de todo cineasta? Ninfomaníaca prova que sim, em um exercício fetichista raro, sensível e por vezes indigesto.
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Thiago Melo Teixeira Batista: Médico Psiquiatra e colaborador da edição 21 da Revista Sétima.

Texto originalmente publicado na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 21, de dezembro de 2014), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

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Confraria Viva Manel, em Crato



“‘Viva Manel’ consiste em um encontro musical com artistas do Cariri para homenagear o músico Caririense Manel D’Jardim. Nessa grande confraria, os artistas locais promoverão um grande encontro em torno da música popular, lembrando das histórias irreverentes do homenageado. Com essa ação cultural iremos celebrar a carreira do exímio músico Manel D’Jardim, com o apoio do Centro Cultural Banco do Nordeste-Cariri, Coletivo de Músicos do Cariri-COMUCA e Procult-UFCA.” (sinopse da divulgação do evento)
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Arte Retirante
Confraria Viva Manel
Confraria Musical com mais de 10 artistas caririenses: Ranier Oliveira, Luciano Brayner, Glory Fate, Samba de Feira,Verde Amarelo e Vinil, Hélida Germano, Banda Nóia, Cariri Choromingando,  Synkrasis e Davi Brito e grande Jam Session com os amigos de Manel D’Jardim.
Domingo, 27 de setembro de 2015, 16h
Na Praça Siqueira Campos, Crato-CE
Gratuito.

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sábado, 26 de setembro de 2015

Domingo com Roda de Poesia no Gesso



Roda de Poesia no Gesso
Domingo, 27 de setembro de 2015,  17h
No Bar do Pantuca, Comunidade do Gesso (Crato-CE).
Iniciativa do Coletivo Camaradas, em parceria com o Projeto Nova Vida e Academia dos Cordelistas do Crato.

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‘A Idade das Trevas’, filme de Denys Arcand, em exibição no Cinemarana



Cinemarana (com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Trilogia do sexo, da amizade, das relações humanas
Exibição do filme A Idade das Trevas
Ficha técnica:
Título original: Les invasions barbares
Direção e roteiro: Denys Arcand
Elenco: Marc Labrèche, Diane Kruger, Sylvie Léonard, Caroline Néron, Véronique Cloutier, Rufus Wainwright, Macha Grenon, Emma de Caunes
Duração: 104 minutos
Ano: 2007
Países de origem: Canadá, França

“Em seus sonhos, Jean-Marc LeBlanc é um cavaleiro valente, uma estrela dos palcos, um artista que vive com mulheres aos seus pés - e em sua cama. Na vida real, é um sujeito muito diferente.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na segunda-feira, 28 de setembro de 2015, às 19h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Festival da Viola e Repente Cego Aderaldo, sábado em Crato



Festival da Viola e Repente Cego Aderaldo
Lançamento do cordel Aposentadoria de Zeca Cafundó, do poeta José F. Xavier
Participações:
Poeta José F. Xavier, Tranquilino Ripuxado, Manoel Genuíno, Vandinho Pereira
E repentistas da região do Cariri
Gravação do Programa Ceará Diverso, da TV Verde Vale
Sábado, 26 de setembro de 2015, 19h
No Teatro Adalberto Vamozi
SESC Crato-CE
Entrada gratuita.

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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Livro arbítrio



por Amador Ribeiro Neto

Lau Siqueira (Jaguarão-RS, 1957) é poeta e militante cultural. Reside em João Pessoa desde 1985. Orgulha-se de dizer que nasceu no dia 21 de março, Dia Internacional da Poesia. Atualmente é secretário de Cultura do Estado da Paraíba. Publicou O comício das veias (1993), O guardador de sorrisos (1998), Sem meias palavras (2002), Texto sentido (2007), Poesia sem pele (2011). Livro arbítrio (Porto Alegre: Editora Casa Verde, 2015) é seu mais recente livro.

Desde o título, Lau Siqueira sinaliza para duas linhas principais de sua poesia neste volume: o uso de trocadilhos e a liberdade de experimentar. E experimenta a linguagem partindo tanto de novas como de tradicionais formas poéticas. Por isso toma a vida sob um outro olhar. O de quem está dentro mas sabe viver fora. Daquele que habita aqui, mas respira mais além. Por isto anuncia no poema “Resistência”: “o que me sustenta / sobre a carne e o osso / é não ter aprendido / a desistir // viver é voar / até sumir: // viver é voar / até sumir”.

O poeta opera sempre com a leveza de quem não tem pressa. De quem se move na companhia de outros poetas, muitos deles canônicos, outros apenas históricos. Ao mesmo tempo que está inserido no tutano da produção de nossa poética contemporânea.

Ao fazer uso dos trocadilhos, um dos recursos que remontam à Antiguidade Clássica, Lau ratifica uma das colunas dorsais de toda sua poética até agora: lançar os dados das palavras, sons e ideias, numa ciranda de eterno retorno. E de eterna busca em espiral.

Ele recicla os trocadilhos com fina inventividade. Desinstala o leitor e revitaliza o poema através da desestruturação das percepções usuais. Eis uma das delícias de sua poesia: a iluminação, da qual vislumbramos um tisco. Mas nos possui em plenitude.

Ao visitar formas fixas, o poeta maravilha o leitor com a beleza do amor dentro da saudade. Tomemos seu soneto. Predominantemente decassílabo, o poeta desafina o ramerrão da escansão ao inserir versos octossilábicos e um alexandrino. Assola (no sentido de invadir e pôr a descoberto) a forma tradicional, tornando-a mais próxima do texto poético: a “escala geométrica” trinca-se em “portas incertas”, já que pontua o eu lírico: “não tenho sensações que possam / medir este jeito esquisito”.

É assim que o poema comenta, isomorficamente, o que diz. Ou seja: a forma e o fundo estão em interação recíproca e verticalizada. As quebras de expectativas (da vida) associam-se às quebras (das formas) do soneto. Na mesma esteira, acreditamos, o poema intitulado “Nervos devassos” reincorpora/remete/recicla o título (e o tema) da canção “Nervos de aço”, do amoroso imprescindível: Lupicínio Rodrigues. Cito-o na íntegra: “esse riso que atravessa o silêncio / vindo duma porta aberta um palmo / antes da mesma escala geométrica / de outras tantas portas incertas… // onde o risco é a orelha de van gogh / cuspida num hálito de aço sangrado // na santa ceia dos olhares mutilados / pela essência de uma bolha de ar // não tenho sensações que possam / medir esse jeito esquisito quando / qualquer acerto a solidão desova // no máximo desfaço-me dos eixos / numa trova sumária na veia deste / estranho que do espelho diz sim”.

Com sua escrita mansa, Lau desconstrói a sintaxe contaminada e contagiosa. Mapeia campos e espaços, domínios e fronteiras da palavra como compêndio de revolução, alumbramento, livre arbítrio – e Livro arbítrio.
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Publicado pelo jornal Contraponto, de João Pessoa-PB. Caderno B, coluna “Augusta Poesia”, dia 18 de setembro de 2015, p. B-7.

Amador Ribeiro Neto é poeta, crítico literário e de música popular. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Professor do curso de Letras da UFPB.

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‘Vá e Veja’, filme de Elem Klimov, em exibição no Cine Café



Cine Café (com mediação e curadoria de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Vá e Veja
Ficha técnica:
Título original: Idi i smotri
Direção: Elem Klimov
Roteiro: Ales Adamovich, Elem Klimov
Elenco: Aleksei Kravchenko, Olga Mironova, Liubomiras Lauciavicius
Duração: 142 minutos
Ano: 1985
País de origem: União Soviética

“Durante a Segunda Guerra, na Bielorrússia, jovem entra para um defasado movimento de resistência contra os desumanos nazistas, invasores de seu país e exterminadores dos povos de suas aldeias. Ele perderá sua inocência da maneira mais cruel imaginada.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 26 de setembro de 2015, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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Encenações do espetáculo teatral ‘As Fadas’, em Juazeiro



“O espetáculo As Fadas surgiu das experimentações dos atores Paula Yemanjá e Edivaldo Batista, a partir de texto homônimo de Charles Perrault. A adaptação e montagem do texto evitam os estereótipos e maniqueísmos típicos dos contos de fadas. Convidamos os espectadores a participar como cúmplices da encenação: personagens entram e saem de cena com a troca de simples adereços; o espaço se transforma a partir de intervenções sonoras ou pela movimentação dos atores; o palco quase vazio surge como um território perfeito para fabulação e o exercício da imaginação criadora. Brincamos com o desnudamento do fazer teatral.” (sinopse da divulgação do evento)

Espetáculo teatral As Fadas
Edivaldo Batista e Paula Yemanjá (Fortaleza-CE)
Sexta-feira, 25 de setembro de 2015, 19h30
Sábado, 26 de setembro, 16h
No Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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‘Persona’, filme de Ingmar Bergman, em exibição em Nova Olinda



Cine Café Volante (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Persona
Ficha técnica:
Título original: Persona
Direção e roteiro: Ingmar Bergman
Elenco: Bibi Andersson, Liv Ullmann, Margaretha Krook, Gunnar Björnstrand, Jörgen Lindström
Duração: 85 minutos
Ano: 1966
País de origem: Suécia

“Alma, uma enfermeira, deve cuidar de Elisabeth Vogler, uma atriz.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na sexta-feira, 25 de setembro de 2015, às 19h
Na Fundação Casa Grande, em Nova Olinda-CE. Entrada gratuita.

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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Programação Orient Cinemas Cariri Shopping - de 24/09 a 30/09/2015

Evereste
(Everest, 2015)
Direção: Baltasar Kormákur
Elenco: Keira Knightley, Jake Gyllenhaal, Robin Wright, Clive Standen, Josh Brolin, Sam Worthington, Jason Clarke, Emily Watson, Michael Kelly
Produção executiva: Brandt Andersen, Randall Emmett, George Furla, Mark Mallouk, Peter Mallouk, Lauren Selig
Produção: Nicky Kentish Barnes, Tim Bevan, Liza Chasin, Eric Fellner, Evan Hayes, Brian Oliver, Tyler Thompson
País: EUA, Inglaterra
Gênero: Aventura, Drama, Thriller
Duração: 150 minutos
Distribuidor: Universal Pictures
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: Inspirado nos incríveis acontecimentos em torno da montanha mais alta do mundo, Evereste documenta a inspiradora jornada de dois diferentes grupos de expedição que são desafiados além de seus limites quando são acometidos por uma das maiores avalanches já registradas. Com a coragem testada por um dos fenômenos mais severos do planeta, os escaladores terão de enfrentar obstáculos quase impossíveis em busca de sobrevivência. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado 3D: 18h20 (Sala 1)
Dublado: 13h, 15h40 (Sala 1)
Legendado: 21h (Sala 1)
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Hotel Transilvânia 2
(Hotel Transylvania 2, 2015)
Direção: Genndy Tartakovsky
Elenco: Vozes de: Adam Sandler, Selena Gomez, Andy Samberg, Steve Buscemi, Kevin James, Mel Brooks, David Spade, Fran Drescher
Produção executiva: Allen Covert, Adam Sandler, Ben Waisbren
Produção: Michelle Murdocca
País: EUA
Gênero: Animação, Comédia, Família
Duração: 89 minutos
Distribuidor: Sony Pictures
Classificação indicativa: livre
Sinopse: A turma do Drácula está de volta na nova comédia monstruosa da Sony Pictures Animation, Hotel Transilvânia 2! Parece que tudo está melhorando no Hotel Transilvânia... Drácula finalmente relaxou sua rígida política de 'somente monstros' e passou a permitir hóspedes humanos. Mas por trás de caixões fechados, Drácula está preocupado porque seu adorável neto, meio-humano e meio-vampiro, Dennis, não demonstra nenhum sinal de que um dia será um vampiro. Então, enquanto Mavis está ocupada visitando seus novos parentes humanos com Johnny – e vivenciando seu próprio choque cultural – o vovô Drac recruta seus amigos Frank, Murray, Wayne e Griffin para ajudá-lo a fazer Dennis passar por uma escolinha de monstros. Mas o que eles nem imaginam é que o rabugento, conservador e muito muito velho pai de Drácula, Vlad, veio fazer uma visita ao hotel. Quando Vlad descobre que seu bisneto não é um sangue-puro, e que humanos agora são bem-vindos ao Hotel Transilvânia, ele fica maluco! (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado 3D: 16h, 20h20 (Sala 2)
Dublado: 13h50, 18h10 (Sala 2)
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Um Senhor Estagiário
(The Intern, 2015)
Direção: Nancy Meyers
Produção executiva: Celia D. Costas
Produção: Suzanne McNeill Farwell, Nancy Meyers, Scott Rudin
Elenco: Robert De Niro, Anne Hathaway, Adam DeVine, Nat Wolff, Rene Russo, Reid Scott, Anders Holm, Andrew Rannells, Drena De Niro, Linda Lavin
País: Estados Unidos
Gênero: Comédia
Duração: 121 minutos
Distribuidor: Warner Bros.
Classificação etária: 10 anos
Sinopse: Em The Intern, De Niro é Ben Whittaker, um viúvo de 70 anos que descobre que a aposentadoria não é bem como imaginava. Buscando uma oportunidade de voltar à ativa, ele se torna estagiário sênior de um site de moda criado e administrado por Jules Ostin (Hathaway). (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h40, 16h10, 18h40 (Sala 3)
Legendado: 21h10 (Sala 3)
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Maze Runner: Prova de Fogo
(Maze Runner: Scorch Trials, 2015)
Direção: Wes Ball
Elenco: Dylan O´Brien, Kaya Scodelario, Thomas Brodie-Sangster, Ki Hong Lee, Giancarlo Esposito, Patrícia Clarkson, Aidan Gillen, Katherine McNamara, Nathalie Emmanuel
Produção: Marty Bowen, Wyck Godfrey, Ellen Goldsmith-Vein, Joe Hartwick Jr., Lee Stollman
País: EUA
Gênero: Ação
Duração: 131 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: Neste próximo capitulo da saga épica Maze Runner, Thomas (Dylan O´Brien) e seus companheiros Clareanos vão encarar seus maiores desafios até agora: procurar por pistas sobre a misteriosa e poderosa organização conhecida como C.R.U.E.L. Sua jornada os leva até O Deserto, um cenário desolado repleto de obstáculos inimagináveis. Unindo-se com lutadores da resistência, os Clareanos desafiam as forças superiores da C.R.U.E.L e descobrem seus terríveis planos para todos eles. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h, 15h50, 18h50 (Sala 6)
Legendado: 21h40* (Sala 6)
*Somente sexta, sábado e véspera de feriado
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Carga Explosiva: O Legado
(The Transporter Refueled, 2015)
Direção: Camille Delamarre
Elenco: Ed Skrein, Ray Stevenson, Loan Chabanol, Lenn Kudrjawizki, Tatiana Pajkovic, Radivoje Bukvic
Produção executiva: Camille Courau, Gregory Ouanhon
Produção: Luc Besson, Mark Gao
País: EUA, China
Gênero: Ação
Duração: 96 minutos
Distribuidor: California Filmes
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: Prequel de Carga Explosiva. O início da trajetória de Frank Martin, seu relacionamento com o pai e a vida antes de se tornar transportador de mercadorias desconhecidas. No filme, Frank é contratado pela femme fatale Anna e suas três deslumbrantes ajudantes, mas logo ele descobre que ele está sendo enganado. Anna e suas cúmplices sequestraram seu pai (Ray Stevenson), a fim de coagir Frank em ajudá-las a derrubar um grupo cruel de traficantes de seres humanos russos. Alimentado pela vingança, ele irá quebrar todas as suas regras e não vai parar por nada para resgatar seu pai neste longa de ação através da Riviera Francesa. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h10, 16h20, 18h30 (Sala 5) 
Legendado: 20h40 (Sala 5)
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O Pequeno Príncipe 
(The Little Prince, 2015)
Direção: Mark Osborne
Produção executiva: Jinko Gotoh, Mark Osborne
Produção: Dimitri Rassam, Aton Soumache, Alexis Vonarb
Elenco: Vozes de: Rachel McAdams, Marion Cotillard, James Franco, Mackenzie Foy, Benicio Del Toro , Jeff Bridges, Ricky Gervais, Paul Giamatti, Albert Brooks, Bud Cort, Marcel Bridges
Classificação indicativa: livre
País: EUA, França
Gênero: Animação, Fantasia
Duração: 108 minutos
Distribuidor: Paris Filmes
Sinopse: No centro de tudo está A Pequena Garota, que está sendo preparada por sua mãe para o mundo muito adulto no qual vivem – e é interrompida por seu excêntrico e amável vizinho, O Aviador. O Aviador apresenta sua nova amiga a um mundo extraordinário, no qual tudo é possível. Um mundo ao qual ele mesmo foi apresentado há muito tempo pelo Pequeno Príncipe. É aí que começa a jornada mágica e emocionante da Pequena Garota pela sua própria imaginação – e pelo universo do Pequeno Príncipe. E é onde a Pequena Garota redescobre sua infância e aprende que o que importa são as relações humanas e o que é realmente essencial somente pode ser visto com o coração. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h20, 16h40, 19h (Sala 4)
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A Entidade 2
(Sinister 2, 2014)
Direção: Ciaran Foy
Produção executiva: Jeanette Brill
Produção: Jason Blum, Scott Derrickson, Brian Kavanaugh-Jones
Elenco: Nicolas King, Shannyn Sossamon, James Ransone, Tate Ellington, Lucas Jade Zumann, Caden M. Fritz, Laila Haley, Jaden Klein, Delphine Pontvieux, Lea Coco
País: Estados Unidos
Gênero: Terror
Duração: 97 minutos
Distribuidor: Paris Filmes
Classificação etária: 16 anos
Sinopse: Após os chocantes acontecimentos em A Entidade, uma mãe protetora (Shannyn Sossamon, de Wayward Pines; Beijos e Tiros) e seus filhos gêmeos de 9 anos (Robert e Dartanian Sloan) se mudam para uma casa no campo marcada pela morte. James Ransone, que viveu O Delegado no primeiro filme, repete seu papel em A Entidade 2. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Legendado: 21h20 (Sala 4)
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Ingresso:
Valores Inteiros (exceto Sala 3D Digital):
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$11,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$ 15,00

Valores Inteiros para a Sala 3D Digital:
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$15,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$20,00.

Promoção:
De segunda a quarta-feira, todos os ingressos por R$ 5,50, exceto sessões 3D (R$7,50 + R$4,00 óculos)

No Cinema do Cariri Garden Shopping (Juazeiro do Norte-CE)
Site Orient Cinemas: http://www.orientcinemas.com.br/
Número de telefone do cinema: (88) 3571.8275.

Programação sujeita a alterações.

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‘Wish You Were Here’, álbum do Pink Floyd de 1975



Grifo nosso # 90

“Diante do enorme desafio de lançar um álbum depois de Dark Side Of The Moon, o Pink Floyd voltou, temporariamente, a seu velho espírito experimental e começou a fazer Household Objects, uma obra a ser gravada só com objetos caseiros. A turnê reajustou o foco do grupo, mas também foi reforçando o ódio de Roger Waters pela indústria da música à medida que o Pink Floyd se tornava uma peça da engrenagem, uma mercadoria para encher estádios.

As gravações de Wish You Were Here começaram em Abbey Road, no início de 1975. O disco abre com o zumbido, em vários canais, produzido por dedos úmidos tocando a borda de taças de vinho (o único elemento sobrevivente de Household Objects), na faixa ‘Shine On You Crazy Diamond’ — provavelmente o melhor single do Floyd, marcado pelas quatro notas de guitarra de David Gilmour, que definem o álbum. As nove partes dessa música sustentam o disco, numa majestosa elegia de 26 minutos ao ex-líder Syd Barrett. A visita inesperada de Barrett ao estúdio, em janeiro, acrescentou mais um fio ao novelo de desespero silencioso no qual o álbum se enredava: ninguém reconheceu o homem gordo e careca que apareceu de repente na sala de controle.

‘Have a Cigar’ — cantada por um amigo do grupo, Roy Harper — é uma das melhores músicas já feitas sobre a ingratidão; já a faixa-título destila doçura e amargor, tanto quanto a banda. A capa reflete a distância e o isolamento do álbum: vinha encapada com celofane negro e apenas um adesivo indicava o nome.

Lançado em setembro de 1975, o disco foi recebido com indiferença pela crítica, mas disparou para o primeiro lugar na Inglaterra e nos Estados Unidos — tornando o grupo uma peça da engrenagem e uma mercadoria para encher estádios ainda mais valiosa.” 
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Daryl Easlea, no livro 1001 discos para ouvir antes de morrer (Editora Sextante, 2007).

Selo | Harvest
Produção | Pink Floyd
Projeto gráfico | Hipgnosis
Nacionalidade | Inglaterra
Duração | 44:19

“Quando começamos a gravar o disco, a maioria de nós não queria estar ali, queria estar em outro lugar.” (Roger Waters, 1993)

Lista de músicas - Wish You Were Here (1975):
1. Shine On You Crazy Diamond, Pts. 1-5 (David Gilmour, Roger Waters, Richard Wright)
2. Welcome to the Machine (Roger Waters)
3. Have a Cigar (Roger Waters)
4. Wish You Were Here (David Gilmour, Roger Waters)
5. Shine on You Crazy Diamond, Pts. 6-9 (David Gilmour, Roger Waters, Richard Wright)

Wish You Were Here completou 40 anos de lançamento neste mês de setembro de 2015 (álbum lançado em setembro de 1975).

“Shine On You Crazy Diamond” (versão completa):

Exposição Juazeiro Juazeiros



Exposição Juazeiro Juazeiros
Com obras dos artistas Charles Lessa, Leonardo Ferreira e Petrônio Alencar
Curadoria: Aglaíze Damasceno
Abertura: quinta-feira, 24 de setembro de 2015, 19h
Período da Exposição: de 25 de setembro a 23 de outubro de 2015
Na Galeria de Artes do Sesc Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Recital poético com Elandia Duarte e o som da banda Vai Acordar o Pivete



Armazém do Som e Performance Poética
Recital poético com Elandia Duarte: ‘Amor: palavra inventada’
Show musical com a banda Vai Acordar o Pivete
Sexta-feira, 25 de setembro de 2015, 19h
No Teatro Sesc Patativa do Assaré
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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Terreiradas na Casa do Mestre Aldenir



Projeto Terreiradas
Performance com Tranquilino Ripuxado, Reisado do Mestre Aldenir, Coco do Sítio Quebra e Tambores do Encantado
Quinta-feira, 24 de setembro de 2015, a partir das 17h30
Local: Rua Santa Isabel, Vila Padre Cícero
No Distrito da Bela Vista (Casa do Mestre Aldenir), Crato-CE
Gratuito.

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‘Decálogo 7 e 8’, filmes de Krzysztof Kieślowski, no Cinematógrapho



Cinematógrapho (com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição dos filmes:
Decálogo 7: Não Roubarás
Decálogo 8: Não Levantarás Falsos Testemunhos
Ficha técnica:
Títulos originais: Dekálog 7; Dekálog 8
Direção: Krzysztof Kieślowski
Roteiro: Krzysztof Kieślowski, Krzysztof Piesiewicz
Elenco: Nina Kervel-Bey, Julie Depardieu, Stefano Accorsi, Benjamin Feuillet, Martine Chevallier, Olivier Perrier, Marie Kremer, Raphaël Personnaz, Mar Sodupe
Duração: 60 minutos
Ano: 1988
País de origem: Polônia

“Realizado para a televisão polonesa em 1988, Decálogo é um conjunto de filmes inspirados nos Dez Mandamentos. Ambientadas no mesmo condomínio de Varsóvia, a capital da Polônia, as histórias ilustram conflitos morais e dramas familiares.

Decálogo 7: Garota entrega sua filha para a avó criar e se passa por sua irmã. Quando a criança está com 6 anos, a verdadeira mãe resolve aproximar-se, levantando antigas mágoas entre as duas mulheres.

Decálogo 8: Pesquisadora judia encontra-se com uma professora de Ética da universidade que, há 45 anos, negara-lhe ajuda durante a Segunda Guerra Mundial, pois sendo católica, não podia cometer falso testemunho.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na quarta-feira, 23 de setembro de 2015, às 19h
No Sesc Juazeiro do Norte-CE. Entrada gratuita.

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Submersa em Adèle



por Débora Costa

Demorei bastante para assistir Azul é a cor mais quente e, quando finalmente me rendi, fui pega de surpresa com tamanha beleza. Acabei repetindo a dose mais algumas vezes e toda vez me saltava um ponto diferente: a representatividade lésbica; a diferença de classes sociais;  a possessividade numa relação; a visão de um homem cis-hetero sobre um relacionamento entre duas mulheres; os abusos profissionais que a equipe técnica e as atrizes sofreram por parte do diretor... E no meio desse turbilhão de coisas, eu decidi me deter a falar do que me encantou desde a primeira vez: Adèle.

O título original do filme é La vie d'Adèle: Chapitres 1 & 2 e ao longo de suas três horas conhecemos uma garota,  interpretada pela Adèle Exarchopoulos, em seu processo de amadurecimento. Nos é permitido vê-la se percebendo no seu querer,  nas suas vontades e, ainda,  nos reconhecermos nela. Abdellutif Kechiche nos carrega para o âmago da personagem, seja através da câmera obscena que mostra tudo tão perto, seja na reprodução de momentos tão despretensiosamente únicos.

Vendo uma representação tão parecida com a realidade, ficamos tão envoltos na história que esquecemos que estamos numa sala escura. E é isso que acontece em todo Azul é a cor mais quente, ficamos tão perto da vida dessa menina que sentimos em nós o que ela sente. O diretor coloca referências literárias e imagéticas sutis dentro do longa, e mesmo assim não nos é quebrada a hipnose pela trama. Como com o cruzar de olhares com a moça de cabelos azulados, Emma (Léa Seydoux), que mesmo sendo prenunciado na cena da leitura de um trecho do livro, La Vie d'Marienne, ainda assim somos surpreendidos como aquele momento afeta Adèle. Ou quando durante a cena da festa, num momento de ciúmes, uma projeção passa uma cena do filme A Caixa de Pandora e parece remeter aos pensamentos de Adèle.

Presenciamos o brotar do desejo e o seu desenrolar,  em meio a uma problematização do dito “natural”: passando pela tentativa frustrada com o Thomas (Jérémie Laheurte) e pelo primeiro flerte e beijo com uma garota. E a partir daí mergulhamos nas suas descobertas sexuais e, principalmente, afetivas. Dessa forma, com o decorrer dessas desconstruções dentro da própria Adèle, a Emma surge. Quanto mais se descobria, mais se envolvia na relação. As cenas das duas sempre são de uma delicadeza que a tensão emocional entre elas vai nos contaminando.

Na segunda parte, o azul deixa os cabelos de Emma e passa a ser o tom frio que colore os dias da protagonista. O desgaste das diferenças corroía o que as duas tinham e vemos mais que nunca a dor de Adèle e sua queda. A linha entre a personagem e a atriz é tão tênue,  que o nome não parece ser a única coisa em comum nelas. Quando assistimos a dor, lágrimas e nariz escorrendo, não podemos dizer de certeza se pertenciam apenas à personagem. A atriz consegue transparecer uma vulnerabilidade que, até nos momentos mais difíceis para a companheira dela, tememos é por Adèle.
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Débora Costa: uma feminista que cursa Direito, participa do P@je e que gosta que só de filmes.

Texto originalmente publicado na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 21, de dezembro de 2014), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

‘Deus existe?’: o Conversas Filosóficas debate o tema em Juazeiro do Norte



“Nesta palestra, abordaremos uma das questões mais tradicionais da filosofia: a existência de Deus. Faremos isso dentro da perspectiva da Filosofia Analítica da Religião. Examinaremos alguns argumentos clássicos a favor e contra a existência de Deus. Do lado dos argumentos teístas, examinaremos o argumento ontológico, do argumento do design e o argumento a partir da experiência religiosa; do lado dos argumentos ateístas: nos deteremos no que é considerado o mais forte de todos os argumentos ateístas: o argumento a partir do mal. Nosso objetivo geral será, através da análise dos prós e contras desses argumentos, nos posicionarmos sobre até que ponto a filosofia pode efetivamente se pronunciar sobre a questão da existência de Deus.” (sinopse da divulgação do evento)
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Conversas Filosóficas
Tema: Deus existe?
Algumas reflexões sob a Perspectiva da Filosofia Analítica da Religião
Com Ricardo Souza Silvestre (UFCG)
Quinta-feira, 24 de setembro de 2015, 18h30
No Auditório do Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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domingo, 20 de setembro de 2015

Mediações Culturais: Encontro de Saberes - Cultura e Tradição na UFCA



“Nesta edição do Mediações Culturais, a professora Cármen Coopat (UFCA) vai apresentar e analisar as experiências com mestres da cultura da região do Cariri, sob a ótica do projeto Encontro de Saberes da Universidade de Brasília (UnB). Esta apresentação faz parte dos resultados da pesquisa ‘Caracterização dos Agrupamentos da Música Popular e Tradicional do Cariri cearense’, desenvolvido pela professora na Universidade Federal do Cariri. O Mediações contará ainda com a participação da Mestra Marinez Pereira do Nascimento do Grupo de Coco Frei Damião.” (sinopse da divulgação do evento)
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Mediações Culturais
Tema: Encontro de Saberes: Cultura e Tradição na UFCA
Com a Profa. Cármen Coopat (UFCA) e a Mestra Marinez Pereira do Nascimenro
Terça-feira, 22 de setembro de 2015, 16h
No Auditório do Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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‘As Invasões Bárbaras’, filme de Denys Arcand, em exibição no Cinemarana



Cinemarana (com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Trilogia do sexo, da amizade, das relações humanas
Exibição do filme As Invasões Bárbaras
Ficha técnica:
Título original: Les invasions barbares
Direção e roteiro: Denys Arcand
Elenco: Rémy Girard, Stéphane Rousseau, Dorothée Berryman, Louise Portal, Marie-Josée Croze, Marina Hands, Dominique Michel, Pierre Curzi, Yves Jacques
Duração: 99 minutos
Ano: 2003
Países de origem: Canadá, França

“O diretor Denys Arcand promove o reencontro dos amigos de O Declínio do Império Americano dezoito anos depois. Eles estão juntos novamente para se despedir do divorciado Rémy, abatido por um câncer raro.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na segunda-feira, 21 de setembro de 2015, às 19h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

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sábado, 19 de setembro de 2015

Cordel ‘O terrível massacre do Caldeirão do beato Zé Lourenço’



Embalado pra viagem # 132

Cordel O Terrível Massacre do Caldeirão do Beato Zé Lourenço
Autor: Geraldo Amancio
Composição dos versos: março de 2000
Editado pela Coleção Centenário - Cordéis Clássicos
Xilogravura da capa (Editora IMEPH, 2012): C. V.
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Para os que não têm acesso
Ao livro, a história, o fato
Nesse pequeno cordel
Tento fazer um relato
Do mundo místico e tenso
Do beato Zé Lourenço
E o Caldeirão do beato.

Nessa pátria dos sem-terra,
Sem emprego e sem morada,
A massa pobre foi sempre
Excluída e explorada
Quando o beato existia
Nesse tempo já havia
A multidão dos sem nada.

Antes que o Caldeirão fosse
Habitado por José
Multidões de miseráveis
Varavam o sertão a pé
Camponeses deserdados
Pra Juazeiro levados
Pela fome e pela fé.

Quando a igreja Romana
Só atendia ao burguês
Pelos pobres, padre Cícero
Fazia o que ninguém fez
Acolhendo penitentes
Dando assistência aos carentes
Ouvindo a voz dos sem vez.

Bocas vazias de pão
Almas de esperança cheia
“Ó que caminho tão longe
Cheio de pedras e areia
(Diz o povo em rebuliço)
Valei-me meu padim Ciço
E a mãe de Deus das candeia”.

Foi ouvindo esses benditos
Esse coro de orações
Que Zé Lourenço deixou
A sua terra Pilões
Se tornou também romeiro
Se mudou pra Juazeiro
O templo das conversões.

Zé Lourenço era campônio
Homem da roça e do mato
Por isso é que Padre Cícero
Encarregou o beato
Pra cuidar de terra e planta
Da fazenda Baixa Danta
No município do Crato.

Cristãos de todos os tipos
No sítio eram acolhidos
Famintos, escorraçados,
Órfãos, damas sem maridos,
Romeiros de fé castiça,
Foragidos da justiça,
Jagunços arrependidos.

Padre Cícero ensinava
Conversão, perdão e paz.
Dizia nos seus sermões
Àqueles pobres mortais:
“Cada um ouça e perceba
Quem bebeu nunca mais beba
Quem matou não mate mais.”

E eis que aquele rebanho
De toda espécie de gente
Ouvia e obedecia
Rezava e seguia em frente
E plantava no chão duro
A semente do futuro
Na seara do presente.

Em quatorze Zé Lourenço
Sofreu um golpe pesado
A Sedição de Juazeiro
Acelerou todo o Estado
No meio da guerra santa
Foi o sítio Baixa Danta
Invadido e saqueado.

Coronel Franco Rabelo
Fez o vale estremecer
Lutas sangrentas e mortes
O Cariri pode ver
Com Floro Bartolomeu
O Juazeiro venceu
Franco saiu do poder.

Com o Beato Zé Lourenço
Outro drama aconteceu
Querendo o sítio de volta
O seu dono apareceu
Zé para não ter conflito
Devolve o sítio a João Brito
O proprietário seu.

Aí chega o padre Cícero
Que sempre pensava certo
Lhe disse: — Pra trabalhar
Eu tenho um sítio aqui perto
Você e os seus irão
Para o sítio Caldeirão
De Santa Cruz do Deserto.

Banda Nazirê se apresenta em Juazeiro



“A Banda Nazirê surgiu em janeiro de 2013, na região do Cariri cearense, em um movimento de afirmação e resistência do reggae. Unindo o talento de músicos que já se conheciam em outros trabalhos musicais. Para alcançar o formato atual, três vocais femininos, criando essa particularidade que marca a identidade da banda. A Nazirê propõe no seu projeto composições com ideias de amor, resistência, liberdade e positiva energia. Tem como objetivo levar mensagens positivas que possam gerar a reflexão sobre a vida. A Banda Nazirê carrega na sua bagagem shows e atuante participação em festivais regionais, em especial os que promovem a valorização de novos projetos. Algumas das músicas que marcam a trajetória da banda são ‘Colar de Joias Raras’ que, segundo a descrição dos músicos: ‘ao tocarmos, elas nos levam a alto nível de gratidão a Jah por ter nos dados de presente’, e ‘Acorda Pra Vida’, que surgiu como uma explosão de sucesso na internet.” (sinopse da divulgação do evento)
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Show com a Banda Nazirê
Sábado, 19 de setembro de 2015, 19h30
No Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Mosteiros



por Amador Ribeiro Neto

Nathan Sousa (Teresina, 1973) é professor, poeta e letrista. Recebeu os prêmios II de Literatura da UFES, Machado de Assis 2015 e Assis Brasil 2013, entre outros. Foi publicado pelas revistas Mallarmargens, Benfazeja e Samizdat. Integra antologias como Novos poetas brasileiros – CBJE (2012), Versos repletos na noite vazia (2013), Sarau Brasil (2013) e Escriptonita, a sair este ano. Autor de O percurso das horas (2012), No limiar do absurdo (2013), Sobre a transcendência do silêncio (2014), Um esboço de nudez (2014). Mosteiros (Guaratinguetá-SP: Penalux, 2015) é sua mais recente publicação.

A poesia de Mosteiros tece um arco que vai de Pessoa a Cabral e de Drummond a Leminski. De Pessoa e Leminski ele apanha a dicção reflexiva. De Cabral e Drummond, o andamento rítmico-imagético. Mas isto não é francamente perceptível. Antes: entrega-se pelos veios de uma poesia que prima por uma voz singular. Voz de um poeta que conhece a linguagem poética. Que sabe o peso da palavra.

Lê-se Mosteiros com grande prazer. Prazer de revelações surpreendentes, tanto temáticas como formais. Embora haja poemas que, pelo bem da harmonia do volume, não precisariam constar dele. Não que sejam fracos. Apenas rarefazem-se na  densidade bem arquitetada do livro

O volume inicia-se bem com “5h30min”: “Hoje eu quebrei meu despertador. / Relógio é invento traiçoeiro: / espanta-nos na hora marcada / sem culpa ou riso de ironia”. Mais adiante, conclui: “Sonhar, sim, é que é bom negócio. / O problema é o relógio, que não / sabe o que se passa antes da / hora certa”.

“Desvio” é o caso de um poema que promete, mas não se concretiza. Falta definição à sua excessiva atmosfera metafórica: “Um olho vago se entretece / com o ouro dos dementes. // O outro dorme / feito tulipas / vazias”.

“Voo” se enrosca no trocadilho fácil: “é como estar / entre a pálpebra / e o sono: despovoado”. Não é de todo frágil. O diabo é que o poeta nos acostumou com o “mel do melhor”, para nos valermos do título de certa antologia de Wally Salomão.

Todavia, repito, a grande maioria dos poemas toca o leitor pela engenhosidade de Nathan Sousa. Cito “Oráculo”, em que as banalidades das ações de amor são manifestas com apuro. E com aguda revelação final: “Em casa, ainda, absorta em espectros, / não estava a salvo das angústias. // O olor das frutas amargas lhe indicava / sempre a fortuna dos amores frágeis. / Mensagens de ‘eu te amo’ tatuavam / as paredes do quarto abandonado. / E ‘para sempre’ estava gravado com / faca num canto da janela. Nenhuma data // memorável foi antecipada. Somente / as nuvens pareciam de enterro”.

Outro bom poema é “Papel dobrado”. Aqui, um objeto cotidiano banal é alçado à categoria de metáfora, negada pelo próprio poema. Negação freudiana perpassada pelo brilho da metalinguagem e da vida: “Venerar-te sobre a mesa / é prender-se ao que o olho / devora feito a fome que / atravessa o dia: esta / ruela indefinida a que todos / os pés se habituam, e de onde / se pode voar sem a metáfora / do pássaro, porque desejo, / dor e despedida deixam / mais rastros que qualquer / canto nas alturas”.

Mosteiros é composto por quatro seções: “Arcanos”, “Cabo Verde”, “Inóspito” e “Infortúnio”. Todas convergem à meditação de temas cotidianos. Mas o título remete, também, a mostruário, vitrine. E aí a vida é revelada ao leitor, com o olhar penetrante, perspicaz e desautomatizador de Nathan Sousa. Eis o poeta cumprindo um dos pilares basilares da poesia, segundo o russo Chklóvski.
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Publicado pelo jornal Contraponto, de João Pessoa-PB. Caderno B, coluna “Augusta Poesia”, dia 11 de setembro de 2015, p. B-7.

Amador Ribeiro Neto é poeta, crítico literário e de música popular. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Professor do curso de Letras da UFPB.

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‘Europa’, filme de Lars von Trier, em exibição no Cine Café



Cine Café (com mediação e curadoria de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Europa
Ficha técnica:
Título original: Europa
Direção: Lars von Trier
Roteiro: Lars von Trier, Niels Vørsel
Elenco: Max von Sydow, Jean-Marc Barr, Barbara Sukowa, Udo Kier, Ernst-Hugo Järegård, Henning Jensen, Erik Mørk, Eddie Constantine, Jørgen Reenberg
Duração: 112 minutos
Ano: 1991
Países de origem: Dinamarca, França, Suécia

“Um jovem americano de descendência germânica vai trabalhar na Alemanha ocupada, com seu tio, e logo vê-se envolvido no mundo subversivo da filha de um industrial.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 19 de setembro de 2015, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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