sexta-feira, 30 de novembro de 2012

'O Espantalho', filme de Jerry Schatzberg, em exibição no Cinemarana



Cinemarana (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição de O Espantalho
Título original: Scarecrow
Direção: Jerry Schatzberg
Roteiro: Garry Michael White
Elenco: Gene Hackman, Al Pacino, Dorothy Tristan, Ann Wedgeworth
Duração: 112 minutos
Ano: 1973
País de origem: Estados Unidos

"Em uma estrada na Califórnia, Max (Gene Hackman) e Lion (Al Pacino), dois desconhecidos, se encontram. Max saiu da prisão recentemente, após ter cumprido uma pena de sete anos por assalto, e Lion é um marinheiro que passou seis anos no mar. O primeiro planeja ir para Pittsburg, onde sonha em abrir um lava-carros. O segundo deseja ver a mulher, que abandonou, e conhecer o filho de cinco anos. Os dois juntos decidem atravessar o país em busca de uma vida melhor. Nesta jornada o ex-presidiário aprende a controlar seu temperamento e o marinheiro se torna uma pessoa mais responsável. Um dos filmes americanos mais importantes da década de 70, ganhador da Palma de Ouro no festival de Cannes." (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na segunda-feira, dia 03 de dezembro de 2012, às 19h
No SESC Crato-CE. Entrada gratuita.

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Fernando Pessoa, os poetas

por Ythallo Rodrigues

Nascido em Lisboa, Portugal, ainda no século XIX, o homem Fernando Antonio Nogueira Pessoa durante 47 anos criou em vida uma das maiores e mais significativas obras da literatura portuguesa (compreenda-se aqui que ele não escreveu somente em português, o poeta também tem profícua escritura em língua inglesa).

Há 77 anos, em 1935, ele se despedia dessa nossa matéria, partindo para outras paragens. Não me atrevo porém, a quaisquer elogios a sua persona poética, sem pensá-lo como um múltiplo de poetas (o que de fato foi). Tendo sua poesia se multifacetado nas obras de Fernando Pessoa, o ortônimo, Alberto Caeiro, o mestre, Ricardo Reis, o monarquista e Álvaro de Campos, o futurista, para citar apenas os principais.

Tendo participado com fundamental relevância das revistas Orpheu números 01 e 02, e da revista Athena (revistas de grande importância para o modernismo português), Fernando Pessoa, no entanto, publicou apenas um livro intitulado Mensagem, em 1934. Nesse seu único livro publicado, o poeta por ele mesmo, busca refletir sobre a história de Portugal, levando em consideração o percurso dos grandes heróis e de sua pátria através dos tempos. Um livro de poemas com forte apelo nacionalista. Sendo ainda, um livro de complexidade apaixonante, Mensagem é composto por 44 poemas repletos de símbolos patríoticos (o brasão português, as coroas, o encoberto e etc.) e de história (os reis, o império, o "mar português" e etc.).

Para os interessados em adentrar nos meandros do livro Mensagem, existe um ótimo livro disponibilizado na rede, intitulado As Mensagens da Mensagem - A Mensagem de Fernando Pessoa, anotada e comentada, escrito por Nuno Hipólito. Segue o link aqui para quem queira.

Abaixo alguns poemas dos mestres da literatura de língua portuguesa.

Este poema encerra o livro Mensagem, de Fernando Pessoa
Quinto / Nevoeiro

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer —
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora!

Poema de Álvaro de Campos, 15-1-1928
Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

'Eleição', filme de Alexander Payne, em exibição no Cine Café



Cine Café (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Eleição
Título original: Election
Direção: Alexander Payne
Roteiro: Alexander Payne, Jim Taylor (baseados em romance de Tom Perrotta)
Elenco: Matthew Broderick, Reese Witherspoon, Chris Klein, Jessica Campbell, Mark Harelik, Phil Reeves, Molly Hagan
Duração: 103 minutos
Ano: 1999
País de origem: Estados Unidos

"Matthew Broderick, astro juvenil nos anos 80, faz neste filme o professor de uma High School que não suporta a ascensão vertiginosa da melhor aluna da classe, Reese Witherspoon, candidata a Presidente do Grêmio Estudantil. Os papéis políticos são representados de modo magistral por cada personagem." (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 01 de dezembro de 2012, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Icasa e Oeste pelejam na primeira partida da final da Série C do Brasileirão



por Hudson Jorge

Não! Não sou, pelo menos ainda, um assíduo frequentador de estádio de futebol. Acredito que, antes dessa agora, a última vez que tinha entrado no estádio Romeirão deve ter sido lá pelos idos de 2005.

Foi um caso atípico. Hoje, dia 28, uma quarta-feira enluarada de novembro, depois de realizar uma prova da cadeira de Cultura Brasileira onde o professor pedia que desvendássemos todo o processo de formação do povo brasileiro, parti para o Romeirão pra deixar um estimado colega da imprensa que iria fazer a cobertura do jogo Icasa x Oeste pela final do campeonato brasileiro da série C e, quem sabe, ficar para assistir ao jogo! Nada mais justo! Afinal, futebol também faz parte de nossa cultura!

Aproveitei o vácuo do conceituado repórter e quando vi: zás! Lá estava eu de frente daquela imensidão verde. Cacei um cantinho pra me escorar e me acomodei por entre as cadeiras cativas, sentando num batente de concreto. Quando dei por mim, lá estava eu rodeado por autoridades municipais, repórteres esportivos e personalidades caririenses ligadas ao esporte.

O jogo rolou legal. O Icasa teve, além de boas e impressionantes chances, uma expressiva posse de bola. Seu adversário, o Oeste, ficou mais na defensiva levando poucos perigos ao gol alviverde.

Apesar das boas chances, o Icasa se mostrou um tanto apático e com falta de objetividade. Faltou também aos jogadores do time juazeirense uma merenda reforçada, talvez um caldo do véi do caldo, que desse sustância nas pernas de alguns jogadores que caiam à toa, principalmente um tal de Lima que perdeu 3 espetaculares gols feitos do tipo “Esse até a minha vó faria!”.

Enquanto o jogo se desenrolava, eu que cheguei sozinho, passei a me enturmar. Deixei de ser o homem na multidão para me socializar com os colegas ao lado! Aos 30 minutos do segundo tempo eu já entendia toda a cadeia futebolística internacional e gritava “Puta que paréuuuu” pra cada gol perdido! Foi dramático!

Como disse no começo, havia muito tempo que eu tinha assistido a um jogo no estádio, porém consegui sentir a falta de alguns detalhes como palavrões cabeludos e o xingamento das mães dos árbitros. Talvez, o povo que se senta nas cativas não conheça tantos palavrões, sei lá. Senti falta também de um negócio chamado torcida organizada. Aliás, havia sim um grupo organizado que tentava fazer alguma coisa lá, menos torcer.

Senti a falta dos replays e do narrador gritando “espaaaaalmaa o goleiro!” No entanto, fui premiado com um comentarista gabaritado do meu lado, que eu vi alguém chamando de “Seu Major” (que de militar não tinha nada) e que despejou umas cem vezes a frase: "Esse Oeste é assanhado, é assanhaaadoo!"

E só agora, escrevendo essas linhas, é que me dei conta da importância da partida de hoje! Eu, pela primeira vez na vida, assisti ao vivo, de corpo presente, um jogo do Campeonato Brasileiro. Logo a finalíssima! Só podia entrar pra história mesmo!

Ah, sim! O jogo saiu 0x0.

Juazeiro e Barbalha: apresentações do espetáculo 'Quando as Galinhas Gemem'



"Sofrendo com a solidão, um velho de 66 anos se apega a animais (que morrem seguidamente) e a prostitutas que ele conhece nos botecos. Cansado de tudo, pede que alguém da plateia transforme sua vida em uma peça de teatro e lhe dê um final digno." (sinopse da divulgação do evento)

Espetáculo Quando as galinhas gemem
Rafael Barbosa (Fortaleza-CE)
Quinta, dia 29, e sexta, dia 30 de novembro, 19h, no CCBNB Cariri (Juazeiro do Norte-CE)
Sábado, dia 01 de dezembro, 19h, no Teatro Neroly Filgueiras (Barbalha-CE)
Entrada gratuita.

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8º Encontro Musical Beatos



8º Encontro Musical Beatos
Integrado ao Procem - Projeto Cultural Edite Mariano

Artistas convidados: Ulisses Germano e Quinteto Aberto TAJI
Domingo, dia 02 de dezembro de 2012
Na Rua Cícero Alves de Souza, 182 (Lameiro - Sítio Beatos, Crato-CE)
Entrada: 1kg de alimento não perecível
+ info.: ongbeatos@gmail.com / (88) 8823.2474.

Programação
9h às 11h: Aula de música com os alunos do PROCEM
11h às 12h: Show de Calouros
16h: Roda de conversa
17h30: Jam session


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Inscrições abertas: curso de apreciação de arte 'A Comédia no Cinema'



"Embora sendo um gênero surgido no teatro, a comédia se consagrou universalmente no cinema. Apesar de sua grande abrangência, há muitos que rejeitam este tipo de produção, tanto que são poucas as premiações cinematográficas de caráter cômico. Isto se deve exclusivamente ao desconhecimento de seus procedimentos, devido às raras publicações e desinteresse de estudiosos de cinema. Com este curso pretende-se abordar as diferentes técnicas de construção de cenas cômicas. Identificaremos através de cenas de comédias cinematográficas as situações, os personagens e o discurso cômico, que fazem deste gênero uma das mais populares e rendosa forma de cinema." (sinopse da divulgação do evento)

Curso de Apreciação de Arte
A Comédia no Cinema

Facilitador: Fernando Lira (Fortaleza-CE)
Carga horária: 12h/a
Dias 04, 05, 06 e 07 de dezembro de 2012, 14h
Na Casa Ninho (Rua Ratisbona, 266, Centro, Crato-CE)
Inscrições abertas (gratuitas), no CCBNB Cariri (Juazeiro do Norte) e Casa Ninho
+ info.: (88) 3512.2855.

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Covernation: show com repertórios de Guns'n'Roses e Misfits



Covernation - 1ª Semifinal
Com as bandas Dead Roses (Guns'n'Roses Cover) e Deadfits (Misfits Cover)
Sábado, 01 de dezembro de 2012, 22h
No Black Dog Rock Bar (Av. Virgílio Távora, Juazeiro do Norte-CE)
Entrada: R$5,00
Classificação: 18 anos.

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

70 anos do nascimento de Jimi Hendrix



Grifo nosso # 58

"Jimi Hendrix explodiu nossa ideia do que o rock poderia ser: ele manipulou a guitarra, a alavanca, o estúdio e o palco. Em músicas como 'Machine Gun' ou 'Voodoo Child', seus instrumentos são como uma vareta sensorial dos turbulentos anos 60 — dá para ouvir os tumultos nas ruas e as bombas de napalm explodindo em sua versão para Star-Splanged Banner.

Seu estilo de tocar era sem esforço. Não há um minuto de sua carreira gravada que deixe transparecer que ele está dando duro naquilo — parece que tudo flui através dele. A música mais bonita do cânone de Jimi Hendrix é 'Little Wing'. É simplesmente essa coisa linda que, como guitarrista, você pode estudar a vinda inteira e não tocar, nunca penetrar nela da forma como ele faz. Hendrix tece uniformemente acordes com trechos de uma só nota e usa sequências de acordes que não aparecem em nenhum livro de música. Seus riffs eram um demolidor funk pré-metal e seus solos eram uma viagem elétrica de LSD até as encruzilhadas, onde ele humilhava o diabo.

Há discussões sobre quem foi o primeiro guitarrista a usar feedback. Não tem importância, porque Hendix usou melhor do que ninguém: pegou o que se tornaria o funk dos anos 70 e o fez atravessar uma pilha de amplificadores Marshall, de uma forma que ninguém fez desde então.

É impossível pensar no que Jimi estaria fazendo agora; ele parecia ter uma personalidade bem volátil. Seria um político idoso do rock? Seria Sir Jimi Hendrix? Ou estaria fazendo uma temporada em Las Vegas? A boa notícia é que seu legado está garantido como o maior guitarrista de todos os tempos."
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Tom Morello, na matéria especial "Os 100 maiores guitarristas de todos os tempos", na revista Rolling Stone (Brasil), edição 65, de fevereiro de 2012.

Postagem neste 27 de novembro de 2012, data em que Jimi Hendrix completaria 70 anos.

"Hear My Train A Comin'" (Jimi Hendrix):

Tributo a Paul McCartney: shows da Band On The Run no Cariri



Band On The Run
"Formada em meados de 2009, em Fortaleza-CE, a Band On The Run presta homenagem à obra musical do cantor e compositor inglês, o ex-Beatle, Sir Paul McCartney. Tudo surgiu de uma antiga ideia do músico cearense Edmundo Jr., admirador da obra de Paul. Edmundo ficou mais conhecido por seus trabalhos com artistas renomados no cenário nacional como Raimundo Fágner e Kátia Freitas, e pelas bandas Ozlo (trabalho autoral) e Remember Beatles. Logo juntaram-se a ele mais dois membros remanescentes da Remember Beatles, o baterista/vocalista Silvio Starr e o tecladista Djalma Feitosa. Para completar o grupo, recrutaram o vocalista Bidu Noronha (Fator RH) e o guitarrista Marcelo Feitosa.

Desde então o grupo tem se dedicado a aprender, estudar, tocar e divulgar as canções de Paul McCartney. Com um repertório formado por clássicos como 'My Love', 'No More Lonely Nights', 'Ebony And Ivory' e 'Live and Let Die', juntamente a músicas que marcaram seus trabalhos com os Beatles e Wings, e novos sucessos de álbuns mais recentes, a Band On The Run sempre tem deixado uma impressão muito positiva e energia cativante por onde tem passado."

Band On The Run
Tributo a Paul McCartney

Sexta-feira, 30 de novembro de 2012, na La Favorita (Juazeiro do Norte-CE)
Sábado, 01 de dezembro de 2012, no Terraçus (Crato-CE)
Ingressos à venda na Avalon Locadora (Juazeiro) e Loja Mistikos (Crato)
+ info.: (88) 8823.9782 / 9666.9666.

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Armazém do Som: Abidoral Jamacaru interpreta canções de Noel Rosa



"No show 'Conversa de Botequim', Abidoral Jamacaru, um dos mais importantes compositores nordestinos, reverencia Noel Rosa (1910-1937) num lúdico mergulho na sua vida e na sua musicalidade. A música e a poesia de Noel marcaram os rumos da MPB, influenciando movimentos como a Bossa Nova. Abidoral mostra que Noel Rosa continua vivo e atualíssimo."

Armazém do Som
Abidoral Jamacaru com o show 'Conversa de Botequim'
Sexta-feira, 30 de novembro de 2012, 20h
No Teatro SESC Patativa do Assaré (Juazeiro do Norte-CE)
Entrada: 1kg de alimento não perecível
+ info.: (88) 3587.1065.

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

I Conversatório Político-Jurídico Crítico: Direito, pra que te quero?



I Conversatório Político-Jurídico Crítico:
Direito, pra que te quero?

Dias: 28, 29, 30 de novembro e 01 de dezembro
Local: URCA, no Salão da Terra - Campus do Pimenta
Certificação: 20 h/a
Inscrições gratuitas

Programação:

Quarta-feira, 28/11:
14 às 18h - Credenciamento
19 às 21h - Por um Direito que humanize e emancipe

Quinta-feira, 29/11:
16 às 18h - Por uma extensão que nos transforme
19 às 21h - Por um ensino que nos emancipe

Sexta-feira, 30/11:
16 às 18h - Por uma pesquisa que nos liberte
19 às 21h - Por um Direito que transforme e liberte

Sábado, 01/12:
15h - Espaço para entidades de luta e encerramento com sarau

Filme 'A Hora da Estrela' em exibição no Cinematógrapho



Cinematógrapho (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição de A Hora da Estrela
Título original: A Hora da Estrela
Direção: Suzana Amaral
Roteiro: Suzana Amaral, Alfredo Oroz (adaptação de romance de Clarice Lispector)
Elenco: Marcélia Cartaxo, José Dumont, Tamara Taxman, Umberto Magnani, Fernanda Montenegro, Denoy de Oliveira
Duração: 96 minutos
Ano: 1985
País de origem: Brasil

"Macabéa (Marcélia Cartaxo) é uma imigrante nordestina que vive em São Paulo. Ela trabalha como datilógrafa em uma pequena firma e vive em uma pensão miserável, onde divide o quarto com outras três mulheres. Macabéa não tem ambições, apesar de sentir desejo e querer ter um namorado. Um dia ela conhece Olímpico (José Dumont), um operário metalúrgico com quem inicia namoro. Só que Glória (Tamara Taxman), colega de trabalho de Macabéa, tem outros planos após se consultar com uma cartomante (Fernanda Montenegro)." (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na quarta-feira, dia 28 de novembro de 2012, às 19h
No Teatro SESC Patativa do Assaré (Juazeiro do Norte-CE). Entrada gratuita.
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domingo, 25 de novembro de 2012

Em Juazeiro: espetáculo de dança 'Odara, dançar o que há de bom'



Escola de Dança do Cariri apresenta:
Odara, dançar o que há de bom

Segunda-feira, 26 de novembro de 2012, 20h
No Teatro SESC Patativa do Assaré (Juazeiro do Norte-CE)
Entrada: R$10,00 (inteira); R$5,00 (meia).

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Espetáculo 'Teu Nome' na Guerrilha do Ato Dramático Caririense 2012



"...'Quero Paz, Não Escrevo Teu Nome Nunca Mais'...

O porquê do nome nos Seres Vivos, A Influência da Natureza na Origem dos nomes, As relações Humanas, Afetivas e Outros fatores do cotidiano, Serviram de Mote Para o Circo Du Sopé Lançar Teu Nome, um Espetáculo Que Envolve Dança, Teatro e Circo, Deixando de Lado a Ludicidade Bastante Comum do Circo Tradicional, Para Embarcar Numa Viajem a Um Mundo de Silêncio, Mistérios e Sensações. Com Base nas Técnicas Desenvolvidas, a Interferência do Clown e o Urbanismo Inserido na Ancestralidade, o Espetáculo Mostra as Mais Diferentes e Comuns das Cenas Cotidianas: O Abraço, O Beijo, o Toque, o Sim e o Não, Proporcionando à Plateia a Sensação de Ator-Espectador." (sinopse da divulgação do evento)

4ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense
Espetáculo Teu Nome

Circo Du Sopé (Crato-CE)
Domingo, 25 de novembro de 2012, 19h30
No Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)
Entrada: R$14,00 (inteira); R$7,00 (meia e antecipada)
Classificação: 12 anos.

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