quarta-feira, 18 de novembro de 2015

‘Matar ou Morrer’, filme de Fred Zinnemann, em Nova Olinda



Cine Café Volante (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Matar ou Morrer
Ficha técnica:
Título original: High Noon
Direção: Fred Zinnemann
Roteiro: Carl Foreman, John W. Cunningham
Elenco: Gary Cooper, Grace Kelly, Thomas Mitchell, Lloyd Bridges, Katy Jurado
Duração: 85 minutos
Ano: 1952
País de origem: Estados Unidos

“Um xerife que fica sabendo na hora de seu casamento que ao meio-dia chegará um trem trazendo um criminoso que mandou para a cadeia e planeja se vingar.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na sexta-feira, 20 de novembro de 2015, às 19h
Na Fundação Casa Grande, em Nova Olinda-CE. Entrada gratuita.

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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Sobre ‘Sede de Sangue’ e vampiros na literatura e no cinema



por Elvis Pinheiro

Foi uma das sessões com menor público na MOSTRA 21 deste ano, 135 pessoas, e a que teve mais desistências prévias anunciadas.

Claro, estamos diante de um filme do «sub» gênero terror, um filme de seres «fantasiosos», os vampiros. Mas arrisco-me a fazer a defesa da escolha.

Os vampiros no cinema nos acompanham desde o Expressionismo Alemão nos anos 20 e de tempos em tempos recebemos obras de relevo sobre estes seres eternos que se alimentam de sangue. Amantes Eternos, lançado recentemente, Drácula de Bram Stoker, Fome de Viver, Entrevista com o Vampiro e o Drácula com Bela Lugosi são alguns ótimos exemplos de filmes que fazem parte da História do Cinema.

Na Literatura, o gênero surge no Romantismo e sempre se associou ao Desejo. Seria injustiça numa mostra que tem por lema «O desejo aguça com o olhar» não colocar um filme com estes seres sedentos, sequiosos e movidos por paixão e uma eterna libido sempre no grau máximo.

Com Chan Wook Park, ganhamos a textura e o desenho visual impecáveis, o retorno da forte sexualidade, o humor negro e a desconstrução dos elementos centrais presentes no modelo original: O Padre funciona como o Drácula, o amigo moribundo do Padre, como o jovem marido e a esposa dele como a reencarnada do Drácula. No triângulo amoroso clássico, sabíamos que o Drácula era mau e o casal era ingênuo e bonzinho. Em Sede de Sangue a donzela é uma quenga ardilosa e dissimulada, o marido é desprezível e o Vampiro-Mor tem como único pecado, não conseguir controlar seu desejo e seu amor.

O debate pós-filme foi excelente! Continuo torcendo, incentivando e investindo em mais desconstruções!

Sede de Sangue foi exibido na MOSTRA 21: O DESEJO AGUÇA COM O OLHAR, na sala do Sesc Crato, na noite de quinta-feira, 15 de janeiro de 2015. 
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Elvis Pinheiro é editor da Revista Sétima e professor. Desde 2003 é Mediador de Cinema no Cariri cearense.

Texto originalmente publicado na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 23, de agosto de 2015), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

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Show de encerramento da 17ª Mostra Sesc Cariri de Culturas em Juazeiro



Show de encerramento
Juazeiro do Norte recebe, no dia 17 de novembro, o show de encerramento da 17ª Mostra Sesc Cariri de Culturas. Marcos Lessa e Cidade Negra se apresentarão na Praça da Matriz, às 21h.

O cantor cearense, um dos destaques da edição 2013 do programa The Voice Brasil, apresenta um repertório plural e sólido, com músicas de seus trabalhos autorais e sucessos da MPB. Já o conjunto de reggae leva um repertório cheio de canções consagradas, como “Firmamento” e “Girassol”.

Sobre a Mostra
Idealizada pelo Departamento Regional do Sesc Ceará, a Mostra Cultural é palco de difusão das mais diversificadas manifestações artísticas e culturais. Realizada no Cariri, a Mostra se transforma em cenário para apresentações de espetáculos de teatro, dança, exposições, shows, rodas literárias, performances poéticas e mostras de cinema e vídeo.

A Mostra não tem caráter competitivo e se apresenta como espaço de estímulo à produção nas diversas áreas artísticas, com proposta de intercâmbios interdisciplinares para desenvolvimento de projetos colaborativos nas mais variadas categorias. (release da produção do evento - ASCOM Sesc Ceará)
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Encerramento da Mostra Sesc Cariri de Culturas - 17ª edição (2015)
Show com Marcos Lessa e Cidade Negra
Terça-feira, 17 de novembro de 2015, 21h
Na Praça da Matriz, Juazeiro do Norte-CE
Gratuito.

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sábado, 14 de novembro de 2015

Mostra Sesc Cariri de Culturas: shows na noite de sábado em Juazeiro e Crato



Mostra Sesc Cariri de Culturas - 17ª edição (2015)
Show musicais na noite de sábado, 14 de novembro de 2015

No Sesc no Sesc Juazeiro do Norte-CE:
19h: Nazirê
21h: Cabruêra

Na Praça da RFFSA (Crato-CE):
20h: Mestre Chico Paes
22h: Bongar.

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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Crato recebe show de abertura da 17ª Mostra Sesc Cariri de Culturas



A 17ª Mostra Sesc Cariri de Culturas inicia no dia 13 de novembro, levando cultura e proporcionando múltiplas vivências aos moradores do Cariri e cidades vizinhas. Para celebrar o início da programação, a cidade do Crato recebe show de Elba Ramalho, às 21h, na Praça da RFFSA.

Em seu show, Elba Ramalho apresentará as músicas de seu novo disco, Do Meu Olhar Pra Fora. Esse é o 33º trabalho da artista e que traz uma novidade: um som mais pop e contemporâneo. Das 12 faixas do CD, Elba reinterpreta canções como “É o que me interessa” de Lenine e “Árvore” de Edson Gomes.

A cantora se apresenta na 17ª Mostra Sesc Cariri de Culturas ao lado dos músicos Yuri Queiroga (contrabaixo e sintetizadores), Tostão Queiroga (percussão), Rafael Meninão (sanfona) e Marcos Arcanjo (violão e guitarra). O público vai conferir ainda os grandes sucessos da carreira de Elba Ramalho, como “Gostoso demais”, “Canta Passarinho” e “Banquete de Signos”.

O show marca o retorno de Elba Ramalho aos palcos da Mostra. Em 2013, a artista cantou, ao lado de Chico Pessoa, um tributo a Luiz Gonzaga. (release da produção do evento - ASCOM Sesc Ceará)
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Abertura da Mostra Ses Cariri de Culturas -
17ª edição (2015)
Show de Elba Ramalho
Sexta-feira, 13 de novembro de 2015, 21h
Largo da RFFSA (Crato-CE)
Gratuito.

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Feira Cariri Criativo na Mostra Sesc Cariri de Culturas 2015



“Durante a 17ª edição da Mostra Sesc Cariri de Culturas, acontece a Feira Cariri Criativo. Realizada entre os dias 13 e 17 de novembro na RFFSA do Crato. A feira visa potencializar o desenvolvimento socioeconômico dos empreendedores criativos da região.

A feira também tem como objetivo fomentar a economia criativa do Cariri, com base nos princípios da diversidade cultural, sustentabilidade, inclusão social e inovação. O público poderá adquirir produtos de moda, gastronomia e artesanato, entre outros.” (release da produção do evento)
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Mostra Sesc Cariri de Culturas - 17ª edição (2015)
Feira Cariri Criativo
De 13 a 17 de novembro de 2015, das 18h às 22h
Na RFFSA (Crato-CE).

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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Shows musicais da Mostra Sesc Cariri de Culturas 2015 em Porteiras



Mostra Sesc Cariri de Culturas - 17ª edição (2015)
Shows em Porteiras-CE
No Polo de Lazer Luiz Caldas Campos
Shows gratuitos

Programação:

Sexta-feira, 13 de novembro de 2015, 22h:
Fábio Carneirinho; Ana Paula Nogueira

Sábado, 14 de novembro, 21h:
Cidade Negra; Chico Pessoa

Domingo, 15 de novembro, 21h:
Marcos Lessa.

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Saccola de feira



por Amador Ribeiro Neto

Dos 18 livros semifinalistas do Prêmio Oceanos 2015, ficou faltando comentarmos apenas um. É Saccola de feira (São Paulo: nVersos, 2014), de Glauco Mattoso (São Paulo: 1951), escritor com público certo na literatura brasileira contemporânea. E isto não é pouco, num país de parcos leitores.

Sua produção cobre um amplo e rico painel, indo da poesia ao romance, conto, crônica e ensaio. Uma obra que se caracteriza por apurado rigor literário. Glauco Mattoso preza a palavra em suas dimensões sonora, imagética e, acima de tudo, logopaica. Entendendo, por este último termo, a reunião de textos fixados num conjunto de ideias explícito e ludicamente apaixonante. Impossível o leitor não se deliciar com qualquer livro da produção mattosiana.

A poesia de Glauco Mattoso, que é a categoria em questão agora, vem talhada nas pontas das afiadas facas da ironia, sátira e mordacidade. Sempre (per)seguindo a sexualidade, que é o núcleo explícito de sua obra. Não há em sua poesia um erotismo restrito a si, desenvolvido dentro dos prazeres bem aceitos do corpo. Ela tem a rebeldia do gozo da carne liberta de todas as normas e preconceitos. Em termos psicanalíticos, o poeta trabalha a perversão ao elevar ao alto as partes baixas e os desejos socialmente reprimidos. Quando chuta o pau (e a xota) da hipocrisia, coloca o dedo na ferida e revela novos modos do gozo pleno. E, de quebra, libera fartamente os instintos sexuais.

O pé, nosso membro mais fixo ao chão, é elevado aos céus orgásticos. Quanto mais sujo e fedorento, mais gostoso. O ato de beijá-lo, limpa e cristãmente, cede lugar a chupá-lo, imundo e suado, com o gosto acre do chulé.

Seis ilustradores e Julia Marçal, no projeto gráfico, são os responsáveis pelo irreverente, ousado e inquietante corpo visual do volume. Esta visualidade não ilustra os poemas no sentido de repetir o que eles dizem. Antes: estabelece o diálogo, ampliando-lhes a linha radial de significações.

O prefácio, assinado por Susana Souto Silva, é detalhista e esclarecedor. Mas destoa do “conjunto da obra” por usar uma linguagem acadêmica cifrada. A terminologia exige muito e acaba cansando o leitor. É bom quando a linguagem crítica aproxima-se da linguagem do objeto analisado. Ambas agindo na mesma frequência.

O livro, dividido em 4 seções, é lido enquanto unidade homogênea: crítica corrosiva aos costumes da vida e da arte. Em grande linguagem poética. Nada passa incólume ante a pena contestadora de Glauco Mattoso. E isto é raro, na cena tão bem comportada e careta de nossa poesia. Passo agora a citar fragmentos de poemas de cada seção. De “Culinaria vegetaria”: “A comida ella devora / com algum indifferença, / mas aquilo que ella adora / é que, todo o tempo, pensa”.

Na segunda parte, o poeta se apropria de motes conhecidos em “Glosas venenosas”. Uma de suas qualidades é rir de si mesmo: “Cabaceiras, ninguém nega, / já deu puta masochista. / Em São Paulo, em vez da cega, / é fatal que um cego exista: // O poeta, que se entrega, / quando um sádico o conquista. / Quer soffrer, como a collega, / e escutar em tom sarrista: // Dou risada do seu choro! / Cego, engula o desaforo! / Faça mudo a chupetinha! // Você chora e eu dou risada! / ‘Sua avó, puta de estrada! / Sua mãe é femea minha!”.

Em “Glosando a trova”, terceira seção: “Essa falta de decoro / é do Pedro que eu receio, / si ao trovar, por desaforo, / palavrões mete no meio:” E finaliza o soneto: “Não bastou meu quarto verso; / elle encontra um mais perverso: / me deixou de sacco cheio sacco cheio”. Em “Fabulas redondas”, última parte do livro, ávida sexual dos animais é revirada ao avesso. A “conclusão moral” é pândega. E sempre mordaz. Como no soneto “Fabula do sapo que pagou o pato”: “Toda a fauna da floresta / certa noite é convidada / a comer bem, numa festa, / e se anima a bicharada. // Avisado, ao sapo resta / disfarçar, pois tem estrada / garantida quem attesta / ter boquinha apequenada. // Tenta o sapo fazer bico / ao dizer: ‘Com pena eu fico / do hippopotomo, coitado!’ // Não convence, todavia, / e está fora da folia. / Moral: entra só veado”.

E mais não digo. Quem quiser que se delicie com esta Saccola de feira. Bom demais pra poesia. E pra liberar geral muita coisa. Como é prazeroso quando os corpos da arte e da vida se fundem numa só linguagem. Ponto certo no Prêmio Oceanos.
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Publicado pelo jornal Contraponto, de João Pessoa-PB. Caderno B, coluna “Augusta Poesia”, dia 06 de novembro de 2015, p. B-7.

Amador Ribeiro Neto é poeta, crítico literário e de música popular. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Professor do curso de Letras da UFPB.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Programação Orient Cinemas Cariri Shopping - de 12/11 a 18/11/2015

O Último Caçador de Bruxas
(The Last Witch Hunter, 2014)
Direção: Breck Eisner
Elenco: Vin Diesel, Rose Leslie, Michael Caine, Elijah Wood, Ólafur Darri Ólafsson, Rena Owen, Julie Engelbrecht, Joseph Gilgun, Isaach De Bankolé, Armani Jackson
Produção executiva: Adam Goldworm, Geoff Shaevitz, Samantha Vincent
Produção: Mark Canton, Bernie Goldmann
País: EUA
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia
Duração: 106 minutos
Distribuidor: Paris Filmes
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Vin Diesel é Kaulder, um valioso guerreiro que conseguiu derrotar a poderosa Rainha Bruxa e dizimar seus seguidores. Nos momentos que precederam sua morte, a Rainha amaldiçoa Kaulder com sua própria imortalidade, separando-o para sempre de suas amadas mulher e filha. Dessa forma, Kaulder é hoje o único caçador de bruxas vivo, tendo passado os últimos séculos caçando bruxas do mal, em nome da saudade que sente de suas amadas. Entretanto, Kaulder não sabe que a Rainha ressuscitou e busca vingança, causando uma batalha épica que determinará a sobrevivência da raça humana. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h20, 15h40, 18h (Sala 1)
Legendado: 20h20 (Sala 1)
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007 Contra Spectre
(Spectre, 2015)
Direção: Sam Mendes
Elenco: Daniel Craig, Ralph Fiennes, Naomie Harris, Ben Whishaw, Rory Kinnear, Christoph Waltz, Léa Seydoux, Dave Bautista, Monica Bellucci, Andrew Scott
Produção executiva: Callum McDougall
Produção: Michael G. Wilson, Barbara Broccoli
País: Estados Unidos
Gênero: Ação, Aventura, Espionagem, Thriller
Duração: 150 minutos
Distribuidor: Sony Pictures
Classificação etária: 14 anos
Sinopse: Uma mensagem enigmática do passado de Bond o envia a uma caçada para descobrir uma organização sinistra. Enquanto M batalha contra forças políticas para manter o serviço secreto vivo, Bond desmascara as fraudes para revelar a terrível verdade por trás de SPECTRE. Enquanto isso, em Londres, Max Denbigh (Andrew Scott), o novo chefe do Centro para a Segurança Nacional, questiona as ações de Bond e desafia a relevância do MI6, liderado por M (Ralph Fiennes). Bond secretamente recruta Moneypenny (Naomie Harris) e Q (Ben Whishaw) para ajudá-lo a contatar Madeleine Swann (Léa Seydoux), a filha de seu antigo inimigo Mr. White (Jesper Christensen), que pode ter uma pista para desenbaraçar a teia de SPECTRE. Como a filha de um assassino, ela compreende Bond de uma maneira que a maioria dos outros não podem. Conforme Bond segue em busca do coração de SPECTRE, ele desvenda a arrepiante conexão entre ele e o inimigo que procura, interpretado por Christoph Waltz. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h10, 17h20 (Sala 2)
Legendado: 20h30 (Sala 2)
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S.O.S. Mulheres ao Mar 2
(S.O.S. Mulheres ao Mar 2, 2015)
Direção: Cris D´Amato
Produção: Julio Uchôa
Elenco: Giovanna Antonelli, Thalita Carauta, Fabiula Nascimento, Reynaldo Gianecchini, Gil Coelho, Felipe Montanari, Felipe Roque, Aline Guimarães, Selma Lopes, Jean Paul, Rhaisa Batista
País: Brasil
Gênero: Comédia
Duração: 102 minutos
Distribuidor: Europa Filmes
Classificação indicativa: 10 minutos
Sinopse: Um ano depois de terem se conhecido, a escritora Adriana e o estilista de moda André ainda procuram pela felicidade. Mas Adriana descobre que André lançará sua nova linha de roupas num navio, e viajará dos EUA ao México acompanhado por uma top model devoradora de homens. Assombrada por antigas paranoias, Adriana convence sua irmã, Luiza, a pegar o primeiro voo para Miami. No dia seguinte, Dialinda, que agora trabalha nos EUA, recebe as irmãs e leva as duas até o porto. Um problema inesperado faz com que elas percam a partida do navio. Dialinda propõe que sigam de carro até o México, sem saber que foi jurada de morte pela família de traficantes para quem trabalhava. Além dos bandidos, Adriana e suas amigas também são seguidas por Roger, um charmoso agente do FBI. É o começo de uma nova jornada cheia de equívocos e confusões, por ar, terra e finalmente mar, em que Adriana provará, uma vez mais, que não há fronteiras para uma mulher apaixonada. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Filme nacional: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 (Sala 3)
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O Reino Gelado 2
(The Snow Queen 2, 2014)
Direção: Aleksey Tsitsilin
Elenco: Vozes de: Anna Shurochkina, Ivan Okhlobystin, Anna Khilkevich, Aleksandr Uman, Igor Bortnik, Aleksey Likhnitskiy, Roman Yunusov, Aleksandr Gudkov
Produção: Timur Bekmambetov, Yuriy Moskvin, Vladimir Nikolaev, Diana Yurinova
País: Rússia
Gênero: Animação, Aventura, Família
Duração: 78 minutos
Distribuidor: California Filmes
Classificação indicativa: livre
Sinopse: Depois da vitória sobre a Rainha da Neve, os trolls desenvolveram um gosto pela liberdade. Tendo desempenhado um papel importante no triunfo, o troll Orm tornou-se um herói para todos. Mas isso não é o suficiente para ele. Comicamente exagerando suas façanhas e realizações, ele cria uma teia de mentiras, alegando que ele, pessoalmente, derrotou a Rainha da Neve, e que está destinado a se casar com a princesa e herdar um grande poder e riquezas… Mas até onde as histórias de Orm vão levá-lo? Nesta aventura animada e perigosa, Orm descobre que amigos, felicidade e amor verdadeiro não podem ser ganhos através da mentira! (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado 3D: 14h30, 16h30, 18h40, 20h40 (Sala 6)
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Vai que Cola - O Filme
(Vai que Cola - O Filme, 2015)
Direção: César Rodrigues
Produção executiva: Adrien Muselet, Gil Ribeiro
Produção: Pedro Buarque de Hollanda, Luiz Noronha
Elenco: Paulo Gustavo, Cacau Protásio, Catarina Abdalla, Marcus Majella, Samanta Schmutz, Fernando Caruso, Emiliano D´Avila, Fiorella Mattheis, Oscar Magrini, Werner Schünemman, Márcio Kieling
País: Brasil
Gênero: Comédia
Duração: 100 minutos
Distribuidor: H2O Films
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Valdomiro Lacerda (Paulo Gustavo) é um tipo metido a malandro, que perdeu todo seu dinheiro ao ser envolvido em uma falcatrua da empresa da qual era sócio. Para fugir da polícia, Valdo se muda para pensão de Dona Jô (Catarina Abdalla), no subúrbio do Rio de Janeiro, onde passa os dias reclamando da nova realidade e sonhando com um retorno apoteótico à antiga vida de luxo. Quando um ex-sócio o procura com um plano para recuperar sua cobertura de frente para o mar, Valdo acha que suas preces foram atendidas... Só que Valdo não contava que a ida inesperada e imprevista de toda a turma da pensão - além de Dona Jô, Ferdinando (Marcus Majella), Terezinha (Cacau Protásio), Jéssica (Samantha Schmutz), Máicol (Emiliano D´Avila), Velna (Fiorella Mattheis) e Wilson (Fernando Caruso) – fosse pôr em risco seu plano. Prepare-se: a turma do subúrbio carioca vai levar muita confusão para o bairro mais caro do Brasil. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Filme nacional: 14h30, 16h40, 18h50, 21h (Sala 4)
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Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma
(Paranormal Activity: The Ghost Dimension, 2015)
Direção: Gregory Plotkin
Produção executiva: Steven Schneider
Produção: Jason Blum, Oren Peli
Elenco: Chris J. Murray, Brit Shaw, Ivy George, Dan Gill, Chloe Csengery, Jessica Tyler Brown, Olivia Taylor Dudley
País: EUA
Gênero: Terror
Duração: 88 minutos
Distribuidor: Paramount Pictures
Classificação etária: 16 anos
Sinopse: Pela primeira vez, veja o invisível (em 3D) em Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma – a aterrorizante conclusão da saga Atividade Paranormal. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h40, 16h50, 19h (Sala 5)
Legendado: 21h10 (Sala 5)
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Ingresso:
Valores Inteiros (exceto Sala 3D Digital):
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$11,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$ 15,00

Valores Inteiros para a Sala 3D Digital:
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$15,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$20,00.

Promoção:
De segunda a quarta-feira, todos os ingressos por R$ 5,50, exceto sessões 3D (R$7,50 + R$4,00 óculos)

No Cinema do Cariri Garden Shopping (Juazeiro do Norte-CE)
Site Orient Cinemas: http://www.orientcinemas.com.br/
Número de telefone do cinema: (88) 3571.8275.

Programação sujeita a alterações.

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Terceira pessoa do singular


“Qualquer pessoa que se apaixone é uma aberração”

por Raquel Morais

Ela (Her, EUA, 2013), do diretor e roteirista Spike Jonze, conta a história de Theodore Twombly (Joaquin Phoenix), um escritor profissional de cartas de amor. Recém-separado e acompanhado da solidão, Theodore compra o SO1, o primeiro Sistema Operacional com inteligência artificial, Samantha (Scarlett Johansson). Programada para atender a todas suas necessidades, “ela” atende a demanda maior, a da companhia de um amor.

Apaixonar-se pela voz de um sistema operacional parece ser falta de qualquer resquício de sanidade? Não para Spike Jonze (diretor de alguns videoclipes e de filmes como Quero ser John Malkovich, Onde vivem os monstros e Adaptação), que amplia a relação homem-máquina em um âmbito maior que sua funcionalidade mecânica, criando uma espécie de ficção científica romântica. O filme não se esgota nesta ideia criativa-curiosa de um homem que se apaixona por uma máquina. Em tempos de whatsapp, twitter, facebook e vários outros aplicativos que aproximam-afastam as pessoas, Ela é uma crônica sobre a ilusão da aproximação que tanto vivenciamos hoje. São retratadas as novas configurações do amor e «todos» conflitos afetivos, físicos, éticos e morais que uma história de amor poderia suscitar, sobretudo a solidão e o narcisismo do século XXI, já que o Sistema Operacional Samantha é uma mistura de secretária, mãe, amiga e namorada, uma idealização da mulher feita para agradar. Muitas vezes parecendo ser uma versão feminina do Theodore, já que, em alguns segundos, tudo o que ele conhece e gosta ela não só sabe como também passa a gostar. Quem sabe o SO1 tenha sido apenas um encontro consigo em um momento para reflexão do luto da separação, pois é a partir de Samantha que o Theodore consegue se separar (mesmo!) de sua mulher.

Com o roteiro de caráter existencialista (vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original de 2014), o enredo explora o ciúme, a possessão, a separação, o sexo à distância e a noção de pertencimento nos amores contemporâneos, metaforizando o Sistema Operacional, muitas vezes como as pessoas (do tempo atual) que só estão se relacionando a partir de uma máquina. O filme compara as salas de bate papo, o sexo online, com o sexo com um SO1. O que os difere são os sentimentos, quando eles existem e, por mais ridícula que a situação parecer, ele se sobressai na beleza das imagens. A primeira situação é ridicularizada no filme e, no entanto é algo comum hoje, já o segundo, que a princípio é uma situação vergonhosa e não comum, no filme se torna lindo.

O longa-metragem não mostra datas, mas logo nota-se que se trata de um futuro não muito distante, no qual as máquinas são capazes de desenvolver emoções ou, pelo menos, de satisfazê-las no plano sentimental (porém, esse acarreta o físico). O diretor aposta numa fusão tão completa entre máquina e humano que não se consegue mais imaginar uma interação humana sem logo ter a intermediação de um sistema virtual.

Sua trilha sonora é quase toda instrumental, e às vezes parece participar do filme com outras funções, como é caso da cena inicial que tem o som de uma música que lembra o toque padrão de um celular, ou quando a música é utilizada para expressar o sentimento que os personagens estão sentindo, ou quando ela é utilizada para registrar o momento (função geralmente destinada às câmeras fotográficas).

A câmera se posiciona na tentativa de enganar o espectador. A primeira cena é um close do rosto do Theodore falando coisas delicadas, parece uma declaração, mas quando a câmera abre, em vez de uma pessoa, tem-se um computador. Depois a câmera passeia pelo espaço de um departamento, onde várias pessoas estão cumprindo a mesma função. São imaginadores de um sentimento alheio, pagos para escreverem um possível afeto através de imagens de fotografia, algo que as pessoas querem transparecer, mesmo talvez não sentindo. As montagens, inserções silenciosas de Theodore e sua ex-mulher Catherine (Rooney Mara), mergulhados em tranquilidade, são lindas e têm cores solares.

As atuações correspondem ao teor suave de toda a experiência: Joaquin Phoenix faz de Theodore um homem inteligente, solitário dentro e fora do filme, já que a maioria das cenas são cenas em que ele era o único ator na frente das câmeras. Mas Theodore é, acima de tudo, um homem qualquer, com quem «todos» poderiam se identificar. Já Samantha, o sistema operacional, é vivida por Scarlett Johansson, a voz é uma parte indispensável da atuação (uma versão dublada de Ela destruiria o filme). Sendo afetiva, Samantha pode simular uma essência estável, algo que subverte as representações correntes do mundo digital. O mundo frio da tecnologia é aquecido pela afeição. Sua vizinha e amiga com quem trava vários diálogos maravilhosos, Amy (Amy Adams), nutre uma amizade com outro Sistema Operacional. Para os personagens, o virtual é visto como um modelo de perfeição para o real.

Com tons de pastel, o filme traz as cores rosa e amarelo com presença marcante, tem os dias melancólicos acinzentados e os dias felizes enriquecidos pela luz do sol. Há uma intenção de colocar nas cores o reflexo de instabilidade dos sentimentos de Theodore. Há também uma brincadeira com o tempo, uma inovação com o futurismo propagado pelo cinema Hollywoodiano, o «futuro» desta produção é bastante curioso, já que as cores e os figurinos evocam os anos 1960-1970, enquanto os espaços fazem o possível para remeter a um futuro próximo. Esse futuro é um mundo onde as pessoas nas ruas não se olham, falam sozinhos com seus sistemas operacionais, estão cercados por arranha-céus, se vestem semelhantes e estão sozinhas, mesmo quando acompanhadas. Alguma semelhança com o tempo presente?

Inovando ao falar de um futuro que já pertence ao presente, Jonze surpreende o espectador com a certeza de que esta será apenas uma linda história de amor que celebra as paixões virtuais e defende a inclusão crescente de máquinas em nossas vidas. O filme reserva um final extremamente inteligente. Ela não é uma ingênua celebração da tecnologia, mas uma reflexão sobre «todos» os aspectos que ligam os homens à máquina e os novos limites que estão surgindo com essa interação, assim como os limites do sufoco dos nossos sentimentos e a projeção que fazemos da nossa vida (principalmente no amor) na invisibilidade do meio virtual. Porque não importa a época, as pessoas sempre vão estar à procura do amor, em qualquer «forma-fôrma», colocando o grande tema que é a aberração, que é o ser apaixonado em suas novas configurações. 
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Raquel Morais assim se apresenta: uma “sei-lá-o-que” que gosta de cinema.

Texto originalmente publicado na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 23, de agosto de 2015), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

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‘Salve o Cinema’, filme de Mohsen Makhmalbaf, em Barbalha



Cine Café Volante em Barbalha (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Salve o Cinema
Ficha técnica:
Título original: Salaam Cinema
Direção e roteiro: Mohsen Makhmalbaf
Elenco: M. H. Mokhtarian, Mirhadi Tayebi, Azadeh Zanganeh, Moharram Zaynalzadeh
Duração: 75 minutos
Ano: 1995
País de origem: Irã

“A seleção de atores para o novo filme de Mohsen Makhmalbaf para comemorar o aniversário dos 100 anos do cinema. O diretor desponta no meio da multidão e, equilibrado sobre um muro, munido de um megafone, explica a todos as condições em que se realiza a seleção de atores para seu filme. De todos aqueles presentes, milhares, atraídos pelo anúncio em jornal, apenas mil poderiam participar do teste e, destes, cem seriam selecionados para atuar. Ocupando todo o espaço visível pela câmera, escutam as diretrizes colocadas pelo diretor. E eis que, falando a todos, ele os saúda: ‘sejam bem-vindos ao próprio filme’.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na sexta-feira, 13 de novembro de 2015, às 19h
No CEU Mestre Joaquim Mulato, Parque da Cidade de Barbalha-CE. Entrada gratuita.

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‘Ser Mainha’: encenações do espetáculo em Juazeiro do Norte



“Ser ‘Mainha’ é esperar nove meses, ansiosa para ver o rostinho do seu bebê. Ser ‘Mainha’ é sentir a maior dor física e mesmo assim estar repleta de felicidade. Ser ‘Mainha’ é amar tanto um filho, mesmo que ele não tenha sido gerando em seu ventre e dizer: ‘ele pode não ter saído de mim, mas ele foi feito pra mim’. Ser ‘Mainha’ é crer no impossível, e mesmo a ciência dizendo-a que ela é estéril é que isso não pode mudar, afirmar: ‘meu útero há de gerar uma criança’. Ser ‘Mainha’ é ter prazer em ver seu seio rachando e sangrando com o seu filho mamando. Ser ‘Mainha’ é participar dos melhores momentos de um filho e dos piores também. Ser ‘Mainha’ é passar a se colocar em segundo plano, porque primeiro vem o filho. Ser ‘Mainha’ é deixar tudo pra seguir o sonho do seu filho. Ser ‘Mainha’ é ver sua continuação em outro ser humano. Ser ‘Mainha’ é misturar amor e poesia num só corpo e num só ser.” (sinopse da divulgação do evento)
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Teatro adulto
Espetáculo Ser Mainha
Trupe dos Pensantes (Crato-CE)
Dias 12 e 18 de novembro de 2015, 19h
No Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Corpo de Baile’ – O vaqueiro minino



por Harlon Homem de Lacerda

“Em ‘Uma estória de amor’, em que se conta a festa de Manuelzão, chegado de menino pobre a encarregado de fazenda. Já no fim da vida, impelido pela vontade de se perpetuar, constrói ele uma capela e inaugura-a com um banquete. Em trilhos paralelos correm as duas ações: a exterior, constituída pela sequencia da festa, a chegada dos convidados, o cerimonial do banquete; e a íntima, o embate de inquietações surdas no espírito frusto de Manuelzão, torturado por ideias de vida falha, solidão, morte próxima. As duas ações chegam a remate no eclodir inesperado, na boca de um velho mendigo, de uma epopeia, milagre cuja vaga intuição integra o sentido da festa e apaga os tristes símbolos da vida incompleta de Manuelzão: o riacho que secou, o cavour que ele almejou por toda a existência e que estava fora da moda, afinal, se achou em condições de adquiri-lo”. (p. 23)

Essa epígrafe um tanto longa foi escrita no texto Rondando os segredos de Guimarães Rosa, escrito por Paulo Rónai em 1956 como artigo e publicado à guisa de prefácio em edições tardias do volume Manuelzão e Miguilim. Uma estória de amor é das estórias menos comentadas dos primeiros livros de Guimarães Rosa. Talvez, não o sabemos ao certo, por ser ela a que mais se encarregou de traçar um comparativo definitório entre o escritor e suas influências designando Manuelzão como pessoa real existente – aliás, o próprio Manuelzão (e seus entrevistadores, como Jô Soares) se encarregou de deixar isso bem claro. Basta dar uma olhada em vários vídeos à disposição no Youtube:

Manuelzão e Jô Soares:


Manuelzão e Bananeira Parte 01:


Entrevista com Manuelzão em 1990:


Eu digo isso assim num é com raiva de Manuelzão não, que ele é um velhinho bem simpático, sertanejo bom de altos costumes – como talvez escrevesse Guimarães Rosa. Raiva, eu tenho é dos tipos capiaus arvorados de grande cultura de civilizações meritórias do alto de seus prédios de tantos andares. Esse povo insiste em designar a literatura de Guimarães Rosa como um resultado direto de sua vida, de suas pesquisas, de suas anotações, das leituras que ele fez dos “Retratos do Brasil”. Se fosse isso Guimarães teria escrito tanta coisa de bonita e eterna? Insisto em pensar que não. Guimarães Rosa inventa, sugere, como bem diz Candido em vários textos.

Como prova peremptória e desfechatória do que quero dizer, deixo uma cantiga de dentro da estória do Velho Camilo pra vocês mesmos pensarem em como a verdadeira arte cria a vida, jamais imita.

O Vaqueiro-Minino e o Boi Bonito

– Levanta-te, Boi Bonito,
ô meu mano,
deste pasto acostumado!

– Um vaqueiro como você,
Ô meu mão,
No carrasco eu tenho deixado!

 – Levanta-te, Boi Bonito,
ô meu mano,
Com os chifres que Deus te deu!
Algum dia você já viu,
ô meu mano,
Um vaqueiro como eu?

– Te esperei um tempo inteiro,
Ô meu mão,
Por guardado e destinado
Os chifres que são os meus,
Ô meu mão,
Nunca foram batizados...
Digo adeus aos belos campos,
Ô meu mão,
Onde criei o meu passado?
Riachim, Buriti do Mel,
Ô meu mão,
Amor do pasto secado?...
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Harlon Homem de Lacerda é Mestre em Letras pela UFPB e Professor de Literatura Brasileira da Universidade Estadual do Piauí (UESPI - Oeiras). E-mail: harlon.lacerda@gmail.com.


Outros textos da coluna “Perspectivas do alheio” no blog O Berro:
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Corpo de Baile’ – A criança paradigma
- Dossiê João Guimarães Rosa – Seguindo a travessia
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ – Ruminando
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ – Corpo Fechado
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ – Toda crença tem seu santo
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ – Minha Gente
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ – Marcha estradeira
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ – Febre e Mato
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ – Sapo ou Cágado?
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ - Sobre ‘O burrinho pedrês’

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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

‘As Baleias de Agosto’, filme de Lindsay Anderson, no Cinematógrapho



Cinematógrapho (com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme As Baleias de Agosto
Ficha técnica:
Título original: The Whales of August
Direção: Lindsay Anderson
Roteiro: David Berry
Elenco: Bette Davis, Lillian Gish, Vincent Price, Ann Sothern, Harry Carey Jr., Frank Grimes, Margaret Ladd, Tisha Sterling, Mary Steenburgen
Duração: 90 minutos
Ano: 1987
País de origem: Estados Unidos

“As velhas irmãs Libby e Sarah vivem juntas numa casa ampla no rochoso litoral do Maine. Com Ann Sothern, Bette Davis, Lillian Gish, Margaret Ladd, Mary Steenburgen e Vincent Price.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na quarta-feira, 11 de novembro de 2015, às 19h
No Sesc Juazeiro do Norte-CE. Entrada gratuita.

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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Show com as bandas BluesIn e Rubber Soul em Juazeiro do Norte



Dig a Pony
Show com as bandas BluesIn e Rubber Soul (The Beatles Cover, Fortaleza-CE)
Sábado, 07 de novembro de 2015, 22h
No Raul Rock Bar & Café
Av. Virgílio Távora, 950 (Juazeiro do Norte-CE)
Ingresso antecipado: R$20,00
Pontos de venda: Porão Rock e Raul Rock Bar & Café
Ingressos na hora do evento: R$ 24,00 (inteira); R$ 12,00 (meia).

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