segunda-feira, 29 de junho de 2015

‘A Dupla Vida de Veronique’, filme de K. Kieślowski, no Cinematógrapho



Cinematógrapho (com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Kieślowski - Quatro obras-primas da fase polonesa
Exibição do filme A dupla vida de Veronique
Ficha técnica:
Título original: La double vie de Véronique
Direção: Krzysztof Kieślowski
Roteiro: Krzysztof Piesiewicz, Krzysztof Kieślowski
Elenco: Irène Jacob, Halina Gryglaszewska, Kalina Jędrusik, Aleksander Bardini, Władysław Kowalski
Duração: 98 minutos
Ano: 1991
Países de origem: França, Noruega, Polônia

“Veronika vive na Polônia. Veronique vive em Paris. Elas não se conhecem. Veronika consegue uma vaga em uma escola de música, trabalha duro, mas tem um colapso em sua primeira performance. Neste ponto, a vida de Veronique parece mudar e ela decide não mais seguir a carreira musical. Filme vencedor do prêmio de melhor atriz (Irène Jacob), prêmio FIPRESCI e prêmio do júri ecumênico no Festival de Cannes.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na quarta-feira, 01 de julho de 2015, às 19h
No SESC Juazeiro do Norte-CE. Entrada gratuita.

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domingo, 28 de junho de 2015

Filme ‘Don Quixote de Orson Welles’ em exibição no Cinemarana



Cinemarana (com mediação de Elvis Pinheiro)
Mostra O Monumental Orson Welles
Exibição do filme Don Quixote
Ficha técnica:
Título original: Don Quixote de Orson Welles
Direção: Orson Welles
Roteiro: Orson Welles, Jesus Franco, Miguel de Cervantes, Javier Mina
Elenco: Francisco Reiguera, Akim Tamiroff, Orson Welles, José Mediavilla, Juan Carlos Ordóñez, Constantino Romero, Fernando Rey
Duração: 116 minutos
Ano: 1992
Países de origem: Espanha, Itália, Estados Unidos

“Há pelo menos dois filmes que atendem pelo nome de Dom Quixote de Orson Welles. O primeiro, produzido entre 1957 e 1972, não chegou a ser montado, e se manteve apenas como projeto. O segundo Dom Quixote foi lançado em 1992, sete anos após a morte do diretor norte-americano. Ambos os filmes, o inacabado e o de 1992, revelam muito sobre a trajetória de um dos mais brilhantes e problemáticos artistas do modernismo norte-americano, que dirigiu sua obra-prima, Cidadão Kane, aos 25 anos.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na segunda-feira, 29 de junho de 2015, às 19h
No SESC Crato-CE. Entrada gratuita.

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sábado, 27 de junho de 2015

Domingo com Roda de Poesia na Comunidade do Gesso



“Traga a sua poesia! Traga o seu filho e filha! Traga um livro! Traga simplicidade e vamos ler poesia para aliviar as dores da vida e alimentar a alma de utopias.” (sinopse da divulgação do evento)

Roda de Poesia - Comunidade do Gesso
Traga sua poesia
Domingo, 28 de junho de 2015, 17h
No Bar do Pantuca, Comunidade do Gesso (Crato-CE).

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Coquetel de lançamento da Revista Sétima (edição 22), em Juazeiro



Coquetel de lançamento da Revista Sétima (edição 22)

Desde setembro de 2013, o Grupo de Estudos SÉTIMA de Cinema, que se reúne todas as quartas-feiras à tarde no Sesc Juazeiro, publica a revista SÉTIMA.

A partir da próxima terça-feira, 30 de junho, transformaremos o lançamento de cada nova edição num evento que reunirá os autores dos textos com todos que se interessarem por cinema na região do Cariri.

Na ocasião haverá sorteio de livros e filmes, roda de conversa com os autores (Elvis Pinheiro, Elandia Duarte e Erick Linhares), onde estes apresentarão seus textos, além de uma bela confraternização com todos os amantes da SÉTIMA arte.

Você é nosso convidado para mais este importante evento cultural em nossa região.
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Coquetel de lançamento da Revista Sétima (edição 22)
Terça-feira, 30 de junho de 2015, 19h
No Teatro Sesc Patativa do Assaré (Sesc Juazeiro do Norte)
Entrada gratuita.

Página do evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/491932847633515/

Página da Revista Sétima no Facebook:
https://www.facebook.com/setima.cinema

Textos da Revista Sétima no blog O Berro:
http://oberronet.blogspot.com.br/search/label/S%C3%A9tima%3A%20Revista%20de%20Cinema

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sexta-feira, 26 de junho de 2015

‘Lado Selvagem’, filme de Sébastien Lifshitz, em exibição no Cine Café



Cine Café (com mediação e curadoria de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Lado selvagem
Ficha técnica:
Título original: Wild side
Direção: Sébastien Lifshitz
Roteiro: Sébastien Lifshitz, Stéphane Bouquet
Elenco: Stéphanie Michelini, Yasmine Belmadi, Edouard Nikitine, Josiane Stoléru, Aurélie Guichard, Antony Hegarty, Liliane Nataf, Christophe Sermet
Duração: 93 minutos
Ano: 2004
Países de origem: França, Bélgica, Reino Unido

“Três pessoas vivem uma relação amorosa na capital francesa, até o dia que uma delas recebe uma carta que os faz viajar para o interior do país.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 27 de junho de 2015, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Onze mil virgens



por Amador Ribeiro Neto

Wilmar Silva de Andrade (Rio Parnaíba-MG, 1975) é poeta, ensaísta e ativista literário. Organizador do projeto de pesquisa Portuguesia que reuniu em livro mais de uma  centena de poetas de Portugal, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Brasil. Curador do Encontro Internacional de Leitura, Vivência e Memória da Poesia – Terças Poéticas e do Café com Poesia, que acontecem em Belo Horizonte. Diretor, roteirista e apresentador do programa de rádio Tropofonia, da UFMG. Criador e ecoperformer do projeto “Poesia biossonora”, apresentado internacionalmente. Autor de vários livros. Foi publicado em espanhol, francês, inglês, italiano, alemão, finlandês e húngaro.

Li Eu te amo (Belo Horizonte: Anome Livros, 2013), livro de poesia, e levei um susto. Como pode alguém com vivência literária tão dinâmica escrever versos ingênuos e pseudovanguardistas como “Tamtaz vezes / Sozinho experei por você / Experei por você / Quando esperei por nimguém / Mas experei por você / Quando experei por nada no trevo k // Tamtaz vvês vvês / Algoassim experei por você”. Para concluir: “Afinal, enfim, você me nasceu, // Arco-íris”. De fato, decepcionante.

Insisti. Sempre o mesmo do mesmo. Até chegar ao poema final: “E se uma folha cai / O outono aflora eu te amo // Eu afloro eu te amo / Assim como afloram // O inverno eu te amo / A primavera eu te amo”. Aqui interrompo as citações do poema. Destaco que o nome do livro é escrito em fonte cursiva. Sobre um coração retalhado por linhas geométricas preenchidas por várias cores. Bem, é um livro de declaração de amor do poeta à sua mulher. Deve cumprir um papel na vida íntima do casal. Nada mais.

Onze mil virgens (Rio de Janeiro: 7Letras, 2014) não aborda a tragédia da lenda católica a que o título se refere. Não se atém ao amor platônico ou ao declaradamente redundante e excessivo, como no livro anterior. Aqui há um outro poeta. Que se vale do erotismo em múltiplas variedades. Do singelo campestre aos provocativos deuses mitológicos. Sim, há poemas desiguais. Vários. Mas vale destacar que, entre meandros e dissimulações, o poeta desenha a sinuosidade do erótico. Num jogo de formas, linhas, cores, perfumes, sabores, imagens e melodias.

O poema que abre o livro decepciona ao nos remeter de imediato ao universo temático de Donizete Galvão e à dicção rítmica de Drummond. Mesmo querendo reler o poema de abertura como uma metáfora do erotismo que se configura nos outros poemas, não há como negar seu caráter marcadamente saudosista e bucólico. É bobo.

O poema “Dríade” desde o título resgata a natureza intrínseca à mitologia das ninfas. Mas a linguagem é de um classicismo anacrônico. Se quer resgatar a lírica grega, engana-se nos preciosismos de uma poesia escrita com mão pesada: “sêmen vindo da alma celestial / é o teu ser misturado de sonho / e os devaneios por tua espera / lembram o arco íris da manhã” e por aí afora.

Felizmente, ao longo do livro há bons poemas. Um acerto encontramos em “Agregado”: “não somente para guardar / fumo e palhas do milharal / na algibeira com emendas / eu aprendi // um grilo verde / e fugi // fui carpir a roça / e sorvi o orvalho matinal”. O orvalho da manhã enquanto explosão do gozo. Já esboçado no “falus” das imagens do farfalhar das palhas do milharal e do fumo. Versos sugestivos. Sem dúvida.

Outro belo verso: “teu corpo é insânia de mim”. A imagem oblíqua do som seduz na escala de todas as vogais: “a”, “e”, “i”, “o” e “[u]”.

De Eu te amo para Onze mil virgens temos um poeta que titubeia, mas segue. Wilmar Silva de Andrade dá boas passadas. Vamos aguardar.
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Publicado pelo jornal Contraponto, de João Pessoa-PB. Caderno B, coluna “Augusta Poesia”, dia 19 de junho de 2015, p. B-7.

Amador Ribeiro Neto é poeta, crítico literário e de música popular. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Professor do curso de Letras da UFPB.

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Narrativas em Volta do Fogo: um retrato do tempo com Gilberto Morimitsu



“Gilberto Morimitsu cresceu na grande São Paulo e conheceu o medo imposto pela repressão da ditadura militar. Na universidade encontrou o caminho do taoísmo através do livro Tao-te-King, de Lao Tzu. Como fotógrafo vivenciou a América Latina e se encantou com a beleza e o frio da Patagônia, desenvolveu o desejo de voltar, mas por uma aposta acabou indo para o Nordeste. De uma parada de um dia no Juazeiro do Norte resolveu deixar a vida do Sudeste para viver no Cariri.” (sinopse da divulgação do evento)
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Narrativas em volta do fogo
Um retrato do tempo com Gilberto Morimitsu
Sábado, 27 de junho de 2015, 18h
Na RFFSA (Crato-CE)
Gratuito.

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Festa com DJ Batata em Crato



Festa com DJ Batata
Sexta-feira, 26 de junho de 2015, 22h
No João e Maria Boteco
Pimenta, Crato-CE.

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‘Tootsie’, filme de Sydney Pollack, no Parque da Cidade em Barbalha



Cine Café Volante em Barbalha (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Tootsie
Ficha técnica:
Título original: Tootsie
Direção: Sydney Pollack
Roteiro: Larry Gelbart, Murray Schisgal
Elenco: Dustin Hoffman, Jessica Lange, Teri Garr, Dabney Coleman, Charles Durning, Bill Murray, Sydney Pollack, George Gaynes, Geena Davis
Duração: 119 minutos
Ano: 1982
País de origem: Estados Unidos

“Ator nova-iorquino não consegue nenhum trabalho por conta de seu gênio difícil. No entanto, das mulheres os anos 80 estão exigindo uma nova postura mais dura e mais decidida. Ele, então, consegue trabalho disfarçando-se de mulher. Filme essencial para compreender a mudança de comportamento de homens e mulheres que se deu nessa época.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na sexta-feira, 26 de junho de 2015, às 19h
No CEU Mestre Joaquim Mulato, Parque da Cidade de Barbalha-CE. Entrada gratuita.

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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Programação Orient Cinemas Cariri Shopping - de 25/06 a 01/07/2015

Minions
(Minions, 2014)
Direção: Kyle Balda, Pierre Coffin
Elenco: Vozes de Michael Keaton, Sandra Bullock, Allison Janney, Katy Mixon, Jon Hamm, Steve Coogan, Hiroyuki Sanada, Jennifer Saunders, Pierre Coffin
Produção executiva: Chris Renaud, Dave Rosenbaum
Produção: Janet Healy, Christopher Meledandri
País: EUA
Gênero: Animação, Comédia, Família
Duração: 104 minutos
Distribuidor: Universal Pictures
Classificação indicativa: livre
Sinopse: Minions, história da Universal Pictures e da Illumination Entertainment, tem seu início na aurora do tempo. Surgindo como organismos unicelulares amarelos, os Minions evoluem ao longo do tempo, eternamente servindo o mais desprezível dos mestres. Depois de várias parcerias mal sucedidas – que vão desde T. Rex a Napoleão – os Minions se encontram em uma profunda depressão quando percebem que não têm mais a quem servir. Mas um Minion chamado Kevin tem um plano: ao lado do adolescente rebelde Stuart e do pequeno e adorável Bob, ele decide sair pelo mundo à procura de um novo chefe malvado para que seus irmãos tenham a quem servir novamente. O trio embarca, então, em uma emocionante jornada que os levará a conhecer seu novo mestre em potencial, Scarlet Overkill (a vencedora do Oscar Sandra Bullock), a primeira supervilã do mundo. Eles viajam da Antártida para Nova York, em 1960, e terminam em Londres, onde terão que enfrentar o maior desafio de suas vidas: salvar todos os Minions... da aniquilação. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (Sala 1)
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Dragon Ball Z: O Renascimento de F
(Dragon Ball Z: Fukkatsu No F, 2015)
Direção: Tadayoshi Yamamuro
Elenco: vozes de Masako Nozawa, Ryô Horikawa, Ryûsei Nakao, Kôichi Yamadera, Masakazu Morita, Toshio Furukawa, Tôru Furuya, Mayumi Tanaka, Jôji Yanami
País: Japão
Gênero: Ação, Animação, Aventura
Duração: 120 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Classificação indicativa: livre
Sinopse: O Imperador do Mal renasce, alcançando a última de suas transformações. Confira o trailer e, dia 18 de junho, descubra como Goku e seus amigos vão juntar forças para combater o inimigo que voltou dos mortos. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h, 16h, 18h10 (Sala 3)
Legendado: 20h20 (Sala 3)
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Tomorrowland - Um Lugar Onde Nada é Impossível
(Tomorrowland, 2015)
Direção: Brad Bird
Elenco: George Clooney, Britt Robertson, Judy Greer, Kathryn Hahn, Hugh Laurie, Keegan-Michael Key, Pierce Gagnon, Lochlyn Munro, Tim McGraw, Aliyah O´Brien
Produção executiva: Bernard Bellew, Brigham Taylor
Produção: Brad Bird, Jeffrey Chernov, Damon Lindelof
País: EUA
Gênero: Ficção-científica
Duração: 130 minutos
Distribuidor: Walt Disney Studios
Classificação etária: 10 anos
Sinopse: Ligados por um destino, Casey (Britt Robertson), uma adolescente otimista e vibrante com curiosidade científica, e Frank (Clooney), um gênio desiludido, embarcam em uma missão repleta de perigos para desvendar os segredos de um local enigmático em algum lugar no tempo e no espaço conhecido como Tomorrowland. O que eles precisam fazer lá mudará o mundo — e eles — para sempre. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h, 17h40 (Sala 5)
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Qualquer Gato Vira-Lata 2
(Qualquer Gato Vira-Lata 2, 2014)
Direção: Roberto Santucci e Marcelo Antunez
Elenco: Cleo Pires, Dudu Azevedo, Malvino Salvador, Rita Guedes, Letícia Novaes, Álamo Facó, Stela Miranda, Mel Maia
Produção executiva: Heloísa Rezende, Fernando Andrade
Produção: Pedro Rovai, Virginia Limberger
País: Brasil
Gênero: Comédia
Duração: 104 minutos
Distribuidor: Downtown/Paris
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Tati (Cleo Pires) e Conrado (Malvino Salvador), que terminam juntos o primeiro filme, viajam a Cancún, onde ele participa de uma conferência para o lançamento de seu livro. Pronta para dar o próximo passo, ela aproveita a ocasião para pedi-lo em casamento, com transmissão via internet para todos os amigos no Brasil. Mas, ao responder, Conrado solta apenas um `Posso pensar?´. A moça, então, se decepciona e Marcelo (Dudu Azevedo), ex de Tati, volta a ter esperanças. Para complicar, Ângela (Rita Guedes), a ex de Conrado, também é convidada para o mesmo evento no México, onde está lançando um livro, cuja tese bate de frente com a dele. O curioso é que ele mesmo é a prova contrária disso, já que sua ex Angela (Rita Guedes) manda nele e na hora da briga leva até o cachorro embora. Mas a experiência acaba se revelando ainda mais desafiadora para aluna e professor, tendo em vista que tem cheiro de romance no ar. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Filme nacional: 13h20, 15h50, 18h20, 20h40 (Sala 4)
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Jessabelle - O Passado Nunca Morre
(Jessabelle, 2014)
Direção: Kevin Greutert
Produção executiva: Jerry P. Jacobs, Matthew Kaplan
Produção: Jason Blum, Peter Principato, Paul Young
Elenco: Sarah Snook, Mark Webber, Joelle Carter, David Andrews, Amber Stevens, Ana de la Reguera, Larisa Oleynik, Chris Ellis
País: EUA
Gênero: Suspense
Duração: 90 minutos
Distribuidor: PlayArte Pictures
Classificação etária: 14 anos
Sinopse: Depois de sofrer um acidente terrível, Jessie volta a morar com seu pai na casa onde passou sua infância. Uma presença maligna começa a atormentá-la e ela fará de tudo para descobrir a verdade, nem que isso destrua seu futuro. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 15h40, 20h30 (Sala 5)
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Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros
(Jurassic World, 2014)
Direção: Colin Trevorrow
Produção executiva: Jon Jashni, Steven Spielberg, Thomas Tull
Produção: Patrick Crowley, Frank Marshall
Elenco: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Jake Johnson, Judy Greer, Vincent D´Onofrio, Katie McGrath, Nick Robinson, Lauren Lapkus
País: EUA
Gênero: Ação, Aventura
Duração: 124 minutos
Distribuidor: Universal Pictures
Classificação etária: 14 anos
Sinopse: Quarto filme da série Jurassic Park. O Jurassic Park, localizado na ilha Nublar, enfim está aberto ao público. Com isso, as pessoas podem conferir shows acrobáticos com dinossauros e até mesmo fazer passeios bem perto deles, já que agora estão domesticados. Entretanto, a equipe chefiada pela doutora Claire (Bryce Dallas Howard) passa a fazer experiências genéticas com estes seres, de forma a criar novas espécies. Uma delas logo adquire inteligência bem mais alta, logo se tornando uma grande ameaça para a existência humana. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h40, 16h20, 19h (Sala 2)
Legendado: 21h40* (Sala 2)
* Somente sexta, sábado e véspera de feriado
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Divertida Mente
(The Inside Out, 2015)
Direção: Pete Docter
Produção executiva: John Lasseter
Produção: Jonas Rivera
Elenco: Vozes de Amy Poehler, Mindy Kaling, Bill Hader, Phyllis Smith, Lewis Black
País: EUA
Gênero: Animação, Comédia, Família
Duração: 102 minutos
Distribuidor: Walt Disney Studios
Classificação etária: livre
Sinopse: Crescer pode ser uma jornada turbulenta, e com Riley não é diferente. Ela é retirada de sua vida no meio-oeste americano quando seu pai arruma um novo emprego em São Francisco. Como todos nós, Riley é guiada pelas emoções – Alegria (Amy Poehler), Medo (Bill Hader), Raiva (Lewis Black), Nojinho (Mindy Kaling) e Tristeza (Phyllis Smith). As emoções vivem no centro de controle dentro da mente de Riley, onde a ajudam com conselhos em sua vida cotidiana. Conforme Riley e suas emoções se esforçam para se adaptar à nova vida em São Francisco, começa uma agitação no centro de controle. Embora Alegria, a principal e mais importante emoção de Riley, tente se manter positiva, as emoções entram em conflito sobre qual a melhor maneira de viver em uma nova cidade, casa e escola. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h, 15h, 17h10, 19h20*, 21h30* (Sala 6)
* Exceto quarta-feira
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O Exterminador do Futuro: Gênesis
(Terminator: Genisys, 2015)
Direção: Alan Taylor
Produção executiva: Bill Carraro, Megan Ellison, Laeta Kalogridis, Patrick Lussier, Paul Schwake
Produção: David Ellison, Dana Goldberg
Elenco: Emilia Clarke, Jai Courtney, Arnold Schwarzenegger, Aaron V. Williamson, Jason Clarke, Matt Smith, Byung-hun Lee, Teri Wyble, J.K. Simmons, Sandrine Holt, Douglas Smith, Courtney B. Vance, Miles Dyson
País: Estados Unidos
Gênero: Ação, Aventura, Ficção-científica
Duração: 119 minutos
Distribuidor: Paramount Pictures
Classificação etária: 12 anos
Sinopse: Em O Exterminador do Futuro: Gênesis, John Connor (Jason Clarke), líder da resistência humana, envia o Sargento Kyle Reese (Jai Courtney) de volta para 1984 para proteger Sarah Connor (Emilia Clarke) e salvaguardar o futuro, mas uma mudança inesperada nos acontecimentos cria uma linha do tempo fragmentada. Agora, o Sargento Reese se encontra em uma nova e desconhecida versão do passado, onde ele encontra aliados improváveis, incluindo o Guardião (Arnold Schwarzenegger), novos e perigosos inimigos e uma missão inesperada: redefinir o futuro. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 19h20*, 22h* (Sala 6)
* Somente quarta-feira
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Ingresso:
Valores Inteiros (exceto Sala 3D Digital):
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$11,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$ 15,00

Valores Inteiros para a Sala 3D Digital:
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$15,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$20,00.

Promoção:
De segunda a quarta-feira, todos os ingressos por R$ 5,50, exceto sessões 3D (R$7,50 + R$4,00 óculos)

No Cinema do Cariri Garden Shopping (Juazeiro do Norte-CE)
Site Orient Cinemas: http://www.orientcinemas.com.br/
Número de telefone do cinema: (88) 3571.8275.

Programação sujeita a alterações.

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Clube do Leitor de junho: Poesia entre séculos - a simbiose parnaso-brasileira



“Um passeio pela poesia produzida no Brasil no final do século XIX e começo do século XX. A partir de alguns poemas buscamos observar e refletir sobre alguns aspectos em que a ‘poesia acadêmica’ (parnasianismo e simbolismo), através de processos de simbiose, tanto é influenciada pelos ares da modernidade do século porvir, como influencia decisivamente alguns dos grandes poetas do século XX. Estaremos buscando perceber tais aspectos a partir de alguns textos, principalmente dos poetas Cruz e Sousa e Manuel Bandeira.” (sinopse da produção do evento)
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Clube do Leitor
Poesia entre séculos: a simbiose parnaso-brasileira
Facilitador: Ythallo Rodrigues
Coordenação: Henoque Viríssimo de Amorim
Produção: Thailyta Feitosa
Sexta-feira, 26 de junho de 2015, 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri (Juazeiro do Norte-CE)
Entrada gratuita.

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terça-feira, 23 de junho de 2015

Dossiê João Guimarães Rosa - ‘Sagarana’ - Sobre ‘O burrinho pedrês’



por Harlon Homem de Lacerda

Mas nada disso vale fala, porque a estória de um burrinho, como a história de um homem grande, é bem dada no resumo de um só dia de sua vida. E a existência de Sete-de-Ouros cresceu toda em algumas horas – seis da manhã à meia-noite – nos meados do mês de janeiro de um ano de grandes chuvas, no vale do Rio das Velhas, no centro de Minas Gerais. (2009, p. 14)

A “estória de um burrinho” é igualada à ação trágica ou ao alto estilo da tragédia clássica, como coloca Aristóteles na Poética (ou como ela foi interpretada pela tradição ocidental): a história (com H) de um grande homem no “resumo de um só dia”. A estória (com E) do burrinho, a grandeza de sua ação heroica é marcada pela unidade de tempo (seis da manhã à meia-noite) e de espaço. O uso de estória (no lugar de história) marca o caráter ficcional desta narrativa em oposição à “veracidade” que requer a história, além de uma ironia construída nesta aproximação opositiva.

A forma arquitetônica, a relação entre o tom emotivo-volitivo (axiológico) e o cronotopo, é construída no início do texto a partir desta oposição de “importância” dada a um burrinho, assemelhado a “um homem grande” (que não precisa ser, um grande homem), que já está velho, mas que terá um “crescimento” na sua existência a partir do que nos será apresentado no desenrolar da história ou estória. O que segue é a construção da situação na qual o burrinho terá seu crescimento, a descrição do espaço, das outras personagens, da maneira como elas tratam o herói (sempre com desdém – ninguém quer montar o burrinho e ainda o deixam para o último vaqueiro, no retorno à fazenda) etc. O trabalho linguístico de aliterações e assonâncias na descrição da boiada, dos currais, do trajeto dos vaqueiros e outras fazem com que a importância do burrinho seja “esquecida” ou sublimada, como recurso necessário à surpresa que será trazida no final da narrativa.

Quando a tropa está regressando à fazenda deve passar por um rio que, por conta da chuva, teve seu volume aumentado assustadoramente. Alguns vaqueiros desistem de atravessar, mas outros confiam sua travessia unicamente em uma “pessoa”: no burrinho Sete-de-Ouros, que tem um instinto natural (marcado pela posição das sua orelhas) para realizar tal travessia a contento, como chama atenção um dos vaqueiros: “Juízo, gente! Olha o burro...” (p. 54):

Sete-de-Ouros parara o chouto; e imediatamente tomou conhecimento da aragem, do bom e do mau: primeiro, orelhas firmes, para cima – perigo difuso, incerto; depois, as orelhas se mexiam, para os lados –, dificuldade já sabida, bem posta no seu lugar. E ficou. A treva era espessa, e um burro não é gato e nem cobra, pra querer enxergar no escuro. Ele não espiava, não escutava. Esperava qualquer coisa.

Depois de reconhecido o perigo, faltava ao burro o gatilho para iniciar o ato heroico: realizar a travessia, guiar a tropa. Este gatilho, se pensarmos no herói da tradição clássica, é a vontade objetiva de realizar um feito. Vontade que o burrinho não sabe o que é, mas que “quando essa chegou, Sete-de-Ouros avançou, resoluto. Chafurdou, espadanou água, e foi”. Os cavalos o seguiram, os vaqueiros junto. O que segue é a descrição da travessia. A morte sendo carregada pelas águas, personificada nos troncos e bichos de pêlo, de pena e de escama, e carregando os cavalos e vaqueiros, oito – achados mortos nos dias seguintes. O burrinho, seu montador bêbado agarrado à crina e o sobrevivente Francolim na cauda, chegou à outra margem e seguiu para a fazenda. O reconhecimento vem junto com a peripécia: o burrinho, escarnecido até então, foi reconhecido como o único capaz de guiar a tropa e assim o fez.

A linguagem característica de Guimarães Rosa (um material) constrói uma forma composicional, o conto, ligado à estrutura de outras formas composicionais da tradição literária ocidental (como a tragédia clássica) com uma forma arquitetônica que se opõe às formas arquitetônicas dessa mesma tradição, mas que se liga a ela no instante em que apresenta um herói com características fundamentais para a realização da peripécia e do reconhecimento. Este herói, um burrinho pedrês relegado normalmente à condição de submissão no sertão. Este herói, um burrinho pedrês que tem sua fortuna revertida: de um animal já velho para o salvador do sertanejo.

A condição de co-criador denota a narrativa do burrinho pedrês a partir de sua relação com a tradição e da maneira como é ressignificada a ideia de herói. Além da construção de um universo sertanejo ficcional reconfigurado a partir do sertão de Minas Gerais que determina a narrativa rosiana em quase toda a sua produção.
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Harlon Homem de Lacerda é Mestre em Letras pela UFPB e Professor de Literatura Brasileira da Universidade Estadual do Piauí (UESPI - Oeiras). E-mail: harlon.lacerda@gmail.com.


Outros textos da coluna “Perspectivas do alheio” no blog O Berro:
- Dossiê João Guimarães Rosa: ‘Sagarana’ - #somostodosJoãoCondé
- Dossiê João Guimarães Rosa: A travessia do mundo todo
- Regionalista?!
- Vixe Maria! 
- Tempo e Espaço
- A cuspida de Dona Anita
- Alguém aí já ouviu falar de Laurence Sterne?
- Por que eu não li Dom Quixote?
- Perspectivas do alheio
- A hora e a vez


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Poesia da Luz - uma cineasta com foco: Nívia Uchôa no Cinema Nordeste



“Nívia Uchôa: fotógrafa, cineasta, artista multimídia, poeta. No cinema dirigiu, roteirizou, editou, fez produção, still de muitos filmes. O seu vasto currículo conta com participação nos curtas Água pra que te quero!, Quero viver igual a uma beija-flor, A invenção do sertão, Fractais sertanejos, Catadores de Pequi, O guardião da floresta, Aprendendo a olhar a liberdade e Travesthriller. O Cinema Nordeste, que ocorre em parceria com a Pró-Reitoria de Cultura, traz, mensalmente, um realizador cearense para falar de produção audiovisual.” (sinopse da produção do evento)
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Cinema Nordeste
Poesia da Luz: uma cineasta com foco - Nívia Uchôa
Quinta-feira, 25 de junho de 2015, 18h30
No Auditório do Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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Valdi Jr. e Banda no Armazém do Som



“Natural de Exu, Pernambuco, o cantor e compositor Valdi Junior se inspira no trabalho de grandes nomes da música brasileira, como Lenine, Djavan, Dominguinhos, Chico César, Luiz Gonzaga e outros. Iniciou a carreira musical tocando em barzinhos e atualmente vem lançando seu trabalho autoral na cena musical com um estilo alternativo que mistura Rock, Blues e MPB, ao mesmo tempo em que se remete à essência nordestina. Valdi Junior é filho do cantor e compositor Valdi Geraldo Teixeira, que trabalhou com Luiz Gonzaga, Rei do Baião, e teve a música ‘Nessa Estrada da Vida’ gravada no disco Danado de Bom, em 1984.” (sinopse da produção do evento)
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Armazém do Som
Show com Valdi Jr. e Banda
Formação da Banda: Damon Inácio (guitarras e piano), Estevão Nunes (baixo elétrico), Laécio Filho (bateria), Jonnez Bezerra (sanfona, teclados e pianos)
Quinta-feira, 25 de junho de 2015, 20h
No Teatro do Sesc Crato-CE
Entrada gratuita.

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segunda-feira, 22 de junho de 2015

‘Acaso’, filme de Krzysztof Kieślowski, em exibição no Cinematógrapho



Cinematógrapho (com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Kieślowski - Quatro obras-primas da fase polonesa
Exibição do filme Acaso
Ficha técnica:
Título original: Przypadek
Direção e roteiro: Krzysztof Kieślowski
Elenco: Bogusław Linda, Tadeusz Łomnicki, Zbigniew Zapasiewicz, Boguslawa Pawelec
Duração: 122 minutos
Ano: 1987
País de origem: Polônia

“Uma experiência em narrativas paralelas e elípticas que influenciou cineastas no mundo todo por mais de duas décadas, Acaso acompanha Witek, um jovem estudante de medicina que, após a morte do pai, corre para tentar alcançar o último trem para Varsóvia.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na quarta-feira, 24 de junho de 2015, às 19h
No SESC Juazeiro do Norte-CE. Entrada gratuita.

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Guitarrista Cesário Filho faz apresentação em Juazeiro do Norte



“Tendo como influência o rock clássico, o heavy metal e a música clássica desde a infância, Cesário Filho apresenta o melhor do solo de guitarra, puxado principalmente para o heavy metal. O músico, que vem de Fortaleza, traz como inspirações grandes nomes do rock, como Ozzy, Rusty Cooley, os brasileiros Kiko Loureiro e Edu Adanuy, Joe Satriani, Greg Howe, além de bandas como Iron Maiden, Angra e Judas Priest.” (sinopse da produção do evento)
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Música - Guitarrista solo
Show com Cesário Filho
Quarta-feira, 24 de junho de 2015, 19h
No Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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domingo, 21 de junho de 2015

‘Verdades e Mentiras’, filme de Orson Welles, em exibição no Cinemarana



Cinemarana (com mediação de Elvis Pinheiro)
Mostra O Monumental Orson Welles
Exibição do filme Verdades e Mentiras
Ficha técnica:
Título original: F for Fake (em francês: Vérités et mensonges)
Direção: Orson Welles
Roteiro: Orson Welles, Oja Kodar
Elenco: Orson Welles, Oja Kodar, Joseph Cotten, François Reichenbach, Richard Wilson, Paul Stewart, Alexander Welles, Gary Graver
Duração: 85 minutos
Ano: 1973
Países de origem: Alemanha Ocidental, França, Irã

“Nesse último filme dirigido por Orson Welles, ele desmistifica um grupo de falsificadores. Elmyr de Hory, perito em cópias de quadros famosos, e seu confidente Clifford, responsável pela biografia de Howard Hughes que é lembrada como a maior falsificação da década de 70. Welles se coloca em meio aos dois e desvenda as verdades e mentiras existentes nos diversos tipos de arte.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na segunda-feira, 22 de junho de 2015, às 19h
No SESC Crato-CE. Entrada gratuita.

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sexta-feira, 19 de junho de 2015

‘O Pecado de Todos Nós’, filme de John Huston, em exibição no Cine Café



Cine Café (com mediação e curadoria de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme O Pecado de Todos Nós
Ficha técnica:
Título original: Reflections in a Golden Eye
Direção: John Huston
Roteiro: Gladys Hill, Chapman Mortimer (baseado em obra de Carson McCullers)
Elenco: Marlon Brando, Elizabeth Taylor, Brian Keith, Julie Harris, Zorro David, Robert Forster
Duração: 108 minutos
Ano: 1967
País de origem: Estados Unidos

“John Huston, Marlon Brando e Elizabeth Taylor, todos já amplamente reconhecidos e oscarizados, resolveram se unir num filme perturbador.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 20 de junho de 2015, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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quinta-feira, 18 de junho de 2015

até nenhum lugar



por Amador Ribeiro Neto

Ademir Assunção (Araraquara-SP, 1961) é poeta, contista, romancista, músico e jornalista. Gravou os CDs Rebelião na Zona Fantasma (2005) e Viralatas de Córdoba (2013). Tem poemas publicados nos Estados Unidos, México, Argentina, entre outros. Integra importantes antologias nacionais. Como letrista, assina canções com Itamar Assumpção, Edvaldo Santana, Madan, Patrícia Amaral, Titane, Mona Gadelha e banda Nhocuné Soul. Ao lado de Rodrigo Garcia Lopes e Marcos Losnak edita a revista literária Coyote. Em poesia publicou: LSD Nô (1994, reeditado em 2014), Zona Branca (2001, segunda edição em 2006), A musa chapada (2008, em parceria com Antonio Vicente Seraphim Pietroforte), A voz do ventríloquo (2012, Prêmio Jabuti), Tempo instável na tarde dos anjos desolados (2011), O Caio e o Cuio (2013, infantil que comentamos nesta coluna). Pig Brother e até nenhum lugar (2015, ambos pela Patuá) foram lançados esta semana em São Paulo.

Ao ler até nenhum lugar o leitor é tomado por uma sensação muito próxima do mundo zen: ele sente-se sublime. Mais que isto: sente-se inspirado. E como já observou Paul Valéry, a grande sacada de um poeta não é ele ser inspirado, mas fazer o leitor sentir-se como tal. Intento que Ademir Assunção consegue com a simplicidade e a beleza de uma flor de lótus.

Seus poemas são flashes da vida cotidiana, observações de sentimentos trazidos pela memória ou provocados por alguma cena presente. A praia, uma borboleta, o sentimento do amor – tudo é matéria livre, leve e solta para tercetos (na quase maioria) deste poeta que também sabe ser arrojado nos temas e expansivo no verbo, como em “A musa chapada” ou no recém-lançado Pig Brother. No entanto, em “até nenhum lugar” surge-nos contido. Reservado. Como a dizer: eu faço o que quero, quando quero, do jeito que quero. E sorte do leitor: ele sempre faz grande poesia.

Eis um livro feito da matéria mais sutil do cotidiano. Nada de nonsense. Nenhuma cena demolidora. Nada de delírios, nem dilaceramentos. Nenhuma tragédia. Nenhuma comédia. Muita vida. Toda a vida com seu leque de abrangências em aberto, vibrando ventos, brisas, neblinas.

Um livro feito de filigranas finamente entrelaçadas umas nas outras. Peças de minuciosa e diminuta ourivesaria. Versando poesia sobre o mais corriqueiro cotidiano. Tudo luz, música, silêncio, marujar de águas.

Cada poema une-se ao seguinte numa sequência natural como – valho-me de imagens presentes no livro – a água em cascata. O reflexo do sol no mar. A lua expulsando a escuridão da casa. O céu sertanejo, pleno de claridade estonteante.

Ademir Assunção escreve sobre o “déjà vu” do mundo. Mas sob uma outra ótica: a que o revela por dentro, desde as entranhas. Revelação que se processa pela pauta da música. Afinal, ela é a força motriz deste livro. Cada poema apresenta-se como uma canção na dança das palavras entre sentir e fazer sentir – entre sentido e fazer sentido. Som na caixa. As sonoridades dissipam-se entre versos sustenidos nas claves deste livro.

É o caso de poemas como “manhã / fria / de outono // o sol / dissolve / o orvalho // nas asas / da borboleta”. Ou este: “neblina na montanha / até a bananeira / inclina as folhas // e se abandona”. Mais este: “aos poucos / vamos ficando / loucos // aos loucos / nada de muito / pouco”. Assim é Ademir Assunção: força magistral de mínimas mímicas de som, imagem e mil sentidos. Um poeta que lemos com emoção: da mais delineada à mais informe. Sempre ligados imantados ao seu universo mega poético.
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Publicado pelo jornal Contraponto, de João Pessoa-PB. Caderno B, coluna “Augusta Poesia”, dia 12 de junho de 2015, p. B-7.

Amador Ribeiro Neto é poeta, crítico literário e de música popular. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Professor do curso de Letras da UFPB.

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Armazém do Som com Os Gramofones



Armazém do Som
Show com Os Gramofones
Sexta-feira, 19 de junho de 2015, 19h
No Teatro Sesc Patativa do Assaré (Juazeiro do Norte-CE)
Entrada gratuita.

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Reencontro



por Hudson Jorge

Conversaram por algumas horas e lembraram de bons momentos da não tão distante juventude, das lutas, das decepções recheadas de aprendizados, de fatos engraçados.

– Ah sim! bons tempos... você se lembra quando aquele nosso amigo tomou todas e deu aquele trabalhão? Justo ele que nunca tínhamos visto bêbado? haha

– Lembro sim! E daquela sua ex-namorada, gente boa, minha amiga. Casou com um vaqueiro. Tem dois filhos.

– Foi um namoro relâmpago. Mas... será que aquilo foi namoro?

– Ué, foi. Acho que foi. Ela disse que vocês oficializaram verbalmente, então foi, ora pois...

– Se foi...

– Hoje a vida é boa, mas é tão diferente, às vezes tão estranha. Fico me perguntando se já aceitei essa dinâmica de compromissos, de horários, de contas a pagar e de ter que andar na linha o tempo todo.

– haha!  E eu tô tentando ainda aceitar que meu corpo precisa de mais cuidados, porque senão daqui a alguns dias já não vai mais acompanhar o meu pensamento. Ontem mesmo tive dor “nos quarto” quando me levantei do chão ao sair de uma roda de conversa.

– Pois, eu tô bem! Mais tarde tenho aula de dança! É muito bom! Deveria ir!

– Vish! Só se fosse pra eu sair de lá direto pra um setor de traumatologia...

Riram um pouco e, um pouco mais sérios, olharam a linha do horizonte, lá onde o céu toca o mar. Tinham a esperança de que ainda a vida reserva muitas surpresas, mas no fundo, no fundo, tinham medo de ver como o tempo pode ser rapidamente implacável com as amizades, com as profissões, com os sonhos e, sobretudo, com a estrutura corpórea.

De repente, aparece um beija-flor que faz uma firulinha embaixo do guarda sol e some.

– Vou dar um mergulho!

Levantou-se e caminhou em direção ao mar. Cada passo parecia marcar algum pensamento. Nem lenta, nem rápida. Apenas caminhou e entrou na água como quem fizesse parte dela e mergulhou. Encantou-se nas ondas que faziam gracejos de espuma na areia e nunca mais voltou.


Fotografia de fernando-eguia-mx retirada do site deviantart.com

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Programação Orient Cinemas Cariri Shopping - de 18/06 a 24/06/2015

Dragon Ball Z: O Renascimento de F
(Dragon Ball Z: Fukkatsu No F, 2015)
Direção: Tadayoshi Yamamuro
Elenco: vozes de Masako Nozawa, Ryô Horikawa, Ryûsei Nakao, Kôichi Yamadera, Masakazu Morita, Toshio Furukawa, Tôru Furuya, Mayumi Tanaka, Jôji Yanami
País: Japão
Gênero: Ação, Animação, Aventura
Duração: 120 minutos
Distribuidor: 20th Century Fox
Classificação indicativa: livre
Sinopse: O Imperador do Mal renasce, alcançando a última de suas transformações. Confira o trailer e, dia 18 de junho, descubra como Goku e seus amigos vão juntar forças para combater o inimigo que voltou dos mortos. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h10, 15h10, 17h20, 19h30 (Sala 6)
Legendado: 21h40* (Sala 6)
* Somente sexta, sábado e véspera de feriado
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Tomorrowland - Um Lugar Onde Nada é Impossível
(Tomorrowland, 2015)
Direção: Brad Bird
Elenco: George Clooney, Britt Robertson, Judy Greer, Kathryn Hahn, Hugh Laurie, Keegan-Michael Key, Pierce Gagnon, Lochlyn Munro, Tim McGraw, Aliyah O´Brien
Produção executiva: Bernard Bellew, Brigham Taylor
Produção: Brad Bird, Jeffrey Chernov, Damon Lindelof
País: EUA
Gênero: Ficção-científica
Duração: 130 minutos
Distribuidor: Walt Disney Studios
Classificação etária: 10 anos
Sinopse: Ligados por um destino, Casey (Britt Robertson), uma adolescente otimista e vibrante com curiosidade científica, e Frank (Clooney), um gênio desiludido, embarcam em uma missão repleta de perigos para desvendar os segredos de um local enigmático em algum lugar no tempo e no espaço conhecido como Tomorrowland. O que eles precisam fazer lá mudará o mundo — e eles — para sempre. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h30, 18h40 (Sala 5)
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Terremoto: A Falha de San Andreas
(San Andreas, 2015)
Direção: Brad Peyton
Produção: Beau Flynn, Tripp Vinson
Produção executiva: Bruce Berman, Rob Cowan
Elenco: Alexandra Daddario, Dwayne Johnson, Carla Gugino, Colton Haynes, Ioan Gruffudd, Archie Panjabi, Paul Giamatti, Kylie Minogue
País: EUA
Gênero: Ação, Drama, Thriller
Duração: 114 minutos
Distribuidor: Warner Bros.
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Depois que a famosa Falha de San Andreas finalmente cede, provocando um terremoto de magnitude 9 na Califórnia, um piloto de helicóptero de busca e resgate (Dwayne Johnson) e sua ex-esposa fazem juntos o caminho de Los Angeles para São Francisco tentando salvar sua única filha. Mas a jornada traiçoeira rumo ao norte é apenas o começo e quando eles acham que o pior pode ter acabado... está apenas começando. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Legendado: 16h10, 21h20 (Sala 5)
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Qualquer Gato Vira-Lata 2
(Qualquer Gato Vira-Lata 2, 2014)
Direção: Roberto Santucci e Marcelo Antunez
Elenco: Cleo Pires, Dudu Azevedo, Malvino Salvador, Rita Guedes, Letícia Novaes, Álamo Facó, Stela Miranda, Mel Maia
Produção executiva: Heloísa Rezende, Fernando Andrade
Produção: Pedro Rovai, Virginia Limberger
País: Brasil
Gênero: Comédia
Duração: 104 minutos
Distribuidor: Downtown/Paris
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Tati (Cleo Pires) e Conrado (Malvino Salvador), que terminam juntos o primeiro filme, viajam a Cancún, onde ele participa de uma conferência para o lançamento de seu livro. Pronta para dar o próximo passo, ela aproveita a ocasião para pedi-lo em casamento, com transmissão via internet para todos os amigos no Brasil. Mas, ao responder, Conrado solta apenas um `Posso pensar?´. A moça, então, se decepciona e Marcelo (Dudu Azevedo), ex de Tati, volta a ter esperanças. Para complicar, Ângela (Rita Guedes), a ex de Conrado, também é convidada para o mesmo evento no México, onde está lançando um livro, cuja tese bate de frente com a dele. O curioso é que ele mesmo é a prova contrária disso, já que sua ex Angela (Rita Guedes) manda nele e na hora da briga leva até o cachorro embora. Mas a experiência acaba se revelando ainda mais desafiadora para aluna e professor, tendo em vista que tem cheiro de romance no ar. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Filme nacional: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 (Sala 4)
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Jessabelle - O Passado Nunca Morre
(Jessabelle, 2014)
Direção: Kevin Greutert
Produção executiva: Jerry P. Jacobs, Matthew Kaplan
Produção: Jason Blum, Peter Principato, Paul Young
Elenco: Sarah Snook, Mark Webber, Joelle Carter, David Andrews, Amber Stevens, Ana de la Reguera, Larisa Oleynik, Chris Ellis
País: EUA
Gênero: Suspense
Duração: 90 minutos
Distribuidor: PlayArte Pictures
Classificação etária: 14 anos
Sinopse: Depois de sofrer um acidente terrível, Jessie volta a morar com seu pai na casa onde passou sua infância. Uma presença maligna começa a atormentá-la e ela fará de tudo para descobrir a verdade, nem que isso destrua seu futuro. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 14h, 16h, 18h, 20h (Sala 3)
Legendado: 22h* (Sala 3)
* Somente sexta, sábado e véspera de feriado
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Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros
(Jurassic World, 2014)
Direção: Colin Trevorrow
Produção executiva: Jon Jashni, Steven Spielberg, Thomas Tull
Produção: Patrick Crowley, Frank Marshall
Elenco: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Jake Johnson, Judy Greer, Vincent D´Onofrio, Katie McGrath, Nick Robinson, Lauren Lapkus
País: EUA
Gênero: Ação, Aventura
Duração: 124 minutos
Distribuidor: Universal Pictures
Classificação etária: 14 anos
Sinopse: Quarto filme da série Jurassic Park. O Jurassic Park, localizado na ilha Nublar, enfim está aberto ao público. Com isso, as pessoas podem conferir shows acrobáticos com dinossauros e até mesmo fazer passeios bem perto deles, já que agora estão domesticados. Entretanto, a equipe chefiada pela doutora Claire (Bryce Dallas Howard) passa a fazer experiências genéticas com estes seres, de forma a criar novas espécies. Uma delas logo adquire inteligência bem mais alta, logo se tornando uma grande ameaça para a existência humana. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h, 15h40, 18h20 (Sala 2)
Legendado: 21h (Sala 2)
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Deixa Rolar
(Playing It Cool, 2014)
Direção: Justin Reardon
Produção executiva: Chris Evans
Produção: Nicolas Chartier, Craig J. Flores, McG, Mary Viola
Elenco: Chris Evans, Michelle Monaghan, Aubrey Plaza, Ioan Gruffudd, Topher Grace, Ashley Tisdale, Sarah Dumont, Patrick Warburton, Martin Starr
País: Estados Unidos
Gênero: Comédia, Romance
Duração: 95 minutos
Distribuidor: Imagem Filmes
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: Todo mundo deseja viver um grande amor... Será? Em Deixa Rolar, Chris Evans interpreta um escritor que não acredita no amor. Para provar que ele está errado, seu chefe (Anthony Mackie) o desafia a escrever uma comédia romântica. Tudo vai bem até ele conhecer uma linda mulher (Michelle Monaghan) que muda a sua forma de pensar. Agora, ele terá que usar toda a sua imaginação e talento para conquistar o coração dela. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Legendado: 21h50* (Sala 1)
* Somente sexta, sábado e véspera de feriado
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Divertida Mente
(The Inside Out, 2015)
Direção: Pete Docter
Produção executiva: John Lasseter
Produção: Jonas Rivera
Elenco: Vozes de Amy Poehler, Mindy Kaling, Bill Hader, Phyllis Smith, Lewis Black
País: EUA
Gênero: Animação, Comédia, Família
Duração: 102 minutos
Distribuidor: Walt Disney Studios
Classificação etária: livre
Sinopse: Crescer pode ser uma jornada turbulenta, e com Riley não é diferente. Ela é retirada de sua vida no meio-oeste americano quando seu pai arruma um novo emprego em São Francisco. Como todos nós, Riley é guiada pelas emoções – Alegria (Amy Poehler), Medo (Bill Hader), Raiva (Lewis Black), Nojinho (Mindy Kaling) e Tristeza (Phyllis Smith). As emoções vivem no centro de controle dentro da mente de Riley, onde a ajudam com conselhos em sua vida cotidiana. Conforme Riley e suas emoções se esforçam para se adaptar à nova vida em São Francisco, começa uma agitação no centro de controle. Embora Alegria, a principal e mais importante emoção de Riley, tente se manter positiva, as emoções entram em conflito sobre qual a melhor maneira de viver em uma nova cidade, casa e escola. (para assistir ao trailer, clique aqui)

Dublado: 13h20, 15h30, 17h40, 19h50 (Sala 1)
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Ingresso:
Valores Inteiros (exceto Sala 3D Digital):
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$11,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$ 15,00

Valores Inteiros para a Sala 3D Digital:
Segunda, terça e quarta (exceto feriado e véspera de feriado): R$15,00 (o dia todo)
De quinta a domingo (e feriado): R$20,00.

Promoção:
De segunda a quarta-feira, todos os ingressos por R$ 5,50, exceto sessões 3D (R$7,50 + R$4,00 óculos)

No Cinema do Cariri Garden Shopping (Juazeiro do Norte-CE)
Site Orient Cinemas: http://www.orientcinemas.com.br/
Número de telefone do cinema: (88) 3571.8275.

Programação sujeita a alterações.

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Espetáculo teatral ‘O Pequeno Príncipe’: encenações em Crato



“O espetáculo O Pequeno Príncipe foca o posicionamento do adulto na contemporaneidade. Sob o olhar do principezinho (uma criança) percebemos a vida de outro modo. Passeamos com ele entre o mundo fantástico e o cotidiano, que infelizmente torna-se mais cru, mais metódico quando nos tornamos adultos. As personagens transitam entre esses mundos como viajantes em busca de tentar compreender a essencialidade da vida, ora se veem perdidos, mas nesses momentos de silêncio, é que por vezes conseguem escutar a si próprios, revivendo alguns momentos da infância escondida dentro de si.” (sinopse da produção do evento)
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Espetáculo O Pequeno Príncipe
Coletivo Atuantes em Cena
Direção: Lucivania Lima
Dias 20 e 21 de junho de 2015, às 19h
Na Casa Ninho (Rua Ratisbona, 266, em frente à RFFSA, Crato-CE)
Ingresso: R$14,00 (inteira); R$7,00 (meia)
Espetáculo para todas as idades.

Ficha técnica:
Elenco: Raimundo Lopes, Francieudes Filho, Emanoel Siebra, Suimara Evelyn, Jamal Corleone, Lucivania Lima.
Direção e iluminação: Lucivania Lima
Operação de Luz: Stella Bonfim
Trilha Sonora: Emanoel Siebra
Operação de Som: Nilson Matos

O Pequeno Príncipe (teaser):

O que é um gênero? Teorias linguísticas e semióticas com Sémir Badir na UFCA



“Sémir Badir é um cientista sênior do Fundo para a Investigação Científica da Universidade de Liège (Bélgica). Sémir pesquisa aspectos epistemológicos das teorias linguísticas e semióticas e sua palestra no Conversas Filosóficas deste mês vai abordar os gêneros. Os gêneros são, por natureza, heterogêneos e sua descrição não pode ser estática. Sémir vai mostra que o gênero é a categorização correspondente a uma hermenêutica da apropriação. O projeto Conversas Filosóficas trata-se de uma ação que visa, a partir da participação de um convidado, refletir filosoficamente sobre um tema preestabelecido.” (sinopse da divulgação do evento)

Conversas Filosóficas
O que é um gênero? (Qu'est-ce qu'un genre?)
Com Sémir Badir (Universidade de Liège, Bélgica)
Sexta-feira, 19 de junho de 2015, 10h
No Auditório da UFCA (Juazeiro do Norte-CE)
Entrada gratuita.

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‘Harry e Sally: Feitos um para o Outro’, filme de Rob Reiner, em Barbalha



Cine Café Volante em Barbalha (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Harry e Sally: Feitos um para o Outro
Ficha técnica:
Título original: When Harry Met Sally...
Direção e roteiro: Rob Reiner
Roteiro: Nora Ephron
Elenco: Billy Crystal, Meg Ryan, Carrie Fisher, Bruno Kirby, Steven Ford
Duração: 95 minutos
Ano: 1989
País de origem: Estados Unidos

“No final dos anos 80 surgiu esse filme que colocava mais um nó nas questões sentimentais entre homens e mulheres: o sexo atrapalha as boas relações entre as partes? Mais de onze anos de amizade e um medo imenso de, talvez, serem felizes um com o outro. Será que esse problema já foi superado nos dias atuais?” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na sexta-feira, 19 de junho de 2015, às 19h
No CEU Mestre Joaquim Mulato, Parque da Cidade de Barbalha-CE. Entrada gratuita.

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Especial Belchior com DJ Batata



Radiola DJ Batata - Especial Belchior
Sexta-feira, 19 de junho de 2015, a partir das 21h
Na Comedoria e Petiscaria Canteiros
Esquina da Rua São Luiz com Santa Isabel (em frente ao antigo Sant'Esquina)
Juazeiro do Norte-CE
Gratuito.

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V Festival de Repentistas do Ceará Diverso, em Juazeiro do Norte



V Festival de Repentistas do Ceará Diverso
Com os repentistas: Edmilson Ferreira e Antônio Lisboa; Ismael Pereira e Hipólito Moura; Jonas Bezerra e Jonas Andrade; Cícero Cosme e Agustinho de Oliveira
Convidados especiais: Tranquilino Ripuxado (humorista), Amâncio Sobrinho (aboiador), Pedro Ernesto (cordelista), Andrade Juá (caricaturista)
Dia 18 de junho de 2015, 19h
No Terreiro da Mestra Margarida (Sesc Juazeiro do Norte-CE)
Entrada: 2kg de alimentos não-perecíveis ou 400g de leite em pó (não é obrigatório)
Projeto Cordel no Cariri (às 18h):
Lançamento do Cordel Projeto, Arte e Cultura; Escritor: Pedro Ernesto
+ informações: (88) 3085.1566 / (88) 99696.3545.
cearadiverso_tv@yahoo.com.br .

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terça-feira, 16 de junho de 2015

Mediações Culturais debate o Forró Tracional e o Eletrônico



“O programa Mediações Culturais, que ocorre em parceria com a Pró-Reitoria de Cultura da UFCA, aproveita o momento das festas juninas para trazer uma reflexão sobre o forró nos cruzamentos de suas paisagens sonoras fronteiriças entre o tradicional e o eletrônico.” (sinopse da divulgação do evento) 

Troca de Ideias - Mediações Culturais
Tradicional e Eletrônico: paisagens sonoras do forró
Com Roberto Marques (URCA) e Márcio Mattos (UFCA)
Quinta-feira, 18 de junho de 2015, 18h30
No Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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segunda-feira, 15 de junho de 2015

‘Sem Fim’, filme de Krzysztof Kieślowski, no Cinematógrapho



Cinematógrapho (com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro)
Kieślowski - Quatro obras-primas da fase polonesa
Exibição do filme Sem Fim
Ficha técnica:
Título original: Bez Konca
Direção: Krzysztof Kieślowski
Roteiro: Krzysztof Kieslowski e Krzysztof Piesiewicz
Elenco: Grazyna Szapolowska, Maria Pakulnis, Aleksander Bardini, Jerzy Radziwilowicz, Artur Barcis, Michal Bajor, Marek Kondrat, Tadeusz Bradecki, Danny Webb, Krzysztof Krzeminski
Duração: 109 minutos
Ano: 1985
País de origem: Polônia

“Polônia, 1982. Com a Lei Marcial vigorando, o país vive um clima tenso e opressor. Uma tradutora perde o marido, um jovem advogado e, dominada pela tristeza, saudade e depressão, tenta falar com ele através de um hipnotizador.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na quarta-feira, 17 de junho de 2015, às 19h
No SESC Juazeiro do Norte-CE. Entrada gratuita.

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sábado, 13 de junho de 2015

'O Processo', filme de Orson Welles, em exibição no Cinemarana



Cinemarana (com mediação de Elvis Pinheiro)
Mostra O Monumental Orson Welles
Exibição do filme O Processo
Ficha técnica:
Título original: Le Procès
Direção: Orson Welles
Roteiro: Orson Welles (baseado na obra de Franz Kafka)
Elenco: Anthony Perkins, Jeanne Moreau, Romy Schneider, Elsa Martinelli, Suzanne Flon, Orson Welles, Akim Tamiroff, Madeleine Robinson, Arnoldo Foà, Michael Lonsdale
Duração: 118 minutos
Ano: 1962
Países de origem: Alemanha Ocidental, França, Itália, Iugoslávia

“Josef K acorda um dia e se vê com a polícia em seu quarto. Após ser preso e responder a um processo, passa a investigar o motivo de estar sendo investigado.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na segunda-feira, 15 de junho de 2015, às 19h
No SESC Crato-CE. Entrada gratuita.

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‘Jorge Mautner’, poema de Amador Ribeiro Neto



jorge mautner

vacas currais ladrões leite
tufo condensado nu

estrada vem
eucaliptos carros pinheirais caminhões paineiras carroças asfalto
sem acostamento

vão &

bezerros apartados
frientos

berrando
mã-mã-ãe

bota de novo o cedê do caetano
pra eu ensaiar direitinho

antes
acende aquele
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Amador Ribeiro Neto, no livro Barrocidade (Landy Editora, 2003).

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Uma breve explanação sobre Western



por Cícero Émerson do Nascimento Cardoso

Segundo Vugman (2006)*, o Western é “considerado o gênero cinematográfico norte-americano por excelência”. De fato, o cinema norte-americano produziu para o mundo obras grandiosas deste gênero que alcançou mais do que o mero status de produto mercadológico, tornou-se um mito.

O grande roubo do trem (1903), de Edwin Porter, é considerado o pioneiro do Western e já apresenta algumas características que seriam determinantes para o gênero. Diretores como David W. Griffith, Thomas H. Ince, William S. Hart, John Ford, James Cruze, Tom Mix, dentre outros, deram suas contribuições para a construção de obras cinematográficas que foram, com a “evolução” do gênero, aperfeiçoadas tanto na qualidade técnica, quanto nas constantes inovações de estilos e temas empreendidas por estes.

Um dos temas recorrentes nas obras de Griffith e Ince – a oposição simbólica do bem contra o mal, representada sempre pela ligação do herói com o sagrado e dos vilões com o profano – tornou-se uma das principais características do Western. Seguem-se a estas características: a reinvenção do Velho Oeste, fundindo diferentes épocas e regiões dos Estados Unidos em um mesmo espaço peculiar e submetido a uma mítica atemporalidade; o realismo dos cenários; as movimentadas cenas em que o herói – sempre com seu estimado cavalo – envolve-se em perseguições ou enfrentamentos que exigem dele coragem e agilidade; a figura da mulher pura e singela, capaz de redimir o herói de uma vida de violência; o saloon como palco profícuo para os vilões; as paisagens desérticas e áridas que reforçavam a austeridade da vida das personagens; a recorrente indumentária – roupa com acessórios produzidos em couro, esporas nos sapatos, chapéu e lenço no pescoço – que caracterizava o herói, dentre outras.

Para além desta discussão inicial de cunho mais teórico, considero pertinente dizer que o primeiro filme de Western que eu assisti foi O homem que matou o facínora (1962), de John Ford. Este filme me causou forte impacto pela qualidade do enredo, abordagem de certos temas e caracterização das personagens.

Um dos muitos filmes em que John Ford fez parceria com John Wayne, O homem que matou o facínora é uma adaptação de um conto escrito por Dorothy M. Johnson e discorre sobre um senador que volta à cidade de Shinbone, para o funeral de um velho amigo. O senador conversa com um jornalista explicando-se sobre o porquê de estar naquele funeral e, a partir disso, a história, como um fluxo, começa a ser relatada.

O senador trata-se de Ransom Stoddard (James Stewart) – advogado idealista – e o morto trata-se de Tom Doniphon (John Wayne) – um pistoleiro. Embora amigos, na juventude eles envolveram-se num conflito amoroso porque ambos se apaixonaram pela mesma mulher: Hallie (Vera Miles).

Enquanto o triângulo amoroso se estabelecia, a cidade sofria as ameaças do facínora Liberty Valance (Lee Marvin), vilão que só temia Doniphon e que espancara e roubara Stoddart, a quem reencontrou e provocou com veemência.

Quando Stoddard se vê de todo acossado por Liberty Valance, este decide desafiar o vilão e propõe um duelo, embora não tivesse habilidade no manejo de armas. Durante o duelo, Stoddard, que seria presa fácil para o facínora, consegue sair vencedor. Acontece que ele ganhou a fama, porém quem de fato havia assassinado Liberty Valance fora Doniphon.

Um filme de fluxos de consciência de uma personagem inserida num enredo que se desenvolve entre flashbacks, O homem que matou o facínora tende a exprimir com ironia e inteligência aspectos políticos e sociais que surgem no irremediável. Stoddard revive, no retorno à terra de sua juventude, lembranças por vezes amargas, embora saudosistas e repletas de um sentimento de excessiva gratidão. 

Uma das personagens que mais me chamam atenção, e que protagoniza uma das imagens mais comoventes de companheirismo e amizade no cinema, é a personagem Pompey (Woody Strode). Pompey, que durante toda a trama mostra-se um amigo fiel de Doniphon, está ao lado do caixão, sem necessariamente estar aprisionado pelos grilhões da mera subserviência, porque a ocasião já não o incitava a isto, velando o amigo. Por algum motivo que ainda não sei explicar, sempre que vejo menções a este filme, me vem à memória exatamente esta personagem que, do meu ponto de vista, é uma das mais bem delineadas desta obra.

Enfim, tanto se poderia dizer a respeito deste filme dirigido por um dos maiores nomes do Western, mas voltando a tratar do gênero, o que parece pertinente dizer, para finalizar esta breve explanação, é que este não parece ter arrefecido, pois, como se pode constatar, inúmeras produções atuais recorrem aos elementos que ele apresentou ao mundo e vários dos seus filmes, como O homem que matou o facínora, por exemplo, são mais que atuais e merecem ser vistos e revistos por serem de uma qualidade técnica irrefutável e por apresentarem personagens marcantes que compõem o imaginário que o Western construiu. 

Afinal de contas, parafraseando a fala de uma das personagens de O homem que matou o facínora: isto é o Western, senhores e senhoras, um mito, e que deve ser publicado.


* VUGMAN, Fernando Simão. «Western». In: MASCARELLLO, Fernando. História do cinema mundial. 7. ed. Campinas, SP: Papirus, 2006. (Coleção Campo Imagético).
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Cícero Émerson do Nascimento Cardoso: Professor de Língua Portuguesa da Rede Pública de Ensino do Estado do Ceará; graduado em Letras pela Universidade Regional do Cariri; especialista em Língua Portuguesa, Literaturas Brasileira e Africanas de Língua Portuguesa; mestrando em Literatura Comparada pela Universidade Federal da Paraíba; membro do Núcleo de Pesquisa em Estudos Linguísticos e Literários da Universidade Regional do Cariri – NETLLI do Grupo de Estudos e Pesquisa em Literatura e Sociedade Contemporânea - GELISC. Autor do livro de contos Breve estudo sobre corações endurecidos (2011) e Romanceiro do Norte Juazeiro (2014) e dos folhetos A Beata Luzia vai à guerra e A artesã do chapéu (ou pequena biografia de Maria Raquel). Teve poema selecionado para o evento literário realizado pelo CCBNB “Abril para Leitura” em 2012, 2013, 2014 e 2015. Tem texto publicado pela Revista de Literatura e Arte Boca Escancarada, e desenvolve trabalhos acadêmicos vinculados à Literatura e Filosofia.

Texto originalmente publicado na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 19, de outubro de 2014), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

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