sábado, 7 de fevereiro de 2015

No Crato: Maracatu Uinu Erê e Leninha Linard e Orquestra de Carnaval



Música ao Pôr do Sol apresenta:
Maracatu Uinu Erê
Leninha Linard e Orquestra de Carnaval
Atenção: o Cortejo que estava programado para as 16h30 foi cancelado
Sábado, 07 de fevereiro de 2015, às 17h30
Na Pracinha do Cruzeiro (Ladeira da Integração), Crato-CE. Gratuito.
Realização e outras informações: SESC Crato - (88) 3586.9150.

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Encenações do espetáculo 'O Boi da Cara Preta' em Juazeiro do Norte



"O Boi da Cara Preta mostra claramente como entreter as crianças (sem dizer os adultos também), introduzindo-as ao mundo dos sonhos, da imaginação e do faz de conta, ensinando algo de valor e resgatando aquela infância saudável que ficou presa no passado. Um espetáculo que mostra as brincadeiras habituais de quatro crianças na hora de dormir, que vão representando a estória até recriarem a origem do Boi da Cara Preta, tradicional cantiga de ninar." (sinopse da divulgação do evento)

Espetáculo O Boi da Cara Preta
Pirralhos Produções
Dias 07 e 21 de fevereiro de 2015, 15h
No Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri (Juazeiro do Norte-CE)
Entrada gratuita.

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Escritora Eleni Portela fala sobre a importância da Contação de Histórias



"Mais uma escritora do Cariri: Eleni Portela nos conta da importância da Contação de Histórias como forma principal de elos afetivos. Afetos, elos, histórias!"

Clube do Leitor do CCBNB Cariri
Eleni Portela: Uma Mãe Que Cria Histórias na Linha da Afetividade
Facilitadora: Eleni Portela
Produção: Monte de Coisas
Coordenação: Henoque Viríssimo de Amorim
Sexta-feira, 06 de fevereiro de 2015, 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (CCBNB Cariri)
Entrada gratuita.

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'O Silêncio dos Inocentes', filme de Jonathan Demme, no Cine Café



Cine Café (com mediação e curadoria de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme O Silêncio dos Inocentes
Ficha técnica:
Título original: The Silence of the Lambs
Direção: Jonathan Demme
Roteiro: Ted Tally (roteiro baseado em romance de Thomas Harris)
Elenco: Jodie Foster, Anthony Hopkins, Lawrence A. Bonney, Kasi Lemmons, Lawrence T. Wrentz, Scott Glenn, Anthony Heald, Frankie Faison
Duração: 120 minutos
Ano: 1991
Países de origem: Estados Unidos

"Clarice Starling (Jodie Foster), agente novata do FBI, procura por um assassino que ataca mulheres jovens e depois retira suas peles. Para construir o perfil psicológico deste psicopata, recorre à ajuda de um assassino preso que agia de forma semelhante. É o dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins), um psiquiatra canibal." (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 07 de fevereiro de 2015, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Poesia da língua dos escorpiões



por Amador Ribeiro Neto

Alberto Lins Caldas (Gravatá-PE, 1957) é poeta, prosador e ensaísta. Cursou História e Arqueologia na UFPE. Publicou Babel (contos, 2001), Gorgonas (contos, 2008), Senhor Krauze (romance, 2009), Minos (poesia, 2011) e De corpo presente (poesia, Rio de Janeiro: Ibis Libris, 2013).

Para ele, entre outras coisas, “a chamada ‘Literatura brasileira’ é a da Língua domesticada, Língua doméstica, Língua domesticadora”. No entanto, nele a língua rebela-se desde a ausência de acentos, a liberdade no uso da pontuação, até a organização inesperada de uma gramática das ideias e da sintaxe. O que sobressai em sua poesia é a força de uma linguagem encorpada, contundente, magnética. Que rouba o oxigênio do leitor. Expele em suas ventas o veneno dos escorpiões.

Lemos De corpo presente com intenso gozo poético. Gozo que, como se sabe, é domínio de raríssimos poetas. Não há em seu livro um único poema que possa, ainda que de longe, decepcionar o leitor. Mesmo aquele leitor de olhar de lince e espírito aguçado, faca afiada e bala na agulha. Antes: cada poema é um elo numa cadeia de inventividade e desvelamentos. Devora-se sua poesia num clima de lance de dados: incitado pela surpresa do que virá. E certo de que só há dadas excelências pela frente.

Em sua poesia o ritmo é irmão gêmeo das imagens e ideias desconcertantes. Aquilo que a torna arrebatadora é ser avessa à pasmaceira, ao lugar-comum, ao esperado. E farta de revelações. O leitor de Alberto Lins Caldas deve estar preparado para desinstalar-se. Para sentir-se à beira do abismo. Ou mesmo dentro dele. Continuadamente.

Dante é um referencial que se mescla a outras agruras: às de Baudelaire, por exemplo. Tudo consumado em versos que iniciam e encerram-se com o marcador • já utilizado em Minos. A ácida ironia instala o horror no corpo do dia-a-dia. Elege o grotesco como marca indelével. Berra contra a institucionalização da vida bovina de cada leitor.

Em Alberto Lins Caldas a poesia é palavra desordenada. E ordem às avessas. A vida consolida-se em uivos de furor e linguagem. O objeto é sua representação sem signos intermediários. Como se na arqueologia da linguagem não houvesse nada a não ser poiésis em estado bruto.

O poema “ancoras na terra e na terra” diz: “ • ancoras na terra e na terra • / • ancoras como girassois na terra •  // • giram como o sol q não gira • / • e de tanto girar se ancora no ar • // • nessas ancoras de ferro devorado • / • o vento a chuva o deserto o mar • // • esse que não existe senão em ondas • / • essas ondas as ondas o mar o mar • // • fagulhas de mar sobre as ancoras • / • ancoras do mar ao redor das ruinas • // • ao redor das ancoras bosta de boi • / • passaros mortos cidades desejos • // • ao largo castanhas devoradas nozes • / • todas devoradas ao largo e alem • // • ao longe o deserto olha e deseja • / • o deserto se abre o deserto  se alastra • // • o deserto diz queremos a palavra • / • deserto se alastra em ondas em ondas • // • depois so havera deserto e desertos • / • e ninguem sabera o que nao é deserto • // • nem as ancoras em ondas em ondas • / • sobre a terra a terra e os girassois • // • em ondas o deserto ofusca o deserto • / • e deserto e deserto já não ha não ha • ”. Eis um raro poeta. Quem tem medo de Alberto Lins Caldas?
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Publicado pelo jornal Contraponto, de João Pessoa-PB. Caderno B, coluna “Augusta Poesia”, dia 30 de janeiro de 2015, p. B-7.

Amador Ribeiro Neto é poeta, crítico literário e de música popular. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Professor do curso de Letras da UFPB.

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22 anos da Porão Rock: show com a banda Darksyde em Juazeiro



Show - 22 Anos da Porão Rock
Com a Banda Darksyde
Participação: Tributo ao AC/DC e Dead Roses (Guns N' Roses Cover)
Sábado, 07 de fevereiro de 2015
No Raul Rock Bar & Café (Av. Virgílio Távora, 950, Juazeiro do Norte-CE)
Ingressos no local: R$16,00 (inteira) e R$8,00 (meia).

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'Uma Amizade Sem Fronteiras', filme de François Dupeyron, em Nova Olinda



Cine Café Volante (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Uma Amizade Sem Fronteiras
Ficha técnica:
Título original: Monsieur Ibrahim et les fleurs du Coran
Direção: François Dupeyron
Roteiro: Eric-Emmanuel Schmitt, François Dupeyron
Elenco: Omar Sharif, Pierre Boulanger, Gilbert Melki, Isabelle Renauld, Lola Naymark, Anne Suarez, Mata Gabin, Céline Samie, Isabelle Adjani, Guillaume Gallienne
Duração: 94 minutos
Ano: 2003
País de origem: França

"Sylvie e Momo, um garoto judeu, andam pela Rua Azul, em Paris, nos anos 60. A Rua Azul é conhecida como ponto de prostituição. Ibrahim Demirdji é o 'àrabe' que cuida da mercearia em frente do sobrado onde mora o garoto Moisés - o Momo." (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na sexta-feira, 06 de fevereiro de 2015, às 19h
Na Fundação Casa Grande, em Nova Olinda-CE. Entrada gratuita.

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Encenações do espetáculo 'Eu rondei e vou rondar!', em Crato



Eu Rondei e vou e Vou Rondar. Em forma de crônica, construído através de números performáticos e inspirado em músicas, imagens e documentários. O espetáculo demonstra o cotidiano, a mistura da vida pessoal com outra utópica, as variadas relações, os encontros, desencontros, alegrias, tristezas, sonho e realidade. Ambientado pelo brilho da noite, das plumas e paetês, fazendo alusão ao glamour dos artistas que vivem de animar plateias em casas noturnas. O espectador embarcará em uma viagem de cores e sons. Que se acendam as Luzes! Eu Rondei e vou Rondar! (sinopse da divulgação do evento)

Espetáculo Eu rondei e vou rondar!
Ponto 21 e Grupo Toca Experimentos Cênicos
Dias 6 e 7 de fevereiro de 2015, 20h
No Centro Cultural do Araripe - Espaço da Galeria
RFFSA - Crato-CE
Investimento: R$7,00
Indicação: 14 anos.

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Programação Orient Cinemas Cariri Shopping - de 05/02 a 11/02/2015

Bob Esponja: Um Herói Fora D'Água
(SpongeBob SquarePants 2, 2014)
Direção: Paul Tibbitt
Elenco: Antonio Banderas, Tom Kenny (voz), Clancy Brown (voz), Thomas F. Wilson, Bill Fagerbakke (voz), Jesica Ahlberg, Rodger Bumpass (voz), Mr. Lawrence (voz), Kaitlyn Ervin, Carolyn Lawrence (voz), Noah Lomax
Produção excecutiva: Stephen Hillenburg, Cale Boyter
Produção: Paul Tibbitt, Mary Parent
País: EUA
Gênero: Animação, Aventura, Comédia
Duração: 93 minutos
Distribuidor: Paramount Pictures
Classificação indicativa: livre
Sinopse: A vida corria tranquila para o otimista Bob Esponja e sua turma: o leal estrela-do-mar Patrick, o sarcástico Lula Molusco, a esquilo cientista Sandy e seu chefe, o crustáceo capitalista Sr. Sirigueijo. Quando a ultrassecreta receita do Hambúrguer de Siri é roubada, o caos se instaura no fundo do mar. Para salvar a pátria, Bob Esponja e o vilão Plankton precisam unir suas forças em uma viagem através do tempo e do espaço Em terra firme, a turma toda enfrenta o malvado pirata Barba Burguer que tem seus próprios planos para os deliciosos hambúrgueres e conta com a ajuda do seu fiel escudeiro – a gaivota Kyle. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h20, 15h30, 17h40, 19h50 (Sala 1)
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O Destino de Júpiter
(Jupiter Ascending, 2014)
Direção: Andy Wachowski, Lana Wachowski
Elenco: Channing Tatum, Mila Kunis, Sean Bean, Eddie Redmayne, James D´Arcy, Douglas Booth, Gugu Mbatha-Raw, Charlotte Beaumont, Tuppence Middleton, Terry Gilliam
Produção executiva: Bruce Berman, Roberto Malerba
Produção: Grant Hill, Andy Wachowski, Lana Wachowski
País: Estados Unidos
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia
Duração: 123 minutos
Distribuidor: Warner Bros.
Classificação etária: 14 anos
Sinopse: Em um universo onde os humanos estão em um dos níveis mais baixos da escala evolucionária, uma jovem desamparada se torna o alvo da Rainha do Universo, já que sua mera existência ameaça acabar com o reinado da Rainha. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h, 15h40, 18h30 (Sala 2)
Legendado: 21h20 (Sala 2)
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O Jogo da Imitação
(The Imitation Game, 2014)
Direção: Morten Tyldum
Elenco: Benedict Cumberbatch, Keira Knightley, Matthew Goode, Charles Dance, Mark Strong, Allen Leech, Tuppence Middleton, Rory Kinnear, Steven Waddington
Produção executiva: Graham Moore
Produção: Nora Grossman, Ido Ostrowsky, Teddy Schwarzman
País: Inglaterra, EUA
Gênero: Biografia, Drama, Thriller
Duração: 114 minutos
Distribuidor: Diamond Films
Classificação etária: 12 anos
Sinopse: O filme conta a história do matemático Alan Turing, pioneiro da moderna computação, responsável por quebrar o código do Enigma Alemão com sua equipe no Centro Bletchley Park e adiantar significativamente o fim da Segunda Guerra Mundial. Genial e inovador, Turing foi no entanto vítima do conservadorismo da sociedade britânica. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Legendado: 14h20, 16h50, 19h20, 21h50* (Sala 3)
* Somente sexta, sábado e véspera de feriado
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Corações de Ferro
(Fury, 2013)
Direção: David Ayer
Elenco: Brad Pitt, Shia LaBeouf, Logan Lerman, Jon Bernthal, Scott Eastwood, Xavier Samuel, Jason Isaacs, Michael Peña, Jim Parrack, Brad William Henke, Eugenia Kuzmina
Produção executiva: Anton Lessine, Alex Ott, Brad Pitt, Sasha Shapiro, Ben Waisbren
Produção: David Ayer, Bill Block, John Lesher, Ethan Smith
País: EUA
Gênero: Ação, Drama, Guerra
Duração: 134 minutos
Distribuidor: Sony Pictures
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: Abril de 1945. Enquanto os Aliados fazem sua incursão final na guerra pela Europa, um sargento do exército endurecido pela guerra chamado Wardaddy (Brad Pitt) é responsável pelo comando de um tanque Sherman e uma equipe com cinco homens em uma missão mortal atrás das linhas inimigas. Em menor número e com pouco armamento, Wardaddy e seus homens encaram inúmeras adversidades em suas tentativas heroicas de atacar o coração da Alemanha nazista. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h40, 17h30 (Sala 6)
Legendado: 20h30 (Sala 6)
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Caminhos da Floresta
(Into the Woods, 2014)
Direção: Rob Marshall
Elenco: Meryl Streep, Emily Blunt, Anna Kendrick, Johnny Depp, James Corden, Chris Pine, Lucy Punch, Christine Baranski, Billy Magnussen
Produção: John DeLuca, Rob Marshall, Callum McDougall, Marc Platt
País: EUA
Gênero: Aventura, Comédia, Família, Fantasia
Duração: 125 minutos
Distribuidor: Walt Disney Studios
Classificação etária: 12 anos
Sinopse: Caminhos da Floresta é uma visão moderna dos adorados contos dos irmãos Grimm, cruzando as tramas de algumas histórias e explorando as consequências dos desejos e das buscas dos personagens. Este musical engraçado e emocionante segue os contos clássicos de Cinderela (Anna Kendrick), Chapeuzinho Vermelho (Lilla Crawford), João e o Pé de Feijão (Daniel Hittlestone) e Rapunzel (Mackenzie Mauzy) – todos reunidos em uma história original envolvendo um padeiro e sua esposa (James Corden e Emily Blunt), seu desejo de formar uma família e a interação com a bruxa (Meryl Streep) que os amaldiçoou. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Legendado: 16h10, 21h10 (Sala 5)
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A Mulher de Preto 2: Anjo da Morte
(The Woman in Black 2: Angel of Death, 2014)
Direção: Tom Harper
Elenco: Phoebe Fox, Merryn Pearse, Mary Roscoe, Helen McCrory, Amelia Crouch, Amelia Pidgeon, Casper Allpress, Pip Pearce
Produção executiva: Neil Dunn, Guy East, Roy Lee, Marc Schipper, Nigel Sinclair, Richard Toussaint
Produção: Tobin Armbrust, Ben Holden, Richard Jackson, Simon Oakes
País: Inglaterra, Canadá
Gênero: Drama, Terror, Thriller
Duração: 98 minutos
Distribuidor: Diamond Films
Classificação etária: 14 anos
Sinopse: Em A Mulher de Preto 2 – Anjo da Morte, após a destruidora queda de uma bomba em Londres, durante a Segunda Guerra Mundial, um grupo de crianças é evacuado para o interior da Inglaterra, para ficar em segurança. Elas vão para a Mansão do Pântano – a Eel Marsh House, sob os cuidados da severa governanta Jean (Helen McCrory, de Harry Potter e as Relíquias da Morte, A Invenção de Hugo Cabret) e da jovem e delicada professora do grupo, Eve (Phoebe Fox). O último a chegar ao embarque no trem de Londres é o pequeno Edward (Oaklee Pendergast, de O Impossível), que não fala uma palavra deste que perdeu a mãe no bombardeio. Na viagem, Eve encontra o jovem piloto de guerra Harry (Jeremy Irvine, de Cavalo de Guerra, Agora e Para Sempre) que compartilha com ela o mesmo destino. Ao chegar à mansão, ela fica indignada com o estado abandonado em que se encontra, mas aceitar o abrigo provisório é a única maneira de garantir o futuro das indefesas crianças. Aos poucos, no entanto, os assustadores e inexplicáveis eventos que começam a acontecer na mansão revelam que a presença dos novos hóspedes acordou uma força ainda mais vil e aterradora do que os ataques aéreos à cidade. Eve agora precisa confrontar seus próprios demônios para salvar as crianças e escapar da ira da Mulher de Preto. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Legendado: 22h* (Sala 1)
* Somente sexta, sábado e véspera de feriado
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Busca Implacável 3
(Taken 3, 2014)
Direção: Olivier Megaton
Elenco: Liam Neeson, Maggie Grace, Famke Janssen, Forest Whitaker, Dougray Scott, Jonny Weston, Sam Spruell, Leland Orser, Jon Gries, Judi Beecher
Produção: Luc Besson
País: França
Gênero: Ação, Thriller
Duração: 109 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: Liam Neeson retorna ao papel de Bryan Mills, ex-agente da CIA, cuja reconciliação com sua ex-mulher é interrompida quando ela é brutalmente assassinada. Consumido pela raiva, e considerado o responsável pelo crime, ele foge da procura implacável da CIA, do FBI e da polícia. Pela última vez, Mills deve usar `suas habilidades especiais´ para encontrar os verdadeiros assassinos, fazer justiça com as próprias mãos, e proteger a única coisa que importa para ele agora – sua filha. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Legendado: 19h10, 21h40* (Sala 4)
* Somente sexta, sábado e véspera de feriado
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Loucas pra Casar
(Loucas pra Casar, 2013)
Direção: Roberto Santucci
Elenco: Ingrid Guimarães, Tata Werneck, Marcio Garcia, Suzana Pires, Fabiana Karla, Edmilson Filho, Guida Viana, Camilla Amado, Alice Borges, Charles Paraventi, Rogério Fróes
Produção executiva: Adriana Konig, Leonardo Edde
País: Brasil
Gênero: Comédia
Duração: 100 minutos
Distribuidor: Downtown/Paris
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: Malu (Ingrid Guimarães), Lúcia (Suzana Pires) e Maria (Tatá Werneck) encontraram o homem ideal e planejam se casar. Até que elas descobrem que esse homem, na verdade, é o mesmo: Samuel (Márcio Garcia), que vinha mantendo um namoro com todas elas nos últimos anos. As três terão que decidir se vão disputar entre si pela exclusividade ou unir-se pela vingança. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Filme nacional: 13h50, 18h50 (Sala 5)
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Os Pinguins de Madagascar
(The Penguins of Madagascar, 2014)
Direção: Simon J. Smith
Elenco: Vozes de: Ben Stiller, Jada Pinkett Smith, David Schwimmer, Chris Rock
Produção: Lara Breay, Tripp Hudson
País: EUA
Gênero: Ação, Animação
Duração: 92 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Classificação indicativa: livre
Sinopse: Em Pinguins de Madagascar, o público vai descobrir os segredos dos mais adoráveis e misteriosos pinguins do mundo da espionagem. Capitão, Kowalski, Rico e Recruta vão ter que juntar forças com uma agência de espiões, a Vento do Norte, liderada pelo Agente Secreto (a gente até podia contar o nome dele, mas aí... você sabe) para impedir que o vilão Dr. Otavius Brine consiga dominar o mundo. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h50, 17h (Sala 4)
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Ingresso:
Valores Inteiros (exceto Sala 3D Digital):
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$11,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$ 15,00

Valores Inteiros para a Sala 3D Digital:
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$15,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$20,00.

No Cinema do Cariri Garden Shopping (Juazeiro do Norte-CE)
Site Orient Cinemas: http://www.orientcinemas.com.br/

Programação sujeita a alterações.

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Tributo a Cássia Eller com a banda Relicário, em Juazeiro do Norte



Tributo a Cássia Eller com a Banda Relicário
Abertura: DJ Lub Lub
Na Pista: O melhor dos anos 70 e 80 com Diego Linard e Eduardo Prado
Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2015
Rua da Conceição, 297, Centro (Juazeiro do Norte-CE)
+ info.: (88) 9635.6622.

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A hora e a vez



por Harlon Homem de Lacerda

Tava demorando pra começarmos a falar sobre Guimarães Rosa. Talvez demore mesmo mais algum tempo, pois agora falaremos é sobre Matraga, sobre Sagarana e sobre esse sertão que é dentro da gente. A hora e a vez de Guimarães, o homem, o escritor, ficam pra outro dia. Aproveitamos aqui alguns pontos de um trabalho acadêmico apresentado ano passado em João Pessoa, na UFPB. Comecemos, então.

A obra Sagarana de João Guimarães Rosa revelou um novo universo na literatura. A crítica demonstrou calorosa recepção diante dos contos ou novelas do, até então, poeta diplomata mineiro. As tensões e leituras e concepções promovidas pelos críticos em torno dos textos de Guimarães Rosa na década de 1940 estendem-se até hoje, numa espiral que se contorce entre a repetição de muitas daquelas concepções primeiras e a construção de uma ou outra leitura realmente séria e contributiva.

A progressão quase geométrica das abordagens da obra rosiana mostra-nos, num primeiro momento, uma redução simplificadora do mundo e das personagens dos outros trabalhos à configuração temática e estrutural do “romance maior”, Grande Sertão: veredas. Muitos querem que a obra de Guimarães Rosa seja entendida através de um centro magnético, o “romance maior”, para o qual todas as outras obras confluem. Discordamos. Antes de pensarmos na organicidade da obra rosiana, pensamos numa postura criadora pela qual a representação de elementos humanos converge para uma coincidência temática que nunca é apresentada da mesma maneira, embora apresente traços de similitude (difícil de superar na obra de um mesmo escritor).

É aqui que entra Augusto Matraga. Um dos contos mais festejados de Sagarana. Vários críticos já apresentaram uma opinião sobre esse herói rosiano e eu entrei nessa onda também. Apresentamos agora algumas observações que fizemos.

Colocamos desde já uma advertência e um conselho: é bom que você já tenha lido (ou corra agora pra ler) “A hora e vez de Augusto Matraga” pra seguir neste texto.

Pois bem, algumas provocações que se nos apresentam diante do conto, muito debatidas pela crítica, são as referentes a possíveis simbolismos místicos contidos no conto. Destaquemos alguns: o mais aventado pela crítica é o da relação entre o mito de Augusto Matraga e a vida (ou mito) de Cristo ou de um cristão santificado; logo depois, e sempre relacionado ao primeiro, temos as análises do ferro de marcar do Major Consilva – o triângulo dentro do círculo; mais simbolismos estão relacionados à onomástica do conto: Matraga, Dionóra, Mimita, Ovídio, Augusto, Joãozinho Bem-Bem, Sariema. A crítica deteve-se principalmente nos nomes de Joãozinho, Augusto Matraga e Ovídio.

Em primeiro lugar, antes de enxergarmos a centralidade da mitologia cristã como configuradora do enredo do conto, entendemos que outros dois mitos estão diretamente associados ao de Augusto Matraga: o mito de Dionísio, já citado pela fortuna crítica, e de maneira mais central e que envolve os outros mitos, o da Fênix. Esse mito dos mais antigos, descrito por vários poetas e historiadores, foi aproveitado na mitologia grega (no mito de Dionísio) e pela mitologia Cristã. A Fênix é o animal sagrado que ressurge, renasce, ressuscita. Versões do mito falam de um ressurgimento através das cinzas, da fumaça etc. Um dos poetas que tratam do mito da Fênix é Ovídio, no livro Os amores. O mito da Fênix se aproxima mais desse simbolismo em torno do mito de Matraga também pela importância dos pássaros no conto (desde a Sariema até as Maitacas) e no texto de Ovídio há uma variada referência a muitas espécies de aves, assim como no conto.

Com relação à marca do Major Consilva, o triângulo dentro de uma circunferência, é possível, para manter a coerência de nossa leitura, que esteja associada tanto à santíssima trindade, como quer a fortuna crítica, quanto à fênix, sendo a pirâmide ou triângulo dentro do círculo uma das representações da fênix, da transformação – na simbologia maçônica. Com relação ainda ao símbolo maçônico da pirâmide ou triângulo dentro do círculo é significativo que ele traga a inscrição “Novus ordo seclorum” ou nova ordem dos tempos, numa possível relação ao novo dono das Pindaíbas ou ao novo Augusto.

Quanto à onomástica, mencionamos possíveis significados do nome Dionóra (que é nora duas vezes) e de Mimita (me imita); Augusto tem relação direta com o imperador romano se pensarmos que Ovídio tem relação direta com o poeta latino. Uma vez que o imperador Augusto exilou o poeta Ovídio, o autor-criador dispôs no conto, talvez jocosamente, a relação de forma trocada – o exilado agora foi Augusto. A escolha do nome Ovídio é significativa pelo comportamento da personagem, que ama Dionóra de verdade, por que sabe amar (Os Amores de Ovídio estão diretamente relacionados com o enredo do conto). Matraga pode ter tanto relação com maitaca, ou matraca, ou conter a palavra “má” em oposição ao Bem-Bem, a raiz tragos bode, matrem (mãe em latim) ou, não ser nada, apenas um nome inventado assim como a estória, segundo nos informa o próprio narrador.

“A hora e vez de Augusto Matraga” é um texto que desenvolve e deixa que se desenvolvam a partir dele várias possibilidades. É impossível resolver ou construir uma leitura definitiva dele. Mesmo que tentássemos usar, na produção de nossa leitura, o jogo semântico e sintático, simbólico e místico de João Guimarães Rosa (como vários críticos gostam de tentar) não seria possível determinar um paradigma para o Mito de Augusto Matraga que ultrapassasse o paradigma da tentativa, que seria a noção de que cada leitura, cada experiência agrega um valor distinto à obra de arte. Sem esse paradigma a literatura se esgota e se extingue.

A noção de Kairós, de momento oportuno, como leitmotiv do conto leva-nos à necessidade de compreensão do próprio mito grego: quando não estamos atentos à passagem do kairós, ele já está muito distante de nós, com seus pés alados. Esta compreensão aliada ao mito da Fênix, de ressurgimento, de eternidade, de nova chance para não perder o kairós. É isso que acontece a Augusto. Ele precisa de uma nova chance para perceber o pôr do sol, as maitacas, as mulheres, a vida. Esta lição, digamos assim, é essencial para entendermos a própria construção da vida, do ponto de vista humano. A irrepetibilidade do ato, o nosso não-álibi na existência faz com que tenhamos poucos momentos oportunos para transformarmo-nos, para ressurgirmos das cinzas de uma rotina muitas vezes inerte e estanque.

Em nossa leitura procuramos fugir ao exotismo que qualifica o universo rosiano por entendermos que o ambiente de Augusto Matraga, por exemplo, é um ambiente familiar, próprio a nós mesmos – brasileiros. Da mesma forma que é universal por ser humano, tratar do humano. Não há um regionalismo universal, neste caso. Há uma criação humana, tão regionalista quanto a Ilíada ou Os irmãos Karamázov, que se destaca pela genialidade criadora de Guimarães no trato com as palavras, as ações, as personagens, as cantigas, as descrições de ambiente, de tempo etc. (sertão, meu amigo, é dentro da gente!). Neste sentido, a única discussão que não insistimos em travar é a de saber se “A hora e vez de Augusto Matraga” é uma novela ou um conto. 
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Harlon Homem de Lacerda é Mestre em Letras pela UFPB e Professor de Literatura Brasileira da Universidade Estadual do Piauí (UESPI - Oeiras). E-mail: harlon.lacerda@gmail.com.

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'O Dia Que Durou 21 Anos', filme de Camilo Tavares, no Cinematógrapho



Cinematógrapho (com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
A Ditadura Militar Brasileira Revisitada
Exibição do filme O Dia que Durou 21 Anos
Ficha técnica:
Título original: O Dia que Durou 21 Anos
Direção e roteiro: Camilo Tavares
Elenco: -
Duração: 77 minutos
Ano: 2012
País de origem: Brasil

"Utilizando documentos secretos da CIA e áudios originais da Casa Branca, o documentário mostra como presidentes norte-americanos articularam o plano civil e militar para derrubar o presidente brasileiro João Goulart. De 1964 a 1985, o governo militar violou os direitos civis e instalou um regime ditatorial, com graves consequências para toda a América Latina." (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na quarta-feira, 04 de fevereiro de 2015, às 19h
No SESC Juazeiro do Norte-CE. Entrada gratuita.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Lançamento do livro 'Sete - As Cartas de Amor Que Não Enviei' em Juazeiro



"SETE - As cartas de amor que não enviei fala de sentidos e sensações que embriagam o coração ao ponto de não se contentarem com a mera condição de carta para alguém específico, único, singular, que se perdeu no tempo, na memória, na 'fantasia lírica'. Luciana Dantas, poeta, poetisa, amante das letras e sons das palavras, do eco daquilo que dito, escrito e lido pode vibrar na pela, na alma, no peito de cada um. Renato Dantas, seu tio, e sua leitura dramática comporão o lançamento." (sinopse da divulgação do evento)

Lançamento do livro Sete - As Cartas de Amor Que Não Enviei
De Luciana Dantas Ferreira
Quinta-feira, 05 de fevereiro de 2015, 19h
No Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri (Juazeiro do Norte-CE)
Entrada gratuita
Coordenação: Henoque Viríssimo de Amorim
Produção: Monte de Coisas
Facilitadora: Luciana Dantas Ferreira.

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O espectador e o seu poder: balanço da Mostra 21 (de 2014)



por Elvis Pinheiro

BIOSFERA XXI: O PODER E O CAPITAL. Este foi o nome dado à 6ª edição da MOSTRA 21 em 2014, que buscou refletir sobre Política e Economia através dos filmes selecionados. Foi uma mostra extremamente política. E lanço a provocação: qual a mostra que não foi, que não é política? Mas dados os acontecimentos de 2013, parecia-me necessário e premente que o público de cinema pensasse a nossa sociedade com foco na relação entre estes dois poderes: o político e o econômico, e encontrasse nas histórias apresentadas a oportunidade de dialogar sobre assuntos até muito pouco tempo distantes das discussões dos bares, lares, ruas.

Para um evento que se propõe exibir filmes durante 21 dias consecutivos, gratuitamente e em dois municípios, os desafios são imensos e a dificuldade aparece em cada mínimo detalhe. Neste meu relatório público tratarei de alguns pontos apenas.

A primeira dificuldade: A MEMÓRIA. Em janeiro de 2014 não havia mais tantos interessados em discutir política e sociedade quanto existiam em junho do ano anterior, época das famosas manifestações que ilustraram os álbuns de milhares de facebookianos. E de um ano para o outro a própria existência da MOSTRA 21 se perde. Apenas 10% do público são de espectadores de mostras passadas. Toda edição, portanto, é de conquista de novos apreciadores de cinema. Pelo tamanho do evento, pelas instituições envolvidas e por sua importância natural, claro, temos bastante visibilidade midiática. A imprensa cumpre um papel belíssimo que ajuda a tornar conhecidas e «lembradas» as sessões que estão acontecendo.

Pela primeira vez, depois da criação do Grupo de Estudos de Cinema, foi feito um convite formal para que os participantes do grupo se envolvessem com a MOSTRA 21. Quem era espectador nas mostras anteriores continuou sendo, quem nunca foi, continuou a não ir e ainda aconteceu o fato daqueles que puderam ir apenas aos filmes que já gostavam, porque já conheciam. E este é um ponto delicado: se não conseguimos conquistar o apoio dos membros de um grupo que estuda cinema para um evento, que talvez seja o maior do estado em duração e número de filmes, como tornar importante o Cinema para quem já está desacostumado ou nunca deu importância em ir ao Cinema?

E tem mais: o Cinema, como as outras linguagens da Arte, possui a face do mero entretenimento, da mera decoração, e a outra face, mais preocupada com forma e conteúdo, com criação e autoria. Permitir que o público tenha acesso ao maior número de imagens possível é a função primordial de Cineclubes, Grupos de Estudo de Cinema, Festivais e Salas Exibidoras de Centros Culturais e demais instituições de fomento à cultura. Sem isso, seremos vítimas da homogeneização, do monopólio, do poder de distribuição e logística das imagens produzidas por um único país, de uma única indústria e sempre o que há de mais recente, como se não houvesse passado, como se não houvesse a necessidade da memória.

Esperamos todos ansiosos (e essa ansiedade é maravilhosa de se ver), a abertura das salas de cinema do Shopping [nota: o texto foi publicado em abril de 2014, atualmente as salas do Cariri Garden Shopping estão abertas]. E eu acrescento que em breve serão abertos outros grandes centros de compra e, obrigatoriamente, todos eles possuirão salas de cinema. O que significa que daqui a, no máximo, cinco anos, teremos um complexo exibidor de pelo menos dez salas. Se hoje choramos por uma, imaginarmos isso é quase uma quimera e eu me atrevo a conjecturar que estou sendo um tanto quanto pessimista em relação ao tempo e à quantidade de locais de exibição no futuro.

Acontece que mesmo quando tudo isso se der, a importância dos festivais, dos cineclubes, dos grupos de estudo e das salas alternativas de cinema será ainda mais crucial, porque todos os grupos sociais continuarão precisando ter acesso à variedade cinematográfica existente no mundo. Hoje as salas de cinema que existem no Cariri são alternativas e há quem diga que são «obrigativas», porque não existem outras, e eu digo: elas são alternativas hoje e serão sempre, porque elas são uma oportunidade real e constante de se conhecerem diretores, filmes, estilos de cinema de vários países, de várias épocas, de variados formatos e com as mais ousadas propostas ideológicas e, porque não dizer, políticas. Nunca uma sala que exiba filmes de arte, mesmo que se pague caro pelo ingresso, deixará de ser uma sala alternativa de cinema.

Acrescento que apenas em espaços alternativos o espectador é conflitado a se pensar enquanto agente, enquanto crítico, numa perspectiva menos passiva e mais ativa da experiência cinematográfica. Apenas nestes espaços quem vê o filme é, formalmente, levado a repensar sua postura enquanto espectador e descobre como deve se comportar numa sala de exibição para poder ajudar a construir o filme. Ele descobre que o filme não está pronto quando sai das mãos do diretor e de que ele só se torna Cinema quando é exibido publicamente e o seu olhar é envolvido dentro do processo. Sem o espectador não há Sistema, e o Cinema, consequentemente, não existe.

A MOSTRA 21 de 2014 teve média de público de 100 espectadores por sessão, o que significa dizer que a mostra foi um sucesso. A festa que organizamos em sua homenagem, e esta sim, com o apoio forte e visceral de todo o grupo de estudos, a FESTEXCESSO, foi um estrondo: felicitações para público e crítica. Continuarmos vigilantes e atuantes, no entanto, é indispensável. Vale ressaltar também que houve exibições no turno da tarde em uma mostra de cinema político brasileiro com filmes do diretor Leon Hirszman e ainda uma mostra de filmes turcos. Pelo horário vespertino, tivemos problemas em conseguir maiores plateias para estas exibições, mas o que melhor aprendi em mais de dez anos mediando cinema no Cariri é de que não importa a quantidade do público, o que importa é que exista a projeção.
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Elvis Pinheiro é editor da Revista Sétima e professor. Desde 2003 é Mediador de Cinema no Cariri cearense.

Texto originalmente publicado na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 17, de 09 de abril de 2014), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

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domingo, 1 de fevereiro de 2015

'Então', composição de Carlos Corda



Embalado pra viagem # 113

Então
(Carlos Corda)

Então tá tudo bem, você não suportou
Vá que eu fico aqui vou viver sem ti
Depois do que eu passei, briguei por você
Terminei assim, num vazio sem fim

Vou rasgar meus retratos pra não mais lembrar
Mudar de endereço pra qualquer lugar
Pra nunca mais te ver, então suportar
Mas eu faria tudo outra vez...
Bem que eu faria tudo outra vez...