domingo, 15 de janeiro de 2017

Sessões com ‘Peter Pan’ e ‘O Lobo Atrás da Porta’ na Mostra 21

Mostra 21 - O absurdo nos une, nos move (2017)
Curadoria e mediação: Elvis Pinheiro

Programação do dia 16 de janeiro de 2017 (segunda-feira):



14h, no Sesc Juazeiro:
Peter Pan
(Peter Pan, Dir. Clyde Geronimi/Wilfred Jackson/Hamilton Luske, EUA, 1953, 77min)

Último dos três filmes onde os nove principais animadores da Disney trabalharam juntos, os famosos “nove anciões”. O que era apenas uma história para o teatro, escrita por James Barrie, nas mãos deste grupo, se tornou numa mina de ouro. Orçado em 4 milhões, faturou quase 90 milhões de dólares e foi a maior bilheteria de 1953 nos EUA. Um filme que encanta pela possibilidade de nos mantermos crianças para sempre numa tal Terra do Nunca. (Elvis Pinheiro)




19h, no Sesc Crato:
O Lobo Atrás da Porta
(O lobo atrás da porta, Dir. Fernando Coimbra, Brasil, 2013, 90min)

Filme nacional de suspense, terror, drama e sarcasmo. Brilhantemente roteirizado e dirigido, baseado em fatos reais. O resultado aqui foram prêmios e mais prêmios em festivais no mundo todo e aqui no Brasil, no Festival do Rio, os prêmios de Melhor Filme e Melhor Atriz para Leandra Leal. (Elvis Pinheiro)
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Sessões com entrada gratuita.
Para conferir a programação completa da Mostra 21, clique aqui.

Textos originalmente publicados na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 39, de janeiro de 2017 - Ed. Especial Mostra 21), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

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sábado, 14 de janeiro de 2017

‘Amar, Beber e Cantar’, ‘Jornada ao Oeste’ e ‘O Filho de Saul’ no primeiro domingo da Mostra 21

Mostra 21 - O absurdo nos une, nos move (2017)
Curadoria e mediação: Elvis Pinheiro

Programação do dia 15 de janeiro de 2017 (domingo):


 
14h, no Sesc Crato:
Amar, Beber e Cantar
(Aimer, Boire et Chanter, Dir. Alain Renais, França, 2014, 108min)

Último filme do diretor responsável por obras clássicas como Hiroshima, mon amour e O ano passado em Marienbad. Aos 91 anos produz sua derradeira declaração de amor ao cinema. Mesclando teatro e cinema, vida e morte, humor e drama. A mágica está em nossa possibilidade de permitir novos e maiores apuros em relação à linguagem que ele dominava. (Elvis Pinheiro)




16h, no Sesc Crato:
Jornada ao Oeste
(Xi You, Dir. Ming-liang Tsai, França/Taiwan, 2014, 56min)

Nós temos um ritmo e, quem sabe, controle sobre ele. De um lado pro outro, diariamente nos perdemos em nós mesmos e esquecemos de uma paisagem maior que nós, e de nossa influência sobre o outro. Este filme, de fotografia honesta, é um convite ao corpo inquieto, a deixar de lado esse ritmo que nos rouba do espaço, e permitir que nosso olhar passeie pela lágrima tímida de um sentimento desconhecido e acompanhe um monge de vermelho que perturba a dinâmica dos espaços com a precisão de seus movimentos. Quem sabe não nos arriscamos a segui-lo? Um aviso aos que, assim como eu, guardam na cabeça um turbilhão: a jornada ao oeste não é fácil. (Ailton Jesus)




15/01 (dom), 19h, no Sesc Crato:
O Filho de Saul
(Saul fia, Dir. László Nemes, Hungria, 2015, 107min)

Sófocles legou ao Ocidente, com a personagem Antígona, que tenta sepultar seu irmão Polinice independentemente da oposição de Creonte, um dos maiores modelos de abnegação, persistência e devoção fraterna de todos os tempos.

Enquanto na tragédia grega Antígona defende seu ethos familiar, e paga um alto preço por isto, no filme O Filho de Saul (2015), longa de estreia do diretor húngaro László Nemes, deparamo-nos com um pai que tenta, a todo custo, preparar o corpo do filho para o sepultamento.

Este filme apresenta uma abordagem inovadora para a temática do holocausto – tema muito explorado, mas inesgotável em suas possibilidades de análise e reflexão sobre a condição humana. László Nemes posiciona a câmera na maior parte do tempo às costas de Saul – interpretado pelo ator húngaro Géza Röhrig – e, através deste mecanismo, leva-nos a enxergar as cenas contundentes do campo de concentração sob o ângulo de visão do protagonista. Saul, que realiza a função de limpar câmaras de gás no campo de concentração em que está confinado, tem uma meta: ao encontrar o corpo do filho entre os de outros judeus decide dar um sepultamento digno a ele.

Para cumprir sua meta, inúmeros empecilhos se impõem em sua trajetória. Jogos de poder, nos bastidores do campo de concentração, tornam sua meta uma árdua batalha contra suas próprias limitações e contra o sistema totalitário que o torna vulnerável, mas que não o impele a arrefecer em sua missão autoimposta.

Assistir a este filme vencedor do Grande Prêmio do Festival de Cannes, do Globo de Ouro e do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, foi uma experiência enriquecedora. Do ponto de vista estético, o filme excede em lirismo, beleza e acuidade técnica. Do ponto de vista temático, deparamo-nos com temas como a impotência humana, a perda diante da morte, a persistência resultante de uma meta que o indivíduo assume para si. Consideramos que o tema desse filme é, por excelência, a barbárie humana e o que dela resulta: a coisificação do homem, o poder e sua tendência destruidora e, sobretudo, a morte e suas consequências nefastas para quem tem que lidar com o luto.

Ao tentar sepultar o filho, Saul nos aproxima de um cenário absurdo – o campo de concentração é a barbárie humana em sua forma concreta, tangível e avassaladora. Somos levados, através do olhar dessa personagem silenciosa, a percorrer sendas infernais que nos conduzem para sensações de sufocamento e impotência. O olhar de Saul, no entanto, grita como na tragédia grita Antígona diante da tirania de Creonte, rei de Tebas: “Deixa-me, deixa que minha loucura se afunde em horrores. Não padecerei, com certeza, nada que não seja morrer gloriosamente”. (Émerson Cardoso)
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Sessões com entrada gratuita.
Para conferir a programação completa da Mostra 21, clique aqui.

Textos originalmente publicados na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 39, de janeiro de 2017 - Ed. Especial Mostra 21), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

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Sábado com ‘O Pequeno Príncipe’ e duas ‘sessões encobertas’ na Mostra 21

Mostra 21 - O absurdo nos une, nos move (2017)
Curadoria e mediação: Elvis Pinheiro

Programação do dia 14 de janeiro de 2017 (sábado):

13h, no CCBNB Cariri:
Sessão encoberta 1: apenas na hora da exibição o filme será revelado.

15h, no CCBNB Cariri:
Sessão encoberta 2: apenas na hora da exibição o filme será revelado.




17h30, no CCBNB Cariri:
O Pequeno Príncipe
(The little prince, Dir. Stanley Donen, EUA/Reino Unido, 1974, 88 min.)

Algumas pessoas têm resistência a filmes musicais – eu não. Eu gosto muito deles. Agora, imaginemos um musical adaptado de uma das mais populares obras literárias do mundo – não tenho como não gostar!

O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, foi adaptado por Stanley Donen em 1974. Com canções entre divertidas e líricas, como “It’s a hat”, “Be happy” e “A snake in the grass”, encontramos nele excelentes canções. Considero que as atuações merecem elogios, assim como alguns cenários e efeitos especiais. A adaptação também tem seus valores.

O Príncipe que veio do asteroide B-612, e encontrou-se no deserto do Saara com um piloto que sofrera um acidente aéreo, foi uma personagem que me marcou profundamente na infância. Eu me perdia em pensamentos, quando criança, na tentativa de entender o porquê de o Príncipe viver no asteroide sozinho, sem pai nem mãe, e andar naquela pequena morada sem, contudo, cair no espaço para sempre – eu não contava com a astúcia da gravidade, claro. Era tudo tão mágico para mim!

Eu assisti a essa versão de um dos livros que mais li na vida quando já era adulto, no entanto foi como se eu voltasse a viver os sentimentos que eu resguardava em mim quando eu era criança. Foi uma experiência triste, porém gratificante.

O Pequeno Príncipe, de Donen, é um clássico. Vale a pena assisti-lo e reassisti-lo, certamente. Claro que é necessário recorrer à sensibilidade que, por vezes, perdemos quando a vida adulta já nos impõe que o que era mágico agora é absurdo, ilógico e impossível. Nesta perspectiva, cabe retomar a já mil vezes citada frase do livro: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”. (Émerson Cardoso)
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Sessões com entrada gratuita.
Para conferir a programação completa da Mostra 21, clique aqui.

Textos originalmente publicados na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 39, de janeiro de 2017 - Ed. Especial Mostra 21), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Oficina ‘O que é documentário? Introdução a uma linguagem’ em Crato



Oficina O que é documentário? Introdução a uma linguagem

Ementa: Instrumentalização da linguagem cinematográfica. Observação detida de alguns filmes documentais. Primeiras análises e desvelamento do olhar a partir dos filmes apresentados. Desconstrução do lugar-comum do documentário televisivo. Filmes sobre o real e o real sobre os filmes. Práxis de uma linguagem possível. Pare, olhe, escute e veja (sistematização prática e conclusão).

Público alvo: Estudantes universitários, realizadores audiovisuais, alunos de nível médio de escolas profissionalizantes com curso ligados à área de cultura e alunos de ONGs que desenvolvam trabalho com audiovisual.

Sobre Ythallo Rodrigues: Graduado em Letras pela URCA (Crato-CE), tendo sido aluno da primeira turma da Escola de Audiovisual, da Vila das Artes (Fortaleza-CE). Trabalha há doze anos com audiovisual, tendo realizado e participado de mais de vinte produções entre curtas e longas-metragens. Realizou oficinas de introdução cinematográfica, documentário e prática de realização em Quixeramobim, Fortaleza, Tabuleiro do Norte, Itapipoca, Crato e Sobral (Ceará) e Oeiras (Piauí). Atualmente trabalha com as equipes das produtoras Filmes de Alvenaria e O Berro Filmes, em Juazeiro do Norte.
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Oficina O que é documentário? Introdução a uma linguagem
Com Ythallo Rodrigues
Dias 16, 17 e 18 de janeiro de 2017, às 14h
No Sesc Crato
Inscrições gratuitas no Setor de Cultura do Sesc Crato
Vagas limitadas.

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Porão Rock comemora 24 anos e promete show com atração nacional



Nesta sexta-feira, 13 de janeiro de 2017, a Porão Rock comemora 24 anos de existência. Referência quando o assunto é rock no Cariri, a loja foi inaugurada em 1993 e, após algumas mudanças de endereço, incluindo a saudosa passagem pela Galeria Zé Viana, há alguns anos a Porão Rock está sediada à Rua Carlos Gomes, 441, ao lado da prefeitura de Juazeiro do Norte. Tendo à sua frente Welson Mota, a loja até hoje segue trazendo novidades, além de realizar e apoiar grandes eventos ligados ao skate, rock e animes na região.

E para comemorar essa história, que seguirá longa jornada pela frente, Welson promete que em breve, com previsão para o mês de março, será realizado um show comemorativo com duas grandes bandas, incluindo um grande nome do rock nacional. A galera caririense ligada ao rock já aguarda ansiosa por mais esse evento com a marca Porão Rock!
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Alguns links ligados ao rock no Cariri no blog oberro.net:
- A História do Rock no Cariri (capítulo 'dos anos 80 a 2002')
- Juazeiro também tem rock!
- Zuada Cariri: página sobre a cena rock caririense

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

‘Alice no País das Maravilhas’ e ‘O Criado’ no quinto dia de Mostra 21

Mostra 21 - O absurdo nos une, nos move (2017)
Curadoria e mediação: Elvis Pinheiro

Programação do dia 13 de janeiro de 2017 (sexta-feira):



13/01 (sex), 14h, no Sesc Juazeiro:
Alice no País das Maravilhas
(Alice in the Wonderland, Dir. Clyde Geronimi/Wilfred Jackson/Hamilton Luske, EUA, 1951, 75min)

Em 1951 chegava às telas mais uma grandiosa animação Disney, baseada na obra famosa de Lewis Caroll. Todo o filme mostra a viagem das mais psicodélicas feitas até então. Sonho ou imaginação? Mundo paralelo ou impossível? Fruto do inconsciente ou a maior crítica aos modelos rígidos de uma sociedade burguesa? (Elvis Pinheiro)




13/01 (sex), 19h, no Sesc Juazeiro:
O Criado
(The servant, Dir. Joseph Losey, Inglaterra, 1963, 112min)

O filme de 1963 é dirigido por Joseph Losey (Reino Unido) e conta a complexa história de um jovem, belo e bem sucedido, que acaba de voltar para Londres. Ao comprar sua nova casa Tony (James Fox) contrata o criado Hugo Barret (Dirk Bogarde), que é um clássico mordomo de famílias aristocratas inglesas. O criado cuida da roupa, alimentação, decoração e limpeza da casa do seu amo. Existe uma ambiguidade na relação de ambos desde cena onde acontece a entrevista em que Barret é contratado para ocupar o cargo. Elvis Pinheiro exibiu esse filme na primeira sessão do Cine Café do mês de dezembro e acredito que deixou os frequentadores da sala impressionados.

Tony é noivo de Susan, uma jovem rica que nutre uma antipatia por Barret desde que são apresentados. Ela insiste em tratá-lo como alguém que está em uma posição inferior a dela. O comportamento de Susan é apenas elitismo, ou ela se sente ameaçada por alguém que faz tudo para agradar o seu noivo? Esse filme retrata assuntos polêmicas, como muitos dos filmes que estão nessa edição da Mostra 21. Personalidades doentias, personagens de caráter suspeito, inveja, intriga e disputa conduzem a história do filme. Quando pensamos que as coisas estão resolvidas, tensões inesperadas acontecem.

Apesar de ter sido lançado em 1963, o filme é em branco e preto. A maior parte da história acontece dentro da luxuosa casa do solteirão Tony. A casa é o espaço para as reviravoltas e a câmera nos leva para conhecer todos os seus cômodos e características. O filme traz a questão do exotismo com o Brasil, interesses e hábitos da burguesia europeia e os desejos silenciados que saltam através dos olhos, principalmente dos olhos dos quatro personagens mais importantes. Cuidado, as sombras de Hugo Barret, e a personalidade de sua suposta irmã Vera (Sarah Miles), despertam a vontade rever o filme algumas vezes. (Samuel Macêdo do Nascimento)
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Sessões com entrada gratuita.
Para conferir a programação completa da Mostra 21, clique aqui.

Textos originalmente publicados na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 39, de janeiro de 2017 - Ed. Especial Mostra 21), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

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Programação Orient Cinemas Cariri Shopping - de 12/01 a 18/01/2017

Minha Mãe é uma Peça 2
(Minha Mãe é uma Peça 2, 2016)
Direção: André Pellenz
Elenco: Paulo Gustavo, Herson Capri, Rodrigo Pandolfo, Mariana Xavier
País: Brasil
Estreia: 22/12/2016
Gênero: Comédia
Duração: 96 minutos
Distribuidor: Downtown/Paris
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: A mãe mais divertida do Brasil tornou-se apresentadora de TV, ficou famosa, mudou de endereço, de status econômico… mudou quase tudo, só não mudou a si mesma. Dona Hermínia (Paulo Gustavo) continua hilária, irreverente e muito preocupada com os problemas da família: Marcelina (Mariana Xavier) e Juliano (Rodrigo Pandolfo) resolvem conquistar a liberdade e sair de casa. Garib, chega com o neto, e para completar, a irmã Lucia Helena (Patrycia Travassos), que mora há anos em Nova York, resolve fazer uma longa visitinha. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Filme nacional: 13h, 15h, 17h, 19h, 21h (Sala 1)
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Assassin´s Creed
(Assassins Creed, 2015)
Direção: Justin Kurzel
Produção executiva: Markus Barmettler, Christine Burgess-Quémard, Jean de Rivieres, Serge Hascoet, Philip Lee
Produção: Jean-Julien Baronnet, Patrick Crowley, Michael Fassbender, Gerard Guillemot, Frank Marshall, Conor McCaughan, Arnon Milchan
Elenco: Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons, Brendan Gleeson, Charlotte Rampling, Michael Kenneth Williams, Denis Ménochet, Ariane Labed
País: EUA
Estreia: 12/01/2017
Gênero: Ação
Duração: 100 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Através de uma tecnologia revolucionária que desbloqueia as memórias genéticas, Callum Lynch (Michael Fassbender) vivencia as aventuras de seu antepassado Aguilar, na Espanha do século XV. Callum descobre que ele é descendente de uma misteriosa sociedade secreta, The Assassins, e acumula incrível conhecimento e habilidades para assumir a organização opressiva e poderosa nos dias atuais. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h40, 16h10, 18h40 (Sala 2)
Legendado: 21h10 (Sala 2)
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Moana - Um Mar de Aventuras
(Moana, 2016)
Direção: Ron Clements, John Musker
Produção executiva: John Lasseter
Produção: Osnat Shurer
Elenco: Vozes de: Auli´i Cravalho, Dwayne Johnson, Alan Tudyk, Phillipa Soo, Rachel House, Temuera Morrison, Jemaine Clement, Nicole Scherzinger
País: EUA
Estreia: 05/01/2017
Gênero: Animação, Aventura, Comédia
Duração: 113 minutos
Distribuidor: Walt Disney Studios
Classificação indicativa: livre
Sinopse: Há três mil anos, os melhores navegadores do mundo cruzaram o vasto Pacífico Sul e descobriram as ilhas da Oceania. Mas depois, por um milênio, as viagens pararam – e até hoje, ninguém sabe o porquê. Moana – Um Mar de Aventuras, do Walt Disney Animation Studios, traz para as telonas a história sobre uma adolescente polinésia de 16 anos (voz de Auli`i Cravalho na versão original) que se aventura pelo Oceano Pacífico para desvendar o mistério que envolve seus ancestrais. Durante esta grande aventura, ela encontra o espirituoso e poderoso semideus Maui (voz de Dwayne Johnson na versão original) e, juntos, eles embarcam em uma viagem cheia de ação, enfrentando criaturas inusitadas, algumas até ferozes, e muita diversão. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h10, 15h30, 18h, 20h30 (Sala 3)
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Passageiros
(Passengers, 2016)
Direção: Morten Tyldum
Produção executiva: Lynwood Spinks
Produção: Stephen Hamel, Michael Maher, Ori Marmur, Neal H. Moritz
Elenco: Jennifer Lawrence, Chris Pratt, Michael Sheen, Laurence Fishburne, Jamie Soricelli, Aurora Perrineau, Kimberly Battista, Shelby Taylor Mullins, Marie Burke
País: EUA
Estreia: 05/01/2017
Gênero: Aventura, Drama, Romance
Duração: 116 minutos
Distribuidor: Sony Pictures
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Jennifer Lawrence e Chris Pratt estrelam a esperada aventura sobre dois passageiros à bordo de uma espaçonave que os transporta para uma nova vida em um novo planeta. A viagem toma uma reviravolta mortal quando suas cápsulas de hibernação os acordam misteriosamente 90 anos antes que atinjam seu destino final. Enquanto Jim e Aurora tentam desvendar o mistério por trás desse defeito, eles começam a se apaixonar um pelo outro... relação que é ameaçada pelo colapso iminente da nave e pela descoberta da verdade por trás do verdadeiro motivo pelo qual eles foram acordados. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h, 16h30, 18h50 (Sala 4)
Legendado: 21h20 (Sala 4)
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Sing - Quem Canta Seus Males Espanta
(Sing, 2016)
Direção: Garth Jennings
Produção executiva: Dave Rosenbaum
Produção: Janet Healy, Christopher Meledandri
Elenco: Vozes de: Scarlett Johansson, Taron Egerton, Matthew McConaughey, Reese Witherspoon, Nick Offerman, Seth MacFarlane, John C. Reilly, Peter Serafinowicz
País: EUA
Estreia: 22/12/2016
Gênero: Animação, Comédia, Musical
Duração: 108 minutos
Distribuidor: Universal Pictures
Classificação indicativa: livre
Sinopse: Situado em um mundo como o nosso, mas inteiramente habitado por animais, SING – Quem Canta Seus Males Espanta traz Buster Moon (dublado pelo vencedor do Oscar Matthew McConaughey), um Coala que comanda um antigo grande teatro que hoje tem passado por tempos difíceis. Buster é um eterno otimista - ok, talvez um pouco desonesto - que ama seu teatro acima de tudo e fará de tudo para preservá-lo. Agora, enfrentando o desmoronamento/falência de seu teatro, ele terá uma última chance para restaurar sua joia produzindo a maior competição de canto do mundo. Cinco competidores de peso surgem: Um rato (Seth MacFarlane), uma elefoa adolescente tímida (Tori Kelly) com um enorme pânico do palco, uma mãe sobrecarregada (vencedora do Oscar® Reese Witherspoon) que cuida de sua ninhada de 25 leitões, um gorila jovem gangster (Taron Egerton) que procura não seguir os crimes de sua família, e um porco-espinho punk-rock (Scarlett Johansson), que luta para ter sucesso sozinha e deixar seu namorado arrogante de lado. Todos os animais chegam ao palco de Buster acreditando que esta é sua chance de mudar o curso de suas vidas. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h30 (Sala 5)
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Dominação
(Incarnate, 2015)
Direção: Brad Peyton
Produção executiva: Jeanette Brill, Stuart Ford, Matthew Kaplan, Charles Layton, Michael J. Luisi, Josh McGuire, Brad Peyton, Couper Samuelson
Produção: Jason Blum, Trevor Engelson, Michael Seitzman
Elenco: Aaron Eckhart, Carice van Houten, Catalina Sandino Moreno, David Mazouz, Keir O´Donnell, Matt Nable, Emily Jackson, Paul Vincent O´Connor
País: EUA
Estreia: 05/01/2017
Gênero: Terror, Thriller
Duração: 91 minutos
Distribuidor: PlayArte Pictures
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: Quando uma mãe solteira testemunha terríveis sintomas de possessão demoníaca em seu filho de 11 anos, um representante do Vaticano contata um cientista cadeirante, Dr. Seth Ember (Aaron Eckhart), que tem a capacidade de entrar no subconsciente de pessoas possuídas. Caberá ao Dr. Seth livrar a criança deste espírito maligno, que possui poderes nunca visto antes. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 20h50 (Sala 5)
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Invasão Zumbi
(Train to Busan, 2016)
Direção: Sang-ho Yeon
Elenco: Yoo Gong, Soo-an Kim, Yu-mi Jung, Dong-seok Ma, Woo-sik Choi, Eui-sung Kim
País: EUA
Estreia: 29/12/2016
Gênero: Ação, Terror
Duração: 120 minutos
Distribuidor: Paris Filmes
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: Um surto viral misterioso deixa a Coreia em estado de emergência. Como um vírus não identificado se alastra pelo país, o governo Coreano declara lei marcial. Todos que estão no trem expresso para Busan, uma cidade que defendeu com sucesso o surto viral. Agora eles devem lutar por sua própria sobrevivência! (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 15h50, 18h20 (Sala 5)
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Eu Fico Loko
(Eu Fico Loko, 2017)
Direção: Bruno Garotti
Elenco: Christian Figueiredo, Filipe Bragança, Giovanna Grigio, Isabella Moreira, Michel Joelsas, Alessandra Negrini, Marcello Airoldi, Suely Franco
Produção: Julio Uchôa
País: Brasil
Estreia: 12/01/2017
Gênero: Comédia
Duração: 92 minutos
Distribuidor: Downtown/Paris
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Você já conhece o Christian Figueiredo, um dos maiores youtubers do Brasil. Mas dia 12 de janeiro você vai conhecer a história por trás desse fenômeno da internet. Christian (Filipe Bragança) é um adolescente pouco popular na escola, que também não tem vida fácil em casa. Enquanto sofre bullying dos colegas e busca a sua própria identidade, ele se preocupa com o primeiro beijo, a primeira noite com uma garota... Christian também é um cinéfilo que grava paródias de filmes para colocar na Internet. Aos poucos, ele decide usar as redes sociais para contar as suas histórias de vida. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Filme nacional: 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 (Sala 6)
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Ingresso:
Valores Inteiros (exceto Sala 3D Digital):
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$14,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$ 18,00

Valores Inteiros para a Sala 3D Digital:
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$18,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$24,00.

Promoção:
De segunda a quarta-feira, todos os ingressos por R$ 7,00, exceto sessões 3D (R$9,00 + R$8,00 óculos)

No Cinema do Cariri Garden Shopping (Juazeiro do Norte-CE)
Site Orient Cinemas: http://www.orientcinemas.com.br/
Número de telefone do cinema: (88) 3571.8275.

Programação sujeita a alterações.

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

‘Pinóquio’ e ‘O Amor é Estranho’ serão exibidos no quarto dia de Mostra 21

Mostra 21 - O absurdo nos une, nos move (2017)
Curadoria e mediação: Elvis Pinheiro

Programação do dia 12 de janeiro de 2017 (quinta-feira):



14h, no Sesc Juazeiro:
Pinóquio
(Pinocchio, Dir. Hamilton Luske/Bem Sharpsteen, EUA, 1940, 88min)
Recebeu dois Oscar, um de melhor trilha sonora e outro de melhor canção. Tecnicamente perfeito e com facetas de sua história que ainda hoje nos marcam, tal como o nariz que cresce a cada mentira contada. Hoje, provavelmente, seria um filme banido por causa de cenas nada politicamente corretas para os dias atuais. Filme exibido no último Janela Internacional de Cinema do Recife. (Elvis Pinheiro)




19h, no Sesc Crato:
O Amor é Estranho
(Love is strange, Dir. Ira Sachs, EUA/França, 2014, 94min)
Depois de 40 anos vivendo juntos, eles resolvem se casar. Por conta da repercussão do casamento, um deles é imediatamente demitido. O resultado é terem que viver durante algum tempo, separados, na casa de amigos e parentes. Dois homens maduros que vão descobrir as dificuldades reais de se amar quando se está próximo ou distante demais. (Elvis Pinheiro)
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Sessões com entrada gratuita.
Para conferir a programação completa da Mostra 21, clique aqui.

Textos originalmente publicados na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 39, de janeiro de 2017 - Ed. Especial Mostra 21), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

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Oficina Teia de Histórias, com Elisabete Pacheco, no Crato



“A oficina pretende formar uma roda de conversas para tecer uma trajetória de histórias sobre o tema proposto, buscando levar os participantes a falar sobre suas experiências para que todos possam partilhar da experiência individual de cada participante e, desta maneira, possamos tecer as perspectivas da contação de histórias nos dias atuai e levarmos ao grupo fazer diversas experimentos com a turma pra podermos ver a performance de cada um enquanto contador de histórias. A oficina é direcionada para educadores socais, artistas e professores.” (sinopse da divulgação do evento)
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Oficina Teia de Histórias
Com Elisabete Pacheco
Dias 17 e 18 de janeiro de 2017, das 14h às 17h
No Colégio Municipal Pedro Felício
Crato-CE

Inscrição (clicar no link): https://goo.gl/forms/5FqnxQIZzt8ppfGm2

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Feira Cariri Criativo de janeiro de 2017



Feira Cariri Criativo
De 12 a 14 de janeiro de 2017, das 18h às 22h
Na RFFSA (Crato-CE)
Gratuito.

Programação:

12/01 (quinta-feira):
18h às 22h: Vinil com André Alcman
19h30: Poema na Feira, com lançamento do cordel Rede Globo e ocê, nada a vê, de Ulisses Germano

13/01 (sexta-feira):
18h30: Discotecagem com Alexandra Salvador
20h: Lançamento da Revista Satírika
20h30: Show com a banda Vai Acordar o Pivete

14/01 (sábado):
18h: Cine Arte Clube - Filme O Amor de Margarida
18h30: Discotecagem com Davi Renan
20h30: Show com a banda Natabela.

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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Roda de conversa ‘Amor, o absurdo desejado’ e filme ‘Vício Inerente’ no terceiro dia de Mostra 21

Mostra 21 - O absurdo nos une, nos move (2017)
Curadoria e mediação: Elvis Pinheiro

Programação do dia 11 de janeiro de 2017 (quarta-feira):

11/01 (qua), 14h, no Sesc Juazeiro:
Amor, o absurdo desejado (Roda de conversa conduzida por Elandia Duarte)
O amor, ânsia individual e coletiva. Imposição social, busca e vontade individual que se completa quando encontra outra busca idêntica. Transbordamento poético, preenchimento humano concreto. Solidez cotidiano que se consolida no absurdo tangível do hoje, do agora, do já, mesmo querendo ser sempre. Um olhar sobre o amor visto através das lentas reluzentes do cinema que vai além do comum. O cinema que se faz absurdamente real e humano. O cinema que confunde pra explicar, que cega pra iluminar, feito a nossa busca incessante de amor, feito nossa vontade de ser gente, de ser mais, de ser infinito tendo algum outro conosco, pra partilhar a experiência surreal de viver nesse mundo cão.

Proposta de Roda de conversa, que terá como embasamento poetas como Manoel de barros, Hilda Hilst, Drummond, teóricos do cinema como Truffaut e Bazin, e filmes como: The lobster, Os sentidos do amor, A espuma dos dias, entre outros.



 
11/01 (qua), 19h, no Sesc Juazeiro:
Vício Inerente (Inherent vice, Dir. Paul Thomas Anderson, EUA, 2014, 148min)
Quem já leu alguma das obras literárias do recluso escritor norte-americano Thomas Pynchon já poderia sentir o desafio que o premiado diretor Paul Thomas Anderson teria pela frente quando resolveu adaptar uma delas para o cinema. Lançada em 2009, Vício Inerente é mais uma daquelas obras literárias cheias de conspirações, sarcasmos e digressões que a imaginação de Pynchon vem destilando desde o final da década de 60; e creio eu, a obra mais palatável dele para uma adaptação cinematográfica. Contando com um elenco encabeçado pelo excelente ator Joaquin Phoenix, a trama adaptada na década de 70 narra a investigação do detetive Larry "Doc" Sportello (Phoenix) em busca do paradeiro de sua ex-namorada e de um empresário da indústria imobiliária. Prepare-se então para um desfile verborrágico e lisérgico à cultura hippie norte-americana com direito a belos planos-sequências, um figurino estiloso e um charmoso clima de filme noir. (Wendell Borges)
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Sessões com entrada gratuita.
Para conferir a programação completa da Mostra 21, clique aqui.

Textos originalmente publicados na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 39, de janeiro de 2017 - Ed. Especial Mostra 21), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Show de Dani Black no Crato



Sesc Sonoridades
Show com Dani Black
Quarta-feira, 11 de janeiro de 2017, 19h
No Teatro Adalberto Vamozi
Sesc Crato-CE
Entrada gratuita.

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Sessões com ‘O Mágico de Oz’ e ‘Heli’ no segundo dia da Mostra 21

Mostra 21 - O absurdo nos une, nos move (2017)
Curadoria e mediação: Elvis Pinheiro

Programação do dia 10 de janeiro de 2017 (terça):



14h, no Sesc Juazeiro:
O Mágico de Oz (The wizard of Oz, Dir. Victor Fleming/Richard Thorpe/King Vidor, EUA, 1939, 101min)
Em 1939, Victor Fleming adaptou para o cinema a obra de L. Frank Baum, The wizard of Oz (1900) – no Brasil, O mágico de Oz. A protagonista, Dorothy, é levada por um tornado para uma terra mágica e, na tentativa de voltar para seu lar, ela é informada de que precisa encontrar-se com o grande mágico de Oz na Cidade das Esmeraldas, pois somente assim ela poderia realizar seu desejo.  

Em sua jornada, Dorothy encontra-se com personagens que, assim como ela, também têm um desejo a realizar: o espantalho busca um cérebro, o homem de lata busca um coração e o leão covarde busca coragem. Nesta caminhada, somos apresentados à marcante trilha sonora do filme e a acontecimentos que nos instigam a refletir sobre temas diversos e que podem nos comover profundamente. 

Indicado a seis Óscar, esse filme venceu nas categorias Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original. A canção “Over the rainbow” é considerada uma das mais belas do cinema, e tem sido amplamente revisitada em gravações as mais diversas. Os muitos problemas de produção não afetaram a qualidade desse filme considerado um dos maiores filmes de todos os tempos. De acordo com a Greatest Movie Musicals, do American Film Institute, que em 2006 apresentou uma lista dos 25 maiores filmes musicais, O mágico de Oz ocupa o terceiro lugar da lista. 

Esse filme é grandioso esteticamente e, sobretudo, pelas reflexões que suscita. Dentre as frases de efeito marcantes, que localizamos em seus diálogos mais que criativos, destacamos a que é dita pelo mágico de Oz ao homem de lata, por ocasião da entrega do coração que este tanto queria: “Um coração não se julga por quanto você ama, mas por quanto você é amado pelos outros”. (Émerson Cardoso)




19h, no Sesc Crato:
Heli (Heli, Dir. Amat Escalante, México, 2013, 105min)
Filme vencedor da Palma de Ouro de Melhor Diretor no Festival de Cannes de 2013. Das mãos de Amat Escalante vem um filme tenso do início ao fim que mostra a crueldade do narcotráfico. Cenas bastante fortes e que o deixa entre aqueles filmes que lembramos pela violência que carregam. Mas não se engane, ele diz muito mais do que late. (Elvis Pinheiro)
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Sessões com entrada gratuita.
Para conferir a programação completa da Mostra 21, clique aqui.

Textos originalmente publicados na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 39, de janeiro de 2017 - Ed. Especial Mostra 21), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

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‘Aquarius’ e ‘Branca de Neve e os Sete Anões’ no primeiro dia da Mostra 21



Mostra 21 - O absurdo nos une, nos move (2017)
Curadoria e mediação: Elvis Pinheiro

Programação do dia de abertura, 09 de janeiro de 2017 (seg):



14h, no Sesc Juazeiro:
Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the seven dwarfs, Dir. David Hand, EUA, 1937, 83min)
Em 2017, Branca de Neve e os Sete Anões completa 80 anos. Uma animação primorosa, que em dados atualizados é a décima maior bilheteria nos EUA. Um desenho rico em profundidade de campo como nunca se tinha visto até então. Uma história simples, mas de canções marcantes. E um modelo de bruxa que se repete como modelo até hoje. É o primeiro filme a ser exibido na MOSTRA 21 antes da abertura oficial à note. (Elvis Pinheiro)




18h, no Sesc Juazeiro:
Coquetel de abertura da Mostra 21 e início da distribuição de ingressos (gratuitos).

19h, no Sesc Juazeiro:
Aquarius (Aquarius, Dir. Kleber Mendonça Filho, Brasil, 2016, 142min)
Já na noite de estreia da MOSTRA 21 nos é apresentado Aquarius, talvez o filme brasileiro de maior relevância, ou polêmica, no atual contexto político que vivemos. Sônia Braga empresta sua personalidade forte e marcante para Clara, uma jornalista que mora em um prédio antigo na praia de Boa Viagem e que está destinado a ser demolido por uma construtora. Clara é movida por sutilezas, música, afetos. Ela se apega à história das coisas e seu apartamento é carregado de memórias. Imaginar perdê-lo move sua luta. Tive a oportunidade de ver esse filme em Recife, a cidade de Clara, que para mim também é carregada de memórias e emoções. (Virgínia Macedo)
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Sessões com entrada gratuita.
Para conferir a programação completa da Mostra 21, clique aqui.

Textos originalmente publicados na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 39, de janeiro de 2017 - Ed. Especial Mostra 21), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

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domingo, 8 de janeiro de 2017

Sobre a música ‘Heroes’, composição de David Bowie e Brian Eno



“Aos 29 anos, David Bowie não foi certamente o primeiro — nem seria o último — astro pop a fugir de Los Angeles, exausto pelos excessos. ‘A vida em Los Angeles me deixou com uma sensação horrível de mau presságio’, disse ele recentemente. ‘Eu tinha, várias vezes, chegado à beira daquela tragédia causada pelas drogas, e era essencial fazer algo de positivo.’

Após lançar seu álbum Young Americans (que o próprio Bowie descreveu como soul de plástico, ele encontrou refúgio em Berlim. Bowie sentia uma afinidade com aquela cidade expressionista (com Max Reinhardt e Bertolt Brecht); além do mais, a vida era barata (ele estava duro); o anonimato garantido.

Naquela cidade tão dividida, Bowie criaria sua trilogia de Berlim (Low, Heroes e Lodger) e sua canção mais regravada, ‘Heroes’. Enquanto Low foi gravado no supostamente assombrado Château d’Hérouville, Heroes foi feito com Tony Visconti e Brian Eno, no Hansa Studio 2, que ficava ao lado do bem guardado muro de Berlim. Apesar de toda a desolação em torno, as gravações se deram num clima feliz, Bowie e Eno tendo ‘acessos frequentes de riso, como garotos de escola’, e fazendo imitações de ídolos cômicos, como Peter Cooke e Dudley Moore.

‘Heroes’ começa como se já estivesse na metade: com o piano a toda, os saxes nas alturas e a guitarra de Robert Fripp injetando gás. A canção quase explode quando David Bowie descreve dois amantes se encontrando junto ao Muro (‘As metralhadores disparavam sobre nossas cabeças / E nos beijávamos / Como se nada pudesse ruir’). Embora fosse segredo na época, os amantes eram na verdade Visconti (que ainda era casado) e a nova namorada. Bowie se recorda: ‘era emocionante, porque eu via que ele estava muito apaixonado por aquela garota’. Até hoje, ‘Heroes’ permanece a expressão musical perfeita da rebeldia romântica.”
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Sophie Harris, no livro 1001 músicas para ouvir antes de morrer (Editora Sextante, 2012).

Compositores | David Bowie, Brian Eno
Produtores | Tony Visconti, David Bowie
Selo | RCA
Álbum | Heroes (1977)

“São aqueles dois acordes especiais. Uma coisa tipo 'Waiting for the Man'” (John Cale, 2008)

‘Heroes’ completa 40 anos de lançamento no dia 23 de setembro de 2017 (música lançada no dia 23 de setembro de 1977).

“Heroes”: