quinta-feira, 31 de maio de 2012

Exibição de 'Harry & Sally - Feitos Um Para o Outro' no Cine Café



Cine Café
(com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Harry e Sally - Feitos um para o Outro
Título original: When Harry Met Sally...
Direção: Rob Reiner
Roteiro: Nora Ephron
Elenco: Billy Crystal, Meg Ryan, Carrie Fisher, Bruno Kirby, Steven Ford
Duração: 95 minutos
Ano: 1989
Países de origem: Estados Unidos

No final dos anos 80 surgiu esse filme que colocava mais um nó nas questões sentimentais entre homens e mulheres: o sexo atrapalha as boas relações entre as partes? Mais de onze anos de amizade e um medo imenso de, talvez, serem felizes um com o outro. Será que esse problema já foi superado nos dias atuais?

Exibição no sábado, 02 de junho de 2012, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada franca.

Fotógrafa Nívia Uchôa lança livro em evento com debates, vídeo e música

No próximo dia 1º de Junho será lançado, nas dependências do SESC Juazeiro, o livro Água pra que te quero! Caderno de Viagem (2012, Editora Local Foto). A obra tem como temática a relação do ser humano com a água, alertando para as práticas positivas e negativas que envolvem o elemento. O cotidiano das comunidades localizadas nas bacias hidrográficas cearenses de Banabuiú, Alto Jaguaribe e Salgado também é abordado como forma de retrato da relação com a água.

Em formato multimídia, a edição vem acompanhada de um CD com fotos e um vídeo-documentário, apresentando depoimentos dos moradores da região de Salgado, no Cariri, mostrando diferentes e importantes aspectos relativos à água, como a sua preservação, distribuição, consumo, escassez, poluição e abundância.

Lançamento
Na ocasião do lançamento, a autora Nívia Uchôa receberá os convidados para uma roda de conversa seguida da sessão de autógrafos. Durante o lançamento, haverá ainda a exibição do documentário que leva o mesmo nome do livro.

O filme faz um contraponto entre práticas positivas e negativas do uso da água no cotidiano urbano e rural e, conforme a autora, tem o intuito de “estimular e difundir a arte fotográfica como exercício de sensibilização, reflexão e estética”.

Na oportunidade também haverá show musical de Hélida Germano e Ibbertson Nobre. A entrada é franca para todos os momentos.

Autora
Geógrafa, ambientalista, poeta e fotógrafa, Nívia Uchôa hoje mora em Juazeiro do Norte e se apaixonou pela fotografia ainda criança. Realizando diversas exposições, ensaios e
publicações, busca na arte de fotografar um meio de comunicação para mostrar a vida.

Lançamento do livro:
Água pra que te quero! Caderno de Viagem

Roda de conversa, sessão de autógrafos, exibição de documentário
Show de Hélida Germano e Ibbertson Nobre
Sexta-feira, dia 01 de junho de 2012, 20h
No SESC Juazeiro. Entrada franca.
+ info: (88) 3587.1065.

David Bowie disponibiliza o clássico 'Ziggy Stardust' remasterizado

Ponto de fuga # 14

Na próxima segunda-feira, dia 4 de junho, será lançada uma edição remasterizada do clássico álbum The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, de David Bowie.

A nova versão sairá em CD e em vinil — esta última incluindo um DVD áudio com diferentes mixagens de diversas faixas —, em comemoração aos 40 anos da primeira edição do álbum, em 1972.

Toda a pompa confirma a importância deste disco na carreira de Bowie. Ziggy Stardust é da sua fase glam rock e resistiu ao tempo, sendo um disco sempre lembrado quando se fala da extensa e super criativa discografia do "Camaleão".

O disco comemorativo ainda não foi lançado, mas David Bowie já disponibilizou o áudio remasterizado. Para ouvi-lo, acesse o link disponibilizado no site da revista britânica New Musical Express - NME: http://www.nme.com/news/david-bowie/64049

Boa viagem!
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

A ocasião faz a confiança

Enquanto isso, na praça Padre Cícero, em Juazeiro do Norte...



Tudo tranquilo, a não ser pelo fato da pessoa ter que latir pra depositar cinquenta centavos, mas tá valendo!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Cinematógrapho exibe 'Palavra (En)Cantada'



Cinematógrapho (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição de Palavra (En)Cantada
Título original: Palavra (En)Cantada
Direção: Helena Solberg
Elenco: Arnaldo Antunes, Maria Bethânia, Chico Buarque, Adriana Calcanhoto
Duração: 86 minutos
Ano: 2008
País de origem: Brasil

O documentário faz uma viagem pela história do cancioneiro brasileiro com um olhar especial para a relação entre poesia e música. Dos poetas provençais ao rap, do carnaval de rua aos poetas do morro, da bossa nova ao tropicalismo. Palavra (En)cantada passeia pela música brasileira até os dias de hoje, costurando depoimentos de grandes nomes da nossa cultura, performances musicais e surpreendente pesquisa de imagens. O filme conta com a participação de Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Chico Buarque, Jorge Mautner, Maria Bethânia, Martinho da Vila, Tom Zé, entre outros. Imagens de arquivo resgatam momentos sublimes de Dorival Caymmi, Caetano Veloso e Tom Jobim.

Exibição na quarta-feira, dia 30 de maio de 2012, às 19h
No SESC Juazeiro do Norte-CE. Entrada franca.

Armazém do Som (em dobro) e Performance Poética nesta semana

Releases (fornecidos pela produção do evento)

Bela Orquídea
Com a pretensão de combinar poesia com arranjos musicais, a banda Bela Orquídea mistura suas influências que pegam emprestadas harmonias diversas dos ritmos brasileiros e outras influências como Jazz, rock e blues para dar vida às suas canções. Seguindo fortes influências de violonistas brasileiros, o guitarrista Anderson Matos combina suas técnicas de guitarra com arranjos limpos de violão.

A banda, nascida em Crato no final de 2011, começa suas composições e ensaios na garagem de casa e tem seu parto prematuro para os palcos. Com uma formação simples (de guitarras, baixo e bateria), a banda conta com a experiência musical de veteranos dos palcos regionais, como o baixista da Mary Roots (Rodolfo) e o ex-integrante da Nightlife (Anderson Matos, conhecido por muitos como Joe). Juntam-se a Hitalo Mikael (guitarra e violão) e AC. Matos (bateria) e formam a Bela Orquídea.

"Tocamos nossos instrumentos em função de nossas almas. Compomos nossas músicas pra tocar sua alma através da nossa."

Gafieira Bad Vibe
A banda Gafieira Bad Vibe traz em seu repertório o diversificado samba rock , tocando assim um pouco de tudo, como: Seu Jorge, Jorge Ben , Sandra de Sá, etc. Mas o segredo da pegada da banda está em tocar releituras de bandas como Funk Como le Gusta e na falta de tempo transformar os mais conhecidos sambas de mesa em Rock, formando assim a pegada groove do grupo. Podemos resaltar como estilo próprio a levada das músicas, contando assim com o swing do violão de Cidinho; a sutileza do cavaco de Walesvick Pinho; a pegada groove e precisa do baixo de Ricardo; a loucura e levada da bateria de Rodrigo Moura e os sopros fortes e arrepiantes de Junior e Antônio.
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Armazém do Som² e Performance Poética
No Teatro do SESC Crato. Gratuito.

Performance Poética: Jeanni Meio
Show com a banda Bela Orquídea
Quinta-feira, 31 de maio de 2012, 20h

Show com a banda Gafieira Bad Vibe
Sexta-feira, 01 de junho de 2012, 20h.

sábado, 26 de maio de 2012

Exibição do filme 'Acaso', de Kieslowski, no Cinemarana do SESC Crato



Cinemarana do SESC Crato
(com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Acaso
Título original: Przypadek
Direção e roteiro: Krzysztof Kieslowski
Elenco: Bogusław Linda, Tadeusz Łomnicki, Zbigniew Zapasiewicz, Boguslawa Pawelec
Duração: 122 minutos
Ano: 1987
País de origem: Polônia

Uma experiência em narrativas paralelas e elípticas que influenciou cineastas no mundo todo por mais de duas décadas, Acaso acompanha Witek, um jovem estudante de medicina que, após a morte do pai, corre para tentar alcançar o último trem para Varsóvia. Partindo desse cenário, o cineasta Krzysztof Kieslowski propõe e explora três diferentes desfechos para a história de Witek, selando seu destino como membro idealista do Partido Comunista, dissidente político e ativista comunitário, ou pai de família pequeno-burguês.

Audacioso na estrutura narrativa, sóbrio e elegante visualmente, Acaso é um estudo sobre o destino, a coincidência e as escolhas individuais, temas que permearam toda a obra do realizador polonês, e que ele voltaria a explorar a fundo em filmes mais famosos como A Dupla de Véronique e A Fraternidade é Vermelha. Realizado às vésperas do golpe comunista que condenou à ilegalidade e ao anonimato o principal movimento de abertura política da Polônia, o Solidariedade, Acaso foi censurado pelo governo comunista por quase sete anos antes de estrear triunfalmente no Festival de Cannes de 1987.


Exibição na segunda-feira, 28 de maio, às 19h
No SESC Crato-CE. Entrada franca.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Exibição do filme 'Meu Pé Esquerdo' no Cine Café do CCBNB Cariri



Cine Café do CCBNB (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Meu pé esquerdo
Título original: My left foot
Direção: Jim Sheridan
Roteiro: Shane Connaughton, Jim Sheridan
Elenco:
Daniel Day-Lewis, Brenda Fricker, Ray McAnally, Ruth McCabe
Duração: 103 minutos
Ano: 1989
Países de origem: Inglaterra / Irlanda

Christy Brown é o filho de uma pobre família irlandesa que nasceu com paralisia cerebral. Seu movimento mais acertado é com seu pé esquerdo, através do qual se mostrará um exímio pintor. Oscar de Melhor Ator para Daniel Day-Lewis e Atriz Coadjuvante para Brenda Fricker.

Exibição no sábado, 25 de maio de 2012, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada franca.

A TV brasileira cantada em "Indiretas Já" no Comédia MTV

Marcelo Adnet, Dani Calabresa, Tatá Werneck, Paulinho Serra e Bento Ribeiro cantam "Intdiretas já" (paródia de "Roda Viva", de Chico Buarque).

Noticiários, programas de entretenimento, política, etc. Muita coisa está contemplada numa sensacional recriação dos tempos dos Festivais nos anos 60.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Disco 'Master of Puppets' na Discoteca Básica da ShowBizz, em 1997

Do papel # 06

Compartilhamos um texto da seção Discoteca Básica de uma edição da Revista ShowBizz de 1997. O texto, assinado por Robert Halfoun, fala sobre a relevância histórica do disco Master of Puppets, do Metallica, para o cenário do metal.

O texto comenta bem o disco, mas alertamos para a revelação de alguns preconceitos com estilos e por estereotipar demais o cenário do heavy metal antes da existência do Metallica. Pois embora a banda tenha revolucionado a cena da época, seus antecessores no estilo não precisam ser renegados ou desvalorizados. Os próprios integrantes da banda tiveram sua formações musicais ouvindo os precursores do metal nos anos 1970 e os que viraram a página para os anos 1980.

As coisas não mudam do dia para a noite, tudo se dá em um processo de diversificação e "amadurecimento" de toda a cena. E não creio que possamos definir os consumidores de determinada música como uma "massa uniforme" formada por costumes semelhantes. E rotulá-la parece limitador.

Sem mais delongas, vamos para o texto publicado na revista ShowBizz (edição 147, outubro de 1997). Para ampliar a página da revista, clique na imagem.


Discoteca Básica
Master of Puppets (Metallica)


No começo dos anos 80 o heavy metal sofreu uma de suas maiores mudanças. Enquanto os grandes nomes da época (Iron Maiden, Judas Priest, Ozzy Osbourne, etc.) inflavam o imaginário dos fãs com letras cheias de fantasia, músicos metidos em calças de lycra coloridas e palcos repletos de sacanagens cenográficas, uns malucos da costa oeste americana começaram a se destacar no underground, trazendo o gênero para o mundo real.

O figurino carnavalesco foi trocado pela roupa detonada do dia-a-dia: calça jeans colada ao corpo, camiseta de banda e tênis cano alto (fodidos e emendados com silver-tape). O discurso começou a mostrar preocupações sociais. Trocando em miúdos, desapareceu a distância que existia entre o palco e a plateia. Herdados do punk rock, o mosh e o stage-dive passaram a virar costumes de lei nos pequenos clubes que acolheram a então nova geração de bandas.

O Metallica foi o grupo que mais se destacou nessa leva. Inovador desde sua primeiro demo-tape (ainda com o guitarrista Dave Mustaine, hoje líder do Megadeth), o grupo estreou em disco com Kill Em'All (1983). Nele, o Metallica acelerou as batidas, valorizou o trabalho das guitarras e tornou-se mais agressivo — não confundir com barulhento. Inicialmente, essa mistura foi classificada como speed metal. Mas pouco depois surgiu a expressão thrash metal, batizando o gênero que fez o heavy metal deixar de ser coisa de nerd pregossauro.

Três anos se passaram, o movimento migrou da Califórnia para a Europa e, quando deu pinta de que havia inovado o suficiente, veio Master of Puppets. Aí, a coisa saiu de controle. Nunca tinha se ouvido sons assim. Os metaleiros — termo inventado pela repórter Glória Maria, da TV Globo, durante a cobertura do Rock in Rio, em 1985 — não acreditaram no que ouviram. Pesadas ao extremo, com um timbre grave, porém limpo, as guitarras formavam uma massa sonora impressonante (ouça a faixa "Disposable Heroes").

A partir daí, praticamente TODOS os guitarristas de metal tentaram chegar ao som que o Metallica tirou. Foram criadas várias lendas a respeito de como tirar um som parecido no estúdio — teve gente que chegou até a microfonar os amplificadores pela parte de trás. Até que descobriram o óbvio ululante: o segredo não estava no equipamento, nem em como utilizá-lo, mas sim na palhetada. Como dizem os guitarristas, na "mão direita".

Master of Puppets foi um divisor de águas. O Metallica aprimorou o estilo mostrado nos álbuns anteriores, com músicas mais trabalhadas, cheias de variantes. As melodias ficaram ainda mais marcantes e o grupo colocou um pezinho no mainstream. Agradava a gregos e troianos. Gente que gostava do metal tradicional, os radicais que só ouviam esporro e — principalmente — os que não curtiam metal passaram a consumir o som da banda.

Embora o Metallica tenha mais tarde ficado ainda muito maior, o thrash metal viveu seu melhor momento ali. O undergound ferveu (nada a ver com a boiolice clubber) e novas bandas, clubes e festivais pipocaram no mundo inteiro.
Robert Halfoun

Performance:
Ano de lançamento: 1986
Produção: Metallica e Flemming Rasmussen
Faixas: "Battery", "Master of Puppets", "The Thing That Should Not Be", "Welcome Home (Sanitarium)", "Disposable Heroes", "Lepper Messiah", "Orion", "Damage Inc."

Master of Puppets não foi só o ápice do thrash metal: abriu os olhos do mundo para o estilo. É, sem dúvida o melhor disco de heavy metal lançado nos anos 80, álbum que alavancou o Metallica para o mainstream. É importante também por ser o último trabalho do baixista Cliff Burton. Saindo de um show na Suécia no dia 27 de setembro de 1986, o ônibus que carregava o Metallica capotou e Burton (que extraordinariamente ocupava a cama do guitarrista Kirk Hammett) morreu no acidente. A banda se afastou, mas voltou um ano depois com Garage Days, um EP de covers que marcou a entrada do baixista Jason Newsted.
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"Este disco revolucionou o jeito de se fazer heavy metal. Teve uma influência muito grande no próprio Sepultura. Principalmente no Schizophrenia. Na época, brincávamos dizendo que tínhamos um armário de riffs baseados nas palhetadas criadas pelo Metallica. Além disso, a atitude de Master of Puppets é fantástica. Abrange assuntos mais reais, muito pouco vistos antes no metal." (Max Cavalera)
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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Sexta e sábado com o IV Conexão Poética


(clique na imagem para ampliar o cartaz)

IV Conexão Poética
Participações de: Ythallo Rodrigues, Cláudio Reis, Cláudia Rejanne, Alexandre Gomes, Allan da Rosa, Daniel Batata, Guto Bitu, Edson Xavier, Grupo Bando, Grupo Xicra, Ricardo Campos, Ulisses Germano, Sandra Alvino, Siddha Abraxas, Uirá dos Reis, Mateus Siebra, Wilson Bernardo, Henrique Didimo, Pirose Carneiro
Dias 25 e 26 de maio de 2012
Crato-CE. Entrada franca.

Mesa redonda "Audiovideopoesia"
Sexta-feira, 25 de maio, 19h
Laboratório de Línguas, Curso de Letras da URCA (Pimenta - Crato)

Vídeo-poesias, intervenções poéticas, música, recital poético, lançamento de livros
Sábado, 26 de maio, 20h
Calçadão do Centro (Crato), em frente ao Restaurante Primavera.

Cine Arte Leão exibe o filme 'As Invasões Bárbaras'



Cine Arte Leão exibe o filme As invasões bárbaras
Título original: Les invasions barbares
Diretor: Denys Arcand
Elenco: Rémy Girard, Stéphane Rousseau, Dorothée Berryman, Louise Portal, Dominique Michel
Duração: 99 minutos
Ano: 2003
País de origem: Canadá / França

Considerado um dos melhores filmes de 2003, As Invasões Bárbaras é um filme raro. Emocionante sem ser piegas e ao mesmo tempo moderno. O diretor Denys Arcand promove o reencontro dos amigos de O Declínio do Império Americano, dezoito anos depois. Eles estão juntos novamente para se despedir do divorciado Rémy, abatido por um câncer raro. A reunião é promovida por seu filho yuppie. Sensível, envolvente, com um humor afinadíssimo e muito inteligente, As Invasões Bárbaras ganhou dois prêmios no Festival de Cannes: Melhor Roteiro e Melhor Atriz (Marie-Josée Croze), além de ser indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.

Exibição na quinta-feira, 24 de maio de 2012, às 17h
Faculdade Leão Sampaio, Campus Saúde (caminho de Barbalha, depois da AABB)
Juazeiro do Norte-CE.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Cinematógrapho do SESC Juazeiro exibe 'Os Doces Bárbaros'



Cinematógrapho do SESC Juazeiro
(com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição de Os Doces Bárbaros
Título original: Os Doces Bárbaros
Direção: Jom Tob Azulay
Elenco: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa
Duração: 104 minutos
Ano: 1978
País de origem: Brasil

Documentário musical sobre a turnê que Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia e Caetano Velloso fizeram em 1976, em comemoração aos dez anos de suas carreiras. Reconstituição dos dramáticos acontecimentos que envolveram o grupo com a prisão de Gilberto Gil em Florianópolis, por porte de maconha. Versão integral pela primeira vez exibida sem os cortes da Censura Federal.

Exibição na quarta-feira, dia 23 de maio de 2012, às 19h
No SESC Juazeiro do Norte-CE. Entrada franca.

domingo, 20 de maio de 2012

Embalado pra viagem # 58

Feitio de oração
(Vadico / Noel Rosa)

Quem acha vive se perdendo
por isso agora eu vou me defendendo
da dor tão cruel dessa saudade
que por infelicidade
meu pobre peito invade

Batuque é um privilégio
ninguém aprende samba no colégio
sambar é chorar de alegria
é sorrir de nostalgia
dentro da melodia

Por isso agora lá na Penha
eu vou mandar minha morena
pra cantar com satisfação
e com harmonia
nessa triste melodia
que é meu samba em feitio de oração

O samba na realidade não vem do morro
nem lá da cidade
e quem suportar uma paixão
sentirá que o samba então
nasce do coração.


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Composição de Vadico e Noel Rosa, interpretada pelo MPB-4.
Disco Feitiço carioca: do MPB-4 para Noel Rosa, de 1987.

sábado, 19 de maio de 2012

'Sem fim', de Kieslowski, no Cinemarana do SESC Crato



Cinemarana do SESC Crato (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Sem fim
Título original: Bez końca
Diretor: Krzysztof Kieslowski
Roteiro: Krzysztof Kieslowski e Krzysztof Piesiewicz
Elenco: Grażyna Szapołowska, Maria Pakulnis, Aleksander Bardini, Artur Barciś
Duração: 109 minutos
Ano: 1985
País de origem: Polônia

Polônia, 1982. Com a Lei Marcial vigorando, o país vive um clima tenso e opressor. Uma tradutora perde o marido (um jovem advogado) e, dominada pela tristeza, saudade e depressão, tenta falar com ele através de um hipnotizador.

Exibição na segunda-feira, 21 de maio, às 19h
No SESC Crato-CE. Entrada franca.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Madrugada de filmes

por Ythallo Rodrigues

De ontem para hoje, mais uma vez, tive um dos meus leves e pequenos surtos cinefílicos pela madrugada. Uma jornada de três longas-metragens, em uma sessão de quase cinco horas de duração. Pois bem, como forma de compartilhar algumas impressões escrevi, essas linhas que seguem.

É engraçado, existem alguns diretores que, de tanto ouvirmos falar ou lendo textos em revistas — ou através de algum amigo cinéfilo, ou em cursos, ou em fóruns de compartilhamento de filmes e etc. — acabamos por incluí-los como referências para o que fazemos ou pensamos como cinema. Inclusive, achamo-nos verdadeiros idiotas quando a essa altura do campeonato, depois de tantos filmes vistos e revistos, sequer vimos filmes considerados “clássicos” de alguns desses cineastas.

Nessa minha noite de cinema, vi dois filmes que me deixaram assim, pensando em porque cargas d'água eu ainda não havia visto tais filmes. O primeiro se trata de Eu, você, ela, ele (Je, tu, il, elle), da francesa Chantal Akerman, realizado em 1974. O segundo é O medo devora a alma (Angst essen seele auf), também de 1974, realizado pelo alemão Rainer Werner Fassbinder. Já o terceiro filme, Nós não envelheceremos juntos (Nous ne vieillirons pas ensemble), do também francês Maurice Pialat, realizado em 1972, para mim foi um grande achado, na imensidão de filmes que tenho.

Um filme em três movimentos, carregado de elementos pessoais, intensos e corajosos. Este é o filme de Chantal Akerman. A percepção dessas sensações se torna muito forte em mim, à medida que sua personagem (interpretada pela própria Chantal) narra o seu cotidiano, através da escritura de uma carta, que se desdobra num universo, o universo da solidão. Na medida em que a personagem, depois de muitos dias imersa em si, resolve se abrir para o mundo e dissipar seus sentimentos mais obscuros, no movimento do encontro.

E são dois os encontros. O primeiro, com um caminhoneiro (o segundo movimento do filme) que lhe dá uma breve e intensa carona, na qual algumas possíveis reprimendas sexuais são tranquilamente dissipadas. Até chegarmos, enfim, ao terceiro e último movimento do filme, no qual a personagem chega à casa de uma outra mulher, que inicialmente parece refutá-la, no entanto os corpos se chamam, como duas chamas próximas, que estão prestes a se tocar, transformando-se num único e imenso arder de paixão. Dois corpos nus, os corpos de duas amantes, num tenso plano sequência, que se alia a certa aspereza no ato daquele amor, e que nos planos seguintes alcançará alguma leveza.

Um filme de pausas para pensar e de movimentos em fluxo descontínuo e, principalmente, de encontros. Dela com ela mesma, Dela com ele e Dela com ela. Um filme de amor.

O filme seguinte é O medo devora a alma, de R. W. Fassbinder. Sobre este filme muito já me foi dito, em aulas, em críticas que li, etc. Deste realizador tive a possibilidade de ver outros filmes, porém este estava na minha lista há alguns anos e infelizmente sempre acontecia algo e ia ficando para depois.

O medo devora a alma é uma livre adaptação de outro filme, aliás, um dos grandes filmes americanos da década de 1950, intitulado Tudo que o céu permite (All that heaven allows), de 1955, realizado pelo também alemão Douglas Sirk.

Dois personagens (uma velha faxineira e um imigrante marroquino) marginalizados pela sociedade alemã na década 1970 encontram-se em um bar suburbano e, após uma dança, apaixonam-se. Uma sinopse simples, no entanto a complexidade desta pérola da filmografia alemã vai muito além. A partir disso teremos novamente um filme em três movimentos. No primeiro o amor entre Ali e Emmi; no segundo o preconceito cerrado que se estabelece sobre o casal; e no terceiro a aparente aceitação social. O desfecho deste melodrama atualiza-se ao da década de 1950, e segue na direção de uma tragédia em suspenso. Os dramas humanos repensados nesse grande filme de Fassbinder.

Finalmente, já na antemanhã de hoje, nas proximidades dos primeiros raios de dia, comecei a ver Nós não envelheceremos juntos, de Maurice Pialat. Deste cineasta tinha apenas ouvido falar — inclusive nem foi deste filme que me falaram. Mas esta semana me surge na internet, ali na minha frente, dois de seus filmes. Resolvo baixá-los e, juntamente com os dois acima comentados, completar a minha sessão da madrugada.

Um filme cheio de densidade em que a grande força cinematográfica está no trabalho dos atores. Sem grandes devaneios de mise en scène, na busca pelo que se chama de uma marca autoral, o diretor se fortalece no trabalho denso dos atores nas criações de seus personagens. Um filme que poderia ser um filme de amor e é exatamente o inverso, um filme sobre um amor que acabou, que o tempo e a vida desgastou.


Constantes encontros entre duas almas que já esvaziaram tudo o que havia e podia ser dito. O que resta? Agressões e acusações mútuas. Mas ela dá o tiro de misericórdia nesta fracassada relação. Resta ao homem abandonado voltar à ex-mulher, que retorna numa espécie de prestação de contas dele com o passado. Um poço de amargura e desilusão num filme de atores poderosos nos seus personagens muito bem realizados.

Depois disso me restou pensar um pouco e cair no sono dos deuses do cinema.
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Música ao vivo nesta sexta com Veva's e Aquiles Salles



Música ao vivo
1º encontro nos palcos de Veva's e Aquiles Salles
Repertório com composições próprias, além de releituras de Caetano Veloso, Chico Buarque, Raul Seixas, etc.
Sexta-feira, dia 18 de maio de 2012, a partir das 21h
No Canteiros - Rua São Jorge, próximo à Praça da Estação dos Franciscanos
(vizinho ao Posto Texaco - Juazeiro do Norte-CE).

Exibição do filme 'Laços de Ternura' no Cine Café do CCBNB



Cine Café do CCBNB
(com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Laços de ternura
Título original: Terms of Endearment
Direção e roteiro: James L. Brooks
Elenco: Shirley MacLaine, Debra Winger, Jack Nicholson, Danny DeVito
Duração: 132 minutos
Ano: 1983
Países de origem: Estados Unidos

Mãe e filha possuem relação tumultuada e cheia de amor. São suas histórias em paralelo que se encaminham para o amadurecimento de ambas na relação com seus filhos e na possibilidade de novos amores. Vencedor de 5 Oscars, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Shirley MacLaine), Melhor Ator Coadjuvante (Jack Nicholson) e Melhor Roteiro Adaptado.

Exibição no sábado, 19 de maio de 2012, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada franca.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A lista dos 100 maiores guitarristas pela revista Rolling Stone



por Luís André Bezerra

No último mês de fevereiro (2012), a edição brasileira da revista Rolling Stone destacou uma lista dos "100 Maiores Guitarristas de Todos os Tempos". A lista foi preparada pela matriz americana da publicação, que convidou editores, produtores e principalmente músicos para a escolha dos "maiores mestres do instrumento em todos os tempos" (é assim que a Rolling Stone apresenta a lista).

Como toda lista "que se preze", tem de tudo um pouco: obviedades, surpresas (boas e más), absurdos e o inexplicável. Mas talvez esse seja o propósito e a razão de tantas listas que pipocam em revistas e livros: listas trazem consigo a vocação para a polêmica e a curiosidade, criando rankings a serem contestados por uns e canonizados por outros.

Como a lista da Rolling Stone foi fruto de um júri formado por 58 "especialistas", é natural que não haja um único critério para a escolha. Em uns casos, a técnica pode parecer o forte de um candidato, enquanto outros trazem na manga a carta da criatividade ou de um timbre inconfundível, etc.

Mas, em linhas gerais, tem-se a impressão de que o principal critério foi o do quanto um guitarrista conseguiu marcar o som de uma banda ou influenciar toda uma leva de músicos que vieram na esteira daquele som, mesmo que o guitarrista não figure entre os mais técnicos e/ou velozes da paróquia. Talvez por isso tenhamos Pete Towshend já na décima colocação e Angus Young (24º) e Kurt Cobain (73º) desbancando muita gente tida como virtuose na guitarra — reforçando a ideia de que devem estar em destaque por ajudarem a definir o som de bandas que espalharam milhões de seguidores pelo mundo do rock.

Como consequência natural da linha editorial da revista, a lista possui basicamente guitarristas do blues e do rock, em suas variadas vertentes. Portanto os fãs de estilos musicais fora desse clã não se sentirão contemplados vendo a lista. E até mesmo dentro do rock algumas ramificações foram um tanto esquecidas, como é o caso do Progressivo (já tradicionalmente esquecido nessas ocasiões, sendo tido por muitos como um estilo chato e enfadonho), que apareceu timidamente, com representantes que podemos contar nos dedos: exemplos são David Gilmour (14º), Robert Fripp (62º) e John McLaughlin (que tão bem passeou pelo jazz, jazz-rock, progressivo, etc., e figura apenas na 68ª posição).

Outro dado curioso: como bem observou Bento Araújo (editor da revista Poeira Zine) no podcast que discutiu a lista (Poeiracast 94 — para ouvir pelo streaming ou baixar esse podcast, clique aqui), chama a atenção o fato de três guitarristas com fama de virtuoses não estarem entre os 100: Joe Satriani, Steve Vai e Yngwie Malmsteen. E muitos poderão se deparar com outras lacunas: os fãs do Dream-Theater não devem acreditar na ausência do John Petrucci; os do Focus devem perguntar por Jan Akkerman; quem curte Yes deve achar piada uma lista de guitarristas sem Steve Howe; quem curte Iron Maiden esperava o reconhecimento da influência das distorções da banda no heavy metal, etc.

A edição brasileira da Rolling Stone (que saiu com três opções de capas: Jimi Hendrix, Jimmy Page ou Eddie Van Halen — na matriz americana houve uma quarta capa com Eric Clapton), ainda preparou uma lista nacional, com os "30 Ícones Brasileiros da Guitarra e do Violão" (no site da publicação mais 70 nomes foram adicionados).

Por ora, confira a lista dos 100 guitarristas internacionais.

Entre parênteses destacamos algumas bandas das quais o músico fez parte — assim facilita para quando você for atrás de conhecer os timbres e os solos dessa turma.
Boa viagem! E boa polêmica!

Lista dos 100 maiores guitarristas de todos os tempos
Revista Rolling Stone, fevereiro de 2012 (Brasil):

DJ Deivid do Gueto, o DJ fã de novelas

Esquete do Comédia MTV de 2011.
Estrelando Paulinho Serra e participação especial do China.

Show de humor com Paulinho Serra na AABB de Juazeiro


(clique na imagem para ampliar o cartaz)

Show de humor com Paulinho Serra
Sábado, 26 de maio de 2012
Na AABB de Juazeiro do Norte-CE
+ info: (88) 8823.9782 / 9997.9991.
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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Sexta-feira com samba no Terraçus



Samba de 1ª
Show com a banda Samba de Minuto
Sexta-feira, dia 18 de maio de 2012, 20h
No Terraçus Bar e Petiscaria (Triângulo do Grangeiro - Crato-CE)
+ info: (88) 9666.9666 / 8824.2131 / 9231.0991.

Cine Arte Leão exibe o filme 'O Declínio do Império Americano'



Cine Arte Leão exibe o filme O declínio do império americano
Título original: Le déclin de l'empire américain
Diretor: Denys Arcand
Elenco: Dominique Michel, Dorothée Berryman, Louise Portal, Pierre Curzi
Duração: 101 minutos
Ano: 1986
País de origem: Canadá

Numa casa de campo na região dos lagos canadense, quatro professores universitários preparam almoço enquanto conversam sobre os mais variados temas, de historiografia à sexualidade; ao mesmo tempo, num clube, quatro mulheres (esposas, amigas e amantes dos professores) também conversam sobre temas parecidos. À tarde os oito se encontram na casa para o fim do dia, onde as visões de cada um entram em conflito. Primeira parte de uma incrível trilogia que contará com As Invasões Bárbaras e A Era da Inocência.

Exibição na quinta-feira, 17 de maio de 2012, às 15h
Faculdade Leão Sampaio, Campus Saúde (caminho de Barbalha, depois da AABB)
Juazeiro do Norte-CE.

terça-feira, 15 de maio de 2012

O Berro entrevista Dudé Casado, que se lança em carreira solo


por Ythallo Rodrigues | fotos Samuel Macêdo

Dudé Casado é figura carimbada no cenário musical da região do Cariri cearense. Desde os anos 1990 integrou algumas bandas de rock — com destaque para os mais de 10 anos em que foi guitarrista e um dos principais compositores da banda Dr. Raiz.

Agora Dudé está em uma nova etapa, em carreira solo, e divulga pela internet as canções do recém-gravado disco Antes que escureça. A nova fase também inclui uma mudança temporária (?) para o Rio de Janeiro, onde procura novos meios p
ara divulgar sua música. Batemos um papo com Dudé, que fala sobre este atual momento na sua carreira.

Para acessar o site oficial de Dudé Casado, clique aqui. E para baixar gratuitamente o disco Antes que escureça — disponibilizado pelo próprio artista — clique aqui.

O BERRO - Como foi o processo de transição entre o final da banda Dr. Raiz, em 2009, para esse seu primeiro trabalho solo? Inclusive, no disco Antes que escureça tem uma música dedicada aos antigos componentes da Dr. Raiz, é isso?
DUDÉ CASADO - Em 2008, quando Geraldo Junior resolveu sair do Dr. Raiz, ficamos meio que sem chão, afinal ele estava à frente da banda. Saímos procurando vocalistas, mas não deu muito certo. Os outros integrantes pediram para que eu assumisse os vocais e mesmo sem querer foi o que fiz. Eu não curtia muito isso, afinal, as músicas que fiz, fiz para [Geraldo] Junior cantar e não para eu cantar! Foi justamente quando passei a compor coisas que dessem mais certo com minha voz, mas mesmo assim não queria ficar à frente do Dr.Raiz, queria montar outro projeto, uma nova banda, mas sabia que os caras não aceitariam isso pois o Dr.Raiz já tinha uma longa história. Então, juntando umas histórias e outras saiu a música "Antes que escureça", uma espécie de despedida. Realmente dediquei essa música a todos os ex-integrantes do grupo, principalmente aos mais ativos no trabalho, e isso só foi revelado de um tempo pra cá, mas antes disso sei que todos eles sentiram isso.

Como foi o processo de produção do seu disco aqui no Cariri? Em lugares distantes dos grandes centros, como é o caso do Cariri cearense, é difícil para músicos com trabalhos autorais esse tipo de produção independente?
Quando comecei a compor esse trabalho, primeiramente gravei tudo em casa, fiz alguns experimentos, foi quando em seguida parti pro estúdio. Fiz a produção e contei com a ajuda da galera que estava tocando comigo. E te falo uma coisa: um trabalho como esse já começa com a dificuldade de encontrar músicos que se dediquem ao esquema, pois não é todo mundo que acredita nisso, principalmente vendo pela questão do estilo musical que não proporciona muita grana e também não se encaixa no perfil dos produtores de nossa região. Tive a sorte de encontrar essa galera que vem me acompanhando no Cariri, que além de serem grandes músicos acreditam no trabalho e são meus amigos de longa data. Infelizmente em lugares como o Cariri a pessoa ainda tem que se autoproduzir, pois os produtores não visam trabalhos como este e tantos outros que existem por aí [no Cariri]. Realmente é muito difícil.

Quais as grandes influências literárias e musicais das canções do seu disco? Percebemos uma sonoridade muito forte que provém do rock’n’roll. E o que mais você destacaria na sua musicalidade?
Nesse trabalho fiz questão de colocar tudo o que eu gosto de escutar ou ler, então meti minhas influências: The Doors, Beatles, Alceu Valença, Pink Floyd, Loreena Mckennitt, Pinto do Monteiro, Black Sabbath, Led Zeppelin, Geraldo Amâncio, Sepultura, Ivanildo Vila Nova, Bob Dylan, Dr. Raiz, Johnny Cash, Moacir Laurentino, Blind Guardian... muita coisa mesmo! É uma pegada bem rock’n’roll, mas se você parar e prestar atenção, notará que tem tudo isso aí que falei.

Há cerca de um mês você arrumou suas malas e “arribou do sertão”, com destino ao Rio de Janeiro. O que você acha dessa migração ainda ser a saída para artistas que pensam no desenvolvimento de seus trabalhos? Como você acha que essa mudança geográfica irá ajudar no seu trabalho?
Viajar é a realidade de qualquer artista, infelizmente ainda tem que ser assim. Mesmo com todos esses meios de comunicação onde você pode divulgar seu trabalho, isso acaba não bastando, pois você precisa tocar. Sei que existem vários espaços e festivais no Nordeste, mas a maioria são eventos que priorizam "bandas de fora", deixando as bandas locais sempre em quinto ou sexto plano, com cachês que não valem a pena. No Sudeste é difícil você entrar no movimento, mas quando entra serve de vitrine para o restante do país. E como os espaços, contratantes, produtores, etc., estão aqui [no Sudeste], fica mais difícil eles contratarem bandas do Nordeste, por sair muito caro todo o custeio, então procuram o que já tem por aqui.

No disco Antes que escureça percebemos um traço particular nas letras, mesmo com a diversidade dos temas, que variam entre a obscuridade de canções como “Tristes Sinais” e “Pedrinhas do Rio”; a canção de amor cafajeste “Onde você vai”; a melancolia de “Sobrevestes”; o saudosismo de “Antes que escureça”. No entanto, creio existir um tema que perpassa tudo isso, que é uma profunda tristeza, que une as letras à pegada do rock, que vem da música. Fale um pouco sobre isso. E aquele música ao contrário no final [“O fim das horas”], referências roqueiras? Sinistro...
Tem tudo isso mesmo que você citou. Algumas coisas senti e vivi, mas muitas delas me inspirei em coisas que li, vi ou ouvi: histórias tristes, de saudades, maus presságios, de perda, de dor, de fim, etc. Sempre viajei em temas mórbidos, coisa que se vê muito no repente e no blues, por isso fiz esse disco todo assim. O próximo será bem diferente! (risos) Existem letras aí que um dia terei que explicar para o público. E que música no final? (risos) Vim ouvir depois que você me perguntou.

E para finalizar, gostaria que você falasse um pouco dessa sua opção por disponibilizar o seu primeiro disco na internet, para download gratuito. Por que você escolheu a internet como principal veículo de divulgação do seu trabalho? Acha que é possível que um artista independente, como é o seu caso, consiga obter o retorno desejado através desse tipo de iniciativa?
Aqui no Brasil a realidade é diferente, o músico não ganha dinheiro com venda de CDs. E a internet é o melhor meio de divulgação para qualquer artista, assim o público passa a conhecer mais as suas músicas e daí vêm as contratações, propostas, etc.
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VII Festival da Música Instrumental começa hoje



Começa hoje, dia 15, e vai até o dia 26 de maio, o VII Festival da Música Instrumental. Realizado pelo Centro Cultural Banco do Nordeste, o evento contará com a participação de vários grupos que se apresentarão, ao longo do festival, nos Centros Culturais de Fortaleza e Cariri (Ceará) e Sousa (Paraíba).

Em sua sétima edição, com uma programação bem diversificada, o festival ofertará, além dos shows musicais, oficinas e debates. Outra novidade deste ano é a "Passagem de Som Aberta", onde os grupos farão seus ensaios — conhecidos como "passagens de som", com as portas abertas ao público. A ação possibilitará uma maior interação entre músicos e público.

Veja programação completa do VII Festival da Música Instrumental clicando aqui:
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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cinematógrapho exibe 'Cartola: Música Para os Olhos'



Cinematógrapho do SESC Juazeiro (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição de Cartola: música para os olhos
Título original: Cartola: música para os olhos
Direção e roteiro: Lírio Ferreira e Hilton Lacerda
Elenco: Paulo Autran, Chico Buarque de Hollanda, Sérgio Cabral, Carlos Cachaça
Duração: 88 minutos
Ano: 2006
País de origem: Brasil

A história de um dos compositores mais importantes da música brasileira. A história do samba a partir de um dos seus expoentes mais nobres. Utilizando linguagem fragmentada, Cartola traça um painel da formação cultural do Brasil, convidando a uma reflexão na construção da memória deste país. O retrato de um homem que se reconstruía com seu tempo.

Quarta-feira, dia 16 de maio de 2012, às 19h
No SESC Juazeiro do Norte-CE. Entrada franca.

He-Man e Elomar: O Grande Encontro dos Mestres

"He-man cansou da vida em Etérnia e foi morar no sertão, lá fez amizade com o mestre Elomar. Vídeo gravado em 1972. Reparem que He-man pintou o cabelo de preto pra tentar viver no anonimato como um homem simples do campo."

Estrelando: Geraldo Junior, Dudé Casado e Beto Lemos.



O Berro nunca tentou entrevistar o He-Man, mas o Elomar (Elomar Elomar mesmo), já.
Para ler a não-entrevista, acesse A entrevista que não fizemos com Elomar.
E Para ver a apresentação do He-Man, clique aqui.
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domingo, 13 de maio de 2012

Espetáculo de dança 'Boa Noite Cinderela' no SESC Juazeiro



Espetáculo Boa Noite Cinderela
Alysson Amancio Companhia de Dança
Dias 17, 18, 19, 24, 25 e 26 de maio de 2012, às 20h
No Teatro SESC Patativa do Assaré - SESC Juazeiro do Norte-CE
Ingressos: R$10,00 e R$5,00 (meia)
+ info: www.alyssonamancio.com.br

Confira o vídeo de divulgação do espetáculo:

Jorge Amado na véspera do lançamento do seu 'Cadernos de Literatura'

No dia 30 de março de 1997, o Fantástico (da Rede Globo) encerrou sua edição exibindo uma pequena matéria com Jorge Amado e Zélia Gattai.

O programa estava indo ao ar na véspera do lançamento do Cadernos de Literatura Brasileira nº3 - Jorge Amado (Instituto Moreira Salles), que homenageia a vida e a obra do escritor baiano.

Confira a matéria no vídeo:

sábado, 12 de maio de 2012

Exibição do filme 'Cinemaníaco' no Cinemarana do SESC Crato



Cinemarana do SESC Crato
(com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Cinemaníaco (também conhecido como Amador)
Título original: Amator
Direção e roteiro: Krzysztof Kieslowski
Elenco: Jerzy Stuhr, Malgorzata Zabkowska, Ewa Pokas, Stefan Czyzewski
Duração: 117 minutos
Ano: 1979
País de origem: Polônia

Após comprar uma câmera cinematográfica caseira para filmar os primieros dias de sua filha recém-nascida, o jovem e modesto operário Filip Mosz é convidado pelo chefe a registrar uma solenidade na fábrica local. Com o sucesso de seu filme, Filip adquire um fascínio quase obsessivo pela realização cinematográfica, com consequências devastadoras para si mesmo e para sua família. Vencedor do Grande Prêmio no Festival Internacional de Moscou em 1979, Cinemaníaco é uma reflexão tragicômica do mestre polonês Krzysztof Kieslowski sobre as complexas relações entre expressão individual e censura, e entre arte e conformismo no meio cinematográfico do Leste Europeu tomado pelo comunismo. Realizado no período de transição entre os documentários de início de carreira e a sólida obra ficcional pela qual o diretor se tornou célebre, Cinemaníaco denuncia de forma bem-humorada o mito da objetividade no cinema documental e coloca em primeiro plano as questões éticas que o ato de ver impõem ao cineasta e ao espectador.

Exibição na segunda-feira, 14 de maio, às 19h
No SESC Crato-CE. Entrada franca.
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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Embalado pra viagem # 57

Entre a união e a saudade
(Felipe S. / China)

Torno sempre a estimular o alcance por novas sensações
quem agrada não descansa,
uma imagem uma esperança, sonhos vão passar...

Triste quando alguém desiste e não insiste em acertar
mesmo quando fico triste tento sorrir

Sinto não ser dos mais saudosistas
qualquer caminho sou eu...

Eu pensei em deixar você, me livrar da dor e voar
eu pensei em deixar você, me livrar da dor e crescer


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Mombojó, no disco Amigo do tempo, de 2010.
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Embalado pra viagem # 56

O mínimo do máximo

        Tempo lento,
espaço rápido,
        quanto mais penso,
menos capto.
        Se não pego isso
que me passa no íntimo,
        importa muito?
Rapto o ritmo.
        Espaçotempo ávido,
lento espaçodentro,
        quando me aproximo,
simplesmente me desfaço,
        apenas o mínimo
em matéria de máximo.

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Paulo Leminski, em Distraídos venceremos (5 ed. 3 reimp. Editora Brasiliense, 2002).

Exibição de 'O Óleo de Lorenzo' no Cine Café do CCBNB Cariri



Cine Café do CCBNB
(com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme O Óleo de Lorenzo
Título original: Lorenzo's Oil
Direção: George Miller
Roteiro: George Miller e Nick Enright
Elenco: Susan Sarandon, Nick Nolte, Peter Ustinov, Aaron Jackson
Duração: 129 minutos
Ano: 1992
Países de origem: Estados Unidos

Augusto Odone (Nick Nolte) e Michaela Odone (Susan Sarandon) são os pais de um garoto que tem uma rara doença cerebral. Frustrados pelos médicos não terem o diagnóstico para uma doença tão grave, eles começam a pesquisar e a estudar sobre a doença, tentando encontrar uma nova esperança para seu filho.

Exibição no sábado, 12 de maio de 2012, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada franca.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Show de Aparecida Silvino em homenagem às mães



Show Homenagem às Mães com Aparecida Silvino

Abertura: Fatinha Gomes
Sábado, 12 de maio de 2012, 20h
No Teatro Municipal de Crato
Ingressos: R$ 10,00
+ info: (88) 3512.4900.

Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri comemora 6 anos

Já são seis anos promovendo o desenvolvimento da arte e da cultura na região. Com essa proposta, foi implantado o Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri. Localizado em pleno Centro da cidade de Juazeiro do Norte, o CCBNB Cariri oferece uma programação diversificada de terça-feira a sábado, entre 13h e 21h, além da realização de eventos através do programa Arte Retirante, que atende a 15 cidades.

Neste tempo de atuação, a instituição registrou atendimento para um público de cerca de 1,4 milhão de pessoas. Até o final de 2011, foram realizados 4.926 eventos: shows musicais, apresentações de teatro, exposições artísticas, entre outros. A instituição atua ainda na formação técnica e intelectual, através da realização de cursos e oficinas de formação artística e mantém uma sortida biblioteca que possui livros e filmes para adultos e crianças.

Para comemorar mais um ano de atuação em terras caririenses, neste domingo, dia 13 de maio, a partir das 20h, será realizado um evento que contará com shows de Luciano Brayner e da banda Mombojó.

Os shows acontecerão no Centro Cultural do Araripe, popularmente conhecido como Largo da RFFSA, na cidade de Crato-CE, e será aberto ao público.

Um pouco mais sobre as atrações de domingo:

Luciano Brayner
Cantor, compositor, arranjador e instrumentista, radicado desde 2003 em Juazeiro do Norte-CE, apresenta em seu trabalho uma multiplicidade de influências assimiladas em mais de 10 anos de atividade musical. O show marcará o lançamento do seu primeiro CD intitulado Casa de Bazé (2012);

Mombojó
Banda pernambucana que teve seu início nos anos 2000, quando a cidade de Recife vivia um momento pós mangue e o mercado musical iniciava uma época de profundas transformações. A banda possui três discos gravados: NadadeNovo (2004); Homem-Espuma (2006) e Amigo do Tempo (2010).


6º Aniversário do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri
Shows de Luciano Brayner e banda Mombojó
Domingo, dia 13 de maio de 2012, 20h
No Centro Cultural do Araripe (Largo da RFFSA), Crato - CE
Gratuito.

Veja vídeos de apresentações de Luciano Brayner clicando aqui e Mombojó clicando aqui.
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Cia. Carroça de Mamulengos na Praça Padre Cícero, em Juazeiro



Juazeiro - Arte e Cultura na Praça
Cia. Carroça de Mamulengos
Sexta-feira, dia 11 de maio de 2012, 19h
Na Praça Padre Cícero (Juazeiro do Norte-CE).

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Para assistir à entrevista da Cia. Carroça de Mamulengos no Jô Soares Onze e Meia, nos anos 1990, clique aqui.

Sambalanço no Música ao Pôr do Sol



Música ao Pôr do Sol
apresenta:
Banda Sambalanço
Sábado, dia 12 de maio de 2012, às 17h30
Na Pracinha do Cruzeiro (Ladeira da Integração), Crato-CE. Gratuito.
Realização e outras informações: SESC Crato (88) 3586.9150.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Cine Arte Leão exibe 'Piaf - Um hino ao amor'



Cine Arte Leão exibe o filme Piaf - Um hino ao amor
Título original: La môme
Diretor: Olivier Dahan
Elenco: Marion Cotillard, Sylvie Testud, Pascal Greggory, Emmanuelle Seigner
Duração: 140 minutos
Ano: 2007
Origem: França / Inglaterra /República Tcheca

A vida de Edith Piaf (Marion Cottilard) foi sempre uma batalha. Abandonada pela mãe, foi criada pela avó, dona de um bordel na Normandia. Dos 3 aos 7 anos de idade fica cega, recuperando-se milagrosamente. Mais tarde vive com o pai alcoólatra, a quem abandona aos 15 anos para cantar nas ruas de Paris. Em 1935 é descoberta por um dono de boate e neste mesmo ano grava seu primeiro disco. A vida sofrida é coroada com o sucesso internacional. Fama, dinheiro, amizades, mas também a constante vigilância da opinião pública.

Exibição na quinta-feira, 10 de maio de 2012, às 15h
Faculdade Leão Sampaio, Campus Saúde (caminho de Barbalha, depois da AABB)
Juazeiro do Norte-CE.

Inscrições abertas para Grupo de Estudo de Cinema no SESC Crato



Terá início no dia 17 de maio de 2012, às 19h, no SESC Crato, o Grupo de Estudo de Cinema: História, Teoria e Crítica. As reuniões serão sempre às quintas-feiras e terão duração de 3 horas. A primeira etapa do projeto terá duração de um ano com certificação de 150 horas.

No programa: Cinema (história, evolução e especificidades do meio). O estabelecimento do cinema como técnica, indústria e forma artística. O cinema do período mudo; suas escolas estilísticas. As vanguardas cinematográficas dos anos 1920. Gêneros hollywoodianos. O neo-realismo italiano. Teorias do cinema: delineamentos e problematizações. Tendência formativa: Eisenstein, Munsterberg, Arheim e Balázs. Tendência realista: Kracauer e Bazin. A contribuição da Semiologia para o estudo do cinema. A crítica marxista e a desconstrução. Critérios de julgamento estético. Juízo de valor e gosto. A crítica cinematográfica no atual contexto sócio-cultural. Redação e elaboração de críticas cinematográficas em variados suportes midiáticos. Introdução à crítica cinematográfica.

Grupo de Estudo de Cinema: História, Teoria e Crítica
Reuniões sempre às quintas-feiras, 19h
Início: 17 de maio de 2012
No SESC Crato
Faça a carteirinha do SESC e depois se inscreva no SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) do SESC Crato. Atividade gratuita.
+ info: (88) 3523.4444; ou Elvis Pinheiro pelo e-mail woolffonseca@yahoo.com.br.

Nightlife no Botequim, em Juazeiro



Show da banda Nightlife (Acústico)
Sexta-feira, dia 11 de maio de 2012, a partir das 22h
O Botequim - Bar e Petiscos
Rua da Conceição, 746 - Juazeiro do Norte-CE.

Espetáculo teatral 'Silvestres' no CCBNB



“O que está em questão é o desejo de viver, independente de quem somos e onde estamos, é a liberdade em sentir e realizar. Entretanto, nem tudo é permitido.”

Espetáculo Silvestres
Grupo 3x4 de Teatro (Fortaleza-CE)
Direção: Rafael Barbosa e Silvero Pereira
Classificação indicativa: 18 anos
Dias 09, 10 e 11 de maio de 2012, 19h30
Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri - Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita
+ info: (88) 3512.2855.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Clube do Leitor discute o feminino em conto de Lygia Fagundes Telles



Com a intenção de discutir a representatividade do sujeito feminino na contística de Lygia Fagundes Telles, analisaremos a personagem feminina e suas formas de subjetivação no conto "Papoulas em feltro negro" da obra A noite escura e mais eu. (texto da produção do evento)

Clube do Leitor do CCBNB Cariri
O Feminino em "Papoulas em Feltro Negro", de Lygia Fagundes Telles
Facilitador: Emerson Cardoso
Mediação: Nágella Bennet
Coordenação: Maria Isabel Leal
Sexta-feira, dia 11 de maio de 2012, 17h30
Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri - Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita
+ info: (88) 3512.2855.

Embalado pra viagem # 55

Asas e azares

Voar com asa ferida?
Abram alas quando eu falo.
Que mais foi que fiz na vida?
Fiz, pequeno, quando o tempo
estava todo do meu lado
e o que se chama passado,
passatempo, pesadelo,
só me existia nos livros.
Fiz, depois, dono de mim,
quando tive que escolher
entre um abismo, o começo,
e essa história sem fim.
Asa ferida, asa
ferida,
meu espaço, meu herói.
A asa arde. Voar, isso não dói.

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Paulo Leminski, no capítulo "Ais ou menos" do livro Distraídos venceremos (5 ed. 3 reimp. Editora Brasiliense, 2002).

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Lançamento do livro 'Água pra que te quero!', da fotógrafa Nívia Uchôa



Lançamento do livro Água pra que te quero! Caderno de viagem
Da fotógrafa Nívia Uchôa
Quinta-feira, dia 10 de maio de 2012
Bate-papo com a autora: das 19h às 20h
Sessão de autógrafos: das 20h às 21h
Na Livraria Nobel - Cariri Shopping (Juazeiro do Norte-CE)
+ info: (88) 3571.1659 / 3571.3840.

Cinematógrapho exibe 'Carmen Miranda: Bananas Is My Business'



Cinematógrapho do SESC Juazeiro (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição de Carmen Miranda: Bananas is my business
(Inglaterra / Brasil / EUA, 1994, 91 min.)
Título original: Carmen Miranda: Bananas is my business
Direção: Helena Solberg
Elenco: Cynthia Adler, Eric Barreto, Mario Cunha, Alice Faye

O filme conta a extraordinária história da estrela brasileira que conquistou a imaginação e o coração do mundo. Carmen Miranda, nascida em Portugal e criada no Brasil, foi uma artista de imenso talento. Já famosa na América do Sul, em 1939 ela é descoberta por Lee Shubert, que a leva para os Estados Unidos, onde ela se torna "The Brazilian Bombshell". Carmen Miranda permanece como a mais famosa brasileira a conquistar as telas do cinema. No entanto, para os norte-americanos era mais conhecida como uma figura caricata que carregava um enorme cacho de bananas na cabeça. O filme tenta resgatá-la dessa trama, devolvendo-lhe o que há de mais fundamental: sua identidade.

Quarta-feira, dia 09 de maio de 2012, sessão única às 14h
No SESC Juazeiro do Norte-CE. Entrada franca.

sábado, 5 de maio de 2012

Artigo comenta a falta de opções nas salas de cinema no Brasil

Ponto de fuga # 13

O artigo "Tem Coca-Cola no Vatapá", assinado por Camila Vieira, mostra o quão está desequilibrada a distribuição de filmes nas salas de cinema no Brasil. O maior sucesso atual, Os Vingadores, da Disney, por exemplo, ocupou na data do seu lançamento 50% das salas brasileiras.

Este é o mote do qual parte Camila para discutir a falta de variedade de filmes nos cinemas brasileiros.

Clique no link abaixo para ler o artigo:
http://www.opovo.com.br/app/colunas/imagememovimento/2012/05/04/noticiasimagememovimento,2832563/tem-coca-cola-no-vatapa.shtml

Exibição do filme 'A Cicatriz' no Cinemarana do SESC Crato



Cinemarana do SESC Crato
(com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme A cicatriz
Título original: Blizna
Diretor: Krzysztof Kieslowski
Elenco: Franciszek Pieczka, Mariusz Dmochowski, Jerzy Stuhr, Jan Skotnicki, Stanislaw Igar
Duração: 112 minutos
Ano: 1976
País de origem: Polônia

Em 1970, a burocracia socialista escolhe o local para a construção de complexo químico. Bednarz, homem firme e honesto, que já morou na localidade, é escalado para supervisionar o projeto. Mas descobre que nem todo mundo está satisfeito com a obra. Obra do período anterior à Trilogia das Cores.

Exibição na segunda-feira, 07 de maio, às 19h
No SESC Crato-CE. Entrada franca.

Abertura da Exposição 'Cores e Magia da Cultura Nordestina' no CCBNB



A exposição Cores e Magia da Cultura Nordestina irá mostrar por meio de uma explosão de cores as festas típicas do Nordeste, a religiosidade de seu povo e o orgulho de ser Nordestino. Essa cultura que contagia e enriquece todo o nosso Brasil.

Abertura da Exposição Cores e Magia da Cultura Nordestina
Artista: André Cunha (São Paulo–SP)
Sábado, dia 05 de maio de 2012, 19h
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte-CE)
Galeria do 4º andar. Entrada gratuita.

Abertura da Exposição 'Do Ancestral ao Contemporâneo' no CCBNB Cariri



A exposição faz parte da produção em Esculturas e Estruturas Sonoras dos artistas Narcélio Grud e Tércio Araripe, com mais de 10 anos de pesquisa cada, onde desenvolvem trabalhos com materiais diversos na construção de uma estética sonora e visual na busca de novos meios do fazer artístico. Narcélio Grud trabalha com materiais industriais e sucatas, enquanto Tércio Araripe utiliza materiais extraídos da natureza: barro, troncos de madeira, couro, etc.

Abertura da Exposição Do Ancestral ao Contemporâneo
Esculturas e Estruturas Sonoras
Artistas: Narcélio Grud e Tércio Araripe (Fortaleza – CE)
Sábado, dia 05 de maio de 2012, 19h
No Centro Cultural Banco do Nordeste (Galeria do 5º andar), Juazeiro do Norte-CE.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

75 anos da morte de Noel Rosa

Grifo nosso # 29

"Menino de classe média, nascido e criado no musical bairro de Vila Isabel, Noel de Medeiros Rosa construiu sua fulgurante carreira entre 1929 e 1937 (...). Não há exemplo de letrista que tenha produzido tanto, e com tanta qualidade, em tão pouco tempo. (...)

Poeta inventivo, Noel falava de amor com comicidade, fazia crítica social e comentava com muita propriedade as transformações de seu tempo. (...)

As letras de Noel Rosa eram inovadoras para a época. Isso explica por que seus maiores sucessos foram músicas de carnaval (a exemplo de 'Com que roupa?' e 'Pierrot apaixonado', parceria sua com Heitor dos Prazeres). Seu legado passou a ser mais bem compreendido após sua morte, demonstrando a cada dia a vitalidade e a modernidade de seus versos. Não é à toa que Noel é ainda hoje muito revisitado por novos intépretes.

Poucos compositores cantaram o Rio melhor que Noel. O Rio das gírias, dos costumes, da malandragem, da graça, da delegacia policial, do revólver, do xadrez, do Tarzan, dos bairros, da sua querida Vila Isabel."

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André Diniz, no seu Almanaque do samba: a história do samba, o que ouvir, o que ler, onde curtir (Jorge Zahar Editor, 2006).

Em nosso registro pelos 75 anos de falecimento de Noel Rosa, completados hoje, dia 04 de maio de 2012.

"Conversa de botequim" (Vadico / Noel Rosa), pelo MPB-4 (disco Feitiço carioca, 1987).