sábado, 31 de maio de 2014

'O Auto da Compadecida' nas versões de Guel Arraes e Os Trapalhões



por Alana Morais

"Num Sei, só sei que foi assim". O Auto da Compadecida, peça teatral de Ariano Suassuna, é transferida para as telas de cinema em Os Trapalhões no Auto da Compadecida (1987) e O Auto da Compadecida (2000). Um lotou as salas dos chamados cinemas de rua na década de 80, o outro saltou do formato de minissérie para ganhar a telona.

Dirigido por Roberto Farias, que também assina o roteiro em parceria com Suassuna, Os Trapalhões no Auto da Compadecida traz no elenco o quarteto — formado por Didi (João Grilo), Dedé Santana (Chicó), Zacarias (Padeiro) e Mussum (Sacristão/Jesus) — que dá teatralidade e magia circense ao texto. Um diálogo em off dá início ao filme e logo após o espectador é surpreendido pela chegada do circo na cidade, ao som de "Tombei mandei tombar/Buscar barril na beira do mar..." cantarolada pelo palhaço que logo se apresenta como autor da estória que se passa em um vilarejo que vive sob o cabresto do coronelismo, a avareza dos patrões e a cobiça dos representantes da igreja. A chegada do cangaceiro Severino de Aracaju (José Dumont) apavora a cidade e, depois da matança, todos são submetidos ao julgamento no céu diante de um Jesus "queimadinho", do Diabo (Raul Cortez) e da Compadecida (Betty Gofman).

A obra é de uma poética ímpar, uma fotografia fascinante acompanhada de uma trilha sonora pra lá de linda e recebe merecidos aplausos do próprio elenco para dar fim à estória que o palhaço/narrador jura ser verdade.

Do plim-plim para as modernas salas de cinema, sob direção de Guel Arraes e roteiro de Adriana Falcão, a nova versão do Auto da Compadecida ganha elementos de outros dois textos de Ariano Suassuna — A pena e a lei e O Santo e a Porca —, o que dá ainda mais versatilidade para essa produção. Um elenco que dispensa comentários traz Matheus Nachtergaele como o esperto João Grilo e Selton Mello como o medroso apaixonado Chicó.

O ápice do filme acontece no julgamento, não só pelo jogo rápido que a cena propõe, mas por também reunir grandes atores, como Marco Nanini (Severino de Aracaju), Luiz Melo (Diabo) e a digníssima Fernanda Montenegro (Compadecida), que dão um banho de interpretação, deixando a cena um verdadeiro deleite. A caracterização dos personagens e o conjunto de adereços são de encher os olhos, porém os efeitos especiais pecam em alguns momentos, o que não borra a graciosidade do filme. E como não torcer e suspirar pelo casal de apaixonados Chicó e Rosinha (Virginia Cavendish), que terminam felizes para sempre?

Embora essas duas versões da obra do Suassuna sejam as mais conhecidas e premiadas, a primeira versão para o cinema foi A Compadecida (George Jonas, 1969), e vale a pena conferir por ser, também, uma belezura de filme nacional para toda a família.
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Alana Morais: atriz, produtora cultural e assistente social (atua na área de habitação de interesse social). Integra o grupo de pesquisa GEMI (Gênero e Mídia). Como atriz além do teatro participou de dois vídeos-poemas: “Foradesordem” (2011) e “Busca Alguma” (2013), e desde então passou a ter como hobby fazer vídeo-poema (registrado apenas para arquivo pessoal).

Texto originalmente publicado na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 11, de 20 de novembro de 2013), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

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sexta-feira, 30 de maio de 2014

'O Beijo da Mulher Aranha', filme de Hector Babenco, no Cine Café



Cine Café (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme O Beijo da Mulher Aranha
Título original: Kiss of the Spider Woman
Direção: Hector Babenco
Roteiro: Leonard Schrader
Elenco: William Hurt, Raúl Juliá, Sônia Braga, José Lewgoy, Milton Gonçalves, Miriam Pires, Nuno Leal Maia, Fernando Torres, Patricio Bisso, Herson Capri
Duração: 120 minutos
Ano: 1985
Países de origem: Brasil, Estados Unidos

"Em uma prisão na América do Sul, dois prisioneiros dividem a mesma cela. Um é homossexual e está preso por comportamento imoral e o outro é um prisioneiro político. O primeiro, para fugir da triste realidade que o cerca, inventa filmes cheios de mistério e romance, mas o outro tenta se manter o mais politizado possível em relação ao momento que vive." (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 31 de maio de 2014, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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No Crato: Banda Holly Wood e Especial The Strokes com Cômodo Marfim



Show com Especial The Strokes (Cômodo Marfim) e Banda Holly Wood
Espaço 2: DJ Lvcas Lopes com Especial Daft Punk
Sábado, 31 de maio de 2014, 22h
No Casarão Boteco (Crato-CE)
Ingresso: R$10,00.

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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Espetáculo teatral 'Bravíssimo', com Ricardo Guilherme, em Juazeiro



"A peça configura o discurso de um narrador que se refere a duas concepções opostas: o olhar daqueles que menosprezam o nosso país e o olhar daqueles que acreditam na transfiguração de seus problemas estruturais. Converte-se, assim, o espetáculo na demonstração de um dilema: a admiração e a recusa da auto-imagem do Povo Brasileiro." (sinopse da divulgação do evento)

Espetáculo teatral Bravíssimo
Com Ricardo Guilherme (Fortaleza-CE)
Classificação etária: 12 anos
Dias 30 e 31 de maio de 2014, 19h30.
No Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB Cariri), Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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Programação Orient Cinemas Cariri Shopping - de 29/05 a 04/06/2014

No Limite do Amanhã
(Edge of Tomorrow, 2014)
Direção: Doug Liman
Elenco: Tom Cruise, Emily Blunt, Lara Pulver, Jeremy Piven, Bill Paxton, Madeleine Mantock, Charlotte Riley, Jonas Armstrong, Marianne Jean-Baptiste
Produção executiva: Jon Berg, Hidemi Fukuhara, Joby Harold, Greg Silverman
Produção: Jason Hoffs, Gregory Jacobs, Tom Lassally, Jeffrey Silver, Erwin Stoff
País: EUA
Gênero: Ação, Ficção-científica
Duração: 113 minutos
Distribuidor: Warner Bros
Sinopse: Soldado fica preso em uma falha temporal, voltando sempre para seu último dia de batalha contra alienígenas. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h, 16h30, 19h (Sala 1)
Legendado: 21h30 (Sala 1)
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Malévola
(Maleficent, 2014)
Direção: Robert Stromberg
Elenco: Angelina Jolie, Sharlto Copley, Elle Fanning, Sam Riley, Imelda Staunton, Juno Temple, Lesley Manville
Produção executiva: Sarah Bradshaw, Don Hahn, Angelina Jolie, Palak Patel, Matt Smith
Produção: Joe Roth
País: Estados Unidos
Gênero: Ação, Aventura, Drama
Duração: 97 minutos
Distribuidor: Walt Disney Studios
Sinopse: Malévola é a história não contada da vilã mais icônica da Disney, do clássico de 1959, A Bela Adormecida. O filme revela os eventos que endureceram o coração de Malévola e a levaram a amaldiçoar a bebê Aurora. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h40, 16h00, 18h20 (Sala 2)
Legendado: 20h40 (Sala 2)
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Os Homens são de Marte... E é pra lá que eu Vou!
(Os Homens são de Marte... E é pra lá que eu Vou!, 2013)
Direção: Marcus Bladini
Elenco: Monica Martelli, Paulo Gustavo, Marcos Palmeira, Ana Lucia Torre, Irene Ravache
Produção executiva: Bianca Villar
Produção: Bianca Villar, Fernando Fraiha, Karen Castanho
País: Brasil
Gênero: Comédia
Duração: 100 minutos
Distribuidor: Downtown/Paris
Sinopse: Fernanda, exemplo da mulher do terceiro milênio, é livre em suas escolhas, independente... e com dificuldade de encontrar um amor. Assim como suas contemporâneas, ela abandonou a vida pessoal para se dedicar à carreira e agora, com 39 anos, acha que a situação afetiva é emergencial. Fernanda aposta tudo em cada relação, se envolve com diferentes tipos de homens - do político sedutor ao hippie gringo - e a cada tentativa acredita ter encontrado seu par ideal. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Filme nacional: 16h40, 19h20, 21h50 (Sala 6)
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X-Men: Dias de um Futuro Esquecido
(X-Men: Days of Future Past, 2014)
Elenco: Hugh Jackman, Jennifer Lawrence, Michael Fassbender, Nicholas Hoult, Ellen Page, Peter Dinklage, Evan Peters, James McAvoy, Anna Paquin, Shawn Ashmore
Produção executiva: Todd Hallowell, Stan Lee, Josh McLaglen
Produção: Simon Kinberg, Hutch Parker, Lauren Shuler Donner, Bryan Singer
Direção: Bryan Singer
País: Estados Unidos
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia
Duração: 120 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Sinopse: Os X-Men precisam viajar no tempo para mudar um grande evento histórico que terá impacto global no homem e na natureza mutante. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h00, 15h40, 18h40 (Sala 3)
Legendado: 21h20 (Sala 3)
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Rio 2
(Rio 2, 2013)
Elenco: vozes de Anne Hathaway, Jamie Foxx, Leslie Mann, Jesse Eisenberg, Rodrigo Santoro, Jemaine Clement, Andy Garcia, Kristin Chenoweth, Jake T. Austin
Produção: Bruce Anderson, John C. Donkin
Direção: Carlos Saldanha
País: Estados Unidos
Gênero: Animação, Aventura, Comédia
Duração: 101 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Sinopse: Em Rio 2, Blu e sua família embarcam em uma aventura para provar que sabem viver além da vida domesticada. Mas Nigel, nosso vilão preferido, está de volta e buscando vingança, então vai garantir que as férias em família se tornem uma jornada selvagem. Blu, Jade e todos os seus amigos irão levar o público a mais risos, a novos personagens, música, e mais ação, à medida que descobrimos que Blu é capaz de tudo para salvar sua família. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h30, 16h50 (Sala 5)
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Godzilla
(Godzilla, 2014)
Elenco: Elizabeth Olsen, Bryan Cranston, Aaron Taylor-Johnson, Victor Rasuk, Juliette Binoche, Sally Hawkins, Ken Watanabe, David Strathairn
Produção executiva: Yoshimitsu Banno, Alex Garcia, Kenji Okuhira, Patricia Whitcher
Produção: Jon Jashni, Mary Parent, Brian Rogers, Thomas Tull
Direção: Gareth Edwards
País: Estados Unidos
Gênero: Ação, Aventura
Duração: 123 minutos
Distribuidor: Warner Bros.
Sinopse: Um épico renascimento para o icônico Godzilla, da Toho, coloca o monstro mais famoso do mundo contra criaturas que, sustentadas pela arrogância científica da humanidade, ameaçam nossa própria existência. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h20, 16h20, 19h (Sala 4)
Legendado: 21h40 (Sala 4)
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Noé
(Noah, 2014)
Elenco: Russell Crowe, Emma Watson, Logan Lerman, Anthony Hopkins, Jennifer Connelly, Douglas Booth, Ray Winstone, Kevin Durand, Marton Csokas, Dakota Goyo
Produção executiva: Chris Brigham, Ari Handel
Produção: Darren Aronofsky, Scott Franklin, Arnon Milchan, Mary Parent
Direção: Darren Aronofsky
País: Estados Unidos
Gênero: Drama, Épico
Duração: 138 minutos
Distribuidor: Paramount Pictures
Sinopse: Em um mundo dominado pelo pecado, Noé (Russell Crowe) recebe uma missão divina: construir uma arca para salvar toda a criação de Deus de um dilúvio. Um grupo de opositores a Noé, porém, tenta se apossar da Arca em nome da defesa da raça humana e, ao mesmo tempo, luta para cooptar para o seu lado Ham (Logan Lerman), o primogênito de Noé. (para assistir ao trailer, clique aqui)


Legendado: 19h10, 22h (Sala 5)
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Ingresso:
Valores Inteiros (exceto Sala 3D Digital):
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$11,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$ 15,00

Valores Inteiros para a Sala 3D Digital:
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$15,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$20,00.

No Cariri Garden Shopping (Juazeiro do Norte-CE)
Site Orient Cinemas: http://www.orientcinemas.com.br/

Programação sujeita a alterações.

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Poesia de fino requinte



por Amador Ribeiro Neto

Escrever poesia para o público infantojuvenil não é das mais fáceis tarefas. Na verdade, é um desafio e tanto. Isto porque tem de se conseguir manter acesa a curiosidade do leitor e ainda instigá-lo a imaginar para além do dito, do sugerido e da ilustração apresentada.

Em Chá de sumiço e outros poemas assombrados, de André Ricardo Aguiar (Belo Horizonte: Editora Autêntica) esta função é desenvolvia mais que a contento: com prazer assegurado.

Neste livro o poeta, em quase todos os poemas, parte de um dito popular, de uma máxima, de um clichê e os inverte com fino humor e grande poeticidade. Isto se deve à suavidade que André Ricardo manifesta ao lidar com a palavra.

Ele a toma como um brinquedo. Sua pegada é lúdica. Resultado: leveza. Ou seja, este poeta conhece o caminho que encanta o leitor. Infantojuvenil ou adulto. Por isto mesmo, cada poema é fruição plena.

Talvez pela experiência com outros trabalhos destinados ao público infantojuvenil, talvez por ser um poeta “de adultos”, talvez por seu tino jornalístico, talvez por sua contística, talvez por tudo isto junto. O fato é que este livro cativa.

Fugir de sua leitura é uma tarefa muito difícil. Chego a duvidar de quem diga que conseguiu. Claro: à parte os “chato-boys” que nunca deixam as paradas de insucessos.

Complementando/completando a poesia estão as ilustrações de Luyse Costa. Ela dialoga com a palavra e cria um lugar de “ver e imaginar” a poesia. Seu trabalho não se resume à ilustração: é também uma leitura interpretativa sob a forma de linhas e cores. Por vezes as linhas, por vezes as cores, dão a tessitura e materializam a beleza dos versos numa feliz cumplicidade entre poesia e ilustração.

Vamos a dois poemas. Inicialmente, o que empresta seu título ao livro: “Fantasminha / não gosta de tomar café: / pode manchar o lençol. // Não vai correr este risco. // Ele prefere mesmo / tomar chá / de sumiço”. Inicialmente há a associação da imagem do fantasma com a do lençol, um objeto de uso corriqueiro e que aproxima o sobrenatural do cotidiano do leitor. Gera-se uma cumplicidade que desmonta e brinca com o sentimento do medo.

Depois vem a imagem, também cotidiana, de tomar café. Isto porque café pode sujar o lençol. Bem, de novo o fantasma fica mais camarada. E então, ele prefere chá? Sim, diz o poeta, mas “chá de sumiço”. Insere um desvio na expectativa do leitor. E assim, a poesia se apresenta ensopada de humor. O leitor se diverte, maravilhado. O medo sumiu. A festa da poesia-alegria fica em seu lugar.

Outro: “Sono do morcego”: “Que nó cego / é o sono do morcego / com essa mania de pingente! // É da sua laia / sempre dormir neste estilo / tomara que caia”. O jogo de vogais fechadas e abertas confere ao poema o equilíbrio delicado do sono do morcego. “Nó”, “cego”, “é”, “essa”: sequência de abertas, afunila-se em “sempre”, “neste”, “pingente”: fechadas. No meio delas infiltram-se timbres graves e agudos de “mania”, “laia”, “estilo”, “tomara”, “caia”. A imagem do morcego, dormindo por um triz, é desenhada pelos sons que o poeta escolhe tão bem. Fina poesia.
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Amador Ribeiro Neto é poeta, crítico literário e de música popular. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Professor do curso de Letras da UFPB.

Publicado pelo jornal Contraponto, de João Pessoa-PB. Caderno B, coluna “Augusta Poesia”, dia 23 de maio de 2014, p. 7.

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Conversas Filosóficas com o tema 'Entre o espetáculo e sua quebra', em Juazeiro



"O conceito de espetáculo, tal como desenvolvido por Guy Debord, será o fio condutor para pensarmos os nexos entre filosofia e futebol. Sob o ponto de vista das noções de passividade e integração, centrais ao conceito de sociedade espetacular, buscaremos mostrar a relação entre contemplação filosófica e vivência espetacular. Em seguida, com base em tal relação, discutiremos o futebol, espetáculo e copa, agora enfatizando a luta antiespetacular e a quebra da passividade." (sinopse da divulgação do evento)
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Conversas Filosóficas
Entre o espetáculo e sua quebra
Com a Profa. Dra. Ilana Amaral (UECE)
Sexta-feira, 30 de maio de 2014, 19h
No Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB Cariri), Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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Narrativas em volta fogo: Estética Sacra, com a convidada Mãe Maria



"Xangô é entidade do fogo, e, em volta da fogueira, escutamos a trajetória de Maria de Xangô. Para os mais chegados, mãe Maria. Nascida em Mauriti, mulher vivida em Juazeiro do Norte, moradora do bairro João Cabral, mãe Maria há 32 anos encontrou no candomblé mais do que uma fé, uma forma de se viver, de se manifestar. Na resistência pela livre manifestação das culturas afrodescentes, há 15 anos mantém o seu terreiro, onde acolhe a todas e todos com muita festa e rituais. Mãe Maria é fogo, é vida, é história, é política no ato de existir." (sinopse da divulgação do evento)

Narrativas em volta do fogo
Tema: Estética Sacra, com a convidada Mãe Maria (Juazeiro do Norte-CE)
Sexta-feira, 30 de maio de 2014, 18h
Na Praça do Marco Zero (em frebte à Igreja Matriz), Juazeiro do Norte-CE
Gratuito
+ info.: (88) 3512.2855.

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quarta-feira, 28 de maio de 2014

No Crato: Segunda Toada Para João e Maria, Chico Buarque Lado B



Núcleo Toada apresenta:
Segunda Toada para João e Maria, Chico Buarque Lado B
Quais os destinos possíveis de uma história de amor?
Voz e roteiro: Lilian de ima e Rodrigo Mercadante
Acordeon: Aloísio Oliveira
Percussão e baixo: Maurício Damasceno
Violão: Marcos Coin
Direção musical: William Guedes

Quinta-feira, 29 de maio de 2014, 20h
No Largo da RFFSA (Crato-CE). Gratuito.

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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Semana com peças teatrais no Memorial Padre Cícero, em Juazeiro



ATENÇÃO: Devido a problemas técnicos e de saúde, a encenação do espetáculo Dani Night, Meu Passado Me Condena foi cancelada.
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Espetáculo Esperando Comadre Daiana
Sexta-feira, 30 de maio de 2014, 20h
No Memorial Padre Cícero (Juazeiro do Norte-CE)
Ingresso: R$10,00 (à venda no Memorial Padre Cícero)
+ info.: (88) 8836.7664.

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Quinta Poética no V ENCISO



Quinta Poética no V ENCISO (Encontro de Ciências Sociais)
Conexões poéticas, intervenções artísticas e muita música
Lançamento da Revista Pindaíba e do livro:
Memorial de Bárbara de Alencar & outros poemas (Poeta de Meia-Tigela)
Quinta-feira, 29 de maio de 2014, 21h
No João & Maria Boteco (Pimenta, Crato-CE).

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'Delicada Atração', filme de Hettie MacDonald, no Cine Arte Leão



Cine Arte Leão (em parceria com o SESC Juazeiro)
Exibição do filme Delicada Atração
Título original: Beautiful Thing
Direção: Hettie MacDonald
Roteiro: Jonathan Harvey
Elenco: Glen Berry, Scott Neal, Linda Henry, Ben Daniels, Tameka Empson, Jeillo Edwards, Anna Karen, Sophie Stanton, Julie Smith, Terry Duggan
Duração: 90 minutos
Ano: 1996
País de origem: Reino Unido

"No subúrbio londrino, Jamie e Ste são dois vizinhos e colegas de colégio. Ste mora com o irmão e o pai alcoólatra, que frequentemente o espanca. Jamie mora com a mãe, numa relação também difícil. Entre a descoberta da sexualidade e as dúvidas do amor, todos passarão por mudanças." (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na quinta-feira, 29 de maio de 2014, às 14h
Na Faculdade Leão Sampaio, Campus Saúde (Juazeiro do Norte-CE)
Aberto ao público.

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domingo, 25 de maio de 2014

Terreiradas com Irmãos Aniceto, Coco do Sítio Quebra e Tranquilino Ripuxado



Terreiradas com:
Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, Coco do Sítio Quebra e Tranquilino Ripuxado
Quarta-feira, 28 de maio de 2014, a partir das 17h
Na Casa do Mestre Raimundo Aniceto
(Rua Dr. Manoel Macêdo, 301, Bairro Seminário - Crato-CE)
Realização: SESC Crato
+ info.: (88) 3586.9150.

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Lançamento de livro em homenagem ao poeta Pedro Bandeira



"O livro é uma miscelânea, com uma seleção dos melhores poemas do famoso repentista Pedro Bandeira, em diversos estilos — da décima ao soneto — e poemas em sua homenagem, escritos por diversos poetas populares: cordelistas e repentistas renomados, reconhecendo a genialidade desse menestrel do verso improvisado que, merecidamente, foi aclamado 'Príncipe dos Poetas Populares'.

Nesta noite de autógrafos, a Editora IMEPH apresentará ao público caririense o livro-homenagem ao repentista Pedro Bandeira. A Sra. Lucinda Marques Azavedo, organizadora da coletânea, será entrevistada pela escritora Paula Izabela." (sinopse da divulgação do evento)
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Lançamento do livro Pedro Bandeira do Juazeiro: o príncipe dos poetas populares
Organizadora do livro: Lucinda Azevedo
Produção: Paula Izabela
Coordenação: Maria Isabel Leal (Bibliotecária)
Quarta-feira, 28 de maio de 2014, 18h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB Cariri), Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita
+ info.: (88)3512.2855.
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Confira outras postagens do blog sobre Pedro Bandeira:
- Pedro Bandeira: 73 anos de vida e poesia
- O artesanato de Juazeiro nos versos de Pedro Bandeira
- Folheto sobre Juazeiro comentado por Carlos Drummond de Andrade.

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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Cinemas de centro de Juazeiro do Norte



por Raquel Morais

28 de Dezembro de 1895 é uma data bastante representativa para a História do Cinema Mundial. Neste dia, no Salão do Grand Café, em Paris, os Irmãos Lumière fizeram uma apresentação pública do seu invento, o Cinematógrafo. Este local de exibição seria muito importante para o desenvolvimento do cinema nos primeiros anos, ambientado no lugar, ao qual as pessoas poderiam beber, comer, encontrar amigos e ver outras apresentações. Cobrava-se cinco centavos de dólar aos trinta e três espectadores que atônitos assistiram ao filme, L'Arrivée d'un train à La Ciotat. A partir de então, as exibições não pararam: do Grand Café, da Europa, do mundo, e assim sendo, de Juazeiro do Norte-CE.

Fundada em 1911, Juazeiro nasce pouco depois do cinema, tendo em sua construção influências das suas salas de exibições onde, por muito tempo, como diz Renato Casimiro, grande memorialista e amante da sétima arte, o cinema foi o "grande espetáculo" da cidade.

Com alguns dados, me atrevo a fazer uma breve retrospectiva dos antigos cinemas de rua, e assim mencionar um pouco da sua história.

Segundo Senhorzinho Ribeiro, foi em 1916, na antiga Rua Nova, a atual Av. Dr. Floro, que houve as primeiras exibições de filmes, considerado assim como o primeiro cinema da cidade. Logo em seguida, em 1921, teríamos o Cine Iracema, de Pelúsio Correia de Macêdo, localizado na Rua Padre Cícero, onde a mesma possuía sala de espera e palco conjugado, permitindo apresentações teatrais e musicais, com iluminação própria e corrente elétrica gerada no local, já que até então Juazeiro não tinha eletricidade.

Bem depois, em 29 de julho de 1935, é através de um contrato entre os irmãos Antonio Vieira de Almeida e Olimpio Vieira de Almeida, e os sócios Manoel Soares Couto e Antonio Pita, que se dá a fundação do Cine Teatro Roulien, tendo 500 lugares e possuindo o seu próprio Jornal, o Roulien-Jornal, vindo depois a ser designado de Sociedade Almeida & Cia. Ltda. Em 1942 foi a vez do Cine Avenida, localizado onde hoje é o Hotel Municipal.

Em 1947 surge o tão famoso e inesquecível Eldorado, empreendimento da mesma Sociedade já mencionada, que inaugurou, no dia 07 de julho de 1947, o Cine Eldorado, que funcionaria na Rua Santa Luzia, tendo em 1977 o seu endereço transferido para a Rua Edésio Oliveira, com cerca de 800 lugares, agora na propriedade de Expedito Costa. Há ainda o aparecimento do Cine Operário, em 1949; o Cine Guri, em 1950, na antiga Rua São João, atual Alencar Peixoto. E ainda pela memória do Senhorzinho Ribeiro havia o Cine Luz, porém não há nenhum registro que comprove a sua existência. E bem depois viria o Cine Plaza, em 1975, também de Expedito Costa. Mas as oportunidades de ver cinema não eram limitadas apenas ao circuito comercial.

Entre os anos 50 e 60, o Departamento Diocesano de Cinema promovia nas paróquias a exibição de películas religiosas, documentários, desenhos e curtas metragens, com máquinas em 16mm. No auditório do Ginásio Salesiano instalou-se, no começo dos anos 60, uma sala de cinema, para os sábados e domingos, com a frequência dos alunos e de pessoas do bairro.

Porém, com a chegada da TV, os cinemas já não eram mais considerados a "grande atração" da cidade, e as locadoras, tornando possível ver o filme em casa e a um preço mais acessível, arremataram o processo final de fechamento de todos estes espaços.

A chegada do Shopping, em 1997, e suas duas salas com maior tecnologia, tendo um ambiente climatizado e com melhores recursos (até então não disponíveis), ajudou a finalizar com o funcionamento do último cinema de rua ainda resistente, o Cine Eldorado, considerado o maior cinema de Juazeiro, o qual sobreviveu nos seus últimos anos já marginalizado, exibindo filmes pornôs.

Mesmo com o esforço do seu proprietário, Expedito Costa, para que o fim nunca chegasse — tentando transformar o espaço do cinema em um teatro, se inscreveu em projetos para transformar o espaço em um centro cultural — não teve jeito, e o seu "fim" chegou.

Não vendo outra alternativa, transformou o cinema Eldorado em Estacionamento Eldorado, restando apenas o seu nome por entre os muros da cidade e as lembranças das risadas nas sessões que tinham Oscarito e Grande Otelo, ou os aguardados Trapalhões; das lágrimas após assistir a Paixão de Cristo; das lutas de ficar com a boca aberta com Jean-Claude Van Damme; das cenas fortes em Eu, Christiane F.; e dos beijos roubados em Dio, come ti amo.
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Raquel Morais (assim se apresenta): uma "sei-lá-o-que" que gosta de cinema.

Foto do Estacionamento Eldorado: Dr. Paulo Leonardo Celestino Oliveira

Texto originalmente publicado na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 11, de 20 de novembro de 2013), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

Outras postagens relacionadas:
- A loja engoliu a rua: o cinema de centro sumiu (por Elvis Pinheiro)
- Sai o cinema, entra o estacionamento

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Saiba mais:
Hoje, em Juazeiro do Norte, bem no centro da cidade, tem um novo cinema. É o chamado Cine Arte Eldorado, tendo à frente o Dr. Humberto Menezes e sua família. É um casarão antigo onde seus pais moraram e, além da sala de exibição com 50 lugares, há um grande acervo de memória da família e da cidade de Juazeiro, com fotos e artefatos pertencentes à época. São exibidos, por exemplo, longas-metragens que ganharam o Oscar, entre eles Grande Hotel (1932) e Imitação da Vida (1959).

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A loja engoliu a rua: o cinema de centro sumiu



por Elvis Pinheiro

Os cinemas de rua se acabaram. Mas o que ou quem acabou com estes cinemas? Foi a TV, o videocassete e os multiplexes de shopping? O cinema de rua é tal e qual a praça pública, a calçada, o coreto, os mercados populares: é o espaço do povo, do cidadão comum. Em épocas de valorização do consumo e do consumidor, tudo que é público é destruído e deteriorado pela força do privado, do particular. É o espaço do shopping que é valorizado por ser mais seguro, mais limpo, com ruas largas e fáceis de trafegar, clima ameno e suas praças de eventos e de alimentação. As salas de cinema são apenas mais um dos atrativos de um Shopping Center e entram na mesma esfera primordial de consumo.

A morte dos cinemas de rua vem de muito longe e começa quando se mata a sociedade que prioriza o coletivo e o consumo inteligente. Quando os filmes são transformados em produto, as salas de cinema de rua começam a morrer. Quando se investe em tecnologias que priorizam a visualidade particular e individual das imagens, a existência de espaços de exibição com 800 lugares perde todo o sentido.

Houve uma troca de verbos e substantivos. Hoje as pessoas buscam "ver filmes" e não buscam "ir ao cinema"; são coisas diferentes. Mesmo no espaço do Multiplex, acontece algo diferente com o Cinema. Ele se transforma apenas em mercadoria. Estas salas estão comprometidas primordialmente com os Grandes Estúdios hollywoodianos e, portanto, não são o espaço da diversidade cinematográfica mundial. O público se torna refém e vítima de uma pasteurização da imagem que pode ser o tempo todo consumida com pipoca e refrigerante e intercalada com sons e imagens de celulares e tablets.

Os cinemas de rua são bodegas competindo com supermercados multinacionais. Não possuem condições para atualizar a tecnologia dos novos tempos. Transformam-se em Igrejas, estacionamentos, bancos, lojas de departamentos. Testemunhar o seu declínio e fim é sofrer com a existência de uma sociedade com menos ideais de liberdade e mais afim do que seja aparente, superficial e efêmero.
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Elvis Pinheiro é editor da Revista Sétima e professor. Desde 2003 é Mediador de Cinema no Cariri cearense.

Foto: Verônica Leite.

Texto originalmente publicado na SÉTIMA: Revista de Cinema (editorial da edição 11, de 20 de novembro de 2013), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

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Domingo em Crato: M.A.X. Live Acoustic



M.A.X. Rodrigues Live Acoustic
Domingo, 25 de maio de 2014, 20h
No João & Maria Boteco (Pimenta, Crato-CE).

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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Em Juazeiro: encenação do espetáculo 'A Lição Maluquinha'



"Esta peça teatral conta como são os dias de aula na escola da Professora, da Menina e do Menino. Falando assim você acha essa história tão sem graça quanto a cara da gente quando não consegue resolver um problema de matemática? Mas não é! Acontece que vizinho à escola mora o Boêmio que gosta muito de cantar. Acontece que a Professora gosta muito de cinema. Acontece que entre o Menino e a Menina está acontecendo algo novo. E tudo isso junto dá uma história com muita aventura, emoções e... um final cheio de surpresas boas, tanto quanto fica o nosso coração quando a gente consegue entender uma lição bem difícil!" (sinopse da divulgação do evento)

Espetáculo A Lição Maluquinha
Grupo Ninho de Teatro (Crato-CE)
Direção: Rita Cidade
Classificação indicativa: livre
Sábados: dias 24 e 31 de maio de 2014, 15h
No Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB Cariri), Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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Lançamento do livro 'Sextilhas para meditação diária', de Wellington Costa



"Investido no devaneio poético, Wellington Costa nos incendeia a alma dos ritmos e orientações destinados à vida diária. Nas doses certas, traz um manual poético em gostas para movimentar a vontade justa de muitos, entre o som e ação de viver bem, descortinando as estradas do amor divino, para trazer rios de conforto aos leitores, principais beneficiários da inspiração poética." (sinopse da divulgação do evento)
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Lançamento do livro Sextilhas para meditação diária
Autor: Wellington Costa
Sexta-feira, 23 de maio de 2014, 19h
No Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB Cariri), Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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Programação Orient Cinemas Cariri Shopping - de 22/05 a 28/05/2014

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido
(X-Men: Days of Future Past, 2014)
Elenco: Hugh Jackman, Jennifer Lawrence, Michael Fassbender, Nicholas Hoult, Ellen Page, Peter Dinklage, Evan Peters, James McAvoy, Anna Paquin, Shawn Ashmore
Produção executiva: Todd Hallowell, Stan Lee, Josh McLaglen
Produção: Simon Kinberg, Hutch Parker, Lauren Shuler Donner, Bryan Singer
Direção: Bryan Singer
País: Estados Unidos
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia
Duração: 120 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Sinopse: Os X-Men precisam viajar no tempo para mudar um grande evento histórico que terá impacto global no homem e na natureza mutante. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h00, 15h40*, 18h20* (Sala 2)
Legendado: 21h (Sala 2)
* Exceto sábado, dia 24/05
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Capitão América 2: O Soldado Invernal
(Captain America: The Winter Soldier, 2013)
Elenco: Chris Evans, Scarlett Johansson, Sebastian Stan, Cobie Smulders, Emily VanCamp, Hayley Atwell, Samuel L. Jackson, Robert Redford
Produção executiva: Victoria Alonso, Louis D`Esposito, Alan Fine, Michael Grillo, Stan Lee
Produção: Kevin Feige
Direção: Anthony Russo, Joe Russo
País: Estados Unidos
Gênero: Ação, Aventura
Duração: 136 minutos
Distribuidor: Walt Disney Studios
Sinopse: Após os cataclísmicos eventos em Nova York com Os Vingadores - The Avengers da Marvel, Capitão América 2: O Soldado Invernal encontra Steve Rogers, também conhecido como Capitão América, vivendo tranquilamente em Washington, DC e tentando se ajustar ao mundo moderno. Mas quando um colega da S.H.I.E.L.D. é atacado, Steve se vê preso em uma rede de intrigas que ameaça colocar o mundo em risco. Unindo forças com a Viúva Negra, o Capitão América luta para expor a grande conspiração enquanto enfrenta assassinos profissionais enviados para silenciá-lo a todo momento. Quando a dimensão da trama maligna é revelada, o Capitão América e a Viúva Negra pedem ajuda a um novo aliado, o Falcão. Contudo, eles logo se veem enfrentando um inimigo formidável e inesperado — o Soldado Invernal. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h20 (Sala 4)
Legendado: 22h (Sala 4)
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Rio 2
(Rio 2, 2013)
Elenco: vozes de Anne Hathaway, Jamie Foxx, Leslie Mann, Jesse Eisenberg, Rodrigo Santoro, Jemaine Clement, Andy Garcia, Kristin Chenoweth, Jake T. Austin
Produção: Bruce Anderson, John C. Donkin
Direção: Carlos Saldanha
País: Estados Unidos
Gênero: Animação, Aventura, Comédia
Duração: 101 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Sinopse: Em Rio 2, Blu e sua família embarcam em uma aventura para provar que sabem viver além da vida domesticada. Mas Nigel, nosso vilão preferido, está de volta e buscando vingança, então vai garantir que as férias em família se tornem uma jornada selvagem. Blu, Jade e todos os seus amigos irão levar o público a mais risos, a novos personagens, música, e mais ação, à medida que descobrimos que Blu é capaz de tudo para salvar sua família. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h20, 16h40, 19h00 (Sala 3)
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Godzilla
(Godzilla, 2014)
Elenco: Elizabeth Olsen, Bryan Cranston, Aaron Taylor-Johnson, Victor Rasuk, Juliette Binoche, Sally Hawkins, Ken Watanabe, David Strathairn
Produção executiva: Yoshimitsu Banno, Alex Garcia, Kenji Okuhira, Patricia Whitcher
Produção: Jon Jashni, Mary Parent, Brian Rogers, Thomas Tull
Direção: Gareth Edwards
País: Estados Unidos
Gênero: Ação, Aventura
Duração: 123 minutos
Distribuidor: Warner Bros.
Sinopse: Um épico renascimento para o icônico Godzilla, da Toho, coloca o monstro mais famoso do mundo contra criaturas que, sustentadas pela arrogância científica da humanidade, ameaçam nossa própria existência. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (Sala 1)
Legendado: 21h30 (Sala 1)
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O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro
(The Amazing Spider-Man 2, 2014)
Elenco: Andrew Garfield, Jamie Foxx, Emma Stone, Sally Field, Paul Giamatti, Denis Leary, Dane DeHaan, Martin Sheen, Chris Zylka, Frank Deal, Marton Csokas
Produção executiva: Alex Kurtzman, Roberto Orci
Produção: Avi Arad, Matthew Tolmach
Direção: Marc Webb
País: Estados Unidos
Gênero: Ação, Aventura
Duração: 142 minutos
Distribuidor: Sony Pictures
Sinopse: Todos sabem que a batalha mais importante do Homem-Aranha é a que ele trava consigo mesmo: o conflito entre as obrigações cotidianas de Peter Parker e as responsabilidades extraordinárias do Homem-Aranha. Mas em O Espetacular Homem-Aranha™ 2: A Ameaça de Electro, Peter Parker descobre que um conflito ainda maior está à sua espera. É ótimo ser o Homem-Aranha. Para Peter Parker (Andrew Garfield), não há nada melhor do que se balançar entre arranha-céus, ser um herói e passar o tempo com Gwen (Emma Stone). Mas ser o Homem-Aranha tem um preço: apenas ele pode proteger os nova-iorquinos dos inacreditáveis vilões que ameaçam a cidade. Com o surgimento de Electro (Jamie Foxx), Peter precisa confrontar um inimigo muito mais poderoso do que ele. E com o retorno de seu velho amigo Harry Osborn (Dane DeHaan), Peter percebe que todos os seus inimigos têm uma coisa em comum: a OsCorp. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h40, 17h40 (Sala 5)
Legendado: 20h40 (Sala 5)
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Mulheres ao Ataque
(The Other Woman, 2014)
Elenco: Cameron Diaz, Leslie Mann, Kate Upton, Nikolaj Coster-Waldau, Taylor Kinney, Nicki Minaj, Don Johnson, Alyshia Ochse, Madison McKinley, Dan Bilzerian
Produção executiva: Donald J. Lee Jr., Chuck Pacheco
Produção: Julie Yorn
Direção: Nick Cassavetes
País: Estados Unidos
Gênero: Comédia
Duração: 109 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Sinopse: No longa, Cameron Diaz descobre que seu namorado é casado. Enquanto tenta se recompor, ela acidentalmente conhece a esposa traída e logo descobre que as duas têm muito em comum. Elas viram melhores amigas e quando percebem que o namorado-marido tem outra amante, criam um trio feminino para planejar sua vingança. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Legendado: 21h20 (Sala 3)
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Noé
(Noah, 2014)
Elenco: Russell Crowe, Emma Watson, Logan Lerman, Anthony Hopkins, Jennifer Connelly, Douglas Booth, Ray Winstone, Kevin Durand, Marton Csokas, Dakota Goyo
Produção executiva: Chris Brigham, Ari Handel
Produção: Darren Aronofsky, Scott Franklin, Arnon Milchan, Mary Parent
Direção: Darren Aronofsky
País: Estados Unidos
Gênero: Drama, Épico
Duração: 138 minutos
Distribuidor: Paramount Pictures
Sinopse: Em um mundo dominado pelo pecado, Noé (Russell Crowe) recebe uma missão divina: construir uma arca para salvar toda a criação de Deus de um dilúvio. Um grupo de opositores a Noé, porém, tenta se apossar da Arca em nome da defesa da raça humana e, ao mesmo tempo, luta para cooptar para o seu lado Ham (Logan Lerman), o primogênito de Noé. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h30, 17h30 (Sala 6)
Legendado: 20h30 (Sala 6)
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Ingresso:
Valores Inteiros (exceto Sala 3D Digital):
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$11,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$ 15,00

Valores Inteiros para a Sala 3D Digital:
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$15,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$20,00.

No Cariri Garden Shopping (Juazeiro do Norte-CE)
Site Orient Cinemas: http://www.orientcinemas.com.br/

Programação sujeita a alterações.

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Poesia de cego



por Amador Ribeiro Neto

Antonio Cicero é um bom letrista de canções populares. Até mesmo quando um poema seu é musicado, geralmente a canção resultante é agradável. Marina Lima, por exemplo, está aí para comprovar isto.

O problema reside na maioria de seus poemas. Que não são poemas propriamente falando. Eis o nó górdio – pra usar uma expressão cara ao quase-poeta. São buscas nada felizes de um coloquialismo que, ao fazer concessão ao prosaísmo, raramente chega ao poético.

E mais: ele funde mitologia e filosofia como se “erudição” fosse garantia de poeticidade. Não é. Pelo contrário: cansa a beleza do leitor.

Claro que há aquele leitor que sente seu ego inflar-se ao decodificar uma referência mitológica. Ou mesmo ao sacar a intertextualidade filosófica. Bem, este é um prazer egoico. Plausível. Não é fruição poética.

Seu livro Porventura (Rio, editora Record, 2012) é um prolongamento do mesmo esquema facilitador do anterior, Guardar (1996). De um lado, relatos helênicos, vocabulário empolado, obsoleto e pomposo. Talvez o Antonio Cícero entenda que cultura clássica, em poesia, seja assim que se “a-presente”. Não é. Vide Kaváfis, Valéry, Eliot, Pessoa. E, entre nós, Mário Faustino.

De outro lado, derrapadas na busca obsessiva pelo coloquial e pelo despojado. Não convence. Sejamos justos: seu amigo, e autor das orelhas de Porventura, Antonio Carlos Secchin, diz exatamente o contrário do que afirmo aqui. Bem, colocações de orelheiros são quase sempre tendenciosas. Sabemos disto.

O livro inicia-se com uma canção do exílio reciclada por uma linguagem chinfrim, em tons de reflexão filo-psicanalíticas. Para terminar numa declaração de amor. E numa confissão: o poeta se diz convicto de que “um ou dois dos meus futuros versos [serão maduros]”.

Bem, é o próprio AC quem diz: versos maduros, só no futuro. E um ou, porventura, dois. Não por menos ele encerra seu livro com o poema “3h47” que cito na íntegra: “Bem que Horácio dizia / preferir dormir bem / a escrever poesia”. AC deveria seguir a lição do mestre.

No poema “O poeta cego” ele abusa dos trocadilhos, das anáforas e dos anagramas. Parece que faz um exercício de aplicação das normas de um manual do tipo Como Produzir um Poema. A primeira, das duas quadras, diz: “Eis o poeta cego. / Abandonou-o seu ego. / Abandonou-o seu ser. / Sem ser nem ver ele verseja”.

Didaticamente AC vai expondo a situação do poeta cego: sem ver e sem ser. Daí o poeta considera um grande achado dizer que “sem ser nem ver” o poeta “VER/seja”. Resultado infame. Trocadilho reles. Inadmissível.

Depois vem a segunda quadra. Eximo-me de transcrevê-la. Por “vergonha alheia”.
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Amador Ribeiro Neto é poeta, crítico literário e de música popular. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Professor do curso de Letras da UFPB.

Publicado pelo jornal Contraponto, de João Pessoa-PB. Caderno B, coluna “Augusta Poesia”, dia 16 de maio de 2014, p. 7.

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'Os Últimos Passos de Um Homem', filme de Tim Robbins, no Cine Café



Cine Café (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Os Últimos Passos de Um Homem
Título original: Dead Man Walking
Direção e roteiro: Tim Robbins
Elenco: Susan Sarandon, Sean Penn, Robert Prosky, Raymond J. Barry, R. Lee Ermey, Celia Weston, Lois Smith, Scott Wilson, Roberta Maxwell, Margo Martindale
Duração: 122 minutos
Ano: 1995
Países de origem: Estados Unidos, Reino Unido

"Inspirado pela verdadeira história do relacionamento de uma freira com um condenado, esta provocativa análise de crime, punição e redenção deu a Susan Sarandon o Oscar de Melhor Atriz e a Sean Penn a indicação ao Oscar de Melhor Ator. A Irmã Helen Prejean, uma caridosa freira de New Orleans, é a conselheira espiritual de Matthew Poncelet, um assassino cruel, revoltado e complexo, que aguarda sua execução. A missão da irmã é ajudar a quem, como Matthew, precisa encontrar a salvação." (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 24 de maio de 2014, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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quarta-feira, 21 de maio de 2014

'Morro Como Um País': programação no Crato com teatro, filme e debates



Morro Como um País - Cenas Sobre a Violência de Estado
Grupo Kiwi Companhia de Teatro (SP)

Programação:

Dias 23 e 24 de maio de 2014 (sexta e sábado):
20h: Espetáculo Morro Como Um País
No Teatro do SESC Crato-CE
Classificação indicativa: 14 anos
Entrada: 1kg de alimento não-perecível

Dia 26 de maio (segunda-feira):
19h: Intervenção Três Metros Quadrados
No Hall de Entrada do SESC Crato
19h30: Projeção do documentário 1964: Um Golpe Contra o Brasil
No Teatro do SESC Crato
20h30: Debate com o autor/diretor Alípio Freire (mediação de Elvis Pinheiro)

Dia 27 de maio (terça-feira):
19h: Intervenção Três Metros Quadrados
19h30: Debate sobre violência institucional
Local: URCA (Campus do Pimenta - Crato).
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+ info.: (88) 3586.9163
Para saber mais sobre o espetáculo Morro Como Um País, clique aqui.

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Show 'Tais Nader em Movimento': em Nova Olinda e Juazeiro do Norte



"A cantora e compositora Tais Nader traz, no seu canto visceral, a atitude e o desejo de ampliar os horizontes através da música. Com composições gravadas por artistas como Daniela Mercury e Carla Visi, ela acredita que música é para todos e, sem distinção, Tais faz desse lema uma filosofia." (sinopse da divulgação do evento)

Show Tais Nader em Movimento (Salvador-BA)
Entrada gratuita.

Sexta-feira, 23 de maio de 2014, 19h:
No Teatro Violeta Arraes (Fundação Casa Grande), Nova Olinda-CE

Sábado, 24 de maio de 2014, 19h30:
No Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB Cariri), Juazeiro do Norte-CE.

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terça-feira, 20 de maio de 2014

'A Lei do Desejo', filme de Pedro Almodóvar, no Cine Arte Leão



Cine Arte Leão (em parceria com o SESC Juazeiro)
Exibição do filme A Lei do Desejo
Título original: La ley del deseo
Direção e roteiro: Pedro Almodóvar
Elenco: Eusebio Poncela, Carmen Maura, Antonio Banderas, Miguel Molina, Fernando Guillén, Manuela Velasco, Nacho Martínez
Duração: 102 minutos
Ano: 1987
País de origem: Espanha

"Tina odeia terrivelmente os homens. Pablo, seu irmão, é diretor de cinema e tem romance com Juan que parece não partilhar desta mesma paixão. Pablo conhece Antonio, um rapaz indeciso quanto à sua sexualidade e decidido a seduzi-lo a qualquer custo. Uma trama saborosa do mesmo diretor de A pele que habito." (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na quinta-feira, 22 de maio de 2014, às 14h
Na Faculdade Leão Sampaio, Campus Saúde (Juazeiro do Norte-CE)
Aberto ao público.

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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Banda Holly Wood em Juazeiro



Show da Banda Holly Wood
Quinta-feira, 22 de maio de 2014, 23h
Na Budega Cariri (Juazeiro do Norte-CE).

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Aprendendo a voar!



por Xico Fredson

O prazer de uma conquista muitas vezes não se resume à sua materialização em si, que é o troféu de vencedor. Muitas vezes esse prazer está intimamente ligado à jornada percorrida, mesmo que como atletas não percebamos isso.

E o que é essa jornada? É uma viagem que começa a partir do momento em que um grupo de pessoas se une em torno de um ideal, de uma ideia, de um sonho. Esse é o primeiro passo da jornada. O segundo vem a partir do momento em que esse grupo de pessoas percebe que a realização do sonho não será nada fácil, pois um grupo, por mais que esteja unido por um ideal, é formado por pessoas que possuem pensamentos, valores e personalidades diferentes.

Agora entramos no campo da aceitação, do convívio, do tentar entender e aceitar o outro: é quando percebemos que juntos somos mais fortes, e que muitas vezes o que aos nossos olhos parece um defeito, pode se transformar num complemento de algo que nos falta como pessoa ou como time, e que o mais importante é quando aprendemos que somar forças para vencer é melhor do que dividir e nada conquistar.

Todo esse preâmbulo foi para dizer que a equipe feminina do time Juazeiro Basquetebol Clube (ou simplesmente JBC) sagrou-se campeã, no dia 17 de maio de 2014, do X Campeonato de Basquete do Interior Masculino e Feminino Adulto, cujo circuito final foi realizado pela sexta vez seguida no município de Tabuleiro do Norte (a “Franca” do Basquetebol Cearense), nos dias 17 e 18 de maio. Tendo a equipe da casa, capitaneada pelo Técnico Dimitry Queiroz conquistado o seu 5º título.

Um sonho que era sonhado há muito tempo pela equipe, que ao longo de oito anos passou por muitas mudanças, derrotas, vitórias, sorrisos, lágrimas, desconfianças, e uma série de outras situações e momentos que estão intimamente ligados à história do grupo.

Grupo este que aceitou o desafio da jornada e que aprendeu a se fortalecer coletivamente — aprendendo a conviver com as diferenças e como time —, aprendendo que quando se deseja algo do fundo do coração, e soma-se a isso a conjugação do verbo “querer” na primeira pessoa do presente (“eu quero”), e quando isso contagia a todos, não há nada que afaste o grupo do seu objetivo.

Desculpem aqueles que precisam de estatísticas e de números para tentar entender o contexto de uma partida. A minha análise é emotiva e simples: venceu quem teve mais coração, quem sonhou junto e com isso tornou o que parecia irreal e distante, num doce momento de glória que estará para sempre guardado dentro de cada uma das pessoas que aceitaram o desafio da jornada. Venceu quem, enfim, aprendeu a voar.

A foto da equipe campeã [no início da postagem] é a sintese de um grupo que vem se formando ao longo dos anos, que passou por diversas transformações, pois no início da jornada encontramos meninas e hoje vemos mulheres com suas vidas, pessoais e profissionais, formadas ou bem encaminhadas.

Essa conquista pertence também a todas as pessoas que, direta ou indiretamente, ajudaram na solidificação da equipe, contribuindo para que a conquista se tornasse possível.

Como podem ter percebido, eu não falei e não vou falar nos placares, nas estatísticas, nos pontos fortes da equipe e demais detalhes, que aqui se tornam pequenos. Este texto não é sobre um campeonato, o campeonato é detalhe — muito importante, é bem verdade — mas um detalhe.

A medalha é a resposta para perguntas feitas por pessoas próximas e outras que gostam de exercitar o “importar-se com a vida que não lhe pertence”: o que você ganha correndo atrás de uma bola? Ou quanto você ganha para fazer isso?  São pessoas que não têm capacidade de entender a importância de um grupo, de um espaço em que se pode comungar da vida uns dos outros, sempre na tentativa de ajudar, em que não há recompensas financeiras, apenas o carinho, o respeito, o reconhecimento do valor individual e coletivo, e o indispesável “estamos aí”.

Parabéns ao Técnico Fernando Nobre, pela persistência e pela paciência em ensinar diariamente a todos nós o valor ético e moral do basquebol e pela formação desse grupo campeão; ao seu assistente Anderon; às atletas: Bruna, Amanda, Evelyn, Daniele, Taty, Thaís, Gilda, Hinara, Natália e Paulinha, que lutaram em quadra para a realização dessa conquista.

E um agradecimento especial ao SESC Juazeiro do Norte, nas pessoas do seu Gerente Paulo Damasceno e da Prof. Kamile de Lira Sobral, pelo apoio irrestrito às nossas equipes, dando todo o suporte para que o basquete juazeirense se desenvolva com excelência!

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'Berlin is in Germany', filme de Hannes Stöhr, em exibição no Cinemarana



Cinemarana (com mediação de Elvis Pinheiro)
Mostra do Novíssimo Cinema Alemão
Exibição do filme Berlin is in Germany (ou Berlim Fica na Alemanha)
Título original: Berlin is in Germany
Direção e roteiro: Hannes Stöhr
Elenco: Jörg Schüttauf, Julia Jäger, Robin Becker, Tom Jahn, Edita Malovcic, Robert Lohr, Valentin Plătăreanu, Oscar Martínez
Duração: 90 minutos
Ano: 2001
País de origem: Alemanha

"Após um longo período de reclusão, que teve início ainda nos tempos da antiga RDA, Martin é posto em liberdade na nova Berlim unificada. Involuntariamente, ele entra em conflito com a polícia." (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na segunda-feira, 19 de maio de 2014, às 19h
No SESC Crato-CE. Entrada gratuita.

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domingo, 18 de maio de 2014

Em Juazeiro: Oficina de Escultura em Argila, com Elionardo do Nascimento



"A oficina trará, de maneira descontraída, as técnicas de esculturas na argila, por meio da produção de formas humanas e objetos utilitários. Elionardo do Nascimento é escultor, deficiente visual e já desenvolve a Oficina de Escultura em Argila para pessoas com deficiência visual desde 2006." (sinopse da divulgação do evento)
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Oficina de Formação Artística
Oficina de Escultura em Argila

Com Elionardo do Nascimento (Crato-CE)
De 20 a 23 de maio de 2014, 14h
No Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB Cariri), Juazeiro do Norte-CE
Inscrições gratuitas no CCBNB Cariri (15 vagas; 16h/a).
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V Seminário Música e Comportamento, na Mostra de Bandas Armazém do Som



V Seminário Música e Comportamento
Armazém do Som
Dias 20, 21 e 23 de maio de 2014
No SESC Juazeiro do Norte-CE
Inscrições gratuitas
+ info.: (88) 3587.1065.

Programação:

Terça-feira, 20 de maio:
14h - Workshop: Leitura de Partitura
Com o Prof. Robson Almeida

Quarta-feira, 21 de maio:
14h - Workshop: Prática de Conjunto
Com o Prof. Diego de Souza

Sexta-feira, 23 de maio:
14h - Workshop: Criação e trilhas sonoras para o Teatro
Com Ayrton Pessoa

De 19 a 23 de maio, das 18h às 22h:
"Som das Tribos": exibição de videoclipes de bandas de várias tnedênsicas e vertentes do rock. No Terreiro da Mestra Margarida (SESC Juazeiro).
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Emissão de certificado de participação com carga horária de 40h.

Obs.: a carga horária total do seminário é extensiva à participação em toda a programação do Festival, inclusive apresentações das bandas. Porém, a emissão do certificado fica vinculada à participação em, no mínimo, 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas das palestras e workshops.
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Confira a programação de shows da Mostra de Bandas Armazém do Som clicando aqui.

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'Django Livre', de Quentin Tarantino



por Ythallo Rodrigues

Django Livre (Django Unchained), de Quentin Tarantino (EUA, 2012)

Não existem verdades mais verdadeiras do que as nossas próprias verdades. Começando pelo fim: um homem negro rodopia em seu cavalo de forma garbosa e épica para sua amada, finalmente livres, das correntes dos seus opressores. Serão felizes? A "América" permitirá? Viverão suas vidas no sul estadunidense? O Texas — um dos estados mais racistas dos Estados Unidos naquele período — os deixaria em paz, em plenas prévias da Guerra de Secessão? Eles precisam dessa felicidade futura, que não está neste filme? Pra que saber? Esse filme não anseia saber o que acontecerá no futuro.

É um filme que trata de questões muito delicadas, esse Django Livre. É possível dar nas mãos de um ex-escravo negro uma arma e ele ser o herói num filme, não um filme de qualquer gênero, um faroeste? E esse filme tem como pano de fundo um dos grandes genocídios da humanidade — a matança indistinta e criminosa de milhões de negros em toda a América — que durou três séculos, pelo menos. É possível dar essa arma a esse homem, independente de qualquer coisa, para que ele possa fazer a sua justiça? Finalmente, esse filme é possível?

Pois bem, este filme existe e é um faroeste de Quentin Tarantino. O western é um gênero cinematográfico criado por realizadores dos Estados Unidos, no início do cinema. Durante as décadas de 1920, 1930, 1940 e 1950, esse gênero recriou a história estadunidense, a partir de suas lendas e mitos, fazendo-se através de seus contos heroicos — verdadeiros ou não — e de um universo repleto de bravura, luta, brutalidade, racismo, dor, amor, ódio, paixão e morte, muita morte. É impossível dissociar este gênero do cinema dos Estados Unidos, e principalmente da criação da sua história. Então pensemos, um filme deste cineasta, deste gênero, o que teremos? Sangue, muito sangue. Um sangue inclusive que provoca muitas risadas em quem o assiste. E como não rir perante tantos jatos vermelhos? Esta é uma grande homenagem aos grandes faroestes da história do cinema.

Vem-nos, no entanto, uma outra questão delicada. Por que comparar o percurso de um ex-escravo negro ao personagem de uma lenda alemã? Mais uma vez me pergunto, isso é possível? E me pergunto de novo, e por que não? Se alguém deseja criar um nível de conversa com o outro numa relação de igualdade — não falo nisso como num jogo, mas sim com afeto — qual seria a melhor atitude? Creio que não subjugar o outro é um começo. Simplesmente partir das experiências e principalmente das vivências mútuas, criando laços de afetividade para que numa troca entre os envolvidos possa finalmente se estabelecer, por exemplo, uma amizade.

E este também é um filme sobre a amizade, entre um homem negro e um homem branco de origem alemã. Um "alemão" que em uma de suas primeiras galhofas e num gesto muito sutil, quase imperceptível, aponta para quatro homens negros recém libertados a estrela do norte. Qual o porquê desse ato? Aquela estrela os levaria para longe do sul escravocrata, ou seja, eles poderiam finalmente viver suas vidas de homens libertos no norte dos Estados Unidos.

Mas o que tudo isso tem a ver com a tal lenda germânica? A lenda tem a ver com tudo que está posto. As lendas que o western criou para os Estados Unidos — os bravos cowboys brancos —, as lendas dos deuses brancos — alemães, gregos, romanos —, as lendas que o romantismo intocado europeu do século XIX ia buscar na idade média — cita-se inclusive Alexandre Dumas, escritor do romantismo francês de origem negra e que escrevia sobre heróis brancos de sua época —, até chegarmos finalmente à lenda de Siegfried. Percebe-se que aquela lenda germânica de montanhas, dragão e heroísmo, estaria pronta pra ser usurpada de suas origens e estar ao dispor de todos que a desejassem vivenciar ou se fizessem vivenciar, como no cinema, por exemplo. E melhor ainda, por qualquer um, sem preconceitos.

No caso deste filme, a lenda é vivida por um caçador de recompensas, ex-escravo, liberto por um estranho, obstinado em reencontrar sua Broomhilda, sem nenhum pudor de ser comparado com quaisquer que fossem as lendas. Um deus negro tão potente como o mais poderoso dos deuses germânicos, gregos, romanos, ou de quaisquer origens.

Contudo, isso não seria possível? Neste filme isso não só foi possível como desvelou a coragem de um cineasta de fazer do seu Django, um western com um protagonista negro, sem jamais esquecer o cinema — a arte cinematográfica —, sem esquecer a história hipócrita da sua "América", não deixando de ser americano, e capturando uma lenda que brancos criaram para os seus, e igualando-nos para uma conversa franca, sem superiores e inferiores, negros e brancos, sobressaindo-se apenas o vermelho que é espirrado nos nossos olhos. E rimos. O Django está livre, quando jamais deveria ter estado preso. Apesar do mal que há em todos a potência do bem resiste, até a morte, me parece.
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Ythallo Rodrigues é cineasta, poeta, integrante do Blog O Berro e da Filmes de Alvenaria.

Texto originalmente publicado na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 10, de 13 de novembro de 2013), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

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