Confira a página Zuada Cariri. O novo site, desenvolvido e atualizado por Gabriella Ramos, Lícia Maia e Cecilia Sobreira, estudantes do curso de Jornalismo da UFCA, destacará o rock do Cariri cearense.
Segundo descrição apresentada na página, o site será um espaço para se “compartilhar experiências, divulgar bandas, eventos, palcos e gerar discussão em torno da cena rock do Cariri”.
Nesta quinta-feira, dia 24 de março de 2016, o cantor e compositor Valdi Junior lança o EP Pelo Avesso e o seu site oficial, no endereço www.valdijunior.com.br. O EP estará disponível no site para download gratuito, mas os fãs também poderão doar alguma quantia (opcional).
Sobre Valdi Jr.:
Pernambucano de mente inquieta que fez dos diferentes estilos musicais a estrada para sua caminhada na carreira musical. Entre as referências artísticas, grandes nomes da música como: Elvis Presley, Luiz Gonzaga, Djavan, Led Zeppelin. Uma verdadeira salada de sons e tons.
Quando não dá pra fugir do destino, o melhor é se entregar e ser feliz!
A relação entre Valdi Junior e a música começou quando ainda era apenas um bebê. Nascido em Exu, sertão pernambucano, terra do Mestre Luiz Gonzaga, Valdi também teve a sorte de ser filho do músico Valdi Geraldo Teixeira, o Neguinho do Forró, que trabalhou com o Mestre Lua e teve a música “Nessa Estrada da Vida” gravada no disco Danado de Bom, em 1984.
“Acredito que minha relação com a música vai além do gostar, está no sangue, na pele, no coração. Quando pequeno meu pai me colocava pra dormir ao som da música ‘Amanhã Eu Vou’, de Luiz Gonzaga”, explica o músico.
Com a infância repleta de ensaios e shows realizados pelo pai, Valdi construiu nas brincadeiras de criança as referências e o sonho de trabalhar com a música. Começou tocando bateria artesanal, feita de lata, com a ajuda da irmã Cecilia Tayse e do pai. Aos 9 anos, vivenciou o primeiro contato com a sanfona, mas a parceria não foi muito longe. Um ano depois foi a vez do violão. Ah, o violão! Esse foi então o xodó de Valdi. O jovem aprendeu a manusear o instrumento de forma autodidata, contando apenas com a ajuda da internet, e o que era pra ser apenas mais um objeto passou a ser o amigo inseparável até hoje.
A prática de somente tocar não era suficiente para o menino de mente e pés inquietos. Durante a adolescência Valdi Junior conheceu a dança, o Break da cultura Hip-Hop e foi nesse período que sua cartela musical foi sendo ampliada. Xote, baião e xaxado, típicos da sua região ganharam alguns companheiros como o Rap, Blues, MPB com Caetano Veloso e Djavan. O gosto pelas diferentes estéticas artísticas levou o menino arteiro aos palcos, não para tocar ou dançar, dessa vez para interpretar. Foram duas participações no teatro, a primeira na peça Paixão de Cristo, dirigida por Cícero Mendes e, logo em seguida, o personagem “Viturino” da obra A Cumbuca, ganhadora de vários festivais de teatro no Nordeste, escrita por Zé Alberto, que mais adiante se tornou seu parceiro no trabalho musical.
Quando tudo se encaminhava para um futuro promissor do jovem no imenso mundo das artes, o medo dos percalços incertos, instáveis, da profissão musical, fez os pais amorosos, Valdi Geraldo e Suelida Muniz, pedirem ao filho para trilhar um novo percurso. “Seguindo o conselho dos meus pais, que temiam as dificuldades do mundo da música, resolvi me focar nos estudos. Ingressei na faculdade de Análise e Desenvolvimento de Sistemas em Juazeiro do Norte-CE, onde terminei o curso e segui trabalhando na área, chegando a me especializar em Gerenciamento de Projetos.” Mas quando temos um destino a cumprir, não adianta fugir, se esconder ou se esquivar. Ao longo do caminho Valdi conheceu Valéria Wilma Saraiva Tavares, hoje sua esposa e incansável incentivadora. Com o apoio da companheira, o sonho voltou a tomar seu lugar. “Entre 2013 e 2014 resolvi ouvir meu coração e me entregar de corpo, alma e voz para o meu sonho. Cumprir o que estava destinado a fazer, o que está no sangue, então voltei a trabalhar com música de uma forma mais séria, produzi um show com meu parceiro e amigo que segue junto comigo até hoje, Jonnez Bezerra, e começamos a fazer shows em barzinhos, em Exu e no Cariri”, explica Valdi com um sorriso no rosto.
Em 2015, Valdi saiu de sua zona de conforto e passou de intérprete a autor. Suas composições tiveram a ajuda importante dos amigos Jonnez Bezerra, Laércio Filho, Damon Inácio e Estevão Nunes. Suas primeiras autorias foram apresentadas no festival Equalize, realizado na cidade do Crato-CE. De lá pra cá não parou mais. A aceitação da música alternativa é crescente. O resultado pode ser sentido pelo número de acessos nas mídias sociais do vídeo da música autoral “Pelo Avesso”, no qual teve a parceria de Zé Alberto. Mais de 5 mil visualizações até o momento.
Na obra Valdi Junior canta ao lado da cantora e compositora Nuria Mallena, consagrada pela música “Quando Assim”, tema da novela Cordel Encantado, da Rede Globo. Assim também como no vídeo da música “Marionete”, parceria com Estevão Nunes, com mais de 5 mil acessos. Números que serviram como uma injeção de ânimo e estímulo para Valdi ir além.
“Hoje, no show, além das músicas autorais, tenho interpretações como ‘Respeita Januário’, de Luiz Gonzaga, tocada no estilo Rockabilly, a música ‘Juazeiro’ tocada como Blues, ‘Lamento sertanejo’ do grande Dominguinhos, entre outras. E agora em março finalmente concretizo o início de algo muito maior, lanço meu primeiro EP, intitulado Pelo Avesso. Atualmente, minha banda é formada por Jonnez Bezerra (Teclados e Acordeom), Laércio Filho (Bateria), Mizael Moura (Baixo Elétrico) e Weskley Sousa (Guitarra), com produção de Arlet Almeida. O show passa por minhas composições e interpretações, onde misturo o acordeon, típico da cultura nordestina, guitarras do rock e o violão da MPB, juntando tudo isso a algumas poesias que costumo recitar em shows. Uma verdadeira salada de sons e tons que vem dando bastante certo”.
Para o futuro, o que se esperar de um jovem com mente visionária, inquieta e cheia de estilo? No mínimo, muitas boas e gratas surpresas! __
O texto que escrevo é apenas parte de uma pesquisa que já vem sendo realizada há muitos anos sobre blogues e revistas de cinema on-line, fazendo também um breve levantamento das ainda sobreviventes edições impressas de cinema. Por conta do espaço físico da SÉTIMA, aqui discutirei apenas um pequeno recorte de um imenso mar de informações que poderão fazer parte constantemente desta nova revista em outras edições futuras.
A internet trouxe uma série de mudanças e contribuições sociais que talvez só em um futuro breve poderemos analisar de uma forma mais precisa. Estas transformações que ela acarreta diariamente com sua inesgotável possibilidade de gerar espaços virtuais ampliam e divulgam o conhecimento humano aos quatro cantos do globo terrestre. Porém, ao mesmo tempo em que traz grandes contribuições em termos de difusão de conhecimento, ela acaba por sua vez gerando outros problemas que precisam ser pensados e constantemente discutidos. A crescente quantidade de revistas e blogues de cinema que ocupam o espaço virtual da web exigem pesquisas constantes para que se possa gerar um banco de dados confiável, uma vez que diariamente nascem e morrem diversas destas publicações.
Fazendo aqui um contraponto com as hoje cada vez mais extintas publicações impressas, principalmente se tratando de publicações impressas que tinham uma tiragem em nível nacional, como era o caso da extinta Revista SET, dialogaremos com o universo dos materiais que procuram discutir e divulgar a sétima arte em ambos os campos, o material e o virtual. Como fora colocado acima, um destes grandes problemas que as revistas impressas hoje enfrentam é justamente a concorrência com esta quantidade e diversidade de revistas e blogues cada vez maiores. Há que se colocar entretanto, que muitas destas publicações, e em especial os blogues, pelo caráter mais subjetivo, tenham realmente um valor menor de apreciação quando o assunto é a crítica cinematográfica.
Para dar início ao levantamento histórico de publicações virtuais de revistas e blogues de cinema vou iniciar elencando algumas das maiores, partindo posteriormente no decorrer das próximas edições da SÉTIMA para as publicações de menor expressão e audiência. Por se tratar de uma revista que é símbolo da cinefilia e que ganhou sua fama durante os anos 50 e 60 graças ao talento de seus jovens críticos e posteriormente cineastas da Nouvelle Vague francesa, a revista Cahiers du Cinéma é ainda hoje, mais de 60 anos depois de sua primeira edição lançada em abril de 1951, um dos principais veículos de divulgação do cinema no mundo. Em 2009, por exemplo, a vendagem impressa da Cahiers chegava a 25000 exemplares por mês conforme observa o jornalista Ben Dowell em sua notícia sobre a venda da Cahiers para a Phaidon Press divulgada no TheGuardian.com em fevereiro de 2009. Além da edição francesa, a Cahiers possui uma versão on-line em língua inglesa.
Entre as revistas nacionais on-line pode-se destacar hoje em dia a famosa Contracampo, que recentemente chegou ao número 100 em abril deste ano. Fundada pelo jornalista e crítico de cinema Ruy Gardnier, a revista foi editada por ele até 2008, e apesar de sua saída manteve a qualidade e continua sendo uma das referências na rede quando o assunto é crítica cinematográfica. Outras revistas que merecem destaque a princípio e que terão suas histórias mais detalhadas futuramente serão a Revista Cinética, a Revista de Cinema do Universo Online, a Filmologia e a Zingu, que apesar de ter sido descontinuada em setembro de 2012 com o lançamento da edição nº 54 merece ter sua história destacada. No Brasil, entre as edições impressas podemos mencionar as revistas Cult, Bravo (que encerrou sua trajetória em 2013) e a já citada Revista de Cinema do portal UOL. As duas primeiras não são revistas exclusivas de cinema, mas dentre as suas propostas de jornalismo cultural destacam o cinema nas suas páginas.
Nas próximas edições retornarei ao tema das publicações virtuais e impressas dando ênfase ao trabalho da Contracampo e da Revista Cinética e sua importância para a geração de cinéfilos que moldam e ampliam suas culturas cinematográficas através dos artigos publicados por estas revistas virtuais. Um abraço a todos os leitores e vida longa a esta empreitada que pretende ser um divulgador da cinefilia na região do Cariri fomentando discussões sobre este instigante e riquíssimo universo da sétima arte.
Wendell Borges é professor de Artes e Língua Inglesa e editor do blog arquivoxdecinema desde 2008.
Texto originalmente publicado na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 02, de 18 de setembro de 2013), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.
A edição desta sexta-feira (16 de novembro de 2012) do jornal Diário do Nordeste traz uma matéria que destaca a 4ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense, que está sendo realizada até o próximo dia 25, no Crato.
A matéria, intitulada "Crato promove 4ª edição da Guerrilha do Ato Dramático" e assinada por Yaçanã Neponucena, destaca os motivos que levaram à criação da "guerrilha" e comenta o que está sendo oferecido por essa que é uma realização da Sociedade Cariri das Artes e Companhia de Teatro Brincante (em parceria com a Sociedade de Cultura Artística do Crato).
A caririense Engenharia Cênica tem viajado o país para apresentar o espetáculo Perdoa-me por me traíres, de Nelson Rodrigues, escritor que tem seu centenário de nascimento comemorado nesta quinta-feira, 23 de agosto de 2012.
Após apresentações em Crato, Juazeiro do Norte, Rio de Janeiro e João Pessoa, a montagem retorna a Juazeiro do Norte nesta sexta e sábado, dias 24 e 25 de agosto, quando se apresentará no palco do Teatro SESC Patativa do Assaré. Para mais detalhes sobre o evento, clique aqui.
Glory Fate - Michel Macedo é o primeiro da direita para a esquerda
No último sábado, dia 28 de julho, o Black Dog Rock Bar de Juazeiro do Norte realizou o show comemorativo de 20 anos da banda Glory Fate. A banda, que é do Cariri cearense, é a pioneira e a mais resistente do interior do estado, tocando heavy metal desde 1992.
E ontem, no domingo, 29, o maior site de rock do Brasil, o whiplash.net, publicou uma entrevista com Michel Macedo Marques, guitarrista-fundador e o único remanescente da formação original da Glory Fate (que começou como StormBringer). A entrevista foi concedida a Vicente Reckziegel, e você pode conferir o bate-papo clicando no link abaixo:
Confira no Portal de Juazeiro (www.portaldejuazeiro.com), o editorial "Da humilhação à consagração: um milagre aconteceu!", do escritor Daniel Walker sobre os 101 anos de Juazeiro do Norte. Ele fala do salto que a cidade deu: dos rótulos negativos que recebeu durante muito tempo até o reconhecimento como um grande centro comercial, industrial, universitário, etc.
Na próxima segunda-feira, dia 4 de junho, será lançada uma edição remasterizada do clássico álbum The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, de David Bowie.
A nova versão sairá em CD e em vinil — esta última incluindo um DVD áudio com diferentes mixagens de diversas faixas —, em comemoração aos 40 anos da primeira edição do álbum, em 1972.
Toda a pompa confirma a importância deste disco na carreira de Bowie. Ziggy Stardust é da sua fase glam rock e resistiu ao tempo, sendo um disco sempre lembrado quando se fala da extensa e super criativa discografia do "Camaleão".
O disco comemorativo ainda não foi lançado, mas David Bowie já disponibilizou o áudio remasterizado. Para ouvi-lo, acesse o link disponibilizado no site da revista britânica New Musical Express - NME: http://www.nme.com/news/david-bowie/64049
O artigo "Tem Coca-Cola no Vatapá", assinado por Camila Vieira, mostra o quão está desequilibrada a distribuição de filmes nas salas de cinema no Brasil. O maior sucesso atual, Os Vingadores, da Disney, por exemplo, ocupou na data do seu lançamento 50% das salas brasileiras.
Este é o mote do qual parte Camila para discutir a falta de variedade de filmes nos cinemas brasileiros.
Neste domingo (22 de abril de 2012), o jornal Diário do Nordeste traz uma reportagem destacando as bandas alternativas do Cariri. O texto assinado pelo repórter Yaçanã Neponucena fala das dificuldades enfrentadas pelas bandas que estão fora do circuito de forró eletrônico, que praticamente monopoliza a programação das rádios e dos eventos de grande estrutura na região.
A matéria também anuncia a quarta edição da Mostra de Bandas Armazém do Som, que acontecerá no SESC Juazeiro, entre os próximos dias 2 e 12 de maio, abrindo espaço para as bandas caririenses alternativas — no evento também se apresentarão atrações de outras localidades, como é o caso do guitarrista fortalezense Artur Menezes.
No filme Caminho para o nada (Road to Nowhere, 2010), de Monte Hellman, o personagem-diretor Mitchell Heaven aponta três filmes como sendo três obras-primas, são eles: As três noites de Eva, de Preston Sturges; O espírito da colmeia, de Victor Erice; e O sétimo selo, de Ingmar Bergman.
Eu tendo a dizer que este filme também é uma dessas obras-primas contemporâneas, às quais temos a feliz possibilidade de ver graças à internet. Um obra-prima do cinema contemporâneo.
Caminho para o nada Título original:Road to Nowhere Direção: Monte Hellman Elenco: Shannyn Sossamon, Cliff De Young e Dominique Swain Duração: 121 minutos Ano: 2010 País de origem: Estados Unidos
Ontem (domingo, 1º de abril de 2012), a banda Nightlife foi destaque de uma matéria sobre o rock na região do Cariri. Publicada no Caderno Regional, a matéria assinada por Yaçanã Neponucena destaca a trajetória da banda, que de grande atração dos bares na noite caririense agora se lança para voos maiores com o trabalho autoral.
Daniel Walker publicou no Portal de Juazeiro um breve mas elucidativo texto sobre o fim do Cine Eldorado. O tradicional cinema do centro de Juazeiro do Norte hoje é um estacionamento rotativo de veículos e o texto lamenta o destino do velho Eldorado.
Hoje, dia 31 de outubro de 2011, está sendo comemorado o 109º aniversário do nascimento de um dos maiores poetas da literatura brasileira: Carlos Drummond de Andrade.
A comemoração, inclusive, ganhou um site que está divulgando eventos por todos o país que farão homenagens ao poeta mineiro. Na página também encontramos vídeos de diversas pessoas do país recitando poemas de Drummond. E quem quiser gravar uma leitura de poema e enviar para o site, poderá ganhar um espaço lá também.
Para acessar o endereço do diaD (de Drummond) 31.10, clique aqui.
O Berro já fez algumas postagens neste blog citando Carlos Drummond de Andrade ou reproduzindo alguns dos seus poemas. E agora fazemos uma retrospectiva, indicando o link de algumas dessas postagens:
- Folheto sobre Juazeiro do Norte comentado por Drummond:clique aqui. - Crônica de Antônio Maria, de 1963: "Carlos Drummond de Andrade":clique aqui. - Poema "A bunda, que engraçada":clique aqui. - Poema "Cidadezinha qualquer":clique aqui.
Centenário de Juazeiro do Norte # 77 Ponto de fuga # 07
Na postagem # 71 do Centenário, destacamos a participação de Ciço Gnomo no Programa do Jô, cantando o Juazeiro em rede nacional. A entrevista na íntegra foi postada na internet por Francisco Di Freitas, grande músico residente em Juazeiro do Norte.
Di Freitas mantém um canal no Youtube com vários vídeos de artistas e expressões populares da Região do Cariri. Naturalmente, muitos desses vídeos são de artistas e eventos ligados ao Juazeiro, como é o o caso do próprio Ciço Gnomo, que já mencionamos, além de reisados, rabequeiros e da Dona Maria do Horto, que destacamos num vídeo abaixo.
Ontem, dia 07 de junho, foi liberada a versão em língua portuguesa do Twitter. Agora passarinho o pode piar em português e acabar com a angústia de quem não queria se aventurar pelo inglês.
Caso precise de ajuda, esse site ensina como configurar sua conta: Twitter em português.
Centenário de Juazeiro do Norte # 16 Ponto de fuga # 05
De Juazeiro do Norte, cidade que está prestes a completar cem anos de existência, conhecemos parte da história de seu fundador, o Padre Cicero, através de cordéis, romances, peças teatrais e minisséries feitas pela Rede Globo (até onde me lembre e tenha visto).
Vasculhando a grande rede, encontrei trecho de um vídeo feito pelo escritor Daniel Walker para a videoteca Juaonline, com o título "A morte de Padre Cícero contada por Assunção Gonçalves". Achei apropriado levar ao conhecimento do nosso leitor o vídeo, porque como disse no começo do texto: conhecemos parte da história do Pe. Cícero em vários formatos. Agora acrescente-se mais um, o que segue abaixo:
Centenário de Juazeiro do Norte # 13 Ponto de fuga # 04
Na empreitada em que nos lançamos sobre o centenário desta cidade, reclamamos das obras inacabadas; do verdadeiro esgoto que esta cidade vem se tornando; mostramos um pouco do Juazeiro cantado e de uma passagem de sua história. A jornada está apenas no início e há muito a se mostrar.
Tem um fato que me chama muito a atenção: é que Juazeiro, apesar de tantos problemas (que também estão sendo/serão mostrados) tem uma curiosidade na sua origem, na sua fundação. Juazeiro do Norte é uma das poucas cidades "sonhadas". Verdade ou não, esse sonho foi fonte de misticismo, crenças, especulações e de pesquisas que, ao longo desses cem anos, transformaram Juazeiro em uma das cidades que mais cresce no Brasil.
Daniel Walker, um dos pesquisadores mais centrados e também o mais próximo de nossa turma d'O Berro, é a fonte que sempre buscamos quando queremos encontrar um norte para aprofundarmos nossos estudos e pesquisas. E é dele o texto que indico agora para que nossos textos futuros sobre a história do Juazeiro possam ser melhor entendidos:
Centenário de Juazeiro do Norte # 12 Ponto de fuga # 03
Juazeiro do Norte é muitas vezes reconhecida como uma terra de grandes artistas da chamada "cultura popular". Em solo juazeirense temos dezenas (ou centenas) de grandes cordelistas, repentistas, gravadores, mestres do reisado, do maneiro-pau, etc. E naturalmente falaremos de muitos desses artistas nesta nossa série comemorativa do centenário da terra do Padre Cícero.
Mas também precisamos abrir os olhos para a constatação de que o repertório artístico de Juazeiro vai bem mais além. Como toda cidade que vive o impacto do crescimento urbano, Juazeiro convive com as mais variadas linguagens, que "disparam símbolos" para todos os lados, no melhor sentido.
Tamanha a variedade de informações que circulam, que venho citar a literatura de um "juazeirense" que nasceu em Santana do Cariri — no melhor estilo de tantas famílias que vieram de diferentes localidades, habitaram e deram cara a uma cidade com menos de 100 anos, como é o caso de Juazeiro. Seu trabalho literário não tem lápis nem caneta, mas teclado e mouse; e a livraria onde encontramos seus escritos é a internet.
O autor: Harlon Homem. Sua obra (em constante mutação e progresso): o blog Eu canto conto.
Trata-se de um blog que abriga a intensa produção literária desse mestre em literatura pela UFPB, que possui no seu repertório uma formação que inclui pesquisas sobre o teatro, canção, conto, romance, etc. E um dos resultados práticos da captação de tantas informações — além do trabalho de professor universitário — é um blog que mantém seus escritos. Assim podemos dizer, para não errar: escritos!
A produção de Harlon Homem resulta em contos, crônicas, pensamentos, confissões. Nos contos, por exemplo, destacam-se as séries, que resultam num produto final, uno, que Harlon lança em livros impressos. Temos já finalizada a série 'athicëa: Livro Primeiro (ra'maelülehcëa). Essa sequência, inclusive, já desaguou no segundo livro da série, que está em plena produção e você pode acompanhar "postagem a postagem" no blog.
Se a natureza da internet é labiríntica ou rizomática (como nos mostram diversos teóricos das linguagens da rede mundial de computadores), a diversidade de textos do blog de Harlon — que vai de contos fantásticos até uma homenagem às crianças do massacre de Realengo, por exemplo — desenha um labirinto paralelo dentro do blog. Mas não se preocupe, pois nem todo labirinto sugere a ideia de estar perdido, sem rumo. No blog, o autor organiza as postagens, dá orientações de percurso, ao mesmo tempo em que temos a liberdade de, a cada clique, escolher nossa próxima leitura, fazer nosso próprio caminho.
E vou parando por aqui! Pois quero apenas mostrar o caminho para se chegar ao labirinto da negação do real, como diz o próprio Harlon. Agora o que importa são os escritos de lá.
Centenário de Juazeiro do Norte # 07 Ponto de Fuga # 02
O Beato José Lourenço e sua comunidade de seguidores, no então Sítio Baixa Dantas, merecem do poder público, principalmente da cidade de Juazeiro do Norte, uma reparação histórica e oficial por um monte de sofrimentos que lhes foram causados. Ainda mais nesta época, quando se comemora 100 anos da fundação desta cidade.
Durante a Sedição de Juazeiro, o beato e sua comunidade não participaram diretamente da guerra, mas forneciam alimentos paras as tropas de Floro Bartolomeu.
O que acontece agora na Índia vem confirmar o quanto aquele homem fora também injustiçado no caso do boi Mansinho!