domingo, 31 de janeiro de 2016

‘Dançando no Escuro’, filme de Lars von Trier, em exibição no Cinemarana



Cinemarana (com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Dançando no Escuro
Ficha técnica:
Título original: Dancer in the Dark
Direção e roteiro: Lars von Trier
Elenco: Björk, Catherine Deneuve, Vladica Kostic, David Morse, Peter Stormare, Joel Grey, Jean-Marc Barr, Cara Seymour
Duração: 140 minutos
Ano: 2000
Países de origem: Espanha, Argentina, Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Itália, Estados Unidos, Reino Unido, França, Suécia, Finlândia, Islândia, Noruega

“Selma é uma imigrante tcheca nos EUA com grave problema de visão. Palma de Ouro de Melhor Filme em Cannes.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na segunda-feira, 1º de fevereiro de 2016, às 19h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

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sábado, 30 de janeiro de 2016

‘Mommy’, filme de Xavier Dolan, em exibição na Mostra 21



sobre Mommy

por Ravi Carvalho

Como os demais filmes de Xavier Dolan, uma coisa não há como dizer que não existe no filme: densidade. O diretor brinca com o formato da imagem, ou melhor dizendo, ele trabalha com esse formato. O clima do filme vai de acordo com o tamanho do plano usado neste ou naquele momento, que vai desde sufocamento, angústia, até alegria e liberdade. Steve é um jovem de 15 anos que sofre de hiperativade e déficit de atenção, e isso causa grandes problemas a ele e a sua mãe, Die. Algo parece melhorar quando eles ganham uma nova vizinha, Kyla, mas nunca é tão simples quanto se deseja. Com sua narrativa, seu jogo com o formato do filme, a belíssima trilha sonora, Mommy é um grito de liberdade e um poderoso golpe em nossas almas.
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Mommy
Ficha técnica:
Título original: Mommy
Direção e roteiro: Xavier Dolan
Elenco: Antoine-Olivier Pilon, Anne Dorval, Suzanne Clément, Patrick Huard, Isabelle Nelisse, Pierre-Yves Cardinal
Duração: 139 minutos
Ano: 2014
País de origem: Canadá

“Uma viúva tenta conviver com seu filho adolescente.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no domingo, 31 de janeiro de 2016, às 19h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

Para ver a programação completa da Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé, clique aqui!

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‘O Tempo Que Resta’, filme de François Ozon, em exibição na Mostra 21



Ensaio sobre a brevidade da vida
(sobre O Tempo Que Resta)

por Saulo Portela

Cada um reage de um modo diferente a um diagnóstico de câncer terminal. Para alguns, cercar-se de amigos, da família e de um grande amor seja a melhor opção, para outros a realização de sonhos adiados por toda uma vida seria a melhor, mas não para Romain. O fotógrafo que vivia uma próspera vida em meio a ensaios e editoriais de moda, com todos os excessos que lhe eram permitidos, passará agora a ver o quão vazia sua vida era e buscar, em meio a solidão a qual se submeteu, uma maneira de lidar com os últimos meses de vida. Embora o tema já seja utilizado à exaustão em outras películas, o modo como Fraçois Ozon dirige O Tempo que Resta faz todo o diferencial. Sem o melodrama típico dessa temática, somos imersos na melancolia e solidão do personagem que apesar de não falar, tenta mostrar através das fotos de coisas comuns sua sensibilidade e o desejo de ser lembrado.
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme O Tempo Que Resta
Ficha técnica:
Título original: Le Temps Qui Reste
Direção e roteiro: François Ozon
Elenco: Melvil Poupaud, Jeanne Moreau, Daniel Duval, Christian Sengewald, Louise-Anne Hippeau, Marie Rivière, Valeria Bruni Tedeschi
Duração: 85 minutos
Ano: 2005
País de origem: França

“Fotógrafo descobre que tem pouco tempo de vida” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no domingo, 31 de janeiro de 2016, às 16h30
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

‘Blue Jasmine’, filme de Woody Allen, em exibição na Mostra 21



sobre Blue Jasmine

por Alana Morais

Blue Jasmine me surpreendeu, como a maioria dos filmes desse excelente e premiado roteirista nova-iorquino. O filme de Woody Allen me transportou para aquilo que há de mais decadente na natureza humana. O que somos hoje senão um alicerce temporário? Subitamente, uma vida sustentada por mentiras pode revelar o semblante que se ocultava nas facetas mais astuciosas. E essa revelação leva ao declínio, ao nada. Assim é a vida de Jasmine, que sempre vivera uma mentira ao lado do marido, interpretado pelo maravilhoso Alec Baldwin.

Na trama, Jasmine tem que aceitar que não vive mais uma vida burguesa e cheia de mimos, e pelas circunstâncias deve aceitar sua vida de classe média baixa ao lado da irmã, Ginger. Uma relação que muito me lembrou Tennensse Willians e seu eterno Um bonde chamado desejo. O filme mostra fragmentos da vida passada e dos momentos presentes, após sua decadência social. Nessa fragmentação fui transportada para o lugar do jogo, do quebra-cabeças que vai colocando as peças e formando a compreensão total da obra. Cate Blanchett está maravilhosa, e sua atuação é realmente digna de muitos prêmios, e o Oscar me parece ter sido justo. Senti-me vendo Vivian Leigh sendo Blanch Dubois, mas claro com muito menos teatralidade e, sim, com mais naturalidade e o humor ácido e irônico de Woody Allen. Com excelentes atuações, e um roteiro muito bem construído, Blue Jasmine é um convite ao mundo pessimista e criativo do diretor.
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Blue Jasmine
Ficha técnica:
Título original: Blue Jasmine
Direção e roteiro: Woody Allen
Elenco: Cate Blanchett, Alec Baldwin, Bobby Cannavale, Louis C.K., Andrew Dice Clay, Sally Hawkins, Peter Sarsgaard, Michael Stuhlbarg, Tammy Blanchard
Duração: 98 minutos
Ano: 2003
País de origem: Estados Unidos

“Mulher busca encontrar novo rumo para sua vida depois da falência.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no domingo, 31 de janeiro de 2016, às 14h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

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De volta ao palcos, Manel d'Jardim se apresenta no Praça Musical



Marcando a volta para os palcos caririenses, Manel d'Jardim se apresenta neste domingo no Praça Musical

Após seis meses recluso para tratamento de dependência química, o músico Manel d'Jardim se apresenta neste domingo, 31, no Praça Musical que acontecerá na galeria do Largo da RFFSA, a partir das 15h.

Manoel Orlando Cruz Amorim, 53, é natural de Jardim, cidade que lhe rendeu o nome artístico pelo qual é conhecido em todo o nordeste. Violonista, arranjador e produtor musical, Manel atua no cenário musical há 39 anos, tendo aprendido a tocar violão de maneira autodidata com apenas 14.  Famoso pela facilidade de improviso no violão, o músico já se apresentou com artistas como  Abidoral Jamacarú, João do Crato, Wanderley Cardoso, Peninha, Beth Carvalho, Gilberto Gil, Cássia Eller, Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Zé Ribeiro.

Recuperado do vício do álcool, o músico pretende criar uma instituição para lecionar música para jovens e crianças. Sua primeira apresentação musical acontece no Largo da RFFSA, no próximo domingo, 31, a partir das 15h, no Praça Musical. O evento, que acontece mensalmente, é um projeto de extensão vinculado a Pró Reitoria de Cultura da Universidade Federal do Cariri. A proposta é reunir músicos para se apresentarem colaborativamente em espaços públicos da cidade no intuito de promover a utilização desses instrumentos de maneira recreativa e gratuita. (informações da Assessoria do evento)
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Praça Musical com Manel d'Jardim e diversos outros músicos
Domingo, 31 de janeiro de 2016, a partir das 15h
Na RFFSA (Crato-CE)
Gratuito.

foto: Giovanna Duarte
 
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Tem alguém cantando aqui



por Amador Ribeiro Neto

Retomando o que dissemos na coluna anterior. Cantar como se falasse: isto já é tradição em nossa música popular. Uma tradição elegante e sedutora que explora as entonações da fala tirando dela a musicalidade que cai bem na música popular. Uma inovação que cresce dia a dia.

O gingado do malandro de morro, a embolada do nordestino sertanejo, a malemolência dos sulistas fronteiriços, o som retroflexo dos caipiras, etc., pipocam aqui e ali em nossas músicas, sem constrangimentos. Seja no funk, no rap, no partido alto, no samba de breque, no rock de garagem, no coco de roda, no hard rock, no mangue beat, no punk rock, no bolero, no brega sertanejo, no abolerado blues, no axé music, no forró, no pagode, na embolada, etc. e tal. Em tudo a fala está presente. Em forma de música.

Em outras palavras: interpretar música popular no Brasil é cada vez mais um ato de sofisticação. Periga até de o ouvinte não estar dando conta disto. Mas a verdade é que o canto popular está atingindo altos índices de qualidade interpretativa. Pena Branca e Xavantinho estavam levando a ferro e fogo a lição que aprenderam com a tradição musical brasileira (terças e oitavas num acordo estranho e bem sucedido), somada às conquistas dos grupos paulistas que fizeram uma música nos anos 80. Geração que ficou conhecida como Lira Paulistana: referência tanto ao teatro, em Pinheiros, onde estes grupos se apresentavam, como ao livro de Mário de Andrade, que, por sua vez, motivara o nome do teatro. São deste tempo, por exemplo, o trabalho com o canto-falado do Grupo Rumo (com a experiência de compositor e intérprete de Luiz Tatit e de Ná Ozetti), o genial Itamar Assumpção, o vocalista-radialista Arrigo “Dodecafônico” Barnabé, os irreverentes grupos Língua de Trapo e Premeditando o Breque, entre tantos outros.

Um ouvido mais atento percebe que desde Donga, com “Pelo telefone” (1917), até o mais recente disco de Criolo, Convoque seu Buda (2014), a interpretação canto-falada & malandra é uma das marcas mais fortes de nossa música popular.

Verdade seja dita: o canto misturado com a fala é marca de qualidade interpretativa de nossa música popular - uma das músicas populares mais criativas do mundo.

Este balanço maroto, que a voz cantada surrupia da fala, desbancou de vez os dós-de-peito dos cantores-estouradores-de-tímpanos. Aí a invenção do microfone é importante, como vimos na coluna anterior. Não apenas revolucionou as possibilidades de gravação: acabou definindo uma nova postura diante da própria voz.

Se o rock viria liberar a voz das categorias harmoniosas, ao introduzir o ruído como componente interpretativo, o uso do microfone já tinha liberado os cantores de “voz pequena”, colocando-os nos primeiros lugares das paradas de sucesso. Foi assim com Orlando Silva, Mário Reis, João Gilberto, Nara Leão, Roberto Carlos, Chico Buarque, e tantos mais.

Se temos hoje vozes privilegiadas como as de Gal Costa, Caetano Veloso, Zé Renato, Elza Soares, Vânia Bastos, não resta dúvida de que estes cantores sabem muito bem que a voz é um suporte para a canção – e não o contrário. Os exibicionismos vocalísticos, que vinham sendo paulatinamente enterrados, receberam o golpe de misericórdia com o estilo “cool” da Bossa Nova e a consciência musical da geração Lira Paulistana.

Hoje, Marcelo D2, Criolo e Zeca Pagodinho sussurram malandramente. Esta tríade confirma que nossa música popular não é só letra e música – mas também interpretação.

O compositor, é bom que se diga, tem no intérprete, e no arranjador, co-autores da canção. E isto conta muito! Como conta!
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Amador Ribeiro Neto é poeta, crítico literário e de música popular. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Professor do curso de Letras da UFPB.

Textos recentes de Amador Ribeiro Neto no blog O Berro:
- Poesia e letra de música
- Chico César: a poesia da canção
- Um haicai incomoda muita gente
- Balde de água suja
- Malembe, nova revista paraibana de literatura
- Garimpo
- Lux
- Doelo
- Ao abrigo
- Certa poesia de um brasilianista


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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

‘Contra a Parede’, filme de Fatih Akin, em exibição na Mostra 21


 

Descompasso
(sobre Contra a Parede)

por Elandia Duarte

Música. Luz. Embriaguez. Desafeto. Solidão. Cansaço. Desespero. Raiva. Força. Extravasar. Medo. Morrer é uma opção? Olhos que vêm. Explosão. Quando é que o mundo fica pequeno para a dor que a gente carrega dentro da gente? Vermelho! Vermelho vida! Vermelho escarlate! “Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda”. Gaiola fechada. Escura. Opressora. Frecha de luz que entra. Explosão! Vermelho escuro. Vermelho morte. Busca. Partilha. Inadequação. Encontro. Omissão. Esperança. Desejo. Luz. Transformação. Alegria. Explosão. Arrisca comigo? Dança. Dança. Dança. Quando é que a gente sabe que o amor chegou? Luz demais cega? E liberdade, precisa de medida para ser vivida? Como é que a gente continua quando o sonho se realiza, mas no lugar do amor esperado só se consegue dor? Como é que a gente continua de pé quando o mundo pesa mais que a mão de uma criança sobre os nossos ombros? Não tenho as respostas, mas foi a jornada de Sibel e Cahit, em Contra a parede que me apontou as perguntas.
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Contra a Parede
Ficha técnica:
Título original: Gegen die Wand
Direção e roteiro: Fatih Akin
Elenco: Birol Ünel, Catrin Striebeck, Güven Kirac, Meltem Cumbul, Sibel Kekilli, Stefan Gebelhoff, Zarah McKenzie
Duração: 121 minutos
Ano: 2004
Países de origem: Alemanha, Turquia

“Um homem e uma mulher se encontram numa clínica de reabilitação.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 30 de janeiro de 2016, às 17h30
No Auditório do CCBNB Cariri (Juazeiro do Norte-CE). Entrada gratuita.

Para ver a programação completa da Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé, clique aqui!

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Armazém do Som com Aécio Ramos em Juazeiro do Norte



Armazém do Som
Show de Aécio Ramos
Sexta-feira, 29 de janeiro de 2016, 19h
No Teatro Sesc Patativa do Assaré
Juazeiro do Norte-CE
Mais informações: (88) 3587.1065.

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‘Dois Dias, Uma Noite’, filme dos Irmãos Dardenne, em exibição na Mostra 21



Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Dois Dias, Uma Noite
Ficha técnica:
Título original: Deux jours, une nuit
Direção e roteiro: Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne (Irmãos Dardenne)
Elenco: Marion Cotillard, Fabrizio Rongione, Olivier Gourmet, Pili Groyne, Simon Caudry, Catherine Salée, Batiste Sornin
Duração: 95 minutos
Ano: 2014
Países de origem: Bélgica, Itália, França

“Sandra tem pouco tempo para conseguir mudar a opinião de seus colegas de trabalho.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na sexta-feira, 29 de janeiro de 2016, às 19h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

Para saber sobre a homenagem aos Irmãos Dardenne na Mostra 21, clique aqui!
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‘Birdman’, filme de Alejandro González Iñárritu, em exibição na Mostra 21



O que nós dizemos quando falamos de arte?
sobre Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

por Alan Samuel

Já pensou se Robert Downey Jr. abrisse mão das dezenas de milhões de dólares que ganhou vestindo mais uma vez a armadura do Homem de Ferro nesse ano (Os Vingadores: Era de Ultron), se dedicasse mais à Arte e, consequentemente, caísse novamente no esquecimento estrelando uma peça qualquer na Broadway? Pois é, Alejandro González Iñárritu pensou, fez um filme sobre isso (substituindo o Downey Jr. pelo Michael Keaton e o Homem de Ferro pelo Homem Pássaro) e ganhou os Oscar’s de melhor filme, diretor, roteiro adaptado e fotografia. 
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
Ficha técnica:
Título original: Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance)
Direção: Alejandro González Iñárritu
Roteiro: Alejandro González Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris, Jr., Armando Bó
Elenco: Michael Keaton, Zach Galifianakis, Edward Norton, Andrea Riseborough, Amy Ryan, Emma Stone, Naomi Watts, Lindsay Duncan, Merritt Wever, Jeremy Shamos, Katherine O'Sullivan, Damian Young, Bill Camp, Frank L. Ridley, Benjamin Kanes
Duração: 119 minutos
Ano: 2014
País de origem: Estados Unidos

“Astro do cinema em franca decadência resolve estrear um espetáculo teatral.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na sexta-feira, 29 de janeiro de 2016, às 14h
No CEU Joaquim Mulato (Parque da Cidade de Barbalha-CE). Entrada gratuita.

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‘Isto Não É Um Filme’, de Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmasb, na Mostra 21



sobre Isto Não É Um Filme

por Wendell Borges

O aclamado diretor Jafar Panahi, após conflitos com o governo iraniano, provocados por suas escolhas políticas e sua manifestação sobre a condição feminina no Irã, ocasionaram-lhe uma severa punição imposta pela censura iraniana. Proibido de filmar e isolado em prisão domiciliar, ele consegue uma maneira de burlar seu aprisionamento, usando da criatividade e de seu talento artístico e contando com a ajuda do amigo e também diretor Mojtaba Mirtahmasb. Diante da câmera de Mirtahmasb, Panahi narra, comenta e encena parte de um roteiro não autorizado, sobre uma garota chamada Maryam, que foi admitida na universidade para estudar artes, mas é proibida por seus pais, que a trancam em casa e partem em viagem.
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Isto Não É Um Filme
Ficha técnica:
Título original: In Film Nist
Direção: Jafar Panahi, Mojtaba Mirtahmasb
Roteiro: Jafar Panahi
Elenco: Jafar Panahi
Duração: 75 minutos
Ano: 2011
País de origem: Irã

“Diretor cinematográfico em prisão domiciliar quer dirigir um filme.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na quinta-feira, 28 de janeiro de 2016, às 19h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

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Programação Orient Cinemas Cariri Shopping - de 28/01 a 03/02/2016

A 5ª Onda
(The 5th Wave, 2016)
Direção: J Blakeson
Produção executiva: Richard Middleton, Denis O´Sullivan
Produção: Tim Headington, Graham King, Tobey Maguire, Matthew Plouffe
Elenco: Chloë Grace Moretz, Maika Monroe, Maggie Siff, Tony Revolori, Liev Schreiber, Nick Robinson, Ron Livingston
País: EUA
Gênero: Aventura, Ficção-científica, Thriller
Duração: 112 minutos
Distribuidor: Sony Pictures
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: No novo filme A 5ª Onda, quatro ondas consecutivas de ataques cada vez mais mortais dizimaram boa parte do planeta Terra. Vivendo em um ambiente de medo e desconfiança, Cassie (Chloë Grace Moretz) está em uma corrida desesperada na tentativa de salvar seu irmão menor. Enquanto ela se prepara para a inevitável e letal quinta onda, Cassie se alia à um jovem rapaz que pode ser sua esperança final – se ao menos ela pudesse confiar nele. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 15h30, 18h (Sala 1)
Legendado: 20h30 (Sala 1)
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Os Dez Mandamentos - O Filme
(Os Dez Mandamentos - O Filme, 2016)
Direção: Alexandre Avancini
Elenco: Guilherme Winter, Sérgio Marone, Camila Rodrigues, Giselle Itié, Petrônio Gontijo, Gabriela Durlo, Larissa Maciel, Denise del Vecchio, Vera Zimmerman, Paulo Gorgulho
País: Brasil
Gênero: Épico
Duração: 110 minutos
Distribuidor: Downtown/Paris
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Com sua coragem ele desafiou um rei, mas foi com sua fé em Deus que ele salvou seu povo. As pragas do Egito, a jornada para a Terra Prometida e toda a emoção do maior fenômeno dos últimos anos com cenas inéditas e um final exclusivo para o cinema. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Filme nacional: 13h, 15h40, 18h20, 21h (Sala 2)
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O Bom Dinossauro
(The Good Dinosaur, 2013)
Direção: Peter Sohn
Elenco: Vozes de: Judy Greer, Neil Patrick Harris, Bill Hader, Frances McDormand, John Lithgow, Lucas Neff, Estelle Yves, Adam Stedman
Produção executiva: John Lasseter, Andrew Stanton, Lee Unkrich
Produção: Denise Ream
País: EUA
Gênero: Ação, Animação, Comédia, Família
Duração: 93 minutos
Distribuidor: Walt Disney Studios
Classificação indicativa: livre
Sinopse: E se o asteroide que mudou para sempre a vida na Terra não tivesse atingido o planeta e os dinossauros nunca tivessem sido extintos, como seria a relação entre dinossauros e humanos? A Disney·Pixar leva você para uma aventura nada jurássica, onde a dupla de amigos improváveis, Arlo e Spot, irá vivenciar uma historia de ação e humor. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h50 (Sala 3)
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Pai em Dose Dupla
(Daddy´s Home, 2015)
Direção: Sean Anders, John Morris
Elenco: Mark Wahlberg, Linda Cardellini, Will Ferrell, Thomas Haden Church, Alessandra Ambrosio, Paul Scheer, Hannibal Buress, Jamie Denbo, Cedric Yarbrough
Produção executiva: Sean Anders, Riza Aziz, Jessica Elbaum, David Koplan, Joey McFarland, Kevin J. Messick , Diana Pokorny
Produção: Will Ferrell, Chris Henchy, Adam McKay, John Morris
País: EUA
Gênero: Comédia
Duração: 96 minutos
Distribuidor: Paramount Pictures
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Brad (Will Ferrell) é executivo em uma rádio e se esforça para ser o melhor padrasto possível para os dois filhos de sua namorada, Sarah (Linda Cardellini). Mas eis que Dusty (Mark Wahlberg), o desbocado pai das crianças, reaparece e começa a disputar com ele a atenção e o amor dos pimpolhos. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 17h, 19h10 (Sala 3)
Legendado: 21h20 (Sala 3)
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Creed: Nascido Para Lutar
(Creed, 2016)
Direção: Ryan Coogler
Elenco: Sylvester Stallone, Michael B. Jordan, Tessa Thompson, Phylicia Rashad, Andre Ward, Tony Bellew, Ritchie Coster, Jacob `Stitch´ Duran, Graham McTavish
Produção executiva: Nicolas Stern
Produção: Robert Chartoff, William Chartoff, Sylvester Stallone, Kevin King Templeton, David Winkler, Irwin Winkler, Charles Winkler
País: EUA
Gênero: Drama, Esporte
Duração: 133 minutos
Distribuidor: Warner Bros.
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Adonis Johnson (Jordan) nunca conheceu seu famoso pai, o campeão mundial peso-pesado Apollo Creed, que morreu antes dele nascer. Ainda assim, é inegável que o boxe está em seu sangue, então Adonis vai para Philadelphia, o local da lendária luta de Apollo Creed contra um aguerrido novato chamado Rocky Balboa. Já na Cidade do Amor Fraternal, Adonis encontra Rocky (Stallone) e pede para que ele seja seu treinador. Apesar de sua insistência em se afastar do mundo das lutas por bons motivos, Rocky enxerga em Adonis a força e a determinação que ele conheceu em Apollo - seu feroz rival que acabou se tornando seu melhor amigo. Concordando em ajuda-lo, Rocky treina o jovem lutador, mesmo que para isso o antigo campeão tenha que desafiar um oponente mais mortal do que qualquer um que ele já tenha enfrentado no ringue. Com Rocky em seu corner, não demora muito para que Adonis tenha sua chance de disputar o título… mas será que ele pode desenvolver não somente o jeito, mas também o coração de um verdadeiro lutador a tempo de entrar no ringue? (para assistir ao trailer, clique aqui)

Legendado: 21h30 (Sala 4)
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Snoopy & Charlie Brown - Peanuts, O Filme
(The Peanuts Movie, 2015)
Direção: Steve Martino
Elenco: Vozes de: Bill Melendez, Noah Schnapp, Francesca Capaldi, Venus Schultheis, Mariel Sheets, Madisyn Shipman, Noah Johnston, Hadley Belle Miller
Produção: Paul Feig, Bryan Schulz, Graig Schulz, Michael J. Travers, Cornelius Uliano
País: EUA
Gênero: Animação, Aventura, Comédia
Duração: 88 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Classificação indicativa: livre
Sinopse: Snoopy, o beagle mais amado do mundo – e claro, piloto – embarca em sua maior missão até hoje, quando ele alcança o céu atrás de seu arqui-inimigo, o Barão Vermelho, enquanto seu melhor amigo, Charlie Brown, inicia a sua própria missão épica. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 15h20, 17h30, 19h30 (Sala 4)
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Reza a Lenda
(Reza a Lenda, 2014)
Direção: Homero Olivetto
Elenco: Cauã Reymond, Sophie Charlotte, Luisa Arraes, Humberto Martins, Jesuíta Barbosa, Nanego Lira
Produção executiva: Bianca Vilar, Júlia Bock
Produção: Kiki Lavigne, Bianca Villar, Fernando Fraiha, Karen Castanho, Homero Olivetto
País: Brasil
Gênero: Ação, Romance
Duração: 100 minutos
Distribuidor: Imagem Filmes
Classificação etária: 14 anos
Sinopse: Em uma terra sem lei, a sorte favorece apenas os mais fortes e corajosos. Ara (Cauã Reymond), um homem de ação e poucas palavras, é o líder de um bando de motoqueiros armados que acredita em uma antiga lenda capaz de devolver justiça e liberdade ao povo da região. Quando realizam um ousado roubo, acabam despertando a fúria do poderoso Tenório (Humberto Martins). Agora, Tenório vai concentrar todas as suas forças em uma perseguição para destruir o bando de Ara e recuperar aquilo que acredita ser seu por direito. Durante a perseguição, a jovem Laura (Luisa Arraes) é resgatada de um acidente e tem que seguir o bando contra a sua vontade, despertando ciúmes em Severina (Sophie Charlotte), companheira de Ara. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Filme nacional: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 (Sala 5)
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Caçadores de Emoção - Além do Limite
(Point Break, 2015)
Direção: Ericson Core
Produção executiva: Chris Fenton, John McMurrick, Dan Mintz
Produção: John Baldecchi, Broderick Johnson, Andrew A. Kosove, Chris Taylor, David Valdes, Kurt Wimmer
Elenco: Teresa Palmer, Luke Bracey, Édgar Ramírez, Max Thieriot, Ray Winstone, Tobias Santelmann, James Le Gros, Delroy Lindo
País: Alemanha, China
Gênero: Ação
Duração: 114 minutos
Distribuidor: Warner Bros.
Classificação etária: 14 anos
Sinopse: Em Caçadores de Emoção - Além do Limite, filme de ação com alta carga de adrenalina da Alcon Entertainment, um jovem agente do FBI, Johnny Utah (Luke Bracey) se infiltra em um habilidoso time de atletas aventureiros, liderados pelo carismático Bodhi (Edgar Ramizez). Os atletas são os principais suspeitos em uma onda de crimes extremamente incomuns. Disfarçado, e com a vida em perigo iminente, Utah se esforça para provar que eles são os arquitetos dessa sequência de crimes inconcebíveis. O filme é repleto de manobras de esportes radicais jamais vistas no cinema. As cenas de ação e aventura são realizadas por atletas de elite, que representam o melhor do mundo nas categorias de surf de ondas gigantes, wingsuit, snowboard, escalada livre em rochas e motociclismo de alta velocidade. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 15h30, 18h10 (Sala 6)
Legendado: 20h50 (Sala 6)
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Ingresso:
Valores Inteiros (exceto Sala 3D Digital):
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$14,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$ 18,00

Valores Inteiros para a Sala 3D Digital:
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$18,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$24,00.

Promoção:
De segunda a quarta-feira, todos os ingressos por R$ 7,00, exceto sessões 3D (R$9,00 + R$8,00 óculos)

No Cinema do Cariri Garden Shopping (Juazeiro do Norte-CE)
Site Orient Cinemas: http://www.orientcinemas.com.br/
Número de telefone do cinema: (88) 3571.8275.

Programação sujeita a alterações.

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

‘Alone: O Início’, filme de Cheyenne Alencar, em exibição na Mostra 21



Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Alone: O Início
Ficha técnica:
Título original: Alone: O Início
Direção e roteiro: Cheyenne Alencar
Produção e edição: Francisco Eudes
Elenco: Cheyenne Alencar, Deivyane Ferreira, Heloyse Silva, Júnior de Sá, Isadora Alves, Fernando Brilhante, Sara leite, Maria Jullyana, Ana Eloisa
Ano: 2015
País de origem: Brasil

“Lise Gregório, empresária do ramo de cosméticos, descobre pela internet imóvel à venda.” (sinopse da divulgação do evento)

Estreia na quinta-feira, 28 de janeiro de 2016, às 14h
No Sesc Juazeiro do Norte-CE. Entrada gratuita.

Trailer de Alone: O Início:


Para ver a programação completa da Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé, clique aqui!

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Clube do Leitor destaca ‘A Hora da Estrela’, de Clarice Lispector



“No romance A Hora da Estrela, Clarice Lispector, através do narrador Rodrigo S. M., traça um esboço de Macabéa, nordestina, sem sopro de vida, no cotidiano irônico e cruel da cidade grande. Segundo a autora, ‘trata-se de um livro inacabado porque lhe falta resposta. Resposta esta que espero que alguém do mundo me dê.’ Venha desvendar com a gente o aguardado momento de Maca.” (sinopse da divulgação do evento)
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Clube do Leitor
A Estrela Opaca ou da “Inocência Pisada”: (des)construção da personagem feminina em Clarice Lispector
Facilitadora: Profa. Rosângela Bezerra
Coordenação: Henoque Viríssimo de Amorim
Produção: Germano Araujo Sampaio
Sexta-feira, 29 de janeiro de 2016, 18h
No Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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Banda Sanitário Sexy se apresenta em Juazeiro do Norte



“Sanitário Sexy é um power trio de nordestinos ‘arretados’ emergentes do Vale do São Francisco (Juazeiro-BA/Petrolina-PE), com influências de um Rock'n'Roll cru, do bom e velho Punk-Rock e do Ska. Com seu primeiro EP, Esbórnias da Vida, lançado em Julho de 2013, a banda é bem recebida pelos críticos de música local e participa dos principais festivais e shows regionais. A faixa ‘Mulher Indiscreta’ ganha videoclipe, é lançado em maio de 2014, dirigido por Persie Oliveira e codireção de Alexandre Guena. Em outubro de 2014 foi lançado o Metáfora, primeiro álbum oficial da banda. O disco conta com 10 (dez) faixas gravadas em um sítio às margens do Rio São Francisco em Juazeiro-BA, local onde a banda se refugiou do mundo para produção. A gravação foi realizada por Iago Guimarães e sua Casinha Music, e masterizado por Chuck Hipolitho, no Estúdio Costella, em São Paulo-SP. O power trio Sanitário Sexy ganha destaque já no seu primeiro disco, Metáfora, figura na lista dos melhores álbuns lançados na Bahia em 2014, segundo jornalistas baianos. O trabalho rendeu, inclusive, indicação ao Prêmio Caymmi na categoria de Melhor Música, com a faixa ‘Não Valho Nada’, e venceu o Prêmio Velho Chico Rock Clube como melhor disco do Vale do São Francisco lançado no ano.” (sinopse da divulgação do evento)
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Música Vocal
Show com a banda Sanitário Sexy (Juazeiro-BA)
Quinta-feira, 28 de janeiro de 2016, 19h30
No Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

‘Gravidade’, filme de Alfonso Cuarón, em exibição na Mostra 21



Sobreviva a si mesmo
(sobre Gravidade)

por Alan Samuel

Uma crônica sobre a efemeridade, a fragilidade e a futilidade da vida humana; um confronto entre o instinto de sobrevivência e a razão da existência. Assim é Gravidade (Gravity, 2013), filme de Alfonso Cuarón, grande vencedor do Oscar 2014 (não levou melhor filme, mas ficou com melhor direção e mais seis estatuetas). A história sobre dois astronautas (Sandra Bullock e George Clooney) tentando voltar à Terra depois de problemas no espaço parece clichê a primeira vista, mas a forma como é contada (e montada) por Cuarón, bem como as questões existenciais levantadas pelo diretor para seus personagens, justifica todo o destaque que a produção recebeu.

Como fã do gênero Ficção Científica, só consigo comparar Gravidade e sua densidade psicofenomenológica com Lunar de Duncan Jones (que você também verá nessa MOTRA 21!). Há muitas similaridades entre os filmes, Cuarón, a exemplo de Duncan, soube explorar a solidão do seu personagem principal e o resultado ficou com cara de solilóquio shakespeariano, levando o espectador não simplesmente a torcer pela Dra. Ryan Stone (Bullock), mas também a refletir junto com ela sobre as razões da luta pela sobrevivência, os motivos para desistir e o que nos move enquanto humanos à transcendência de sobreviver a nós mesmos, condenados a nossa própria companhia, presos nos corpos como que em celas, estes sim, os ambientes mais hostis à vida.
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Gravidade
Ficha técnica:
Título original: Gravity
Direção: Alfonso Cuarón
Roteiro: Alfonso Cuarón, Jonás Cuarón
Elenco: Sandra Bullock, George Clooney, Ed Harris (voz), Orto Ignatiussen (voz), Paul Sharma (voz), Amy Warren (voz), Basher Savage (voz)
Duração: 91 minutos
Ano: 2013
País de origem: Estados Unidos

“Numa reação em cadeia, em poucos minutos astronauta deve apenas tentar conseguir manter-se viva.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na quarta-feira, 27 de janeiro de 2016, às 19h
No Sesc Juazeiro do Norte-CE. Entrada gratuita.

Para ver a programação completa da Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé, clique aqui!

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‘O Silêncio de Lorna’, filme dos Irmãos Dardenne, em exibição na Mostra 21



Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme O Silêncio de Lorna
Ficha técnica:
Título original: Le silence de Lorna
Direção e roteiro: Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne (Irmãos Dardenne)
Elenco: Arta Dobroshi, Jérémie Renier, Fabrizio Rongione, Alban Ukaj, Morgan Marinne
Duração: 105 minutos
Ano: 2008
Países de origem: Bélgica, Itália, Alemanha

“Imigrante albanesa tenta a todo custo permanecer na Bélgica.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na quarta-feira, 27 de janeiro de 2016, às 16h30
No Sesc Juazeiro do Norte-CE. Entrada gratuita.

Para saber sobre a homenagem aos Irmãos Dardenne na Mostra 21, clique aqui!
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Em Juazeiro: inscrições abertas para o Curso de Teatro NEET 2016



Curso de Teatro NEET 2016
Com o prof. Rodrigo Rocha - Sensibilização contextual
De fevereiro a dezembro, com aulas às terças e quintas, 19h às 21h
No Sesc Juazeiro do Norte-CE
Turmas PCG (inscrições gratuitas): o participante deve ter concluído os estudos em escola pública ou ainda estar estudando (ou ser comerciário ou dependente de comerciário)
Idade mínima: 14 anos
Inscrições no Sesc Juazeiro
Mais informações: (88) 3587.1065 / 3512.3355.

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

‘O Garoto da Bicicleta’, filme dos Irmãos Dardenne, em exibição na Mostra 21



Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme O Garoto da Bicicleta
Ficha técnica:
Título original: Le gamin au vélo
Direção e roteiro: Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne (Irmãos Dardenne)
Elenco: Thomas Doret, Cécile De France, Jérémie Renier, Fabrizio Rongione, Egon Di Mateo, Olivier Gourmet
Duração: 87 minutos
Ano: 2011
Países de origem: Bélgica, França, Itália

“Garoto quer morar com seu pai.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na quarta-feira, 27 de janeiro de 2016, às 14h
No Sesc Juazeiro do Norte-CE. Entrada gratuita.

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‘Albert Nobbs’, filme de Rodrigo García, em exibição na Mostra 21



O direito de ser quem se é
(sobre Albert Nobbs)

por Elvis Pinheiro

Glenn Close é uma grande atriz, mas que já foi mais conhecida nos anos 80 por filmes como Ligações Perigosas e Atração Fatal. Nos anos 90 fez sucesso entre as crianças ao interpretar magistralmente Cruela DeVil em Os 101 Dálmatas. Mas as plateias de cinema hollywoodiano esquecem muito rapidamente seus atores e suas atrizes quando envelhecem ou diminuem as suas aparições frente às telas. Atriz muitas vezes indicada, inclusive por este filme, ao Oscar de Melhor Atriz, mas que até agora não foi contemplada com a estatueta. Em Albert Nobbs vive o papel-título e porque ninguém quer ver o que não quer, ninguém percebe que ele é ela. Um filme triste, sofrido e que combina com a nossa vontade mais primitiva de fazer aquilo que mais queremos e às vezes somos impedidos: sermos nós mesmos.
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Albert Nobbs
Ficha técnica:
Título original: Albert Nobbs
Direção: Rodrigo García
Roteiro: Glenn Close, John Banville
Elenco: Glenn Close, Mia Wasikowska, Aaron Johnson, Janet McTeer, Pauline Collins, Brenda Fricker, Jonathan Rhys Meyers, Brendan Gleeson, Maria Doyle Kennedy, Mark Williams
Duração: 113 minutos
Ano: 2011
Países de origem: Irlanda, Reino Unido

“Uma identidade em segredo para poder trabalhar no século XIX.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na terça-feira, 26 de janeiro de 2016, às 19h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

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domingo, 24 de janeiro de 2016

‘A Feiticeira da Guerra’, filme de Kim Nguyen, em exibição na Mostra 21



sobre A Feiticeira da Guerra

por Wendell Borges

Fazendo uma representação simbólica do continente africano, o diretor canadense Kim Nguyen usa de elementos que misturam fantasia e realidade para traçar um painel caótico de alguns dos maiores problemas da África subsaariana: as guerras civis, as milícias e o armamento de crianças e jovens. Acompanhamos então a luta de dois adolescentes: Komona e o jovem albino conhecido como “O Mago” em luta contra as forças opressoras que dificultam sua união em meio ao turbilhão da guerra civil que assola o país.
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme A Feiticeira da Guerra
Ficha técnica:
Título original: Rebelle
Direção e roteiro: Kim Nguyen
Elenco: Rachel Mwanza, Alain Lino Mic Eli Bastien, Serge Kanyinda, Mizinga Mwinga, Ralph Prosper, Jean Kabuya, Jupiter Bokondji, Starlette Mathata, Alex Herabo
Duração: 90 minutos
Ano: 2012
País de origem: Canadá

“Menina de 12 anos é raptada pelo exército rebelde e forçada a ajudá-los na Guerra.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na segunda-feira, 25 de janeiro de 2016, às 19h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

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Poesia e letra de música



por Amador Ribeiro Neto

Há uma tradição na música popular brasileira de explorar um modo de cantar calcado nas entonações da fala. Aquela coisa da ginga do malandro de morro vem daí e faz escola na nossa MPB a partir de Donga e a gravação do nosso primeiro samba, “Pelo telefone”, em 1917. Chega a 2016 na interpretação tão malandra quanto original de Zeca Pagodinho e Criolo. Este balanço maroto que a voz cantada surrupia da fala é bem diferente dos dós-de-peito dos tenores que acham que cantar bem é estourar tímpanos dos ouvintes de música popular.

Mas o que nos interessa é aquela coisa da ginga, do molejo, da musicalidade que habita a fala de cada um de nós. Sabemos que a entonação da fala possui um tipo de musicalidade. Alguns músicos sacaram muito bem isto. Noel Rosa foi um deles. Com seu jeito macio de falar, com o fio de uma voz fraquinha que vinha de um pulmão doente, o compositor de “Feitio de Oração” inovou a interpretação em nossa MPB, além de fazer escola. Mário Reis, e depois João Gilberto, souberam muito bem desafinar o coro dos tenores. Inventaram uma nova maneira de cantar incorporando a tecnologia do microfone, que amplia a voz e dispensa os contorcionismos pulmonares.

Noel talvez seja nosso primeiro intérprete bossa-novista. Nara Leão alcunhada de “os joelhos que cantam” (tinha belas pernas, era tímida e cantava “cool”) renovou o modo de cantar popular entre nós. Sua interpretação sensível e miúda, aliada a um repertório engajado com o que melhor se fazia na época, deixa saudades, além de boas e bons herdeiros, felizmente. Pena que ao ser substituída no espetáculo “Opinião” (em 1964) pela estreante Maria Bethânia, a garra-carcará do modo de cantar atarracado aos pulmões tenha voltado à moda. Bethânia musicalmente é uma anti-Nara. Enquanto para a primeira cantar é interpretar stanislaviskamente, para a segunda o canto é sempre brechtniano. Ou seja: Bethânia enche os pulmões e solta a voz em todas as direções, atingindo e estremecendo quem estiver na área. Nara é parcimoniosa: seu canto é produto de um ato de contenção e elaboração cerebral da voz. A emoção é filtrada pelo rigor de um canto-falado. Nara canta como quem está pensando, tal como nos versos de Fernando Pessoa: “o que em mim sente está pensando”. Síntese de razão e emoção.

A poesia, num primeiro momento, ao ser fixada no papel, dispensou a memória e a oralidade. Cristalizou-se em formas fixas e começou a emaranhar-se num círculo de formas e sentidos vários. O papel agora fazia o que a memória não permitia: guardar termos e ritmos arqui-irregulares, elencar expressões até então só dicionarizadas, realçar os esdrúxulos como requintes poéticos. Era a hora a vez da poesia empolada, palaciana, cheia de volteios e lero-leros.

Felizmente este foi apenas um momento. Embora, de tempos em tempos, poetas insistam na acepção de que fazer poesia (e muitas vezes prosa, e até crítica literária) é embolar o meio de campo do texto com metáforas cifradas ou jogos de palavras numa colagem “nonsense”. De repente, aquela besteira fácil e inconsequente que os surrealistas denominaram “escrita automática” vira moda entre os incompetentes que querem “fazer” literatura ou “crítica” literária.

Por sorte sempre tivemos autores que romperam com o círculo fácil do preciosismo verbal enquanto qualidade literária. Na época colonial, Gregório de Matos é um grande exemplo da poesia que se apropria da oralidade da fala sem comprometer minimamente a fabricação do texto poético. Não é à toa que ainda hoje nós o lemos com muito deleite.

Indo além do período barroco encontramos outros poetas que prezaram a oralidade enquanto qualidade estética. Tomás Antônio Gonzaga, com Marília de Dirceu e Cartas Chilenas. Álvares de Azevedo com Lira dos Vinte Anos. Cruz e Sousa com Broquéis. Augusto dos Anjos com Eu. Todos eles foram oásis de respiração oral em meio a uma enxurrada de beletrismos. A partir de 1922, com os modernistas, a literatura se deu conta de que, para ser boa, uma obra não precisa desprezar a fala.  Pelo contrário: a oralidade garantiu a qualidade de muitos poetas modernistas, como Manuel Bandeira, Mário e Oswald de Andrade. Drummond veio logo depois e foi logo reclamando da pedra no meio do caminho que uns parnasianos anacrônicos queriam ressuscitar. E que finalmente ressuscitaram com a geração de 45, exceção feita ao grande João Cabral de Melo Neto, inserido nesta geração apenas cronologicamente. Cabral radicalizou a fala em Morte e Vida Severina e em Dois Parlamentos. Mas dela nunca abriu mão. Talvez fosse um bom tema de reflexão: o rigor de uma forma valéryana associado a uma oralidade não menos radical.

A partir da produção dos modernistas, e até nossos dias, oralidade está ligada ao que há de mais experimental em nossa poesia.
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Amador Ribeiro Neto é poeta, crítico literário e de música popular. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Professor do curso de Letras da UFPB.

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‘Ferrugem e Osso’, filme de Jacques Audiard, em exibição na Mostra 21


 
Sem delicadeza, por favor!
(sobre Ferrugem e Osso)

por Elvis Pinheiro

O que te falta para amar? O que nos falta para amar? O que nos torna indesejáveis? Onde reside o desejo? O que nos mantém vivos? De uma hora para outra toda nossa vida pode se ver de cabeça para baixo. Nossa profissão, nossas relações com os outros, nossa relação com a casa e a sexualidade. Tudo tragicamente pondo-nos noutra condição e tendo a partir daquele momento crucial de tomar a decisão de continuar ou abandonar o barco. Gente aparentemente fraca descobrindo-se indestrutível e gente aparentemente forte, precisando desesperadamente de ajuda. Mais uma inacreditável atuação de Marion Cotillard, que felizmente aparecerá duas vezes nesta MOSTRA 21. O outro filme, também imperdível, Dois dias, uma noite.
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Ferrugem e Osso
Ficha técnica:
Título original: De rouille et d'os
Direção: Jacques Audiard
Roteiro: Jacques Audiard, Thomas Bidegain (baseado em livro de Craig Davidson)
Elenco: Marion Cotillard, Matthias Schoenaerts, Armand Verdure, Corinne Masiero, Céline Sallette, Bouli Lanners, Mourad Frarema, Jean-Michel Correia, Yannick Choirat
Duração: 120 minutos
Ano: 2012
Países de origem: França, Bélgica

“Treinadora de baleias conhece uma nova vida após acidente traumático.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no domingo, 24 de janeiro de 2016, às 19h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

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‘A Criança’, filme de Jean-Pierre e Luc Dardenne, em exibição na Mostra 21



Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme A Criança
Ficha técnica:
Título original: L'Enfant
Direção e roteiro: Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne (Irmãos Dardenne)
Elenco: Jérémie Renier, Déborah François, Jérémie Segard as Steve, Fabrizio Rongione, Olivier Gourmet
Duração: 95 minutos
Ano: 2005
País de origem: Bélgica

“Rapaz tenta se desfazer da criança que nasceu e que ele não se acha em condições de criar.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no domingo, 24 de janeiro de 2016, às 16h30
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

Para saber sobre a homenagem aos Irmãos Dardenne na Mostra 21, clique aqui!
Para ler um texto de Samuel Macêdo sobre o filme A Criança, clique aqui!
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sábado, 23 de janeiro de 2016

‘A Pele Que Habito’, filme de Pedro Almodóvar, em exibição na Mostra 21



Modificar para se servir

(sobre A Pele Que Habito)

por Elvis Pinheiro

Misto de ficção científica, suspense e terror, podemos já colocar na lista de filmes bizarros e o mais bizarro do diretor do desejo, Pedro Almodóvar. É sem dúvida seu filme mais sombrio. O desejo continua o mote, mas desta vez é aquele desejo que não se concilia com a vontade do outro. É quando para nos satisfazermos devemos modificar o outro. É quando castigar é nosso maior prazer. Falar mais sobre ele é traí-lo e julgá-lo. O mais é comemorar o reencontro de Antonio Banderas com o diretor que lhe abriu as portas do estrelato.
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme A pele que habito
Ficha técnica:
Título original: La piel que habito
Direção: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar, Agustín Almodóvar (baseado em romance de Thierry Jonquet)
Elenco: Antonio Banderas, Elena Anaya, Marisa Paredes, Jan Cornet, Roberto Álamo, Blanca Suárez, Eduard Fernández, José Luis Gómez, Susi Sánchez
Duração: 115 minutos
Ano: 2011
País de origem: Espanha

“Rapaz é preso e fica nas mãos de um homem vingativo.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no domingo, 24 de janeiro de 2016, às 14h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

‘De Tanto Bater, Meu Coração Parou’, filme de Jacques Audiard, na Mostra 21


 

Uma ode à busca
(sobre De Tanto Bater, Meu Coração Parou)

por Elandia Duarte

A vida engole nossos sonhos e engole de tal forma que, às vezes, é difícil respirar, viver. Algumas vezes de tão violenta nos tritura em milhões de pedaços vazios e vivemos sendo apenas estilhaços de sonhos não alcançados. Outras vezes pela nossa teimosia e insistência em querer realizar desejos e vontades, conseguimos fazer com que ela nos vomite, nos ponha para fora do cotidiano absurdo e nos devolva a nós mesmos. Mas isso tem um custo. A vida é vingativa. Eu sou o Tom. E de certa forma e em certa medida todos nós o somos. Sugados pela correria cotidiana, pela rotina diária. Tendo que equilibrar anseios e vazios. Mas também sou, somos a música que perpassa e acompanho todo o caminho do nosso protagonista. Somos a alegria de amor nascendo, chuva molhando o rosto cansado. Abraço apertado de pai saudoso. Assim como o Tom, eu sou uma busca incessante de que meu coração veja sempre e sempre tanta beleza que pare de bater, e adormeça, para que no instante seguinte volte a bater mais forte e mais completo.
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme De Tanto Bater, Meu Coração Parou
Ficha técnica:
Título original: De battre mon cœur s'est arrêté
Direção: Jacques Audiard
Roteiro: Tonino Benacquista, Jacques Audiard
Elenco: Romain Duris, Aure Atika, Emmanuelle Devos, Niels Arestrup, Jonathan Zaccaï, Linh Dan Pham, Mélanie Laurent, Anton Yakovlev, Gilles Cohen, Sandy Whitelaw, Emmanuel Finkiel
Duração: 108 minutos
Ano: 2005
País de origem: França

“Jovem está para decidir-se entre a carreira do pai ou uma outra vocação.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 23 de janeiro de 2016, às 17h30
No Auditório do CCBNB Cariri (Juazeiro do Norte-CE). Entrada gratuita.

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Inês Brasil, Daniel Peixoto e outras diversas atrações em festa no Crato



Me Chama Que Eu Vou
Inês Brasil no Cariri
E mais: Daniel Peixoto, Saullo Berker, DJ Almir Junior Gonçalves x DJ Anderson Angelo, DJ Davi Moreira x DJ Rebeca Freitas Freitas, DJ Iago Marinho Part. Fê Marques, DJ Charlenne Campos, DJ Valentinna Lenz, DJ Danyel Barros - Part. Max Rodrigues, Gold Máfia.
Hostess: Maya Vandford & Chanel Oberlin
Sábado, 23 de janeiro de 2016, 21h
Na PY Club (Crato-CE)
Ingressos antecipados:
Avalon Locadora (Juazeiro do Norte-CE), Loja Colcci (Cariri Garden Shopping), Loja Trilha Sonora (Crato).
Mais informações (whatsapp): (88) 9.9635.6622.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

‘Lunar’, filme de Duncan Jones, em exibição na Mostra 21



Diálogo de solidão na lua
(sobre Lunar)

por Alan Samuel

Uma parte considerável das pessoas “nessa ogiva azul imensa” segue o conselho socrático e busca por autoconhecimento e uma parte considerável dessa parte considerável não gosta do que encontra. Digamos que você, a duras penas, triunfe sobre si mesmo e consiga encontrar-se; o que fazer agora com Isso que é você e que você sempre chamou de Eu? Se você pertence a essa parte da humanidade que busca conhecer-se provavelmente encontrar-se-á de fronte a esse paradoxo da existência algum dia. Para alguns desafortunados esse “auto-encontro” carece de sutileza, mas, justamente por isso, é uma experiência ainda mais arrebatadora. É o que acontece com Sam Bell (Sam Rockwell) em Lunar (Moon, 2009) uma ficção científica sem precedentes. Esqueça os clichês de salvar a si mesmo e/ou a humanidade, nesse filme o que está em jogo é a consciência torpemente manipulada, a lavagem cerebral nossa de cada dia. Lunar é uma distopia da docilização dos corpos no momento da transição para docilização das mentes. Mas não precisa se preocupar com o pobre Sam, o processo é indolor, imperceptível e tão bem arquitetado que já acontece no mundo real e continuamos seguindo nossas felicíssimas vidas sem desconfiar da existência dos fios/correntes.
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Lunar
Ficha técnica:
Título original: Moon
Direção: Duncan Jones
Roteiro: Nathan Parker, Duncan Jones
Elenco: Sam Rockwell, Kevin Spacey (voz), Dominique McElligott, Kaya Scodelario, Benedict Wong, Matt Berry, Malcolm Stewart, Robin Chalk
Duração: 97 minutos
Ano: 2009
País de origem: Reino Unido

“Astronauta há três anos vivendo sozinho na Lua está prestes a retornar para casa.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na sexta-feira, 22 de janeiro de 2016, às 19h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

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‘Notas Sobre Um Escândalo’, filme de Richard Eyre, em exibição na Mostra 21



sobre Notas Sobre Um Escândalo

por Luís André Bezerra

Em 2015, no Grupo de Estudos Sétima de Cinema, lemos o livro Cinefilia, de Antoine de Baecque. Dentre várias importantes passagens, destaco uma que fala sobre o efeito causado pelo filme Monika e o Desejo (de Ingmar Bergman, 1953). Na película um “plano-olhar” entrou para a história da sétima arte, quando a protagonista, após subverter várias das regras comumente impostas a uma “moça de respeito, cumpridora dos bons costumes”, encara o espectador por “eternos 30 segundos”, como se questionasse: “com que direito me julgas?”.

Tal lembrança pode servir como mote para pensarmos Notas sobre um escândalo com um olhar que supere maniqueísmos. A experiência recente de rever esse filme despertou muito mais perguntas do que respostas: confiar e/ou guardar um segredo seria realmente uma prova de amizade?; devemos julgar uma experiente professora rígida e solitária como uma megera autoritária?; ver de maneira hostil os relacionamentos amorosos de outras pessoas se justifica por desejos sexuais reprimidos?; e o que pensar de uma insegura mãe de família que põe em risco o relacionamento com o marido e os filhos por alguma aventura sexual proibida (e criminosa)?

Diante dessas e tantas outras questões, o filme parece evocar o olhar de Monika (do filme de Bargman), que ainda afronta o julgamento dos outros. Afinal de contas, o problema seria cometer o pecado ou quando esse deixa de ser segredo e ganha repercussão midiática? E mais: quando se pode ter certeza de que somos pedra ou vidraça? Formule suas próprias perguntas — e/ou respostas, se as tiver — ao ver as brilhantes atuações de Cate Blanchett e Judi Dench. Também destaco a trilha sonora de Philip Glass.
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Mostra 21 - O desafio é manter-se de pé (curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Notas Sobre Um Escândalo
Ficha técnica:
Título original: Notes on a Scandal
Direção: Richard Eyre
Roteiro: Patrick Marber
Elenco: Judi Dench, Cate Blanchett, Bill Nighy, Andrew Simpson, Tom Georgeson, Michael Maloney, Joanna Scanlan, Shaun Parkes, Emma Williams, Phil Davis
Duração: 92 minutos
Ano: 2006
País de origem: Reino Unido

“Professora novata se envolve com seu aluno adolescente.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na sexta-feira, 22 de janeiro de 2016, às 14h
No CEU Joaquim Mulato (Parque da Cidade de Barbalha-CE). Entrada gratuita.

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