quarta-feira, 12 de novembro de 2014

II Café Debate: diálogo sobre as dificuldades vivenciadas pelas mulheres



"O MUDEM (Movimento Universitário em Defesa da Mulher) realiza neste dia 13 (quinta-feira), às 17h30, no pátio da Universidade Federal do Cariri, o primeiro Café de Apresentação do grupo. O grupo que já atua dentro da universidade através de debates que fomentam a participação da mulher nos âmbitos acadêmicos e a luta contra o patriarcado, resolveu, através deste evento de apresentação, mostrar em que se fundamenta sua luta e convidar os demais estudantes a construir juntamente com a equipe esse diálogo.

A Universidade Federal do Cariri já foi palco de atos machistas e homofóbicos ao decorrer do ano passado, como colagens de cartazes que objetificavam a figura da mulher, frases em banheiros e até mesmo dentro de sala de aula. E é nesse mesmo espaço que nasce o MUDEM, grupo formado por cerca de 10 estudantes do curso de Administração Pública e Design, que resolveu, através da Pró Reitoria de Pesquisa e Desenvolvimento (PPD), criar uma equipe que pudesse ter uma atuação social mais efetiva, promovendo debates sobre a figura da mulher.

Esta é a segunda ação do coletivo, que promoveu o I Café Debate que, na ocasião, discutiu acerca da atuação da mulher na política, resgatando a trajetória de lutas, conquistas e entraves na busca de compreender até que ponto essas ações têm se efetivado como conquista de direitos. E teve como convidadas: Karla Jaqueline, do Movimento de Mulheres Negras Pretas Simoa; Nicolle Oliveira, do Coletivo RUA Juventude Anticapitalista; e Mara Guedes, ex-Vereadora do Crato. O Café Debate aconteceu dentro da I Mostra UFCA.

O Cariri, que tem uma das maiores taxas de violência contra a mulher no Nordeste, e que recentemente foi palco do assassinato da professora Maria Rita Filgueiras Calou e a filha Laura Filgueiras Calou. Eventos como o II Café Debate auxiliam na conscientização da comunidade sobre o tema." (sinopse da divulgação do evento)
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II Café Debate
Tomando um café juntos, descobriremos soluções para as dificuldades vivenciadas pelas mulheres dentro dos espaços acadêmicos e em toda a sociedade.
MUDEM - Movimento Universitário em Defesa da Mulher
Quinta-feira, 13 de novembro de 2014, às 17h30
No pátio da UFCA (Juazeiro do Norte-CE).

Abidoral Jamacaru e Tiago Abravanel: shows de encerramento da Mostra Sesc

 

Abidoral Jamacaru e Banda
O novo show de Abidoral Jamacaru mescla um repertório de músicas novas com sucessos já consagrados de seus três álbuns lançados. A composição da banda também é diferenciada: une a experiência de antigos músicos que já acompanhavam Abidoral à juventude de três novos componentes que pretendem dar um tom renovador nos arranjos e corroborar o sentido de música atemporal, que sempre foi característica do seu trabalho.




Tiago Abravanel
Para encerrar a programação deste ano, o convidado é o cantor e ator Tiago Abravanel. O artista apresenta ao público o seu primeiro trabalho musical, intitulado Eclético, que também dá nome a sua turnê nacional. Essa é a primeira vez que Tiago Abravanel se apresenta no Ceará e o público do Cariri vai poder conferir de perto um show festa, que mistura diferentes estilos e gêneros musicais. No palco, o artista interpreta canções que vão do rock’n’roll ao axé, assim como músicas autorais.
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16ª Mostra Sesc Cariri de Culturas 2014
Show de encerramento com Abidoral Jamacaru e Banda e Tiago Abavanel
Quarta-feira, 12 de novembro de 2014, a partir das 20h
Na Praça dos Romeiros (Juazeiro do Norte-CE)
Gratuito.

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Marimbanda faz show no Música ao Pôr do Sol, na Mostra Sesc Cariri



Marimbanda - Marimbanda Instrumental 15 anos

Release: Mais aclamado grupo de música instrumental em atividade no Ceará, tendo conquistado repercussão nacional e realizado elogiadas turnês pelo exterior, a Marimbanda participa da Mostra Sesc Cariri, encontro que colocou o Estado no roteiro dos grandes eventos da cultura brasileira. E o público agradece, pela oportunidade de mais uma vez aplaudir a combinação de virtuosismo e simplicidade, tradição e inventividade, técnica e inspiração tecida por Luizinho Duarte (composições, arranjos, bateria e violão de 7 cordas), Heriberto Porto (flautas), Miqueias dos Santos (contrabaixo) e Thiago Almeida (piano). Grandes instrumentistas, retornam às mais famosas composições da trajetória do quarteto como, também, às inéditas da mais recente fornada de Mestre Luizinho, confirmando a disposição do grupo em sempre se desafiar, percorrendo novas paisagens musicais.

Desafiando a ainda presente concepção de que a música instrumental seria destinada tão somente a supostos iniciados, a Marimbanda mostra que o cuidado harmônico, o esmero melódico, a experimentação rítmica, a improvisação na medida certa e a impressionante prática de conjunto exibida pelo grupo podem, muito bem, ser características de uma música extremamente popular. No palco, o convite é a uma viagem por gêneros bem brasileiros. Entre baiões, frevos, choros, baladas e um sem-número de possibilidades nos sambas, sonoridades várias e reveladoras de matizes de nossa identidade, capazes de despertar reações que vão do lúdico ao lírico. A desenvoltura do grupo instiga e captura, mas também conquista uma compreensão imediata, espontânea como só a música de qualidade, independente de rótulos, bagagens, classificações, é capaz de despertar.

O encontro entre quatro representantes de diferentes gerações, de vivências, influências e estilos diversificados, reforça o melhor de cada um, na costura sonora da Marimbanda. A destreza da flauta de Heriberto Porto, responsável pela formação de várias gerações de músicos, dialoga com os caminhos melódicos do piano do jovem Thiago Almeida, que arrisca com propriedade e ousadia nos caminhos harmônicos, e com o contrabaixo de Miqueias dos Santos – ora inquieto, ora natural, sempre fluidamente musical, nas conduções e nos improvisos. Tudo sobre a elaboração instintiva de Luizinho Duarte, senhor do tempo nas baquetas, sabedoria de mestre, alma de menino.

Na Mostra Sesc Cariri o grupo mostrará temas que farão parte de seu terceiro disco, a ser lançado neste ano, como aguardado sucessor de Marimbanda (1999) e Tente Descobrir (2005). Mas também revisitará clássicos de seu repertório, como o cool jazz “Feito assim”, a enternecedora balada “Manhã”, o corrido “Frevo na sopa”, todas da lavra de Luizinho. Além da composição do renomado contrabaixista cearense Adriano Giffoni, que dá nome ao grupo, e das novas criações próprias, a serem compartilhadas.
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16ª Mostra Sesc Cariri de Culturas 2014
Música ao Pôr do Sol
Show com Marimbanda
Marimbanda Instrumental 15 Anos
Quarta-feira, 12 de novembro de 2014, 17h30
Na Pracinha do Cruzeiro (Ladeira da Integração), Crato-CE
Gratuito.


Marimbanda - "Se Vira Aí":

Performance Poética 'Ritmos, Métricas e Metrôs', na Mostra Sesc Cariri



"Os Poetas do Cariri - Notívagos convidam todos que gostam de poesia para a Performance Poética Ritmos, Métricas e Metrôs, que ocorrerá no Metrô do Cariri, dia 12 de novembro, às 14h, saindo da Praça da Estação da RFFSA (Crato), dentro da programação da 16ª Mostra Sesc Cariri de Culturas.

Serão 11 poetas declamando no percurso de Crato até Juazeiro:
Cláudia Rejanne, Jeani Meyo, Bartira Dias, Siddha Abraxas, Sandra Alvino, Ravena Monte, Giordano Bruno, Geraldo Oliveira, Paulo Soares, Lino Fly, Jonas Jandson."
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16ª Mostra Sesc Cariri de Culturas 2014
Performance Poética Ritmos, Métricas e Metrôs (Notívagos)
Quarta-feira, 12 de novembro de 2014, a partir das 14h
No Metrô do Cariri.

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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Big Band da UFCA, João do Crato e Curumin fazem show na Mostra Sesc



João do Crato - Show Uranianus

Release: Os poemas de Geraldo Urano untados pela melodia dos grandes nomes do cancioneiro moderno do Crato. Acrescidos da interpretação visceral/corpórea de João do Crato e temperados por acordes e ritmos de músicos geniais. Eis uma receita sonora para os apurados ouvidos. Uranianus é isso, uma louvação do galáctico Geraldo, que na sua viagem astral pelo cosmo de sua vida, no qual foi Mercur, Gandhi, Lima Batista e permaneceu Urano. Belos devaneios.

João do Crato estreou profissionalmente nos palcos musicais como vocalista da banda Chá de Flor, por ocasião do Festival Credimus, ocorrido no Teatro São José, em Fortaleza, no ano de 1980. Posteriormente, a banda Chá de Flor (na qual Blandino Lobo inspirou-se para batizar a sua famosa cachaça temperada) excursionou pelo Cariri, onde se apresentou no palco central da Exposição do Crato. Ao lado de Lúcio Ricardo, Batista Sena, Mona Gadelha, Zé Wertz, Siegbert Franklin, dentre outros, João do Crato era um dos nomes que movimentava a cena roqueira do Ceará.

De volta ao Cariri, João do Crato excursionou com a Banda Cariri pelo interior dos estados do Ceará, Piauí, Paraíba e Pernambuco, fazendo shows e bailes, regados, exclusivamente, ao melhor da música popular brasileira. Nessa época, a Banda Cariri tinha um elenco de virtuosos músicos, como o guitarrista Cleivan Paiva e o baixista Manel D’Jardim.

E foi em parceria com Manel D’Jardim, arranjador e violonista, que João do Crato iniciou sua carreira solo, interpretando os grandes compositores contemporâneos caririenses, a exemplo de Abidoral Jamacaru, Cleivan Paiva, Pachelly Jamacaru, Geraldo Urano, Luiz Carlos Salatiel, Luiz Fidelis e outros.

O mais controverso, intrigante, audacioso e talentoso intérprete da nossa região, representa a música e cultura do Cariri da forma mais honesta e plena possível. Resgata em seu repertório grandes nomes da MPC (Música Popular Cariri). Artista na forma mais verdadeira de se fazer, dedica sua vida à música e aos grupos de tradição popular, sendo padrinho de alguns. Um grande ícone, nas suas interpretações expõe sensualidade, voz e estilo! Orgulho do Crato.




Curumin

Release: Com produção de Zé Nigro, Lucas Martins e Curumin e participações de músicos como Gui Amabis, Edy Trombone e Ricardo Hertz, o novo disco do artista, intitulado Arrocha, deságua no que seria a continuidade de um processo de pesquisa e referência às antiguidades orais iniciado com Japan Pop Show, lançado em 2009. Diferentemente deste último, que claramente abordava a “antepassalidade” nipônica de Curumin – resultando em pertinente homenagem – no disco Arrocha nota-se motivação ainda mais ancestral, já que alimenta-se basicamente de observação às intervenções da própria natureza do Planeta e suas influências nas culturas humanas. Assim percebe-se nas canções “Treme-Terra”, mais especificamente no refrão “Abalou Aê”!, corruptela de “Obalúayé “(Rei da Terra) divindade iorubá da morte, destruição e reconstrução, cujo nome evita-se que seja pronunciado já que sua invocação seja passível de abalos e mudanças sísmicas. Neste caso “Abalou Aê!” – o deus invocado – é a destruição em si e todo inevitável e reconfortante recomeço que advém desta. “Afoxoque”, uma parceria de Curumin com RussoPassaPusso, que também a interpreta no disco - e “Doce” – que remete aos skas da “primeira geração” dos anos 1960, mais a versão de “Vestido de Prata”- registro de significativo sucesso nas pistas de samba-rock na voz de Paulinho Boca de Cantor em “Arrocha” embalada pelos vocais de Céu – também carregam a especificidade da atenção à tradição oral e seus repasses míticos com o silencioso respeito do iniciado aos fundamentos da relevante História.

As performances de Arrocha, no entanto, perpassam a mera observância e se tornam agentes ativos deste tempo presente, quando ao toque de tambor e melodias percussivas simples, juntam-se elementos da expressiva musicalidade contemporânea. Samplers, teclados, computadores e outros recursos da música eletrônica ou manual, inserem em cada faixa novos dados para a culminância de uma produção que soa bastante atemporal. O revezamento entre a grave observação e reverência ao passado das canções descritas acima e a leveza quase etérea de “Passarinho”, de RussoPassaPusso, “Paris Vila Matilde”, feita em parceria com Anelis Assumpção e “Pra Nunca Mais”, com Arnaldo Antunes, aliados à alegria ingênua de “Sapo Cururu” e “Tupãzinho Guerrero”, fazem com que Arrocha, de forma simultânea, crie-se e renove-se.

Como baterista, Curumin acompanhou grandes nomes da MPB, como Paula Lima (de 1997 a 2002), Arnaldo Antunes (de 1999 a 2013), Vanessa da Matta (2006) e Céu (2007), dentre outros. Ainda na década de 1990 tocou com a Banda Toca ao lado do guitarrista e produtor Gustavo Lenza, com quem veio a produzir seus dois primeiros discos.

Curumin iniciou então sua carreira solo em 2003, com o lançamento de seu primeiro disco Achados e Perdidos, que apresenta influências musicais do Soul e Funk americanos, além de Samba-Funk dos anos 70 e Hip-Hop. Em 2005, o CD foi lançado no mercado norte-americano pelo selo californiano Quannum Projects. Em 2007, Curumin inicou a produção de seu segundo disco JapanPopShow, contando com a participação de artistas como Blackalicious, Tommy Guerrero, General Electric, Lucas Santtana e Turbo Trio. JapanPopShow foi lançado em 2008 simultaneamente no Brasil pela YB Music, nos EUA pela Quannum Projects e no Japão pela JVC / Victor Entertainment.

Em 2012 lançou o terceiro álbum, intitulado Arrocha, que ficou entre os melhores lançamentos nacionais do ano segundo diversos blogs e revistas, como a Rolling Stone Brasil. Com produção de Zé Nigro, Lucas Martins e Curumin e participações de músicos como Gui Amabis, Edy Trombone e Ricardo Hertz, Arrocha deságua no que seria a continuidade de um processo de pesquisa e referência às antiguidades orais iniciado com Japan Pop Show, lançado em 2009.
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16ª Mostra Sesc Cariri de Culturas
Banquete Dionisíaco
Shows de Big Band da UFCA, João do Crato e Curumin 
Terça-feira, 11 de novembro de 2014, a partir das 20h
No Largo da RFFSA - Crato-CE
Shows:
20h: Big Band (UFCA)
21h: João do Crato - Uranianus
23h: Curumin
Gratuito.


João do Crato - "Cuba" (Geraldo Urano / Abidoral Jamacaru):


Curumin - "Afoxoque":

Show de Johnny Hooker em Juazeiro, na Mostra Sesc Cariri de Culturas



Johnny Hooker - Eu vou fazer uma macumba pra te amar... Maldito!

Release: Nos últimos 10 anos o pernambucano Johnny Hooker teve uma trajetória que foi do underground, passando pelo cult e com vislumbres de mainstream. Também pudera, o cantor, compositor, ator e, mais recentemente, diretor de cinema sempre agiu em várias frentes. Seja nos shows repletos de teatralidade e drama, onde já dividiu o palco com nomes como Lenine e Caetano Veloso, seja nas suas incursões como ator, seja no cinema e televisão, onde já trabalhou com alguns dos mais renomados diretores e autores da atualidade, como Cláudio Assis, Felipe Hirsh e Hilton Lacerda. O próprio Hilton descreve o trabalho de Johnny como “musicalmente à frente do está acontecendo em Recife, sem dúvidas” em entrevista para o jornal O Globo. A música “Volta” foi escrita sob encomenda para ser o tema do filme brasileiro mais premiado de 2013, o Tatuagem, dirigido por Lacerda.

Johnny Hooker tem uma carreira que acumula indicações e prêmios: Revelação no Prêmio Multishow de Música 2011, Música Dance no International Songwriting Competition (EUA), Melhor Show pelo Troféu Sonar PE, Melhor Trilha Sonora no Prêmio Carlão (Liga dos Blogues Cinematográficos), Vencedor da 2ª Temporada do reality Geleia do Rock (Multishow).

A obra de Johnny também tem sido frequentemente usada como trilha musical de ficção, sua música “Fire” foi incluída na trilha sonora da série da MTV, Os Descolados, e mais recentemente duas de suas composições (“Alma Sebosa” e “Crise de Carência”) fazem parte da trilha sonora da novela Geração Brasil da Rede Globo, na qual o artista ainda interpreta o personagem Thales Salgado. Seus vídeos já acumulam mais de meio milhão de visualizações no Youtube. Entre os mais acessados estão “Volta” e “Alma Sebosa”, duas das músicas que estarão no seu segundo disco intitulado Eu vou Fazer uma Macumba pra te Amarrar, Maldito! que tem lançamento previsto para o segundo semestre de 2014.
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16ª Mostra Sesc Cariri de Culturas 2014
Show de Johnny Hooker - Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar... Maldito!
Terça-feira, 11 de novembro de 2014, 20h
No Terreiro da Mestra Margarida (Sesc Juazeiro do Norte-CE)
Entrada gratuita.

Johnny Hooker - "Alma Sebosa":

Cleivan Paiva faz show no Música ao Pôr do Sol, em Crato, na Mostra Sesc Cariri



Cleivan Paiva - Tons Musicais

Release (da produção): Show com o instrumentista e compositor Cleivan Paiva, contendo um repertório baseado em composições inéditas do autor e intérprete, e também canções do repertório nordestino de música erudita e popular.

O show também terá a participação especial de artistas do Cariri e dos músicos: Claudio Mappa no contra-baixo, Demontier Delamonia na bateria e Silvino tocando gaita.

José Cleivan Paiva é de Simões, Piauí. Cearense por destino no Cariri cearense. Começou a tocar aos 4 anos de idade no cavaquinho de seu pai. Logo após participou de festivais de música do Cariri. Compôs a trilha sonora original dos filmes O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto e A Saga do Guerreiro Alumioso. Dividiu palco em shows com Mauro Senise e Gilson Peranzeta, e como guitarrista tocou em shows do multi-instrumentista Hermeto Paschoal. Em 1979 foi selecionado como compositor no Festival de Música da extinta Rede Tupi de Televisão para todo Brasil. Logo após foi selecionado para o segundo Festival Universitário de MPB da TV Cultura de São Paulo.

Em Crato, início dos anos setenta, uniu-se a poetas do Grupo de Artes Por Exemplo, principalmente ao poeta Rosemberg Cariry. Nasceram as primeiras parcerias e vieram os tempos dos "Ases do Ritmo", grupo local de bailes, e as apresentações como compositor no movimento artístico da região. No violão e na guitarra, Cleivan tecia o fio de sua trajetória musical. Tudo lá, registrado no seu fraseado: do toque seresteiro (herança paterna) à batida de Bossa Nova; do ponteio da viola de feira àquela escala ao modo de um velho blue; beatlemania, bandas cabaçais, Jovem-Guarda, rodas de maneiro-pau e Tropicália; balacubaco geral que o artista mais atento e inquieto incorpora sem copiar e devolve sob a forma de composições de extrema originalidade.

Tudo, enfim, sem render-se aos modismos das chamadas "indústrias de cultura". Guerra e Paz é isto aí: uma mostra da materialização dessa longa trajetória sonora, vivenciada na geografia de díspares regiões. Nos anos 70, Cleivan formou, ao lado de Bá Freire, Isânio Santos, Audizio (Tapioca) e Bill Soares (ex- Papa Poluição), o Ave de Arribação.

O grupo arribou mesmo e, fatalmente, atuou em São Paulo: shows no metrô, nas praças e nos teatros da periferia. Quando desfeito, seus integrantes buscaram outros rumos musicais. Cleivan fez (faz) de tudo no ramo: desde gravações, como acompanhante em estúdios, até apresentações em casas noturnas. Também atuou em festivais: na Tupi classificou "Perímetro Urbano" (Nota: Na ocasião defendida por Marku Ribas) , incluída nesse disco (nele rende tributo a Victor Assis Brasil, tocando-a com arranjo do genial saxofonista). Antes disso, participou do Festival Universitário de São Paulo, com trabalhos de parceria com Rosemberg Cariry e Ivan Alencar.

Em 1990, o guitarrista e compositor Cleivan Paiva lançou mais um LP, pela Nação Cariri Discos, cujo título leva apenas o seu nome. Com a maioria das faixas sendo de sua autoria, em parceria com o amigo Rosemberg Cariry, Cleivan traz sua levada com forte influência do Blues às canções , mas sempre com temas bem ligados ao universo nordestino, em especial a Canudos e Conselheiro.

Além de alguns temas instrumentais, canções de amor também estão presentes no disco, como na linda “Porta da Manhã”. Um disco importante na discografia desse artista cujo talento de guitarrista e compositor ainda não foi reconhecido como merece. Com produção do próprio Cleivan, Rosemberg Cariry e Getúlio Oliveira, o disco teve as participações de Tim no contrabaixo, Demontier na bateria e percussão, tendo ainda Silvana Garcia e Olímpia Leite nos vocais. Cleivan toca violão e guitarras.

Em 2005 apresentou seu show no Encontro Internacional de Trovadores e Violeiros, em Quixeramobim-CE. Em 2006 apresentou seu show Cordas do Brasil Canção em Quixadá, no Centro Cultural BNB, na Sociedade de Cultura Artística, na Expocrato, etc. Desenvolve um trabalho de música instrumental em todo o país, valorizando a criatividade e a improvisação, na música instrumental brasileira de vanguarda. Cleivan Paiva já registra três discos gravados. São eles: Guerra e Paz, Cleivan Paiva e Sonhos do Brasil.

Conhecíamos Cleivan através de inúmeras fitas que caíam em nossas mãos, neste circuito ultramarginal, revelador das mais ricas reservas musicais que não estão no mercado. Mas, por aí a obra fica escondida e só os mais chegados têm o privilégio de ouvi-la. É necessário, então, romper o cerco imposto pela indústria fonográfica multinacional, aliada a certos impérios da comunicação vendidos aos seus interesses.

E pinta o inevitável disco independente ou alternativo. Guerra e Paz é mais um nesta desigual batalha contra os "gigantes" que anunciam um certo "marasmo cultural" no atual momento brasileiro e tiram do colete rendosos modismos musicais que vêm "salvar" o país desta suposta indigência criativa. Toda esta farsa se passa na terra de Vandré, Hermeto, Elomar, Cego Oliveira e Chico Maranhão; isto sem falar em tantos outros músicos e compositores de extraordinário talento que só têm suas canções registradas nos cassetes da vida.

São os passageiros daquele trem que avança, conforme escreveu Marcus Venícius: "sem chegar a nenhuma estação/de rádio/sem fazer nenhuma parada/de sucesso!". Até quando permanecerá este boicote contra a mais legítima música popular brasileira? Sabemos apenas que é preciso teimar na resistência, na luta contra este imperialismo cultural.

Foto (detalhe): Daniel Fidelis
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16ª Mostra Sesc Cariri de Culturas 2014
Música ao Pôr do Sol
Show com Cleivan Paiva
Terça-feira, 11 de novembro de 2014, 17h30
Na Pracinha do Cruzeiro (Ladeira da Integração), Crato-CE
Gratuito.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Juçara Marçal, Anelis Assumpção e Rafael Castro: shows na Mostra Sesc



Juçara Marçal - Encarnado

Release: 2014 marca o lançamento do CD Encarnado, da cantora Juçara Marçal. Além de participar de vários projetos (Metá Metá, A Barca, Vésper Vocal), Juçara lança agora um disco com seu nome. A mola do trabalho continua sendo o pensamento coletivo sobre os arranjos e a sonoridade, norteados pela voz e escolhas da cantora.

Os parceiros desse novo disco são Kiko Dinucci, Rodrigo Campos, e Thomas Rohrer. Duas guitarras, cavaquinho e rabeca. As cordas dão suporte à voz de Juçara Marçal nesse novo trabalho, que soa diferente de tudo que ela fez até o momento. No disco, há também a participação de Thiago França em duas faixas.

No repertório, compositores como: Siba Veloso, Tom Zé, Douglas Germano, Gui Amabis e Itamar Assumpção, além de canções inéditas de Romulo Fróes, Kiko Dinucci, Rodrigo Campos e uma da própria cantora.

Encarnado está disponível para download gratuito no site www.jucaramarcal.com.




Anelis Assumpção - Anelis Assumpção e os Amigos Imaginários

por Tulipa Ruiz:

É nesse retrato do agora que Anelis Assumpção aparece com disco novo. Seu segundo disco. Depois de gerar um filho e digerir mais da vida, ela manda na lata "Cê tá com tempo? Eu tô aqui pra jogar conversa dentro". E aí você desfragmenta de imediato. No trânsito, na rede, no corre ou no mole. Como não? Quem pede é uma mulher com dicção clara e um timbre que suaviza o que tá dentro e o que tá fora. Cremoso. Tô dentro, Anelis! E assim o disco começa, com essa sedução direta. Um convite na reta. Vamos nessa. Me leva! Tô com tempo. Aceito. "Eu gosto assim", diz uma das músicas. Como é bom começar gostando e seguir com vontade de gostar.

Quando você escuta um disco por uns dias ele entra na sua língua, você aprende a cantar junto, deixando as letras entrarem um pouco ou muito na sua história. Todo mundo vira intérprete quando engole um disco. Anelis e os Amigos Imaginários é um disco desses de se engolir. De se viver e desfrutar cada pedaço-trecho, cada faixa-fatia. E inteiro.

O trabalho foi produzido pela cantora e pelos músicos arretados Bruno Buarque, Cris Scabello, MAU e Zé Nigro. Uma produção coletiva e certeira que é sentida sutilmente na assinatura individual de cada um. Não pra menos, eles fazem parte da banda que acompanha Anelis desde o começo de sua carreira solo e que agora dá nome ao disco: ‘Anelis Assumpção e os Amigos Imaginários'.

Nome encontrado pra banda numa coxia da vida, aquele momento único. Pimba!

Além dos rapazes, a banda conta com a guitarrista Lelena Anhaia e o trombonista Edy Trombone no bando. Essa liga coesa entre pessoas que tem intimidade e compatibilidade sonora e gentileza poética para transitar entre os versos e frases sugeridas por Anelis, fazem a diferença absoluta para a sonoridade do disco. Eles se completam. Anelis e seu bando rocam fluídos o a cada frame canção. E se divertem. Um disco de bando. Um som de banda.

Quase que ao vivo, possibilidade para mestres e íntimos. Neste caso. Temos os dois.

Está tudo nítido, baixo, bateria, guitarras, teclados, efeitos, voz. Mérito também do nova-iorquino Victor Rice, produtor e mestre em sonoridades jamaicanas, responsável pela elegante mixagem das músicas.

Afinidade já sentida em Not Falling, single produzido e lançado em 2012 por Anelis e os Amigos Imaginários ( na época a banda ainda não tinha este nome) e mixado pelo mestre Victor com direito a uma dub version no lado B do compacto. Um luxo!

Aliás, todas as faixas de Anelis Assumpção e os Amigos Imaginários contam com versões dub que 'um dia serão lançadas', o que nos dá a deliciosa sensação de que poderemos desfrutar ainda mais dessa brincadeira de bando sem fim.

Segura, suave, forte, Anelis canta o amor, a individualidade, o tempo e os nós. É spiritual but not religious. Faz love songs unissex. São onze músicas e um poema falado. A voz contralto surpreende em agudos sutis, sussurros roucos e graves firmes. Impossível não ficar seduzida pelo seu canto. Das canções, três são em parceria. “Devaneios”, com o baiano swingado Russo Passapusso é uma música para se dançar. Deixar-se levar pelo baixo, programações + Russo e Anelis. Nela, a filha de Itamar Assumpção, morador da Penha e criador de orquídeas, canta “na minha casa no cume da Lapa por entre as camélias” e você pode sentir sua origem. Um pouco no som e muito no jardim de Anelis. “Declaração” junta a cantora com Céu e Kiko Dinucci, que recita a letra e toca uma guitarra al dente. A música é a cara dos três, fala dos “impostos do coração” (no sentido de tributos) e é completada por Rodrigo Campos na guitarra e no coro. E por falar em entrosamento, o rock “Minutinho”, feita com os irmãos Alzira E. e Jerry Espíndola e o poeta Arruda, confirma a liga entre entre eles que são parceiros frequentes (o primeiro disco traz duas parcerias com os irmãos Espíndola).

As outras faixas são só de Anelis. Todas e inteiras. “Cê tá com tempo” abre o disco no atemporal e no meio dela Cris Scabello manda um riff de guitarra que te faz querer seguir em frente. Mais ainda. Em “Eu gosto assim” Anelis diz que “pra me sacar não tem segredo”. Balada com tempero latino e congas de Maurício Badé. Gostosa. “Mau Juízo” tem toques de dub classudo. O disco tem a força e a graça dos arranjos de metais feitos por Anelis, Zé Nigro e Edy Trombone. A balada roots “Inconcluso” é cantada deliciosamente em castellano y habla de um homem inacabado, em processo. Assim como todos os homens que existem dentro da gente. Em “Por que” Anelis acerta dentro. Bate no passado e no futuro e você acha que a música foi feita pra você. “Toc toc toc” traz a conclusão de que estaremos sempre no risco. Só que na pista. Em “Song to Rosa” Anelis recebe as amigas Céu e Thalma de Freitas, suas parceiras no trio Negresko Sis. Juntas, tecem melodias que ficam no “repeat” da cabeça (a música recebeu o olhar da videoartista/cantautora Ava Rocha e está disponível no Youtube no canal de Anelis). “Deuso Deusa” é a última música do disco. Ritualiza o fim e propõe um começo. Orikí mantra canto reza som.

Anelis está a vontade, cheia de bons amigos em sua soma. Basta conferir a pintura que o artista Paulo Ito criou para ser o cenário fantástico desse imaginário em movimento.

Todo disco merece ser ouvido no fone. Depois você leva ele pra sala, pro quarto, pra festa.

Aconselho-recomendo-peço-repito: Anelis.
E boa viagem.

Amor,
Tulipa Ruiz




Rafael Castro

Compositor prolífico de Lençóis Paulista-SP, Rafael Castro pertence a um estranho e agradável universo paralelo em que o rock’n’roll não se separou da MPB. Por isso suas canções misturam referências sonoras tão diferentes quanto Raul Seixas, Jards Macalé, Caetano Veloso, Mutantes, Roberto e Erasmo Carlos, Jorge Mautner, Rita Lee, Guilherme Arantes, os artistas da Lira Paulistana e os que frequentavam o Cassino do Chacrinha. Após dezenas de MP3 online e um punhado de álbuns virtuais, lançou em 2012 o primeiro trabalho em CD, Lembra?, apresentado nesta turnê.

Apresentando seu trabalho em meio digital desde 2006, Rafael Castro ganhou espaço no cenário da música alternativa, tocando em casas e festivais em diversas regiões do Brasil. Em 2012, lançou no Itaú Cultural o disco Lembra?, seu primeiro em CD, que vem recebendo avaliações positivas de público e imprensa, incluindo melhor show do ano pelo Guia da Folha de S. Paulo.
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16ª Mostra Sesc Cariri de Culturas
Banquete Dionisíaco
Shows de Juçara Marçal, Anelis Assumpção e Rafael Castro
Segunda-feira, 10 de novembro de 2014, a partir das 21h
No Largo da RFFSA - Crato-CE
Shows:
21h: Juçara Marçal - Encarnado
23h: Anelis Assumpção - Anelis Assumpção e os Amigos Imaginários
01h: Rafael Castro - Rafael Castro
Gratuito.


Juçara Marçal - "Velho Amarelo":


Anelis Assumpção e os Amigos Imaginários - "Song to Rosa":


Rafael Castro - "Pra Vender Mais, Agradar Mais, Se Falar Mais":

Mostra de Cineastas Cearenses: Cine Oitão no Becco com Ythallo Rodrigues



Cine Oitão no Becco
Mostra de Cineastas Cearenses
Com Ythallo Rodrigues:
Lampião (documentário, 06min.)
Luzes (experimental, 15min.)
Os versos mais lindos (ficção, 24min.)
Segunda-feira, 10 de novembro de 2014, 19h
Na Casa do Becco (Beco do Padre Lauro, Crato-CE).

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Trombomba e Lei Di Dai fazem show em Juazeiro do Norte, na Mostra Sesc Cariri



Trombomba - Os Sucessos do Frevo

Release: O Trombomba é um grupo formado por quatro trombonistas: Elexsandro de Souza (“O Gordo”), Ubiratan Simão (“Bira” ), Alexsandro César (“Cazuza”) e Moacir Barbosa, que vêm trabalhando com o passeio musical, partindo da movimentação da cultura popular brasileira e a reflexão do fazer artístico e suas responsabilidades estéticas e sócias.

Com o intuito de reunir as experiências musicais de seus integrantes, buscando homenagear o frevo e seus compositores, o grupo Trombomba organizou um show intitulado “Os Sucessos do Frevo”. Este show propõe apresentar ao público o ritmo de maior expressão do Pernambuco, que é o frevo, chamando atenção para seus compositores, como também apresentando novas composições, perfazendo novos caminhos rítmicos, enfim, tocando releituras do frevo.




Lei Di Dai - Ragga na Lata

Release: Lei Di Dai traz um show com batidas dançantes e letras positivas. Cantora e compositora paulistana, coroada a Rainha do Dancehall Ragga no Brasil pela revista Rolling Stone, assumiu o Dancehall Ragga, vertente eletrônica do Reggae. Estilo musical popular jamaicano, o “Raggamuffin.

Lei Di Dai foi indicada pela MTV, no VMB (Video Music Brasil) ao prêmio de Melhor Artista Reggae. Fez turnê na Europa e vários shows pelo Brasil. Em 2014 lançou sua nova Mixtape intitulada Ragga na Lata. O álbum traz 13 faixas dançantes e reflexivas, sempre com a forte voz da cantora. Nos shows da nova mixtape, Lei Di Dai vem acompanhada pelo seu DJ e produtor musical Vinnieman e dançarinas de Dancehall Ragga.
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16ª Mostra Sesc Cariri de Culturas 2014
Shows de Trombomba e Lei Di Dai
Segunda-feira, 10 de novembro de 2014, a partir das 20h
20h: Grupo Trombomba
21h30: Lei Di Dai
No Terreiro da Mestra Margarida (Sesc Juazeiro do Norte-CE)
Entrada gratuita.


Grupo Trombomba - "Na Levada" (Waltinho de Souza):


Lei Di Dai - "Original do Ghetto":

Brass Groove Brasil no Música ao Pôr do Sol, na Mostra Sesc Cariri de Culturas

 

Brass Groove Brasil

Release: Misturando elementos presentes em diversos gêneros da música brasileira, como samba, choro, baião, frevo e maracatu aos instrumentos tradicionais da banda de música, como trompete, trombone, saxofones, flauta e tuba, e aliando aos instrumentos eletrônicos como bateria, guitarra e contrabaixo, a Brass Groove Brasil apresenta um show com suas novas composições, em que a importância da linguagem e da execução dos instrumentos de sopro nas concepções de arranjos, exerce um papel fundamental na sonoridade final.

A Brass Groove Brasil nasceu em meados de 2011, com uma proposta diferenciada no estado de Santa Catarina, destacando em sua formação composições e arranjos com um toque refinado dos instrumentos de sopro e na sua sessão rítmica uma pulsação contagiante.

Iniciou este trabalho tocando os standarts de jazz em um tributo a New Orleans. Com o entrosamento nos shows e nos ensaios, viu-se a presença da música brasileira, tanto nos arranjos quanto nas interpretações. A cada música composta apresenta diferentes influências, que vão do Funk ao Ijexá, ao Baião, ao Samba... Este ano vem trabalhando na gravação do seu primeiro disco, com lançamento previsto para o segundo semestre, tendo destaque as músicas “Série A”, “Partiu Partido”, “BRIOI” e “Reviravolta,” que vêm sendo tocadas nos shows e demonstram a sua identidade atual.

Recentemente, participou do Jurerê Jazz Festival e do FIESC 6 e meia. Entretanto, a formação de seu público ocorreu em shows realizados na Casa de Noca, no Teatro Ademir Rosa (CIC) e na festa intitulada WhataFunk?, especificamente com o “Tributo a New Orleans”. Da mesma forma, realizou intervenções urbanas pelo centro da cidade, em pontos estratégicos como o Mercado Público, o Centrinho da Lagoa, a Beiramar Norte e a Beiramar do Continente, tocando também em eventos corporativos.

A banda traz em sua trajetória a participação de dançarinos convidados como Marina Coura (sapateado), Mila Spigolon (lindy hop) e o grupo NosTrink Crew (dança de rua) e dividiu o palco com cantores que atuam no circuito da música catarinense, entre eles Bruna Góes, Carolina Zingler, Gustavo Barreto e Marco “Nego” Aurélio, da Sociedade Soul.

Seus integrantes atuam intensamente no cenário local e tocaram em diferentes projetos, seja em estúdios ou em shows, acompanhando artistas nacionais e internacionais, assim como participando de editais diversos, e seu naipe de metais já participou de importantes projetos do cenário estadual, tais como o Chicago Connection — acompanhando Linsey Alexander — e o Acústico Brognoli, no qual acompanhou J.J. Jackson, Dudu do Banjo e Jorginho do Trompete.
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16ª Mostra Sesc Cariri de Culturas 2014
Música ao Pôr do Sol
Show com Brass Groove Brasil (SC)
Segunda-feira, 10 de novembro de 2014, 17h30
Na Pracinha do Cruzeiro (Ladeira da Integração), Crato-CE
Gratuito.


Brass Groove Brasil - "Serie A" (Jean Carlos/Rafael Calegari):

domingo, 9 de novembro de 2014

Babi Mendes e Bárbara Eugenia se apresentam na Mostra Sesc Cariri



Babi Mendes - Short Stories

Babi Mendes gravou seu primeiro álbum, Short Stories, em 2011, ao lado de grandes nomes da cena do Jazz e Blues brasileiros. O trabalho encontrou reconhecimento no Brasil e foi um dos três finalistas do Prêmio da Música Brasileira (antigos Prêmio Sharp e Tim) em 2012, na categoria Melhor Disco em Língua Estrangeira.

O primeiro reconhecimento fora do Brasil veio do Japão, onde o Short Stories foi assinado e lançado pelo selo Rip Curl Recordings de Tóquio, também no ano 2012. Em 2013 o mesmo álbum foi assinado no Reino Unido pelo selo Linn Records, que preparou uma estratégia de lançamento no mercado europeu.

Babi Mendes atualmente leva o trabalho do Short Stories para todo o Brasil, participando de festivais de Jazz, Blues e Bossa Nova.




Bárbara Eugenia - É o que Temos

Bárbara Eugenia e banda tocam o disco É o que Temos, que entrou em importantes listas de melhores de 2013. Com um pé na música romântica brasileira e outro no freak folk americano, a cantora e compositora carioca, considerada uma das melhores vozes de sua geração, mostra canções como "Roupa Suja", "Ugabuga Feelings" e "I Wonder", na companhia de Davi Bernardo (guitarra), Jesus Sanchez (baixo), Astronauta Pinguim (minimoog, órgão e theremin) e Clayton Martin (bateria e sampler).

O CD tem produção do guitarrista Edgard Scandurra e de Clayton, que faz parte do grupo Cidadão Instigado. O show traz ainda músicas do elogiado disco de estreia de Bárbara, Journal de BAD (lançado em 2010) e versões para clássicos de artistas como Diana e Roberto Carlos.
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16ª Mostra Sesc Cariri de Culturas
Banquete Dionisíaco
Shows de Babi Mendes e Bárbara Eugenia
Domingo, 09 de novembro de 2014, a partir das 21h
No Largo da RFFSA - Crato-CE
Shows:
21h: Babi Mendes - Short Stories
23h: Bárbara Eugênia - É o que temos
Gratuito.


Babi Mendes - "Drunk Man":


Bárbara Eugenia - "Por aí":

Luciano Brayner e Aláfia fazem show em Juazeiro, na Mostra Sesc Cariri



Luciano Brayner - show Palavras Acesas

Filho de pai pernambucano e mãe paulista, Luciano Brayner nasceu em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. Cresceu em Recife, cidade onde passou a maior parte da sua vida e onde se fez músico e artista, e desde 2003 fez do Cariri sua morada, encantado pela qualidade da vida e pela riqueza cultural da região.

Cantor, compositor, arranjador e instrumentista, Luciano traz na bagagem mais de 20 anos de uma atuação musical diversificada – participou de óperas e de musicais, tocou Música de Câmara, integrou orquestras de blocos carnavalescos e, como compositor e intérprete, participou de diversos festivais, conquistando vários prêmios, com destaque para o Festival de Música Carnavalesca do Recife, vitorioso em cinco edições consecutivas, com Maracatus e Caboclinhos de sua autoria.
Pifeiro entusiasmado e identificado com a cultura local, o artista tem participado ativamente da cena musical do Cariri, apresentando-se nos eventos mais importantes da região, ora com o seu trabalho solo, ora como integrante do grupo juazeirense Zabumbeiros Cariris, parceiros com os quais produziu e lançou em 2007 um disco homônimo, o primeiro da trajetória desta banda cearense.

Em 2012, finalmente, depois de muita estrada, o artista inaugurou uma nova fase em sua carreira: lançou o elogiado CD autoral Casa de Badzé, seu primeiro disco solo. Contando com o Incentivo FUNCULTURA-PE, edital da maior importância para o fomento cultural do estado de Pernambuco, Casa de Badzé reuniu um time de mais de 60 músicos e nomes expressivos da cena musical pernambucana e caririense, numa grande celebração pela música.

Palavras Acesas é o nome do novo show de Luciano Brayner. Também é o nome do seu próximo disco, ainda em caráter germinal, e foi inspirado pelo título de uma canção sua feita em homenagem ao poeta e compositor cratense Geraldo Urano, ícone da contracultura no Cariri, e que se chama “Bárbaras Palavras Acesas”. No repertório, além da já citada homenagem, várias inéditas que farão parte do novo disco, junto com algumas canções do disco anterior e, pra temperar, acompanhado por grandes músicos da região. Samba, Caboclinho, Ijexá, Bossa Nova, Cabaçal, Frevo, são alguns dos muitos elementos que se harmonizam na musicalidade desse artista versátil, que demonstra, mais uma vez, a qualidade e a diversidade da música popular independente produzida no Cariri e no Nordeste atualmente.




Aláfia (por Serena Assumpção):

Batuque de umbigada, ensaio de escola de samba, jongo e baile Black podem ser as primeiras referências da memória. Uma banda de gente revivendo nos corpos que dançam, cantam e tocam, as muitas histórias do espírito da Terra.

Na especificidade, no entanto, Aláfia cria uma performance que perpassa a inteligência do canto e da harmonia, do lirismo poético e exemplar concepção de arranjos – todos influenciados pela música preta de todo o planeta – já que a antiga relação África Brasil, tendo como contraponto os EUA, é constantemente revisitada dentro de um tempo onde não mais os carros de bois e negreiros nos movimentam e sim a banda larga.

A exemplo dos cultos ancestrais de tradição oral, em que o fundamental é o repasse do conhecimento mítico, Aláfia vem desenvolvendo linguagem absolutamente particular utilizando-se não apenas das conhecidas e pertinentes estruturas musicais de todos os tempos, mas também inserindo novas e por vezes inusitadas pitadas de diversas expressões artísticas.

Composta por baixo elétrico, bateria, percussão, metais, guitarra, violões e voz, Aláfia busca a atenta, espontânea e progressiva ocupação de uma sonoridade que identifique-se como atemporal. O revezamento entre batidas silenciosas e grooves efusivos, spokenword e arranjos elaborados constantemente ao longo dos ensaios e shows faz com que a banda crie-se e renove-se a cada canção.

O batuque acaba nunca.
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16ª Mostra Sesc Cariri de Culturas - 2014
Shows de Luciano Brayner e banda Aláfia
Domingo, 09 de novembro de 2014, a partir das 20h
20h: Luciano Bayner
21h30: Aláfia
No Terreiro da Mestra Margarida (Sesc Juazeiro do Norte-CE)
Entrada gratuita.

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Macaúba do Bandolim se apresenta no Música ao Pôr do Sol, na Mostra Sesc



Macaúba do Bandolim - Choro nosso de cada dia

Release: José Felipe da Silva, filho de seu Walter, bandolinista diletante, ganhou o apelido de Macaúba aos 13 anos de idade, quando iniciou a tocar bandolim. Tendo vivido grande parte de sua vida e sua história musical em rodas de choro e samba, convivendo com grandes nomes da música cearense, desenvolveu assim seu talento autodidata e a paixão pelo bandolim, instrumento que já faz parte de sua história familiar.

Na sua trajetória de quase sessenta anos de música, foi merecedor de inúmeras reportagens nos maiores jornais do país, apresentando-se em quase todos os estados brasileiros, sendo reconhecido como a principal referência do choro cearense, repercutindo nacionalmente, ganhando, segundo a Revista Veja, o título de sétimo melhor bandolinista do País.

Tem se apresentado em grandes palcos interpretando clássicos de Jacob do Bandolim, Benedito Lacerda, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Waldir Azevedo, João Pernambuco, Dilermano Reis e muitos outros, num repertório de mais de duzentos chorinhos, inclusive choros autorais e de músicos cearenses.

Se destacou como músico e com seu trabalho e talento garantiu o respeito e admiração do grande público, recebendo inúmeras homenagens, inclusive do Clube do choro de Brasília, onde é sócio honorário. Macaúba, que para muitos (as) de nós representa uma lenda viva na história da música brasileira, vem contribuindo para preservar o chorinho, este estilo musical que, apesar de mais de cem anos, ainda continua em evidência, mais agora, com adeptos da nova geração, principalmente em Fortaleza, onde temos como destaque seu filho, Marinaldo do Bandolim, que dará continuidade ao talento e história musical da família.
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16ª Mostra Sesc Cariri de Culturas 2014
Música ao Pôr do Sol
Show com Macaúba do Bandolim
Espetáculo Choro nosso de cada dia
Domingo, 09 de novembro de 2014, 17h30
Na Pracinha do Cruzeiro (Ladeira da Integração), Crato-CE
Gratuito.

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sábado, 8 de novembro de 2014

Lançamento do cordel 'Dora, a negra feminista', de Jarid Arraes, no Crato



16ª Mostra Sesc Cariri de Culturas
Lançamento do cordel Dora, a negra e feminista
Autora: Jarid Arraes
Domingo, 09 de novembro de 2014, 16h
Na Praça da Sé, Crato-CE
Produção: Monte de Coisas; cartaz: Daniel Batata.
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