Mostrando postagens com marcador Cariri. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cariri. Mostrar todas as postagens

domingo, 17 de janeiro de 2021

A morte da Beata Maria de Araújo: ilustração de Reginaldo Farias e poesia ‘Sagrada sentença’, de Karla Alves


Ilustração de Reginaldo Farias (@reginaldofariass / @materiadesonhos)

17 de janeiro de 1914, data da passagem da Beata Maria de Araújo, protagonista do “Milagre de Juazeiro”, série de eventos fundamental para o surgimento e crescimento da atual cidade de Juazeiro do Norte-CE.

O túmulo da Beata, na Capela do Socorro, em Juazeiro, foi violado em 1930, resultando no sumiço de seus restos mortais. Até hoje esse fato segue sem explicações e desdobramentos.

Na sequência, compartilhamos poema de Karla Alves (@corkaroli):


SAGRADA SENTENÇA

No cemitério do esquecimento
Jazida a história verdadeira
De uma beata perigosa
Que foi torturada e morta
Pela mira da igreja.
Do senhor padre veio a cruz
Da cruz nasceu a dor
Dessa dor morreu Maria
Que aos olhos da liturgia
Toda desgraça merecia
Por conta de sua cor
Maria de Araújo
Era beata pobre e preta
Nasceu grávida do milagre
Que ergueu toda a cidade
Onde somente o homem reina
Juazeiro da Morte
Terra de comércio forte
Em volta da estatueta
Erguida em gesso pálido
Pelo mesmo poderio fálico
Que a uma santa preta rejeita
Mas que goza e se deleita
No sangue tinto derramado
E como fraude consagrado
Pela doutrina episcopal
Maldito e sagrado seja
O tribunal da Santa Igreja
Que para sempre ordenou
O calvário da História
E a putrefação da memória
Da verdadeira santa
Que o sangue do milagre obrou...

(Karlinha Sutil - Karla Jaqueline Vieira Alves)

No livro Poemas para Maria - Beata Maria de Araújo (Editora Gráfica Líder Cariri, 2018).
_

Outras postagens do blog O Berro relacionadas à Beata Maria de Araújo:
- Manifesto à consagração: a Santa do Padre Cícero, a Santa do Juazeiro
- ‘A Beata Maria de Araújo’, por Padre Azarias Sobreira
- Beata Maria de Araújo no livro ‘Efemérides do Cariri’ (Irineu Pinheiro)
- 'Milagre do Padre Cícero e Maria de Araújo', cordel de Severino do Horto
- Centenário de morte da Beata Maria de Araújo: 17 de janeiro de 1914-2014
- Beata Maria de Araújo e Padre Cícero em matéria do Fantástico (1997)
- "Procura-se" Beata Maria de Araújo
- Ilustração e poema sobre a Beata Maria de Araújo
- 122 anos de romarias em Juazeiro do Norte

- Beata Maria de Araújo por Raimundo Araújo, no livro 'Mulheres de Juazeiro'

sábado, 1 de agosto de 2020

Exposição virtual (IN)POSSIBILIDADES apresenta amostra da obra de Luís Karimai



“... (IN)POSSIBILIDADES é uma exposição virtual que atende a situações distintas: é registro simbólico de uma década do desencarne do artista Luís Karimai e trazer o diálogo de sua produção; é a pedra angular de um projeto maior de exposição permanente, fonte de aprendizados e acessibilidade ao acervo; e, por último e não menos importante, é um fio de esperança a tecer coloridos matizes em nossos insólitos dias de restrições e isolamentos. A denominação (In)possibilidades extrapola o lugar dos neologismos para aportar em um convite à desautomatização do olhar, a enxergar nos contrastes, nos paradoxos, os diálogos e possibilidades, eis a separação do prefixo. É resolver conflitos para encontrar equilíbrio capaz de sugerir esperança, movimento e transposição. É olhar para fora, mas também ser capaz de olhar para dentro (IN) e reconhecer-se apto para transcender e amenizar tensões. O chamado é apreciar ‘os víveres para a alma, desde humanos ‘sonhos’ enquanto lembranças infantes ou internos pássaros, tudo são de a vida caminhar altaneira em sofridos dias de agora’.”

Trecho de texto de Maria Eneida Feitosa na apresentação da exposição.
_

Exposição virtual (IN)POSSIBILIDADES
Obras do artista plástico Luís Karimai (in memoriam)
Curadoria: Profa. Dra. Maria Eneida Feitosa e Clara Karimai
Expografia: José Vanderlan Araujo Mendonça
Música: Di Freitas
Agradecimentos: Penha Karimai, José Vanderlan

Endereço da exposição:
https://exposicao.institutokarimai.com.br/

Perfil do Instituto Luís Karimai no Instagram:
https://www.instagram.com/institutoluiskarimai/

.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte lança edital para seleção de pareceristas de projetos



A Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), lançou na última terça-feira -feira, 28, o edital de chamamento público de credenciamento de pareceristas. As inscrições para o credenciamento serão feitas exclusivamente via Internet,  no site do mapa da cultura através do link https://mapacultural.juazeiro.ce.gov.br/,  no período de 29 de julho até as 23h59 do dia 04 de agosto de 2020.

O edital tem como objetivo a seleção de pessoas para atuar no âmbito da análise técnica de projetos submetidos aos editais da Secult. O cadastro terá validade de um ano, prorrogável por igual período. Para participar a pessoa interessada deverá ser Pessoa física com idade mínima de 18 anos, brasileira nato, residente e domiciliado no Estado do Ceará; no caso da pessoa física ser microempreendedor individual (MEI) é obrigatório que seu cadastro profissional contenha Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE) compatível com a(s) área(s) de atuação inscrita neste edital.

É necessário ainda ter, no mínimo, dois anos de atuação comprovada na(s) área(s) nas quais pretende se credenciar e ter concluído, no mínimo, um curso de nível médio ou equivalente. O candidato antes de realizar a inscrição deverá criar ou atualizar o cadastro no Mapa Cultural do Ceará com o perfil de Agente Individual (Pessoa Física). A Secult disponibilizará atendimento aos candidatos através do e-mail editalpareceristasjuazeiro@gmail.com .

Cada candidato poderá se inscrever em até uma área de atuação, dentre as 14 existentes, devendo comprovar experiência profissional na área escolhida. São elas: Artes visuais, Audiovisual, Arte Digital e Novas Mídias, circo, dança, fotografia, humor, literatura, música, teatro, Patrimônio Cultural Material, Patrimônio Cultural Imaterial, museus e memória, moda e design, além de Intersetorialidades das Políticas Públicas de Cultura, Gestão e produção Cultural.

A seleção será realizada em sessão pública, com início às 9h, nos dias 03 e 04 de agosto de 2020, transmitida pela plataforma Google Meet, com link a ser disponibilizado no instagram @culturajuazeiro. A divulgação do resultado preliminar acontecerá no dia 05 de agosto, quando os convocados serão remunerados com o valor bruto de R$ 2 mil. Para mais informações os interessados devem acessar o edital.

Clique aqui para ler o edital.

Clique para acessar o formulário de inscrição.
.

quarta-feira, 22 de julho de 2020

9 (+1) livros sobre Juazeiro do Norte - Parte 1



por Ythallo Rodrigues e Luís André Araújo

“Juazeiro é uma terra de pouca geografia e muita história”. Com essa frase, Monsenhor Murilo de Sá Barreto naturalmente se referia a toda a riqueza de fatos, histórias e culturas na vida de um município relativamente novo e com pouca extensão territorial.

E neste 22 de julho – dia da emancipação política do município – para ilustrar que o que não falta é história sobre o Juazeiro, resolvemos lançar a primeira de uma série de listas com livros que contam muitos dos fatos ligados à gênese e ao desenvolvimento de Juazeiro do Norte, em seus aspectos religiosos, políticos, econômicos e culturais.

Assim sendo, é importante pontuar algumas questões:

A produção editorial e acadêmica de trabalhos sobre Juazeiro é vastíssima, mas as listas são finitas, implicando no inevitável: muita coisa boa (e importante) naturalmente (e infelizmente) ficará de fora.

Como faremos mais de uma lista (aguardem as próximas!), possivelmente um livro não contemplado agora pode ser citado numa próxima postagem.

Para tentar diversificar as épocas, estilos, autores e autoras das obras, a lista não segue um critério de importância/relevância da publicação, então colocamos em ordem cronológica, considerando a data de lançamento da primeira edição.

Ressaltamos que a lista não é assinada por especialistas na história do Juazeiro e sua religiosidade, mas O Berro resolveu se lançar nessa missão por sempre demonstrar um eminente interesse e admiração pelo assunto, como quem se surpreende com a riqueza de cada história deste lugar. Então as listas surgem dessa curiosidade e admiração.

Por fim, enfatizamos que não estão sendo listados, necessariamente, livros com qualquer tipo de temática ligada ao Juazeiro ou pelo fato do escritor ou escritora ser juazeirense. A ideia é enumerar livros “sobre o Juazeiro”, com temáticas caras à sua origem e desenvolvimento enquanto município, no que se refere às questões religiosas, à história do Padre Cícero e/ou da Beata Maria de Araújo (e demais religiosos conhecidos), das romarias, etc., também pincelando aqui e acolá as questões econômicas, políticas e culturais.

Boa(s) leitura(s)!



O Padre Cícero que eu conheci (verdadeira história de Juazeiro) - Amália Xavier de Oliveira (Gráfica Olímpica, 1969): o livro da professora e memorialista Amália Xavier busca descrever a vida de Padre Cícero, tendo como recorte o período em que este viveu em Juazeiro, entre 1872 e 1934 (ano de sua morte). O texto que abre a edição de 2001 é uma carta da escritora Rachel de Queiroz, de 1968, com considerações que demonstram algumas características importantes do texto da professora juazeirense: “Estou acabando a leitura de seu livro O Padre Cícero que eu conheci. E quero agradecer a distinção que me fez, proporcionando-me a leitura em original, desse depoimento honesto, veraz e fiel. Sabe quanto venero a figura do nosso padrinho Padre Cícero; é uma dor de coração ver esses ‘depoimentos’ e ‘interpretações’ que saem por aí, assinados por aventureiros, por pessoas que se querem beneficiar da glória do nosso santo – ou por conhecidos inimigos dele. O seu livro vem pôr a verdade no seu lugar. É claro, sincero – e se é apaixonado, algumas vezes, – será desse paixão da justiça, que reclama quando vê a mentira entronizada.”


 
Milagre em Joaseiro - Ralph Della Cava (Paz e Terra, 1976): publicado originalmente em 1970 nos Estados Unidos – com a primeira edição brasileira lançada em 1976 – tornou-se importante referência pela apreciação e divulgação de documentação até então inédita sobre o “Milagre da hóstia do Juazeiro”, protagonizado pela Beata Maria de Araújo e pelo Padre Cícero. Ralph Della Cava, um historiador e antropólogo estadunidense, acabou apresentando, assim, um dos trabalhos de grande fôlego sobre a formação e desenvolvimento de Juazeiro do Norte, calcado no fenômeno religioso do fim do século XIX e impulsionado ainda com mais vigor durante o século XX. O livro – lançado originalmente pela Paz e Terra e reeditado em 2014 pela Companhia das Letras – estimulou tantos outros trabalhos acadêmicos e produções audiovisuais sobre a história do Padre Cícero e de Juazeiro.


 
Juazeiro do Padre Cícero: a terra da mãe de Deus - Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros (Francisco Alves, 1988): nesse estudo pioneiro, desenvolvido no decorrer da década de 1970 e apresentado como tese de doutorado em 1980 pela antropóloga Luitgarde Oliveira, acompanhamos o percurso de constituição histórico-social do sertanejo, em que seguimos até a vila de Juazeiro em seu nascedouro no final do século XIX e a partir de lá somos convidados a entender os meandros do catolicismo popular na formação de Padre Cícero como um dos ícones desta categoria. O livro segue pelo século XX, observando a relação estabelecida entre os romeiros de Padre Cícero e a cidade que é o espaço sagrado da devoção de toda a gente do Nordeste que compõe as romarias. Na edição mais recente, de 2014, há ainda o acréscimo de um quarto capítulo que delineia alguns aspectos da chegada do Juazeiro de Padre Cícero no século XXI.


 
Juazeiro do Padre Cícero - Raimundo Araújo (org.) (Gráfica Mascoto, 1994): em 1994 Juazeiro tinha algumas datas importantes para comemorar – no sentido de trazer à memória, recordar: 80 anos da morte da Beata Maria de Araújo; 80 anos da Sedição de Juazeiro (a famosa “Guerra de 14”); 80 anos da elevação da condição de vila a cidade; 60 anos da morte do Padre Cícero e 150 anos do seu nascimento; 25 anos da inauguração da estátua do Padim no Horto... ufa! (correndo o risco aqui de esquecer outras efemérides importantes daquele ano). Para homenagear tantos fatos relevantes, o escritor Raimundo Araújo, um dos grandes entusiastas da história de Juazeiro, organizou essa antologia com textos dos mais variados profissionais, moradores, admiradores e estudiosos da história da cidade. Nas páginas do livro são explorados diversos assuntos e temos uma seção com fotografias, que hoje provocam um certo saudosismo, pois já se vão 26 anos do lançamento dessa obra impressa pela tradicional Gráfica Mascote.


 
Maria do Juazeiro: a beata do milagre - Maria do Carmo Pagan Forti (Annablume, 1999): dentre os mais variados assuntos e personagens que fazem parte da história de Juazeiro do Norte e do Cariri, para a equipe d’O Berro a Beata Maria de Juazeiro merece um destaque especial. Sendo assim, naturalmente haveríamos de mencionar uma das primeiras obras com um certo fôlego que se debruçou especificamente na figura de Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo. Coube então à psicóloga e professora Maria do Carmo Pagan Forti levantar uma questão que sempre merece um debate mais profundo: após o caso do milagre da hóstia, ocorrido em 1889, o Padre Cícero tornou-se o líder e grande referência de um dos maiores fenômenos sócio-religiosos da história do Nordeste brasileiro: as romarias de Juazeiro; entretanto, a grande protagonista daqueles fatos, a Beata Maria de Araújo, foi sendo apagada da história, tendo seu nome e sua importância poucas vezes lembrados no fenômeno em que se transformou o Juazeiro. Maria do Carmo não hesita em tomar partido e defender a beata de todas as acusações sofridas durante o processo eclesiástico que condenou Maria de Araújo ao enclausuramento e esquecimento nos seus últimos anos de vida – e em boa parte da história.


 
Padre Cícero: poder, fé e guerra no sertão - Lira Neto (Companhia das Letras, 2009): com uma considerável lista de personagens da história brasileira no seu currículo como biógrafo, o jornalista e escritor cearense Lira Neto também se debruçou sobre a história do Padre Cícero. O resultado dessa pesquisa foi o livro Padre Cícero: poder, fé e guerra no sertão, que apresenta uma narrativa baseada em vasta documentação sobre a riquíssima e surpreendente história que envolve as questões políticas e religiosas da ascensão do Padim Ciço no sertão nordestino. Sem esnobar o mérito de sua pesquisa historiográfica, vale mencionar a recorrência de escutarmos leitores do livro falarem que se trata de uma narrativa instigante, envolvente, por ser uma história (de certa forma) “romanceada”, prendendo o leitor com um texto que flui facilmente, prendendo a atenção a cada página. Por fim, também vale citar o peso da editora Companhia das Letras e a sua capacidade de distribuição nacional, que fizeram desse livro um importante divulgador da história do Padre Cícero em todo o território brasileiro.



O teatro de Deus: as beatas do Padre Cícero e o espaço sagrado de Juazeiro - Edianne Nobre (Editora IMEPH, 2011): em seu primeiro livro, a professora e escritora Dia Nobre narra as histórias que estão em torno dos milagres de Juazeiro, a partir da perspectiva das nove beatas que acercavam o Padre Cícero em seu itinerário de fé. A partir da forma clássica de um texto dramatúrgico em três atos, a autora vai desenvolvendo em cada uma das cenas o desenrolar dessa história intrincada (iniciada nas últimas décadas do século XIX) e tramada por inúmeras vozes e contextos diversos. Fatos históricos (ou místicos) que reverberam até hoje na cidade em que Juazeiro do Norte se transformou. Ao final do percurso do livro a autora reafirma a potência “do fato extraordinário que é um pequeno povoado sombreado por juazeiros crescer no meio do nada e se transformar em um caloroso e famoso centro de religiosidade católica”. A obra faz parte da importante Coleção Centenário, lançada em 2011, quando foram comemorados os 100 anos de Juazeiro, e a autora posteriormente lançaria uma obra de grande impacto sobre a Beata Maria de Araújo – mas isso é assunto paras as próximas listas...


 
A Praça Padre Cícero - Daniel Walker (Expressão Gráfica e Editora, 2017): praticamente toda cidade possui uma praça que poderia ser chamada de “o coração da cidade”. E parece que não foi por acaso que um livro sobre a Praça Padre Cícero fosse capaz de representar toda dedicação de uma vida do professor, historiador e escritor Daniel Walker a Juazeiro do Norte – e, lógico, ao Padre Cícero. Lançada em 2017, a obra foi fruto de uma longa pesquisa (de mais de 5 anos) que esbarrava na falta de acervos públicos mais cuidadosos em registrar a história do nosso povo e das nossas cidades. Mas Daniel Walker abraçou a missão, consultando escritos e ouvindo “causos” de tantas pessoas que viveram muitas histórias na famosa praça, com destaque especial para as décadas de 1960 e 1970, quando, segundo o próprio autor “ela esbanjou todo o seu glamour e ficou cravada na memória de todos nós, como sendo nosso local de lazer e namoro”. O resultado é um livro com muitas histórias, informações e um rico acervo fotográfico.


 
Juazeiro sem Padre Cícero: expectativas e temores gerados pela morte do Padrinho (1934-1969) - Amanda Teixeira da Silva (Editora CRV, 2018): já a obra da professora e historiadora Amanda Teixeira segue o percurso temporal imediatamente posterior à morte de Padre Cícero, até o final na década de 1960. Na contracapa da primeira edição Amanda traça uma breve sinopse do seu trabalho. “Padre Cícero morreu em 1934. Havia, no período, diferentes expectativas sobre o que seria Juazeiro após o desaparecimento de seu fundador. Para muitos jornalistas, a morte de Padre Cícero representava um problema econômico, constituído pelo possível esvaziamento da cidade e pela fuga de mão de obra do Nordeste para o Sudeste e o Norte do país. Alguns temiam ainda possíveis acessos de fanatismo ou a consolidação de um problema social, já que os romeiros e retirantes ficariam então sem o apoio espiritual, moral e material do sacerdote. Para os devotos, por outro lado, o desaparecimento do Padrinho significava o fim da relação pessoal com um santo que falava a língua dos pobres e nunca se negava a ouvir e auxiliar os necessitados. De certo modo, a persistência de Padre Cícero nos corações de seus seguidores surpreendeu os intelectuais e as autoridades religiosas que planejavam dar fim à sua memória. A morte não foi capaz de eliminar o Padrinho. Juazeiro sem Padre Cícero passou a ser Juazeiro com mais Padre Cícero do que se imaginava.”


 
+1. A mulher sem túmulo - Nilza Costa e Silva (Armazém da Cultura, 2010): “Maria foi a segunda beata a receber a hóstia. Tomou um susto. Sentiu alguma coisa estranha em sua boca, um gosto de sangue... Teve vontade de expulsar aquilo de dentro de si, pois não sabia o que era. Terminou cuspindo tudo sobre a palma da mão. Só aí notou, visivelmente pálida, que a hóstia estava sangrando.” O livro de Nilza Costa e Silva através dos fatos romanceia a história de Maria de Araújo, a beata protagonista dos milagres da hóstia consagrada, a renegada santa de Juazeiro. Em 1930 o túmulo de Maria de Araújo foi violado e destruído por oficiais da igreja católica, um mistério que paira sobre a hoje populosa Juazeiro do Norte, e que faz ecoar a pergunta trazida ao final deste romance: “Onde está Maria de Araújo?”
_

Confira outras listas postadas recentemente no blog O Berro:
9 (+1) poemas de Fernando Pessoa e alguns de seus Outros Eu(s), por Flávio Queiróz
9 (+1) poemas de O Belo e a Fera, livro de Geraldo Urano (Lima Batista)
9 (+1) referências do Design Cariri, por Fernanda Loss
9 (+1) discos preferidos do rock internacional, por Michel Macedo
9 (+1) importantes obras de filosofia, por Camila Prado
9 (+1) artistas visuais contemporâneos, por Adriana Botelho
9 (+1) leituras para quem quer conhecer melhor a literatura brasileira, por Edson Martins
9 (+1) músicas para ouvir no Primeiro de Maio, por Antonio Lima Júnior
9 (+1) obras que me fizeram refletir durante o isolamento, por Cecilia Sobreira
9 (+2) contos de Rubem Fonseca para ler, por Elvis Pinheiro


.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Corpo em Crise: Ensaio a̶b̶e̶r̶t̶o Fechado – Destrinchando o primeiro encontro com o palco



“Corpo em crise é um projeto de música autoral que tem como processo de construção principal etapas de traduções. Primordialmente, busca explorar como as crises políticas e questões efervescentes atuais são traduzidas em sensações pelo corpo. Então, como esses sentimentos podem ser traduzidos em imagens ou enredos mentais, como se encaixam dentro de uma narrativa. A última etapa seria a tradução dessas imagens e histórias em palavras e em sonoridade.

Sendo o corpo o conduíte principal de tais traduções, ele também é o foco das composições, com um toque dançante, às vezes enérgico, às vezes contido. A música intitulada ‘Mãos’, por exemplo, trata de um corpo que vai para as ruas para não permitir que seus direitos escapem por entre os dedos, mas também tateia as memórias de uma infância sem medo. A música ‘Língua’ é malemolência, é gingado, é uma sensualidade que permeia os corpos da noite urbana, que seduz sob as luzes dos postes e dos letreiros de neon.

Cada uma das músicas tem como título uma parte do corpo. Imprime sobre cada membro ou órgão uma identidade relativa a um sentimento, a um movimento, a uma questão política. Afinal, o corpo é político, assim como os espaços que lhe são permitidos ocupar ou forçado a desocupar, qual membro é usado para que finalidade, quem tem poder sobre o corpo de quem.

Em termos de sonoridade, o projeto mistura música pop, samba, rock e eletrônico.

Queríamos compartilhar nosso trabalho em um ensaio aberto marcado para a noite de 16 de março, que precisou ser cancelado por conta das medidas preventivas lançadas pelo governo do estado durante a tarde do mesmo dia, que previa o cancelamento de eventos com público maior que 100 pessoas. Como já estávamos com tudo programado, resolvemos fazer um ensaio fechado, sem público, apenas com a equipe técnica. O ensaio foi gravado e intitulado ‘Corpo em Crise - Ensaio a̶b̶e̶r̶t̶o fechado’.

O objetivo da divulgação do ensaio fechado é trazer para o público o material que temos trabalhado desde que começamos a ensaiar e receber um feedback, saber o que outros olhares tem para contribuir com nosso processo criativo, com a construção de nossa sonoridade e performance.

Em maio, foi aprovado no edital Cultura Dendicasa da Secult Ceará um vídeo onde trazemos falas de integrantes da banda e três músicas do ensaio gravado em março. O vídeo faz parte da plataforma decorrente do edital, que abriga 400 trabalhos produzidos na quarentena por artistas cearenses.” (texto da produção - Corpo em Crise)

O vídeo está disponível no link abaixo:
https://bit.ly/corpoemcrise

Instagram: @corpoemcrise



Sinopse
O ensaio aberto do Corpo em Crise, nossa primeira aparição pública, foi cancelado por conta da pandemia. Resolvemos, então, fazer um ensaio fechado e fazer registros desse momento. Aqui compartilhamos relatos da banda sobre as composições, processo criativo, e três das músicas gravadas nesse ensaio.

Ficha Técnica
Roteiro, apresentação e composições: Corpo em Crise
Vocal: Ailton Jesus
Guitarra: Zarelly Souza
Baixo: João Victor
Teclados, samples e MPC: Marcus Freire
Iluminação: Sinesia Ventura
Técnico de som e gravação: Michel Leocaldino
Filmaker e edição: Linaldo Pereira
Edição final: Marcus Freire
Fotos: Fusion Filmes.

.

terça-feira, 14 de julho de 2020

Lockdown fajuto e flexibilização capenga: receitas para um ‘puxincói’ anunciado



por Hudson Jorge

Nesse momento em que vemos os casos de covid-19 aumentando descontroladamente em muitas regiões, principalmente no Cariri, há diversos relatos de pessoas que continuam ignorando a gravidade da doença e suas consequências, seja para a saúde individual ou coletiva das pessoas ou mesmo para a economia. São festinhas nas calçadas, churrascos (quase todo mundo tem um vizinho travesso juntando amigos e assando uma carninha regada a cerveja gelada), enquanto outros se enfurnam em suas casas, abrindo mão, inclusive, de se relacionar ou fazer funerais de entes queridos.

Há um tempo atrás eu ouvi de jurista (que não me recordo o nome) que as leis e o Estado existem para proteger o cidadão, inclusive, dele próprio – na época a discussão era sobre regras de trânsito e uso da cadeirinha para crianças (porque muitas pessoas alegam que querem ter o direito de optar pela utilização ou não).

O que vemos aqui é uma sucessão de inoperâncias do Estado, influenciadas por políticas de governos.

Em todas as esferas, os governos estão sendo pressionados a flexibilizarem, inclusive, a rigidez (estranho, não?), e para isso existem vários aspectos influenciadores (economia, ideologia e eleições).

Por mais que o Estado* se esforce para oferecer estrutura mínima de atendimento para infectados, a grande preocupação passou a ser a de que o cidadão tenha um leito para morrer “dignamente”.

Os municípios não operam para fazer valer os próprios decretos estabelecidos, os governos estaduais não agem efetivamente para vigiar e punir os desobedientes, seja por falta de contingente ou por falta de organização.

Enquanto isso, acontece o que acontece: uma parcela da população se protege, se tranca, deixa de ver pai, mãe, familiares e amigos; a outra liga o “foda-se” e descumpre lindamente regras, leis e recomendações.

No final das contas, pagam todos, porque parece que ficaremos girando indefinidamente nessa roda chamada pandemia. Um “puxincói”, como diria minha vó: libera, restringe, libera e restringe. Mas, o pior é ver começar a chegar relatos de parentes e amigos infectados, alguns mortos e o povo, em todo canto, querendo fazer disso tudo um eterno Leblon.

Somos tão incapazes de controlar a pandemia, que o discurso de salvar vidas apregoado pelos governantes de estados e municípios foi revertido para a preocupação de que não faltem leitos nos hospitais.

Isso reforça uma ideia que venho batendo na tecla nas conversas informais: para o Estado somos números. Deixaram de se importar com as vidas, para se importar com os números.

Enquanto o sistema de saúde não colapsar e as pessoas não estiverem morrendo nas calçadas, como aconteceu no Equador, está tudo bem!, está tudo ótimo!, mesmo que morram dezenas, centenas ou milhares diariamente.

“Quanto mais gente morre, melhor”, porque os leitos são liberados automaticamente. Não há colapso, entendem?
_

*Quando me refiro a Estado, falo dos Governos Estaduais e Municipais. O Governo Federal desde o início se mostra incapaz, ao menos, de compreender a situação, o que o torna, infelizmente, ineficaz e inoperante.

foto: Nívia Uchôa (@niviauchoa)

.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Divulgado o resultado do Edital Cultura em Casa pela Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte



A Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte divulgou o resultado final do Edital Cultura em Casa. A chamada pública trata-se de credenciamento de artistas, grupos artísticos, produtores e técnicos da cultura para apresentação em plataformas digitais e/ou online.

Confira o resultado clicando no link abaixo:

https://bit.ly/editalculturaemcasa

.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

9 (+1) referências do Design Cariri, por Fernanda Loss



por Fernanda Loss

Traçar os limites do que é ou não design é uma tarefa complexa. Por isso, adaptei o pedido de “falar sobre Design Cariri”, e selecionei 10 referências daqui que compõem meu repertório visual. A escolha foi feita a partir do que me provoca, e tangencia o design em suas diversas vertentes.


 
1. Ladrilho hidráulico: a Fábrica de Mosaicos de Seu Jaime em Barbalha, fabricou padrões que estampam o piso de muita casa e prédio público no Cariri. O que me chama a atenção além das cores e formas é a possibilidade de diferentes composições com módulos que o ladrilho hidráulico possibilita.


 
2. Tipografia vernacular do Juazeiro: o centro do Juazeiro possui um arsenal enorme de letreiros populares estampados nos seus comércios. É um material rico para pesquisa e desenvolvimento de tipografia.


 
3. Cores da Chapada: a natureza no Cariri é a dinâmica, a mesma trilha da chapada vai apresentar paisagens diferentes em cada época do ano.


 
4. A Joia do Leo: o trabalho de Leo é incrível! Ele desenvolve peças primorosas utilizando metal e pedra kariri. É um joalheiro contemporâneo que se destaca por suas peças artesanais com acabamento delicado.


 
5. Indumentária do Reisado: o movimento das fitas coloridas e o reflexo dos espelhos da roupa dos brincantes de reisado produzem um impacto visual fortíssimo.


 
6. Fotopintura de Telma Saraiva: as imagens fantasiosas das fotopinturas de Telma são resultados de um trabalho minucioso. Para obter as imagens que vemos em sua obra, a artista se debruçava por um processo cheio de etapas, em que ela dominava cada técnica sem perder a liberdade criativa.


 
7. Ex-voto: os ex-votos que encontramos no Horto são uma representação visual da fé. Eles simbolizam uma graça alcançada ou um desejo de cura. É o símbolo de como um artefato ganha valor pelo significado que damos a ele, ou seja, trata da nossa capacidade subjetiva de dar sentido às coisas.


 
8. Espedito Seleiro: Espedito pega um saber tradicional, que aprendeu com o pai, e consegue inovar. Ele cria novos modelos de sandália e também aplica a técnica que ele domina tão bem em outros produtos, como almofadas, cadeiras, etc.



9. Stênio: o artista Stênio Diniz, além de ter feito parte do movimento da contracultura na década de setenta no Cariri, tem um papel muito importante na história editorial e gráfica brasileira ao estampar capas de cordéis com suas xilogravuras.


 
10. Zine o Berro: o fanzine do Berro foi meu primeiro contato com uma publicação independente. Eu tinha alguns exemplares quando estava entrando na adolescência, e achava incrível ver um impresso produzido por pessoas do Cariri, e que mostrava a cena artística local.
_

Fernanda Loss é designer caririense. Formada pela UFPE, foi no Pernambuco que se apaixonou pelo carnaval. Há oito anos trabalha no Estúdio Caravelas.

Confira outras listas postadas recentemente no blog O Berro:
9 (+1) discos preferidos do rock internacional, por Michel Macedo
9 (+1) importantes obras de filosofia, por Camila Prado
9 (+1) artistas visuais contemporâneos, por Adriana Botelho
9 (+1) leituras para quem quer conhecer melhor a literatura brasileira, por Edson Martins
9 (+1) músicas para ouvir no Primeiro de Maio, por Antonio Lima Júnior
9 (+1) obras que me fizeram refletir durante o isolamento, por Cecilia Sobreira
9 (+2) contos de Rubem Fonseca para ler, por Elvis Pinheiro
9 (+1) filmes para assistir na Netflix, por Wendell Borges
10 (+1) livros de escritoras que me tocaram, por Dia Nobre



.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Daniel Batata e a música iraniana



por Antonio Lima Júnior

Conheci Batata no saudoso tempo do BatCaverna, onde a nata juazeirense se agrupava entre os esgotos e o calçadão. Naquela época eu ainda usava camisa do Super-Homem e Batata logo me botou o apelido de Super Homem Plus, referente à música do Mundo Livre S/A. Isso foi o pontapé para começar a explorar melhor as letras e as sonoridades, investigando com mais afinco essa música para entender a referência.

Batata me apresentou também uma das minhas músicas favoritas, “Proletariado”, do DJ Dolores, que comentei em texto anterior n’O Berro[1], além de Kraftwerk, banda que estes dias perdeu um de seus fundadores, Florian Schneider, enquanto escrevia estas palavras. Mas as noites de birita com meu amigo não me influenciaram somente no campo musical, foram também laboratórios para o jornalismo, como nas disciplinas do curso, em que eu insistia em colocar os bares como pauta nos programas, entrevistando Batata num programa de rádio, ou escrevendo minha primeira reportagem cultural, sobre a banda Algarobas, da qual Batata é componente.

Com as músicas “A Palavra” e “Constipação Psicosomática”, lançado pela Caninha Records no último 2 de maio, o EP Música Iraniana foi gravado na caverna do músico, em meio à pandemia do novo coronavírus, dialogando com os tempos de isolamento e de uma produção musical mais introspectiva. É possível ver as referências de Batata com clareza, bem como uma sonoridade que não destoa muito do que já tem sido produzido na Algarobas, tanto como sua improvisação poética, agora com um toque mais verdadeiramente solo.

Como um homem bomba, Batata joga sua música iraniana ao mundo, sem preocupações, pois todo músico, tal como um mártir terrorista, deve saber sua missão e cumpri-la, caso contrário nem deve tentar. Como uma verdadeira constipação, o trabalho do nosso iraniano, radicado no Cariri, resolve enfim se soltar, provando que as experimentações musicais podem superar barreiras psicossomáticas de uma indústria fonográfica que permanece limitada e tacanha, apesar do discurso “mundo livre” que é imposto a partir do advento da nada democrática internet.

Intrigado com a composição do EP em tempos pandêmicos, tive que ir no cerne, falar com o artista, que solicitamente me respondeu às perguntas a seguir:

Durante o lançamento do EP, você comentou nas redes sociais sobre “o desejo de não mais esperar a chance de ir pra um estúdio”. Como você enxerga a relação entre o fazer música e a indústria fonográfica?
Batata: Acho que a indústria manda na mídia, como sempre, assim elege quem é mais pop. Não deve ser muito meu caso por minhas escolhas, mas hoje vejo que a tecnologia aumentou a democratização. Infelizmente, todos não têm acesso nem à pouca tecnologia que tive, pra gravar suas coisas, mas com certeza muito mais gente tá podendo se expressar.

Você comentou na internet também que além desse EP existem outras músicas para lançar. Quais os planos para soltar novas músicas?
Batata: Como tenho que trabalhar pra viver, não posso prever, mas acho que em junho sai ao menos mais uma [música] e um clipe.

A gravação do EP foi toda artesanal e em casa, num período em que a sociedade está em isolamento social. Como você analisa a produção musical em tempos de quarentena?
Batata: No meu caso não tem tanto a ver com a quarentena: “Constipação...” é de 2017 e “A palavra” de 2019, mas não creio que essa situação seja fértil pra ninguém. No meu caso, dois dias de férias que tive me adiantaram, mas muita coisa veio sendo pronta aos pedaços de 2017 pra cá.

Fazer música autoral sempre foi difícil no Brasil, ainda mais no sertão, com ou sem pandemia. Sabendo que o mundo pode não ser mais o mesmo depois da quarentena, qual sua perspectiva?
Batata: Fazer não é difícil, o complexo é divulgar. Ninguém fala nisso, mas também tem de achar seu público, muitos ouvem e não gostam, é normal, mas os artistas independentes sempre se pegam na indústria e na mídia pra tirar de si essa responsabilidade. Cara, se tu gostar gostou, a fiz em casa, ah não tem público, ah não tá na novela... Chega de se enganar, tudo isso ajuda até música ruim, mas nem tanto [risos].

[1] http://oberronet.blogspot.com/2020/05/9-1-musicas-para-ouvir-no-primeiro-de.html


Escute as músicas do EP Música Iraniana, de Daniel Batata:

Constipação Psicosomática (Maçã do Amor):


A Palavra:

_

Antonio Lima Júnior é jornalista formado pela Universidade Federal do Cariri (UFCA). Diretor da Associação Cearense de Imprensa (ACI), fã de cinema brasileiro e um marxista convicto e confesso.

.

terça-feira, 12 de maio de 2020

‘Casa, comida e cama’, canção de josuh



Casa, Comida e Cama
josuh

Tão cheio de amor
Imagine você
Tão cheio de som
Pronto pra te morder

Prepare o bordô
Ora que eu vou te compadecer
Prepara a janela do teu quarto
Ora que eu vou te comer

Ora que eu vou, ah eu vou
Prepara um canto pra pernoitar
Uma viola ao lado
Ela sozinha vai tocar

Pedaço a pedaço
A minha boca tudo vai fazer
Pedaço é um laço
Pronto pra desfazer

Ora que eu vou te consumir
É na linha da mão
Boca e nuca
Coração com coração

Aí, não parta não parta, não
Se junta nessa condução
Me bebe em teus braços
E me faz a tua condição.
_



‘Casa, Comida e Cama’
Letra e música: josuh
Gravação, mixagem, produção e masterização: Luiz Araújo
Guitarras: Junior Cardoso
Baixo: Luiz Araújo
Violão: josuh
Bateria: Bruno Barbosa
Voz: josuh
Capa do single: josuh
Estúdio Casa de Pedra (Juazeiro do Norte-CE)
Distribuidora: Onerpm

Escute ‘Casa, Comida e Cama’ no Spotify:


.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Karimai e Zeca Baleiro: ‘capa por capa’



por Hudson Jorge

No ano 2000, a Região do Cariri recebeu a ilustre visita de um cantor e compositor emergente. Saindo do cenário da poesia e música marginal maranhense, Zeca Baleiro excursionava de forma meio tímida em uma turnê voz e violão, divulgando o seu segundo e recente álbum lançado: Vô Imbolá.

A equipe de “O Berro” resolveu que iria tentar uma entrevista com ele.

Depois de pensarmos em algumas possibilidades de como conseguir essa entrevista, Ythallo e eu rumamos para o escritório do produtor Jota Rodrigues, que era o contratante do espetáculo.

Após um momento de espera, conseguimos falar com ele e pedimos autorização para conseguir a entrevista. Ele disse que não tinha como autorizar e deu uma pista: “O voo dele tá previsto para chegar agora. Vão lá e tentem falar com ele!”. Simples assim… 
Saímos do escritório do Jota e coçamos nossos projetos de barba pensando se iríamos atrás disso. De repente, olhamos para o céu e vimos o avião embicando rumo ao pouso no Aeroporto de Juazeiro do Norte. Pegamos duas mototáxis e disparamos pra lá.

Um tanto aflitos e inexperientes, esperávamos no saguão. Não havia fãs e estávamos lá, nós dois, meio apreensivos.

Zeca entra no saguão e vai passando naturalmente, quando eu falei: “Zeca!”

Ele olhou para a gente, e acenou gentilmente com a mão. Fomos em frente, nos apresentamos e dissemos que tínhamos um “zine” e que gostaríamos de entrevistá-lo. Ele foi olhando assim meio que sem muita empolgação pra gente.

Por sorte, tínhamos os dois primeiros exemplares daquele ano conosco e os mostramos para um Zeca Baleiro pouco empolgado com a ideia. Ao ver, na segunda edição, estampada a manchete de uma entrevista com o artista plástico Luís Karimai, ele parou, arregalou os olhos e, por trás de um óculos semi escuros meio alaranjados, disse em voz alta com admiração: “Vocês entrevistaram Karimai?!?!?”. “Sim, entrevistamos...” e repetiu admirado: Vocês entrevistaram Karimai?!?!?. A gente começou a ficar meio com medo daquela reação. Então, ele disse: “Então, tá feito! Combinado! Vamos fazer a entrevista depois do show, no camarim!”... daí, o que se segue é que conseguimos, realmente, fazer a entrevista e, para isso foram necessárias outras tantas peripécias que dariam outras boas histórias.

Mas, o que ficou marcado daquele momento, foi ver um artista lá de tromba, como se diz no Ceará, já naquela época reverenciar o nome de um dos artistas plásticos mais expressivos do Cariri. Durante a entrevista, Zeca Baleiro citou ainda nomes como Abidoral Jamacaru e Cleivan Paiva, demonstrando sua apreciação pela arte caririense.

A obra e o nome de Luís Karimai já corriam o mundo e muitos de nós, ainda hoje, sequer temos a dimensão dessa expressividade toda.

Luís Karimai é pai de um de nossos amigos da época do ensino médio. Naquele tempo, para encontrá-lo, se a gente quisesse, bastava ir lá tomar um café, ou dar uma passada pela Associação de Amigos da Arte (Amar), ou encontrá-lo na rua caminhando ou participando de uma arrecadação de alimentos para pessoas carentes.

Essa capa da edição de O Berro “apenas” tem o nome do artista em uma das manchetes, mas, foi com ela que conseguimos a entrevista que saiu na edição seguinte.

Entrevista com Luís Karimai e Petrônio Alencar:
.

terça-feira, 24 de março de 2020

Filme caririense ‘Candeias’ é disponibilizado no YouTube



O curta-metragem caririense Candeias (O Berro Filmes) é lançado na internet com o objetivo de se somar às ações que contribuem para que a população enfrente o período de quarentena por conta do coronavírus.

O documentário em curta-metragem Candeias está disponível gratuitamente na plataforma YouTube desde as zero hora desta terça-feira, dia 24 de março.

Filmado durante a Romaria de Nossa Senhora das Candeias, em fevereiro de 2016, o curta é uma produção de O Berro Filmes, com direção de Reginaldo Farias e Ythallo Rodrigues, e conta com o apoio da SECULT-CE, através do XI Edital de Cinema e Vídeo. A produção apresenta um olhar voltado para uma das mais belas expressões da religiosidade popular do Cariri, a “Procissão das Velas”, que ocorre em Juazeiro do Norte desde o início do século XX, sempre no dia 02 de fevereiro.

Para a equipe de O Berro Filmes, a decisão de publicar o vídeo na plataforma e disponibilizá-lo gratuitamente para o público foi tomada em um momento delicado, quando as pessoas estão sendo forçadas ao isolamento social em suas casas, com o objetivo de evitar a propagação do novo coronavírus (Covid 19) e deve se somar a outras iniciativas, para amenizar a pressão e contribuir para o controle emocional das pessoas. “Nós vínhamos planejando isso [disponibilizar o filme] há algum tempo e iríamos fazer em um outro momento, mas dada a situação pela qual estamos enfrentando no mundo todo, encontramos essa forma de contribuir para que as pessoas possam ter mais essa opção de entretenimento e controle emocional durante essa crise gerada pela pandemia do novo Coronavírus”, comenta um dos diretores do filme, o cineasta Ythallo Rodrigues.

A disponibilização do filme na plataforma de compartilhamento de vídeos é também uma forma de homenagear o Padre Cícero Romão, no aniversário de 176 anos de nascimento do sacerdote, fundador de Juazeiro do Norte e ícone religioso dos nordestinos, também comemorado nessa data. “Além de todas as dificuldades enfrentadas devido ao coronavírus, Juazeiro do Norte e o Nordeste sofrem com o cancelamento de uma das mais importantes festas da religiosidade popular, que é a comemoração do aniversário de nascimento do Padre Cícero. Esperamos que essa decisão possa amenizar um pouco mais a tristeza dos juazeirenses e romeiros que, pela primeira vez na história, viram essa festa ser cancelada”, ressalta a equipe – formada por Hudson Jorge (jornalista e produtor cultural), Xico Fredson (Policial Militar / Monitor Disciplinar no 2° CPM-CHMJ), Reginaldo Farias (artista plástico e designer gráfico), Ythallo Rodrigues (cineasta e poeta) e Luís André Araújo (professor universitário).

Um filme que circulou pelo Brasil
Lançado no dia 1º de fevereiro de 2017, Candeias teve, ainda naquele ano, uma boa aceitação no circuito audiovisual brasileiro. Ao todo foram 25 festivais nacionais e/ou mostras competitivas, como o 22º É Tudo Verdade RJ/SP e o 27º Curta Cinema RJ. O filme contabiliza ainda duas apresentações em festivais internacionais, em Bogotá (Colômbia) e Sofia (Bulgária). A produtora O Berro Filmes estima que, até o momento, foram quase 50 exibições públicas.

Premiação
O filme sobre a procissão das velas recebeu os prêmios de Melhor Curta-Metragem pelo Júri Popular, Melhor Fotografia e Melhor Som do 1º Cine Cariri, além do prêmio de Melhor Fotografia no II Festival de Cinema do Paranoá, no Distrito Federal, ambos em 2018. Ainda naquele ano, o documentário recebeu a indicação para o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de 2018, considerado o “Oscar do Cinema Nacional”.

O filme pode ser visto através do link https://bit.ly/curtacandeias

Filme Candeias:

terça-feira, 10 de março de 2020

Secult de Juazeiro do Norte lança edital para Conselho Municipal de Política Cultural e Fóruns de Linguagens Artísticas



Publicado pela Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte, através da Secretaria de Cultura, no Diário Oficial do Município, edital de convocação para compor e representar os Fóruns de Linguagens e eleger os  conselheiros e suplentes que irão atuar por um período de dois anos no Conselho Municipal de Política Cultural, órgão vinculado à Secult que tem a finalidade de promover a gestão democrática e autônoma da Cultura no município de Juazeiro do Norte.

A proposta do edital é convocar os Fóruns de cada segmento cultural para elaborar e atualizar o planejamento das linguagens artísticas contemplando a seleção de um representante para cada área: Cultura Popular Tradicional, Audiovisual, Literatura, Música, Artes Cênicas e Artes Visuais, além de um representante de uma Organização da Sociedade Civil.

O processo será conduzido pela Comissão Especial Eleitoral, responsável por organizar os Fóruns e apoiar a eleição.

Os interessados em participar devem observar os critérios do edital e preencher o formulário de inscrição – clicando aqui – até o dia 30 de março.

A divulgação da lista de eleitores e candidatos inscritos será apresentada na mesma data, durante a realização do Seminário Formativo que irá apresentar a relevância da existência do Conselho de Cultura. O evento irá ocorrer às 8h no auditório do Memorial Padre Cícero. Em seguida será realizado o Fórum de Linguagens Culturais, a partir das 14h, encerrando com a votação e apuração, às 16 horas.

Link para acessar o edital:
http://www2.juazeiro.ce.gov.br/arquivos/EDITAL-N-003-SECULT-09032020.pdf

Link para acessar o formulário de inscrição:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSenB44snezdvtZts1EXsNcPOdB1L_8n-Du_c8DSA_C4zA4Pig/viewform?vc=0&c=0&w=1

.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Filme caririense ‘Baile dos Reis’ será lançado nesta sexta-feira (10) em Juazeiro do Norte



Mais uma produção audiovisual de O Berro Filmes será lançada nesta sexta-feira, 10 de janeiro.

Baile dos Reis, filme documentário em curta-metragem, retrata a preparação de uma terreirada, um dos momentos mais importantes para o Reisado São Francisco, do bairro Romeirão. Liderado pelo Mestre Dodô, o grupo é representante de uma das tradições culturais populares mais expressivas de Juazeiro do Norte e região do Cariri.

No filme, o reisado do Mestre Dodô prepara o terreiro para a brincadeira. Brincar o Reisado entre esses velhos amigos, irmãos, agricultores, trabalhadores, jovens e crianças é, também, uma manifestação de resistência da cultura popular viva. O canto, a dança, a poesia, a luta de espadas e a representação dramática dos entremeios se revelam no momento de arrebatamento dos corpos cansados do trabalho, mas que se revigoram no Baile dos Reis.

Com direção de Luís André Araújo, Reginaldo Farias e Ythallo Rodrigues, Baile dos Reis é mais uma produção de O Berro Filmes e foi realizado com recursos do Fundo Estadual de Cultura, aprovado no XII Edital de Cinema e Vídeo (de 2015) da Secretaria de Cultura do Estado Ceará.

O lançamento acontece nesta sexta-feira, 10 de janeiro, às 19h no Sesc Juazeiro, com entrada gratuita.


Aniversário do Mestre Dodô

A data do lançamento do filme também marca o aniversário de 70 anos de vida do Mestre Dodô. Francisco Joventino da Silva, nascido no Sítio São Gonçalo, no Munícipio de Crato e residente em Juazeiro do Norte desde 1978,  desde muito novo brinca reisado. Foi discípulo do Mestre Zé Matias, seu tio, de quem herdou o conhecimento sobre a brincadeira e, após seu falecimento, deu continuidade à tradição do Reisado na família.

Além de brincante e Mestre da Cultura Popular juazeirense, Mestre Dodô trabalhou na agricultura e na construção civil. Hoje se dedica à cultura popular, liderando importantes grupos da tradição caririense, de Reisado e de Coco. No evento de lançamento do filme, a celebração dos 70 anos de Mestre Dodô também contará com a apresentação do Reisado São Francisco, por ele comandado.


Mais uma produção O Berro Filmes

Este é o segundo filme produzido pela produtora O Berro Filmes. O primeiro, Candeias, mergulha na romaria de mesmo nome, uma das mais belas e expressivas demonstrações da religiosidade popular brasileira.

Candeias foi selecionado em diversas mostras de cinema brasileiros, com destaque para o Festival “É Tudo Verdade”, realizado no Rio de Janeiro e em São Paulo, considerado um dos mais importantes de toda a América Latina, e para o Curta Cinema, na capital fluminense. No exterior foi selecionado para mostras em Sófia (Bulgária) e Bogotá (Colômbia).

O filme Candeias também concorreu ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2018, considerado por muitos o Oscar nacional, na categoria de Melhor Curta-Metragem Documentário.
_

Lançamento do filme Baile dos Reis (O Berro Filmes)
Apresentação do Reisado São Francisco, do Mestre Dodô
Sexta-feira, 10 de janeiro, 19h
No Teatro Sesc Patativa do Assaré - Sesc Juazeiro
Rua da Matriz, 227 - Centro, Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.
_



Baile dos Reis
Uma produção O Berro Filmes em co-produção com Poesia da Luz e Nívia Uchoa
Com os brincantes do Reisado São Francisco (Mestre Dodô)

Equipe:
Direção e roteiro: Luís André Araújo, Reginaldo Farias e Ythallo Rodrigues
Produção executiva: Caroline Louise
Produção: Hudson Jorge
Direção de fotografia e câmera: Victor de Melo
Som direto: Pedro Diógenes
Argumento e Montagem: Ythallo Rodrigues
Edição de som e Mixagem: Lucas Coelho de Carvalho
Assistência de produção: Alana Morais e Xico Fredson
Assistência de câmera: Antônio José Bezerra (Pajé)
Still: Nívia Uchoa
Tradução para inglês: Isabel de Sousa Ribeiro

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Conhece a ti mesmo, juazeirense...



“Conhece a ti mesmo”, um aforismo grego que nos faz refletir sobre a importância do autoconhecimento para que nos tornemos pessoas melhores, para que não repitamos erros, para que possamos construir a nossa identidade e dela sentirmos orgulho. E para que sorríamos de preconceitos tolos, olhando para a grande estátua dizendo: padrinho, perdoai-os, eles não sabem o que dizem.

Provavelmente a máxima grega foi escrita por um historiador, como o professor Daniel Walker, suposição minha; sem provas documentais ou depoimentos, puro “achismo” embasado no rico acervo deixado pelo historiador, que nos trouxe, através dos seus livros e palestras, muito do que conhecemos sobre Juazeiro do Norte e o seu patriarca.

Movido pela curiosidade que lança luz sobre a ignorância e o preconceito, mais de 50 obras foram escritas. Está tudo documentado, tudo preto no branco. Precisamos apenas que a curiosidade nos tire da inércia – e da loucura por leituras “whatsapinianas” – e partamos em busca do conhecimento sobre a nossa história, a nossa formação religiosa, cultural, econômica, etc.

A data de 11 de julho de 2019 ficará marcada como aquela em que o pai, historiador, o radialista, o jornalista, o escritor, e um sem número de outras possibilidades vividas por Daniel Walker, encerrou o expediente mais cedo, resolveu se tornar um imortal pela sua obra e pela lembrança de todos que o conheceram.

A equipe O Berro se solidariza com os familiares e amigos de Daniel Walker, neste momento de grande saudade.

.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Abidoral Jamacaru lança seu mais novo álbum com semana comemorativa sobre sua vida e carreira



Prestes a completar 70 anos, o Menestrel do Cariri se reinventa e investe em nova musicalidade para o lançamento de seu quarto disco, em uma semana cheia de arte e cultura.

O cantor e compositor Abidoral Jamacaru, em parceria com a Vila da Música/Escritório Regional de Cultura do Cariri – SECULT-CE e a Secretaria de Cultura do Município do Crato, dá início nesta segunda-feira, 27 de novembro de 2018, às 19 horas, no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri – URCA (Campus Pimenta), em Crato, a abertura da “I Semana Abidoral Jamacaru de Cultura”. Será uma semana de eventos comemorativos para marcar o aniversário de Abidoral e o lançamento oficial do quarto disco de sua carreira.

Com entrada gratuita, a semana, que vai até o dia 30/11, traz uma vasta programação com exposição, sarau poético, mesas redondas, apresentações artísticas e o encerramento com o show de lançamento do CD Abidoral Jamacaru. Com título homônimo, o disco reflete uma nova fase na sonoridade do artista, traçando um diálogo entre a qualidade musical de mais de 40 anos de estrada, com novas linguagens e jeitos-de-fazer-música.

Místico, filosófico, questionador e atemporal, o álbum Abidoral Jamacaru tem 13 músicas que caminham pelas trilhas da Chapada do Araripe, contemplam as particularidades humanas e põem em poesia temas desafiadores da contemporaneidade. Com um pé lá outro cá suas letras prometem lançar novos olhares para realidades diversas e abrir novos campos de significação onde possam coabitar em um mesmo contexto o passado e o futuro. A vanguarda é o coração desse álbum.

Abidoral é cantor, compositor e um dos mais reconhecidos representantes da música popular produzida na região do Cariri. Seu trabalho é admirado por grandes nomes da música brasileira como Chico César, Lenine, Zeca Baleiro, Cássia Eller e Nelson Motta. Além de possuir três discos antológicos gravados e esgotados: Avallon (1986), O Peixe (1998) e Bárbara (2008). (release da produção do evento)

Mais informações: Vila da Música (88) 3521-4335
Instagram: @abidoral.jamacaru
Facebook: Abidoral Jamacaru - Crato
_

Pra Ninar o Cariri - I Semana Abidoral Jamacaru de Cultura
De 27 a 30 de novembro de 2018
Em Crato-CE
Entrada gratuita.

Programação:

27/11, terça-feira, no Salão de Atos da URCA (Campus do Pimenta, Crato):
19h: Abertura com o Quinteto da Vila da Música

Conferência "Destino: Margem Virgem - O voo solo e luminoso de Abidoral Jamacaru. Conferencista: José Flávio Vieira.

Mesa: "Cadê o CD?" - As agruras de uma produção em tempos de demolição
Mediação: João do Crato e participantes da produção do novo disco Abidoral Jamacaru, que tratarão sobre o processo de criação do 4º álbum da carreira de Abidoral.


28/11, quarta-feira:
7h, na Rua José Carvalho, Centro, Crato:
Salva para Abidoral com Café da Manhã de aniversário.

15h, na URCA (Campus do Pimenta):
Roda de conversa: “Um tropicalismo no Cariri: A contracultura no Cariri e os festivais da canção dos anos 70”

17h, no Bar e Restaurante Mercearia Cariri:
Exposição: Incomensurável – Os caminhos poéticos de Abidoral Jamacaru.

19h, no Auditório da Vila da Música, Av. José Horácio Pequeno, bairro Belmonte:
Show homenagem a Abidoral Jamacaru: Amigos e Canções.


29/11, quinta-feira:
15h, na URCA (Campus Pimenta):
Roda de conversa: “Abidoral por ele mesmo - desconstruindo Abidoral Jamacaru”

19h, no Gramado do pátio de Pedagogia da URCA (Campus Pimenta):
Recital Poético para Abidoral.
Relançamento do cordel Abidoral Jamacaru, sua obra, sua arte, do poeta Regiopídio Lacerda.


30/11, sexta-feira, na Praça Siqueira Campos:
19h: Teaser do documentário Menestrel de Avallon. Produção: O Berro Filmes

20h: Show de lançamento oficial do álbum Abidoral Jamacaru.

.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

1ª Festa Literária do Cariri - Programação



1ª Festa Literária do Cariri
7 a 10 de agosto de 2018
Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha
Homenageada: Ana Miranda
Literatura, Literatura Infantojuvenil, Jornalismo Cultural, Cordel, Teatro, Artes Visuais, Música, Dança, Teatro
_

Programação:

Terça-feira, 07 de agosto:
13h30: Palestra - “Banca Sequestrada II” - Apresentação de um Projeto de Doutoramento em Arte Contemporânea, Artes Visuais e Ancestralidade
Por André Feitosa (Universidade de Coimbra).
Local: Centro de Artes da Universidade Regional do Cariri – URCA (Crato)


Quarta-feira, 08 de agosto:
13h30: Supervisão-Aberta - Reunião Compartilhada de Trabalho entre Doutorando e Orientador (Exposição/Diálogo Aberto)
Por Pablo Manyé (Orientador em regime de coorientação – URCA) e André Feitosa (Doutorando da Escola das Artes da Universidade de Coimbra).
Local: Centro de Artes da Universidade Regional do Cariri – URCA (Crato)


Quinta-feira, 09 de agosto:
9h: Visita guiada pelo Prédio de Câmara e Cadeia – Palácio 3 de outubro.
9h30: Comunicação “Com saudades do verde marinho: a cearensidade em Ana Miranda”, por Lílian Martins.
10h às 11h30min: Mesa redonda: De memórias e de livros – Homenagem a Hildebrando Espínola.
Com Inês Cardoso (Presidente de mesa), Ronaldo Correia de Brito, Ana Miranda e Carolina Campos.
Local: Escola de Saberes de Barbalha-ESBA (Palácio 3 de Outubro)

13h30: Dança: Encruzilhada Afro-Brasileira no Butô
André Feitosa (Universidade de Coimbra).
Local: Centro de Artes da Universidade Regional do Cariri – URCA (Crato)

18h30: Venda dos livros e revistas lançados na Festa, inclusive a Revista do Dragão, nº 2, sobre o Cariri.
Apresentação musical da UFCA
Mesa Redonda: Literatura e Jornalismo
Com Ana Miranda, Ronaldo Correia de Brito, Anderson Sandes, Biana Alencar (Presidente da Mesa).
Local: Universidade Federal do Cariri – UFCA


Sexta-feira, 10 de agosto:
Durante todo o dia (manhã, tarde e noite): Exposição de Cordéis da Academia dos Cordelistas do Crato.
Local: Hall da ProEx, Campus do Pimenta, URCA (Crato).

Durante todo o dia (manhã, tarde e noite): Exposição de Histórias em Quadrinhos do Coletivo Estação 9 (Coordenação: Prof. Akira Sanoki).
Local: Pátio da Pedagogia, Campus do Pimenta, URCA (Crato).

8h: Inauguração da Exposição Permanente: Memórias, do pintor Pablo Manyé;
Palavra do Magnífico Reitor da URCA, Prof. Dr. Patrício Melo, sobre a exposição e a Festa;
Palavra da Curadora: agradecimentos e apresentação da 1ª Festa Literária do Cariri - FLIC;
Mesa Redonda com os Escritores: “Semíramis, Dora e Quantas de Nós”, mediada pela Professora Eneida Feitosa. Com Ana Miranda, Ronaldo Correia de Brito, Cleudene Aragão, Inês Cardoso.
Apresentação por Ronaldo Correia de Brito, do livro Levado, de Carolina Campos.
Sessão de autógrafos. Venda dos livros e revistas lançados na Festa, inclusive a Revista do Dragão, nº 2, sobre o Cariri.
Local: Salão de Atos da URCA, Campus do Pimenta (Crato).

13h30: “Oficina” - Escrita nos “Diários da Árvore”.
Local: Centro de Artes da Universidade Regional do Cariri – URCA (Crato)

Tarde: Evento infantojuvenil concomitante – Parceria com a SEDUC-JUA.
15h às 17h: Comemoração antecipada do Dia do Estudante. “Conversa com a Escritora” e distribuição do livro Levado para 200 alunos de escolas públicas da rede municipal de Ensino Fundamental de Juazeiro do Norte.
Local: Centro Universitário Leão Sampaio – Unileão, Campus Lagoa Seca, Auditório Mauro Sampaio.

19h: Mesa: O Cariri, em palavras e imagens. Com Maria Loureto Lima (Profa., escritora, Sec. Seduc-Jua), Ronaldo Correia de Brito, Willian Brito (presidente de mesa e representante da Unileão).
20h30min: Fala de agradecimento da Curadora, encerrando a Festa.
Venda dos livros e revistas lançados na Festa, inclusive a Revista do Dragão, nº 2, sobre o Cariri.
Local: Unileão – Campus Lagoa Seca – Auditório Mauro Sampaio.

.