sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

‘De Tanto Bater, Meu Coração Parou’, filme de Jacques Audiard, na Mostra 21


 

Uma ode à busca
(sobre De Tanto Bater, Meu Coração Parou)

por Elandia Duarte

A vida engole nossos sonhos e engole de tal forma que, às vezes, é difícil respirar, viver. Algumas vezes de tão violenta nos tritura em milhões de pedaços vazios e vivemos sendo apenas estilhaços de sonhos não alcançados. Outras vezes pela nossa teimosia e insistência em querer realizar desejos e vontades, conseguimos fazer com que ela nos vomite, nos ponha para fora do cotidiano absurdo e nos devolva a nós mesmos. Mas isso tem um custo. A vida é vingativa. Eu sou o Tom. E de certa forma e em certa medida todos nós o somos. Sugados pela correria cotidiana, pela rotina diária. Tendo que equilibrar anseios e vazios. Mas também sou, somos a música que perpassa e acompanho todo o caminho do nosso protagonista. Somos a alegria de amor nascendo, chuva molhando o rosto cansado. Abraço apertado de pai saudoso. Assim como o Tom, eu sou uma busca incessante de que meu coração veja sempre e sempre tanta beleza que pare de bater, e adormeça, para que no instante seguinte volte a bater mais forte e mais completo.
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme De Tanto Bater, Meu Coração Parou
Ficha técnica:
Título original: De battre mon cœur s'est arrêté
Direção: Jacques Audiard
Roteiro: Tonino Benacquista, Jacques Audiard
Elenco: Romain Duris, Aure Atika, Emmanuelle Devos, Niels Arestrup, Jonathan Zaccaï, Linh Dan Pham, Mélanie Laurent, Anton Yakovlev, Gilles Cohen, Sandy Whitelaw, Emmanuel Finkiel
Duração: 108 minutos
Ano: 2005
País de origem: França

“Jovem está para decidir-se entre a carreira do pai ou uma outra vocação.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 23 de janeiro de 2016, às 17h30
No Auditório do CCBNB Cariri (Juazeiro do Norte-CE). Entrada gratuita.

Para ver a programação completa da Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé, clique aqui!

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Inês Brasil, Daniel Peixoto e outras diversas atrações em festa no Crato



Me Chama Que Eu Vou
Inês Brasil no Cariri
E mais: Daniel Peixoto, Saullo Berker, DJ Almir Junior Gonçalves x DJ Anderson Angelo, DJ Davi Moreira x DJ Rebeca Freitas Freitas, DJ Iago Marinho Part. Fê Marques, DJ Charlenne Campos, DJ Valentinna Lenz, DJ Danyel Barros - Part. Max Rodrigues, Gold Máfia.
Hostess: Maya Vandford & Chanel Oberlin
Sábado, 23 de janeiro de 2016, 21h
Na PY Club (Crato-CE)
Ingressos antecipados:
Avalon Locadora (Juazeiro do Norte-CE), Loja Colcci (Cariri Garden Shopping), Loja Trilha Sonora (Crato).
Mais informações (whatsapp): (88) 9.9635.6622.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

‘Lunar’, filme de Duncan Jones, em exibição na Mostra 21



Diálogo de solidão na lua
(sobre Lunar)

por Alan Samuel

Uma parte considerável das pessoas “nessa ogiva azul imensa” segue o conselho socrático e busca por autoconhecimento e uma parte considerável dessa parte considerável não gosta do que encontra. Digamos que você, a duras penas, triunfe sobre si mesmo e consiga encontrar-se; o que fazer agora com Isso que é você e que você sempre chamou de Eu? Se você pertence a essa parte da humanidade que busca conhecer-se provavelmente encontrar-se-á de fronte a esse paradoxo da existência algum dia. Para alguns desafortunados esse “auto-encontro” carece de sutileza, mas, justamente por isso, é uma experiência ainda mais arrebatadora. É o que acontece com Sam Bell (Sam Rockwell) em Lunar (Moon, 2009) uma ficção científica sem precedentes. Esqueça os clichês de salvar a si mesmo e/ou a humanidade, nesse filme o que está em jogo é a consciência torpemente manipulada, a lavagem cerebral nossa de cada dia. Lunar é uma distopia da docilização dos corpos no momento da transição para docilização das mentes. Mas não precisa se preocupar com o pobre Sam, o processo é indolor, imperceptível e tão bem arquitetado que já acontece no mundo real e continuamos seguindo nossas felicíssimas vidas sem desconfiar da existência dos fios/correntes.
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Lunar
Ficha técnica:
Título original: Moon
Direção: Duncan Jones
Roteiro: Nathan Parker, Duncan Jones
Elenco: Sam Rockwell, Kevin Spacey (voz), Dominique McElligott, Kaya Scodelario, Benedict Wong, Matt Berry, Malcolm Stewart, Robin Chalk
Duração: 97 minutos
Ano: 2009
País de origem: Reino Unido

“Astronauta há três anos vivendo sozinho na Lua está prestes a retornar para casa.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na sexta-feira, 22 de janeiro de 2016, às 19h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

Para ver a programação completa da Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé, clique aqui!

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‘Notas Sobre Um Escândalo’, filme de Richard Eyre, em exibição na Mostra 21



sobre Notas Sobre Um Escândalo

por Luís André Bezerra

Em 2015, no Grupo de Estudos Sétima de Cinema, lemos o livro Cinefilia, de Antoine de Baecque. Dentre várias importantes passagens, destaco uma que fala sobre o efeito causado pelo filme Monika e o Desejo (de Ingmar Bergman, 1953). Na película um “plano-olhar” entrou para a história da sétima arte, quando a protagonista, após subverter várias das regras comumente impostas a uma “moça de respeito, cumpridora dos bons costumes”, encara o espectador por “eternos 30 segundos”, como se questionasse: “com que direito me julgas?”.

Tal lembrança pode servir como mote para pensarmos Notas sobre um escândalo com um olhar que supere maniqueísmos. A experiência recente de rever esse filme despertou muito mais perguntas do que respostas: confiar e/ou guardar um segredo seria realmente uma prova de amizade?; devemos julgar uma experiente professora rígida e solitária como uma megera autoritária?; ver de maneira hostil os relacionamentos amorosos de outras pessoas se justifica por desejos sexuais reprimidos?; e o que pensar de uma insegura mãe de família que põe em risco o relacionamento com o marido e os filhos por alguma aventura sexual proibida (e criminosa)?

Diante dessas e tantas outras questões, o filme parece evocar o olhar de Monika (do filme de Bargman), que ainda afronta o julgamento dos outros. Afinal de contas, o problema seria cometer o pecado ou quando esse deixa de ser segredo e ganha repercussão midiática? E mais: quando se pode ter certeza de que somos pedra ou vidraça? Formule suas próprias perguntas — e/ou respostas, se as tiver — ao ver as brilhantes atuações de Cate Blanchett e Judi Dench. Também destaco a trilha sonora de Philip Glass.
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Notas Sobre Um Escândalo
Ficha técnica:
Título original: Notes on a Scandal
Direção: Richard Eyre
Roteiro: Patrick Marber
Elenco: Judi Dench, Cate Blanchett, Bill Nighy, Andrew Simpson, Tom Georgeson, Michael Maloney, Joanna Scanlan, Shaun Parkes, Emma Williams, Phil Davis
Duração: 92 minutos
Ano: 2006
País de origem: Reino Unido

“Professora novata se envolve com seu aluno adolescente.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na sexta-feira, 22 de janeiro de 2016, às 14h
No CEU Joaquim Mulato (Parque da Cidade de Barbalha-CE). Entrada gratuita.

Para ver a programação completa da Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé, clique aqui!

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Programação Orient Cinemas Cariri Shopping - de 21/01 a 27/01/2016

Snoopy & Charlie Brown - Peanuts, O Filme
(The Peanuts Movie, 2015)
Direção: Steve Martino
Elenco: Vozes de: Bill Melendez, Noah Schnapp, Francesca Capaldi, Venus Schultheis, Mariel Sheets, Madisyn Shipman, Noah Johnston, Hadley Belle Miller
Produção: Paul Feig, Bryan Schulz, Graig Schulz, Michael J. Travers, Cornelius Uliano
País: EUA
Gênero: Animação, Aventura, Comédia
Duração: 88 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Classificação indicativa: livre
Sinopse: Snoopy, o beagle mais amado do mundo – e claro, piloto – embarca em sua maior missão até hoje, quando ele alcança o céu atrás de seu arqui-inimigo, o Barão Vermelho, enquanto seu melhor amigo, Charlie Brown, inicia a sua própria missão épica. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h40, 16h40, 18h40 (Sala 1)
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Star Wars: Episódio VII - O Despertar da Força
(Star Wars: Episode VII - The Force Awakens, 2015)
Direção: J.J. Abrams
Produção: J.J. Abrams, Bryan Burk, Kathleen Kennedy
Elenco: Harrison Ford, Carrie Fisher, Domhnall Gleeson, John Boyega, Mark Hamill, Adam Driver, Oscar Isaac, Andy Serkis, Peter Mayhew
País: EUA
Gênero: Ação, Aventura, Ficção-científica
Duração: 136 minutos
Distribuidor: Walt Disney Studios
Classificação etária: 12 anos
Sinopse: No sexto capítulo da franquia, Star Wars: Episódio VI - O Retorno de Jedi (1983), Luke Skywalker (Mark Hamill) consegue fazer com que Darth Vader encontre o seu lado bom e elimine o Imperador Palpatine na segunda Estrela da Morte. Trinta anos se passam e Luke volta a unir forças com Princesa Leia (Carrie Fisher), Han Solo (Harrison Ford), Chewbacca (Peter Mayhew) e os robôs C-3PO (Anthony Daniels) e R2-D2 (Kenny Baker) para uma nova aventura espacial na disputa pela Força. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 20h40 (Sala 1)
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A 5ª Onda
(The 5th Wave, 2016)
Direção: J Blakeson
Produção executiva: Richard Middleton, Denis O´Sullivan
Produção: Tim Headington, Graham King, Tobey Maguire, Matthew Plouffe
Elenco: Chloë Grace Moretz, Maika Monroe, Maggie Siff, Tony Revolori, Liev Schreiber, Nick Robinson, Ron Livingston
País: EUA
Gênero: Aventura, Ficção-científica, Thriller
Duração: 112 minutos
Distribuidor: Sony Pictures
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: No novo filme A 5ª Onda, quatro ondas consecutivas de ataques cada vez mais mortais dizimaram boa parte do planeta Terra. Vivendo em um ambiente de medo e desconfiança, Cassie (Chloë Grace Moretz) está em uma corrida desesperada na tentativa de salvar seu irmão menor. Enquanto ela se prepara para a inevitável e letal quinta onda, Cassie se alia à um jovem rapaz que pode ser sua esperança final – se ao menos ela pudesse confiar nele. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 15h30, 18h (Sala 2)
Legendado: 20h30 (Sala 2)
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Creed: Nascido Para Lutar
(Creed, 2016)
Direção: Ryan Coogler
Elenco: Sylvester Stallone, Michael B. Jordan, Tessa Thompson, Phylicia Rashad, Andre Ward, Tony Bellew, Ritchie Coster, Jacob `Stitch´ Duran, Graham McTavish
Produção executiva: Nicolas Stern
Produção: Robert Chartoff, William Chartoff, Sylvester Stallone, Kevin King Templeton, David Winkler, Irwin Winkler, Charles Winkler
País: EUA
Gênero: Drama, Esporte
Duração: 133 minutos
Distribuidor: Warner Bros.
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Adonis Johnson (Jordan) nunca conheceu seu famoso pai, o campeão mundial peso-pesado Apollo Creed, que morreu antes dele nascer. Ainda assim, é inegável que o boxe está em seu sangue, então Adonis vai para Philadelphia, o local da lendária luta de Apollo Creed contra um aguerrido novato chamado Rocky Balboa. Já na Cidade do Amor Fraternal, Adonis encontra Rocky (Stallone) e pede para que ele seja seu treinador. Apesar de sua insistência em se afastar do mundo das lutas por bons motivos, Rocky enxerga em Adonis a força e a determinação que ele conheceu em Apollo - seu feroz rival que acabou se tornando seu melhor amigo. Concordando em ajuda-lo, Rocky treina o jovem lutador, mesmo que para isso o antigo campeão tenha que desafiar um oponente mais mortal do que qualquer um que ele já tenha enfrentado no ringue. Com Rocky em seu corner, não demora muito para que Adonis tenha sua chance de disputar o título… mas será que ele pode desenvolver não somente o jeito, mas também o coração de um verdadeiro lutador a tempo de entrar no ringue? (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h30, 17h20 (Sala 3)
Legendado: 20h10 (Sala 3)
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O Bom Dinossauro
(The Good Dinosaur, 2013)
Direção: Peter Sohn
Elenco: Vozes de: Judy Greer, Neil Patrick Harris, Bill Hader, Frances McDormand, John Lithgow, Lucas Neff, Estelle Yves, Adam Stedman
Produção executiva: John Lasseter, Andrew Stanton, Lee Unkrich
Produção: Denise Ream
País: EUA
Gênero: Ação, Animação, Comédia, Família
Duração: 93 minutos
Distribuidor: Walt Disney Studios
Classificação indicativa: livre
Sinopse: E se o asteroide que mudou para sempre a vida na Terra não tivesse atingido o planeta e os dinossauros nunca tivessem sido extintos, como seria a relação entre dinossauros e humanos? A Disney·Pixar leva você para uma aventura nada jurássica, onde a dupla de amigos improváveis, Arlo e Spot, irá vivenciar uma historia de ação e humor. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h20, 16h30, 18h40 (Sala 4)
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A Grande Aposta
(The Big Short, 2016)
Direção: Adam McKay
Produção executiva: Louise Rosner-Meyer, Kevin Messick
Produção: Brad Pitt, Dede Gardner, Jeremy Kleiner, Arnon Milchan
Elenco: Brad Pitt, Christian Bale, Karen Gillan, Ryan Gosling, Selena Gomez, Marisa Tomei, Steve Carell, Melissa Leo, Finn Wittrock
País: EUA
Gênero: Drama
Duração: 130 minutos
Distribuidor: Paramount Pictures
Classificação etária: 14 anos
Sinopse: Inspirado no livro homônimo, o filme estrelado por Brad Pitt narra a história de um empresário que conseguiu um lucro recorde em suas empresas - mesmo na crise que abalou o sistema imobiliário e, consequentemente, a economia dos Estados Unidos na década de 2000. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Legendado: 20h50 (Sala 4)
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Alvin e os Esquilos: Na Estrada
(Alvin and the Chipmunks: The Road Chip, 2015)
Direção: Walt Becker
Produção executiva: Caroline MacVicar
Produção: Ross Bagdasarian Jr., Janice Karman
Elenco: Kaley Cuoco (voz), Bella Thorne, Anna Faris (voz), Christina Applegate (voz), Matthew Gray Gubler (voz), Jason Lee, Tony Hale, Justin Long (voz), Jesse McCartney (voz)
País: EUA
Gênero: Animação, Aventura, Comédia
Duração: 86 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Classificação indicativa: livre
Sinopse: Por uma série de mal-entendidos, Alvin, Simon e Theodore passam a acreditar que Dave vai pedir a mão de sua nova namorada em Nova York… e abandoná-los. Eles têm três dias para alcançá-lo e impedí-lo de fazer o pedido, salvando-os não só de perder Dave, mas possivelmente de ganhar um meio-irmão terrível. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 15h, 17h (Sala 5)
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Vai que dá Certo 2
(Vai que dá Certo 2, 2015)
Direção: Maurício Farias, Calvito Leal
Elenco: Fabio Porchat Danton Mello, Lucio Mauro Filho, Natália Lage, Felipe Abib, Veronica Debom, Vladimir Brichta
Produção executiva: Silvia Fraiha, Veruschka Bauerle
Produção: Silvia Fraiha, Maurício Farias
País: Brasil
Gênero: Comédia
Duração: 100 minutos
Distribuidor: Imagem Filmes
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: Depois de quase ficarem ricos com um plano quase perfeito e genial, Amaral (Fábio Porchat), Rodrigo (Danton Mello) e Tonico (Felipe Abib) estão precisando de grana mais do que nunca. A crise aumenta ainda mais quando Jaqueline (Natália Lage) aceita casar com um deles. Quando um DVD com cenas comprometedoras cai nas mãos de Danilo (Lúcio Mauro Filho), surge a grande chance de virar o jogo. O sonho de faturarem uma bolada tem apenas alguns obstáculos: um malandro capaz de tudo pra se dar bem (Vladimir Brichta), uma prima periguete e perigosa (Verônica Debom) e dois policiais nada federais. Agora é só seguir o plano cuidadosamente improvisado por eles, que dessa vez não tem como dar errado! (para assistir ao trailer, clique aqui)

Filme nacional: 19h, 21h10 (Sala 5)
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Reza a Lenda
(Reza a Lenda, 2014)
Direção: Homero Olivetto
Elenco: Cauã Reymond, Sophie Charlotte, Luisa Arraes, Humberto Martins, Jesuíta Barbosa, Nanego Lira
Produção executiva: Bianca Vilar, Júlia Bock
Produção: Kiki Lavigne, Bianca Villar, Fernando Fraiha, Karen Castanho, Homero Olivetto
País: Brasil
Gênero: Ação, Romance
Duração: 100 minutos
Distribuidor: Imagem Filmes
Classificação etária: 14 anos
Sinopse: Em uma terra sem lei, a sorte favorece apenas os mais fortes e corajosos. Ara (Cauã Reymond), um homem de ação e poucas palavras, é o líder de um bando de motoqueiros armados que acredita em uma antiga lenda capaz de devolver justiça e liberdade ao povo da região. Quando realizam um ousado roubo, acabam despertando a fúria do poderoso Tenório (Humberto Martins). Agora, Tenório vai concentrar todas as suas forças em uma perseguição para destruir o bando de Ara e recuperar aquilo que acredita ser seu por direito. Durante a perseguição, a jovem Laura (Luisa Arraes) é resgatada de um acidente e tem que seguir o bando contra a sua vontade, despertando ciúmes em Severina (Sophie Charlotte), companheira de Ara. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Filme nacional: 14h50, 16h50, 18h50, 21h (Sala 6)
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Ingresso:
Valores Inteiros (exceto Sala 3D Digital):
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$14,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$ 18,00

Valores Inteiros para a Sala 3D Digital:
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$18,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$24,00.

Promoção:
De segunda a quarta-feira, todos os ingressos por R$ 7,00, exceto sessões 3D (R$9,00 + R$8,00 óculos)

No Cinema do Cariri Garden Shopping (Juazeiro do Norte-CE)
Site Orient Cinemas: http://www.orientcinemas.com.br/
Número de telefone do cinema: (88) 3571.8275.

Programação sujeita a alterações.

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Cine Fest em Juazeiro: grande festa dançante na reta final da Mostra 21



Cine Fest
Grande festa dançante na reta final da Mostra 21
Com os DJs: Di Linard, Iago Marinho, Fê Marques, Hitch, Márcio Luke e Deh Lirium
Sexta-feira, 29 de janeiro de 2016, a partir das 22h
No Teatro Marquise Branca - Juazeiro do Norte-CE
Ingresso: R$10,00 + 1kg de alimento
Assistindo a 10 sessões da Mostra 21, a entrada é apenas 1kg de alimento
Ponto de venda: Avalon Locadora (Juazeiro).

Para ver a programação completa da Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé, clique aqui!

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Aécio Ramos apresenta show ‘Cordas e Acordes’ em Juazeiro do Norte



“Aécio Ramos é o pseudônimo de Aécio Rodrigues de Oliveira. Aos dez anos de idade fez seu primeiro instrumento - um violão feito com tala de côco babaçu. Catando e vendendo lixo, conseguiu comprar nessa mesma época um velho violão; aprendendo a tocar observando os tocadores nos bares do seu bairro, anotando os desenhos dos acordes em pedaços de papel, e com a ajuda de seu pai que lhe explicava o nome das cordas e das notas.

Músico, compositor, luthier, ator, dentre outros, Aécio passou sua juventude entre músicos, fez um curso de violão por correspondência e se apresentou nas noites de São Paulo e Rio de janeiro por 12 anos consecutivos. Em 1988 Aécio volta ao Crato, e em 1999 grava seu primeiro CD, Espaço, com todas as letras e músicas de sua autoria. Com seu potencial de menestrel, de lira poética e profética, Aécio tem voz marcante e é um artista respeitado na região do Cariri, principalmente na cidade do Crato, onde mora e trabalha. Atualmente, Aécio Ramos conta em sua trajetória artístico/musical com mais de 350 composições, com 2 CDs, Espaço e Fogo de Menina.” (sinopse da divulgação do evento)
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Música Vocal
Show Cordas e Acordes, com Aécio Ramos
Sexta-feira, 22 de janeiro de 2016, 19h30
No Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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‘Melancolia’, filme de Lars von Trier, em exibição na Mostra 21



“Às vezes, eu te odeio tanto, Justine”
(sobre Melancolia)

por Alan Samuel

Teste surpresa: sua irmã tem episódios recorrentes de depressão, é noiva de um cara simplório e melindrado, que interpreta a tristeza patológica dela como má vontade e birra, é assediada num trabalho horroroso por um chefe cretino e seus pais não são nada exemplares (sua mãe vive amargurada, azedando os ambientes por onde passa e seu pai é, na melhor das hipóteses, evasivo); o que você faz? A: Procura ajuda psicológica ou psiquiátrica para sua irmã. B: Manda tudo pro inferno e vai viver sua vida com seu marido rico e filho. ou C: Promove uma megalomaníaca festa de casamento com todas essas famigeradas figuras presentes para sua irmã ficar feliz. Se você escolheu a letra “C”, parabéns! Você é tão desajuizado quanto a Claire (Charlotte Gainsbourg) no filme mais “família” de Lars Von Trier, um desfile de sentimentos desagradáveis e estados de espírito (de porco) cinzentos: solidão... tristeza... ódio... inércia... morte... Melancolia (Melancholia, 2011).
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Melancolia
Ficha técnica:
Título original: Melancholia
Direção e roteiro: Lars von Trier
Elenco: Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland, Charlotte Rampling, John Hurt, Alexander Skarsgård, Stellan Skarsgård, Brady Corbet, Udo Kier, Cameron Spurr
Duração: 136 minutos
Ano: 2011
Países de origem: Alemanha, Dinamarca, França, Suécia

“Uma noiva e suas decisões e um novo planeta chamado Melancolia.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na quinta-feira, 21 de janeiro de 2016, às 19h
No Sesc Juazeiro do Norte-CE. Entrada gratuita.

Para ver a programação completa da Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé, clique aqui!

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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Corpo de Baile’ – Tu leu Buriti?



por Harlon Homem de Lacerda

Uma grande amiga me apresentou Guimarães Rosa e ela, que não tem pena de mim, foi logo mandando eu ler Campo Geral. Li numa noite e liguei pra ela assim que terminei: “Nega, que livro massa da porra! Tô chorando aqui!”. Ela sorriu e disse (acho que foi isso, pelo menos é a cara dela): “Chore, meu amigo, chore bem muito! Esse livro é tudo de lindo!”. Anos depois lá estava eu inventando de estudar a ficção completa de Guimarães, coisa que ela já tinha feito, e, num bar, eu perguntei: “Nega, tu se ligou que o Miguel de Buriti é Miguilim de Campo Geral?”. Ela disse: “Eu não...”. Até hoje, eu pergunto (e mais alguns amigos que estavam à mesa naquele dia): “Nega, tu já leu Buriti?” Só pra infernizar a vida dela um pouquinho.

Mas, Miguel nem é a personagem principal de Buriti. A Nega não precisa nem se preocupar por não ter lembrado isso, por que a personagem principal não é Miguel, é o Buriti. A árvore, o “pau enorme” pra lembrarmos a música “A Terceira Margem do Rio”, de Caetano Veloso e Milton Nascimento. O Buriti, falo gigantesco, é quem determina a vida no Buriti Bom, é quem medeia as relações entre as personagens, é quem, ereto, assume a vigilância das manias de cada morador do lugar quando à noite despem-se de seus diurnos trajes morais e entregam-se às necessidades do desejo, da carne e do gozo.

Fora e dentro desse diálogo entre o dia e a noite, destaca-se uma personagem: aquele que escuta todos os sons da noite, o chefe Zequiel.

O chefe Zequiel, ele pode dizer, sem errar, qual é qualquer ruído da noite, mesmo o mais tênue. – “É bem. Ele há-de estar ouvindo, está lá no moinho, deitado mas acordado, a noite inteira, coitado, sofre e um pavor, não tem repouso. Que sabe, na cidade, algum doutor não achava um remédio pra ele, um calmante?” Aziago, o Chefe Zequiel espera um inimigo, que desconhece, escuta até aos fundos da noite, escuta as minhocas dentro da terra. Assunta, o que tem de observar, para ele a noite é um estudo terrível. (Ficção Completa. 2009; p. 702, volume I)

Esse inimigo terrível é o que pode ser? O que diremos é que só o Chefe Zequiel escutava o vento que “aeiouava”. Ele é o que detinha os segredos de todos, todos, todos os seres noturnos. Inclusive aqueles que durante o dia eram a santa e feia, a comportada, a esposa, o fazendeiro, a mulher abandonada e que, à noite transformavam-se. O certo é que no Buriti a pulsão sexual, a pulsão de morte e vida está num constante movimento simbólico sobre o qual se debruçaram vários críticos da ficção rosiana, como Luiz Roncari.

Na obra rosiana, fechando o ciclo de novelas de Corpo de Baile, Buriti, encerra o símbolo dos campos gerais, a árvore seminal, o lugar sagrado das noites do sertão. Junto com Dão Lalalão temos dois textos com um acento de erotismo não visto em Sagarana e fazendo com que o Corpo de Baile seja uma visão mais vertical do sertanejo e de suas vontades. Assim, concluímos a segunda obra de João Guimarães Rosa. Nosso próximo encontro é no Grande Sertão, é no alpendre de Sêo Riobaldo, o fazendeiro do Urucuia.

Não poderíamos terminar essa coluna sem dirigir uma questão à minha amiga Elandia: “Nega, tu leu Buriti?”.
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Harlon Homem de Lacerda é Mestre em Letras pela UFPB e Professor de Literatura Brasileira da Universidade Estadual do Piauí (UESPI - Oeiras). E-mail: harlon.lacerda@gmail.com.

Outros textos da coluna “Perspectivas do alheio” no blog O Berro:
- Perspectivas do Alheio – 01 ano
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Corpo de Baile’ – Jiní
- Dossiê João Guimarães Rosa – Cara-de-bronze: ‘Duas coisas’
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Corpo de Baile’ – Conta quem conta
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Corpo de Baile’ – O vaqueiro minino
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Corpo de Baile’ – A criança paradigma
- Dossiê João Guimarães Rosa – Seguindo a travessia
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ – Ruminando
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ – Corpo Fechado
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ – Toda crença tem seu santo

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‘Whiplash – Em busca da perfeição’, filme de Damien Chazelle, na Mostra 21



Vale a pena?
(sobre Whiplash – Em busca da perfeição)

por Elvis Pinheiro

Um jovem/um guerreiro/um alucinado e seu instrumento/desafio: uma bateria. Seu maior inimigo/ídolo/mestre o professor/regente. O garoto toca a bateria como se fosse a última coisa a se fazer nesta vida, dá tudo de si e parece que nunca é o suficiente para ser o melhor. Quem pontua a sua ascensão ou derrocada é um homem poderoso, assustador e cruel. Na tentativa de alcançar o melhor resultado, dá-se todo o sangue e chega-se a insanidade. Ou a total lucidez? Fico pensando naquelas pessoas que desistem fácil de seus sonhos ou que realizam porcamente suas tarefas sem se preocupar em atingir sequer a média e buscando elogios para acalentarem egos e sustentarem trabalhos pífios.
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Whiplash – Em busca da perfeição
Ficha técnica:
Título original: Whiplash
Direção e roteiro: Damien Chazelle
Elenco: Miles Teller, J. K. Simmons, Paul Reiser, Melissa Benoist, Austin Stowell, Nate Lang, Chris Mulkey, Damon Gupton, Suanne Spoke, Jayson Blair
Duração: 106 minutos
Ano: 2014
País de origem: Estados Unidos

“Um jovem baterista em busca de ser o melhor.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na quarta-feira, 20 de janeiro de 2016, às 19h
No Sesc Juazeiro do Norte-CE. Entrada gratuita.

Para ver a programação completa da Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé, clique aqui!

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‘Laurence Anyways’, filme de Xavier Dolan, em exibição na Mostra 21



sobre Laurence Anyways

por Ravi Carvalho

Laurence tem um desejo que está acima de tudo pra ele, mas que ele demorou muito pra perceber sua importância e ter coragem: Laurence quer que a sua vida seja real (tornar-se a mulher que ele é). “Esperar a vida real acontecer. Ou deixar passar até então, ou não fazer o real acontecer.”

No meio da sua vida de antes e da sua vida real, existe amor (ou existiu?). Um amor que não era seguro, mas também não era burro. O casal Laurence e Fred está longe de ser comum. A intensidade, densidade e profundidade de ambos está o tempo todo latente. Muita coisa acontece. Muitas voltas são dadas. Onde começa o amor? Onde acaba o amor?

Não há como não se emocionar com este belíssimo filme de Xavier Dolan. “O outono cai das árvores nas costas apoiadas em um sonho que acalma a pele.”
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Laurence Anyways
Ficha técnica:
Título original: Laurence Anyways
Direção e roteiro: Xavier Dolan
Elenco: Melvil Poupaud, Suzanne Clément, Nathalie Baye, Monia Chokri, Susie Almgren, Yves Jacques, Sophie Faucher, Magalie Lépine-Blondeau, David Savard
Duração: 168 minutos
Ano: 2012
Países de origem: Canadá, França

“Aos 30 anos ele decide ser quem ele sempre foi.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na quarta-feira, 20 de janeiro de 2016, às 14h
No Sesc Juazeiro do Norte-CE. Entrada gratuita.

Para ver a programação completa da Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé, clique aqui!

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‘Por um Fio’: espetáculo teatral da Trupe dos Pensantes em Juazeiro



“Uma comédia romântica, que discute tabus sobre a sexualidade e relacionamentos. Trata-se da história de vida de um jovem casal que discute as suturas do casamento. A cada novo segredo revelado, mais sensível vai ficando a relação. Júnior e Ana é um casal apaixonado que é pego pelas surpresas da vida que muitos de vocês já devem ter visto ou vivido. Mas poucos sabem como lidar quando a relação está por um fio. Como você lidaria?” (sinopse da divulgação do evento)
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Espetáculo teatral Por Um Fio
Trupe dos Pensantes (Crato-CE)
Direção: Carla Hemanuella
Classificação indicativa: 16 anos 
Dias 21 e 23 de janeiro de 2016, 19h30
No Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

Página da Trupe dos Pensantes no Facebook:
https://www.facebook.com/Trupe-dos-Pensantes-312077328999512/
 
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Chico César: a poesia da canção



por Amador Ribeiro Neto

Desde 1995, quando lançou Aos Vivos, seu primeiro CD, Chico César tem se revelado um compositor e intérprete de grande talento. E assim tem permanecido até seu mais recente trabalho, o brilhante Estado de poesia (2015).

Este paraibano de Catolé do Rocha tem se revelado um compositor de primeira linha da MPB. Seu processo de criação segue as diretrizes antropofágicas de Oswald de Andrade que apregoa a deglutição de toda e qualquer cultura, sem espécie alguma de preconceito, visando à produção um objeto singular, genuíno e, por que não dizer, brasileiro. O Tropicalismo bebeu fartamente nas águas do saber oswaldiano. Juntou Carmen Miranda com Miles Davis; Chacrinha com Chaplin; samba de roda com atonalismo, Eisenstein com Vera Cruz, Mondrian com Di Cavalcanti, Vicente Celestino com Stravinsky. O resultado todos conhecemos: um forte movimento artístico-musical que hoje, por exemplo, deita suas raízes sobre os nomes mais interessantes da MPB, das artes plásticas, do teatro, do cinema e até da moda.

Chico César é uma legítima cria do Tropicalismo. Ele incorpora conscientemente o projeto tropicalista, nas letras, nas melodias, nas roupas, nas performances no palco, no uso da voz. Sua atuação no cenário artístico nacional e internacional apaga as fronteiras entre a cultura considerada erudita e a cultura considerada popular. Associa o forró ao jazz, a ciranda ao reggae, a poesia concreta ao cordel, o haicai a letras discursivas. Mistura Augusto de Campos com Cego Aderaldo; Woody Allen com Mallarmé; cavalo de pau com sandália havaiana; nirvana com seca nordestina; Jimmy Cliff com  Mandela.

Antenado com as coisas do nosso tempo, suas canções sempre mexem conosco. Umas pelo ritmo; outras, pelas melodias; outras pelas letras; e outras, finalmente, por reunirem todos estes itens com qualidade. Percebe-se que em sua obra desponta uma consciência de linguagem, ou seja, um projeto intencional de construir a criação, de experimentar com as linguagens, de buscar algo novo e, ao mesmo tempo, harmônico. Afinal, antes de mais nada, uma canção popular tem de associar o belo ao agradável. Há exceções: ótimas canções, porém nada agradáveis. Não me refiro a elas. Busco um consenso mais amplo: canção é espaço poético de letra e música cantadas harmoniosamente. Cantadas com a naturalidade de quem fala. Chico canta como quem fala. Às vezes ele fala mesmo, como em “Béradêro”, “Solidariedade”, “Papo cabeça”, “Reis do agronegócio”, entre outras.

Chico César faz sua antropofagia “comendo” no prato da História da MPB, da Poesia, da Cultura Popular, da Política Internacional, etc. Come até se lambuzar. Um exemplo rápido: no forró “Paraíba, meu amor”, cujo título já nos remete à música “São São Paulo” (meu amor), do eterno tropicalista Tom Zé. Pois bem, o compositor paraibano associa o forró pé-de-serra e a voz de Flávio José a uma letra sofisticada que lá pelas tantas diz: “não quero chorar / o choro da despedida / o acaso da minha vida / um dado não abolirá”. A cadência envolvente do forró cai bem na citação dos célebres versos mallarmaicos: “um lance de dados / jamais abolirá o acaso”. Casar a poesia de Mallarmé com as festas de São João é “instalar a parabólica no mangue”, como apregoa o movimento musical Mangue Beat, também herdeiro do Tropicalismo.

Versos à frente, na mesma música, o compositor refere-se à “fogueirinha de laser” que “ilumina os festejos do meu coração”, cruzando as festas do interior com o “novo” coração do poeta que, longe da terrinha natal, e agora Pós-moderno, pulsa no ritmo envolvente do forró.

A interação sua poesia com a de outros autores é uma das marcas mais visíveis da poética de Chico César. Na música “A prosa impúrpura do Caicó”, desde o título uma referência ao belo filme A rosa púrpura do Cairo, de Woody Allen, Chico diz: “ah Caicó arcaico / meu cashcoeur mallarmaico / tudo rejeita e quer”. Um jogo de modas e modos e compor.

“Cachecoeur” é uma vestimenta feminina, mas Chico cria a palavra “cashcoeur”: substitui o “cachê”, que significa cobrir, enrolar, em francês, por “cash”, que é dinheiro vivo, em inglês. Resultado: o “coeur”, coração, em francês, que se agasalhava romanticamente, passa a ser também mercadoria que transita no mundo financeiro.

Tem mais: ele apronta com a palavra Caicó, reverberando-a dentro da palavra arcaico (arCAICO). Reverberação de sons e sentidos. Como se o compositor lançasse o dado da palavra arcaico e numa das faces do dado aparecesse Caicó, noutra, Ar, noutra Cai, noutra Ai e assim sucessivamente até chegar à possibilidade de serem criadas novas palavras, como o adjetivo catolaico que Chico César cria para significar, entre outros, descrença (laico) e fé (católico).

É: o grande lance de Chico César é jogar com o inusitado e não subestimar o público. Sorte de todos nós.
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Amador Ribeiro Neto é poeta, crítico literário e de música popular. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Professor do curso de Letras da UFPB.

créditos das imagens - 1ª foto: Karime Xavier/Folhapress; 2ª foto: Junior Lago/UOL.

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‘O Filho’, filme de Jean-Pierre e Luc Dardenne, em exibição na Mostra 21



Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme O Filho
Ficha técnica:
Título original: Le fils
Direção e roteiro: Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne
Elenco: Olivier Gourmet, Morgan Marinne, Isabella Soupart, Rémy Renaud, Nassim Hassaïni, Kevin Leroy, Félicien Pitsaer, Annette Closset
Duração: 103 minutos
Ano: 2002
Países de origem: Bélgica, França

“Um carpinteiro tem como aprendiz um jovem saído de uma instituição para menores infratores.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na terça-feira, 19 de janeiro de 2016, às 19h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

Para saber sobre a homenagem aos Irmãos Dardenne na Mostra 21, clique aqui!
Para ver a programação completa da Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé, clique aqui!

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‘Febre da Primavera’, filme de Ye Lou, em exibição na Mostra 21



Intenso e tão real
(sobre Febre da Primavera)

por Elvis Pinheiro

Muito vento, tempo chuvoso e os dois saem do carro para mijar. É assim que começa Febre da Primavera. A câmera bem próxima dos seus personagens e nós sem sabermos o que poderá acontecer na cena seguinte. Tudo tão real, tão intenso e verdadeiro. É difícil qualquer um não se lembrar de seus próprios desejos e temores. Difícil não imaginar que a pessoa que hoje completa seus anseios amorosos pode se tornar passado em muito pouco tempo. Mas o passado vai deixando marcas. Filme chinês que é filmado com a cara e a coragem de falar sobre o que se pensa independente de qualquer coisa.
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Febre da Primavera
Ficha técnica:
Título original: Chun feng chen zui de ye wan
Direção: Ye Lou
Roteiro: Feng Mei
Elenco: Hao Qin, Sicheng Chen, Wei Wu, Zhuo Tan, Jiaqi Jiang, Songwen Zhang, Jintao Li, Yue Wang, Xuan Huang
Duração: 116 minutos
Ano: 2009
Países de origem: Chinca, França

“Na estação do amor, o desejo segue seu ritmo e manter-se inteiro até a próxima primavera pode ser a única meta.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na segunda-feira, 18 de janeiro de 2016, às 19h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

Para ver a programação completa da Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé, clique aqui!

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