segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A parceria de Yamandu Costa e Dominguinhos

Yamandu Costa e Dominguinhos tocando "Fuga para o Nordeste" (composição de Dominguinhos), no programa Sem Censura, da TV Brasil.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Rodapé # 09

Ripimpé # 01

Em meio a tanta discussão sobre a superioridade de Anderson Silva no MMA (que ontem nocauteou o Vitor Belfort rapidinho, ainda no primeiro round), fica a pergunta: quem poderia derrotar o Aranha?

Para inaugurar a seção Ripimpé, nada melhor que apresentarmos Rajinikanth, o Chuck Norris indiano.

Vai encarar, Anderson Silva?


sábado, 5 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Foi mal, Coelce!

O apagão teve dimensões maiores do que eu imaginei: sete estados do Nordeste foram atingidos pelo apagão.

Eu fiz um apelo à Coelce, mas ela não foi a culpada. Mas, o apelo continua valendo, viu, Coelce?

O mais engraçado é que circula no twitter que, enquanto milhões de nordestinos eram afetados pelo apagão, o portal G1 noticiava que o show de Ivete Sangalo no Festival de Verão de Salvador teve atraso por falta de energia elétrica. Mas tudo foi resolvido, pois a organização do evento acionou todos os geradores disponíveis. O mesmo aconteceu no show da banda Biquíni Cavadão, em Juazeiro do Norte-CE.

Enquanto isso, o maior hospital público de Recife não estava preparado para um apagão. Durante cerca de 40 minutos, 80 pacientes entubados tiveram seus aparelhos respiratórios paralisados. Se o maior hospital público de Recife não estava preparado, imagino os menores do interior dos estados atingidos. Felizmente, ainda não vi nenhuma notícia de morte em decorrência dessa falta de energia repentina.

Eita Brasilzão! Nem consigo me impressionar mais com notícias como essas.

Ps - Desculpas, viu Coelce, desculpas...

Show de Blues no Cariri



Artur Menezes e Banda
Dia 09/fev, quarta-feira, 19h, no Teatro Violeta Arraes
Fundação Casa Grande, Nova Olinda-CE

Dia 10/fev
, quinta-feira, 19h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste
Juazeiro do Norte-CE

Entrada gratuita.

Apelo à Coelce

Esta noite houve um apagão geral em Juazeiro. Acredito que tenha sido geral, pois fui até a rua dar uma olhada pro céu. Não avistei nenhum vestígio de luz artificial. Porém, pude me deparar com um céu estrelado, como aqueles que a gente vê no cinema. Há tempos que não via tantas estrelas no céu, brilhando em festa.

Me lembro que há uns dez atrás era possível se avistar bem mais estrelas no céu de Juazeiro do Norte, mas, hoje em dia, é com muito esforço que conseguimos, vez ou outra enxergar aquelas estrelas mais brilhantes, ofuscadas, lamentavelmente, por um céu rosa-alaranjado, resultados das luzes artificiais que iluminam nossas ruas e enviam os excendentes luminosos para o alto.

É o preço que pagamos pelo progresso e as mordomias da urbanização. E, em breve, ficaremos, cada vez mais sem céu e sem estrelas, porque, como diria o impagável Ciço Gnomo, “a cidade está comendo a mata”. Há pouco mais de um mês estive em Fortaleza-CE e me lembro de ter olhado para o céu e ter ficado grato por ter a oportunidade de ainda ver algumas estrelas em Juazeiro, porque lá é que a coisa está difícil mesmo.

Pois é... Saudades do céu do interior... Já dá pra sentir isso aqui, no interior. Nessa região metropolitana urbanizadamente caótica.

E, meu apelo à Coelce, é que ela nos permita mais vezes, um blackout geral. Um apagão anunciado para que possamos entrar, um pouco mais, em contato com este céu que está escondido sobre nossas cabeças.

Os poetas, os enamorados, as corujas e eu ficaremos gratos.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Exposição 'Jardins de Vaidade'




Exposição Jardins de Vaidade
Rafael Vilarouca e Hermínia Rachel Saraiva

10/fev a 18/mar de 2011
SESC Juazeiro do Norte-CE
Abertura: 10/fev, às 19h.
Visitação: 13h às 21h (segunda a sexta)

+ info: (88) 3587.1065 / 3512.3355

Mais um evento do Roteiro Poético-Boêmio



Eletroalvenaria (com Ythallo Rodrigues e Daniel Batata)
Roteiro Poético-Boêmio em Juazeiro
Sexta-feira, dia 04 de fevereiro, às 22h, no Kaosdos
(Bairro Triângulo, em frente ao giradouro - antigo posto Delta)
Juazeiro do Norte-CE

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Na estrada com Carlinhos Veloz

Clique na imagem para ampliá-la

No Cariri as apresentações acontecerão no SESC, nas unidades de Crato e Juazeiro do Norte.

Mais informações:
SESC Crato: (88) 3523.4444
SESC Juazeiro do Norte: (88) 3587.1065 / 3512.3355


"Na Estrada com Carlinhos Veloz" levará música do Maranhão a 20 cidades do Nordeste

Show conta com participações especiais de Gildomar Marinho e Carlinhos Veloz e oferece ainda oficina-palestra sobre a música do Maranhão para alunos da rede pública de ensino. Os espetáculos têm entrada franca.

Levar a música do Maranhão ao conhecimento de parte do Nordeste. Este é um dos objetivos do projeto Na Estrada com Carlinhos Veloz, que estreou na capital maranhense no último domingo (16), com patrocínio da Petrobras, através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.

A turnê do músico, pernambucano de nascimento e maranhense de adoção, percorrerá 20 cidades, entre capitais e interiores, nos nove estados da região. Carlinhos Veloz contará com as participações especiais dos artistas Gildomar Marinho e Wilson Zara. Além de cantar na abertura dos shows, eles são responsáveis por uma oficina-palestra sobre a música e a cultura populares do Maranhão e pela técnica de som, respectivamente.

A On the Road Band de Carlinhos Veloz é formada pelos músicos Carlos Raqueth (contrabaixo), George Gomes (bateria), Jesiel Bives (teclado) e Marcos Lussaray (guitarra), contando com a participação especial de Jeff Soares (contrabaixo e violoncelo), também assistente de som.

A agenda completa das apresentações pode ser conferida no blogue de Carlinhos Veloz, no endereço http://www.carlinhosveloz.blogspot.com

Os artistas

A cidade de Imperatriz, no Maranhão, não foi incluída na rota de Na Estrada com Carlinhos Veloz, mas ela guarda uma feliz coincidência na carreira dos três: foi ali, às margens do Rio Tocantins, que os três artistas se “formaram” musicalmente.

Carlinhos Veloz, nascido em Pernambuco, mudou-se cedo para lá com a família. Gildomar Marinho, de Santa Inês, e Wilson Zara, de Barra do Corda, ambas no interior do Maranhão, também desembarcaram em Imperatriz. Ali se conheceram e fizeram música. Os dois primeiros, inclusive, têm composições que são homenagens explícitas à cidade e ao rio que a banha: em seus primeiros discos, Carlinhos Veloz gravou "Imperador Tocantins", de sua autoria; e mais ou menos duas décadas depois, também em seu disco de estreia, Gildomar Marinho lançou a inspirada Tocantins, de sua autoria.

Wilson Zara abandonou uma “promissora” carreira de bancário para dedicar-se integralmente à música: com o dinheiro da indenização comprou uma aparelhagem de som e ganhou a noite, mudando-se em seguida para São Luís. Gildomar Marinho, bancário de profissão, leva em paralelo os dois ofícios e lançou ano passado o segundo disco, Pedra de Cantaria.

Carlinhos Veloz tem quatro discos lançados: Ilha Bela, Vê Luz, Vibratons e Baião de 2 (em dupla com César Nascimento) e o dvd Espelho d’Água, gravado ao vivo no Teatro Arthur Azevedo.

Informações fornecidas pela produção do evento.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Irene

Todo aquele que diz não acreditar nos sonhos, ou que os acha impossíveis de se realizar, é porque não conhece Irene.

Para os que nunca a viram, vou procurar fazer uma descrição fiel de como ela é. Irene tem um metro e sessenta e cinco centímetros de altura. É negra. Seus olhos são furta-cor. Seus lábios são carnudos e delicadamente desenhados. Seu sorriso é de indescritível beleza. Seus cabelos parecem uma cascata negra. E seu corpo... ah, seu corpo possui traços geometricamente perfeitos. Seus seios parecem irmãos gêmeos de perfeita e delicada geometria. Para ser menos prolixo e tentar dar uma idéia melhor, poderia afirmar que é impossível manter a razão estando perto de Irene. Tudo o que falei até agora não diz ao certo quem é ou como é Irene.

O que é lindo mesmo em Irene é a sua essência - uma flor de lótus. É impossível estar perto de Irene e não sentir paz. É improvável ouvir a voz de Irene e não aplacar o ódio que exista no coração. "Irene é boa. Irene está sempre de bom-humor." Irene não vive entre nós; talvez ela seja fruto do meu inconsciente. Irene é uma criança. Ela toma banho de chuva junto com outras crianças, brinca com elas como se fosse mais uma entre tantas que se juntam a brincar na chuva. Irene não sente dores morais, não tem medo, não tem remorso, não tem raiva, não tem paixões. Irene é livre.

E talvez por isso esteja sempre pronta para ajudar. Não há coisas impossíveis para Irene. Ela diz que, "se a alma for bela, tudo vale a pena", e que aquela pequena possibilidade do improvável acontecer, pode ser agigantada e tornada possível. Irene faz tudo parecer melhor. Um dia, alguém como Irene vai nascer no coração dos povos do Oriente Médio; então, israelenses e palestinos, em especial, desarmarão seus espíritos, largarão as armas e voltarão a brincar como crianças na chuva e, a partir desse momento, se dissiparão todas as diferenças, e eles voltarão a correr, a brincar de se esconderem, a soltar pipa, a sonhar e amar como apenas as crianças são capazes de fazer... Isso será fruto da "irenificação" da alma.

Mas como Irene não é imortal, fico imaginando Irene entrando no céu, dizendo: “– dá licença, meu branco! E São Pedro, bonachão: - Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.” E, assim, Irene morre e retorna para o lugar em que todos os sonhos habitam - o céu do imaginário popular. Mas enquanto houver criança no mundo e adultos que conservem o espírito infantil, ela retornará e se fará mais forte, até o dia em que todos acreditem nos sonhos e ela não precise mais morrer...

Xico Fredson!

Duas partes

Parte I:

Baby, não fique triste assim, essa coisa pode acontecer a qualquer um, e não vale a pena acordar depois de uma noite mal dormida, sentar-se na lateral da cama e pensar consigo: por que eu? Por que comigo? Não há uma só pessoa imune a isso, nenhuma sequer. Talvez porque sejamos pessoas que não se limitam a pensar apenas, mas a sentir principalmente.
Baby, isso vai passar, eu prometo, e o primeiro sinal acontecerá quando o seu celular tocar e você o atender como num gesto gratuito e mecânico: sem angústia, sem expectativa e sem a menor tristeza. Apenas atendê-lo...

Parte II:

Era tão bonita, que até parecia uma dessas mentiras que se conta para impressionar. Uma daquelas que com certeza quem apenas a ouvisse, exclamaria consigo mesmo ou dependendo da coragem esculhambaria dizendo: ah filho da puta mentiroso! Mas não, não era de mentira a beleza dela, era antes feita de qualquer coisa metafíscia: sonho, d...elírio, desejo, luxúria, tesão... mas de mentira não, eu juro!

Xico Fredson!

Rodapé # 07

"Aquela atriz agora é cantora, a Suzeira Viana".

O Berro nas antas # 02

Ótica social
Relembramos uma charge originalmente publicada na 30ª edição d'O Berro, em novembro de 2000. Petrônio Alencar retratava a política social do então presidente, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso (FHC).

Rodapé # 06

"É uma consequência natural da natureza."