sexta-feira, 29 de julho de 2011

Comunidade Azougue



Comunidade Azougue (PE)
Sexta-feira, dia 29 de julho de 2011, às 19h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.
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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Programação do Cine Cariri Shopping - de 29/07 a 04/08/2011

Cine I: Harry Potter e as Relíquias da Morte (Parte II)
(Harry Potter and the Deathly Hallows - Part 2, 2011)
Horários: 15h, 17h40 e 20h20
Sinopse: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 é a aventura final da série de filmes ‘Harry Potter’. O aguardado filme é a segunda parte da produção cinematográfica dividida em dois longas-metragens. No desfecho épico, a batalha entre as forças do bem e do mal da magia alcançam o mundo dos trouxas. O risco nunca foi tão grande e ninguém está seguro. Mas é Harry Potter o escolhido para o sacrifício final no clímax do confronto épico com Lorde Voldemort. E tudo termina aqui.
Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Ralph Fiennes, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Tom Felton, Jason Isaacs, Bonnie Wright, Michael Gambon
Roteiro: Steve Kloves
Produção Executiva: Lionel Wigram
Produção: David Barron, David Heyman, J.K. Rowling
Direção: David Yates
Trailer:



Cine II: Assalto ao Banco Central
(Assalto ao Banco Central, 2011)
Horários: 14h, 16h10, 18h20 e 20h30
Origem: Brasil
Gênero: Ação, Suspense
Classif.: 14 anos
Duração: 101 min.
Distribuidora: 20th Century Fox
Lanç. Nacional: 22/07/2011
Sinopse: Em Agosto de 2005, 164.7 milhões de reais foram roubados do Banco Central em Fortaleza, Ceará. Sem dar um único tiro, sem disparar um alarme, os bandidos entraram e saíram por um túnel de 84 metros cavado sob o cofre, carregando 3 toneladas de dinheiro. Foram mais de três meses de operação. Milhares de reais foram gastos no planejamento. Foi o segundo maior assalto a banco do mundo. Um dos crimes mais sofisticados e bem planejados de que já se teve notícia no Brasil. Quem eram essas pessoas? E o que aconteceu com elas depois? São as perguntas que todo o Brasil se faz desde então.
Elenco: Milhem Cortaz, Hermila Guedes, Lima Duarte, Giulia Gam, Eriberto Leão, Gero Camilo, Cássio Gabus Mendes, Milton Gonçalves, Tonico Pereira, Vinícius de Oliveira, Antônio Abujamra
Roteiro: Renê Belmonte
Produção Executiva: Walkiria Barbosa, Vilma Lustosa, Marcos Didonet
Direção: Marcos Paulo
Trailer:


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Preço do ingresso (+ pipoca):
De sexta a terça: Inteira: R$8,00 / Meia: R$4,00
Quarta e quinta: Inteira: R$6,00 /Meia: R$3,00

+ info: (88) 3572.9333

Mais dicas de filmes ou programação de outros cinemas:
http://www.orientcinemas.com.br

quarta-feira, 27 de julho de 2011

III Torneio SESC de Trincas de Basketball 2011



III Torneio SESC de Trincas de Basketball 2011

Mais informações: (88) 8806.1103 ou (88) 8829.7680

(clique na imagem para ampliá-la)

terça-feira, 26 de julho de 2011

Literatura em Revista: Cem anos de Oração


Literatura em Revista
Cem anos de oração
Convidado: André de Andrade (Juazeiro do Norte-CE)

Dia 26 de julho (terça-feira), 19h30
Centro Cultural Banco do Nordeste-Cariri
Entrada Franca
+ info: (88) 3512.2855.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

100 anos de Juazeiro do Norte

Centenário de Juazeiro do Norte # 100

Hoje, 22 de julho de 2011, é o dia do Centenário: parabéns, Juazeiro do Norte!

Não pretendemos ficar agora enchendo esta postagem com os clichês tão recorrentes em uma ocasião como esta, pois há 100 dias O Berro dedica um espaço no seu blog falando sobre as coisas da cidade fundada pelo Padre Cícero. Eis nossa homenagem e demonstração de que precisamos conhecer cada vez mais a História da cidade onde — dependendo do integrante da equipe do Berro — residimos desde sempre ou há algum tempo. É aqui onde estão nossos familiares, nossos amigos, inúmeros artistas e tantas outras "figuras" que merecem ser lembradas. Essas pessoas fazem parte da história do município criado na Lei 1.028, datada de 22 de julho de 1911, assinada por Antônio Pinto Nogueira Accioly, então Presidente do Ceará, que em seu Artigo Primeiro rezava que "a povoação do Juazeiro, da Comarca do Crato, é elevada à categoria de vila e sede de município, com a mesma denominação".

Mas conferimos nesses últimos 100 dias que a Lei foi apenas uma parte da história: Juazeiro tornou-se município através de um desejo popular — liderado, é verdade, por políticos, escritores, padres, fazendeiros e outros famosos habitantes do vilarejo — no anseio de ver o lugar escolhido pelo Padre Cícero trilhar sua história de oração e trabalho enquanto cidade com autonomia política.

Juazeiro e a saga d’O Berro pro Centenário

No último dia 13 de abril propagava-se pela cidade: "estamos a 100 dias do Centenário de Juazeiro do Norte". E foi exatamente naquele dia que O Berro deu a largada em mais um "projeto": fazer uma postagem sobre algo relacionado ao Juazeiro, diariamente, até o dia 22 de julho.

Excelente ideia, mas com um contexto dificultoso: todos os integrantes de O Berro trabalham ou estudam em áreas distintas, e ninguém da equipe vive de jornalismo, de História ou de algo "fácil" de conciliar com essa missão de pesquisar muitas coisas sobre o Juazeiro e disponibilizar no blog diariamente. Não seria fácil e não haveria tempo para isso. Mas a equipe estava empenhada na ideia, o compromisso estava firmado com os leitores e cumpriríamos a missão.

Vale o registro de que já havia uma ligação intrínseca entre o Centenário de Juazeiro e O Berro: a logomarca (que está no início desta postagem), que todos veem espalhada pela cidade, é obra do berrista Reginaldo Farias, vencedor de um concurso público para a escolha da marca que estamparia todos os festejos do Centenário. Portanto, O Berro (através da arte de Reginaldo) de alguma forma já estava ligado a cada evento que se relacionasse ao Centenário de Juazeiro do Norte.

Voltando ao assunto das postagens diárias: ainda na etapa de análises, colhendo ideias, imaginando o que poderia ser feito nos próximos 100 dias, o relógio corria e cada berrista tinha que virar um pouco Jack Bauer: 24 horas em busca de cumprir um objetivo, no caso, uma nova postagem sobre o Juazeiro. Aos trancos e barrancos, com uns dias sobrando assunto, noutros dias faltando ideias, prosseguimos na contagem regressiva. E agora podemos dizer: chegamos! 22 de julho de 2011 no calendário e 100 postagens no marcador "Centenário de Juazeiro do Norte". Tudo armazenado e à disposição no blog, só conferir!

Agora nos resta fazer um balanço e compartilhar com todos o que a equipe d’O Berro tirou dessa experiência. Primeiramente, registramos a satisfação de hoje sabermos um pouco mais sobre a rica (e curiosa) história de Juazeiro do Norte e termos a oportunidade de compartilhar isso com quem acompanhou nossas postagens ao longo dos 99 dias que antecederam essa data comemorativa. Através das pesquisas para cada novo assunto abordado, fizemos leituras, assistimos a vídeos e buscamos fotos, sempre aprendendo algo mais sobre o crescimento do município e da Região do Cariri.

Hoje percebemos, ainda mais, a fortuna simbólica que há nas manifestações no meio popular, na cultura, na religiosidade e na arte juazeirense. Não podemos ignorar a riqueza das histórias que revelam personagens míticos como Padre Cícero, Beata Maria de Araújo, Floro Bartolomeu, José Marrocos, etc. E cada um que faça seu julgamento, se esses e tantos outros personagens são heróis ou vilões, mas que o faça baseado no conhecimento de muitos episódios que ocorreram nas terras caririenses.

De épocas distintas, também devemos conhecer e admirar as histórias que surgem do povo e para o povo, gerando lendas, produzindo mitos: personagens como Príncipe Ribamar, Seu Lunga, Beato José Lourenço, Penitentes Aves de Jesus, e tantos outros. Adentrando no terreno artístico, a lista aqui não caberia: Mestre Noza, Mestre Nino, Assunção Gonçalves, Luis Karimai, Dr. Raiz, Carroça de Mamulengos, Mestre Bigode, Dona Maria do Horto, Ciço Gnomo, Reisados, Maneiro-pau, Stênio Diniz, José Lourenço, Pedro Bandeira, João Bandeira, Cego Oliveira (e demais rabequeiros), artesãos, bandas de rock (e outros estilos), Di Freitas, Zabumbeiros Cariris, Geraldo Júnior, Francorli, cordelistas (“mauditos” ou não), Petrônio Alencar e tantos outros que completariam muito mais do que uma lista centenária. Todos os que fazem atividades artístico-culturais em Juazeiro são os que realmente divulgam um município que cresceu graças à religiosidade popular, a arte e o trabalho de seu povo.

Mas durante a expectativa para a chegada do Centenário também falamos dos aspectos urbanos, sociais e políticos de Juazeiro. Assim como abordamos coisas positivas e curiosidades, também criticamos problemas antigos e atuais da cidade. Sempre com o pensamento de que, se quisermos valorizar algo e demonstrar que gostamos, não podemos fechar os olhos para os problemas existentes, observando que sempre algo melhor pode ser feito para acompanhar o curso do tempo.

Em momento algum O Berro tinha a intenção de elogiar ou criticar algo referente à corrente política A, B ou C. Como é sabido, muitas das vezes criticar uma ação da Prefeitura (seja da atual administração ou de antigos gestores do município) logo soa para muita gente como que "defendendo" ou "detonando" o trabalho por ser de determinado lado político. Cumprimos a missão do Centenário cientes do nosso compromisso com a nossa opinião, e nada mais: elogios quando merecidos, críticas quando necessárias! Até porque todos precisam abandonar a mesquinharia politiqueira de ficar aplaudindo os erros do correligionário e ficar caluniando as boas ações do "adversário" político. E o Berro tem a consciência tranquila de ter postado críticas e elogios sem mencionar políticos juazeirenses, por saber que qualquer gestor eleito é apenas um administrador do bem público, e não dono de Prefeitura, Câmara dos Vereadores, etc. Repetimos: tudo isso valendo para os antigos, os atuais e os que porventura um dia assumirem cargos públicos na cidade.

Depois desse blá-blá-blá todo, moral da história: hoje decretamos o “encerramento” das postagens no marcador “Centenário de Juazeiro” (que continuará à disposição dos leitores, que poderão ler todo o material postado durante os 100 dias).

O Juazeiro no blog O Berro daqui pra frente

Mas nosso trabalho de retratar o Juazeiro, sua cultura, sua arte e personagens não param por aqui neste blog. Lembremos que o dia do Centenário encerra a contagem regressiva, mas inicia um novo período: o verdadeiro ano do Centenário. Nos próximos 365 dias é que Juazeiro realmente estará ostentando 100 anos de emancipação política. Considerando tal fato, a partir de agora utilizaremos o marcador Arquivo Cariri para as postagens sobre o Juazeiro e sua história e o marcador Cariri para assuntos recentes da cidade — mas não seguiremos no ritmo de postagens diárias (ufa!), passando a publicar [sobre Juazeiro] esporadicamente.

O conteúdo do Blog voltará a ter uma maior diversidade de assuntos, já que, durante os 100 dias, muito da nossa energia estava voltada para o compromisso diário de abordar os assuntos sobre a cidade "sonhada" pelo Padre Cícero Romão Batista.

Agradecemos o apoio de tantos amigos e leitores que acompanharam as postagens e que escreveram comentários no blog ou nas redes sociais. Continuaremos dispostos a disponibilizar textos, fotos e vídeos e receber o retorno, as críticas, as sugestões e colaborações de todos, que sempre foram tão importantes para o prosseguimento do trabalho d’O Berro.

Bem-vindo ao ano do Centenário de Juazeiro do Norte!

Equipe O Berro:
Hudson Jorge
Luís André Bezerra
Reginaldo Farias
Xico Fredson
Ythallo Rodrigues

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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Armazém do Som - Programação Especial de Férias

Na programação de férias do SESC JUAZEIRO, a cena musical caririense é premiada com três dias de muita música e diversidade. Nos dois primeiros, 21 e 22 de julho, a partir das 18h, os shows acontecem dentro do Teatro Patativa do Assaré, e no último, a atração principal, ALMAH, apresenta-se fora do teatro em espaço aberto, às 20h do dia 23. A entrada é apenas 2Kg de alimento não perecível.Saiba como descolar seu ingresso entrando em contato com o Programa Cultura SESC Juazeiro.

Veja o que vem por aí:

Dia 21, 18h - Rocker

Depois de misturar pagode, forró, brega e rock e com o sucesso original “Bicha Boa”, letra e música inspiradas nas minas “boas” que passam quando se está num bar com amigos, essa banda de amigos possui influências bem ecléticas que passam por Raul Seixas, Jimmy Hendrix, CPM22, Blink182 e Mamonas Assassinas, entre outros.



Dia 21, 19h30 - De Repente Blues

Explorando a linguagem criativa do jazz e fortemente carregada do melhor Blues, o grupo temperou a sua musicalidade com influências nordestinas, como o som do gaitista Jefferson Gonçalves, além de um pop dançante, um funk setentista e o blues rock inglês.




Dia 21, 21h -Vanity

Com muita carnificina, violência e filosofia e com influências musicais que vão do trash ao black metal, esta banda de Juazeiro do Norte formada em 2009 e
que em abril deste ano lançou seu primeiro extended play (EP), THERUINS, vem a cada apresentação firmando o seu nome e adquirindo prestígio.



Dia 22, 18h - Liberdade e Raiz

A banda surgiu de uma brincadeira entre amigos na cidade do Crato, e depois de algumas mudanças em sua formação, o grupo vem se consolidando como uma das principais bandas de reggae da Região do Cariri.





Dia 22, 19h30 - Mary Roots

Esta banda que traz um reggae de raiz com muito respeito à tradição “regueira” formada há pouco mais de cinco anos, já se notabiliza no cenário musical da região com composições próprias e muitas apresentações que ajudaram a consolidar o movimento e os fãs caririenses.




Dia 22, 21h - Legalize-It

Jovem banda de reggae cratense, formada em 2010, e que, de cara, já homenageia o primeiro álbum lançado em 1976, Legalize It, do genial jamaicano Peter Tosh – isso já diz muito das referências do grupo, que ainda bebe em MaxRomeo, Burning Spears e Bob Marley, claro.




Dia 23, 20h - Almah

Capitaneado por Edu Falaschi, vocalista do Angra, a ALMAH desde seu ábum de estreia recebeu resenhas elogiosas em vários dos mais importantes sites e revistas de Rock do mundo e chegou a ficar entre os “top 10” nas paradas de Heavy Metal da Europa. No Japão ela é classificada como um das mais importantes bandas de Metal Melódico do mundo, onde Edu Falaschi foi apontado nos últimos cinco anos como um dos cinco melhores vocalistas no cenário mundial, eleito pela revista Burrn!.

Texto de Elvis Pinheiro
Fotos: Divulgação do evento


+Info.: (88) 3587.1065
SESC Juazeiro - Programa Cultura
Rua da Matriz, 227
Centro - Juazeiro do Norte-CE

Aniversário de emancipação política e Juazeiro décadas atrás

Centenário de Juazeiro do Norte # 99

Falta 1 dia para o Centenário de Juazeiro...

...e hoje mais uma vez recorremos ao baú editorial com escritos sobre a cidade para reproduzir textos que analisaram, em momentos distintos (1961 e 1980, respectivamente), a comemoração do aniversário da emancipação política de Juazeiro do Norte.

Interessante verificar nos textos que muita coisa mudou, pois em 1961, por exemplo, a grande novidade era a chegada da energia elétrica no dia do cinquentenário de Juazeiro (confira relato de Carlos Alberto Almeida Marques sobre esse dia no blog Juazeiro anos 60, clicando aqui, fonte da foto acima, com a Praça do Cinquentenário, construída para as comemorações de 1961 e localizada onde hoje fica o Memorial Padre Cícero). Mas também é importante notar que, independente da época, Juazeiro do Norte sempre apresenta o retrato do trabalho, de um caso singular de crescimento vertiginoso no interior Nordeste e da gratidão ao fundador e primeiro prefeito do município: Padre Cícero Romão Batista.

Os textos são de autoria de Dr. José de Souza Menezes e Dr. Possidônio Bem, e foram publicados na antologia Juazeiro do Padre Cícero, organizada por Raimundo Araújo e publicada em 1994.
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O Cinquentenário de Juazeiro do Norte
Dr. Possidônio Bem (1961)

A marcha vitoriosa de Juazeiro do Norte em 50 anos de existência operosa e fecunda estonteia o observador imparcial que estuda os acontecimentos humanos, serena e meticulosamente.

De um aldeamento minúsculo surgido em 1824, nucleando meia dúzia de homens pobre mas devotados, tendo à frente um sacerdote impoluto, Juazeiro foi se agigantando a olhos vistos na paisagem moral do Nordeste brasileiro.

A convergência de gente dos estados circunvizinhos — homens, mulheres e crianças — emprestou ao povoado inicial um tom de ascensão e prestígio deveras surpreendente. Em que pese a algumas crises que o assaltaram em sua marcha para o progresso, passando às vezes por momentos árduos e cruciais, Juazeiro, a “Meca Sertaneja”, cresceu no conjunto de suas habitações e na operosidade dos seus moradores, indiferente ao impacto do despeito e da incompreensão que lhe rondavam o destino.

Seus habitantes, na sua maioria, são elementos vindos de fora, romeiros simples e ordeiros, seduzidos pelo gesto acolhedor e amigo do Padre Cícero Romão Batista. Criou-se uma mística que lhe serviu de bússola. Iniciativas foram surgindo, tomando corpo e vivacidade, feito eco de acontecimentos e fatos inéditos com ressonância paradisíaca, à semelhança do velocino de ouro da lenda grega. Essa mística sentimental foi a alavanca impulsionadora do seu progresso e do seu esplendor. Pequenas oficinas manuais de ourives, carpintarias, cutelarias, movelarias, fábricas de relógio de campanário foram pontilhando a cidade, no ímpeto de espraiamento. Funda-mse escolas primárias, colégios, ginásios, Escola Normal Rural Modelo e vários núcleos isolados de ensino particular, formando uma cadeia admirável de alfabetização intensiva.

Nesses últimos tempos, com a extensão dos fios de Paulo Afonso à região caririense, a cidade se vai beneficiar largamente, mecanizando as suas indústrias e instalando outras novas que lhe darão maior vigor na escala ascensional. Seu comércio é dos maiores do Nordeste, constituindo-se empório respeitável e irradiando-se alentadamente por quase todas as unidades da federação. Ressente-se ainda de algumas deficiências no seu conjunto de cidade grande em meio à paisagem agreste de em torno.

Faltam-lhe saneamento, água canalizada, esgoto e outros melhoramentos de menor vulto. Esses problemas, no entanto, já começam a ser atacados com decisão e coragem, e dentro de poucos anos mais, todos os requisitos de uma cidade moderna estarão conquistados, e a Terra do Padre Cícero se colocará em paridade com os maiores centros interioranos do país.

Temos que reconhecer um fenômeno sócio-psicológico dificilmente apontado em nosso meio. É que o seu venerando fundador — o Patriarca nordestino — apesar de desaparecido, vai para vinte e sete anos, continua atuando no desenvolvimento da terra. Queiram ou não queiram os seus detratores, com julgamentos apressados ou eivados de despeito e ódio, a memória do Padre Cícero cresce dia-a-dia no coração do seu povo. A ele, o respeito, o acatamento, o carinho.

Fato singular, o apreço de hoje ao grande Patriarca não tem as cores do baixo fanatismo nem o tom cabalístico de taumaturgos improvisados. Reverencia-se a memória do sacerdote pela obra social e humana que implantou aqui, com desassombro e galhardia. E não é lícito macular uma figura realizadora e piedosa pelos simples pretextos de terem aparecido algumas nugas que não chegaram a empanar a sua obra evangelizadora e cristã, fruto de um coração generoso e de um espírito empreendedor. Tanto mais quanto os senões apontados correram à revelia do seu programa e foram por ele condenados.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Programação do Cine Cariri Shopping - de 22/07 a 28/07/2011

Cine I: Harry Potter e as Relíquias da Morte (Parte II)
(Harry Potter and the Deathly Hallows - Part 2, 2011)
Horários: 15h, 17h40 e 20h20
Sinopse: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 é a aventura final da série de filmes ‘Harry Potter’. O aguardado filme é a segunda parte da produção cinematográfica dividida em dois longas-metragens. No desfecho épico, a batalha entre as forças do bem e do mal da magia alcançam o mundo dos trouxas. O risco nunca foi tão grande e ninguém está seguro. Mas é Harry Potter o escolhido para o sacrifício final no clímax do confronto épico com Lorde Voldemort. E tudo termina aqui.
Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Ralph Fiennes, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Tom Felton, Jason Isaacs, Bonnie Wright, Michael Gambon
Roteiro: Steve Kloves
Produção Executiva: Lionel Wigram
Produção: David Barron, David Heyman, J.K. Rowling
Direção: David Yates
Trailer:



Cine II: Assalto ao Banco Central
(Assalto ao Banco Central, 2011)
Horários: 18h20 e 20h30
Origem: Brasil
Gênero: Ação, Suspense
Classif.: 14 anos
Duração: 101 min.
Distribuidora: 20th Century Fox
Lanç. Nacional: 22/07/2011
Sinopse: Em Agosto de 2005, 164.7 milhões de reais foram roubados do Banco Central em Fortaleza, Ceará. Sem dar um único tiro, sem disparar um alarme, os bandidos entraram e saíram por um túnel de 84 metros cavado sob o cofre, carregando 3 toneladas de dinheiro. Foram mais de três meses de operação. Milhares de reais foram gastos no planejamento. Foi o segundo maior assalto a banco do mundo. Um dos crimes mais sofisticados e bem planejados de que já se teve notícia no Brasil. Quem eram essas pessoas? E o que aconteceu com elas depois? São as perguntas que todo o Brasil se faz desde então.
Elenco: Milhem Cortaz, Hermila Guedes, Lima Duarte, Giulia Gam, Eriberto Leão, Gero Camilo, Cássio Gabus Mendes, Milton Gonçalves, Tonico Pereira, Vinícius de Oliveira, Antônio Abujamra
Roteiro: Renê Belmonte
Produção Executiva: Walkiria Barbosa, Vilma Lustosa, Marcos Didonet
Direção: Marcos Paulo
Trailer:



Cine II: Transformers: O lado oculto da Lua
(Transformers - Dark of the Moon, 2011)
Horários: 17h20
Origem: EUA
Gênero: Ação
Classif.: 12 anos
Duração: 154 min.
Distribuidora: Paramount Pictures
Lanç. Nacional: 01/07/2011
Sinopse: Quando um misterioso evento do passado da Terra explode nos dias de hoje, ele ameaça causar uma guerra tão grande na Terra que os Transformers sozinhos não conseguirão nos salvar.
Elenco: Shia LaBeouf, Rosie Huntington-Whiteley, Josh Duhamel, Patrick Dempsey, Ken Jeong, John Malkovich, Alan Tudyk, Vozes de: Hugo Weaving, Peter Cullen
Roteiro: Ehren Kruger
Produção Executiva: Michael Bay, Steven Spielberg
Produção: Ian Bryce, Tom DeSanto, Lorenzo di Bonaventura
Direção: Michael Bay
Trailer:


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Preço do ingresso (+ pipoca):
De sexta a terça: Inteira: R$8,00 / Meia: R$4,00
Quarta e quinta: Inteira: R$6,00 /Meia: R$3,00

+ info: (88) 3572.9333

Mais dicas de filmes ou programação de outros cinemas:
http://www.orientcinemas.com.br

O dia da morte do Padre Cícero

Centenário de Juazeiro do Norte # 98

Como não poderia deixar de ser, hoje, dia 20 de julho de 2011, a dois dias do Centenário de Juazeiro do Norte, nossa postagem faz referência ao dia da morte do Padre Cícero. Foi no dia 20 de julho de 1934 (portanto, há 77 anos) que Juazeiro amanheceu com a notícia que logo se espalhou por todo o Vale do Cariri: o "Padim Ciço" falecera.

Mas, segundo a tradição romeira e de todos aqueles que têm na sua fé uma admiração pelo Padre Cícero, a crença é de que ele "não morreu", mas fez uma viagem aos céus para interceder em nome do humilde povo nordestino.

Outra tradição é a de grande parte da população de Juazeiro do Norte se vestir de preto no dia 20 de todos os meses. Muitos começam esses dias, inclusive, na Missa celebrada em homenagem à memória do fundador de Juazeiro do Norte.

Na nossa jornada sobre o Centenário de Juazeiro do Norte, em pelo menos três postagens temos algum tipo de referência ao falecimento do Padre Cícero e ao luto pela data de sua morte: na postagem # 03 temos a canção "Beata Mocinha", cantada por Luiz Gonzaga, falando sobre "a viagem feita pelo Padre Cícero", que foi "pedir proteção aos romeiros do Norte"; na postagem # 16 há um vídeo de D. Assunção Gonçalves, testemunha ocular do 20 de julho de 1934 em Juazeiro, relatando para as lentes de Daniel Walker como foi o dia da morte do Padre Cícero; e na postagem # 37 mais uma canção de Luiz Gonzaga, "Viva meu padim", que entoa os versos "olha lá no alto do Horto / ele tá vivo, o Padim não tá morto".

Nesta postagem # 98 apresentamos três textos que fazem referência à "partida" do Padre Cícero no dia 20 de julho. Inicialmente, um relato de Lourival Marques, filho de um dos secretários do Padre Cícero, que narra o que ele presenciou no dia do falecimento do Padre. O texto está reproduzido no livro Milagre em Joaseiro, de Ralph Della Cava (Editora Paz e Terra, 1976). E, na sequência, dois poemas de Pedro Bandeira e um de Dr. Edvan Pires, publicados na antologia Juazeiro poético (organizada por Raimundo Araújo), que destacam a vida, a morte e a saudade do Padre Cícero Romão Batista.
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Morte do Padre Cícero
Lourival Marques (1934)

Acordei pelo tropel de gente que corria pela rua. Fiquei sem saber a que atribuir aquelas carreiras insólitas. Quando cheguei à janela tive a impressão de que alguma coisa monstruosa sucedia na cidade. Que espetáculo horroroso, esse de milhares de pessoas alucinadas, correndo pelas ruas afora, chorando, gritando, arrepelando-se... Foi então que se soube... O Padre Cícero falecera... Eu, sem ser fanático, senti uma vontade louca de chorar, de sair aos gritos, como toda aquela gente, em direção à casa desse homem, que não teve igual em bondade e nem teve igual em ser caluniado.

Um caudal de mais de 40 mil pessoas atropelava-se, esmagava-se na ânsia de chegar à casa do reverendo. O telégrafo transbordava de pessoas com telegramas para expedição, destinados a todas as cidades do Brasil. Para fazer ideia, é bastante dizer que só em telegramas, calcula-se ter gasto alguns contos de réis. Logo que os telegramas mais próximos chegaram ao destino, uma verdadeira romaria de dezenas de caminhões superlotados, milhares e milhares de pessoas a pé, marcharam para aqui. Joaseiro viveu e está vivendo horas que nem Londres, nem Nova Iorque viverão jamais... O povo, uma onda enorme, invadiu tudo, derrubando quem se interpôs de permeio, quebrando portas, passando por cima de tudo. Pediu-se reforço à polícia, mas o delegado recusou, alegando que o Padre era do povo e continuava a ser do povo.

Arranjaram, no entanto, um meio de colocar o cadáver exposto na janela, a uma altura que ninguém pudesse alcançar e, durante todo o dia, várias pessoas encarregaram-se de tocar com galhos de mato, rosários, medalhas e outros objetos religiosos, no corpo, a fim de serem guardados como relíquias. Milhares de pessoas continuavam a chegar de todos os pontos, a pé, a cavalo, de automóvel, caminhão, de todas as formas possíveis.

Quatro horas da tarde... Surge no céu o primeiro avião do exército. Depois outro. Lançam-se de ponta para baixo, em voos arriscadíssimos, passando a dois metros do telhado da casa do Padre Velho. Duram muito tempo os voos. É a homenagem sentida que os aviadores prestam ao grande vulto brasileiro que cai... Desceram depois no nosso campo, vindo pessoalmente trazer uma riquíssima coroa, em nome da aviação militar.

A cidade é uma colmeia imensa; colmeia de 60 mil almas, aumentada por mais de 20 mil, que chegaram de fora. Nenhuma casa de comércio, de gênero algum, barbearias, cafés, bares, nada abriu. A Prefeitura decretou luto oficial por três dias. O mesmo imitaram as cidades do Crato, Barbalha e outras. Todas as sociedades e sindicatos têm o pavilhão nacional hasteado a meio-pau com uma faixa negra, em funeral.
(20 de julho de 1934)
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Cinquenta anos de saudade
Pedro Bandeira (1984)

Escrito por ocasião dos 50 anos da morte do Padre Cícero, em 1984.

Decantei a Natureza
Que é a quem mais me dedico
Falei da vida do rico
Cantei saudade e tristeza
Senti agora a surpresa
De uma nova inspiração
Era a voz do coração
Dizendo — poeta forte
Faça uns versos sobre a Morte
Do Padre Cícero Romão.

Subi à Serra do Horto
Chorando pelo caminho
Sem saber se meu “Padrinho”
Se encontrava vivo ou morto
Voltei sentindo o conforto
Da santa luz da verdade
Porque toda humanidade
Diz que quem morre p’ra o mundo
Nasce em menos de um segundo
P’ra história da eternidade.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Capítulos da independência de Juazeiro e a realidade décadas depois

Centenário de Juazeiro do Norte # 97

Hoje, dia 19 de julho, quando teremos um dia com lançamentos de livros sobre Juazeiro, no Memorial Padre Cícero, que foi o assunto da postagem # 96 do Centenário, destacamos mais uma vez um texto publicado na vasta bibliografia sobre o município.

O texto reproduzido nesta postagem é de autoria de Boaventura de Souza, professor e historiador com pesquisas e constribuições para a educação e produção editorial da Região do Cariri. José Boaventura de Souza faleceu em 2005 e hoje dá o nome a uma Praça na II Etapa do Bairro Tiradentes.

O texto "Independência de Juazeiro", publicado na antologia Juazeiro do Padre Cícero (de 1994), organizada por Raimundo Araújo, foi escrito em julho de 1992, por ocasião do 81º aniversário de emencipação política de Juazeiro. No relato do professor, temos a sequência dos fatos que culminaram na independência de Juazeiro e na posse do primeiro prefeito: Padre Cícero. No segundo momento do texto, temos uma análise da situação e das dificuldades de Juazeiro em 1992, refletindo sobre as dificuldades locais e a grave crise econômica do Brasil naquela época. Vale a pena conferir e refletir sobre o que avançamos, sobre o que permaneceu inalterado ou o que acabou piorando 19 anos depois da redação do prof. Boaventura de Souza.
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Independência de Juazeiro
Prof. Boaventura de Souza (julho de 1992)

Transcorre na data de hoje, o 81º aniversário de Emencipação Política de Juazeiro do Norte. Cidade que cresce graças ao espírito empreendedor do seu povo. Juazeiro é uma cidade legendária pelo toque místico e empreendedor do Patriarca Padre Cícero Romão Batista e seus seguidores em memoráveis momentos heroicos.

Nesta data em que comemoramos a criação do nosso município, a satisfação nos invade e a esperança se renova em uma Juazeiro dinâmica e progressista. Não temos dúvidas de que somos uma comunidade ordeira e forte, graças ao binômio trabalho e oração.

Vivemos em um difícil momento sócio-econômico em nosso país e, consequentemente, em Juazeiro, síntese nordestina. Para superação das dificuldades, Juazeiro muito tem batalhado e ainda terá muito que lutar, como fez no passado. Conhecer a nossa história é fundamental para motivar o nosso dia-a-dia na busca de metas maiores.

Relebremos os fatos, os momentos decisivos da nossa comunidade por um Juazeiro independente. O pesquisador Daniel Walker de Almeida Marques (Coordenador da Área de Documentação e Referência do IPESC) elaborou interessante trabalho sobre a Crononologia da Independência de Juazeiro:

16 de agosto de 1907. Circula um boletim convocando o povo do então povoado de Juazeiro para uma reunião, no dia 18 do mesmo mês, na residência do Major Joaquim Bezerra de Menezes. Segundo o Boletim, hoje uma peça histórica importante, a referida reunião, de “caráter cívico, sem cor política”, era uma necessidade que se impunha, portanto, era chegado o momento de se pugnar com alta energia e valor pela causa da elevação social, elevando Juazeiro à categoria de município. Oficialmente é esta data histórica que assinala o marco inicial da luta em prol da autonomia municipal de Juazeiro.

Maio de 1908. Chega a Juazeiro o médico baiano Floro Bartolomeu da Costa, um baluarte na luta pela Independência de Juazeiro.

18 de julho de 1909. Fundação do jornal “O Rebate”, primeiro jornal da imprensa juazeirense, editado sob a responsabilidade do Padre Alencar Peixoto. Este jornal contava também com a redação do Dr. Floro Bartolomeu e do Professor José Joaquim Telles Marrocos. Foi o principal porta-voz dos anseios de Emancipação Política de Juazeiro.

Agosto de 1909. Em virtude das declarações de Mons. Antônio Tabosa, em Crato, chamando os moradores de Juazeiro de “povo imundo guiado pelo satanás”, a população do povoado declara greve geral à economia do Crato. Os romeiros que trabalhavam em Crato, como domésticos ou agricultores, retornam a Juazeiro; os feirantes boicotaram a feira semanal de Crato; os artesãos recusaram-se a vender seus produtos na cidade e os juazeirenses, de um modo geral, deixaram de fazer compras em Crato. A situação só voltou à normalidade depois de cerca de um mês, graças à ação conciliadora do Padre Cícero.

14 de agosto de 1910. Em plena evolução do movimento pró-independência de Juazeiro, falece, repentinamente, para tristeza geral, o prof. José Marrocos. Até hoje as circunstâncias em que sua morte aconteceu não foram suficientemente conclusivas.

30 de agosto de 1910. No mesmo dia em que chegaram a Juazeiro as notícias da decisão negativa por parte da Câmara Estadual, no tocante à criação do município de Juazeiro, cerca de 15 mil pessoas reuniram-se na Praça da Liberdade (atual Praça Padre Cícero), para um movimentadíssimo ato público. Marcharam para a capela de Nossa Senhora das Dores, onde rezaram pela vitória do movimento; em seguida, saíram em ruidosa passeata até a redação do jornal “O Rebate”, onde ouviram a inflamada declaração de independência proferida pelo Padre Alencar Peixoto e Dr. Floro Bartolomeu, e daí percorreram diversas ruas, passando nas residências de José André, Cincinato da Silva e Padre Cícero, cantando e gritando palavras de provocação a Crato.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Lançamento de livros na Semana do Centenário

Centenário de Juazeiro do Norte # 96

Durante a semana de comemoração da chegada do Centenário de Juazeiro, vários eventos e solenidades estão agendados. E na noite da terça-feira, 19 de julho, o destaque será o lançamento de um pacote editorial com reedições de livros e também com trabalhos inéditos. O evento acontecerá no Memorial Padre Cícero, a partir das 19h.

Será uma oportunidade para muitos terem contato com os textos e autores que fazem um retrato histórico e literário da cidade de Juazeiro do Norte: suas tradições, sua religiosidade, seu povo e, claro, a figura do fundador do município, Padre Cícero Romão Batista.

Para conferir a lista de títulos que serão lançados no Memorial, veja a postagem do Blog do JuaOnline (clicando aqui), que destaca o evento e os livros que farão parte dessa festa editorial.

Ainda na postagem do JuaOnline, há um comentário enviado por Iderval Reginaldo Tenório, destacando a necessidade de divulgação da história de Juazeiro junto às novas gerações. Segundo Iderval, seria importante que os jovens estudantes juazeirenses tivessem contato com a história do município para, a partir de então, em alguns despertasse o interesse pela pesquisa sobre a história de Juazeiro e seu povo. Confira no Blog do JuaOnline.

Lançamento de livros - Coleção Centenário
Terça-feira, dia 19 de julho, às 19h
No Memorial Padre Cícero - Juazeiro do Norte-CE

domingo, 17 de julho de 2011

Versos de Patativa do Assaré saudando Juazeiro do Norte

Centenário de Juazeiro do Norte # 95
Embalado pra viagem # 32

Saudação ao Juazeiro do Norte

Patativa do Assaré

Mesmo sem eu ter estudo,
Sem ter do colégio o bafejo,
Juazeiro, eu te saúdo,
Com o meu verso sertanejo.
Cidade de grande sorte,
De Juazeiro do Norte
Tens a denominação,
Mas teu nome verdadeiro
Será sempre Juazeiro
Do Padre Cícero Romão.

O Padre Cícero Romão,
Que, por vocação celeste,
Foi, com direito e razão,
O apóstolo do Nordeste.
Foi ele o teu protetor,
Trabalhou com grande amor,
Lutando sempre de pé,
Quando vigário daqui,
Ele semeou em ti
A Simenteira da fé.

E com milagre estupendo
A Simenteira nasceu,
Foi crescendo, foi crescendo,
Muito ao longe se estendeu.
Com a virtude regada,
Foi mais tarde transformada
Em árvore frondosa e rica.
E com a luz medianeira
Inda hoje a simenteira
Cresce, flora e frutifica.

Juazeiro, Juazeiro,
Jamais a adversidade
Extinguirá o luzeiro
Da tua comunidade.
Morreu o teu protetor,
Porém a crença e o amor
Vive em cada coração.
E é com razão que me expresso:
Tu deves o teu progresso
Ao Padre Cícero Romão.

Aquele ministro amado,
Que tanto favor nos fez,
Conselheiro consagrado
E o doutor do camponês.
Contradizer não podemos
E jamais descobriremos
O prodígio que ele tinha:
Segundo a popular crença,
Curava qualquer doença,
Com malva branca e jarrinha.

Juazeiro, Juazeiro,
Tua vida e tua história
Para o teu povo romeiro
Merece um padrão de glória.
De alegria tu palpitas,
Ao receber as visitas
De longe, de muito além.
Grande glória tu viveste!
Do nosso caro Nordeste
Tu és a Jerusalém.

Sempre me lembro e relembro,
Não hei de me deslembrar:
O dia 2 de novembro,
Tua festa espetacular,
Pois vem de muitos Estados
Os carros superlotados
Conduzindo os passageiros
E jamais será feliz
Aquele que contradiz
A devoção dos romeiros.

No lugar onde se achar
Um fervoroso romeiro,
Ai daquele que falar,
Contra ou mal, do Juazeiro.
Pois entre os devotos crentes,
Velhos, moços, inocentes,
A piedade é comum,
Porque o santo reverendo
Se encontra ainda vivendo
No peito de cada um.

Tu, Juazeiro, és o abrigo
Da devoção e da piedade.
Eu te louvo e te bendigo
Por tua felicidade,
Me sinto bem, quando vejo
Que tu és do sertanejo
A cidade predileta.
Por tudo quanto tu tens
Recebe estes parabéns
Do coração de um poeta.
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Patativa do Assaré, no livro Inspiração nordestina: cantos de Patativa (Editora Hedra, 2003).

sábado, 16 de julho de 2011

Clássico Icasa X Guarani disputado em versos

Centenário de Juazeiro Norte # 94

Todos sabemos que a grande rivalidade do futebol juazeirense é entre o Icasa (Verdão do Cariri) e o Guarani (Leão do Mercado). Atualmente os dois times costumam marcar presença no campeonato cearense da primeira divisão e estão disputando o Campeonato Brasileiro.

O Icasa está no Brasileirão da Série B, pela segunda vez na história. A campanha não tem sido boa, figurando entre os quatro times da zona de rebaixamento. Mas ainda tem muito campeonato pela frente e se espera que o Icasa pelo menos faça valer a força de jogar em casa e vencer as partidas no Romeirão para, pelo menos, prosseguir na Série B. Daqui apouco o Icasa enfrentará o Grêmio Barueri, em São Paulo.

O Guarani, em decorrência da excelente campanha no Campeonato Cearense 2011 (que foi assunto na nossa postagem # 26), ganhou pela primeira vez uma vaga para a disputa do Campeonato Brasileiro Série D. Amanhã o time fará a estreia no Estádio do Romeirão, contra o Santa Cruz-RN.

Alguns juazeirenses que acompanham futebol, independente de sua torcida ser para uma equipe ou para a outra, esperam o sucesso das duas equipes nas competições nacionais. A justificativa lógica é a torcida para melhores dias no futebol juazeirense. Que as equipes rivalizem de forma saudável por melhores campanhas, mas que elevem o nome de Juazeiro do Norte na esfera futebolística.

Mas hoje entramos no túnel do tempo para conferir uma "disputa em versos" de torcedores do Guarani e do Icasa. Os poemas foram escritos no início dos anos 1970, quando a rivalidade restringia-se apenas ao campeonato juazeirense de futebol. O Guarani havia vencido a última disputa em 1964, e de 1965 até 1972 todos os títulos ficaram com o Icasa. Dr. Mozart de Alencar exaltou o Guarani e recebeu de volta os versos irônicos de Leofredo Pereira, que motivaram uma tréplica. Os poemas foram publicados na antologia Juazeiro poético, de 1988, organizado por Raimundo Araújo. Confira os versos e veja que essa rivalidade vem de longe.


Ode ao "Leão do Mercado"
(Dr. Mozart de Alencar)

Disfarçando a força enorme,
Calmo, tranquilo ele dorme
Nas selvas do seu prestígio;
Mas, quando solto, o "Leão",
Na arena do Romeirão
A fera é aquele prodígio!

Rosna! Ruge! Estruge! Esturra!
É o sinal de morte ou surra
Dado ao frágil inimigo.
Afia as garras potentes,
Mostra as fileiras dos dentes
Para à presa dar castigo.

Quanto um time, aqui, de casa,
"Ceará, Treze, Infante ou Icasa",
Dos túneis do campo, assoma,
Dê por visto, ante o "Leão",
Um condenado cristão
No cir'lo da antiga Roma.

Hoje, outros Neros, aos vivas,
— Os das cadeiras cativas
E os lá das arquibancadas —
Vibram palmas ao "Leão"
Quando abate o Campeão,
"Icasa", por goleadas!

Salve! "Leão do Mercado"!
Rubro-negro idolatrado
Que da "Liga" é o "Guarani"!
No futebol — o primeiro,
Na terra de Juazeiro,
Na zona do Cariri!
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Triste partida
(Leofredo Pereira)

Resposta aos versos que lhe enviou o poeta Mozart de Alencar

Ai, ai, ai
Passamos sei anos
Sem ser campeão,
Chegamos ao sétimo
— Que decepção!
Meu cachorro hippie
Cresceu o cabelo
E resolvi tê-lo
Como meu Leão.

Ai, ai, ai,
O meu "Papagaio"
De estimação
Fugiu de repente
Da minha mansão.
Um dia encontrei-o
Cheio de "estrelas"
E muitas centelhas
Lá no "Romeirão".

Sábado em Juazeiro com som e poesia



II roteiro poeticobohemio
Poesia com Edson Xavier e Elandia Duarte
Som com Aquiles Sales
Sábado, dia 16 de julho
Atenção! Houve mudança de local.
Hoje, 16 de julho, será no Kaosdos, em frente à Praça do Triângulo.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Em Juazeiro Collor fez o famoso discurso: "nasci com aquilo roxo!"

Centenário de Juazeiro do Norte # 93

A consolidação de Juazeiro como a "capital da fé do Nordeste" traz inúmeros benefícios à cidade, como o crescente turismo religioso e, consequentemente, o aquecimento da economia local por conta das romarias. E o fato de atrair tantos romeiros traz na esteira outras visitas inevitáveis: as de políticos querendo o contato direto com milhares e milhares de romeiros nas ruas e igrejas de Juazeiro do Norte.

No histórico de candidatos à presidência da república que visitaram Juazeiro do Norte, Fernando Collor de Melo foi um dos que mais esteve na terra do Padre Cícero, desde o tempo em que era Governador do Estado de Alagoas (já que muitos romeiros vêm daquele estado). Na campanha presidencial de 1989, Collor fez passeatas e comícios em Juazeiro, ao lado do "trunfo religioso" Frei Damião. Jogada certeira de marketing político, atraindo a simpatia de devotos católicos nordestinos. E sabemos o desfecho daquela eleição: Collor foi eleito presidente, vencendo no segundo turno Luiz Inácio Lula da Silva.

Mas o episódio que queremos destacar aqui ocorreu em Juazeiro quando Collor já (ou ainda) era o Presidente da República. Na manhã do dia 3 de abril de 1991, uma quarta-feira, cerca de 30 mil pessoas se espremiam na Praça do Memorial Padre Cícero para assistir ao discurso do Presidente Collor, que estava destinando, naquela época, milhões de cruzeiros (moeda da época) para o crédito no Nordeste, outros milhões para frentes de trabalho no Ceará, outros tantos para drenagem de rios em Fortaleza e mais uma verba de mais de 6 bilhões para saneamento em Juazeiro do Norte.

Acontece que nem tudo foi festa. Nem só de juazeirenses agitando bandeiras em verde e amarelo estava formado o público. Manifestantes de partidos de esquerda e de centrais sindicais marcaram presença, esperando o Presidente aparecer para hastear faixas com dizeres como "pela derrubada do Governo Collor" (o que na época a Revista Veja chamou de "slogan imbecil") e gritar coisas como "queremos Collor fora do Brasil". Logo começou a confusão: secretários do Governo e os seguranças da presidência partiram para o ataque, começando uma guerra de socos e pontapés, com vários feridos (incluindo ruptura do baço de um manifestamte, quebra de dente de outro, etc.).

No palanque, mesmo com a presença de Frei Damião, o clima também não era dos mais amistosos. Além da presença do então prefeito de Juazeiro, Carlos Cruz, estavam outras autoridades, como o Governador do Ceará, Ciro Gomes. A história conta que Ciro Gomes e Fernando Collor subiram no palanque após uma discussão entre eles: na versão de Ciro, Collor queria uma parceria com o Ceará com indícios de irregularidade, o que teria sido negado pelo governador; já Collor conta que Ciro Gomes estava com medo dos manifestantes do PT e da CUT.

O fato é que todo esse clima tenso foi parar no discurso do Presidente Collor, que acabou improvisando, não só no conteúdo do discurso como na linguagem utilizada, o que propiciou um discurso inflamado (sem trocadilhos). O trecho mais conhecido da fala foi o que diz que ele nasceu "com aquilo roxo" (maquiando um pouco a expressão popular "saco roxo"), que ganhou repercussão em todo o Brasil, anos depois virou até joguinho pra computador e entrou para a história como uma fala raivosa (ou hilária?) do mandato de Fernando Collor: "nem tenho medo de assombração, nem tenho medo de cara feia, isso o meu pai já me dizia, desde que eu era pequeno, que eu havia nascido com aquilo roxo, e tenho mesmo, para enfrentar todos aqueles que querem conspirar contra o processo democrático".

Juazeiro, então, acabou ganhando repercussão nacional com mais esse episódio. E pode-se dizer também que foi um dos primeiros protestos explícitos de grande divulgação contra o Governo Collor, que somente um ano mais tarde ganharia "forma organizada" com os "caras-pintadas", que marcharam por vários cantos do país. Resta saber se depois do impeachment a Revista Veja continuou chamando de "slogan imbecil" o pedido de afastamento de Collor da Presidência.
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Leia abaixo o discurso de Fernando Collor em Juazeiro do Norte, no dia 3 de abril de 1991, publicado na edição do dia seguinte do jornal Folha de São Paulo:

"Minha gente amiga do Juazeiro, minha gente amiga do Ceará, há mais ou menos um ano atrás, eu aqui estive, em Juazeiro, caminhei do campo de pouso até o Franciscano, junto com milhares de vocês, para trazer a mensagem de paz, a mensagem de futuro, a mensagem de esperança para todos vós nordestinos.

Naquela data, em que aqui estive, o nosso frei Damião comemorava seus 91 anos, e eu me lembro bem que, quando entramos no Franciscano, havia um bolo muito bonito, preparado para frei Damião, em cima do bolo, uma imagem de São Francisco; depois que cantamos os parabéns para frei Damião, e depois que ele cortou uma fatia do bolo, ele retirou a imagem de São Francisco, entregou-a a mim dizendo: ‘Presidente, eu quero que esta imagem lhe acompanhe até o palácio do governo’, e lá está São Francisco, ainda hoje na minha sala.

Dizia também a Frei Damião que, se eleito presidente, pela vontade soberana da imensa maioria do povo brasileiro, eu voltaria aqui a Juazeiro, para agradecer a cada um de vocês a extraordinária vitória que concederam ao jovem candidato a presidente, do Nordeste, Fernando Collor.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Cultura - Tradição Resistente

Centenário de Juazeiro do Norte # 92

Paralelo ao turismo religioso, a cultura popular traz ao Juazeiro e ao Cariri muitos interessados nos nossos mestres da tradição oral. São reisados, lapinhas, maneiros paus, bacamarteiros e tantas outras manifestações de nossa cultura. A maioria desses mestres vive na periferia de nossa cidade, talvez por isso, oculto da vista de nossos governantes que, esporadicamente, aproveitam o brilho desses "brincantes" para se mostrarem.

Para esses verdadeiros "guerreiros" prestamos homenagens. Agradecendo-lhes o esforço por manterem acesa a alma de nossa gente através de sua arte e tradição.

Abaixo, uma mostra com o Grupo de Reisado Feminino de Mestre Aldenir que, embora sendo do Crato, representa bem esses grupos de Juazeiro e da região.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Juazeiro também tem rock!

Centenário de Juazeiro do Norte # 91

No dia mundial do rock (13 de julho), nossa postagem do Centenário de Juazeiro faz uma homenagem a toda turma que anda de preto, mas não apenas no dia 20 de cada mês (como fazem os devotos do Padre Cícero em sinal de luto). Mesmo com o calor infernal nas terras juazeirenses, a turma segura a onda e veste preto em nome do rock'n'roll. Mas claro que ficar apenas na "camisa preta" é cair no estereótipo, e estamos longe de querer isso...

Em Juazeiro, um dos pontos tradicionais para encontrar a turma que aprecia várias vertentes do rock é a loja Porão Rock, com 20 anos de história sob a antenada gerência de Welson. Quem percorria a Galeria Zé Viana nos anos 90 estava acostumado a passar em frente à Porão com um alto e bom som e uma turma falando sobre música. De lá para cá a Porão passou por alguns endereços e hoje conta com duas lojas: uma em frente à Prefeitura (na Rua Carlos Gomes) e outra na Rua da Conceição, provando que há um público consumidor de discos, camisas e outros acessórios relacionados ao rock e ao skate.

Welson também realiza, esporadicamente, eventos de rock na região do Cariri. Alguns eventos já trouxeram bandas de fora do Ceará, como o caso do Almah, em 2008, e do Sepultura, em 2009, e muitos outros dão destaque às bandas caririrenses.

E por falar em banda local, nossa citação vai para a banda de heavy metal mais antiga do Cariri cearense. Formada em Juazeiro, em 1992, com o nome de StormBringer, a atual Glory Fate trilha um caminho que garante aos integrantes da banda a alcunha de "dissonauros do rock caririense". A banda já lançou dois cds de estúdio, com composições próprias: Tears of Freedom, de 2001, e Bad Moon Rising, de 2006.

A Glory Fate já teve incontáveis formações, mas sempre tendo à frente o guitarrista Michel Macedo, incansável com a sua banda mais antiga e também na arte de formar novas bandas, diversificando as opções para shows no Cariri (blues, hard rock, Beatles Cover, etc.)

E para fechar esse falatório sobre rock, nada melhor do que curtir o som de bandas caririenses. Primeiramente a Glory Fate e, na sequência, a Dr. Divine.

Glory Fate


Dr. Divine

Programação do Cine Cariri Shopping - de 15/07 a 21/07/2011

Cine I: Carros 2
(Cars, 2011)
Horários: 13h e 15h15
Origem: EUA
Gênero: Animação
Classif.: Livre
Duração: 106 min.
Distribuidora: Walt Disney Studios
Lanç. Nacional: 23/06/2011
Sinopse: o astro das corridas Relâmpago McQueen (voz de Owen Wilson) e o incomparável guincho Mate (voz de Larry the Cable Guy) levam sua amizade a novos lugares em Carros 2, ao atravessar o mundo para competir na primeira Grand Prix Mundial para determinar quem é o carro mais rápido do mundo. Mas o caminho para o campeonato é cheio de obstáculos, desvios e surpresas hilariantes quando Mate se vê envolvido em uma fascinante aventura de espionagem internacional. Dividido entre ajudar Relâmpago McQueen na corrida e se enganchar em uma missão de espionagem ultra-secreta, a extasiante jornada de Mate o leva em uma caçada explosiva pelas ruas do Japão e da Europa, seguido por seus amigos e assistido pelo mundo inteiro. Somando-se a toda essa diversão em ritmo acelerado há um maravilhoso elenco de carros totalmente novos que inclui agentes secretos, vilões ameaçadores e corredores internacionais.
Elenco: Vozes de: Owen Wilson, Jason Isaacs, Michael Caine, Michael Keaton, Emily Mortimer, Bonnie Hunt, Joe Mantegna
Roteiro: Ben Queen
Produção: Denise Ream
Direção: John Lasseter
Trailer:



Cine I: Transformers: O lado oculto da Lua
(Transformers - Dark of the Moon, 2011)
Horários: 17h30 e 20h30
Origem: EUA
Gênero: Ação
Classif.: 12 anos
Duração: 154 min.
Distribuidora: Paramount Pictures
Lanç. Nacional: 01/07/2011
Sinopse: Quando um misterioso evento do passado da Terra explode nos dias de hoje, ele ameaça causar uma guerra tão grande na Terra que os Transformers sozinhos não conseguirão nos salvar.
Elenco: Shia LaBeouf, Rosie Huntington-Whiteley, Josh Duhamel, Patrick Dempsey, Ken Jeong, John Malkovich, Alan Tudyk, Vozes de: Hugo Weaving, Peter Cullen
Roteiro: Ehren Kruger
Produção Executiva: Michael Bay, Steven Spielberg
Produção: Ian Bryce, Tom DeSanto, Lorenzo di Bonaventura
Direção: Michael Bay
Trailer:



Cine II: Harry Potter e as Relíquias da Morte (Parte II)
(Harry Potter and the Deathly Hallows - Part 2, 2011)
Horários: 15h, 17h40 e 20h20
Obs: entre os dias 15/07 e 17/07 (sexta-feira a domingo), será exibida uma sessão extra às 10h. Mais informações ligar para 3572.9333.
Sinopse: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 é a aventura final da série de filmes ‘Harry Potter’. O aguardado filme é a segunda parte da produção cinematográfica dividida em dois longas-metragens. No desfecho épico, a batalha entre as forças do bem e do mal da magia alcançam o mundo dos trouxas. O risco nunca foi tão grande e ninguém está seguro. Mas é Harry Potter o escolhido para o sacrifício final no clímax do confronto épico com Lorde Voldemort. E tudo termina aqui.
Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Ralph Fiennes, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Tom Felton, Jason Isaacs, Bonnie Wright, Michael Gambon
Roteiro: Steve Kloves
Produção Executiva: Lionel Wigram
Produção: David Barron, David Heyman, J.K. Rowling
Direção: David Yates
Trailer:


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Preço do ingresso (+ pipoca):
De sexta a terça: Inteira: R$8,00 / Meia: R$4,00
Quarta e quinta: Inteira: R$6,00 /Meia: R$3,00

+ info: (88) 3572.9333

Mais dicas de filmes ou programação de outros cinemas:
http://www.orientcinemas.com.br

13 de julho: Dia Mundial do Rock

O dia 13 de julho é oficialmente o Dia Mundial do Rock. A escolha desse dia deve-se à realização do megaevento Live Aid, realizado em 13 de julho de 1985, tendo os maiores shows no Estádio Wembley, em Londres, e no Kenneth Stadium, na Filadélfia. Tratava-se de um evento beneficente, arrecadando fundos em prol dos famintos da Etiópia, país do continente africano.

Em Londres, o Queen fez uma apresentação que, para muitos fãs, foi a melhor exibição da banda em um palco. No mesmo dia, o U2 ganhou grande destaque, iniciando a trilha rumo ao mega sucesso que viria logo depois daquele evento. E nos EUA teve um retorno do Led Zeppelin, com Phil Collins substituindo o baterista John Bonham, que faleceu em 1980.

Para destacar a data, um trecho da apresentação do Queen, no Live Aid 1985, cantando o próprio rock como tema...



...e mais, o Led Zeppelin (com Phill Collins na bateria) tocando "Rock and Roll", no JFK Stadium, na Filadélfia, EUA.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Programação musical para a festa do Centenário

Centenário de Juazeiro do Norte # 90

Panem et circenses

Agora, saiba
Ivete Sangalo tem o 2º cachê mais caro do País: R$ 350 mil (isso em 2007. Imagine hoje em dia);

César Menotti e Fabiano. Cachê R$ 220 mil reais por show no Distrito Federal.

Somando-se somente os cachês de Ivete Sangalo e da dupla Cesar Menotti e Fabiano, mais custos de produção (estrutura de luz e som, transporte, hospedagem em hotel de luxo e alimentação), uma extravagância dessas não deve sair por menos de R$ 800 mil.

Agora, pense:
Quantos mutirões de saúde podem ser feitos com essa grana toda?

A quantidade de remédios que podem ser comprados?

Quantas ambulâncias equipadas?

Agora, preste atenção:
Paralisação dos servidores da Saúde e Educação de Juazeiro do Norte (CE) completa um mês

Agora, reflita:
Qual ação que a prefeitura de Juazeiro do Norte vai realizar com os verdadeiros artistas desta terra (músicos, atores, artesãos, escritores e artistas plásticos)? Dessa dinheirama toda vai rolar alguma esmolinha para eles?

Agora, poeira... levantou poeira...
Aí, meu caro juazeirense, a receita é simples. Você que vem há pelo menos um mês tentando vacinar um filho seu, ou que tenta, em vão, ser recebido por um médico e/ou que não encontra o remédio receitado em um posto de distribuição, sequer numa farmácia popular, deleite-se com a programação musical do centenário...

II Palco Sonoro na Expocrato 2011



II Palco Sonoro - 2011 (URCA - CCBNB)
A tradução contemporânea de nossas tradições

De 10 a 17 de julho, na Expocrato 2011 - Stand da URCA

Terça Feira, dia 12
17:00 - Área Restrita
18:00 - 4º. Estágio
19:00 - Aécio Ramos
19:40 - B´Haves
20:00 - Elisa Moura
20:40 - Trimurti (Instrumental)
21:00 - Cariri Blues

Quarta-feira, dia 13
17:00 - Black Out
18:00 - Sétimo Selo
19:00 - Fatinha Gomes
19:40 - Luciano Brainner
20:00 - Cícero Gnomo
20:40 – Calazans Callou
21:00 - Jord Guedes
21:00 – Cleivan Paiva

Quinta-feira, dia 14
17:00 - Cantigar
18:00 - Zabumbeiros Cariris
19:00 - Synkrasis
19:40 - Abidoral Jamacaru
20:00 - Ermano Moraes
20:40 - João Do Crato
21:00 - Ibbertson Nobre
21:40 - Rei Bulldog (Beatles Cover)

Sexta-feira, dia 15
17:00 - Tábua De Pirulito
18:00 - Dom Rasta
19:00 - Plataforma Vip
19:40 - Legalize It
20:00 - Godivas
20:40 - Liberdade & Raiz
21:00 - De Repente Blues
21:40 - Batista Trio

Sábado, dia 16
17:00 - Black Boy Dance/ Filhos De Maria
18:00 - Stênio Lima
19:00 - Rinaldo
19:40 - MPB Trio
20:00 - Soul Musical
20:40 - Alvaro Holanda
21:00 - Herdeiros Do Rei

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Juazeiro em fotos: antes e depois 05

Centenário de Juazeiro do Norte # 89

Seguindo o conteúdo das postagens # 33, # 36, # 54 e # 59 do Centenário, hoje disponibilizamos outras montagens que mostram espaços de Juazeiro em fotos antigas e os mesmos espaços fotografados atualmente, em 2011. Clique nas imagens para ampliá-las.





domingo, 10 de julho de 2011

O poder político no Cariri após a emancipação de Juazeiro

Centenário de Juazeiro do Norte # 88

Hoje lançamos mão de um tópico do livro Milagre em Joaseiro (Miracle at Joaseiro - tradução de Maria Yedda Linhares), escrito por Ralph Della Cava, historiador norteamericano.

O livro é um dos principais estudos sobre o mito religioso do Padre Cícero, e foi publicado originalmente em 1976 (pela editora Paz e Terra). O texto é a tese de doutoramento de Ralph Della Cava e uma das grandes referências em pesquisa sobre a atuação religiosa e política do fundador de Juazeiro do Norte.

O tópico escolhido para ser aqui reproduzido é o "Balanço do poder: Joaseiro e o Cariri", que integra o capítulo 9 ("Joaseiro no Plano Nacional"). No fragmento selecionado, o autor faz considerações sobre a importância política do Juazeiro e do Cariri no cenário político cearense entre os anos de 1914 e 1934, destacando a influência política de Floro Bartolomeu e Padre Cícero. Mostra também como o Crato e o Juazeiro dividiram uma liderança política e econômica no Cariri, fazendo com que a região virasse um ponto importante para as negociações políticas estaduais e até mesmo nacionais.
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Balanço do poder: Joaseiro e o Cariri
Ralph Della Cava

É inegável que Joaseiro lucrou, a curto prazo, com a “revolução” [a Sedição de Juazeiro]. No final de 1914, a Assembleia do Ceará deu ao município o estatuto de distrito judicial autônomo (comarca). Concedeu a Joaseiro, também, o seu próprio Juiz de Paz e um tabelião público (ou cartório de notas), talvez a instituição jurídica mais importante da República Velha. Em síntese, a revolução de 1914 completara, no mínimo, o processo de libertação de Joaseiro com relação ao Crato: a autonomia notarial e judiciária conquistada em 1914 confirmou a vitória política de 1911. Agora, em pé de igualdade, Joaseiro e Crato, apesar das repetidas tensões, assumiram a liderança conjunta do Vale. Barbalha, que tinha aspirado a essa participação com o Crato, entrou numa fase de longa decadência, da qual só começou a sair em 1960. No Crato, o cel. Antônio Luís também retomou o poder, na qualidade de prefeito e deputado estadual. A partir daí, sua amizade pessoal e aliança política tácita com o Patriarca e Floro foram muito importantes para evitar que se extravasasse o ressentimento do Crato, especialmente quando Joaseiro assumiu, gradativamente, a posição dominante que hoje ocupa na história contínua dessas duas cidades.

Entre 1916 e 1926, o eixo Joaseiro-Crato dominou o Vale do Cariri. Suas unidades do Partido Conservador deviam menos aos Accioly (como havia sido nos primeiros anos do século) do que ao prestígio político do Padre Cícero. Como vice-governador do Ceará (nas eleições de 1914, passou de terceiro a primeiro vice-governador), como líder real ou fictício da revolução, como distribuidor de favores políticos e de mão-de-obra barata em todo sertão, o Patriarca era coberto de deferência pelos coronéis do Cariri. Somente com seu conselho, eles nomeavam as autoridades locais, apoiavam os candidatos a deputado estadual e federal; e somente com o seu endosso eles solicitavam subsídios governamentais para obras públicas e desenvolvimento econômico. De fato, até 1926, foi concedido ao Patriarca, pelas instáveis coligações governamentais do Ceará, considerável mandonismo local em troca de seu apoio e patrocínio eleitoral. Em contrapartida, o Patriarca — ladeado por Antônio Luís e Floro Bartolomeu — usou sua influência em prol do Joaseiro e do Vale do Cariri.

Não resta dúvida de que o Cariri tinha, finalmente, alcançado um considerável poder de barganha dentro da política cearense. Durante as quase quatro décadas anteriores recebeu poucos benefícios de Fortaleza. Seus impostos, entretanto, destinavam-se a asfaltar e a iluminar as ruas da capital, assim como fornecer à classe média de comerciantes do litoral esgoto, água potável, bondes, teatros, novas igrejas, luxuosos clubes particulares, hospitais, clínicas e cinemas. O Cariri, durante muito tempo, clamou contra essa desigualdade, o que explica, em parte, por que os comerciantes do Vale sempre preferiram negociar com a praça de Recife. O porto de Recife, por estar mais perto da Europa e do Sul industrial do que Fortaleza, oferecia mercadorias a preço mais baixo; maiores facilidades de transporte dentro de Pernambuco reduziam os custo do comércio de varejo no interior. Apesar do comércio natural que existia entre o Vale e o litoral pernambucano, era o poder político e fiscal da eqüidistante Fortaleza que muito tirava do Vale e pouco retribuía.

sábado, 9 de julho de 2011

"Os romeiros de Padre Cícero" no Sem Fronteiras da Band

Centenário de Juazeiro do Norte # 87

Na década de 90, o programa Sem Fronteiras (da Band) exibiu o documentário "Os romeiros de Padre Cícero", de 1994, dirigido por Eduardo Coutinho.

Disponibilizamos um grande trecho do documentário dividido em duas partes. Em destaque os depoimentos de d. Assunção Gonçalves, Padre Murilo, Penitentes Aves de Jesus, além de moradores de Juazeiro e romeiros que visitam a cidade do Padre Cícero.

Parte 1:


Parte 2: