Esta noite houve um apagão geral em Juazeiro. Acredito que tenha sido geral, pois fui até a rua dar uma olhada pro céu. Não avistei nenhum vestígio de luz artificial. Porém, pude me deparar com um céu estrelado, como aqueles que a gente vê no cinema. Há tempos que não via tantas estrelas no céu, brilhando em festa.
Me lembro que há uns dez atrás era possível se avistar bem mais estrelas no céu de Juazeiro do Norte, mas, hoje em dia, é com muito esforço que conseguimos, vez ou outra enxergar aquelas estrelas mais brilhantes, ofuscadas, lamentavelmente, por um céu rosa-alaranjado, resultados das luzes artificiais que iluminam nossas ruas e enviam os excendentes luminosos para o alto.
É o preço que pagamos pelo progresso e as mordomias da urbanização. E, em breve, ficaremos, cada vez mais sem céu e sem estrelas, porque, como diria o impagável Ciço Gnomo, “a cidade está comendo a mata”. Há pouco mais de um mês estive em Fortaleza-CE e me lembro de ter olhado para o céu e ter ficado grato por ter a oportunidade de ainda ver algumas estrelas em Juazeiro, porque lá é que a coisa está difícil mesmo.
Pois é... Saudades do céu do interior... Já dá pra sentir isso aqui, no interior. Nessa região metropolitana urbanizadamente caótica.
E, meu apelo à Coelce, é que ela nos permita mais vezes, um blackout geral. Um apagão anunciado para que possamos entrar, um pouco mais, em contato com este céu que está escondido sobre nossas cabeças.
Os poetas, os enamorados, as corujas e eu ficaremos gratos.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Exposição 'Jardins de Vaidade'
Mais um evento do Roteiro Poético-Boêmio
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Na estrada com Carlinhos Veloz
No Cariri as apresentações acontecerão no SESC, nas unidades de Crato e Juazeiro do Norte.
Mais informações:
SESC Crato: (88) 3523.4444
SESC Juazeiro do Norte: (88) 3587.1065 / 3512.3355
"Na Estrada com Carlinhos Veloz" levará música do Maranhão a 20 cidades do Nordeste
Levar a música do Maranhão ao conhecimento de parte do Nordeste. Este é um dos objetivos do projeto Na Estrada com Carlinhos Veloz, que estreou na capital maranhense no último domingo (16), com patrocínio da Petrobras, através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.
A turnê do músico, pernambucano de nascimento e maranhense de adoção, percorrerá 20 cidades, entre capitais e interiores, nos nove estados da região. Carlinhos Veloz contará com as participações especiais dos artistas Gildomar Marinho e Wilson Zara. Além de cantar na abertura dos shows, eles são responsáveis por uma oficina-palestra sobre a música e a cultura populares do Maranhão e pela técnica de som, respectivamente.
A On the Road Band de Carlinhos Veloz é formada pelos músicos Carlos Raqueth (contrabaixo), George Gomes (bateria), Jesiel Bives (teclado) e Marcos Lussaray (guitarra), contando com a participação especial de Jeff Soares (contrabaixo e violoncelo), também assistente de som.
A agenda completa das apresentações pode ser conferida no blogue de Carlinhos Veloz, no endereço http://www.carlinhosveloz.blogspot.com
Os artistas
A cidade de Imperatriz, no Maranhão, não foi incluída na rota de Na Estrada com Carlinhos Veloz, mas ela guarda uma feliz coincidência na carreira dos três: foi ali, às margens do Rio Tocantins, que os três artistas se “formaram” musicalmente.
Carlinhos Veloz, nascido em Pernambuco, mudou-se cedo para lá com a família. Gildomar Marinho, de Santa Inês, e Wilson Zara, de Barra do Corda, ambas no interior do Maranhão, também desembarcaram em Imperatriz. Ali se conheceram e fizeram música. Os dois primeiros, inclusive, têm composições que são homenagens explícitas à cidade e ao rio que a banha: em seus primeiros discos, Carlinhos Veloz gravou "Imperador Tocantins", de sua autoria; e mais ou menos duas décadas depois, também em seu disco de estreia, Gildomar Marinho lançou a inspirada Tocantins, de sua autoria.
Wilson Zara abandonou uma “promissora” carreira de bancário para dedicar-se integralmente à música: com o dinheiro da indenização comprou uma aparelhagem de som e ganhou a noite, mudando-se em seguida para São Luís. Gildomar Marinho, bancário de profissão, leva em paralelo os dois ofícios e lançou ano passado o segundo disco, Pedra de Cantaria.
Carlinhos Veloz tem quatro discos lançados: Ilha Bela, Vê Luz, Vibratons e Baião de 2 (em dupla com César Nascimento) e o dvd Espelho d’Água, gravado ao vivo no Teatro Arthur Azevedo.
Show conta com participações especiais de Gildomar Marinho e Carlinhos Veloz e oferece ainda oficina-palestra sobre a música do Maranhão para alunos da rede pública de ensino. Os espetáculos têm entrada franca.
Levar a música do Maranhão ao conhecimento de parte do Nordeste. Este é um dos objetivos do projeto Na Estrada com Carlinhos Veloz, que estreou na capital maranhense no último domingo (16), com patrocínio da Petrobras, através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.
A turnê do músico, pernambucano de nascimento e maranhense de adoção, percorrerá 20 cidades, entre capitais e interiores, nos nove estados da região. Carlinhos Veloz contará com as participações especiais dos artistas Gildomar Marinho e Wilson Zara. Além de cantar na abertura dos shows, eles são responsáveis por uma oficina-palestra sobre a música e a cultura populares do Maranhão e pela técnica de som, respectivamente.
A On the Road Band de Carlinhos Veloz é formada pelos músicos Carlos Raqueth (contrabaixo), George Gomes (bateria), Jesiel Bives (teclado) e Marcos Lussaray (guitarra), contando com a participação especial de Jeff Soares (contrabaixo e violoncelo), também assistente de som.
A agenda completa das apresentações pode ser conferida no blogue de Carlinhos Veloz, no endereço http://www.carlinhosveloz.blogspot.com
Os artistas
A cidade de Imperatriz, no Maranhão, não foi incluída na rota de Na Estrada com Carlinhos Veloz, mas ela guarda uma feliz coincidência na carreira dos três: foi ali, às margens do Rio Tocantins, que os três artistas se “formaram” musicalmente.
Carlinhos Veloz, nascido em Pernambuco, mudou-se cedo para lá com a família. Gildomar Marinho, de Santa Inês, e Wilson Zara, de Barra do Corda, ambas no interior do Maranhão, também desembarcaram em Imperatriz. Ali se conheceram e fizeram música. Os dois primeiros, inclusive, têm composições que são homenagens explícitas à cidade e ao rio que a banha: em seus primeiros discos, Carlinhos Veloz gravou "Imperador Tocantins", de sua autoria; e mais ou menos duas décadas depois, também em seu disco de estreia, Gildomar Marinho lançou a inspirada Tocantins, de sua autoria.
Wilson Zara abandonou uma “promissora” carreira de bancário para dedicar-se integralmente à música: com o dinheiro da indenização comprou uma aparelhagem de som e ganhou a noite, mudando-se em seguida para São Luís. Gildomar Marinho, bancário de profissão, leva em paralelo os dois ofícios e lançou ano passado o segundo disco, Pedra de Cantaria.
Carlinhos Veloz tem quatro discos lançados: Ilha Bela, Vê Luz, Vibratons e Baião de 2 (em dupla com César Nascimento) e o dvd Espelho d’Água, gravado ao vivo no Teatro Arthur Azevedo.
Informações fornecidas pela produção do evento.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Irene
Todo aquele que diz não acreditar nos sonhos, ou que os acha impossíveis de se realizar, é porque não conhece Irene.
Para os que nunca a viram, vou procurar fazer uma descrição fiel de como ela é. Irene tem um metro e sessenta e cinco centímetros de altura. É negra. Seus olhos são furta-cor. Seus lábios são carnudos e delicadamente desenhados. Seu sorriso é de indescritível beleza. Seus cabelos parecem uma cascata negra. E seu corpo... ah, seu corpo possui traços geometricamente perfeitos. Seus seios parecem irmãos gêmeos de perfeita e delicada geometria. Para ser menos prolixo e tentar dar uma idéia melhor, poderia afirmar que é impossível manter a razão estando perto de Irene. Tudo o que falei até agora não diz ao certo quem é ou como é Irene.
O que é lindo mesmo em Irene é a sua essência - uma flor de lótus. É impossível estar perto de Irene e não sentir paz. É improvável ouvir a voz de Irene e não aplacar o ódio que exista no coração. "Irene é boa. Irene está sempre de bom-humor." Irene não vive entre nós; talvez ela seja fruto do meu inconsciente. Irene é uma criança. Ela toma banho de chuva junto com outras crianças, brinca com elas como se fosse mais uma entre tantas que se juntam a brincar na chuva. Irene não sente dores morais, não tem medo, não tem remorso, não tem raiva, não tem paixões. Irene é livre.
E talvez por isso esteja sempre pronta para ajudar. Não há coisas impossíveis para Irene. Ela diz que, "se a alma for bela, tudo vale a pena", e que aquela pequena possibilidade do improvável acontecer, pode ser agigantada e tornada possível. Irene faz tudo parecer melhor. Um dia, alguém como Irene vai nascer no coração dos povos do Oriente Médio; então, israelenses e palestinos, em especial, desarmarão seus espíritos, largarão as armas e voltarão a brincar como crianças na chuva e, a partir desse momento, se dissiparão todas as diferenças, e eles voltarão a correr, a brincar de se esconderem, a soltar pipa, a sonhar e amar como apenas as crianças são capazes de fazer... Isso será fruto da "irenificação" da alma.
Mas como Irene não é imortal, fico imaginando Irene entrando no céu, dizendo: “– dá licença, meu branco! E São Pedro, bonachão: - Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.” E, assim, Irene morre e retorna para o lugar em que todos os sonhos habitam - o céu do imaginário popular. Mas enquanto houver criança no mundo e adultos que conservem o espírito infantil, ela retornará e se fará mais forte, até o dia em que todos acreditem nos sonhos e ela não precise mais morrer...
Xico Fredson!
Para os que nunca a viram, vou procurar fazer uma descrição fiel de como ela é. Irene tem um metro e sessenta e cinco centímetros de altura. É negra. Seus olhos são furta-cor. Seus lábios são carnudos e delicadamente desenhados. Seu sorriso é de indescritível beleza. Seus cabelos parecem uma cascata negra. E seu corpo... ah, seu corpo possui traços geometricamente perfeitos. Seus seios parecem irmãos gêmeos de perfeita e delicada geometria. Para ser menos prolixo e tentar dar uma idéia melhor, poderia afirmar que é impossível manter a razão estando perto de Irene. Tudo o que falei até agora não diz ao certo quem é ou como é Irene.
O que é lindo mesmo em Irene é a sua essência - uma flor de lótus. É impossível estar perto de Irene e não sentir paz. É improvável ouvir a voz de Irene e não aplacar o ódio que exista no coração. "Irene é boa. Irene está sempre de bom-humor." Irene não vive entre nós; talvez ela seja fruto do meu inconsciente. Irene é uma criança. Ela toma banho de chuva junto com outras crianças, brinca com elas como se fosse mais uma entre tantas que se juntam a brincar na chuva. Irene não sente dores morais, não tem medo, não tem remorso, não tem raiva, não tem paixões. Irene é livre.
E talvez por isso esteja sempre pronta para ajudar. Não há coisas impossíveis para Irene. Ela diz que, "se a alma for bela, tudo vale a pena", e que aquela pequena possibilidade do improvável acontecer, pode ser agigantada e tornada possível. Irene faz tudo parecer melhor. Um dia, alguém como Irene vai nascer no coração dos povos do Oriente Médio; então, israelenses e palestinos, em especial, desarmarão seus espíritos, largarão as armas e voltarão a brincar como crianças na chuva e, a partir desse momento, se dissiparão todas as diferenças, e eles voltarão a correr, a brincar de se esconderem, a soltar pipa, a sonhar e amar como apenas as crianças são capazes de fazer... Isso será fruto da "irenificação" da alma.
Mas como Irene não é imortal, fico imaginando Irene entrando no céu, dizendo: “– dá licença, meu branco! E São Pedro, bonachão: - Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.” E, assim, Irene morre e retorna para o lugar em que todos os sonhos habitam - o céu do imaginário popular. Mas enquanto houver criança no mundo e adultos que conservem o espírito infantil, ela retornará e se fará mais forte, até o dia em que todos acreditem nos sonhos e ela não precise mais morrer...
Xico Fredson!
Duas partes
Parte I:
Baby, não fique triste assim, essa coisa pode acontecer a qualquer um, e não vale a pena acordar depois de uma noite mal dormida, sentar-se na lateral da cama e pensar consigo: por que eu? Por que comigo? Não há uma só pessoa imune a isso, nenhuma sequer. Talvez porque sejamos pessoas que não se limitam a pensar apenas, mas a sentir principalmente.
Baby, isso vai passar, eu prometo, e o primeiro sinal acontecerá quando o seu celular tocar e você o atender como num gesto gratuito e mecânico: sem angústia, sem expectativa e sem a menor tristeza. Apenas atendê-lo...
Parte II:
Era tão bonita, que até parecia uma dessas mentiras que se conta para impressionar. Uma daquelas que com certeza quem apenas a ouvisse, exclamaria consigo mesmo ou dependendo da coragem esculhambaria dizendo: ah filho da puta mentiroso! Mas não, não era de mentira a beleza dela, era antes feita de qualquer coisa metafíscia: sonho, d...elírio, desejo, luxúria, tesão... mas de mentira não, eu juro!
Xico Fredson!
Baby, não fique triste assim, essa coisa pode acontecer a qualquer um, e não vale a pena acordar depois de uma noite mal dormida, sentar-se na lateral da cama e pensar consigo: por que eu? Por que comigo? Não há uma só pessoa imune a isso, nenhuma sequer. Talvez porque sejamos pessoas que não se limitam a pensar apenas, mas a sentir principalmente.
Baby, isso vai passar, eu prometo, e o primeiro sinal acontecerá quando o seu celular tocar e você o atender como num gesto gratuito e mecânico: sem angústia, sem expectativa e sem a menor tristeza. Apenas atendê-lo...
Parte II:
Era tão bonita, que até parecia uma dessas mentiras que se conta para impressionar. Uma daquelas que com certeza quem apenas a ouvisse, exclamaria consigo mesmo ou dependendo da coragem esculhambaria dizendo: ah filho da puta mentiroso! Mas não, não era de mentira a beleza dela, era antes feita de qualquer coisa metafíscia: sonho, d...elírio, desejo, luxúria, tesão... mas de mentira não, eu juro!
Xico Fredson!
O Berro nas antas # 02
domingo, 23 de janeiro de 2011
Recital 'Melodia do Caos'
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Saúde, Chico!
Enquanto torcemos pela recuperação da saúde do Chico Anysio, relembramos sua participação no "Programa do Jô Especial: 15 Anos de Entrevistas", em 2003.
Na ocasião, o programa contou com a participação dos humoristas Zé Vasconcelos, Paulo Silvino e Chico Anysio. Em breve postaremos outro trecho desse especial.
Na ocasião, o programa contou com a participação dos humoristas Zé Vasconcelos, Paulo Silvino e Chico Anysio. Em breve postaremos outro trecho desse especial.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Ano novo, centenário de Juazeiro e a logomarca

Finalmente "chegamos lá"!
No último mês de dezembro os assuntos sempre giravam em torno do que estava por vir: Natal, Reveillon e eventos do primeiro bimestre de 2011: posse da primeira mulher presidente do Brasil, posse de novos governadores, senadores e do deputado Tiririca.
No Cariri cearense, uma das expectativas era pela chegada do ano do centenário de Juazeiro do Norte (1911-2011). A festa de reveillon na Praça dos Romeiros, com a participação de Fagner e outros artistas, inaugurou o ano comemorativo.
E cada vez mais a logomarca que representa o referido centenário se espalha por Juazeiro, estampando eventos, placas nas ruas e até coberturas televisivas. Para quem ainda não sabe: a tal logomarca é obra do nosso irmão berrista Reginaldo Farias (na verdade, mais do que amigo-irmão-camarada, ele é a "mãe d'O Berro").
Regi venceu um concurso organizado pela Prefeitura de Juazeiro, que contou com a participação de dezenas de logomarcas desenvolvidas por designers de todo o país. E quem conhece seu trabalho sabe que resultados como esse não são por acaso, mas fruto de muito talento e estudo (em breve, postagens neste blog mostrarão algumas de suas criações).
Agora nos resta torcer para que o ano do centenário de Juazeiro seja melhor do que os centenários de Flamengo e Corinthians...
Excelente 2011 a todos os amigos, colaboradores e leitores berristas!
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
sábado, 25 de dezembro de 2010
Então é Natal!!!
Caramba, Há tempos que não passo por esse blog! O tempo esteve muito apertado, mas acredito que em 2011 as coisas vão ser um pouco mais tranquilas.
Manter O BERRO ativo nesses tempos não vai ser nada fácil. Será uma árdua e prazerosa tarefa, espero. Mas, estamos tentando.
Lembro-me de como era escrever para O BERRO e editar as matérias antigamente. Geralmente, eu me deslocava para algum lugar tranquilo no CEFET ou na minha casa, caneta e papel nas mãos. Depois, a edição era uma grande putaria: onde havia duas ou mais pessoas reunidas em nome d’O BERRO a esculhambação era geral (ainda hoje é assim) e, depois de algum tempo, lá estava ele prontinho para ser enviado pra fotocópia e, anos mais tarde, para a gráfica.
Naquele tempo, achávamos que não tínhamos tempo. Estávamos triangulamente enganados.
Cada um, hoje em dia, com suas ocupações pessoais, profissionais e momentos familiares a serem devidamente cumpridos, faz com que encontremos algumas dificuldades para executarmos nossos sonhos, e nos encontramos aperreados até pra dizer um boa tarde no twitter!
Mas é isso! Acho que O BERRO tem a missão de fazer com continuemos a sonhar, mesmo diante de todas as atribulações, mesmo diante do tempo já vivido. A missão de fazer com tenhamos outros sonhos mais e acreditemos que outras coisas mais possamos viver.
.
Manter O BERRO ativo nesses tempos não vai ser nada fácil. Será uma árdua e prazerosa tarefa, espero. Mas, estamos tentando.
Lembro-me de como era escrever para O BERRO e editar as matérias antigamente. Geralmente, eu me deslocava para algum lugar tranquilo no CEFET ou na minha casa, caneta e papel nas mãos. Depois, a edição era uma grande putaria: onde havia duas ou mais pessoas reunidas em nome d’O BERRO a esculhambação era geral (ainda hoje é assim) e, depois de algum tempo, lá estava ele prontinho para ser enviado pra fotocópia e, anos mais tarde, para a gráfica.
Naquele tempo, achávamos que não tínhamos tempo. Estávamos triangulamente enganados.
Cada um, hoje em dia, com suas ocupações pessoais, profissionais e momentos familiares a serem devidamente cumpridos, faz com que encontremos algumas dificuldades para executarmos nossos sonhos, e nos encontramos aperreados até pra dizer um boa tarde no twitter!
Mas é isso! Acho que O BERRO tem a missão de fazer com continuemos a sonhar, mesmo diante de todas as atribulações, mesmo diante do tempo já vivido. A missão de fazer com tenhamos outros sonhos mais e acreditemos que outras coisas mais possamos viver.
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
45 anos de lançamento do "Rubber Soul"
No último mês de novembro Paul McCartney esteve no Brasil e atraiu grande atenção da mídia: teve um dos shows no Morumbi exibido em compacto na TV, ocupou espaço nos noticiários e foi capa de revistas como Bravo! e Rolling Stone. Convenhamos: não era para menos.O último dia 29 de novembro registrou o nono aniversário da morte de George Harrison e agora as atenções se voltam para os 30 anos do assassinato de John Lennon, no próximo dia 8 de dezembro. E tal fato, naturalmente, segue o mesmo roteiro: destaque nos noticiários, publicações especiais, etc.
Pelo que sabemos, a cultura pop jamais foi a mesma depois do Beatles - dizer isso é chover no molhado. Mas para entender como se deu todo o processo de ascensão ao estrelato dos quatro músicos de Liverpool (além dos 3 beatles citados, vez ou outra lembram que o Ringo Starr existe!), nunca é demais rememorar a importância de cada álbum lançado pela banda.
E há exatos 45 anos (3 de dezembro de 1965), era lançado o álbum Rubber Soul - considerado o início da ponte entre a primeira fase da banda (com shows superlotados, histerismo e Beatlemania) e a segunda fase (mais criativa, sem shows e gravação de álbuns antológicos - além, é claro, das drogas e dos problemas de relacionamento entre o grupo, Yoko Ono e cia.).
Nossa homenagem ao aniversário de lançamento do Rubber Soul...
... já que Beto Guedes havia feito a sua homenagem, com o lançamento, em 1986, de um disco intitulado Alma de Borracha, numa tradução literal, que vale pelo curioso registro:
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